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OMS lança plano para eliminar a “gordura trans” do suprimento global de alimentos

No dia 14 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um Guia chamado de REPLACE, com objetivo de, até o ano de 2023, eliminar do suprimento global de alimentos a “gordura trans” produzida industrialmente.

Logo da Organização Mundial da Saúde

Existem duas fontes principais de “gordura trans”: fontes naturais (nos produtos lácteos e carne de ruminantes, como vacas e ovelhas) e fontes produzidas industrialmente (óleos parcialmente hidrogenados), que servem para melhorar o sabor dos alimentos e aumentar o prazo de validade.

O site do Dr. Rocha lista alguns dos malefícios da “gordura trans” produzidas industrialmente:

  • Danificam o seu metabolismo, deixando ele lento e engordando o seu corpo, impossibilitando emagrecer com saúde;
  • Inflamam o seu corpo, abaixam o HDL (considerado bom colesterol) e aumentam as partículas pequenas de LDL (que inflamam o corpo e são fatores de risco para doença cardiovascular);
  • Podem causar com o tempo diabetes, obesidade, ataques cardíacos (infarto agudo do miocárdio), artrites e até cânceres de diversos tipos;

O Embaixador Global da OMS para Doenças Não Transmissíveis, Michael R. Bloomberg, afirmou que “uma abordagem abrangente do controle do tabaco nos permitiu fazer mais progresso globalmente na última década do que quase todos pensavam ser possível – agora, uma abordagem semelhante à gordura trans pode nos ajudar a fazer esse tipo de progresso contra as doenças cardiovasculares, outra das principais causas mundiais de morte evitável”.

O Guia da OMS (REPLACE) fornece um pacote de ação de seis etapas para apoiar os governos neste desafio:

  1. REview (rever) fontes alimentares de “gordura trans” produzidas industrialmente, bem como trabalhar com a perspectiva para a mudança política necessária.
  2. Promote (promover) a substituição de “gordura trans” produzida industrialmente por gorduras e óleos saudáveis.
  3. Legislate (legislar) ou promulgar ações reguladoras para eliminar a “gordura trans” produzida industrialmente.
  4. Assess (avaliar) e monitorar o conteúdo de “gordura trans” nos alimentos e as mudanças de seu consumo.
  5. Create (criar) entre os decisores políticos, os produtores, os fornecedores e o público a consciência sobre o impacto negativo na saúde, devido à ingestão de “gordura trans”.
  6. Enforce (implementar) políticas e regulamentos.

Acredita-se que as ações indicadas pela OMS certamente terão impacto em vários países com mudanças legislativas que afetarão diretamente a forma como as pessoas se alimentam, buscando priorizar a alimentação saudável como orientação estratégica dos Ministérios da Saúde pelo mundo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Batata fritando” (Fonte):

https://www.nlcafe.hu/data/cikk/21/201486/3.jpg

Imagem 2 Logo da Organização Mundial da Saúde” (Fonte):

https://nutrimento.pt/activeapp/wp-content/uploads/2018/01/world-health-organization.png

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Brasil lança duas redes voltadas à alimentação saudável, com nove países

Nos dias 3 e 4 de maio, o Ministério da Saúde do Brasil, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, sigla em inglês), realizou reunião de lançamento de duas Redes de Ação no âmbito da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição.

Com a presença de mais nove países (Argentina, Canadá, Chile, Costa Rica, Colômbia, Equador, México, Peru e Uruguai) foi debatida a constituição da Rede sobre difusão de Guias Alimentares baseados no nível de processamento dos alimentos, para prevenção da obesidade e redução das doenças crônicas, e também da Rede sobre estratégias para redução do consumo de sal e prevenção e controle de doenças cardiovasculares. Ambas se somam a uma terceira, liderada pelo Chile, sobre regulação de ambientes alimentares.

Frutas e Verduras

Joaquín Molina, representante da OPAS no Brasil, declarou que “as redes de ação são coligações de países, plataformas geopolíticas da cooperação sul-sul, voltadas a promover a criação e o fortalecimento de políticas e legislações, fomentar iniciativas de cooperação técnica e compartilhar boas práticas em temas específicos”.

