AGÊNCIAS DE COOPERAÇÃOAMÉRICA DO NORTEÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Fundo Chinês no BID concede empréstimo ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais

De acordo com informações publicadas no site do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)[1], o Presidente do BID, Luis Alberto Moreno, e o Presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Júlio Oliveira, assinaram um contrato de empréstimo de US$ 150 milhões para financiar projetos de infraestrutura municipal em Minas Gerais.

O empréstimo  proveniente do Fundo Chinês de Cofinanciamento para a América Latina e Caribe, constituído pelo Banco Popular da China (BPC) e gerido pelo BID, poderá “financiar projetos de até R$ 5 milhões por município, com prazos de até sete anos e carência de dois anos[1].

Esses recursos poderão financiar aproximadamente 200 projetos de água, esgoto e resíduos sólidos urbanos; projetos de iluminação pública, drenagem, mobilidade urbana e pavimentação; e para a aquisição de equipamentos, caminhões e máquinas para o setor público.

Agora, são três[2] as instituições internacionais que concederam crédito ao BDMG: (1)o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF); (2) a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e, agora, (3) o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Com isso, o BDMG torna-se um tomador qualificado de crédito no mercado externo, com rating reconhecido pelas agências de classificação Standard & Poor’s e Moody’s.

——————————————————-

Imagem (Fonte):

 BID

——————————————————-

Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.iadb.org/pt/noticias/comunicados-de-imprensa/2014-06-13/minas-gerais-financiara-municipios-com-apoio-do-bid,10843.html

[2] Ver:

http://www.bdmg.mg.gov.br/SalaImprensa/Paginas/Releases.aspx?idRelease=105

 

ÁFRICAAMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Brasil vai cooperar na facilitação do comércio na África

Ontem, dia 10 de junho, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) firmaram[1] um Memorando de Entendimento com o Centro Internacional de Comércio (ITC, na sigla em inglês), com objetivo de realizar atividades para implementar medidas de facilitação de comércio em países africanos. Uma das atividades da cooperação estará na apresentação da experiência do desenvolvimento do programa Portal Único de Comércio Exterior[2] do Governo brasileiro.

O Programa, lançado ao final de março de 2014, é uma iniciativa de reformulação dos processos de importação, exportação e trânsito aduaneiro. Com essa reformulação, busca-se estabelecer processos mais eficientes, harmonizados e integrados entre todos os intervenientes públicos e privados no comércio exterior. De acordo com o MDIC, a “estimativa é de que as medidas acarretem na redução de custos operacionais de aproximadamente R$ 50 bilhões por ano para empresas exportadoras e importadoras[1].

Na apresentação do Programa será fornecida assistência técnica por meio de especialistas brasileiros e a realização de seminários e workshops nos países africanos sobre medidas de facilitação de comércio como forma de inspirá-los e apoiá-los no que lhes possa interessar em termos de facilitação de comércio.

 ——————————————-

Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=5&noticia=13249

[2] Ver:

http://portal.siscomex.gov.br/conheca-o-portal/portal-unico-de-comercio-exterior

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Estatal chinesa inaugura fábrica em Pouso Alegre, Minas Gerais

No dia 6 de junho foi inaugurada[1] em Pouso Alegre, município de Minas Gerais (Brasil), a sede da empresa chinesa XCMG produtora de máquinas pesadas. Em sua nova fábrica nesta cidade, a multinacional investiu aproximadamente de R$ 1 bilhão. A XCMG é uma empresa estatal e é o maior grupo competitivo no setor da maquinaria de construção da China.

De acordo com informações publicadas no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a “expectativa é que mais três mil contratações sejam criadas na cidade que entra para o grupo de municípios exportadores de máquinas com alta tecnologia agregada[1].

Na inauguração, o vice-presidente mundial da XCMG, Wang Song, ressaltou[1] em seu discurso a estratégia de globalização do grupo e como a planta de Pouso Alegre será referência no projeto de internacionalização da empresa. Song destacou que este é um dos maiores investimentos da China no Brasil nos últimos anos.

Segundo Wang Yan Song[2], 60% dos produtos usados na montagem das máquinas serão adquiridos no Brasil e parte destas máquinas serão exportadas para países como África do Sul, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai

———————————————–

Imagem (Fonte):

 Wikipedia

———————————————–

Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=13244

[2] Ver:

http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2014/06/fabrica-chinesa-e-inaugurada-e-pode-gerar-ate-3-mil-vagas-em-pouso-alegre.html

 

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Anistia Internacional lança relatório sobre o abuso das polícias nas manifestações no Brasil

No dia 5 de junho, a Anistia Internacional lançou um Relatório de 24 páginas com o título “Eles usam uma estratégia de medo: proteção do direito ao protesto no Brasil[1]. O Documento faz referência ao abuso das polícias nas manifestações pacíficas de rua.

