AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Brasil e Suíça debatem intensificação do comércio bilateral

No dia 3 de abril, o “Secretário-Executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)”, Ricardo Schaefer, recebeu uma delegação de autoridades do “Governo da Suíça” e representantes de empresas suíças que exportam para o Brasil ou possuem filais no país. 
 


Na ocasião, Schaefer destacou as áreas com potencial para aprofundamento das relações comerciais bilaterais, como microeletrônica, semicondutores, biotecnologia e indústria farmacêutica. Por sua vez, o “Conselheiro Federal da Suíça”, Johann Schneider-Ammann, também demonstrou interesse em aprofundar as negociações para um “Acordo Bilateral”, acrescentando a possibilidade de negociar um “Acordo de Livre Comércio”.

Pelos dados do MDIC[1], em 2013, os embarques brasileiros para a Suíça chegaram a  US$ 2,3 bilhões, valor 38,9% acima do registrado em 2012 (US$ 1,7 bilhão).  No total, 640 empresas brasileiras exportaram para a Suíça, de janeiro a dezembro do ano passado (2013).

As importações brasileiras da Suíça também cresceram, totalizando US$ 2,9 bilhões, o que representou um aumento de 6,9% em relação a 2012 (US$ 2,7 bilhões). No geral, 3.252 empresas brasileiras realizaram compras externas da Suíça no ano passado, 2013.

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=13084

AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Deputada venezuelana destituída participou de audiência na “Câmara dos Deputados do Brasil”

No dia 2 de abril, quarta-feira, a deputada venezuelana Maria Corina Machado, destituída do seu mandato* por decisão doPresidente da Assembleia Nacional Venezuelana”, Diosdado Cabello, participou de uma audiência pública naComissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional” (CREDN), daCâmara dos Deputados do Brasilpara falar sobre a crise política venezuelana.

Na ocasião, a Deputada afirmou que “o papel do Brasil na crise em seu país é triste[1]. Ela afirmou que ficou surpreendida com a decisão do embaixador interino do Brasil na “Organização dos Estados Americanos” (OEA), Breno Dias da Costa, de impedir que ela falasse no mecanismo.

Maria Corina Machado declarou[1] ainda que a Venezuela está com uma inflação oficial de 54%, vive um clima de total insegurança e domínio dos poderes públicos por agentes civis e militares cubanos. Enfatizou também que a “União de Nações Sul-Americanas” (UNASUL) não é a instância apropriada para tratar do assunto, pois acredita que não é uma instituição confiável e imparcial.

O deputado Eduardo Barbosa (PSDBMG), presidente da CREDN, informou[1] que a Comissão se posicionará formalmente após a realização da audiência pública com os representantes do governo venezuelano.

Por outro lado o senador Roberto Requião (PMDBPR) esclareceu[2] no dia 3 de abril que não se alinha com a Oposição venezuelana. Ele questionou a deputada sobre qual seria o programa de governo que a Oposição atual colocaria em prática caso assumisse o poder. “Se um programa neoliberal, se as conquistas sociais do chavismo seriam anuladas, se o petróleo voltaria às mãos das empresas norte-americanas, como antes de 1998[2], afirmou. “Perguntei e reperguntei. E a deputada tergiversou, esquivou de responder, continuando a representar o pastelão mexicano a que se propôs desempenhar [2], declarou o Senador.

Requião demonstrou uma preocupação relacionada a uma suposta falta de plataforma e projeto político a ser implementado na Venezuela pela oposição, ou seja, que, na sua percepção, há muitas reivindicações mas sem propostas alternativas para um novo rumo.

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* A destituição da deputada está sendo discutida, pois acredita-se que a decisão foi inconstitucional, uma vez que não é possível o presidente da Assembleia tomar esse tipo de medida unilateralmente.

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[1] Ver:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/credn/noticias/deputada-venezuelana-diz-na-credn-que-papel-do-brasil-na-crise-e-triste

[2] Ver:

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/04/03/requiao-esclarece-posicao-em-debate-sobre-a-venezuela

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NOTAS ANALÍTICASTecnologia

Ucrânia e Rússia: o conflito dos mapas

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia vai além das relações estatais no cenário internacional. Atualmente, acompanhamos que esse conflito também tem a web como campo de batalha.