Em maio de 2017, o Brasil tornou-se o primeiro país a se comprometer formalmente com metas específicas para a Década de Ação em Nutrição da Organização das Nações Unidas (ONU). Até 2019, deverá atingir três:

  1. Deter o crescimento da obesidade na população adulta (que atualmente está em 20,8%);
  2. Reduzir o consumo regular de bebidas adoçadas com açúcar, em pelo menos 30% na população adulta;
  3. Ampliar em, no mínimo, 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.

Para atingir tais objetivos, o governo deverá aplicar diversas medidas apresentadas pelo então ministro da saúde Ricardo Barros durante seu discurso na Assembleia Mundial da Saúde, ocorrido em Genebra (Suíça), em 22 de maio de 2017. Essas ações incluem “medidas fiscais (reduções de impostos e criação de subsídios) que reduzam o preço de alimentos frescos, crédito para a agricultura familiar e concessão de benefícios a pessoas de baixa renda para que possam comprar alimentos frescos”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Obesidade” (Fonte):

https://www.telesurtv.net/__export/1415473455672/sites/telesur/img/news/2014/11/08/obesidad1.jpg_1718483347.jpg

Imagem 2 Frutas e Verduras” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nutri%C3%A7%C3%A3o_esportiva#/media/File:Foods.jpg

ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Doação do Kuwait garantirá tratamento por sete meses às crianças sírias com câncer

Em dezembro de 2017, o Estado do Kuwait realizou uma doação de 1 milhão de dólares para a Organização Mundial da Saúde (OMS) fornecer tratamento médico a crianças com câncer. Estas crianças saem de várias regiões da Síria para o único hospital de referência infantil em Damasco.

Elizabeth Hoff, representante da OMS na Síria, visita crianças com câncer no hospital de referência infantil em Damasco

Viajar longas distâncias é caro e perigoso e grande parte das famílias acaba tendo de utilizar todas as suas economias para pagar apenas o deslocamento, pois cruzam territórios em que ocorrem combates devido ao conflito no país, objetivando chegar ao local de destino, no qual obterão o tratamento, porém estarão sem recursos.  

A Síria vivencia uma guerra civil que é considerada uma das mais sangrentas da história, e nela existe também uma guerra por procuração, paralela, que se dá entre vários atores internacionais, incluindo as grandes potências nucleares. Ainda sem um fim à vista, este conflito foi descrito pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados como a “pior crise humanitária do nosso tempo”.

Ahmad, 2, é uma das 1500 crianças com câncer na República Árabe da Síria que receberão tratamento como resultado da doação do Kuwait

Neste contexto, o diretor do Children’s Hospital, Dr. Maher Haddad, declarou que, “atualmente, 1.500 crianças com câncer estão sendo tratadas neste hospital. Todo mês, o hospital recebe de 60 a 70 crianças novas que precisam de tratamentos contra o câncer, a maioria dos quais provêm das regiões do leste e do nordeste da Síria. Estes medicamentos apoiados pela OMS, quando recebidos, serão suficientes para cobrir seu tratamento médico por cerca de 7 meses”.

De acordo com o Registro Nacional de Câncer da Síria, citado  pela OMS, cerca de 25.000 novos pacientes com câncer precisam de tratamento todos os anos, incluindo 2.500 crianças menores de 15 anos. Aproximadamente metade delas sofrem com leucemia e linfoma. Essa ajuda kuaitiana tem representado um suporte para que outras ações possam ser realizadas após o encerramento deste período.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Elizabeth Hoff, representante da OMS na Síria, visita crianças com câncer no hospital de referência infantil em Damasco (Fonte): 

http://www.emro.who.int/images/stories/syria/Elizabeth_Hoff_WHO_Representative_in_Syria_visits_chidren_suffering_from_cancer__at_the_childrens_referral_hospital_in_Damascus.jpg

Imagem 2 Ahmad, 2, é uma das 1500 crianças com câncer na República Árabe da Síria que receberão tratamento como resultado da doação do Kuwait” (Fonte):

http://www.emro.who.int/images/stories/syria/Ahmed_2_is_one_of_1_500_children_suffering_from_cancer_in_the_Syrian_Arab_Republic_who_will_receive_treatment_as_a_result_of_the_Kuwaiti_donation.jpg

                                                                 

ANÁLISES DE CONJUNTURABLOCOS REGIONAISEUROPA

O impacto do Brexit na oferta de medicamentos no Reino Unido e em toda UE

Um documento publicado ontem, dia 29 de janeiro de 2018, pela Brexit Health Alliance (BHA), advertiu que o plano do Reino Unido para deixar a União Europeia (UE), chamado de Brexit, pode ter sérias implicações para o acesso dos pacientes ingleses aos medicamentos e às tecnologias médicas. A publicação “Brexit e o impacto sobre o acesso do paciente a medicamentos e tecnologias médicas” ressalta que, a menos que consigam chegar a um acordo, a obtenção desses remédios e possibilidades tecnológicas pode ser atrasada ​​ou até mesmo interrompida.