A Anistia Internacional é um movimento mundial independente e, como tal, desempenha um papel específico na prevenção das violações de Direitos Humanos por parte dos Governos, tendo um papel muito importante na preservação dos direitos dos cidadãos pelo mundo. Ao mesmo tempo, no entanto, observadores apontam que, por essa atuação específica, tratar das ações governamentais acaba muitas vezes realizando análises parciais, sem considerar as premissas sobre as quais determinadas autoridades tiveram de tomar decisões, justamente para proteger os cidadãos e o erário público.

Um exemplo que pode ser citado é o caso dos Black Blocs e os diversos atos de violência cometidos por grupos afins e o papel de toda a rede de comando atuando na repressão de criminosos que lançaram o medo nas manifestações pacíficas, conforme foi divulgado por número expressivo de meios de comunicação e analistas no Brasil.

Os episódios de violência dos Black Blocs não foram considerados no Documento, apenas foram citados em uma nota de rodapé[1]. A morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, atingido por um rojão lançado por um manifestante também não foi considerado.

Em entrevista ao Estadão, Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, declarou que “a proposta do documento é focar no governo federal – que centraliza o comando da segurança de grandes eventos, como a Copa do Mundo – e no Congresso, instituição onde tramitam leis que põem em risco o direito da manifestação pacífica[2]. Ele ressaltou ainda que a Anistia se posiciona contra todos os grupos de manifestantes que praticam violência. O Documento, segundo ele, analisa “os agentes que detêm o uso legítimo da força[2]. “A Anistia não está desatenta à violência como um todo. Somos contra a violência seja de onde for [2].

Da perspectiva crítica, deve-se ressaltar que o Relatório[1] não descreve a metodologia utilizada para a sua realização e não apresenta os autores que estiveram envolvidos neste estudo, trazendo questões que dizem respeito à transparência, cientificidade, parcialidade e aos direitos autorais, que também precisam ser considerados quando se tratam de direitos fundamentais e necessitam ser levados em consideração por todas as entidades públicas e privadas.

Acreditam os especialistas que somente assim é possível trazer elementos em grau e número suficientes para compreender a conjuntura de forma ampla, garantindo os critérios técnicos necessários e suficientes para justificar avaliações as medidas que se acredita serem mais adequadas, respaldando as indicações de posturas substitutivas.

———————————————-

Imagem (Fonte):

http://www.paraiba.com.br/static/images/noticias/normal/1388066096747-protestos.jpg

———————————————-

Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.amnesty.org/en/library/asset/AMR19/005/2014/en/a24cd3fa-c32f-4e28-984a-d57dab154532/amr190052014pt.pdf

[2] Ver:

http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,anistia-internacional-critica-abuso-em-atos-e-ignora-black-blocs,1506326

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Brasil e China deverão intensificar comércio de serviços

O secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Humberto Ribeiro, participou da Reunião Bilateral Brasil-China sobre Comércio Exterior de Serviços, realizada no último final de semana, no Ministério do Comércio da República Popular da China (MOFCOM).

Na reunião foi acordado que os dois países assinarão um Memorando de Entendimentos com objetivo de intensificar o comércio bilateral de serviços. “Brasil e China são parceiros comerciais de grande peso na economia global de bens e mercadorias, com corrente de comércio da ordem de US$ 75 bilhões ao ano. Porém, o setor de serviços contribui ainda de forma subsidiária na relação entre os dois países, com volume de menos de US$ 700 milhões em 2013[1], destacou Humberto Ribeiro.

O Memorando pressupõe a participação do setor privado de ambos países em grupos focais específicos para cada segmento. Segundo as informações divulgadas, há maior potencial de trocas comerciais nos setores de serviços esportivos, de TI, audiovisuais, turismo, outsourcing e de P&D.

———————————————–

Imagem (Fonte):

wikipedia

———————————————–

Fonte consultada:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=4&noticia=13230

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Rússia solicita Corredor Humanitário na Ucrânia

De acordo com informações disseminadas para a mídia pela Agência France Presse[1], a Rússia propôs ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, no dia 2 de junho, um projeto relacionado a criação de Corredores Humanitários no leste da Ucrânia.

Segundo o ministro russo das Relações Exteriores[1], Serguei Lavrov, a criação dos Corredores Humanitários deverão servir para que os civis possam abandonar as Zonas de Combate. A iniciativa russa incentiva ainda a abertura de negociações entre a região leste separatista e os manifestantes pró-Rússia.

Queremos que o Conselho de Segurança exija que nenhum obstáculo dificulte a saída dos civis das zonas de combate, nem a entrega de ajuda humanitária nestas zonas[1], declarou Lavrov.

O projeto solicita também toda ajuda que for possível para as atividades da Cruz Vermelha Internacional e de outras organizações humanitárias no sudeste da Ucrânia.

———————————————–

Imagem (Fonte):

 Wikipedia

———————————————–

Fonte consultada:

[1] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/06/russia-pede-corredor-humanitario-na-ucrania-em-resolucao-na-onu.html