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China, Japão e Coreia do Sul são temas de exposição de arte no Rio de Janeiro. Obras destes países asiáticos foram somadas a de artistas irlandeses e brasileiros no Museu Histórico Nacional na capital fluminense, agregando a amostra Aomei Fine Arts 2016.

O tema da exposição “A Arte Faz a Olimpíada Ainda Mais Bela”, traz obras que contam a história de esportes nos cinco países, além de outros retratos culturais e ficará aberta ao público até o dia 31 de outubro. Esta é mais uma atividade fruto da celebração do “Ano de Intercâmbio China-América Latina e Caribe”, existente desde julho de 2014, com o apoio do presidente chinês Xi Jinping.

Embora o evento conte com mais de 100 obras de artistas chineses, japoneses, brasileiros, sul-coreanos e irlandeses, a atenção ficou mais voltada para o lado chinês, contando com a presença do embaixador da China no Brasil, Shi Zequn, e do diretor do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Conselho de Estado Chinês, Yu Bin, na abertura da exposição. Desde 1974, o Brasil assumiu relações diplomáticas com a República Popular da China e essa relação ganhou mais força nos anos 2000, com significativos avanços comerciais e de cooperação em múltiplas áreas de interesse comum.

Em grandes ou pequenos eventos que envolvem brasileiros e povos asiáticos, principalmente chineses, sempre há a representatividade de uma autoridade com um grau de importância governamental da China, demostrando a importância que o Brasil tem para a chancelaria do gigante asiático, bem como que o país está bem à frente em ações diplomáticas de outras potências asiáticas, como o Japão, que tem relações centenárias com o Brasil, o qual é o país com maior contingente de japoneses fora do Japão e da Coreia do Sul, mas cujas relações tem crescido lentamente.

A estratégia chinesa é bem clara: manter vivos e fortes quaisquer relacionamentos com nações, sem considerar sua importância estratégica para obter apoio em futuros e presentes temas globais, em que Beijing necessitará de aliados. Com isso, manterá vivo o que os chineses sempre objetivaram: uma forte influência na comunidade internacional.

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Imagem (Fonte Museus.gov.br):

http://boletim.museus.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/MHN_Aomei-Fine-Arts-2016.jpg

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About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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