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A reaproximação diplomática entre Grécia e Rússia

Na última sexta-feira, dia 7 de dezembro (2018), o Presidente russo, Vladimir Putin, e o Primeiro-Ministro grego, Alexis Tsipras, reuniram-se no Kremlin, em Moscou. A discussão entre os líderes incluiu assuntos de cooperação bilateral e outras questões internacionais e regionais de destaque, uma mudança positiva nas relações Rússia-Grécia, visto que elas estavam abaladas desde julho (2018).

Nesse período, Atenas expulsou dois diplomatas russos sob a alegação de que eles tentaram sabotar as negociações entre Grécia e Macedônia na renomeação do país de República Iugoslava da Macedônia para República da Macedônia do Norte. A Rússia negou as acusações e respondeu à altura, expulsando dois diplomatas gregos em agosto (2018). Durante a Reunião, Putin destacou que houve discordância entre as partes sobre os motivos que levaram a expulsão dos diplomatas russos e continuou: “Mal posso imaginar que alguém sensato na Grécia e na Rússia pense que a Rússia esteja ‘tramando’ contra a Grécia ou que trame outras conspirações. É um absurdo. Se os serviços de inteligência têm alguma pergunta um para o outro, o que também é possível, há muitas maneiras de resolver esse tipo de situação, sem nenhum gesto teatral. Espero que este momento [nas relações Rússia-Grécia] tenha realmente se encerrado”.

Reunião com o Primeiro-Ministro da Grécia, Alexis Tsipras, no Kremlin, em Moscou

À parte do escândalo diplomático, os líderes também discutiram sobre assuntos estratégicos. Tsipras propôs que a Grécia faça parte do trajeto do duto de gás natural, o TurkStream, para a Europa Ocidental. O objetivo do Primeiro Ministro é demonstrar o interesse grego em se tornar um hub de energia regional, assim, o sul da Europa também se conectaria ao gasoduto TurkStream pela Grécia. Com essa declaração, Putin apontou que há a possibilidade desse projeto ocorrer, além de que há planos para que, no futuro, os dois países implementem conjuntamente grandes empreendimentos de infraestrutura energética.

Para tanto, o Presidente russo destacou que o fortalecimento da economia grega é essencial para que ocorra a entrada de novos investimentos da Rússia no país. Em relação a esse fato, o Ministro Adjunto dos Negócios Estrangeiros da Grécia, George Katrougkalos, enfatizou que “o potencial é [agora] muito maior em muitas áreas desde que a economia grega se recuperou completamente [de uma crise econômica]. No último trimestre [do ano, 2018], subiu 2,2%, e a previsão para 2019 é ainda melhor, cerca de 2,5%. A nova lei de desenvolvimento prevê garantias e incentivos importantes para os investidores. Nunca houve condições mais favoráveis para o investimento em nosso país”.

Não obstante, mesmo que a Grécia passe por dificuldades, Putin ressaltou que os dois países estão ligados por uma relação histórica, em que a Rússia sempre apoiou o povo e o Estado gregos. Por conta disso, há um compromisso diplomático para que o Governo russo continue atuando nesse sentido. A Reunião, portanto, trouxe apaziguamento para a relação entre os dois países, ambos reconheceram a importância da retomada do diálogo entre eles, o qual trouxe avanços positivos nas questões bilaterais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1PrimeiroMinistro da Grécia, Alexis Tsipras, cumprimenta o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, na coletiva de imprensa conjunta” (Fonte): http://static.kremlin.ru/media/events/photos/big/v7KZ21dyhYtByFhA3xrvAUXsbxzLWkod.jpg

Imagem 2Reunião com o PrimeiroMinistro da Grécia, Alexis Tsipras, no Kremlin, em Moscou” (Fonte): http://static.kremlin.ru/media/events/photos/big/5XBkngitxTx38WYY2y5FjAsBVEJ7sYKO.jpg

EUROPAMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

A estratégia dinamarquesa para reduzir a poluição de resíduos plásticos

A industrialização é a responsável por expandir a economia e qualidade de vida para milhões de pessoas, gerando renda e usufruto de bens, todavia, ao longo do século XX, o homem se despreocupou com os efeitos negativos da política de crescimento e desenvolvimento que poluíram rios e mares.

