NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Surto de ebola na República Democrática do Congo chega ao fim

De acordo com o comunicado da Organização Mundial da Saúde (OMS), o dia 24 de julho de 2018 marcou o fim do nono surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC). Em sua nota, a OMS parabenizou o país e todos os envolvidos no seu combate.

Mapa indicando os lugares do surto de Ebola na República Democrática do Congo

O Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que “o surto foi contido devido aos esforços incansáveis ​​das equipes locais, o apoio dos parceiros, a generosidade dos doadores e a liderança efetiva do Ministério da Saúde. Esse tipo de liderança, aliado à forte colaboração entre parceiros, salva vidas”.

Ao contrário dos eventos anteriores, este envolveu quatro locais separados, incluindo um centro urbano com ligações fluviais para a capital e para os países vizinhos, bem como aldeias remotas da floresta tropical. Havia preocupações iniciais de que a doença pudesse se espalhar para outras partes da RDC e para a vizinhança.

A resposta rápida e a ampliação das operações da OMS no território foram financiadas por um total de US$ 4 milhões, desembolsados ​​pelo Fundo de Contingência para Emergências da OMS. O total de recursos recebidos por todos os países participantes inteirou US$ 63 milhões.

Esta resposta eficaz para o combate ao Ebola deve tornar o governo e os parceiros confiantes de que outros surtos importantes que afetam o país, como cólera e pólio, também podem ser enfrentados, desde que todos tenham o mesmo empenho que tiveram para dar fim ao Ebola na República Democrática do Congo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Início da Vacinação na República Democrática do Congo  OMS” (Fonte):

http://www.who.int/images/default-source/imported/ebola-treatment-facility-in-monrovia.tmb-1366v.jpg?sfvrsn=81ab55fe_6

Imagem 2 Mapa indicando os lugares do surto de Ebola na República Democrática do Congo” (Fonte):

https://www.capitalfm.co.ke/news/2018/05/un-east-africa-boost-response-ebola-toll-mounts-dr-congo/

ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Agência da ONU para o Desenvolvimento Industrial busca intensificar cooperação com a China

O Diretor Geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO, sigla em inglês), o chinês Li Yong, realizou diversas reuniões de alto nível com funcionários de alto escalão do Governo da China para impulsionar ainda mais a cooperação entre a UNIDO e a potência asiática.

UNIDO em reunião com funcionários de alto escalão do Governo chinês

Li Yong se reuniu com Wang Xiaotao, presidente da recém-criada Agência Internacional de Cooperação para o Desenvolvimento da China (CIDCA) para verificar áreas potenciais de parcerias e trabalhos conjuntos, incluindo a Belt and Road Initiative (Nova Rota da Seda), a Cooperação Sul-Sul, a industrialização na África, e a promoção de comércio, investimento e capacitação em países em desenvolvimento. Em pronunciamento, ele declarou que “o estabelecimento da CIDCA servirá para fortalecer a cooperação da China com os países em desenvolvimento”. 

No âmbito do Quadro de Cooperação Estratégica da UNIDO-China 2018-2021 sobre a indústria verde, inovação e cooperação internacional, Li Yong, como Diretor Geral Organização, e o Ministro da Ciência e Tecnologia da China, Wang Zhigang, assinaram um Memorando de Entendimento para fortalecer os trabalhos conjuntos em diversos setores. Também concordaram em identificar e implementar demonstrações técnicas na área de parques ecoindustriais e zonas de inovação, além de apoiar o desenvolvimento de capacidades nos países em desenvolvimento para ciência, tecnologia e inovação.

Yong também debaterá com Hu Xiaolian (Presidente do Banco de Importação e Exportação da China), com Xiong Meng (Vice-Presidente Executivo e Secretário Geral da Federação de Economia Industrial da China), além de outros parceiros, as oportunidades de cooperação relacionadas às atividades da UNIDO e à iniciativa do Programa de Parceria com o País.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Diretor Geral da UNIDO debate áreas de cooperação com a China, durante visita oficial a Pequim” (Fonte):

https://www.unido.org/sites/default/files/styles/fullwidth_image/public/styles/1_1_crop_widget/public/2018-07/China%201.JPG?itok=0oxoYIhL

Imagem 2 “UNIDO em reunião com funcionários de alto escalão do Governo chinês” (Fonte):

https://www.unido.org/sites/default/files/styles/1_1_crop_widget/public/2018-07/China%202.JPG?itok=ZF3cVFpG 

ESPORTENOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

BID lança a iniciativa Mundial do Desenvolvimento comparando os indicadores dos 32 países que estão na Copa do Mundo da Rússia

Aproveitando o período da Copa do Mundo na Rússia, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou a iniciativa Mundial do Desenvolvimento, comparando de forma interativa e lúdica os indicadores de desenvolvimento dos 32 países que estão participando deste evento de 2018.