Uma verdadeira “Batalha dos Mapas” está sendo travada no seio da Wikipedia, no site em inglês. Inúmeros contribuidores têm colocado e retirado a Crimeia do mapa russo. No momento, o mais recente mapa da Rússia na Wikipedia inclui a Crimeia com uma cor em destaque, em respeito ao litígio, mas as versões anteriores colocadas no site já davam como certa a incorporação da “República da Crimeia” à “Federação Russa”. Conforme publicado pela BBC[1], só em março, o texto sobre a Crimeia em inglês foi editado mais de 500 vezes.

Os “Estados Unidos” e outros governos ocidentais se recusam a reconhecer a anexação da Crimeia pela “Federação Russa”, mas, de acordo com o que foi amplamente disseminado pela mídia internacional[1], isso não impediu que a maior e mais famosa empresa de cartografia do mundo, a norte-americana “National Geographic”, incluísse a antiga península ucraniana como território russo.

Em nota, o geógrafo e diretor editorial da “National Geographic Maps”, Juan José Valdés, afirmou que “mapeamos de fato o mundo como ele é, não como as pessoas gostariam que fosse. Como vocês podem perceber, às vezes nossos mapas não são recebidos de forma positiva por alguns indivíduos que querem ver o mundo de uma forma diferente[1].

Efetivamente, o que ocorreu foi um erro interpretativo, pois a “National Geographic Maps” não[2] definiu nenhuma decisão formal sobre a Crimeia, apesar dos relatórios divulgados alegando que a organização havia refeito seus mapas para descrever a Crimeia como parte da Rússia. “Quando uma região é contestada, é nossa política refletir esse estado em nossos mapas. Este não sugere o reconhecimento da legitimidade da situação[2], ressaltou a NatGeo. Em comunicado, a organização anunciou que a Crimeia será sombreada com cinza para mostrar que agora é um “Espaço de Status Especial[3].

Já a Rand McNally[1], editora líder na produção de atlas e mapas educativos nos “Estados Unidos” pronunciou que os materiais didáticos que são usados nas salas de aula do país não serão atualizados, pois o Governo norte-americano considera o Referendo ilegal. “Nos guiamos pelo Departamento de Estado[1], complementou a porta-voz da empresa. Os mapas usados pelos aplicativos da Google, Bing e Apple também continuam mostrando a Crimeia como parte da Ucrânia.

A situação atual certamente é um enigma para os cartógrafos. A Rússia incorporou legalmente a Crimeia para a “Federação Russa” e, agora, afirmam que é território russo. Ainda assim, poucos países no mundo irão reconhecê-lo em curto prazo. Quando se trata de ilustrar a realidade atual em um mapa, certamente não ficam todos felizes, mas a realidade, como ela é, acabará sendo refletida na cartografia, cedo ou tarde.

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140319_mapas_wikipedia_crimeia_lk.shtml

[2] Ver:

http://news.nationalgeographic.com/news/2014/03/140319-national-geographic-maps-crimea-annexation-russia/

[3] Ver:

http://press.nationalgeographic.com/2014/03/19/statement-regarding-the-mapping-of-crimea/

COOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

Fundo do BID lança PPP para apoiar projetos de desenvolvimento e biodiversidade no Brasil

OFundo Multilateral de Investimentos” (FUMIN), membro doBanco Interamericano de Desenvolvimento” (BID), anunciou um Projeto para preservar a biodiversidade em áreas protegidas no Brasil. O BID também anunciou um contrato com a “Construtora Norberto Odebrecht S.A.” para colaborar em iniciativas conjuntas voltadas ao desenvolvimento econômico local e ao meio ambiente.

O primeiro contrato do Projeto, de US$ 3,2 milhões, foi assinado com o “Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade” (ICMBio) e com o “Instituto Brasileiro de Administração Municipal” (IBAM), para a implantação de modelos de gestão inovadores, voltados a preservar a biodiversidade em áreas protegidas brasileiras.

