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Direito InternacionalNOTAS ANALÍTICAS

A Suécia e os Direitos Humanos

A Suécia é um país pioneiro na atuação da defesa pelos Direitos Humanos e desde cedo aplica-se a dar bons exemplos a partir de sua sociedade, por meio de políticas de gênero, infantis e de inclusão de pessoas com deficiência. Os suecos acreditam que os valores da democracia, liberdade de expressão e do Estado de Direito são fundamentais para o desenvolvimento de uma nação, por isso esforçam-se para transferi-los ao mundo.

A base filosófica e jurídica sueca para a promoção de políticas de Direitos Humanos internalizou-se mediante a ratificação de tratados internacionais, no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Europeia (UE), e expressa-se por meio de ações da sociedade civil e na política externa. A partir de 2008, o Governo sueco definiu suas prioridades externas na pauta de Direitos Humanos e, entre elas, aparecem o combate à tortura, à pena de morte, às execuções sumárias e à discriminação[1].

A nível global, a Suécia trabalha a favor da redução do sofrimento humano. Para tal êxito, a Ministra dos Negócios EstrangeirosMargot Wallström, declarou: “em primeiro lugar temos que fazer mais para resolver as causas profundas das pessoas que fogem, sejam elas de conflitos, da opressão, ou vulnerabilidade econômica[2]. Sobre a tensa situação presente ela afirma: “O dinheiro não é suficiente. A necessidade é grande. Devemos, portanto, fortalecer as Nações Unidas, que continua a ser a espinhal dorsal do sistema internacional[2].

A Suécia é um país humanitário e possui um amplo respaldo político no tocante aos Direitos Humanos o que permite, conforme analistas, qualificá-la a forte candidata nas próximas eleições a membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Apesar de alguns considerarem que às aspirações suecas podem parecer utópicas, contudo ambas não o são, pois são bem realistas, e ilustra-se a perspectiva sueca nas palavras do exSecretárioGeral das Nações Unidas, Dag Hammarskjold, quando declarou que “A ONU não foi criada para levar a humanidade ao céu, mas para salvá-lo do inferno[2].

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Imagem A manifestação da democracia” (Fonte):

https://victortrotamundo.files.wordpress.com/2012/03/seden1.jpg (Acesso em: 22.06.2015)

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Fontes Consultadas:

[1] Ver Exemplos de ajustes em Direitos Humanos”:

https://sweden.se/society/sweden-and-human-rights/ (Acesso: 17.06.2015)

[2] Ver Discurso de Margot Wallström no Instituto de Política Externa”:

http://www.regeringen.se/tal/2015/06/tal-pa-utrikespolitiska-institutet-den-8-juni-2015/ (Acesso: 12.06.2015)

About author

Mestre em Sociologia Política (2018) e Bacharel em Relações Internacionais (2014) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro – IUPERJ vinculado a Universidade Cândido Mendes. Atualmente incorpora o quadro do CEIRI Newspaper, onde atua na qualidade de colaborador voluntário na produção de notas analíticas e conjunturais na área de política internacional europeia com ênfase nos Estados Nórdico-Bálticos e Rússia.
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