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Durante duas décadas, diversos imigrantes em todo mundo enviavam dinheiro por meio de lojas de remessas tradicionais, como a Western Union. Agora, com a revolução das fintechs (o segmento das startups que cria inovações na área de serviços financeiros com processos baseados em tecnologia), há novas opções que tornam mais rápido, fácil e barato fazer remessas pelo mundo.

Uma tendência das fintechs está em atender o mercado de imigrantes, tradicionalmente desconsiderado, por ser de alto risco e gerar baixa margem de lucro. Essas empresas estão ajudando os imigrantes a aprofundar suas raízes nos EUA, em uma época na qual a retórica anti-imigração domina a política nacional, e, por isso, possibilitam acesso a transferências internacionais, empréstimos e até mesmo contas bancárias.

Muitas firmas emergentes no setor de fintech consideram os serviços financeiros para imigrantes como uma fonte inexplorada de receita, a exemplo do Remitly, TransferWise e Xoom, juntamente com outros, como o Lendup e a Oportun, que emprestam a mutuários de alto risco. Assim, as comunidades de imigrantes têm cada vez mais acesso a serviços financeiros com seus smartphones, destacando-se que, de acordo com um estudo da Pew 2015, 13% dos latinos nos EUA dependem de smartphones como sua única fonte de acesso à Internet, em comparação com apenas 4% dos brancos.

Na campanha de Donald Trump, foi divulgado o seu plano de imigração, que indicava a possibilidade de “imobilizar todos os pagamentos de remessas provenientes de salários ilegais”, caso o México se negasse a pagar pelo muro a ser ampliado entre o México e os EUA. Neste documento, Trump propõe ainda regulamentar as empresas de remessas por meio das Leis Antiterrorismo dos EUA, que agora se aplicam aos Bancos e outras instituições financeiras.

Analistas indicam que ainda não está claro se o plano de imigração da campanha de Trump representa uma ameaça real para a segmento de remessas. O plano foi criticado, em parte, devido à dificuldade em diferenciar as transferências de imigrantes legais e irregulares, algo que terá de ser esclarecido.

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Imagem 1Cartão de uma fintech e smartphone com aplicativo aberto” (Fonte):

https://imagens.canaltech.com.br/145619.256877-FinTechs.jpg

Imagem 2Utilização de pagamentos online” (Fonte):

http://cards-expo.com.br/blog/tudo-que-voce-precisa-saber-para-entender-as-fintechs/

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About author

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).
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