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Equador obtém reconhecimento do Banco Mundial por política social inclusiva

Em recente visita realizada ao Equador, o Vice-Presidente do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, Axel van Trostenburg, elogiou as políticas sociais do Governo voltadas para os segmentos mais vulneráveis da população. Trostenburg destacou a abordagem integral do trabalho, por ocasião de visita às brigadas da Misión Las Manuelas, em Quito, no dia 7 de março de 2019.

A Misión Las Manuelas busca “garantir a atenção integral a pessoas com deficiência e a seus núcleos familiares” por meio de visitas de equipes multidisciplinares (as brigadas) realizadas a domicílios no país, para identificar pessoas com deficiência em estado de extrema pobreza. A estas pessoas são fornecidos meios de desenvolver e fortalecer suas capacidades, habilidades e competências, visando inseri-las no mercado laboral. As características individuais são respeitadas na abordagem, além disso, os beneficiários são protagonistas das decisões que impactarão suas vidas. Casos de agressão recebem o tratamento adequado e atenção à saúde é ofertada de modo contínuo e integral para que alcancem o melhor nível possível de bem-estar mental, físico e social.

A missão foi criada originalmente em 2009, na gestão de Rafael Correa, tendo Lenín Moreno como seu Vice-Presidente, por meio de um acordo de cooperação com Cuba e se chamava Misión Solidaria Manuela Espejo, em homenagem à enfermeira equatoriana Manuela Espejo que viveu entre os séculos XVIII e XIX. Moreno, que é cadeirante desde 1998, foi entusiasta da iniciativa e tratou de reinseri-la na agenda governamental, já como Presidente, em novembro de 2017, como parte do Plan Toda Una Vida. Segundo o periódico equatoriano El Telégrafo, Moreno tratou de reativar o projeto, agora como Misión Las Manuelas, alegando que foi abandonado pelos governos anteriores porque as pessoas com deficiência não têm direito a voto.

Las Manuelas é uma das sete missões do  “Plan Nacional de Desarrollo 2017-2021 Toda una Vida”, conhecido como Plan Toda Una Vida, que atua com foco em três eixos: 1) Direitos para todos por toda a vida; 2) Economia a serviço da sociedade; 3) Mais sociedade, melhor Estado. As outras seis missões são: 1) Casa para todos; 2) Ternura; 3) Menos pobreza, más desarollo; 4) Mujer; 5) Mis Mejores Años e 6) Impulso Joven. Os objetivos do Plano são convergentes com os da Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, e a gestão está a cargo de um Comitê Interinstitucional presidido pela primeira dama Rocío González de Moreno.

Axel Trostenburg, que tomou posse como Vice-Presidente do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, em 1º de fevereiro de 2019, conheceu o trabalho em Quito, acompanhado do Presidente, da Primeira Dama e da Secretária Técnica do Plan Toda Uma Vida. Ele, então, demonstrou interesse em divulgar a Misión Manuelas como um modelo aplicável ao atendimento dos mais de hum milhão de pessoas com deficiência no mundo.

Objetivos do Misión Manuelas

Em final de fevereiro passado o Misión Manuelas já havia despertado o interesse da Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB) quando, em reunião conjunta, o Governo do Equador sugeriu que a capital, Quito, sediasse a primeira reunião do “Programa Iberoamericano sobre direitos das pessoas com deficiência”, a ser realizado de 1º a 2 de abril. A SEGIB, conforme informado no seu site, é “um organismo internacional que apoia os 22 países que constituem a comunidade ibero-americana: 19 da América Latina de língua espanhola e portuguesa, e Espanha, Portugal e Andorra, na Península Ibérica”. Nessa ocasião deverão ser eleitas a Presidência e a Unidade Técnica e os equatorianos manifestaram o desejo de liderar a iniciativa.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Trostenburg acompanha Presidente do Equador, Primeira Dama e Secretária Técnica do Plan Toda Uma Vida” (Fonte): https://www.todaunavida.gob.ec/wp-content/uploads/2019/03/WhatsApp-Image-2019-03-07-at-11.57.16.jpeg

Imagem 2 Objetivos do Misión Manuelas” (Fonte): https://www.todaunavida.gob.ec/wp-content/uploads/2017/07/misionLasManuelas-01-768×803.png

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Projetos peruanos atraem interesse de investidores europeus

Representantes da Agência de Promoção de Investimentos Privados do Peru (Proinversión), estiveram em Londres e Madri, de 25 a 28 de fevereiro de 2019, apresentando a potenciais investidores a sua carteira de parcerias público-privadas (PPP)  para 2019, especialmente na área de infraestrutura e transportes. A Proinversión informou que foram realizadas mais de 40 reuniões com fundos de investimentos, construtoras, empresas de consultoria, operadores e provedores de material rodante que demonstraram grande interesse nos projetos Trem Lima-Ica e III Grupo de Aeroportos.

