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Nascer menina no Brasil já é um requisito para um futuro sem oportunidades”. Esta é uma constatação divulgada por um estudo realizado no último dia 11 de outubro, terça-feira passada, pela ONG Save the Children, no segundo relatório da série “Every Last Girl”.

Segundo o documento publicado, no ranking de 144 países, o Brasil ocupa a 102ª posição, sendo também o último sul-americano. Em primeiro lugar está a Suécia. Os quesitos observados que ensejaram a pesquisa foram: casamentos realizados na infância, ainda muito comuns nos rincões brasileiros; gravidez na adolescência, que atinge também jovens das grandes cidades; mortalidade materna; conclusão dos estudos; e, por fim, baixa representatividade feminina no Parlamento brasileiro, que não chega a 10% do total dos parlamentares, apesar de ser a maioria do eleitorado do Brasil, com 51,95%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Brasil aparece algumas vezes ao longo do Relatório, sendo apresentado de forma negativa. Apesar de ser destacado como um país que tem renda média superior, ele está ocupando no ranking uma colocação apenas um pouco acima do Haiti, classificado como um país frágil e de renda baixa.

Outro ponto que chama atenção no documento, como já foi citado, é o fato de o Brasil ainda estar diante da baixa representação das mulheres no Congresso, o que significa um entrave ao empoderamento feminino, tema que ganhou força nos últimos anos através, sobretudo, dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, criado pela ONU Mulheres.

Entretanto, de acordo com a publicação, o casamento na infância é o dado mais preocupante apontado no Relatório. No mundo, meninas com menos de 15 anos são forçadas a casar e o casamento infantil começa um ciclo de desvantagens para que as garotas possam ter oportunidades de aprendizado, desenvolvimento pessoal e também poderem ser crianças, ressalta a ativista Carolyn Miles, presidente da ONG Save the Children.

Conforme apontado, o Brasil ainda precisa avançar muito em relação a políticas públicas voltadas às mulheres, sobretudo no que tange a violência doméstica, provocada pela posição de submissão feminina em relação aos homens, sendo necessário incentivar debates sobre o lugar da mulher na sociedade atual e sobre a mudança de cultura e de mentalidade em relação à valorização feminina. Vale ressaltar que, conforme apontam observadores, apesar da sociedade brasileira contar com inúmeros avanços ela ainda continua com sendo avaliada como sexista, machista e racista.

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ImagemGarota Zangada” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Crian%C3%A7a#/media/File:Angry_girl.jpg

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About author

Bacharel em Relações Internacionais e Direito, com especializações em Direito Público Municipal e em Política e Estratégia. Aluna especial no Mestrado Acadêmico em Administração pela UFBa. Possui experiência na área jurídica adquirida em estágios em escritórios de advocacia, Petrobrás, Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. Tem experiência internacional, em Dublin – Irlanda. Diretora Institucional da BBOSS. Voluntária [email protected] - Project Management Institute – Capítulo Bahia, Diretoria de Alianças e parcerias desde Agosto de 2015.
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