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A OMS criará um grupo consultivo técnico em saúde digital

A Organização das Nações Unidas (OMS) está estabelecendo um grupo técnico multidisciplinar global para assessorar em questões relacionadas à saúde digital. O seu recém-criado Departamento Digital de Saúde trabalhará para aproveitar o poder das tecnologias digitais de saúde para ajudar no alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (Garantir vidas saudáveis e promover o bem-estar para todos em todas as idades). 

Logo da OMS

De acordo com a nota da Organização, para apoiar este trabalho, ela está estabelecendo uma lista de especialistas em várias áreas relacionadas à saúde digital, como abordagens estratégicas, áreas de intervenção e estruturas de governança para regulamentações, e adoção de soluções e produtos de saúde digital. Alguns desses especialistas serão selecionados para fazer parte de um grupo consultivo técnico, enquanto outros poderão ser chamados para participar de subgrupos específicos. 

Para os perfis desejados, os membros do grupo consultivo técnico deverão ter experiência em: trabalho em saúde digital; programas e políticas digitais de saúde nacional ou de grande escala; inteligência artificial e saúde; realidade virtual e aumentada em saúde; inovação biomédica; cirurgia robótica; tecnologias vestíveis e saúde e bem-estar; rastreabilidade (por exemplo, blockchain); ética, governança e segurança no ecossistema de saúde com foco em saúde digital; economia da saúde, com foco em saúde digital; e legislação de saúde, com foco em tecnologias digitais de saúde. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Saúde Digital” (Fonte): https://www.mamutbr.com/healthtech/

Imagem 2 Logo da Organização Mundial da Saúde” (Fonte): http://dravet.pt/organizacao-mundial-saude-oms-reconheceu-potencial-medicinal-do-canabidiol/

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Campanha da OMS e do Brasil no Dia Mundial da Saúde

Ontem, dia 7 de abril, foi o Dia Mundial da Saúde e, para esta data, a Organização Mundial da Saúde (OMS) concentrou uma campanha no tema sobre a cobertura universal de saúde, com o lema: “Saúde para todas e todos. Em todos os lugares”.

Campanha Saúde para Todos

A OMS destaca que milhões de pessoas em todo o mundo ainda não possuem acesso algum a cuidados de saúde e outros são forçados a escolher entre este tipo de atenção e outras despesas diárias, como alimentos, roupas e até mesmo uma casa. 

Neste dia foi divulgado o Relatório de Estatísticas da Saúde Mundial, que inclui informações sobre tendências em áreas específicas, como saúde infantil e neonatal, doenças não transmissíveis, saúde mental e riscos ambientais, além de dados sobre a cobertura universal de saúde e sistemas de saúde.

No Brasil, o tema da campanha do Dia Mundial da Saúde foi sobre “imunização e vacinação”. Ele foi escolhido pelo país neste ano (2019) devido ao registro de baixas coberturas de vacinação, o que permitiu o reaparecimento de doenças que já estavam eliminadas no país, como é o caso do sarampo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Onde você mora no mundo afeta drasticamente o seu acesso aos serviços essenciais de saúde” (Fonte): https://www.who.int/images/default-source/imported/uhc-healthforall.gif?sfvrsn=3b7709c5_12

Imagem 2 Campanha Saúde para Todos” (Fonte): https://www.who.int/images/default-source/imported/world-health-day-2019-health-for-all.gif?sfvrsn=783d725d_14

DIPLOMACIA CORPORATIVANOTAS ANALÍTICASTecnologia

Amazon versus Amazônia: a disputa pelo domínio “.amazon”

De acordo com nota publicada pelo Itamaraty, o Conselho Diretor da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN) limitou até o dia 7 de abril para que os países da região amazônica e a empresa Amazon cheguem a um acordo sobre o registro do domínio “.amazon”.

Mapa da ecorregião amazônica definida pelo WWF. A linha amarela abrange a bacia de drenagem da Amazônia. As fronteiras nacionais estão mostradas em preto. Imagem de satélite da NASA

Desde 2012, por intermédio do Itamaraty, o Brasil, em coordenação com os demais países amazônicos, opõe-se firmemente à atribuição do “.amazon” à empresa norte-americana Amazon em regime de exclusividade. O argumento brasileiro indica que “devido a sua indissociável relação semântica com a Amazônia, aquele domínio não deve, de modo algum, ser o monopólio de uma empresa”.

O Itamaraty defende ainda que os países da região devem “participar da gestão e uso do domínio, com vistas a defender e promover o patrimônio natural, cultural e simbólico da região amazônica, bem como fomentar a economia regional e a inclusão digital das populações ali residentes”.

.Africa

Em outro caso, no ano de 2017, o domínio “.africa” foi considerado de nível superior continental para uso de organizações, empresas e indivíduos com orientação de agências africanas responsáveis pela governança da internet na região. A campanha por este registro foi liderada por uma empresa sul-africana ZA Central Registry (ZACR), que agora é responsável por registrar os nomes “.africa” e gerencia os registros, podendo distribuí-los a quem solicita, e não apenas a uma empresa que se atribuiria a condição de detentora exclusiva deste domínio.