Pacientes dos países membros da UE também poderão ser impactados com atrasos ou interrupção do fornecimento de medicamentos. A título de exemplo, a BHA alerta que até 120 mil pacientes com câncer de próstata em toda a Europa podem ser afetados se os negociadores do Brexit não encontrarem uma solução para a futura cooperação entre o Reino Unido e a UE sobre regulamentação e comércio de medicamentos e dispositivos médicos.

Por exemplo, um remédio contra o câncer de próstata, feito em um processo altamente sofisticado no Reino Unido e usado em 80 países, incluindo toda a Europa, é um dos muitos que correm o risco de uma interrupção do fornecimento em um cenário de “não negociação”.

Imagem Brexit e Saúde

Além disso, o futuro da pesquisa de novas drogas e tecnologias médicas também pode ser afetado. Aproximadamente 750 ensaios clínicos liderados pelo Reino Unido, e feitos em conjunto com vários outros Estados membros da UE, poderão estar em risco, após março de 2019, se não houver um plano sobre como aprovar e gerenciar esses ensaios multinacionais com os parceiros europeus.

Por sua vez, pacientes com doenças raras também poderão ser mais impactados se o Reino Unido não fizer mais parte dos acordos de toda a Europa para promover o desenvolvimento de drogas para esses grupos. Entre 6.000 e 8.000 doenças raras afetam as vidas diárias de 30 milhões de pessoas na União Europeia. Até o momento, esta autorizou 141 medicamentos e designou 1.508 produtos como remédios para tratamento de doenças raras.

Sobre a possibilidade de atraso no acesso a novos medicamentos, a BHA ressalta a experiência da Suíça, que não é membro da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, sigla em inglês). Apesar de ter uma série de acordos de comércio com a UE, estima-se que a Suíça demore em média 157 dias para ter disponíveis as novas drogas já lançadas no Bloco europeu. Na Austrália e no Canadá, os novos remédios chegam ao consumidor em média entre 6-12 meses após o lançamento na UE ou nos EUA. Isso ocorre porque as empresas farmacêuticas focam seus novos produtos em mercados maiores. Enquanto os países abrangidos pela EMA representam 25% das vendas mundiais de produtos farmacêuticos, o Reino Unido representa apenas 3%.

Logo da Brexit Health Alliance

A BHA está trabalhando para garantir que questões como pesquisa em saúde, acesso a tecnologias e tratamento de pacientes recebam a devida atenção nas negociações do Brexit. A Aliança também solicitou ao governo do Reino Unido que assegure um compromisso com a pesquisa médica e forneça financiamento alternativo, e que o direito dos seus cidadãos de receber cuidados de saúde nos países da UE seja preservado.

Qualquer falha por parte dos negociadores do Brexit para chegar a um acordo sobre a regulamentação e o comércio de medicamentos e dispositivos médicos poderá ter um impacto negativo para os pacientes, algo que não é interessante tanto para os países que compõem o Reino Unido como também para todos os membros do Bloco Europeu.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Negociações do Brexit”:

https://www.med-technews.com/downloads/656/download/brexit.jpg?cb=fda20bf87434cbfe7b4c35d107dd2e3a&w=1000&h=

Imagem 2Imagem Brexit e Saúde” (Fonte):

https://www.hpcismart.com/images/website/ManChemNews/DIR_34/F_50387.jpg

Imagem 3Logo da Brexit Health Alliance ” (Fonte):

http://www.nhsconfed.org/-/media/Confederation/Images/logos/NHSC-NHSE/BHA-logo.jpg?h=190&w=380&la=en&hash=10060302A9860BD097409777E5C8BB9FD28801F3

                                                                                     

