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Área de tecnologia nos EUA se movimenta para apoiar reformas imigratórias

No último dia 10 de abril, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, escreveu um editorial no jornal “Washington Post” a respeito da criação do movimento político “FWD.us” (Forward.Us – em tradução livre, “EmFrente.Nós”).

Reunindo um número significativo de empresas de tecnologia, internet e mídias sociais, este grupo tem como objetivo principal criar mais uma força de pressão dentro dos Estados Unidos para acelerar o processo de reforma do sistema imigratório do país. Além do próprio Zuckerberg, fundadores e CEOs de empresas como Linkedin, Dropbox, Netflix, Groupon e Yahoo! fazem parte do grupo[1].

A pressão que o grupo visa criar dentro do ambiente político dos EUA tem como missão promover o debate e gerar alterações nas leis de imigração norte-americanas para permitir a entrada, ainda que temporária, de funcionários destas mesmas empresas ou de possíveis contratados nos EUA. Atualmente, os 65.000 vistos de trabalho temporário cedidos pelo “Departamento de Estado” têm se esgotado de forma muito acelerada: se, em 2011, estes vistos demoraram 33 semanas, em 2012 eles se esgotaram em apenas 10[2].

As alterações na “Política de Vistos” não afeta apenas os trabalhadores contratados para formar parte do time de colaboradores destas empresas, já que alguns passam por processos longos de seleção, mas acabam sendo impedidos de entrar no país. Segundo um estudo daFundação Kauffman”, instituição focada no desenvolvimento do empreendedorismo, aproximadamente 25% das empresas criadas em território estadunidense entre 1995 e 2005 foram fundadas por imigrantes, geralmente com alto nível de especialização que, inicialmente, não chegaram ao país com esta intenção[3].

Também de acordo com o estudo, esta percentagem é ainda maior na área de inovação de produtos manufaturados, software, comunicação, computação e semicondutores, todas áreas subsidiárias que servem como fornecedores para as grandes empresas de tecnologia do “Vale do Silício” e de outras áreas com forte atuação pelo país.

Esta movimentação política da área tem suas raízes tanto no incentivo para a renovação ou aumento da força de trabalho das próprias empresas de tecnologia, quanto na possibilidade de que a atração de mais imigrantes com perfil empreendedor aumente a rotatividade na economia norte-americana e gere mais empregos, retomando o crescimento do país.

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ImagemGrupo de Fundadores do FWD.us reúne um grande número de líderes da área de novas tecnologias de comunicação” (Fonte):

http://tctechcrunch2011.files.wordpress.com/2013/04/fwd-founders.png?w=640&h=191 

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.fwd.us/about_us

[2] Ver:

http://www.huffingtonpost.com/2012/06/14/high-skilled-worker-visas-immigrants-h1-b-visas_n_1598390.html

[3]  VerForeign-Born Entrepreneurs: An Underestimated American Resource”, Relatório da Fundação Kauffman:

http://www.kauffman.org/entrepreneurship/foreign-born-entrepreneurs.aspx

         

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Mestrando em Geografia pela Universidade Federal do Paraná, com Especialização de Gestão de Projetos pela FAE Business School e Internacionalista formado pelo Centro Universitário Curitiba. Tem experiências nas áreas acadêmica e institucional, em análise e criação de cenários políticos e econômicos, oportunidades e desafios públicos e privados. Atualmente, é responsável pela área de Relações Institucionais da Câmara Americana de Comércio para o Brasil em Curitiba (AMCHAM Brasil - Curitiba).
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