AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Equador anuncia que assinará acordo comercial com Associação Europeia de Livre Comércio

Pablo Campana, Ministro do Comércio Exterior e Investimentos do Equador, anunciou que seu país assinará acordo comercial com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, na sigla em inglês) no próximo dia 25 de junho. O anúncio foi feito no dia 7 de maio (2018), por ocasião da visita de seis parlamentares europeus a Quito, que foram avaliar e analisar a relação comercial com a União Europeia (UE, em português).

Diferentemente da União Europeia, que congrega 28 Estados-membros e cujas origens remontam aos anos 50, a EFTA foi criada por sete países, em 1960, e hoje é composta por Islândia, Noruega, Liechtenstein e Suíça, que inclusive não são membros da UE. Os dois blocos juntos formam o Espaço Econômico Europeu, que funciona como um mercado interno, mediante acordo que foi firmado em 1º de janeiro de 1994.

Marca do Atum Premium do Equador

No mês de abril passado, foi firmado, em Bruxelas, na Bélgica, um acordo entre equatorianos e a EFTA, que permite a entrada de produtos “Made in Equador” livres da tarifa de importação nos países membros daquela comunidade,  que engloba uma população total de cerca de 12,5 milhões de habitantes de alto poder aquisitivo. Um dos carros-chefes é o atum, produto de grande aceitação na Europa, Estados Unidos e América Latina, que tem o Equador como segundo maior exportador mundial, com a fatia de mais de 14% do mercado global.

Segundo notícias publicadas pela mídia local, tanto as negociações com a União Europeia quanto com a EFTA  teriam se iniciado em 2016, ainda na gestão anterior, de Rafael Correa, com Juan Carlos Cassinelli no comando do Ministério. Desde que assumiu o Ministério do Comércio Exterior, sob a atual presidência de Lenín Moreno, Pablo Campana tem mantido uma agenda de viagens constantes na busca por mercados e na celebração de acordos que possam impulsionar as exportações do seu país. Seus compatriotas exportadores tem visto os acordos com bons olhos e estão otimistas quanto às perspectivas.  

O Ministro, por sua vez, age em diferentes frentes: no dia que recebeu a visita dos europeus, foi assinado um protocolo de acesso do Equador ao Acordo de Comércio Multipartes entre países andinos e a União Europeia, mas ele vislumbra o acordo com a EFTA como mais uma porta de entrada de produtos equatorianos para todo o continente europeu.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Ministro Pablo Campana em reunião no seu gabinete – Foto do Facebook” (Fonte):

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Imagem 2 Marca do Atum Premium do Equador” (Fonte):

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AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Equador e Honduras disputam a Presidência da Assembleia Geral da ONU

No último dia 4 de maio (2018), Equador e Honduras defenderam na ONU suas candidaturas à Presidência da Assembleia Geral do órgão, para a 73ª Sessão que corresponde ao período 2018-2019.

Embaixadora Mary Elizabeth Flores na ONU

María Fernanda Espinosa (Equador) e Mary Elizabeth Flores (Honduras) foram ouvidas e inquiridas, por mais de duas horas, perante os membros que votarão na eleição marcada para ocorrer no próximo dia 5 de junho. A chanceler Espinosa, candidata equatoriana, prometeu trabalhar pela paz, com base no diálogo e na busca de consensos. Flores, que é Embaixadora de Honduras na ONU, também mencionou a busca da paz, com respeito à diversidade e priorizou as crianças e sua importância para a estratégia de desenvolvimento das Nações Unidas.

A Assembleia Geral da ONU (AGNU) é um dos seis órgãos principais da organização multilateral, onde se discute os temas que dizem respeito a todos os habitantes do mundo e é o único onde cada um dos 193 países-membros tem direito a voto. A primeira Sessão foi realizada em 1946 e presidida por Paul-Henri Spaak, da Bélgica. Desde então, foram realizadas 72 sessões ordinárias, presididas por representantes de diversos países dos cinco continentes, sendo que a atual Sessão está sob a batuta de Miroslav Lajčák, da Eslováquia.

A América Latina fora selecionada para presidir a AGNU na Sessão vindoura e, segundo o jornal El Heraldo, a candidatura de Honduras vem sendo construída há cerca de seis anos e obteve apoio de diversos países da região, inclusive, Brasil e Colômbia  teriam assumido publicamente a decisão de votar no país centro-americano. 

Chanceler Maria Espinosa na ONU

Em fevereiro deste ano (2018), para surpresa de alguns, o Equador  apresentou sua candidata, sob alegação de que não houve consenso entre os países latino-americanos em torno da candidatura hondurenha e que, dessa forma, os votantes, que são todos os países-membros, precisavam ter uma alternativa.

