AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Novo presidente do BID toma posse e anuncia suas principais linhas de ação

No dia 12 de setembro de 2020, Mauricio Claver-Carone foi eleito Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), sendo o primeiro cidadão norte-americano a liderar a instituição.

Claver-Carone, que até então era conselheiro sênior de Trump para a América Latina, assumiu no dia 1o de outubro em uma reunião com os funcionários do Grupo BID para discutir sua visão e objetivos para seu termo de cinco anos.

Mauricio Claver-Carone

Na ocasião, o novo presidente reforçou a importância de “aumentar o poder de empréstimo do BID e focar na geração de empregos para acelerar a recuperação dos impactos da pandemia causa pela COVID-19”.

Ele também argumentou que a digitalização é essencial para o desenvolvimento e o Banco Interamericano de Desenvolvimento deve liderar esforços para expandir a internet acessível e de alta qualidade nas áreas rurais, bem como na educação, bancos e finanças.

Claver-Carone ainda anunciou uma iniciativa inédita para estreitar a relação com o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e outras organizações, com objetivo de criar plataformas conjuntas de países e coordenar esforços para ajudar a América Latina e o Caribe. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Banco Interamericano de Desenvolvimento” (Fonte):

https://www.sunoresearch.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Banco-Interamericano-de-Desenvolvimento-2.jpg

Imagem 2 Mauricio ClaverCarone” (Fonte):

https://www.iadb.org/sites/default/files/mauricio-claver-carone.jpg

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Dia Mundial da Segurança do Paciente

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), milhões de pacientes sofrem danos a cada ano, devido a cuidados de saúde inseguros em todo o mundo, resultando em 2,6 milhões de mortes anualmente, em países de baixa e média renda.

Os erros mais prejudiciais estão relacionados ao diagnóstico, prescrição e uso de medicamentos. Apenas os erros de medicação custam cerca de US$ 42 bilhões anuais. Procedimentos de cuidados cirúrgicos inseguros causam complicações em até 25% dos pacientes, resultando em 1 milhão de mortes a cada doze meses, durante ou imediatamente após a cirurgia.

Infográfico sobre criar uma cultura de segurança do paciente

OMS destaca ainda que o custo da prevenção é muito menor que o custo do tratamento devido a danos. Por exemplo, apenas nos Estados Unidos, as melhorias de segurança levaram a uma economia estimada em US$ 28 bilhões em hospitais do Medicare (nome do sistema de seguros de saúde gerido pelo governo norte-americano) entre 2010 e 2015.

O dia 17 de setembro foi estabelecido como o Dia Mundial da Segurança do Paciente pela 72ª Assembleia Mundial da Saúde, em maio de 2019. Neste dia, cidades em todo o globo iluminarão monumentos em cor laranja para mostrar seu compromisso com a questão.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Implicação dos Pacientes em suas próprias seguranças” (Fonte): https://www.who.int/images/default-source/campaigns/world-patient-safety-day/wpsd-sp-info-039cc2fc60e2e64043842ebcbb0a799837.png?sfvrsn=4bced8f9_14

Imagem 2 Infográfico sobre criar uma cultura de segurança do paciente” (Fonte): https://www.who.int/images/default-source/campaigns/world-patient-safety-day/wpsd-sp-info-02.png?sfvrsn=a13505e4_14

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Novos Embaixadores da Boa Vontade para promover vidas mais saudáveis são indicados pela OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou quatro novos Embaixadores da Boa Vontade para promover vidas mais saudáveis em nível global. Nomeados a cada dois anos, eles são personalidades conhecidas do mundo das artes, literatura, entretenimento, esporte ou outros campos da vida pública, e se comprometem a contribuir com os esforços da Organização para conscientizar as populações sobre importantes problemas e soluções de saúde. 

