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Aumento de casos de Malária em Angola

O Ministério de Saúde da Angola apresentou dados referentes ao primeiro trimestre de 2018 sobre os casos de malária no país, no qual superou o número de 720 mil diagnósticos e culminou em aproximadamente 2.100 mortes. Além do expressivo número de óbitos, a doença também representa o maior fator de internação, abstenções escolares e licenças médicas laborais. As regiões mais afetadas são a capital Luanda, que contabilizou 177.029 pessoas afetadas, e as províncias de Benguela e Uíge, com 90.896 e 69.164 casos registrados, respectivamente.

Mapa político de Angola

Em Luanda, local de maior incidência da doença em Angola, estão sendo desenvolvidas medidas para o seu controle. O Governador provincial, Adriano Mendes de Carvalho apresentou ao final do mês de maio (2018) o Plano de Implementação do Projeto de combate à malária, denominado Saúde Luanda 2022. Este projeto é voltado para a melhoria do atendimento dos pacientes desta moléstia no sistema de saúde.

Outro projeto realizado na capital angolana é a Operação Malária, que consiste em medidas para a redução da transmissão e das mortes em 90%. Dentre as ações se encontram o reforço da atuação de vigilância epidemiológica; a capacitação de profissionais da saúde e agentes sanitários para a prevenção e diagnóstico rápido; e a parceria com a população para combater a proliferação da doença.

Logo do Médicos sem Fronteiras

Em Cazenga, província mais populosa de Luanda, a preocupação do setor de saúde municipal é com o saneamento básico precário, pois este fator é diretamente relacionado com a transmissão da malária. Outro agravante a ser citado são os períodos de chuvas, que favorecem a proliferação não apenas do mosquito transmissor, mas também de outros vetores de doenças, como a febre-amarela.

Cabe desacatar que a malária é uma doença infecciosa parasitária transmitida pelo mosquito fêmea Anopheles infectado. A estimativa da Organização Médicos sem Fronteiras é de que metade da população mundial está sujeita a doença, mas esta possui um rápido diagnóstico, assim como a ação do medicamento. Apesar destes fatores, os impactos da malária sobre a estrutura socioeconômica de países endêmicos são expressivos, e em muitas situações também ocorre a escassez do medicamento e de testes rápidos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Mosquito transmissor da malária, Anopheles stephensi” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mal%C3%A1ria#/media/File:Anopheles_stephensi.jpeg

Imagem 2 Mapa político de Angola” (Fonte):

https://st.depositphotos.com/2465573/5090/v/950/depositphotos_50903297-stock-illustration-angola-political-map.jpg

Imagem 3 Logo do Médicos sem Fronteiras” (Fonte):

https://logodownload.org/wp-content/uploads/2017/04/Msf-logo-medicos-sem-fronteiras-logo.png

About author

Bacharela em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Dentre as áreas de interesse encontram-se Cooperação Técnica Internacional e Segurança Internacional. Como colaboradora do CEIRI Newspaper escreve sobre o continente africano, mas especificamente os países de língua portuguesa.
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