AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Para viabilizar projetos de redução a pobreza, Alagoas realiza negociação para captar US$ 150 milhões do Banco Mundial

No dia 18 de agosto, representantes da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (SEPLANDE) de Alagoas (Estado do Brasil) participaram[1] de uma rodada de negociações com o Banco Mundial (BM) para a captação de um empréstimo de US$ 150 milhões, que deve ser destinado à continuidade das ações do Projeto de Redução da Pobreza e Inclusão Produtiva (PREPI).

O gerente do PREPI pelo Banco Mundial, Gláston Blanco, explicou que há “todo interesse em apoiar a execução das ações, bem como viabilizar a continuidade do projeto para a próxima gestão. Para isso, estamos avaliando o andamento das atividades e atualizando o projeto para melhor atender as demandas de cada área envolvida[1].

De acordo com a Agência Alagoas[1], no total, o Projeto envolve oito pastas do Executivo e conta com quatro componentes: (1) redução da exclusão, proteção contra a vulnerabilidade e garantia dos direitos básicos à educação, renda e saúde; (2) promoção da inclusão produtiva em áreas rurais e urbanas; (3)fortalecimento das instituições para a gestão mais eficiente e eficaz do setor público; e, por fim, (4)a gestão e fortalecimento do Projeto.

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Imagem (Fonte):

 wikipedia

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://agenciaalagoas.al.gov.br/noticias/2014/8/emprestimo-de-us-150-milhoes-viabilizara-projetos-contra-pobreza

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

IV Reunião de Cooperação Internacional Descentralizada

O Estado do Amapá realizou no dia 18 e 19 de agosto o III Seminário e a IV Reunião de Cooperação Internacional Descentralizada do Brasil. Durante o encontro, estados, municípios e gestores da área se reuniram para trocar experiências de Cooperação Internacional.

A Assessora Especial da Subchefia de Assuntos Federativos da Presidência da República, Paula Ravanelli, declarou que o objetivo desses encontros é estimular a participação de unidades federativas e das prefeituras na Cooperação Internacional.

A Assessora destacou ainda que é necessário afastar a ideia de que esse assunto é somente de competência da União, por isso a importância em dar visibilidade ao tema para maior atuação dos estados e municípios nas relações internacionais.

A diretora-presidente da Agência de Desenvolvimento do Amapá (ADAP), Ivana Antunes, destacou que, na década de 1990, o Governo do Estado já concebia formas de se relacionar com os países que fazem fronteira no extremo Norte do Brasil, principalmente a Guiana Francesa, onde vivem milhares de brasileiros.

Atualmente, como exemplo, o Amapá possui cooperação com o Governo francês nas áreas de ciência, tecnologia, inovação, idiomas, mineração, indústria, comércio, entre outras, e a tendência é de expansão da cooperação.

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Imagem (Fonte):

 http://agencia.ap.gov.br/noticia/39403/

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Fonte Consultada:

Ver:

http://chicoterra.com/2014/08/18/amapa-abre-iii-seminario-e-iv-reuniao-de-cooperacao-internacional-do-brasil/

 

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Comissão Europeia anuncia medidas de apoio a produtores atingidos pelas restrições russas

No dia 18 de agosto, segunda-feira, a Comissão Europeia (CE) apresentou[1] medidas de apoio para produtores de determinadas frutas e produtos hortícolas perecíveis. A decisão foi tomada no contexto das restrições russas à importação de produtos agrícolas da União Europeia (UE). Por sua vez, as medidas russas foram uma ação recíproca às sanções da UE contra a Federação Russa.

Dacian Ciolos, Comissário para o Desenvolvimento Rural, afirmou: “Tendo em conta a situação do mercado de acordo com as restrições da Rússia à importação de produtos agrícolas da UE, a partir de hoje, estou acionando medidas de emergência CAP* que reduzirão oferta global de uma série de frutas e produtos hortícolas no mercado europeu como e quando as pressões de preços tornarem-se demasiado grandes para os próximos meses. Todos os agricultores dos produtos em causa – seja em organizações de produtores ou não – serão elegíveis para ocupar estas medidas de apoio ao mercado, onde entenderem. Agir a tempo irá fornecer um suporte eficiente para o preço pago aos produtores no mercado interno, ajudar o mercado a ajustar e ser rentável[1].

Os produtos elegíveis automaticamente são[1]: tomate, cenoura, repolho branco, pimentão, couve-flor, pepinos e pepininhos, cogumelos, maçãs, pêras, frutas vermelhas, uvas de mesa e kiwis.

A CE destacou[1] que os mercados para esses produtos estão com a temporada completa, ou seja, já esgotaram o ciclo de plantação, colheita etc. e, por isso, estão sem opção de armazenamento para a maioria deles, além de não terem nenhum mercado alternativo disponível imediatamente. A assistência financeira deverá cobrir todos esses produtores e, inicialmente, será aplicada até novembro.

Também foi anunciado[1] que a CE continuará acompanhando o desenvolvimento dos mercados para todos os setores afetados pela proibição russa sobre agricultura e produtos alimentícios e não hesitará em apoiar outros segmentos fortemente dependente das exportações para a Rússia ou, se necessário, em adaptar as medidas já anunciadas.

