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Ataque jihadista a civis deixa 25 mortos em Burkina Faso

No dia 4 de outubro de 2020, um comboio com 46 pessoas foi atacado a caminho da cidade de Pissila, perto do vilarejo de Ouintokoulga, na província de Sanmatenga, em Burkina Faso. De acordo com a declaração em dia 7 de Outubro do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), os perpetradores separaram mulheres e crianças, para executar os 25 homens. Mulheres e crianças sobreviveram e conseguiram chegar à cidade de Pissila, a cerca de 9km do incidente. Apenas um homem sobreviveu, apesar de ter sido severamente machucado.

Ioli Kimyaci, representante do ACNUR em Burkina Faso, afirmou que estão devastados com a notícia desse ato brutal e civis inocentes que buscam segurança estão pagando com suas vidas em uma frequência alarmante. Também segundo o ACNUR, o país da África Ocidental apresenta a maior crise humanitária crescente no mundo, com mais de 1 milhão de pessoas deslocadas internas, mais de 5% de sua população

Mapa de Burkina Faso

Três sobreviventes contaram à Associated Press News que os perpetradores se identificaram como jihadistas e que a ação foi em retaliação ao recrutamento de soldados voluntários na cidade para combatê-los. Oficiais regionais do governo afirmaram que estão cientes da situação e que estão investigando. O governo de Burkina Faso, no entanto, ainda não confirmou o ataque, apesar de terem encontrado os 25 corpos na segunda de manhã, dia 5 de outubro. As vítimas eram dos vilarejos de Wintokuilga e Tang-kienga.

Um ator humanitário na cidade de Kaya disse que o grupo de pessoas atacadas eram pessoas deslocadas internas que estavam retornando às suas casas quando foram emboscadas. Complementou que ainda não sabem o número exato de vítimas, pois ainda há indivíduos desaparecidos.

Uma criança em Burkina Faso

Em 2019, houve um aumento entre ataques das forças armadas do governo e facções ligadas a grupos terroristas do ISIS e Al-Qaeda. A onda de violência no país tem agravado a insegurança alimentar afetando mais de 3 milhões de pessoas. Além disso, 535.000 crianças de menos de cinco anos sofrem de má nutrição aguda. A situação piorou recentemente com as enchentes que destruíram casas e plantações, aumentando a dependência de assistência humanitária.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Exemplo de um campo de refugiados” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Refugee_camp#/media/File:Rwandan_refugee_camp_in_east_Zaire.jpg

Imagem 2Mapa de Burkina Faso” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Burkina_Faso#/media/File:Burkina_Faso_Map.jpg

Imagem 3Uma criança em Burkina Faso” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Demographics_of_Burkina_Faso#/media/File:Burkina_Faso_girl.jpg

About author

Bacharela em Relações Internacionais pelo Centro Universitário IBMR - Laureate International Universities. Pesquisadora na mesma instituição pelo Núcleo de Pesquisa Maria Rabello Mendes (NUPREM) e coordenadora da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Operações de Paz (REBRAPAZ). Realizou cursos em instituições notáveis como Curso de Estudos de Política e Estratégia (CEPE) da Associação de Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), Curso de Coordenação Civil-Militar do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), Curso de Geopolítica na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), entre outros. Realizou artigo para a conclusão da graduação sobre a relação entre a liderança e legitimidade da atuação brasileira em Operações de Paz e seus efeitos diplomáticos no Conselho de Segurança da ONU. Ressalta-se também o artigo realizado sobre o Relatório Santos Cruz apresentado na Escola Superior de Guerra - 2018 e o artigo sobre as Operações de Paz da ONU e OTAN através da visão Comparativa do Direito Internacional aceito pela Academia Brasileira de Direito Internacional - 2019 e apresentado durante seu evento anual.
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