A Proinversión é um órgão técnico especializado e vinculado ao Ministério de Economia e Finanças do Peru, cuja finalidade é atrair investimento privado para obras de interesse público daquele país. A viagem às capitais da Inglaterra e da Espanha ocorreu no âmbito do XVI Road Show Europa 2019 organizado pela inPerú. A inPerú é uma associação sem fins lucrativos que congrega entidades dos diversos ramos de negócios, com o fim de conectar os setores público e privado e captar investimento estrangeiro.

A primeira edição do Road Show foi realizada em Londres em 2012 e desde então tem havido pelo menos duas edições por ano, sendo que em 2015 foram promovidos o Road Show Brasil, em São Paulo, e o Road Show Asia em Tóquio, Seul e Pequim, respectivamente capitais do Japão, Coréia do Sul e China.

Apresentação de oportunidades de investimento em PPP no Peru

O Trem Lima-Ica é apresentado em vídeo do Ministério de Transportes e Comunicações do Peru como um trem de passageiros e carga que deve percorrer, em até 3 horas, os 323 km que separam as cidades de Ica a Lima a uma velocidade máxima de 200km/hora, e se conectando ao metrô desta última. Segundo Carlos Estremadoyro, Vice-Ministro de Transportes e Comunicações, o projeto tem investimento estimado em US$ 3,263 bilhões (aproximadamente, 12,610 bilhões de reais, conforme a cotação de 8 de março de 2019) e contempla o desenho, financiamento, construção com material de alta tecnologia, operação e manutenção em regime de concessão por 30 anos.

O projeto III Grupo de Aeroportos consiste na operação e manutenção, por um período de concessão de 30 anos, de 8 complexos aeroportuários regionais localizados nas cidades de Chimbote, Huánuco, Ilo, Jaén, Jauja, Rioja, Tingo María e Yurimaguas. O investimento de US$ 600 milhões (em torno de 2,32 bilhões de reais, também de acordo com a cotação de 8 de março de 2019) prevê a modernização das estações de passageiros e melhoramentos nas pistas de decolagem, de acessos (taxiamento) e no pátio de estacionamento de aeronaves.

Após as apresentações no XVI Road Show Europa 2019, as autoridades da Proinversión manifestaram seu otimismo quanto ao recebimento de propostas que deverá ocorrer entre 1º de abril e 15 de maio de 2019, para os dois projetos cujas características e condições de participação estão bastante detalhadas no vídeo publicado pela empresa do governo peruano.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Autoridades peruanas no XVI Road Show Europa 2019” (Fonte): https://www.flickr.com/photos/proinversion/47312770981/in/album-72157690234653423/

Imagem 2 Apresentação de oportunidades de investimento em PPP no Peru” (Fonte): https://www.flickr.com/photos/proinversion/46026159125/in/album-72157678251357468/

AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURA

Chile encabeça a lista dos melhores países da América Latina para fazer negócios

A República do Chile é o melhor país da América Latina para fazer negócios em 2019, de acordo com a lista divulgada em dezembro de 2018 pela Forbes, renomada publicação de economia e negócios dos Estados Unidos. No ranking com total de 161 países, liderado este ano pelo Reino Unido, o Chile aparece em 33º lugar, sendo o primeiro país latino-americano, seguido pela Costa Rica, em 48º, e pelo México, em 54º. 

A classificação tem sido feita nos últimos 13 anos e considera 15 fatores distintos, a saber: direitos de propriedade; inovação; taxas; tecnologia; corrupção; infraestrutura; tamanho do mercado; risco político; qualidade de vida; força de trabalho; liberdade individual; liberdade de comércio; liberdade monetária; burocracia; proteção do investidor.

