NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Organização Mundial da Saúde anuncia reforma de sua estrutura

No dia 6 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou as reformas mais abrangentes na sua história. O objetivo é modernizar e fortalecer a instituição para desempenhar seu papel de forma mais eficaz e eficiente, como a principal autoridade mundial em saúde pública.

De acordo com o comunicado de imprensa, a reforma é para ajudar os países a atingirem as metas do planejamento estratégico da OMS: garantir que 1 bilhão de pessoas se beneficiem da cobertura universal de saúde, até 2023; que 1 bilhão de pessoas a mais estejam protegidas das emergências de saúde; e, ainda, que outros 1 bilhão desfrutem de melhor saúde e bem-estar. 

A nova estrutura corporativa da Organização prevista na reforma baseia-se em quatro pilares:

Logo da OMS

1.     O pilar de Emergências será responsável pelas críticas de segurança de saúde da OMS, tanto na resposta a crises de saúde quanto na ajuda aos países para se prepararem para elas. 

3.     O pilar de Operações de Negócios também garantirá uma entrega mais profissionalizada das principais funções corporativas, como orçamento, finanças, recursos humanos e cadeia de suprimentos.

2.     O pilar Relações Externas e Governança centralizará e harmonizará o trabalho da OMS na mobilização de recursos e comunicações. 

4.     O pilar da Divisão do Cientista Chefe na Sede da OMS em Genebra, deverá fortalecer o trabalho científico essencial e garantir a qualidade e consistência das normas e padrões da Organização. 

De acordo com o divulgado, além da reformulação da estrutura, 11 processos de negócios foram redesenhados, incluindo: planejamento; mobilização de recursos; comunicações externas e internas; recrutamento; cadeia de fornecimento; gerenciamento de desempenho, normas e padrões; pesquisa; dados; e cooperação técnica.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeira da OMS” (Fonte): https://www.who.int/images/default-source/imported/who-geneva-headquarters.tmb-1366v.jpg?sfvrsn=c8086d9f_6

Imagem 2 Logo da OMS” (Fonte): https://ncdalliance.org/sites/default/files/styles/feature_1800x900/public/news/WHO%20logo.jpg?itok=iWACp0lh

ANÁLISES DE CONJUNTURASAÚDE

10 Riscos Globais para a Saúde em 2019

O mundo está enfrentando vários desafios relacionados à saúde, desde doenças evitáveis à possibilidade do surgimento de novas pandemias de origem desconhecida. Observando os principais desafios globais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em janeiro de 2019, o seu plano estratégico para os próximos 5 anos (2019-2023). Este documento destaca os 10 riscos globais para a saúde neste ano:

1. Poluição do ar e mudança climática

Em 2019, a poluição do ar é considerada pela OMS como o maior risco ambiental para a saúde. Poluentes microscópicos no ar podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando os pulmões, coração e cérebro, matando 7 milhões de pessoas todos os anos prematuramente de doenças como câncer, derrames, doenças cardíacas e pulmonares. Cerca de 90% dessas mortes ocorrem em países de baixa e média renda, com altos volumes de emissões da indústria, dos transportes e da agricultura, ressalta a OMS.

2. Doenças não transmissíveis

As doenças não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardíacas, são responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo, ou 41 milhões de pessoas. Mais de 85% dessas mortes prematuras ocorrem em países de baixa e média renda. O aumento dessas doenças, ainda de acordo com a OMS, tem sido impulsionado por cinco fatores de risco principais: uso do tabaco, inatividade física, consumo nocivo do álcool, dietas pouco saudáveis e poluição do ar. Esses fatores de risco também acentuam os problemas de saúde mental: metade de todas as enfermidades mentais começa aos 14 anos, mas a maioria dos casos não é detectada ou tratada, por sua vez, o suicídio é a segunda causa de morte de jovens entre 15 e 19 anos.

3. Pandemia Global de Gripe

A preocupação com a possibilidade de uma próxima pandemia global de gripe é constante. A OMS monitora a circulação dos vírus da gripe para detectar potenciais pandemias: 153 instituições em 114 países estão envolvidas na vigilância e resposta global. 

4. Contextos frágeis e vulneráveis

Mais de 1,6 bilhão de pessoas (22% da população mundial) vivem em locais onde crises prolongadas (por meio de uma combinação de desafios como seca, fome, conflitos e deslocamento da população) e frágeis serviços de saúde os deixam sem acesso a cuidados básicos. 
Em seu plano estratégico, a OMS indica a necessidade de trabalhar para o fortalecimento dos sistemas de saúde de modo que eles estejam mais preparados para detectar e responder a surtos, bem como para fornecer serviços de saúde de qualidade, incluindo, especialmente, a imunização.