Evidenciando a gravidade da poluição residual oriunda dos setores produtivos e domésticos das cidades, observa-se a expansão de lixo não reciclado e sem tratamento no mundo. Em contrapartida, a ascensão dos discursos de sustentabilidade e de preservação ambiental emergem cada vez com maior força, alertando para os perigos da negligência quanto à poluição.

O governo dinamarquês resolveu criar uma estratégia com 27 tópicos, visando a redução do uso de material plástico no país. Entre os principais desafios estão a formação de um centro nacional de plástico, coma finalidade de gerenciamento, e a proibição do uso de sacos plásticos finos, coma previsão de queda pela metade até 2030.

Jakob Ellemann-Jensen, Ministro do Meio Ambiente e Alimentos da Dinamarca

O jornal Copenhaguen Post trouxe a declaração do Ministro do Meio Ambiente e Alimentos da Dinamarca, Jakob Ellemann-Jensen, sobre o assunto: “Hoje, queimamos muito plástico e precisamos melhorar a reciclagem. Nós não temos recursos ilimitados à nossa disposição, e não há razão para explorar novos recursos quando podemos usar os que já possuímos”.

Os analistas classificam a iniciativa dinamarquesa como pioneira, visto que a grande maioria dos Estados ainda não debate a problemática dos resíduos plásticos com o grau de importância que os daneses* estão fazendo. Em relação à crítica, compreende-se que as mudanças propostas necessitam de tempo para assimilação social e podem encontrar resistências de setores econômicos.

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Nota:

* Daneses: adjetivo pátrio, ou outra forma de fazer referência aos habitantes da Dinamarca.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Embalagens plásticas e garoto no Lixão da Vila Estrutural, DF-BR. Por Marcello Casal Jr./Agência Brasil.” (Fonte):

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Imagem 2 Jakob EllemannJensen, Ministro do Meio Ambiente e Alimentos da Dinamarca” (Fonte):

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EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

O incidente da fragata norueguesa Helge Ingstad

A fragata norueguesa Helge Ingstad seguia para a base naval de Haakonsvern, localizada na cidade de Bergen, após participar da Trident Juncture 2018, realizada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) entre os dias 25 de outubro e 7 de novembro deste ano (2018).  No dia 8 de novembro, colidiu com o navio petroleiro Sola TS, por volta das 4h00 (horário local), deixando a embarcação militar impossibilitada de prosseguir viagem. Apesar do incidente, inexiste informação de danos, gravidade, ou vazamentos de óleo, excetuando-se que oito tripulantes estão hospitalizados por ferimentos leves.

Porto de Bergen

O fato gerou distúrbios, pois, conforme foi disseminado na mídia, o ocorrido poderia ter sido evitado com simplicidade, todavia, as autoridades recolheram dados para buscar compreender o que aconteceu. O prazo de término da investigação marítima é de 1 ano para divulgar um relatório público, e tanto militares como a polícia local trabalham para obterem respostas.

O Diretor do Departamento Marítimo, Dag Liseth, declarou ao jornal Verdens Gang (VG): “Nos primeiros dias antes do fim de semana, entrevistamos todos os envolvidos nesta equipe de ponte em ambas as embarcações, e outros indivíduos. Nós coletamos faixas e registros eletrônicos. Isso nos deu uma base relativamente boa para o que nós trabalhamos neste fim de semana, que foi montar um curso grosseiro de eventos” (Tradução Livre).

Os analistas entendem que é preciso cautela em relação à divulgação de informações, pois a questão ainda está sendo apurada, entretanto, salientam que caberiam respostas mais assertivas à imprensa local por parte dos militares noruegueses, visto que a sociedade precisa saber o necessário para ponderar argumentos e evitar a propagação de possíveis temores.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Fragata Helge Ingstad” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0e/KNM_Helge_Ingstad.jpg

Imagem 2 Porto de Bergen” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/80/Porto_de_Bergen.jpg/1024px-Porto_de_Bergen.jpg

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A Noruega convoca conferência sobre a defesa da liberdade religiosa

As relações internacionais são constituídas prioritariamente pelo Estado como ator central de ações no plano internacional. Entretanto com a intensificação da globalização diversos entes passaram a obter projeção no cenário externo dos Estados, tais como empresas, movimentos sociais transnacionais, e especialmente as instituições religiosas contribuindo para a ascensão do que alguns teóricos chamam de sociedade civil global. O avanço de entidades da sociedade civil, tratados do terceiro setor*, é amplo e multifacetado, todavia observa-se que neste é comum aparecerem discursos em defesa da democracia, de grupos étnicos, sexuais, sobre a sustentabilidade, migrantes, porém, em menor intensidade se comenta sobre religião. No entanto, a garantia da liberdade religiosa também faz parte dos direitos humanos, e consequentemente das pautas da sociedade internacional.