Para embaixadores da boa vontade da OMS com foco na promoção da saúde foram nomeados este ano (2019): Alisson Becker, goleiro da seleção brasileira e do time de futebol britânico Liverpool, e Natália Loewe Becker, médica e defensora da saúde no Brasil.

Embaixadores da Boa Vontade

Como embaixadora da boa vontade da OMS para a saúde mental foi nomeada Cynthia Germanotta, presidente da Born This Way Foundation, iniciativa que fundou com sua filha, a cantora norte-americana Lady Gaga.

Por sua vez, a embaixadora da boa vontade da OMS para a força de trabalho em saúde nomeada foi Ellen Johnson Sirleaf, ex-presidente da Libéria e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz. Como primeira mulher eleita Chefe de Estado da África, Sirleaf tornou-se um símbolo popular de democracia, liderança e equidade de gênero, não apenas em seu próprio país, mas em todo o Continente africano e nos países em desenvolvimento. Ela continua seu trabalho defendendo o direito das mulheres e o empoderamento econômico, particularmente de mulheres na liderança e na política.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Saúde Global” (Fonte): http://www.unescobiochair.org/wp-content/uploads/2019/02/global-health-1080×600.jpg

Imagem 2 “Embaixadores da Boa Vontade” (Fonte): https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2019/05/200519-embaixadoresoms-e1558373307920.jpg

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

A OMS criará um grupo consultivo técnico em saúde digital

A Organização das Nações Unidas (OMS) está estabelecendo um grupo técnico multidisciplinar global para assessorar em questões relacionadas à saúde digital. O seu recém-criado Departamento Digital de Saúde trabalhará para aproveitar o poder das tecnologias digitais de saúde para ajudar no alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (Garantir vidas saudáveis e promover o bem-estar para todos em todas as idades). 

Logo da OMS

De acordo com a nota da Organização, para apoiar este trabalho, ela está estabelecendo uma lista de especialistas em várias áreas relacionadas à saúde digital, como abordagens estratégicas, áreas de intervenção e estruturas de governança para regulamentações, e adoção de soluções e produtos de saúde digital. Alguns desses especialistas serão selecionados para fazer parte de um grupo consultivo técnico, enquanto outros poderão ser chamados para participar de subgrupos específicos. 

Para os perfis desejados, os membros do grupo consultivo técnico deverão ter experiência em: trabalho em saúde digital; programas e políticas digitais de saúde nacional ou de grande escala; inteligência artificial e saúde; realidade virtual e aumentada em saúde; inovação biomédica; cirurgia robótica; tecnologias vestíveis e saúde e bem-estar; rastreabilidade (por exemplo, blockchain); ética, governança e segurança no ecossistema de saúde com foco em saúde digital; economia da saúde, com foco em saúde digital; e legislação de saúde, com foco em tecnologias digitais de saúde. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Saúde Digital” (Fonte): https://www.mamutbr.com/healthtech/

Imagem 2 Logo da Organização Mundial da Saúde” (Fonte): http://dravet.pt/organizacao-mundial-saude-oms-reconheceu-potencial-medicinal-do-canabidiol/

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Uma em cada quatro unidades de saúde em todo o mundo carece de serviços básicos de água

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, sigla em inglês) lançaram o relatório “Água, saneamento e higiene nos centros de atenção da saúde”.

Este informe indica que uma em cada quatro unidades de saúde em todo o mundo carece de serviços básicos de água, impactando em mais de 2 bilhões de pessoas. Esses serviços são essenciais para prevenir infecções e fornecer cuidados de qualidade, particularmente para o parto seguro. Estima-se, ainda, que 1 em cada 5 nascimentos ocorre globalmente nos países menos desenvolvidos e que, a cada ano, 17 milhões de mulheres nesses países dão à luz em centros de saúde com água, saneamento e higiene inadequados.