Mapa Patagônia

Outro exemplo similar foi com relação a empresa de roupas de esportes de inverno Patagônia que solicitou o registro do domínio “.patagonia. A empresa acabou retirando sua candidatura após pressão da Argentina e do Chile que levantaram o temor de que tal ação prejudicaria a região da Patagônia que se estende por parte da América do Sul.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Amazon” (Fonte): https://pixabay.com/illustrations/shop-amazon-mobile-phone-smartphone-1908580/

Imagem 2Mapa da ecorregião amazônica definida pelo WWF. A linha amarela abrange a bacia de drenagem da Amazônia. As fronteiras nacionais estão mostradas em preto. Imagem de satélite da NASA” (Fonte): https://pt.wikipedia.org/wiki/Amaz%C3%B4nia#/media/File:Amazon_rainforest.jpg

Imagem 3 .Africa” (Fonte): https://tech-ish.com/2017/09/12/dotafrica-domains/

Imagem 4 Mapa Patagônia” (Fonte): https://domaingang.com/domain-news/patagonia-inc-rushes-in-last-minute-comments-in-support-of-dot-patagonia/

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Organização Mundial da Saúde anuncia reforma de sua estrutura

No dia 6 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou as reformas mais abrangentes na sua história. O objetivo é modernizar e fortalecer a instituição para desempenhar seu papel de forma mais eficaz e eficiente, como a principal autoridade mundial em saúde pública.

De acordo com o comunicado de imprensa, a reforma é para ajudar os países a atingirem as metas do planejamento estratégico da OMS: garantir que 1 bilhão de pessoas se beneficiem da cobertura universal de saúde, até 2023; que 1 bilhão de pessoas a mais estejam protegidas das emergências de saúde; e, ainda, que outros 1 bilhão desfrutem de melhor saúde e bem-estar. 

A nova estrutura corporativa da Organização prevista na reforma baseia-se em quatro pilares:

Logo da OMS

1.     O pilar de Emergências será responsável pelas críticas de segurança de saúde da OMS, tanto na resposta a crises de saúde quanto na ajuda aos países para se prepararem para elas. 

3.     O pilar de Operações de Negócios também garantirá uma entrega mais profissionalizada das principais funções corporativas, como orçamento, finanças, recursos humanos e cadeia de suprimentos.

2.     O pilar Relações Externas e Governança centralizará e harmonizará o trabalho da OMS na mobilização de recursos e comunicações. 

4.     O pilar da Divisão do Cientista Chefe na Sede da OMS em Genebra, deverá fortalecer o trabalho científico essencial e garantir a qualidade e consistência das normas e padrões da Organização. 

De acordo com o divulgado, além da reformulação da estrutura, 11 processos de negócios foram redesenhados, incluindo: planejamento; mobilização de recursos; comunicações externas e internas; recrutamento; cadeia de fornecimento; gerenciamento de desempenho, normas e padrões; pesquisa; dados; e cooperação técnica.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeira da OMS” (Fonte): https://www.who.int/images/default-source/imported/who-geneva-headquarters.tmb-1366v.jpg?sfvrsn=c8086d9f_6

Imagem 2 Logo da OMS” (Fonte): https://ncdalliance.org/sites/default/files/styles/feature_1800x900/public/news/WHO%20logo.jpg?itok=iWACp0lh

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Congressistas dos EUA apresentam projeto de lei sobre Segurança de Saúde Global

O congressista republicano Steve Chabot (Ohio) e o democrata Gerry Connolly (Virgínia), apresentaram no dia 13 de dezembro um Projeto de Lei sobre Segurança da Saúde Global. De acordo com o comunicado de imprensa divulgado, a Lei de Segurança da Saúde Global procura abordar duas questões principais:

  • 1. Atualmente as equipes e atividades de segurança de saúde global dos EUA dependem em grande parte de uma ordem executiva e não especificamente apoiada em lei, 
  • 2. Os EUA precisam de um funcionário designado permanente, responsável pela coordenação da resposta interinstitucional. 

Este Projeto de Lei reforça o compromisso dos EUA com a Agenda Global de Segurança Sanitária, que é uma iniciativa multilateral para fortalecer a capacidade dos países em gerenciar ameaças de doenças infecciosas e elevar a segurança da saúde como uma prioridade mundial. 

Países membros da Agenda Global de Segurança Sanitária

Em seu preâmbulo, o Projeto de Lei apresenta que aproximadamente 67% dos países não implementaram totalmente o Regulamento Sanitário Internacional e não construíram capacidades básicas apropriadas para detectar, avaliar, relatar e responder a emergências de saúde pública.

O deputado Gerry Connolly afirmou quesalvar vidas da próxima pandemia global começa com o investimento na preparação. (…). Como vimos inúmeras vezes, as doenças não respeitam as fronteiras e as crises globais de saúde têm imensas consequências de segurança, econômicas e humanitárias”. 

