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Aumento do orçamento russo para novas tecnologias militares

No dia 1º de março de 2018, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, em seu discurso anual para a Assembleia Federal anunciou uma série de inovações tecnológicas na área militar, onde ficou aparente para muitos analistas internacionais uma forte tendência para o equilíbrio de poder no sistema internacional.

Despesas militares da Rússia

Caso sejam efetivamente comprovados, esses avanços estratégicos poderão ser um dos frutos de um longo e perseverante processo de administração político-econômica que Putin realizou na Rússia nos últimos anos, envolvendo uma rígida política monetária com decisões macroeconômicas importantes e que resultaram num aumento do Produto Interno Bruto (PIB) e no crescimento das reservas internacionais, fazendo com que o governo tivesse fôlego financeiro para investimentos em setores específicos.

O orçamento das Forças Armadas foi um desses setores que se beneficiou durante esse processo, recebendo no último ano computado (2016), de acordo com relatório do SIPRI (Stockholm International Peace Research Institute), em torno de 70 bilhões de dólares (cerca de 5,5% do PIB russo e com crescimento estimado em 87% na última década), colocando a Rússia no 3º posto mundial em gastos militares, atrás somente da China e Estados Unidos, com orçamentos correspondentes a US$ 215 bilhões e US$ 611 bilhões, respectivamente.

Míssil balístico intercontinental

Certamente, grande parte desse recurso é destinado à manutenção e aperfeiçoamento do arsenal militar ainda proveniente da antiga União Soviética, como são os casos de peças de artilharia, tanques e principalmente a modernização do arsenal nuclear, que é considerado um dos maiores do mundo, mas a tendência é que a Rússia invista cada vez mais na área tecnológico-militar, introduzindo novos itens, como foram os casos do caça de 5ª geração SU-57, do sistema de mísseis antiaéreo S-400 Triumph e do sistema de guerra eletrônica Krasukha-4, entre outros.

Outro ponto importante no aumento do orçamento anual é que esse processo, de acordo com a política de substituição de importações elaborada por Putin para evitar oscilações político-mercadológicas internacionais, como foi o caso das sanções impostas ao país pela comunidade internacional, está beneficiando toda uma gama de empresas civis locais especializadas nesse setor, que estão sendo responsáveis pelo rearmamento do Estado.

É um aspecto bastante rentável em termos econômico-financeiros devido ao fato de as empresas não só atenderem o Estado com alta tecnologia militar como também poderem, sob permissão do Governo, vender seus produtos no mercado internacional. Somente no ano de 2016, a Rússia auferiu em venda de armas um montante aproximado de U$S 15 bilhões.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sukhoi T50 ” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sukhoi_T-50.jpg

Imagem 2 Despesas militares da Rússia ” (Fonte):

https://tradingeconomics.com/russia/military-expenditure

Imagem 3 “Míssil balístico intercontinental ” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:MZKT-79221_(4714423742).jpg

                                                                                     

About author

Bacharel em Ciências Econômicas pelo Centro Universitário da Fundação Santo André (CUFSA) e pós-graduado em Economia pela FEA-USP (MBA). Habilitado em Iniciação Científica em Defesa, pela Escola Superior de Guerra (ESG-RJ), e Especialista em Docência no Ensino Superior (SENAC). Atuou durante 7 anos como educador no Projeto Formare da Fundação Iochpe, ministrando aulas sobre Ética, Sociedade, Política e Democracia. Atualmente, é pós-graduando em Política e Relações Internacionais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Tem grande interesse nas áreas de Geopolítica, Relações Internacionais e Economia Política Internacional
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