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COOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIO

A educação de milhões de crianças ameaçadas pelos conflitos do Oriente Médio

Nas últimas décadas, os Governos dos países das regiões de conflito que vão do Marrocos ao Iraque têm investido em educação. Tal medida ajudou a elevar a porcentagem de crianças na escola, mas, diante dos conflitos e migrações forçadas no Oriente Médio(que acarretaram em morte, pobreza e destruições de escolas[1]), as escolas não atingidas por bombardeios foram transformadas em lugares para hospedar os refugiados, podendo comprometer o futuro de toda uma geração. Segundo o Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância(Unicef),  estimase que mais de 21 milhões de crianças no Oriente Médio e no Norte da África encontram-se fora da escola, ou correm o risco de abandonar os estudos[2].

Em Gaza, a abertura das escolas foi adiada para meados de setembro deste ano (2015); no Iraque, mais de quinhentos mil iraquianos não frequentam a escola, diante da ofensiva dos milicianos jihadistas; no Curdistão iraquiano, cerca de 190 mil crianças não podem ir à escola; na Síria, desde o início do conflito, mais de 3 mil crianças tiveram que abandoná-la e o aumento da violência no Iêmen e na Líbia teve um impacto similar na educação. Este é o cenário descrito no Dossiê realizado pela Cruz Vermelha Italiana e pela rede[3] Agência Italiana Resposta Emergências (AGIRE), que foi feito com o objetivo de alertar o mundo sobre o declínio da educação, provocado pelos conflitos na região do Oriente Médio.

Em seus relatórios, a ONU informa que a falta de financiamento é um dos principais fatores para o problema da educação no Oriente Médio: “Mais de metade da ajuda humanitária disponível para educação foi atribuída a apenas 15 dos 342 pedidos feitos  entre 2000 e 2014[4], ressaltou a Agência.

Segundo a Unesco, serão necessários US$ 2,3 milhões para o regresso de crianças e adolescentes à escola nos países em conflito, pois o valor da ajuda disponibilizada para a educação atualmente é muito menor. A diretora regional da Unicef, Maria Calivis declarou:Essas crianças precisam ter a oportunidade de adquirir as habilidades que necessitam através da educação a fim de cumprir seu papel na transformação regional[4].

Segundo o relatório de acompanhamento da iniciativa Educação para Todos (EPT), da Unesco[5], as garotas têm 25% a menos de chance de ir à escola na região; as crianças que entram tarde na escola têm mais chances de abandoná-la; e os adolescentes e as crianças residentes em países afetados por conflitos têm maior probabilidade de não frequentar a escola que aquelas dos países não afetados.

As agências da ONU pedem aos Governos que intensifiquem e aumentem os esforços para educação nas regiões do Oriente Médio afetadas pelas contendas e milícias. “Voltar à escola pode ser a única centelha de esperança e de normalidade para muitas crianças e jovens em países mergulhados em crises[5], ressalta a diretorageral da Unesco, Irina Bokova.

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Imagem (Fonte):

http://www.unicef.org/media/media_81172.html

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Fontes Consultadas:

[1]Ver:

http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2015/04/oriente-medio-tem-mais-de-12-milhoes-de-criancas-nao-escolarizadas

[2]Ver:

http://www.unicef.org/media/media_81172.html

[3]Ver:

http://www.news.va/pt/news/europaitalia-emergencia-educacao-no-oriente-medio-

[4]Ver:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0N701020150416

[5]Ver:

http://www.unesco.org/new/en/brasilia/about-this-office/single-view/news/education_for_all_2000_2015_achievements_and_challengesefa_global_monitoring_report_2015summary/#.VcUlnPlViko

About author

Graduada em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco; Jornalista; Pós-graduanda em Política Internacional pela Faculdade Damásio, Pós-graduanda em Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela Universidade de Araraquara(UNIARA); Graduada em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco; Jornalista; atua como voluntária no Instituto de Reintegração do Refugiado(ADUS).
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