PrintScreen da Disputa do Índice Acesso e Qualidade da Saúde

Os quadros comparativos dos indicadores seguem a lógica do Mundial, apresentando a Fase de Grupos, as Quartas de Finais, a Semifinal até chegar ao Ganhador em cada índice destacado. O BID utilizou seis indicadores (acesso e qualidade da saúde; abertura comercial; desigualdade de gênero; inclusão financeira; infraestrutura e participação da força de trabalho) e simulou os resultados para determinar os Campeões.

O resumo geral apresenta um domínio dos nórdicos, mas com o Peru sendo a surpresa deste Mundial do Desenvolvimento. No indicador Acesso a Saúde os países latino-americanos Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá e Peru foram eliminados logo na fase de grupos. O grande campeão mundial deste indicador foi a Islândia.

No indicador Abertura Comercial o único país latino-americano a passar da primeira fase foi o Panamá, mas acabou eliminado nas oitavas de final. A campeã da abertura comercial foi a Bélgica.

Na questão da Igualdade de Gênero os países latino-americanos Argentina, Colômbia e Costa Rica passaram pela fase de grupos, mas foram eliminados nas oitavas de final. Nas semifinais vieram a Dinamarca e a Alemanha de um lado e a Islândia e a Suécia do outro. A taça mundial em igualdade de gênero foi para a Islândia.

A Inclusão Financeira teve a Argentina como único latino-americano classificado para as oitavas, mas logo foi eliminada. Dinamarca e Alemanha disputaram uma semifinal e Austrália e Suécia o outra. Em uma final muito disputada, definida aos 45 do segundo tempo, a Dinamarca foi a campeã mundial da Inclusão Financeira.

No índice de Infraestrutura, a Costa Rica foi o único país latino-americano a passar da primeira fase. Nas semifinais teve o confronto Suíça-França e Espanha-Japão. A Suíça e o Japão disputaram a final, com vitória da Suíça.

A Participação da Força de Trabalho (população empregada) foi o indicador com o melhor desempenho para os latinos. Teve Peru-Suíça em uma semifinal e Colômbia-Austrália em outra. Ambos latino-americanos venceram suas semifinais e, no clássico do Pacífico sul-americano, o Peru superou a Colômbia, ficando em primeiro lugar.

Para acompanhar os melhores lances e o desempenho do Brasil e demais países acesse: http://mundialdesarrollo.org/interactivo.html.

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Imagem 1 Mundial do Desenvolvimento” (Fonte):

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Imagem 2 PrintScreen da Disputa do Índice Acesso e Qualidade da Saúde” (Fonte):

http://mundialdesarrollo.org/interactivo.html

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

Fundo de investimentos do Brasil consegue aporte de capital do BID

No dia 6 de junho de 2018, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) divulgou a realização de um investimento de capital de até US$ 10 milhões no Bozano Growth Capital Fund, com o objetivo de investir em empresas de médio porte operando no Brasil, de propriedade ou de controle familiar, que tenham alto potencial de crescimento.

Em nota para a imprensa, o BID ressalta que “as empresas de médio porte são os principais impulsionadores do crescimento econômico no Brasil, respondendo por 30% do PIB e representando uma das principais fontes de renda e emprego”. 

Mulher engenheira e Equipe

O escopo do gestor do Fundo incluirá a implementação da Ferramenta de Análise de Gênero (WEP, sigla em inglês) do BID em suas operações. O WEP consiste em um instrumento de autoavaliação para o desempenho da igualdade de gênero em toda a empresa, e identificará possíveis políticas e práticas de gênero para promover a igualdade.

Além dessas questões, o Fundo abordará práticas sustentáveis ​​para as investidas, com maior governança e controle financeiro, e contribuindo para fortalecer as políticas ambientais e sociais. Os investimentos deverão ser direcionados em grande parte para empresas bem posicionadas no Brasil, com um foco definido no setor de saúde. 

O Banco Interamericano de Desenvolvimento, como investidor, deverá assegurar que os padrões internacionais de desempenho estejam sendo seguidos e compartilhando o conhecimento adquirido nos últimos anos para seleção de negócios e monitoramento de portfólio.

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Imagem 1 “Investimento” (Fonte):

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Imagem 1 “Mulher engenheira e Equipe” (Fonte):

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NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

OMS anuncia alto risco de disseminação do Vírus Ebola no Congo

vírus Ebola causa uma doença grave e aguda, que é fatal se não for tratada urgentemente. Ele se manifestou pela primeira vez em 1976, em dois surtos simultâneos, um dos quais ocorreu no que hoje é Nzara, no Sudão do Sul, e o outro se deu em Yambuku, na República Democrática do Congo. Este último aconteceu em uma aldeia perto do rio Ebola, do qual a doença leva o nome.