Ine Eriksen Søreide, ministra dos Negócios Estrangeiros da Noruega

Nas questões internacionais contemporâneas tem sido comum observar exemplos de desrespeito aos direitos humanos de religiosos, sejam nos conflitos, tais quais vistos com o Estado Islâmico, no Oriente Médio, e Boko Haram, na Nigéria, sejam no cotidiano das sociedades que atingem cristãos, judeus, muçulmanos e diversos outros segmentos religiosos, quando estes se apresentam como minorias em determinado país.

Tratando desta temática, a Noruega vem investindo no fortalecimento da multilateralidade sobre a questão. A partir do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), o Estado escandinavo busca aplicar suas diretrizes de política externa defendendo a liberdade de religião, e esforça-se em seus diálogos bilaterais sobre a pauta da perseguição de minorias religiosas.

No plano nacional, os noruegueses convocaram uma conferência nacional para debaterem sobre a importância da liberdade de religião e os pontos relevantes da sociedade civil no que refere a tal problema, uma vez que esta é a principal articuladora para a manutenção desse direito humano. Em declaração no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega, a chanceler Ine Eriksen Søreide, declarou sobre a pauta o seguinte: “Em 2018, o Ministério dos Negócios Estrangeiros gastará um total de cerca de 80 milhões de coroas norueguesas** em medidas para promover a liberdade de religião ou crença e proteger as minorias religiosas. As organizações da sociedade civil são parceiras importantes neste trabalho e firmamos uma série de acordos de cooperação que fortalecerão nossos esforços nessa área”.

Os analistas entendem a atuação norueguesa de valorização da liberdade religiosa como parte do espírito de solidariedade presente na história dos povos escandinavos, todavia, o caminho para a multiplicação de atores que lutem contra a perseguição religiosa é longo devido aos interesses conflitantes das principais potências internacionais.

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Notas:

O terceiro setor faz parte de uma classificação organizacional a qual define-o como o espaço das associações sem fins lucrativos e organizações sociais; o segundo setor é o espaço das empresas privadas, enquanto o primeiro setor seria o espaço dos Estados e governos.

** Conforme cotação de 30 de novembro de 2018 seriam US$ 9,357,460.00 ou R$ 35.910.900,00.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Massacre de São Bartolomeu de François Dubois” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:La_masacre_de_San_Bartolom%C3%A9,_por_Fran%C3%A7ois_Dubois.jpg

Imagem 2 Ine Eriksen Søreideministra dos Negócios Estrangeiros da Noruega” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:SD_meets_with_Norway%E2%80%99s_Minister_of_Defence_170517-D-SV709-158_(34721980225)_(cropped).jpg

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Projetos de desenvolvimento inativos na Dinamarca

Em 2015, o governo dinamarquês anunciou uma série de projetos de desenvolvimento com o propósito de incentivar o crescimento e a geração de empregos ao longo da costa do país. Todavia os empreendimentos não saíram da prancheta, pois 8 dos 10 projetos divulgados encontraram dificuldades com licenças, enquanto os outros 2 sequer tiveram início e estão completamente paralisados.

Localização de Svendborg na Dinamarca

A permissão para construções não é a única razão para o encalhamento dos projetos, já que os investidores do setor turístico possuem baixo aporte financeiro para viabilizar as obras. O jornal Copenhaguen Post trouxe uma avaliação sobre o assunto, feita pela professora de Turismo da Universidade do Sul da Dinamarca, Anne-Mette Hjalager: “A maioria desses projetos simplesmente não tem um ‘business case’ [‘plano de negócios’]. Em outras palavras, é extremamente incerto se eles podem pagar. Isso significa que os investidores estão relutantes em aportar dinheiro porque também podem descobrir que isso não é viável” (Em tradução livre).

Outro motivo que esquentou mais os ânimos foi a pressão da sociedade civil local contra os projetos. A descaracterização da flora local é vista como um fator negativo para os moradores da região costeira. O referido jornal apresentou a oposição da cidade de Svendborg, na região central da Dinamarca, onde 4.700 assinaturas foram recolhidas, em 2016, dificultando o apoio financeiro do município ao empreendimento.