Neste, se objetiva desenvolver um modelo de “Parceria Público-Privada” (PPP) que permita às comunidades locais, organizações sem fins lucrativos e o setor privado a participar e fortalecer o manejo sustentável de algumas das “Unidades de Conservação” sob os cuidados do ICMBio.

De acordo com as informações do BID[1], deverão ser criadas oportunidades para que pequenos produtores em áreas de baixa renda participem de cadeias de valor, promoção de desenvolvimento econômico local em áreas próximas de projetos da Odebrecht, programas de capacitação e colocação profissional para jovens em situação desprivilegiada, conservação da biodiversidade e estratégias para avaliar o impacto econômico e social de intervenções do grupo de sustentabilidade da Odebrecht.

O BID avalia essa PPP como um modelo inovador de base comunitária para administrar a rica biodiversidade do país nas áreas protegidas, podendo ainda ser expandida conforme os resultados sejam apresentados.

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.iadb.org/pt/noticias/comunicados-de-imprensa/2014-03-27/fumin-meio-ambiente-e-desenvolvimento-local,10785.html

                       

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AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

General brasileiro assume comando militar da MINUSTAH

No dia 13 de março, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou a nomeação do general brasileiro José Luiz Jaborandy como novo comandante militar da “Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti” (MINUSTAH, sigla em inglês). Jaborandy assumiu o Comando da Missão no último sábado, dia 15 de março, no lugar do general Edson Leal Pujol, também brasileiro.

O secretário-geral da ONU destacou em seu comunicado que a “dedicação, profissionalismo e liderança de Leal Pujol contribuíram de grande forma para os esforços de estabilização das Nações Unidas no Haiti[1].

O Brasil está no comando do contingente militar da MINUSTAH desde 2004 e promove diversos Projetos de cooperação econômica, técnica e humanitária com o Haiti, mas, em abril do ano passado (2013), o Brasil reduziu suas tropas no Haiti para aproximadamente de 1.200 militares, um número similar ao que mantinha até o terremoto de 2010.

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.un.org/News/Press/docs/2014/sga1455.doc.htm

COOPERAÇÃO INTERNACIONALEuropaNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

Ucrânia pede ajuda às “Organizações Financeiras Internacionais”

Em uma breve nota de imprensa[1], o “Banco Mundial” (BM) anunciou que recebeu um pedido formal de ajuda financeira doGoverno Interino da Ucrânia”. De acordo com a nota, o valor dessa ajuda pode chegar a US$ 3 bilhões para apoiar as reformas no país.

Jim Yong Kim, presidente do BM, afirmou que a organização está comprometida em “ajudar o povo da Ucrânia nestes tempos difíceis[1]. Kim acrescentou ainda que o Banco prevê apoiar o novo Governo ucraniano na tomada de “decisões desesperadamente necessárias para pôr a economia de novo no caminho da sustentabilidade[1].

Em sua nota, o Organismo ressaltou que as prioridades na Ucrânia agora devem ser a restauração da estabilidade macroeconômica, o fortalecimento do clima de investimentos, a reforma do setor de energia, a luta contra a corrupção, e uma melhor orientação da assistência social para os pobres e vulneráveis.

O “Fundo Monetário Internacional” (FMI) também declarou em comunicado[2] que a organização está pronta para “ajudar o povo da Ucrânia e apoiar o programa econômico das autoridades para colocar a Ucrânia firmemente no caminho da boa governança econômica e do crescimento[2] .

Uma equipe do FMI encontra-se na região avaliando a situação e, de acordo com a nota lançada, parecem estar impressionados com o planejamento de recuperação e agenda de reforma econômica, bem como a transparência e determinação das autoridades nesse desafio. Até o momento, o FMI não divulgou nenhuma quantia a ser destinada à Ucrânia, mas já sinalizou que pretende auxiliar financeiramente o país nas etapas de sua reforma.

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.worldbank.org/en/news/press-release/2014/03/10/world-bank-group-statement-on-ukraine

[2] Ver:

http://www.imf.org/external/np/sec/pr/2014/pr1487.htm