5. Resistência microbiana

O desenvolvimento de antibióticos, antivirais e antimaláricos são alguns dos maiores sucessos da medicina moderna. Agora, a resistência microbiana – a capacidade de bactérias, parasitas, vírus e fungos resistirem aos medicamentos – ameaça nos mandar de volta à uma época em que não conseguíamos tratar facilmente infecções como pneumoniatuberculosegonorreia e salmonelose

Como exemplo, em 2017, cerca de 600 mil casos de tuberculose foram resistentes à rifampicina – droga de primeira linha mais eficaz – e 82% dessas pessoas apresentaram tuberculose multirresistente.

Uma das linhas de trabalho da OMS é a implementação de um plano de ação global para combater a resistência microbiana aumentando a conscientização, o conhecimento e incentivando o uso prudente de antibióticos.

6. Ebola e outros agentes infecciosos de alta ameaça

Em 2018, a República Democrática do Congo vivenciou dois surtos de Ebola no país, os quais se espalharam para cidades com mais de 1 milhão de pessoas. Uma das províncias afetadas também está em uma zona de conflito.

Plano de Pesquisa e Desenvolvimento da OMS identifica doenças e agentes infecciosos que têm potencial para causar uma emergência de saúde pública, mas carecem de tratamentos e vacinas eficazes. Esta lista para pesquisa e desenvolvimento prioritários inclui Ebola, várias outras febres hemorrágicas, ZikaNipahcoronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a “doença X”, que representa o conhecimento de que uma grave epidemia internacional poderia ser causada por um agente infeccioso atualmente desconhecido. Por isso, os planos de pesquisa e desenvolvimento buscam explicitamente habilitar, na medida do possível, a preparação transversal que também é relevante para uma “doença X” desconhecida.

Especialistas da OMS indicam que uma nova enfermidade tem a possibilidade de surgir a partir da manipulação de genes, acidente ou até mesmo terrorismo. Há ainda a hipótese de que ela possa ser provocada por uma patologia zoonótica, ou seja, transmitida de animais a seres humanos.

7. Atenção primária à saúde

A atenção primária à saúde é geralmente o primeiro ponto de contato que as pessoas têm com o sistema de saúde e, idealmente, deve fornecer cuidados abrangentes, acessíveis ao longo da vida. 

No entanto, muitos países não possuem instalações de atenção primária adequadas. Essa negligência pode ser por falta de recursos em países de baixa ou média renda, mas, também possivelmente um foco nas últimas décadas em programas para doenças específicas. Em 2019, a OMS pretende trabalhar com parceiros para revitalizar e fortalecer a atenção primária à saúde em diversos países.

8. Recusa em Vacinar

A hesitação na vacinação – a relutância ou a recusa em vacinar apesar da disponibilidade de vacinas – ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis. 

A vacinação é uma das formas mais econômicas de se evitar moléstias. Atualmente, de acordo com a OMS, previne-se 2 a 3 milhões de mortes por ano, e outros 1,5 milhão poderiam ser evitadas se a cobertura global de vacinas melhorasse.

sarampo, por exemplo, registrou um aumento de 30% nos casos em todo o mundo. As razões para esse aumento são complexas, e nem todos esses casos se devem à hesitação. No entanto, alguns países que estavam perto de eliminar a doença viram o ressurgimento dela. 

A título de ilustração, no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, quase metade dos municípios brasileiros em 2018 não atingiram a meta de vacinar 95% das crianças de 1 a 5 anos de idade, mesmo com 11 estados que enfrentaram um grande surto da doença ano passado, totalizando mais de 10.300 casos no país. 

9. Dengue

Uma ameaça crescente há décadas, a dengue, transmitida por mosquito que causa sintomas semelhantes aos da gripe, pode ser letal e matar até 20% das pessoas com dengue grave. 

Estima-se que 40% do mundo está em risco de contrair a doença, e existem cerca de 390 milhões de infecções por ano. A estratégia de controle da dengue da OMS visa reduzir as mortes em 50% até 2020. 

10. HIV

O HIV ainda é uma epidemia global com quase um milhão de pessoas a cada ano morrendo. Desde o início da epidemia, mais de 70 milhões adquiriram a infecção e cerca de 35 milhões morreram. Hoje, cerca de 37 milhões de indivíduos no mundo vivem com HIV. De acordo com a OMS, alcançar pessoas como profissionais do sexo, pessoas na prisão, homens que fazem sexo com homens* ou pessoas transexuais é um desafio em vários países, pois muitos ainda não estão preparados para estes atendimentos.