Por sua vez, o deputado Steve Chabot ressaltou queimplantando as ferramentas para prevenir doenças como a Zika e o Ebola, que chegam aos Estados Unidos, é um componente vital para proteger nossa nação”.

Mapa Ebola pelo Mundo

Tom Inglesby, diretor do Centro Johns Hopkins para a Segurança da Saúde, expressou apoio à proposta: “A Lei de Segurança da Saúde Global fortalece a maneira como os Estados Unidos trabalham para proteger, detectar e responder a grandes epidemias internacionais”, disse Inglesby. “Ajudaria a codificar a Agenda Global de Segurança Sanitária e trazer coordenação aos programas relevantes entre as agências”, complementou. 

O Projeto atende as necessidades da Estratégia Nacional de Biodefesa (ENB) apresentada em setembro de 2018 pelo Presidente Trump. A ENB inclui objetivos comofortalecer as capacidades de segurança sanitária global para prevenir que os bioincidentes locais se tornem epidemias” e “fortalecer a preparação internacional para apoiar as capacidades internacionais de resposta e recuperação”.

Acesse o projeto de lei completo neste link.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Saúde Global” (Fonte): https://sole.hsc.wvu.edu/Apps/News/story/global-health-week-at-wvu-health-sciences-to-be-held-sept-25-29/thumb/1200/medium

Imagem 2 Países membros da Agenda Global de Segurança Sanitária” (Fonte): https://www.ghsagenda.org/home

Imagem 3 Mapa Ebola pelo Mundo” (Fonte): http://www.govtech.com/em/health/Study-by-RI-doctors-says-Ebola-response-cost-US-hospitals-some-360-million.html 

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Estado de Washington (EUA) possui um ecossistema de saúde global robusto e crescente, afirma estudo

As organizações globais de saúde do estado de Washington (EUA) empregam mais de 14mil pessoas e contribuíram com cerca de US$ 8,8 bilhões (aproximadamente R$ 34bilhões, de acordo com a cotação de 10 de dezembro de 2018) para a economia do estado em 2017, segundo estimativas de um relatório divulgado nesta semana pela Washington Global Health Alliance.

Estudo do Panorama da Saúde Global do Estado de Washington mostra um ecossistema saudável que apoia novas ideias e iniciativas, disse Dena Morris, presidente da Alliance. A entidade registra 268 pequenas empresas,organizações sem fins lucrativos, institutos de pesquisa e outras organizações envolvidas com a saúde global no estado.

Desde 2013, os empregos em saúde global cresceram 2,8% ao ano, sobre a taxa de emprego geral em Washington. Enquanto o emprego direto no setor é de cerca de 14.000 pessoas, o número de empregos indiretos criados é de aproximadamente 40.000, de acordo com o relatório, gerando US$ 3,6 bilhões (aproximadamente R$14 bilhões, segundo a cotação de ontem, dia 10 de dezembro) em renda total e US$ 15,3 bilhões (aproximadamente R$ 58 bilhões, também de acordo com a mesma cotação) em receitas de negócios para o estado em 2017.

Infográfico – Organizações baseadas em Washington que trabalham em saúde global

Vinte porcento das organizações são pequenas empresas, observou Morris. Este é um sinal particularmente significativo de um ecossistema saudável, conforme declarou. Entre elas estão empresas de biotecnologia, como a Just Biotherapeutics, financiada em parte pela Fundação Bill & Melinda Gates, e empresas de dispositivos médicos, como a Shift Labs.

O novo relatório apresenta o quanto este ambiente se desenvolveu desde o estabelecimento da Fundação Bill & Melinda Gates em 2000. A Entidade contribuiu com US$ 287 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão, seguindo a mesma cotação) em subsídios para as atividades de saúde globais do estado de Washington em 2017, correspondendo a cerca de 31% do total.

Infográfico – Contribuindo para a economia de Washington e resolvendo problemas globalmente

Uma grande proporção das organizações globais de saúde também promove a saúde localmente nos Estados Unidos, como o Global to Local, fundado em 2010. O CEO Jonathan Sugarman, ex-professor do Departamento de Medicina da Universidade de Washington, disseque a entidade “colheu a expertise”da PATH e outras organizações globais de saúde para desenvolver programas de saúde pública em Tukwila e SeaTac (distritos do estado de Washington). Para saber mais sobre o perfil do ecossistema acesse o relatório neste link: Estudo do Panorama da Saúde Global do Estado de Washington

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Fontes das Imagens:

Imagem1 ImagemSaúde Global” (Fonte):

https://medicine.hsc.wvu.edu/news/story?headline=global-health-week-at-wvu-health-sciences-to-be-held-sept-25-29

Imagem 2 Infográfico Organizações baseadas em Washington que trabalham em saúde global” (Fonte):

https://www.wghalliance.org/wgha-content/uploads/2018-Washington-Global-Health-Landscape-Infographic.pdf

Imagem 3 Infográfico Contribuindo para a economia de Washington e resolvendo problemas globalmente” (Fonte):

https://www.wghalliance.org/wgha-content/uploads/2018-Washington-Global-Health-Landscape-Infographic.pdf