AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Brasil e México realizam atividades conjuntas na área de Cooperação Internacional

Nos dias 13, 14 e 15 de agosto, especialistas da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e da Agência Mexicana de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AMEXCID) participaram da oficina “Fortalecimento de capacidades de gestão e fortalecimento metodológico de…

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AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

BID e Governo brasileiro assinam contrato de empréstimo para projetos de inovação em empresas

No dia 1º de agosto, o Governo brasileiro e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) assinaram acordo para o programa “Inovar para Crescer”, que será executado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Logo da FINEP

Esta primeira operação tem um montante de US$ 703,6 milhões. Do valor total da operação inicial, o BID financiará US$ 600 milhões e a Finep entrará com US$ 103,6 milhões. O objetivo do programa é promover a produtividade por meio do fomento de investimento em inovação e as finalidades específicas são:

  • Aumentar o investimento em inovação de empresas em setores prioritários;
  • Aumentar a adoção de tecnologias nas Micro, Pequenas e Médias Empresas com potencial inovador;
  • Facilitar o crescimento de empreendimentos dinâmicos;
  • Fortalecer as capacidades institucionais da FINEP no desenho, monitoramento e avaliação de projetos estratégicos.

Segundo a Finep, esses recursos serão disponibilizados para empresas de diferentes setores na área de inovação – projetos incluídos no Plano de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química (Padiq) e no Plano de Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inovação do Setor de Mineração e Transformação Mineral (Inova Mineral). 

Setores estratégicos como os da indústria química, mineração e transformação mineral, biocombustíveis avançados, agroindústria, alimentos e bebidas, tecnologias de informação e comunicação, saúde e metalurgia, terão financiamento para projetos de inovação por meio de recursos reembolsáveis* e não reembolsáveis* para empresas e recursos não reembolsáveis para instituições científicas e tecnológicas.

A operação aprovada pelo Senado brasileiro vinha sendo negociada desde 2017 e é a maior que a Finep já captou no exterior.

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Nota:

* Reembolsáveis são empréstimos que devem ser pagos para o financiador, após um período acordado, mediante circunstâncias definidas no Acordo. Não-Reembolsáveis são aqueles a fundo perdido, ou seja, não precisam ser pagos, já que estão dentro do planejamento estratégico do financiador disponibilizar deste recurso para projetos e acordos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Inovação” (Fonte):

https://www.maxpixel.net/Pear-Turn-Off-Lamp-Turn-On-Progress-Innovation-2933029

Imagem 2 “Logo da FINEP” (Fonte):

http://www.aintec.com.br/wp-content/uploads/2018/04/finep.png

AMÉRICA LATINAÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Agência Brasileira de Cooperação assina acordo com o Paquistão

Segundo nota da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), foi firmado no dia 6 de agosto de 2018 um acordo de cooperação técnica entre o Brasil e o Paquistão. O documento assinado entre o Embaixador do Paquistão no Brasil, Sr. Najm us Saqib, e o Diretor da ABC, embaixador João Almino, promove a cooperação em importantes áreas como agricultura, pecuária, saúde, educação e qualificação profissional.

A cooperação humanitária e técnica são os principais pontos das relações bilaterais entre estes países, como indica a cronologia apresentada no site do Itamaraty (o Ministério das Relações Exteriores do Brasil).

Assinatura do Acordo entre o Brasil e o Paquistão

  • 1951 – Estabelecimento de relações diplomáticas entre Brasil e Paquistão
  • 1968 – Assinatura de Acordo de Cooperação Cultural entre Brasil e Paquistão
  • 2004 – Visita ao Brasil do Presidente do Paquistão, Pervez Musharraf
  • 2005 – Visita ao Paquistão do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim
  • 2010 – Oferecimento de ajuda brasileira, sob a forma de alimentos, por ocasião de enchentes no Paquistão

Ainda de acordo com o Itamaraty, o Brasil é principal parceiro comercial do Paquistão na América Latina e existe potencial para diversificar a pauta bilateral em setores como o de aeronaves e, em especial, o de biocombustíveis, uma vez que o Governo paquistanês busca um novo modelo de gestão de energia.

