NOTAS ANALÍTICAS

As “Quatro Chinas” em um mercado não tão explorado

Com os eventos esportivos em alta nos mercados mundiais, graças as Olimpíadas deste ano (2012), a “Copa do Mundo de Futebol de 2014” e já pensando na “Copa do Mundo de 2018”, os chineses estão trabalhando no desenvolvimento do seu Futebol. Atualmente, a “China Continental” investe em sua “Liga Nacional”, que é diferente das outras três Ligas existentes nessas “Quatro Chinas”, as quais são suas concorrentes neste esporte.

 

Os chineses têm quatro seleções e Ligas reconhecidas pela FIFA: (1) a principal e maior delas, a Liga da parte continental, administrada pela “Associação Chinesa de Futebol” (CFA, sigla em inglês); (2) a da “China Taipei” (Taiwan); (3) a de “Hong Kong” e (4) a de “Macau”.

O Futebol em grande parte da Ásia, excetuando-se na “China Continental”, ainda tem tratamento considerado “amador”, sem grandes investimentos e sem um mercado tão lucrativo como na Europa. Jornalistas esportivos e comentaristas crêem que isso ocorre devido à frágil organização das Eliminatórias da Ásia-Pacífico, que não oferece muitas chances aos países da região para disputarem grandes eventos como a “Copa do Mundo de Futebol”.

Atualmente, Bejing decidiu trabalhar no planejamento de sua participação na próxima Copa (a de 2014), focando a reestruturação da administração interna, o combate ao amadorismo e à corrupção e o investimento na contratação de super estrelas do futebol mundial para jogarem em sua Liga.

Conforme declarou o presidente da CFA, Wei Di, em coletiva para imprensa do país: “Em primeiro lugar, a gestão. Segundo, a administração, garantindo que não surgirão mais problemas como jogo arranjado, combinação de resultado e juiz comprado. Terceiro, garantia política. Ao final, o serviço. Isso é pelo que a CFA deve ser responsável e fazer bem”*. Acredita que seguindo esses passos garantirá um torneio de ponta para disseminar o Futebol na sociedade.

Os planos chineses de popularização destes esporte no país poderá abrir “centenas de milhões” de consumidores de artigos esportivos, gerando grande lucro para seus investidores.

Por essa razão, estão surgindo estratégias voltadas para a China concebidas pelos vários clubes de futebol pelo mundo, como a recentemente estratégia adotada pelo “S. C. Corinthians Paulista” que contratou uma revelação chinesa, o jogador “Zizao”. Esta iniciativa de marketing criada pelo clube junto a Nike será fundamental para ganhar mercado no país e também servirá para o desenvolvimento deste esporte nas quatro Ligas chinesas.

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Fontes:

* VerCRI”:

http://portuguese.cri.cn/721/2012/03/28/1s148449.htm

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Ver tambémLigas Oficiais”:

www.fifa.com

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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