Este ano (2019), a OMS trabalhará com diversos governos para apoiar a introdução do auto-teste, para que mais pessoas que vivem com o HIV conheçam seu estado e possam receber tratamento (ou medidas preventivas, no caso de um resultado negativo).

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Nota:
*
No relatório está sendo usada exatamente
esta forma de expressar.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Máscara de Gás” (Fonte): https://pixabay.com/pt/m%C3%A1scara-g%C3%A1s-m%C3%A1scara-de-g%C3%A1s-467738/

Imagem 2 “Chaminé de Indústria” (Fonte): https://pixabay.com/pt/fumo-fumar-chamin%C3%A9-lareira-fuma%C3%A7a-258786/

Imagem 3 “Homem fumando e bebendo” (Fonte): https://pixabay.com/pt/homem-fumo-cerveja-trigo-tabagismo-2181478/

Imagem 4 “Vírus” (Fonte): https://pixabay.com/pt/v%C3%ADrus-microsc%C3%B3pio-infec%C3%A7%C3%A3o-doen%C3%A7a-1812092/

Imagem 5 “Contextos Frágeis” (Fonte): https://pixabay.com/pt/pobreza-favela-pobre-%C3%A1frica-do-sul-216527/

Imagem 6 “Antibióticos” (Fonte): https://pixabay.com/pt/dor-de-cabe%C3%A7a-dor-p%C3%ADlulas-medica%C3%A7%C3%A3o-1540220/

Imagem 7 “Isolamento por Ebola” (Fonte): https://pixabay.com/pt/ebola-isolamento-infec%C3%A7%C3%A3o-v%C3%ADrus-549471/

Imagem 8 “Cuidados Básicos” (Fonte): https://pixabay.com/pt/ebola-isolamento-infec%C3%A7%C3%A3o-v%C3%ADrus-549471/

Imagem 9 “Criança sendo vacinada” (Fonte): https://pixabay.com/pt/crian%C3%A7a-paciente-vacina-vacina%C3%A7%C3%A3o-89810/

Imagem 10 “Mosquito da Dengue” (Fonte): https://pixabay.com/pt/mosquito-inseto-dengue-2566773/

Imagem 11 “Vírus da AIDS” (Fonte): https://pixabay.com/pt/hiv-sida-v%C3%ADrus-doen%C3%A7a-sa%C3%BAde-1903373/

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Estado de Washington (EUA) possui um ecossistema de saúde global robusto e crescente, afirma estudo

As organizações globais de saúde do estado de Washington (EUA) empregam mais de 14mil pessoas e contribuíram com cerca de US$ 8,8 bilhões (aproximadamente R$ 34bilhões, de acordo com a cotação de 10 de dezembro de 2018) para a economia do estado em 2017, segundo estimativas de um relatório divulgado nesta semana pela Washington Global Health Alliance.

Estudo do Panorama da Saúde Global do Estado de Washington mostra um ecossistema saudável que apoia novas ideias e iniciativas, disse Dena Morris, presidente da Alliance. A entidade registra 268 pequenas empresas,organizações sem fins lucrativos, institutos de pesquisa e outras organizações envolvidas com a saúde global no estado.

Desde 2013, os empregos em saúde global cresceram 2,8% ao ano, sobre a taxa de emprego geral em Washington. Enquanto o emprego direto no setor é de cerca de 14.000 pessoas, o número de empregos indiretos criados é de aproximadamente 40.000, de acordo com o relatório, gerando US$ 3,6 bilhões (aproximadamente R$14 bilhões, segundo a cotação de ontem, dia 10 de dezembro) em renda total e US$ 15,3 bilhões (aproximadamente R$ 58 bilhões, também de acordo com a mesma cotação) em receitas de negócios para o estado em 2017.

Infográfico – Organizações baseadas em Washington que trabalham em saúde global

Vinte porcento das organizações são pequenas empresas, observou Morris. Este é um sinal particularmente significativo de um ecossistema saudável, conforme declarou. Entre elas estão empresas de biotecnologia, como a Just Biotherapeutics, financiada em parte pela Fundação Bill & Melinda Gates, e empresas de dispositivos médicos, como a Shift Labs.

O novo relatório apresenta o quanto este ambiente se desenvolveu desde o estabelecimento da Fundação Bill & Melinda Gates em 2000. A Entidade contribuiu com US$ 287 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão, seguindo a mesma cotação) em subsídios para as atividades de saúde globais do estado de Washington em 2017, correspondendo a cerca de 31% do total.

