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[:pt]Acordo de assistência militar bilionário foi concluído entre EUA e Israel[:]

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A relação entre os Estados Unidos da América (EUA) e Israel é ligada intimamente por laços históricos, culturais e também por interesses mútuos. Contudo, tal relacionamento já levou os dois países a vivenciarem momentos de tensão. Um desses ocorreu em 2010, quando o Governo israelense decidiu investir 1.600 unidades habitacionais para cidadãos judeus na cidade de Jerusalém Oriental, mesmo após um pedido feito pelos EUA para que os israelenses congelassem as ações desse tipo, visando uma retomada no diálogo com os Palestinos.

Com o passar dos anos, o relacionamento entre ambos os países tem sido vivenciado com particular desconfiança, no entanto, o Estado israelense, que sempre obteve apoio financeiro e diplomático dos norte-americanos, continuou a receber tal ajuda para investir na sua área militar e de pesquisas. E mais recentemente, na última quarta-feira, dia 14 de setembro de 2016, os dois países fecharam um Acordo que permite ao Governo norte-americano continuar contribuindo com bilhões no setor militar israelense.

Até 2018, os EUA irão investir US$ 3 bilhões de dólares naquele setor de Israel, mas, antes que o prazo se encerre, foi assinado, nessa quarta-feira passada, o Acordo de dez anos de financiamento militar para a segurança de Israel, contando a partir do ano de 2019, cujo valor será de 38 bilhões de dólares, ou US$ 3,8 bilhões por ano. No dia anterior, terça-feira, dia 13, o Gabinete do premier israelense Benjamin Netanyahu, transmitiu um comunicado a respeito do sucesso das negociações, e concluiu dizendo que este foi “o maior compromisso único de assistência na história dos EUA.

Muitos são os motivos que giram em torno dos “porquês” dos EUA apoiarem e, por consequência, ajudarem financeiramente o Estado israelense, contudo, dois dos principais motivos apontados por estudiosos das Relações Internacionais são as questões do Iran e da Palestina.

A priori, é tido por alguns analistas internacionais que a posição estratégica de Israel no Oriente Médio é um dos interesses que regem as ações dos EUA naquela região. Em contrapartida, Israel teme o expansionismo nuclear do Iran que, mesmo após um histórico de sanções aplicadas pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pelo Governo norte-americano, continuam a preocupar a sociedade israelense. Outro fator preocupante para Israel, que o faz reivindicar apoio dos EUA, é a provável criação do Estado Palestino, que, por ser um de seus principais inimigos, tende a ameaçar a estabilidade israelense e propiciar um possível conflito sem precedentes.

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ImagemO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebe o presidente de Israel, Shimon Peres, no Salão Oval da Casa Branca em 5 de maio de 2009” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_entre_Estados_Unidos_e_Israel#/media/File:Barack_Obama_welcomes_Shimon_Peres_in_the_Oval_Office.jpg

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About author

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.
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