A Forbes utiliza fontes diversas de informação e, no caso de taxas, proteção do investidor e burocracia os dados têm origem no relatório Doing Business do Banco Mundial. Na classificação geral do Banco Mundial, o México é o primeiro país latino-americano, figurando em 54º, seguido do Chile, em 56º, e da Colômbia, em 65º.

Os fatores liberdade de comércio e liberdade monetária são coletados do Índice de Liberdade Econômica (Index of Economic Freedom em inglês) da Heritage Foundation e os chilenos ocupam a 18ª posição, à frente de todos os demais vizinhos regionais. O quesito liberdade individual (direitos políticos e liberdades civis) vem do Relatório Liberdade no Mundo (Freedom in the World) da Freedom House, no qual os três países latinos com melhor colocação são: Uruguai (9º lugar); Chile (21º) e Costa Rica (38º). 

O Relatório de Competitividade Global (Global Competitiveness Report) do Fórum Econômico Mundial foi a fonte dos indicadores de tecnologia, inovação e infraestrutura, no qualos primeiros países da região são: Chile (33º); México (46º) e Uruguai (53º). Com efeito, o Chile tem se destacado nessa área e vem conseguindo atrair o interesse de grandes investidores internacionais, a exemplo de IBM, Amazon e do Google, que mantém no território chileno, desde 2015, o seu único data center na América Latina.

Presidente Piñera discursa na abertura do 5° Fórum Internacional de Investimento Chile 2019

O ranking do Índice Internacional de Direitos de Propriedade (International Property Rights Index) da Property Rights Alliance foi utilizado para o quesito direitos de propriedade, no qual a região está liderada por Chile (1º lugar regional e 29º global); Costa Rica (2º; 31º) e Uruguai (3º; 43º). No que se refere à percepção de corrupção, os dados proveem do  Índice da Transparência Internacional e os três melhores desempenhos entre os latino-americanos ficam com Uruguai (23º global), Chile (27º) e Costa Rica (48). 

Em termos de qualidade de vida, as melhores posições da América Latina, baseadas no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, pertencem a Chile (44ª), Argentina (47ª) e Costa Rica (63ª).  Segundo o Mapa de Risco Político de Marsh & McLennan os maiores níveis de estabilidade (risco político) da região estão situados no Chile, Uruguai e Panamá. O tamanho de mercado foi considerado em função do PIB e a força de trabalho calculada com base em dados do Banco Mundial. Outras informações gerais e da economia das nações foram coletadas do CIA’S World Factbook.

De acordo com a lista da Forbes, Chile (33º) e Costa Rica (48º) são os únicos da região entre os primeiros 50 países. No grupo intermediário aparecem México (54), Uruguai (58), Peru (64), Colômbia (67), Brasil (73), Panamá (75), Argentina (76), Guatemala (97) e Equador (99).  No último terço da lista temos El Salvador (101), Paraguai (114), Honduras (120), Bolívia (128), Nicarágua (135) e Venezuela (143).

Entre os dias 15 a 17 de janeiro de 2019, a InvestChile, agência governamental de promoção do país como destino de Investimento Estrangeiro Direto (IED),  promoveu o 5º Fórum Internacional de Investimentos Chile 2019, com a participação de uma centena de empresas de 21 países e volume de investimentos estimados em mais de 7 bilhões de dólares.

Na cerimônia de abertura do Fórum, o presidente chileno Sebastián Piñera dedicou parte do seu discurso na conferência inaugural à atração de IED, ressaltando, dentre outras coisas, que seu país é estável política e economicamente e afirmou que há um estado de direito sólido, com regras claras e até mesmo vantagens concedidas a investidores estrangeiros que não estão disponíveis para os nacionais. 