A decisão desagradou ao Governo de Honduras que solicitou ao Governo do Equador que retirasse sua candidatura, argumentando que houve quebra de um acordo de cavalheiros celebrado em 2015. O Equador  respondeu que iria manter sua posição, atitude que, além do mal-estar diplomático, gerou a necessidade da realização da sessão para apreciação das apresentações das concorrentes. 

Honduras nunca presidiu a Assembleia Geral da ONU, o Equador já esteve à frente da 28ª Sessão Ordinária (1973) e da 6ª Sessão Especial (1974). A 73ª Sessão da AGNU tem seu início marcado para o dia 18 de setembro de 2018 e, qualquer que seja a decisão dos 193 votantes, em junho, a única certeza é que o órgão terá uma mulher como Presidente, pela quarta vez, e uma latino-americana, pela primeira vez.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Plenário da Assembleia Geral da ONU” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Assembleia_Geral_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas#/media/File:UN_General_Assembly_(panoramic).jpg

Imagem 2 Embaixadora Mary Elizabeth Flores na ONU” (Fonte):

https://www.unmultimedia.org/photo/detail.jsp?id=550/550365&key=4&query=Mary%20elizabeth%20flores&lang=&sf=

Imagem 3 Chanceler Maria Espinosa na ONU” (Fonte):

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América do NorteAMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Equador pretende firmar acordo comercial bilateral com os Estados Unidos

O Ministro do Comércio Exterior e Investimentos da República do Equador, Pablo Campana, informou em meados de março passado, em entrevista à Revista Líderes, que negociações para firmar um acordo comercial com os Estados Unidos devem se iniciar no segundo semestre deste ano (2018).

Nos dias 6 e 8 de fevereiro, a Federación de Exportadores del Ecuador (FEDEXPOR) havia realizado em Guayaquil e Quito o I Fórum de Comércio e Investimentos Equador-Estados Unidos,  durante o qual o ministro Campana ressaltou o pragmatismo do governo atual na busca por mercados, depois do que denominou ter sido uma “década nula” de abertura comercial. Também presente ao evento, o Embaixador dos EUA  no Equador, Todd Chapman, reconheceu os avanços da gestão de Lenín Moreno quanto à redução do risco-país.

Neste mesmo período, uma delegação equatoriana se encontrava em Washington iniciando tratativas para a reativação do Conselho de Comércio e Investimentos, cuja última reunião tinha ocorrido em 2009, ainda na primeira gestão de Rafael Correa.

Logo do Ministério de Comércio Exterior e Investimentos do Equador

As relações entre Equador e Estados Unidos durante os dez anos (2007-2017) de gestão de Rafael Correa não foram as mais amistosas e o Caso Snowden chegou a trazer fissura diplomática. Lenín Moreno foi eleito em 2017 pelo partido de Correa (Aliança País), mas, além de ser considerado mais moderado que seu antecessor, os dois romperam no início de 2018.

Na busca de parcerias, o Governo do Equador promoveu, em 15 de março, em Miami, nos Estados Unidos, o Fórum de Atração de Investimentos “Invest Ecuador”, com objetivo de atrair investidores locais interessados em aproveitar oportunidades no país andino, por meio de parcerias público-privadas (PPP).

Em final de março, o Governo americano aprovou a renovação do Sistema Geral de Preferências, retroativo a 1º de janeiro de 2018 e com vigência até 31 de dezembro de 2020, o qual favorece 120 países em desenvolvimento e, por extensão, beneficia mais de 800 empresas equatorianas com cerca de 400 milhões de dólares em exportações.

A medida foi comemorada por Campana, mas a maior expectativa dele é pela celebração de um acordo bilateral mais vantajoso, similar ao firmado com a União Europeia. O Ministro de Estado, que empreendeu visitas a 13 países em 2017 e promete continuar a agenda de visitas em 2018, sabe da importância das relações com os EUA, principal parceiro comercial e destino de 23% das exportações do Equador.

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Imagem 1 Foto de Capa Ministério de Comércio Exterior Equador no Facebook” (Fonte):

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Imagem 2 Logo do Ministério de Comércio Exterior e Investimentos do Equador” (Fonte):

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Equipe de jornal equatoriano assassinada na Colômbia

O Governo do Equador confirmou, no dia 13 de abril, o assassinato em solo colombiano de uma equipe de profissionais do diário equatoriano El Comércio, cometido por um grupo dissidente das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC).

O presidente Lenín Moreno, da República do Equador, estava participando da VIII Cúpula das Américas, em Lima no Peru, e regressou antecipadamente ao seu país, em razão da presumida confirmação de assassinato do repórter Javier Ortega, do fotógrafo Paúl Ruiz e do motorista Efraín Segarra, sequestrados em 26 de março na região norte do Equador, na fronteira com a Colômbia, onde faziam reportagem sobre as condições de vida da população local em meio à violência.