Infográfico – Contribuindo para a economia de Washington e resolvendo problemas globalmente

Uma grande proporção das organizações globais de saúde também promove a saúde localmente nos Estados Unidos, como o Global to Local, fundado em 2010. O CEO Jonathan Sugarman, ex-professor do Departamento de Medicina da Universidade de Washington, disseque a entidade “colheu a expertise”da PATH e outras organizações globais de saúde para desenvolver programas de saúde pública em Tukwila e SeaTac (distritos do estado de Washington). Para saber mais sobre o perfil do ecossistema acesse o relatório neste link: Estudo do Panorama da Saúde Global do Estado de Washington

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Fontes das Imagens:

Imagem1 ImagemSaúde Global” (Fonte):

https://medicine.hsc.wvu.edu/news/story?headline=global-health-week-at-wvu-health-sciences-to-be-held-sept-25-29

Imagem 2 Infográfico Organizações baseadas em Washington que trabalham em saúde global” (Fonte):

https://www.wghalliance.org/wgha-content/uploads/2018-Washington-Global-Health-Landscape-Infographic.pdf

Imagem 3 Infográfico Contribuindo para a economia de Washington e resolvendo problemas globalmente” (Fonte):

https://www.wghalliance.org/wgha-content/uploads/2018-Washington-Global-Health-Landscape-Infographic.pdf

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Valor de gastos desnecessários seria suficiente para eliminar a pobreza extrema na A.L. e Caribe

No mês de setembro passado (2018), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou o relatório “Melhores Gastos para Melhores Vidas – Como a América Latina e Caribe podem fazer mais com menos”. O estudo apresenta uma análise do gasto fiscal na região e revela grandes ineficiências e desperdícios que podem chegar a 4,4% do PIB, ou cerca de US$ 220 bilhões (16% do gasto total), aproximadamente R$ 848 bilhões de reais (cotação do dia 7 de outubro de 2018), indicando que há espaço para melhorar os serviços públicos sem a necessidade de aumentar os gastos. Essa quantia seria suficiente para eliminar a pobreza extrema na região. O Chile e o Peru têm a melhor qualidade de gastos, com custos de ineficiências que chegam a 1,8% e 2,5% do PIB, respectivamente.

Foi apresentado que o gasto público atualmente consolidado é de 29,7% do PIB, quase 6 pontos percentuais a mais do que no início da década de 2000. As despesas variam de mais de 35% do PIB na Argentina e Brasil e menos de 20% na República Dominicana e Guatemala.

Dinheiro não nasce em árvore

O aumento dos gastos dos governos dificilmente ajudará a fechar a lacuna de desigualdade na região se as ineficiências na redistribuição não forem corrigidas. Em 16 países latino-americanos, os impostos diretos e as transferências monetárias reduzem a desigualdade em uma média de apenas 4,7%, contra 38% em uma amostra de países desenvolvidos.

Uma redução nos custos excedentes e atrasos nos projetos de infraestrutura financiados pelos governos nos níveis de projetos financiados pelos Bancos multilaterais de desenvolvimento poderia gerar economias em gastos de quase 1,2% do PIB. Isso poderia liberar até US$ 50 bilhões (quase R$ 194 bilhões de reais, na cotação do dia 7 de outubro de 2018) anualmente para investimentos em infraestrutura.

O relatório oferece uma ampla gama de recomendações de políticas específicas. Isso inclui fazer um uso maior da análise de custo-benefício para determinar suas melhores opções orçamentárias, ou a criação de agências dedicadas ao planejamento estratégico que utilizem avaliações rigorosas do impacto dos programas do governo antes de tomar decisões sobre a alocação de recursos.

No campo da educação, o Documento recomenda, entre outras medidas, acompanhar os gastos por aluno, com um aumento nas medidas de responsabilização para reduzir a corrupção, bem como um nível mais elevado de formação de professores, e ajustando o seu salário ao desempenho.

Em relação à segurança pública, destaca que a região apresenta altos níveis de criminalidade, apesar de ter aumentado substancialmente as despesas com policiamento e encarceramento, levando o setor de segurança a absorver 5,4% dos orçamentos fiscais, contra 3,3% nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O relatório também lista melhorias nas áreas de organização e eficiência policial, melhor gerenciamento de programas de prevenção ao crime e maior foco em pontos, pessoas e comportamentos de alto risco.