ANÁLISE - TecnologiaANÁLISES DE CONJUNTURA

A corrida global pelos supercomputadores: o poder absoluto na linha de chegada

No dia 11 de janeiro, quinta-feira passada, a Comissão Europeia anunciou que vai investir 1 bilhão de euros no desenvolvimento de supercomputadores exascale até 2020, com o objetivo de acompanhar as condições das pesquisas nos Estados Unidos e na China. Um supercomputador exascale representaria um quintilhão de cálculos por segundo. Para efeito comparativo, cinco Exabytes (EB) equivaleriam a todos os tons de cada palavra já pronunciada pela humanidade

O Comissário de Pesquisa da União Europeia (UE), Carlos Moedas, admitiu que a Europa ficou atrás dos EUA e da China em pesquisa de tecnologia. “Com os computadores de alto desempenho os países europeus poderiam ter outra chance de competir em campos emergentes, como a inteligência artificial”, argumentou.

Por sua vez, Andrus Ansip, vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo Mercado Único Digital, afirmou que “os supercomputadores são o motor da economia digital. Nesta dura competição, a UE está ficando para trás: nenhum dos nossos supercomputadores figura na lista dos 10 melhores do mundo. (…) queremos dar aos pesquisadores e às empresas, até 2020, uma capacidade de computação de vanguarda mundial, para que possam desenvolver tecnologias, como inteligência artificial, e conceber as aplicações quotidianas do futuro em áreas como a saúde, a segurança ou a engenharia”.

Duas vezes por ano, uma organização chamada TOP500 publica uma lista dos supercomputadores mais rápidos do mundo. A versão mais recente da lista apresenta que os cinco principais são da China, Suíça, Japão e Estados Unidos.

Titan: o supercomputador mais rápido dos EUA

Ao ver que está perdendo posições, os EUA querem voltar ao topo da lista, por isso, em 2017, o Departamento de Energia norte-americano concedeu um total de 258 milhões de dólares a seis empresas para promoverem a pesquisa e o desenvolvimento do primeiro supercomputador exascale do mundo.  

As empresas dos EUA que receberam o financiamento do governo – Hewlett Packard, Intel, Nvidia, Advanced Micro Devices e Cray – trabalharão com o sistema para resolver problemas de eficiência energética, confiabilidade e desempenho geral. Em contrapartida, as empresas que receberam as subvenções cobrirão pelo menos 40% do custo dos próprios projetos de pesquisa.

A computação em nível de exascale permitirá aos cientistas realizar simulações digitais extremamente precisas de sistemas biológicos, o que poderia revelar respostas a questões urgentes como mudanças climáticas e crescimento de alimentos que possam resistir a seca. Quanto mais poderoso o computador, mais realistas são os modelos, que, por sua vez, fornecem aos cientistas previsões mais confiáveis ​​sobre o futuro e recomendações mais concretas acerca do que as empresas e os governos precisam fazer dentro dos cenários previstos.

Acredita-se que a computação exascale também terá um grande impacto na segurança nacional dos EUA, pois permitirá a coleta e processamento de um número muito maior de dados que serão analisados ​​rapidamente para avaliar e prever ameaças potenciais. 

Mapa da Província chinesa de Shandong

Por sua vez, de acordo com o South China Morning Post, a China pretende concluir, em 2019, a construção de uma máquina exascale na costa da província de Shandong para apoiar a pesquisa oceânica no Mar da China Meridional e impulsionar a expansão marítima do país.

A questão mais importante para nós não é se a China pode construir um computador exascale, ou com que rapidez, mas por que”, afirmou Hong An, professor de ciência da computação da Universidade de Ciência e Tecnologia da China em Hefei. “Existe realmente uma corrida entre as nações em supercomputadores, mas essa não é nossa preocupação. Nossa preocupação é o oceano”, complementou o professor.

Em poucos anos os chineses efetivamente apertaram seu controle sobre o Mar da China Meridional, descartaram as reivindicações de numerosos vizinhos sobre águas disputadas, adquiriram portos militares no sul da Ásia e na costa leste africana, desenvolveram alguns dos submarinos nucleares mais avançados do mundo com movimentação eletromagnética, exploraram vastas áreas do fundo do mar para depósitos de energia e minerais e lançaram a Iniciativa Belt and Road (Nova Rota da Seda) para fortalecer os laços econômicos com outros países.