Atenta a tais oportunidades de negócios, a TMF Group, uma corporação que se apresenta comouma expert global em negócios locais” e que detém “expertise local e o conhecimento para ajudar empresas” na sua expansão publicou, em 2018,  um artigo intitulado “Considerações culturais ao fazer negócios com o Chile” por meio do  qual orienta potenciais investidores estrangeiros.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Abertura do 5° Fórum Internacional de Investimento Chile 2019” (Fonte): https://investchile.gob.cl/wp-content/uploads/2019/01/sin-tixxtulo-16-de-267.jpg

Imagem 2 Presidente Piñera discursa na abertura do 5° Fórum Internacional de Investimento Chile 2019” (Fonte): https://investchile.gob.cl/wp-content/uploads/2019/01/sin-tixxtulo-122-de-267.jpg

AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURA

CEPAL divulga análise de comércio exterior da América Latina e Caribe

A Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL) divulgou, em janeiro de 2019, o seu relatório Perspectivas do Comércio Internacional da América Latina e do Caribe,  elaborado no último trimestre de 2018 e apresentado, em primeira mão, na Cidade do México, em 31 de outubro daquele ano, pela Secretária-Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.

O relatório é composto por três capítulos: o primeiro analisa o contexto do comércio internacional e o impacto na América Latina; o segundo trata da participação da região no mercado de minerais e metais; e o terceiro e último analisa o comércio eletrônico como potencial indutor do aumento de exportações. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por sua vez, lançou a edição 2019 do seu documento Estimativas das Tendências Comerciais – América Latina e Caribe, sendo que ambos os relatórios trabalham com dados estimados para o ano de 2018.

A CEPAL é uma das cinco comissões regionais da ONU, tem sede em Santiago do Chile e realiza estudos na área de desenvolvimento econômico e social abrangendo os países da América Latina e do Caribe. Já o BID, segundo informa o website daquele Banco, ajuda a melhorar a saúde, educação e infraestrutura por meio de apoio financeiro e técnico, visando reduzir a pobreza e a desigualdade nos países latino-americanos e caribenhos. Convém destacar que o México está contemplado em ambos os estudos, em que pese ser considerado como país da América do Norte, em termos geográficos, fazer parte do NAFTA e ter ligações comerciais estreitas com os seus parceiros e vizinhos do Norte: EUA e Canadá.

Ao analisar o contexto, a CEPAL afirma que os efeitos da crise iniciada em 2008 ainda se refletem na economia mundial uma década depois, tanto que as projeções de crescimento da economia e do comércio internacional para 2018 e 2019 foram revisadas para baixo. Com o fim do chamado boom das commodities, em 2012, e as restrições de financiamento, em 2018, os países latino-americanos, tradicionais exportadores de produtos primários e que haviam se beneficiado desse período de bonança, perderam tanto a capacidade de importar quanto de exportar. A previsão de queda no volume de comércio exterior desses países em 2018 está evidenciada nas previsões da CEPAL e do BID, que indicam 12,2 % (2017) contra 9,9% (2018).

A CEPAL estima um aumento em 9,7% nas exportações regionais e esclarece que este crescimento se deve mais a uma elevação dos preços de produtos (7,6%) do que no aumento do volume exportado (2,1%). A Comissão ressalta que este percentual de aumento de volume (2,1%) ainda é menos que a metade dos 4,6% previsto pela OMC para o conjunto dos países em desenvolvimento. No que se refere ao aumento, tanto a CEPAL quanto o BID apontam que a retração nas quantidades exportadas pela região foi resultante do baixo desempenho da América do Sul. A elevação dos preços do petróleo, minerais e metais foi o fator responsável pelo aumento de exportações estimado.

De acordo com ambas as instituições, a China apresentou o maior crescimento como destino das exportações dos países latino-americanos e já é o segundo fornecedor comercial, superado apenas pelos EUA que é o primeiro país de origem das importações da região. O BID informa que EUA e China são os principais responsáveis pelo aumento das exportações, respondendo por mais de 60%, enquanto a União Europeia e o comércio intrarregional tiveram tendência de baixa.

Logo de aniversário da CEPAL

No segundo capítulo do relatório, a CEPAL analisa os dados de exportação de minerais e metais da América Latina, esboçando preocupação com esta especialização em produtos de baixo valor agregado, que é estimulada pela China, que, por um lado, demanda matérias-primas tais como os minérios de ferro e de cobre, e, por outro, compete com a região no fornecimento de metais mais elaborados, como o cobre fundido, aço e alumínio. Uma luz no fim do túnel é apontada no fim deste capítulo com a sugestão de criação de um programa de agregação de valor ao lítio, produto abundante em alguns países da região e com demanda crescente, sobretudo na indústria automobilística.