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* Common Agricultural Policy (CAP), em português, Política Agrícola Comum.

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Imagem (Fonte):

http://www.arboreco.net/wp-content/themes/twentyten/img/arboreco-Agricultura-UE-logo.jpg

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://europa.eu/rapid/press-release_IP-14-932_en.htm

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Governo brasileiro poderá iniciar contencioso na OMC por restrições da Indonésia à carne bovina do Brasil

Em reunião realizada no dia 14 de agosto, em Brasília, o Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), autorizou[1] o Ministério das Relações Exteriores (MRE) a iniciar o processo de consultas formais à Indonésia sobre as restrições impostas pelo país asiático às importações de carne bovina do Brasil.

De acordo com as informações disseminadas no site do MDIC[1], a autorização da CAMEX representa o início de um contencioso na Organização Mundial do Comércio (OMC) e atende à solicitação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), que destaca uma decisão de 2010 da Suprema Corte da Indonésia que teve como resultado a proibição da entrada do produto brasileiro no mercado daquele país, ferindo as regras da OMC.

Analistas indicam que essas restrições são parte de um planejamento do quarto país mais populoso do mundo para se tornar autossuficiente em carne, estimulando os produtores nacionais ao conter a competição internacional.

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Imagem (Fonte):

http://exame2.abrilm.com.br/assets/images/2012/12/77578/size_590_carne_editado-1.jpeg?1356099405

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=13352

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Ministro Mauro Borges apresentou os três eixos da estratégia comercial brasileira

No dia 7 de agosto, durante abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX), o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges, apresentou os três eixos da estratégia comercial brasileira: “o multilateralismo, o fortalecimento comercial com os três grandes players globais (Estados Unidos, União Europeia e China) e a integração produtiva com os países da América Latina[1].

Sobre a relação com os grandes mercados, o Ministro declarou que o Mercosul está apenas aguardando[1] uma sinalização por parte da União Europeia de consulta aos países para apresentar a proposta para um Acordo de Livre Comércio entre os dois Blocos. Borges considera esse Acordo vital para a estratégia comercial brasileira.

Ele mencionou[2] ainda a parceria com os Estados Unidos por meio dos avanços da harmonização técnica e da cooperação tecnológica entre os dois países, em particular na rede dos grandes laboratórios norte-americanos, onde estão as grandes tecnologias do futuro. Também foi destacado que os investimentos brasileiros nos Estados Unidos representam 25% do investido por empresas americanas no Brasil.

Por outro lado, a estratégia em relação a China ganha uma relevância maior com a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS). Segundo Borges, a importância desse Banco está ligada ao desafio da política externa brasileira no continente africano: “Com um instrumento como esse banco, temos a possibilidade de equacionar a agenda de infraestrutura da África do ponto de vista estratégico brasileiro[2].

Em relação ao fortalecimento da integração produtiva com a América Latina, o Ministro afirmou[2] que o Brasil tem uma proposta concreta de antecipação dos Acordos de Complementação Econômica com os países da Aliança Pacífica na América do Sul (Colômbia, Peru e Chile). Segundo ele, o país vai propor a redução do prazo para o Acordo de Livre Comércio com esses países de 2019 para 2016.

Tem uma série de produtos que não faz sentido o Brasil produzir. Nós temos o privilégio de estar em uma região com uma divisão regional do trabalho das grandes cadeias industriais. Há países hoje [na região] onde o custo da mão de obra é bem mais baixo que o do Brasil[2], concluiu Borges. 

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Imagem (Fonte):

 bid

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=13338

[2] Ver:

http://brasileconomico.ig.com.br/brasil/2014-08-07/perdemos-a-capacidade-de-planejar-o-pais-diz-ministro-mauro-borges.html

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Banco Mundial destina US$ 10,6 milhões para tecnologia agrícola no Brasil

No dia 1º de agosto, sexta-feira, representantes do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) assinaram[1][2] um Acordo com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), que destinará US$ 10,6 milhões para o Projeto ABC Cerrado.

O objetivo do ABC Cerrado é difundir práticas agrícolas sustentáveis para a redução das emissões de gases do efeito estufa. O Projeto é realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Conforme divulgado[1], o recurso será utilizado para a capacitação relacionada às tecnologias de baixa emissão de carbono, formação profissional e pela assessoria em campo. Ao todo, 12 mil propriedades vão receber a capacitação para os produtores, sendo 1.200 nos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul.

Vamos avaliar a forma como o produtor vai assimilar o conhecimento que vamos repassar sobre tecnologias, e comparar se capacitar e também dar assistência é melhor[1], declarou assessor técnico do SENAR, Igor Borges.

O especialista em Desenvolvimento Rural do Banco Mundial, David Tuchschneider, declarou[1] que essa é uma das soluções encontradas para que o mundo consiga suprir a demanda por alimentos, que vai dobrar até 2050.

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Imagem (Fonte):

 Wikipedia

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://senar-ma.org.br/senar-assina-acordo-com-o-banco-mundial-para-execucao-do-projeto-abc-cerrado/

[2] Ver:

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/banco-mundial-destina-us-10-6-mi-para-tecnologia-agricola