O surto de 2014–2016 na África Ocidental foi o maior e mais complexo acontecimento da doença desde que o agente infeccioso foi descoberto pela primeira vez em 1976. Agora, em 2018, o alerta internacional retorna com novos casos surgindo.

Mapa indicando os lugares do surto de Ebola na República Democrática do Congo

No dia 8 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi notificada pelo Ministério da Saúde da República Democrática do Congo de dois casos confirmados. Do dia 4 de abril a 17 de maio de 2018 foram informadas 45 ocorrências, inclusive em três profissionais de saúde, e 25 mortes foram relatadas. Destes 45 eventos, 14 foram ratificados.

Nove países vizinhos, incluindo o Congo-Brazzaville e a República Centro-Africana, foram informados de que estão sob alto risco de disseminação e receberam apoio com equipamentos e pessoal da OMS.

De acordo com a Organização, este surto de Ebola tem várias características que são particularmente preocupantes, dentre elas: o risco de propagação mais rápida, uma vez que a doença se espalhou para uma área urbana; existem vários focos ocorrendo em áreas remotas e difíceis de alcançar; e os profissionais de saúde foram infectados, o que pode ser um perigo de amplificação adicional. Além disso, o risco de propagação internacional é particularmente elevado, uma vez que a cidade de Mbandaka fica próxima ao rio Congo, que tem tráfego regional significativo através de fronteiras porosas.

Para conter a proliferação do vírus, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus anunciou que no dia 21 de maio de 2018 foi iniciada a aplicação da vacinação em caráter experimental. A vacina mostrou-se altamente protetora contra o Ebola em um grande teste realizado em 2015, na Guiné. Entre as 5.837 pessoas que receberam a dose, nenhum caso de Ebola foi registrado nove dias ou mais após a aplicação. 

Empresas, ONGs, Organizações Internacionais e Governos estão atuando conjuntamente neste desafio. Tal articulação internacional demonstra total capacidade para evitar que este surto se torne uma epidemia global.

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Imagem 1 Início da Vacinação na República Democrática do Congo OMS” (Fonte):

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Imagem 2 Mapa indicando os lugares do surto de Ebola na República Democrática do Congo” (Fonte):

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DIPLOMACIA CORPORATIVANOTAS ANALÍTICAS

BID aprova financiamento para Grupo Durli, no Brasil e no Paraguai

Grupo Durli é um dos maiores curtumes brasileiros, possuindo atualmente oito plantas industriais. A primeira unidade foi montada na cidade de Erechim, no Estado brasileiro do Rio Grande do Sul, em 1960, ainda de forma artesanal. Com o crescimento da demanda, houve a necessidade da adoção de equipamentos modernos e de maior número de colaboradores, o que permitiu sua expansão para mais Estados do Brasil: Mato Grosso, Pará, Tocantins, Paraná, Bahia, além do Rio Grande do Sul, lugar de origem. Agora, está também, com uma nova planta no Paraguai.

Logo Durli da Internacionalização

Com este histórico e perspectiva de crescimento, o BID Invest, instituição do setor privado do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), aprovou para a empresa um pacote financeiro no Brasil de US$ 38 milhões e outro no Paraguai de US$ 15 milhões.

De acordo com as informações disseminadas pelo BID, a operação no Brasil consiste em um empréstimo de US$ 13,8 milhões do BID Invest e a mobilização de US$ 24,2 milhões de outras fontes, incluindo US$ 4,2 milhões do Fundo Chinês para o cofinanciamento do Setor Privado das Américas, e US$ 20 milhões em fundos administrados pela Cordiant Capital

A operação realizada no Paraguai apoia a estratégia de internacionalização da empresa para este país e consiste em um empréstimo de US$ 6 milhões do BID Invest e a mobilização de US$ 3 milhões do Fundo Chinês para o cofinanciamento das Américas, além da contribuição dos parceiros para um valor de US$ 6 milhões.

Os financiamentos foram aprovados no dia 12 de novembro de 2017 e neste mês de maio de 2018 começará o cronograma de desembolso e execução das atividades previstas. Os empréstimos no Brasil e Paraguai serão utilizados para a construção de fábricas para o tratamento de couro e para financiar parcialmente as necessidades de capital de giro e o refinanciamento de passivos.

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Imagem 1 Fábrica Durli Divulgação” (Fonte):

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Imagem 2 Logo Durli da Internacionalização” (Fonte):

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