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NOTAS ANALÍTICAS

“11ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica” (COP11)

No dia 8 de outubro, terá início a “11ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica” (COP11) na cidade de Hyderabad, na Índia. O Evento durará 11 dias e retomará os debates sobre a biodiversidade, tendo como principal objetivo superar o desafio de captar recursos para a conservação de espécies existentes no mundo.
Ele contará com a presença de representantes de mais de 190 países, incluindo aquele que sedia e o Brasil. Muitos Estados asiáticos tem leis e trabalhos específicos para cuidar de sua diversidade. A China e a Índia, por exemplo, têm espécies raras e únicas na região, o que exige um trabalho eficiente e “Acordos de Metas” eficazes para a preservação de suas espécies.

Este tema da preservação baseada em “Acordos de Metas” é uma das críticas que a diretora do Departamento de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Daniela Suarez Oliveira, faz em relação ao Brasil. Segundo aponta, até o momento os brasileiros não possuem nenhum, por isso ela defende uma adoção de metas para que o país se destaque neste e nos próximos Fóruns, já que o país é um dos maiores detentores de biodiversidade do planeta.
Outra de suas críticas também envolve as nações mais desenvolvidas e as respectivas responsabilidades que estes têm para com os países em desenvolvimento. Afirmou: “Os países mais desenvolvidos cresceram à custa da biodiversidade. A convenção entende que eles têm responsabilidade conosco [os países em desenvolvimento]”*.
Os especialistas aguardam o Evento para analisar as propostas e como estão sendo conduzidas e incorporadas as orientações que foram acertadas durante a última Convenção, que foi sediada na cidade de Nagoya, no Japão.
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Fonte Imagem (Chaminar, o monumento emblemático de Hyderabad): Wikipédia

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Fontes:

* Ver:

http://diariodemocratico.com.br/meio-ambiente/6/7268

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Ver também:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-10-01/brasil-nao-tem-acordo-sobre-duas-metas-de-conservacao-da-biodiversidade

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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