O comércio eletrônico é abordado no final do documento como uma grande oportunidade para a América Latina dinamizar e diversificar exportações. A região aumentou o volume de importação online, mas, em contrapartida, não deslanchou nas exportações porque existem algumas deficiências a serem corrigidas: a criação de infraestrutura digital, incluindo internet de banda larga e tecnologias de comunicação; criação de marco jurídico para o comércio eletrônico internacional; aprimoramento da logística e do desembaraço aduaneiro; e sistemas de pagamento, inclusive redução dos impostos sobre tais operações financeiras internacionais. Aponta o relatório, na página 17, que as empresas que se utilizam do comércio eletrônico “tendem a exportar mais do que aquelas que não o fazem, vendem seus produtos e serviços a mais mercados, são mais diversificadas, sobrevivem durante mais tempo e se caracterizam por apresentar níveis elevados de produtividade e salários”.

A CEPAL alerta, no segundo capítulo, para os riscos da perpetuação do padrão histórico de exportação de produtos primários e recomenda a integração regional como solução para a diversificação da pauta exportadora, com vistas a uma futura exportação de produtos de maior valor agregado, isto é, intensivos em tecnologia e conhecimento. Esta ênfase está também presente no subtítulo do relatório da CEPAL: “As tensões comerciais exigem uma maior integração regional”. De igual forma, na página 18 do item Conclusões do seu relatório, o BID sugere que os países da América Latina e Caribe invistam na melhoria da competitividade comercial e na integração regional como receita para reduzir os riscos de mercado. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 SecretáriaExecutiva da CEPAL apresenta relatório na Cidade do México”(Fonte): https://www.cepal.org/sites/default/files/pr/images/lanzamiento_perspectivascomercio-2018_675paraweb.jpg?timestamp=1541005052

Imagem 2 Logo de aniversário da CEPAL” (Fonte): https://www.cepal.org/sites/default/files/logo_anniversary

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Aladi promoverá rodada de negócios entre países membros

A Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) realizará de 17 a 19 de outubro de 2018 a Expo Aladi 2018, em Lima, capital do Peru. A macro-rodada de negócios multissetorial está sendo organizada juntamente com a Comissão de Promoção do Peru para a Exportação e Turismo (Promperú) e abrangerá os seguintes setores: alimentos e bebidas processados; autopeças; couro e derivados; materiais elétricos, máquinas e implementos agrícolas;  produtos farmacêuticos, químicos e plásticos; têxteis, confecções e calçados; serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

Esta será a 5ª edição do evento, que tem como objetivo fomentar e ampliar o comércio entre os 13 países membros, potencializando, sobretudo, a participação das pequenas e microempresas, favorecendo a integração regional. As rodadas anteriores foram realizadas no Uruguai (2014), Argentina (2015), México (2016) e Bolívia (2017), totalizando mais de 2.200 participações de empresas e intenções de negócios em volume superior a 730 milhões de dólares.

Marca da Expo Aladi-Peru 2018

A Aladi foi criada em 1980 para substituir a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (Alalc), com uma proposta de integração mais flexível que possibilite atingir, no longo prazo, o objetivo não atingido pela sua antecessora de conformar um mercado comum latino-americano.  Atualmente, o bloco integra quase 600 milhões de habitantes, dos seguintes países: Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Cuba, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Em maio de 2017, o ex-embaixador brasileiro Rubens Barbosa compartilhou em artigo publicado no jornal Estadão os desafios debatidos em reunião da Aladi para se obter reais avanços na integração. Na sua opinião, o Secretário-Geral da organização, Carlos Álvarez, que era um político argentino prestes a concluir seu mandato, deveria ser substituído por alguém com perfil técnico que facilitasse superar os obstáculos. Com efeito, foi designado, em setembro de 2017, Alejandro de la Peña Navarrete, diplomata mexicano, com sólida experiência em negociações internacionais no âmbito da OMC e da própria Aladi.

A Expo Aladi 2018 será a segunda rodada na gestão de la Peña, cujo mandato expirará em 2020. Em 2016, ainda na gestão Álvarez, o evento já contou com a participação da Aliança do Pacífico, da Comunidade Andina, do Mercosul e da Secretaria de Integração Econômica Centro-Americana (Sieca). Para este ano de 2018, o atual Secretário-Geral convida os demais países centro-americanos e do Caribe, que ainda não integram o bloco, a participar da Expo Aladi 2018 a fim de contribuir para o conhecimento recíproco e a materialização da ideia de unidade latino-americana e caribenha.