O instrumento de cooperação assinado não entrará imediatamente em vigor, ele deverá seguir para aprovação do Congresso Nacional, pois Acordos entre países, envolvendo as questões de Relações Exteriores do Brasil, necessitam da aprovação no Legislativo brasileiro para poderem ser colocados em prática.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Embaixador do Paquistão no Brasil, Sr. Najm us Saqib, e o Diretor da ABC, Embaixador João Almino” (Fonte):

http://www.abc.gov.br/api/conteudoImagemAdicional/1430

Imagem 2 Assinatura do Acordo entre o Brasil e o Paquistão” (Fonte):

http://www.abc.gov.br/api/conteudoImagemAdicional/1429

ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Agência da ONU para o Desenvolvimento Industrial busca intensificar cooperação com a China

O Diretor Geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO, sigla em inglês), o chinês Li Yong, realizou diversas reuniões de alto nível com funcionários de alto escalão do Governo da China para impulsionar ainda mais a cooperação entre a UNIDO e a potência asiática.

UNIDO em reunião com funcionários de alto escalão do Governo chinês

Li Yong se reuniu com Wang Xiaotao, presidente da recém-criada Agência Internacional de Cooperação para o Desenvolvimento da China (CIDCA) para verificar áreas potenciais de parcerias e trabalhos conjuntos, incluindo a Belt and Road Initiative (Nova Rota da Seda), a Cooperação Sul-Sul, a industrialização na África, e a promoção de comércio, investimento e capacitação em países em desenvolvimento. Em pronunciamento, ele declarou que “o estabelecimento da CIDCA servirá para fortalecer a cooperação da China com os países em desenvolvimento”. 

No âmbito do Quadro de Cooperação Estratégica da UNIDO-China 2018-2021 sobre a indústria verde, inovação e cooperação internacional, Li Yong, como Diretor Geral Organização, e o Ministro da Ciência e Tecnologia da China, Wang Zhigang, assinaram um Memorando de Entendimento para fortalecer os trabalhos conjuntos em diversos setores. Também concordaram em identificar e implementar demonstrações técnicas na área de parques ecoindustriais e zonas de inovação, além de apoiar o desenvolvimento de capacidades nos países em desenvolvimento para ciência, tecnologia e inovação.

Yong também debaterá com Hu Xiaolian (Presidente do Banco de Importação e Exportação da China), com Xiong Meng (Vice-Presidente Executivo e Secretário Geral da Federação de Economia Industrial da China), além de outros parceiros, as oportunidades de cooperação relacionadas às atividades da UNIDO e à iniciativa do Programa de Parceria com o País.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Diretor Geral da UNIDO debate áreas de cooperação com a China, durante visita oficial a Pequim” (Fonte):

https://www.unido.org/sites/default/files/styles/fullwidth_image/public/styles/1_1_crop_widget/public/2018-07/China%201.JPG?itok=0oxoYIhL

Imagem 2 “UNIDO em reunião com funcionários de alto escalão do Governo chinês” (Fonte):

https://www.unido.org/sites/default/files/styles/1_1_crop_widget/public/2018-07/China%202.JPG?itok=ZF3cVFpG 

ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Governo chinês cria Agência de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da China

Em meados de abril de 2018 foi criada a Agência de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da China (CIDCA). Embora esse órgão sub-ministerial ainda não tenha um site oficial, ele teve um início rápido, anunciando, em 16 de maio, que enviaria ajuda humanitária de emergência ao Quênia, em resposta a graves inundações.

Ajuda Chinesa

A nova agência responderá ao mais alto órgão executivo chinês, o Conselho de Estado, e consolidará os papéis que haviam sido divididos entre os ministérios do comércio e das relações exteriores. A China, a segunda maior economia do mundo, realiza ajuda externa em diversas modalidades, desde empréstimos a taxas de mercado e concessionais, até doações, fazendo a transição de país receptor para doador.

Em outubro, a AidData, Think Tank com sede nos EUA, divulgou que a China está perto de ultrapassar os norte-americanos como o maior doador de ajuda do mundo. A AidData, que acompanha as contribuições para mais de 5.000 projetos em 140 países, descobriu que os chineses doaram quase US$ 354,4 bilhões em ajuda e outras formas de apoio entre 2000 e 2014, enquanto os Estados Unidos gastaram US$ 394,6 bilhões. No entanto, o auxílio chinês só começou a expandir com força a partir de 2009.