Os analistas observam que há falha estratégica na elaboração dos projetos os quais poderiam ter sido melhor planejados entre os setores envolvidos. A ideia de desenvolver o turismo na costa dinamarquesa não é vista como ruim, todavia os observadores apontam ser preciso respeito e articulação junto as populações locais, muitas das quais já criaram laços com o ambiente ao redor.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mapa da Dinamarca” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Denmarkmap.png

Imagem 2 Localização de Svendborg na Dinamarca” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5f/Map_DK_Svendborg.PNG

AMÉRICA LATINAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Encontro entre Presidentes de Cuba e da Rússia em Moscou

No dia 2 de novembro (2018), o Presidente do Conselho de Estado de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermudez, realizou sua primeira visita oficial à Rússia desde que assumiu tal cargo em abril deste ano (2018). Em Moscou, Bermudez e seus principais Ministros encontraram-se com o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin. Os principais tópicos da conversa foram as cooperações bilaterais entre os dois Estados e questões relacionadas ao cenário regional e internacional.

Em primeiro lugar, o encontro abordou a oferta russa de assistência à modernização da infraestrutura do transporte em Cuba. O intuito de tal programa é triplicar a circulação de passageiros e dobrar o tráfego de cargas através da renovação de mais de 1.000 km da malha ferroviária no país caribenho. Além disso, a conversa diplomática destacou a cooperação no setor energético entre os dois Estados, em particular, a participação da empresa russa Uralkhimmash na construção de um parque de armazenamento de gás liquefeito de petróleo próximo de Havana, capital cubana.

O Presidente Bermudez, e o Presidente Putin assinam Declaração conjunta sobre abordagens em comum aos assuntos internacionais

Em relação a isso, Putin apontou que o comércio entre os dois países aumentou em 17% no ano de 2017, crescimento que foi causado principalmente pelos avanços na parceria energética. Apesar do resultado positivo, o Presidente russo reconheceu que, em termos absolutos, o comércio ainda não apresenta considerável relevância, porém destacou que há o objetivo de criar mecanismos para o aprimoramento dos fluxos de trocas e do investimento entre eles.

Além de questões bilaterais, os líderes discutiram assuntos relevantes ao ambiente internacional, como a recém decisão dos Estados Unidos (EUA) de se retirarem do Tratado de Forças Nucleares de Faixa Intermediária (INF, sigla em inglês). Quanto a isso, um comunicado conjunto foi liberado: “Os líderes da Rússia e de Cuba expressaram profundo pesar e séria preocupação sobre os planos dos EUA de saírem unilateralmente do Tratado de Forças Nucleares de Faixa Intermediária (INF). As duas partes apontaram que a decisão dos EUA pode causar consequências muito negativas para o sistema internacional de segurança e controle de armas e pediram aos Estados Unidos que revejam as intenções de deixar o tratado”.

Outro tema colocado em pauta foi a reprovação cubana e russa quanto ao uso de sanções unilaterais e ditas sem fundamento, como sendo uma força desestabilizadora da política externa. De acordo com Putin, “Rússia e Cuba sempre defenderam a observância estrita dos princípios fundamentais do direito internacional consagrados na Carta da ONU, incluindo o respeito à soberania e aos interesses de todos os Estados, a inadmissibilidade da pressão coercitiva, o uso de sanções unilaterais e a interferência em assuntos internos”.

Em resumo, considerou-se que o encontro oficial se mostrou bastante frutífero, com uma atmosfera amigável, profissional e construtiva. De acordo com a declaração de imprensa liberada pelo Kremlin, são essas as características que sempre definiram as relações Cuba-Rússia, nações as quais são ligadas por muitos anos de amizade, simpatia mútua, respeito, solidariedade e apoio.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Reunião oficial entre o Presidente do Conselho de Estado de Cuba, Miguel DíazCanel Bermudez, e o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin” (Fonte):

http://static.kremlin.ru/media/events/photos/big/cdmZt2IO5cB7cuxBb52pjL3v8FzUNo1M.jpg

Imagem 2O Presidente Bermudez, e o Presidente Putin assinam Declaração conjunta sobre abordagens em comum aos assuntos internacionais” (Fonte):

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