 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Lançamento da Expo AladiPeru 2018” (Fonte):

http://www.aladi.org/boletin/portugues/2018/EneroAbril/Images/actividades02foto1.jpg

Imagem 2 Marca da Expo AladiPeru 2018” (Fonte):

http://www.expoaladi.org/images/2018-logo-ExpoAladi.png

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Colômbia é a 5ª marca país mais valorizada da América Latina

A Colômbia ocupa o 5º lugar na América Latina no ranking mundial de marcas país mais valorizadas, de acordo com o relatório Nation Brands 2017 da consultora Brand Finance.  A marca colombiana teve crescimento de 32%, em relação a 2016, e aparece na 40ª posição na classificação mundial de 100 países, com 4 nações latinas à frente: México, Brasil, Argentina e Chile.

A metodologia utilizada pela Brand Finance se assemelha à avaliação feita para marcas de empresas e considera 3 eixos: 1) Investimento em governança, marketing, gestão e desenvolvimento de pessoas; 2) Sociedade (corrupção, segurança, sistema jurídico, imagem, qualidade de vida e ética) e; 3) Bens e Serviços de governança, de marketing e de turismo. No relatório, os Estados Unidos detêm o 1º lugar, como marca mais valiosa por investimentos e resultado; Cingapura (27º lugar na classificação geral) aparece como a mais forte, especialmente pelos investimentos em capacitação de pessoas; e a Islândia (101º lugar geral) aponta como a de maior crescimento (83% em relação a 2016).

Marca Colômbia

Outra empresa, a Future Brand, apresenta estudo similar onde a Colômbia aparece na 10ª posição no relatório Country Brand Report 2017-2018 da América Latina. Conforme consta no documento “A FutureBrand levantou dados quantitativos e qualitativos de 2.500 formadores de opinião e de frequentes viajantes internacionais, a negócios ou a lazer, em 15 países”. O método empregado levanta percepções em duas dimensões: a) experiência com produtos “Made in país”, com viagens de turismo e com aspectos culturais e de patrimônio e b) propósito, relacionado ao sistema de valores, aptidão para os negócios e qualidade de vida.

A marca país se compõe de um conjunto de atributos, capaz de atrair turistas e investidores estrangeiros, e os países investem na divulgação com objetivo de dinamizar a economia e possibilitar o seu desenvolvimento. Um caso emblemático é dos Emirados Árabes Unidos (EAU), outrora conhecido apenas como um dos dez maiores produtores de petróleo e membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). O país passou a investir em obras de infraestrutura e promoção como destino turístico,  tendo como carro-chefe a cidade de Dubai. Há cerca de dez anos, Dubai já recebia a mesma quantidade de turistas que o Brasil (5 milhões anuais) e, em 2016, chegaram a 14,9 milhões de visitantes, mais que o dobro dos 6,6 milhões de turistas que visitaram terras brasileiras no mesmo ano. Seguindo o exemplo, o Qatar, outro pais membro da OPEP, vai sediar a Copa do Mundo de Futebol 2022, de olho nas oportunidades de investimento e alavancagem da indústria do turismo e da economia como um todo.

A análise do Country Brand Report 2017-2018 evidencia que a Colômbia apresenta razoável potencial para negócios e é reconhecida pelo seu patrimônio e cultura, o que gera um potencial de atração turística. A nota mais baixa é no quesito Segurança do item Qualidade de Vida e, na avaliação do Global Peace Index 2018, que mede o nível de segurança e de ausência de conflitos, a Colômbia aparece na 145ª posição, numa classificação de 163 países. Em que pese os esforços e êxitos do país, inclusive reconhecidos pela ONU, estará nas mãos de Ivan Duque, Presidente da República da Colômbia, empossado no último dia 7 de agosto de 2018, dar continuidade ao trabalho de melhoria das condições do país e, por conseguinte, da “Marca Colômbia”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Colombianas” (FonteImagem do Facebook da Colombia Travel):

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Imagem 2 Marca Colômbia” (Fonte):

https://www.facebook.com/marcacolombia/photos/a.10150091644062002/10156632145907002/?type=3&theater