Detalhes sobre o papel e estrutura da agência chinesa ainda estão por ser liberados. No entanto, de acordo com informações do Governo, a principal tarefa da agência será projetar políticas e planos de ajuda, bem como aprovar, monitorar e avaliar projetos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “A assistência climática da China aos países em desenvolvimento limitouse em grande parte à ajuda material, mas a criação da CIDCA está programada para mudar isso” (Fonte):

http://images.mofcom.gov.cn/pk/201409/20140930154400074.jpg

Imagem 2 “Ajuda Chinesa” (Fonte): 

http://images.mofcom.gov.cn/pk/201409/20140930154422127.jpg

ESPORTENOTAS ANALÍTICASOrganizações InternacionaisPOLÍTICA INTERNACIONAL

BID lança a iniciativa Mundial do Desenvolvimento comparando os indicadores dos 32 países que estão na Copa do Mundo da Rússia

Aproveitando o período da Copa do Mundo na Rússia, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou a iniciativa Mundial do Desenvolvimento, comparando de forma interativa e lúdica os indicadores de desenvolvimento dos 32 países que…

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AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

Fundo de investimentos do Brasil consegue aporte de capital do BID

No dia 6 de junho de 2018, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) divulgou a realização de um investimento de capital de até US$ 10 milhões no Bozano Growth Capital Fund, com o objetivo de investir em empresas de médio porte operando no Brasil, de propriedade ou de controle familiar, que tenham alto potencial de crescimento.

Em nota para a imprensa, o BID ressalta que “as empresas de médio porte são os principais impulsionadores do crescimento econômico no Brasil, respondendo por 30% do PIB e representando uma das principais fontes de renda e emprego”. 

Mulher engenheira e Equipe

O escopo do gestor do Fundo incluirá a implementação da Ferramenta de Análise de Gênero (WEP, sigla em inglês) do BID em suas operações. O WEP consiste em um instrumento de autoavaliação para o desempenho da igualdade de gênero em toda a empresa, e identificará possíveis políticas e práticas de gênero para promover a igualdade.

Além dessas questões, o Fundo abordará práticas sustentáveis ​​para as investidas, com maior governança e controle financeiro, e contribuindo para fortalecer as políticas ambientais e sociais. Os investimentos deverão ser direcionados em grande parte para empresas bem posicionadas no Brasil, com um foco definido no setor de saúde. 

O Banco Interamericano de Desenvolvimento, como investidor, deverá assegurar que os padrões internacionais de desempenho estejam sendo seguidos e compartilhando o conhecimento adquirido nos últimos anos para seleção de negócios e monitoramento de portfólio.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Investimento” (Fonte):

http://www.picserver.org/images/highway/phrases/investment.jpg

Imagem 1 “Mulher engenheira e Equipe” (Fonte):

https://weps-gapanalysis.org/static/img/theme/header/construction_engineer.jpg

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Novo plano estratégico da OMS para os próximos cinco anos inclui metas elevadas

No dia 23 de maio, os delegados da 71a Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, aprovaram um novo e audacioso plano estratégico para os próximos cinco anos. O 13º Programa Geral de Trabalho (GPW) da Organização foi projetado para auxiliar o mundo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – com foco particular no Objetivo 3: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades até 2030.

Saúde Global

Este plano estratégico estabelece três metas: garantir que 1 bilhão de pessoas se beneficiem da cobertura universal de saúde, até 2023; que 1 bilhão de pessoas a mais estejam protegidas das emergências de saúde; e, ainda, que mais 1 bilhão de pessoas desfrutem de melhor saúde e bem-estar. 

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que as metas são ambiciosas, mas precisam ser assim para alcançarem um impacto efetivo. Declarou ainda que neste plano a OMS terá de medir seu sucesso não por seus resultados, mas pelos resultados nos países, algo que pode ser observado pelo impacto mensurável que proporciona onde está atuando.

Para o Dr. Tedrus, com tudo isso, 2018 será um ano que determinará como a OMS será no futuro. Em outras palavras, ele acredita que este será um ano para a OMS se renovar com efetividade. Interpretamos ainda que, no limite, há indicações de que, se ela não fizer esta renovação, tal qual ele afirma, a Organização poderá quebrar, tanto em termos de estrutura como de seu funcionamento. Por outro lado, o compromisso real dos Estados membros também será necessário se o Dr. Tedros e a equipe quiserem cumprir essa agenda audaciosa nos próximos anos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 71a Assembleia Mundial da Saúde” (Fonte):

http://www.who.int/images/default-source/world-health-assembly/wha71/wha-closing-dr-tedros-2500.tmb-1366v.jpg?sfvrsn=1b8e222b_2

Imagem 2 Saúde Global” (Fonte):

https://borgenproject.org/wp-content/uploads/Global-Health.jpg