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NOTAS ANALÍTICAS

176 militares do contingente búlgaro no Afeganistão retornam ao país

 

Dos 400 militares do contingente búlgaro no Afeganistão, 176 retornaram à Bulgária, que é um dos membros da “International Security Assistance Force” – ISAF (em português “Força Internacional de Assistência para Segurança” – FIAS), no âmbito da “Organização do Tratado do Atlântico Norte” (OTAN)[1].

O batalhão búlgaro no país da Ásia abrange: a “13a Rota” para segurança do perímetro interno do aeroporto de Kandahar; quatro equipes de conselheiros na capital Kabul e Kandahar; uma equipe de conselheiros superiores e uma equipe médica. O efetivo feminino total compõe-se de 13 mulheres, sendo 11 delas na Rota. O ministro da Defesa interino Tódor Tugárev enfatizou que “A Bulgária está apoiando o povo afegão para garantir a segurança pública depois de 2014. Outros contingentes estão sendo preparados por parte do país para a rotação, antes da participação búlgara [no Afeganistão] terminar” [2].

Durante a missão, os militares da “13a Rota”, atuando no perímetro interno do aeroporto de Kandahar, cumpriram mais de 3.850 plantões nas torres internas da base, especificamente nos pontos de controle do movimento de entrada e saída e nos centros de operações. São 3.700 os patrulhamentos com viaturas e a pé, com 11.080 veículos e 50.124 pedestres revistados[2].

Atualmente, as outras missões e operações militares com a participação da Bulgária são: no Kosovo (“Kosovo Force” – KFOR e “United Nations Interim Administration Mission in Kosovo” – UNMIK); na Bósnia e Herzegovina (“OperaçãoALTHEAda Força da União Europeia” –  “EUFOR ALTHEA”); na Geórgia (“European Union Monitoring Mission” – EUMM); na “Operação da União Europeia” no litoral da Somália e no “Golfo de Aden” (“European Union Naval Force Somalia” –  “EU NAVFOR ATALANTA”); na Libéria (“United Nations Mission in Liberia” – UNMIL); na Somália e no “Chifre da África” (“OperationOCEAN ShieldNATO”) e no Mali (“European Union Training Mission Mali” – “EUTM Mali”).

Paralelamente, cresce a instabilidade da segurança pública na capital Sófia. Dois acontecimentos são indicativas nesse sentido. Na periferia da cidade, no bairro de “Orlándovtsi”, na Zona Norte, três homens armados e encapuzados abordaram um carro forte e roubaram 60 mil léva búlgaros (cerca de R$78.540). Em “Dimítar Milénkov”, outro bairro da periferia da Zona Leste da cidade, um militar búlgaro aposentado, Iván Kalúkov (67 anos), atirou e matou três ciganos depois uma briga. Depois do crime cometido, Kalúkov se suicidou.

Grande parte deste bairro abriga a população cigana, sobre a qual pesam acusações de estarem participando de várias ocorrências criminosas no “Leste Europeu” e na “Europa Ocidental”. Esse fato, independentemente da sua confirmação, não absolve, ou justifica o crime cometido por Kalúkov, bem como vários outros semelhantes que tem motivação étnica, ressaltando-se que, nos últimos dez anos, os conflitos desta natureza tornaram-se cada vez mais frequentes na capital e no interior do país. As disputas entre búlgaros e ciganos ameaçam a estabilidade do modelo étnico na Bulgária.

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Imagen (Fonte):
http://www.md.government.bg/bg/tema_MissionsOperations_Afghanistan.html

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.isaf.nato.int/

 [2] Ver:

http://www.md.government.bg/bg/index.php

 

About author

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).
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