Capa da edição online do El Comércio com o laço negro” (Fonte – PrintScreen feito pelo autor)

O atentado é atribuído a um grupo dissidente das FARC, denominado Frente Óliver Sinisterra, que atua na região fronteiriça da Colômbia com o Equador, sob o comando de Wilson Aristala, mais conhecido como Guacho. As FARC atuaram como grupo armado por mais de 50 anos, tendo se desmobilizado em 2016 e parte da sua formação se converteu, no ano seguinte, em partido político que manteve a sigla FARC, mas alterou o significado para Fuerza Alternativa Revolucionaria del Común.

O crime teve repercussão mundial e diversos jornais e instituições lamentaram o episódio. A Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), que realizava sua Reunião de Meio do Ano em Medellín, na Colômbia, divulgou uma declaração de repúdio ao assassinato, expressando solidariedade às famílias e exigindo providências por parte das autoridades. A Fundación Libertad de Prensa (FLIP) da Colômbia divulgou uma nota cobrando enfaticamente ações dos dois governos. O Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, manifestou o apoio ao seu par equatoriano e ambos os governos deram início a ações conjuntas visando a captura dos autores do crime.

Segundo o El Comércio, o governo equatoriano esteve envolvido nas negociações desde o início do sequestro, em final de março. No dia 2 de abril, o canal colombiano Notícias RCN divulgou um vídeo no qual os três equatorianos apareciam juntos acorrentados e transmitiam ao presidente Moreno o recado dos seus sequestradores, cujas exigências eram a libertação de três detentos e a anulação do convênio mantido com a Colômbia para eliminar o terrorismo. Em 12 de abril, Lenín Moreno deu um prazo de 12 horas para que os sequestradores apresentassem prova de vida das vítimas. No dia seguinte, o Executivo confirmou o assassinato ante o não cumprimento do prazo e a recepção de três fotos que pareciam ser dos corpos dos sequestrados.

O Governo da Colômbia admite que os corpos devem estar naquele país, embora ainda não tinham sido encontrados, e a Cruz Vermelha Internacional tenha aceitado a incumbência de buscar localizá-los e recuperá-los.

A edição online do El Comercio tem sido veiculada com o nome em preto e um laço de luto na mesma cor. Forças militares do Equador e Colômbia mantém operações conjuntas na fronteira comum em busca dos assassinos e o mandatário equatoriano deu um prazo de 10 dias, a partir de 16 de abril,  a Guacho, líder do grupo de sequestradores, para que se entregue à Justiça.

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Imagem 1 Fotos dos 3 profissionais do El Comércio Comunidade Nos Faltan 3 Facebook” (Fonte):

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Imagem 2 Capa da edição online do El Comércio com o laço negro” (Fonte – PrintScreen feito pelo autor):

http://www.elcomercio.com

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Costa Rica elege a primeira Vice-Presidente negra da América Latina

Epsy Alejandra Campbell Barr tornou-se a primeira mulher afrodescendente a ocupar o cargo de Vice-Presidente de uma nação latino-americana, ao ser eleita no domingo, 1o de abril, na chapa do candidato Carlos Alvarado, pelo Partido da Ação Cidadã (PAC).

Campbell é economista, Mestre em Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, Mestre em Técnicas de Gestão e Decisão, foi duas vezes Deputada (2002-2006 e 2014-2018) e Presidente do PAC de 2005 a 2009. É conhecida por sua destacada atuação na defesa dos direitos das minorias, inclusive como palestrante e escritora.

A República da Costa Rica, localizada na América Central, tem quase 5 milhões de habitantes e adota o sistema presidencialista, com Parlamento unicameral representado pela Assembleia Legislativa, integrada por 57 deputados. As eleições presidenciais deste ano foram marcadas pela acirrada disputa entre Fabrício Alvarado Muñoz, do Partido Restauração Nacional (PRN), e Carlos Alvarado Quesada, do partido governista, o PAC. O candidato do PRN, que defendia uma pauta considerada mais conservadora,  liderou no primeiro turno por uma diferença de 3 pontos percentuais. No segundo turno, o candidato do governo venceu as eleições com mais de 60% dos votos.

Localização da Costa Rica no Mapa Mundi

A participação das mulheres na política costa-riquenha tem como ícones: Thelma Curling, primeira deputada negra da Costa Rica (1982-1986); Victória Garrón, pioneira na ocupação do cargo de Vice-Presidente (1986-1990); e Laura Chichilla, a primeira Presidente feminina de uma nação da América Central (2010-2014). Em Julho de 2017, no Dia Internacional das Mulheres Afrodescendentes da América Latina, do Caribe e da Diáspora, Epsy Campbell pronunciou-se destacando  os avanços obtidos e conclamando as mulheres afrodescendentes a participar mais ativamente da política.