Finalmente, o informe também apresenta os elementos intangíveis que estão por trás das decisões orçamentárias, como o nível de confiança da população em seu governo. A falta de confiança implica, entre outras coisas, que os eleitores prefiram políticas públicas que ofereçam benefícios imediatos (como transferências), ao invés de investimentos em educação e infraestrutura, cujos benefícios só se tornam visíveis muitos anos depois.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Capa do Livro – Melhores Gastos para Melhores Vidas – Como a América Latina e Caribe podem fazer mais com menos” (Fonte):

https://flagships.iadb.org/themes/custom/idb_publications/images/MejoresVidas.png

Imagem 2 Dinheiro não nasce em árvore” (Fonte):

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AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Banco Central realiza atividade de educação financeira para refugiados venezuelanos

De acordo com informações do Banco Central do Brasil (BC), em agosto passado (2018), os membros da Rede Interna de Colaboradores em Educação Financeira do BC realizaram palestra para imigrantes venezuelanos no Centro Temporário de Acolhimento (CTA), no bairro de São Mateus, localizado na cidade de São Paulo.

CTA – Centro Temporário de Acolhimento. Liberdade Eduardo OGATA / SECOM

Segundo declaração de Bernardo Laferté, coordenador-geral do Comitê Nacional para os Refugiados do Ministério da Justiça, “a falta de organização financeira pode ser um grande empecilho para o crescimento do imigrante em um país diferente”.

Laferté destacou ainda que os participantes tinham dificuldade de compreender o valor do real, porque perderam a noção do valor da moeda venezuelana, que passa por um processo de hiperinflação.

Também foram abordados temas referentes às cédulas do real, compras à vista e a prazo, tarifas bancárias e a possibilidade de utilizar contas com serviços essenciais, isentas de tarifas.

Foram apresentados relatos de refugiados com dificuldades em abrir conta em Banco, sendo que já existe uma norma que determina que o Protocolo de Pedido de Refúgio, fornecido pela Polícia Federal, é documento hábil para identificação do depositante.

A intenção do BC é ampliar a parceria com novos públicos para replicar a ação em outras regiões do país. A segunda ação nesse escopo será no Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI), com participantes de várias nacionalidades, em data a ser divulgada em breve. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Ricardo Laureano, analista no BC, conversa com os imigrantes no Centro Temporário de Atendimento (CTA), no bairro de São Mateus, em São Paulo” (Fonte): 

https://www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/PublishingImages/Jornalismo%20Interno/Depef/Palestra%20refugiados/refugiados%20interna.jpg

Imagem 2 “CTA Centro Temporário de Acolhimento. Liberdade Eduardo OGATA / SECOM” (Fonte):

https://news.lamattinadigital.com.br/wp-content/uploads/2018/03/CTAprefsp-696×463.jpeg

COOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

ONU lança Manual de Boas Práticas na Cooperação Sul-Sul e Triangular para o Desenvolvimento Sustentável

No dia 12 de setembro de 2018, em comemoração ao Dia Internacional da Cooperação Sul-Sul, o Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul (UNOSSC, na sigla em inglês),  lançou o Manual Boas Práticas na Cooperação Sul-Sul e Triangular para o Desenvolvimento Sustentável.

Ele é uma compilação de mais de 100 ações exitosas de Cooperação Sul-Sul de Estados Membros da ONU, agências e outros parceiros de desenvolvimento, apresentando soluções nos níveis nacional, sub-regional, regional e global para desafios como a erradicação da pobreza e redução da desigualdade.

Logo do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul

De acordo com o Preâmbulo do diretor do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul (UNOSSC, na sigla em inglês), Jorge Chediek,  o documento destaca “como a cooperação Sul-Sul e a cooperação trilateral podem contribuir para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) estabelecidos na Agenda 2030 da ONU”. 

Na apresentação das experiências, foi dada prioridade ao destaque de iniciativas inovadoras que envolveram e beneficiaram um grande número de pessoas em dois ou mais países do Sul, com soluções que foram testadas e expandidas, e resultados de desenvolvimento tangíveis, abordando a realização de todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Este lançamento é mais um passo para a preparação da Segunda Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre Cooperação Sul-Sul, que será realizada no âmbito do 40º aniversário do Plano de Ação de Buenos Aires (BAPA + 40), do dia 20 a 22 de março de 2019, na capital argentina.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Capa do Manual Boas Práticas na Cooperação SulSul e Triangular para o Desenvolvimento Sustentável” (Fonte):

https://www.unsouthsouth.org/wp-content/uploads/2018/09/publications_2018_o.jpg

Imagem 2 Logo do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação SulSul” (Fonte):

https://www.unsouthsouth.org/wp-content/uploads/2017/06/logo_60.png