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NOTAS ANALÍTICAS

A importância do continente africano no Século XXI

Qual a importância da África no Século XXI?O “Diretor-Geral da Organização Mundial do Comércio” (OMC), Pascal Lamy, proferiu discurso na data de 22 de maio de 2013 na “Universidade de Nairóbi” (Quênia/África), em que afirmou: “Africanos hoje estão mais confiantes e esperançosos quanto ao futuro do que jamais visto antes. Isso é também uma grande transformação que eu percebi no comportamento dos negociadores africanos juntos à OMC: confiantes de que o comércio, aliado a políticas domésticas e Auxílio para o Comércio, podem ser o motor para o crescimento[1].

Observadores apontam que a assertiva acima tem pertinência se considerarmos que o mundo tem sofrido profundas mudanças ao longo das últimas décadas. Dentre elas, inclui-se a própria forma de se realizaram trocas comerciais com: tecnologias mais sofisticadas, inovações nos meios de transporte, novos métodos de informação e comunicação etc., bem como uma perceptível e relevante alteração na tradicional visão Norte-Sul (relação entre “países desenvolvidos”, situados no “Hemisfério Norte”, e “países subdesenvolvidos”, localizados na parte Sul do globo). Acrescente-se que diversos países posicionados neste último grupo “emergiram” nos anos recentes, ou seja, adquiriram e desenvolveram várias características antigamente inerentes às “potências”, embora não todas, e, alguns, encontram-se no continente africano, daí a relevância deste espaço territorial na atualidade.

Ademais, em meio à imensa gama de razões, o fato de seis das dez economias que mais rapidamente emergirem na última década situam-se na África, sendo o Quênia, onde Lamy discursou, um representante deste grupo. As causas são diversas, merecendo destaque os altos níveis de investimentos realizados na região (por via interna e externa), o aumento da importância e dos ganhos do setor exportador africano, bem como o desenvolvimento de um ambiente local apropriado e relativamente estável quanto a questões legais, regulatórias e macroeconômicas, o que acabam por tornar o continente crescentemente atraente a um número cada vez maior de investidores externos, os quais buscam boas chances e oportunidades.

De modo geral, a África também tem gozado de progresso importante no que respeita à questão de estabilidade governamental e política, salvo alguns casos, o que se constitui em elemento primordial ao desenvolvimento. Certamente, hoje, o continente africano constitui-se em um celeiro de excelentes atrativos para quem os procura. Todavia, tem, por outro lado, o desafio de manter continuidade em seu desenvolvimento e progresso, de modo a viabilizar a exploração positiva de todas as suas potencialidades.

Conforme apontam os analistas, o lado bom em se estabelecer relações com a África já fora percebido por diversos países, mais cedo por alguns, mais tarde por outros, tanto que se revela crescente o número de acordos bilaterais e multilaterais que vêm sendo celebrados com aquele continente. O Brasil tem se destacado desde o governo do Presidente Lula, que fomentou tais relações, prática esta que tem sido mantido pela presidenta Dilma.

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Imagem (Fonte):
https://ceiri.news/wp-content/uploads/2013/05/hires.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.wto.org/english/news_e/sppl_e/sppl283_e.htm

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Ver também:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/05/1283049-africa-tem-atencao-especial-do-governo-dilma-afirma-patriota.shtml

About author

Advogado (Unicuritiba). Pós-Graduado pela mesma instituição, em Direito Internacional. Realizou curso de aperfeiçoamento em Negócios Internacionais ("International Trade") no Holmes Institute, em Melbourne (Austrália). Mestrando em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atual membro da Comissão de Direito Internacional da OAB/PR.
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