No dia da eleição, em entrevista ao jornal CRHoy.com, quando perguntada sobre este marco que representa a sua eleição, ela declarou que “É uma responsabilidade não só para representar os afrodescendentes, mas para representar todas as mulheres e todos os homens deste país. Um país onde pessoas como eu tem as mesmas oportunidades, por isso quero seguir trabalhando”*, e finalizou dizendo: “creio que seria uma oportunidade de seguir aprofundando a democracia costarriquense justamente no quatriênio em que celebraremos o bicentenário da independência”* (Tradução Livre).   

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Nota:

* No original: “Es una responsabilidad no solo para representar a los y las afrodescendientes sino para representar a todas las mujeres y a todos los hombres de este país. Un país en donde personas como yo tenemos las mismas oportunidades, por eso quiero seguir trabajando (…) creo que sería una oportunidad de seguir profundizando la democracia costarricense justamente en el cuatrienio donde celebraremos el bicentenario de la independencia”,

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Epsy Campbell Barr” (Fonte Foto da sua página no Facebook):

https://www.facebook.com/EpsyCampbellBarr/photos/a.447613314451.240592.45370099451/10156229470679452/?type=1&theater

Imagem 2 Localização da Costa Rica no Mapa Mundi” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/89/CRI_orthographic.svg/550px-CRI_orthographic.svg.png

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Projeto turístico do Equador é destaque em publicação conjunta OEA/OMT

O Projeto Comunitário Karanki Magdalena, do Equador, é um dos 14 estudos de caso apresentados na publicação intitulada “O Turismo e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Boas Práticas nas Américas” da Organização dos Estados Americanos (OEA) e  Organização Mundial do Turismo (OMT). 

A primeira publicação conjunta das duas organizações multilaterais foi lançada por ocasião do XXIV Congresso Interamericano de Ministros e Altas Autoridades de Turismo, realizado de 21 a 22 de março passado, em Georgetown, capital da Guiana. O evento teve como tema central “Conectando as Américas por meio do Turismo Sustentável”.

No prefácio do livro, o Secretário Geral da OMT, Zurab Pololikashvili, ressalta que as Américas receberam cerca de 207 milhões de turistas internacionais e que os governos perceberam o potencial do turismo para promover a economia e o desenvolvimento sustentável. Por sua vez, Kim Osborne, Secretária Executiva de Desenvolvimento Integral da OEA, destacou que viagens e turismo respondem por 8,5% do PIB e por 10% dos empregos nas Américas. 

O desenvolvimento deste setor com enfoque multisetorial é apresentado por meio do estudo de práticas exitosas em 14 países do continente americano, a saber: Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, México, Panamá, Peru e São Cristóvão e Névis. As iniciativas demonstram a contribuição do turismo para o desenvolvimento sustentável em consonância com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) privilegiando a inclusão e a sustentabilidade, sem descuidar da proteção ao meio ambiente e ao patrimônio cultural.

Capa do livro da OMT/OEA

O case equatoriano apresentado na página 30 do livro, trata-se de um projeto turístico comunitário, por meio do qual o visitante se hospeda nas casas dos nativos e pode participar das atividades de colheita, artesanatos, passeios a cavalo e de bicicleta no coração dos Andes. O projeto foi reconhecido como uma das melhores experiências de viagem no livro The World’s Best Travel Experiences da National Geographic.

A comunidade Karanki Magdalena, que fica a 110 km da capital Quito, foi beneficiada com reforma das casas e treinamentos de hospitalidade, culinária, higiene, saúde, agricultura orgânica, gestão de custos e inglês. O projeto, realizado por uma operadora de turismo, permitiu ainda a abertura de um posto médico, tratamento da água e da coleta de lixo. O número de turistas aumentou significativamente e os visitantes elogiam a experiência intercultural de coexistência e aprendizado. Tudo isso proporcionou melhoria da qualidade de vida e da renda, com impacto positivo na economia local e na sustentabilidade ambiental.

Não é a primeira vez que o Equador tem esse tipo de iniciativa na área de turismo, com benefício comunitário. Em 2002 se concluiu em Guayaquil, maior cidade do país, um conjunto de ações que transformou o bairro de Cerro Santa Ana, antes perigoso e marginalizado, em um local de atração turística. O projeto obteve reconhecimento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) como solução inovadora de geração de receitas para a comunidade. Ao percorrer as ruas da localidade, o visitante pode desfrutar da experiência de observar a vida cotidiana dos moradores e perceber a geração de renda nos pequenos comércios instalados em lojinhas e janelas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Comunidade Karanki Magdalena” (Fonte):

https://www.gogalapagos.com/images/karanki/karanki-magdalena1.jpg

Imagem 2 Capa do livro da OMT/OEA” (Fonte):

https://www.e-unwto.org/doi/pdf/10.18111/9789284419685