Ainda de acordo com o portal South China Morning Post, os navios chineses, os postos navais e as instalações de monitoramento não tripulados – incluindo uma rede global de bóias, satélites, sensores do fundo do mar e planadores subaquáticos – geram inúmeros dados a cada segundo. De acordo com pesquisadores marinhos, esses dados contêm uma grande variedade de informações, como leituras de corrente do mar, produtos químicos traçados, clima regional e anomalias na densidade da água, que podem ser usadas para ajudar os submarinos a evitar turbulências para a negociação de cortes nas emissões de gases de efeito estufa.

Imagem Ilustrativa – Supercomputadores & Dados

Para Feng Liqiang, diretor operacional do Centro de Dados de Ciência Marinha em Qingdao (China), o computador exascale seria capaz de juntar todos os conjuntos de dados relacionados à marinha para realizar a análise mais abrangente de todos os tempos. “Isso ajudará, por exemplo, a simulação dos oceanos em nosso planeta com resolução sem precedentes. Quanto maior a resolução, mais confiáveis ​​são as previsões sobre questões importantes como El Niño e as mudanças climáticas”, disse ele. “Isso dará à China uma maior influência sobre os assuntos internacionais”, acrescentou Feng.

A corrida global pelo supercomputador exascale está em ritmo acelerado e o país que conseguir concluí-lo primeiro conseguirá formas mais avançadas e precisas de prever o futuro e entender o presente, colocando este país muito além dos demais em termos de realização científica e tecnológica, o que, por sua vez, se traduz em poder econômico e capacidade política e militar.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Sunway TaihuLightsupercomputador chinês é o mais rápido do mundo” (Fonte): https://www.top500.org/static//featured/TaihuLight.jpg

Imagem 2 “Titan: o supercomputador mais rápido dos EUA” (Fonte): https://nextshark-vxdsockgvw3ki.stackpathdns.com/wp-content/uploads/2016/06/800px-Titan2.jpg

Imagem 3 “Mapa da Província chinesa de Shandong” (Fonte): https://6lli539m39y3hpkelqsm3c2fg-wpengine.netdna-ssl.com/wp-content/uploads/2017/08/shandong-province-map.gif

Imagem 4 “Imagem Ilustrativa  Supercomputadores & Dados” (Fonte): https://cdn.nanalyze.com/uploads/2017/11/Quantum-Computers-vs-Mainframes-vs-Supercomputers-Teaser.jpg

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Gastos particulares com saúde empurram 100 milhões de pessoas à pobreza extrema

Um relatório conjunto realizado pelo Banco Mundial e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a cada ano mais de 100 milhões de pessoas são pressionadas para a pobreza extrema após o pagamento de suas despesas com a saúde. Isto significa que depois de cobrir essas quantias, sua renda equivale a menos de US$ 1.90 por dia (aproximadamente 6 reais). 

Pessoa segurando pílulas e medicamentos na mão

Outras 800 milhões de pessoas estão gastando pelo menos 10% do orçamento familiar com cuidados de saúde. Destaca-se ainda que, apesar de alguns progressos na cobertura universal básica, pelo menos metade da população mundial ainda não pode obter serviços dessa natureza. 

Tim Evans, diretor sênior de saúde, nutrição e população do Grupo do Banco Mundial, afirmou que “cerca de 20 milhões de crianças não recebem as imunizações necessárias para protegê-las da difteria, tétano e tosse convulsa”. Ele complementa que “estas são infecções infantis muito comuns e podem ser completamente prevenidas com vacinas de baixo custo”. Da mesma forma, acrescenta: “mais de um bilhão de pessoas vivem com hipertensão arterial descontrolada – o que significa que elas não têm acesso ao tratamento”.

A OMS destaca que o fortalecimento dos Sistemas de Saúde é a melhor maneira de se proteger contra crises decorrentes de enfermidades. Para a Organização, os surtos são inevitáveis, mas as epidemias não: Sistemas de Saúde fortes são a nossa melhor defesa para evitar que os surtos de doenças se tornem epidemias. Alcançar a cobertura universal não é uma tarefa simples e exigirá inovação ainda que, para tanto, em última instância, isso seja uma escolha política. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mulheres se alinham para vacinar seus filhos na aldeia de Kitahurira, Uganda” (Fonte): 

http://www.gettyimages.com/detail/news-photo/women-line-up-to-vaccinate-their-children-bwindi-community-news-photo/536201642#women-line-up-to-vaccinate-their-children-bwindi-community-hospital-picture-id536201642

Imagem 2 Pessoa segurando pílulas e medicamentos na mão” (Fonte):

http://www.gettyimages.com/license/891226694