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NOTAS ANALÍTICAS

A China e seus problemas com as “Terras Raras”

A China está controlando a produção de diversos metais em todo seu território. Conforme vem sendo noticiado, devido a queda na demanda internacional e sua capacidade de estocagem, o país vem reformulando seus planos de crescimento de forma “sustentável”. Muito se fez, desde o “fechamento de minas irregulares” no país até “investir mais na produção de aço e minérios fora da China”, como na África e nas Américas.

Recentemente, a “Companhia Siderúrgica de Heibei”, maior fábrica chinesa de aço, recebeu autorização para investir em minério de ferro no Canadá. A empresa assinou contrato de 25% de participação da “Companhia de Minério de Ferro Alderon” (no Canadá), num Acordo que dá direito a compra de até 60% da produção canadense, com desconto.

 

Esta ação, junto com outras atitudes de empresas chinesas na África, ajuda na redução da produção de minerais em solo chinês, porém, embora exista este caminho, o país ainda tem problemas com a exploração ilícita em seu território.

Na região de Guangdong, os metais de “terras raras”, o “ouro industrial”, tem a exploração regular monitorada, porém ainda existem muitos centros ilegais de mineração na região, que estão levando a impactos negativos para o meio ambiente na área e se tornando um “concorrente” para as empresas regulares chinesas.

Com o crescimento da tecnologia, a busca pelo “ouro industrial” tem aumentado e a maior parte da produção mundial destes minerais está na China. Como o Governo está reestruturando a produção deste e de outros tipos de metais em prol do meio ambiente, a exploração ilegal vai contra os planos de Beijng.

Mesmo sendo este um problema considerado grave no país, o caso se tornou público e um relatório publicado pelo “Global Times” (China) explica todo um movimento que envolve agricultores, “empresários locais” e até autoridades (Policiais e do Governo).

O caso se tornou tema de debate, pois mais de 50% da produção destes metais vai para o exterior e não é revertido para a indústria do desenvolvimento tecnológico chinês, feito por empresas chinesas. Em suma, o tema ainda não teve uma declaração oficial dos governantes, que sempre utilizam do diálogo, já  estão fazendo o necessário para reparar os problemas do país.

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Fontes:

Ver:

http://www.globaltimes.cn/content/719978.shtml

Ver:

http://portuguese.cri.cn/561/2012/07/09/1s153470.htm

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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