Hospital Al Rantisi, em Gaza. Possíveis vítimas dessa situação incluem recém-nascidos e crianças que dependem de incubadoras

Os pesquisadores da OMS e UNICEF indicam que mais de 1 milhão de mortes por ano estão associadas a nascimentos em centros de saúde sem água potável. As infecções respondem por 26% das mortes neonatais e 11% da mortalidade materna. 

Na Assembleia Mundial da Saúde de 2019, a ser realizada em maio, os governos debaterão uma resolução sobre Água, Saneamento e Higiene nas Instalações de Saúde, que foi unanimemente aprovada pelo Conselho Executivo da OMS no início deste ano (2019).

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Fontes Consultadas:

Imagem 1 Enfermeira prepara uma cama para um paciente com suspeitas de ebola, no Hospital Bwera, na RD Congo” (Fonte): https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/assets/2019/01/03-01-2019-UNICEF-Uganda-Ebola-UN0233859.jpg/image1170x530cropped.jpg

Imagem 2 Hospital Al Rantisi, em Gaza. Possíveis vítimas dessa situação incluem recémnascidos e crianças que dependem de incubadoras” (Fonte): https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/assets/2018/10/25-10-2018_OCHA_GAZA_01.jpg/image560x340cropped.jpg

DIPLOMACIA CORPORATIVANOTAS ANALÍTICASTecnologia

Amazon versus Amazônia: a disputa pelo domínio “.amazon”

De acordo com nota publicada pelo Itamaraty, o Conselho Diretor da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN) limitou até o dia 7 de abril para que os países da região amazônica e a empresa Amazon cheguem a um acordo sobre o registro do domínio “.amazon”.

Mapa da ecorregião amazônica definida pelo WWF. A linha amarela abrange a bacia de drenagem da Amazônia. As fronteiras nacionais estão mostradas em preto. Imagem de satélite da NASA

Desde 2012, por intermédio do Itamaraty, o Brasil, em coordenação com os demais países amazônicos, opõe-se firmemente à atribuição do “.amazon” à empresa norte-americana Amazon em regime de exclusividade. O argumento brasileiro indica que “devido a sua indissociável relação semântica com a Amazônia, aquele domínio não deve, de modo algum, ser o monopólio de uma empresa”.

O Itamaraty defende ainda que os países da região devem “participar da gestão e uso do domínio, com vistas a defender e promover o patrimônio natural, cultural e simbólico da região amazônica, bem como fomentar a economia regional e a inclusão digital das populações ali residentes”.

.Africa

Em outro caso, no ano de 2017, o domínio “.africa” foi considerado de nível superior continental para uso de organizações, empresas e indivíduos com orientação de agências africanas responsáveis pela governança da internet na região. A campanha por este registro foi liderada por uma empresa sul-africana ZA Central Registry (ZACR), que agora é responsável por registrar os nomes “.africa” e gerencia os registros, podendo distribuí-los a quem solicita, e não apenas a uma empresa que se atribuiria a condição de detentora exclusiva deste domínio.

Mapa Patagônia

Outro exemplo similar foi com relação a empresa de roupas de esportes de inverno Patagônia que solicitou o registro do domínio “.patagonia. A empresa acabou retirando sua candidatura após pressão da Argentina e do Chile que levantaram o temor de que tal ação prejudicaria a região da Patagônia que se estende por parte da América do Sul.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Amazon” (Fonte): https://pixabay.com/illustrations/shop-amazon-mobile-phone-smartphone-1908580/

Imagem 2Mapa da ecorregião amazônica definida pelo WWF. A linha amarela abrange a bacia de drenagem da Amazônia. As fronteiras nacionais estão mostradas em preto. Imagem de satélite da NASA” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Amaz%C3%B4nia#/media/File:Amazon_rainforest.jpg

Imagem 3 .Africa” (Fonte): https://tech-ish.com/2017/09/12/dotafrica-domains/

Imagem 4 Mapa Patagônia” (Fonte): https://domaingang.com/domain-news/patagonia-inc-rushes-in-last-minute-comments-in-support-of-dot-patagonia/