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Startup norte-americana pretende zerar filas de transplantes

As listas de espera para transplantes de órgãos humanos em todo o mundo, bem como o crime de tráfico de órgãos, poderão ser totalmente eliminados com o surgimento das tecnologias desenvolvidas pela Prellis Biologics, uma empresa de engenharia de tecidos humanos que inventou uma nova forma de criar órgãos humanos, viáveis para transplantes, utilizando impressão em 3D.

Imagem da impressora 3D criando um rim

Fundada por duas cientistas norte-americanas, Dra. Melanie Matheu e Dra. Noelle Mulli, com ampla experiência em imagens de tecido 3D, biologia celular, imunologia e biofísica, a empresa está resolvendo o maior obstáculo para a produção de tecido humano funcional em laboratório:  criar pequenos vasos sanguíneos conhecidos como microvasculatura. Sem a microvasculatura as células morrem de fome por oxigênio e nutrientes, e não podem remover resíduos. 

A empresa estima que estará pronta para imprimir seu primeiro órgão humano entre os próximos quatro ou seis anos. Enquanto isso, a equipe responsável está exibindo sua tecnologia, imprimindo tecidos menos complicados.

Com o aprimoramento da técnica, está previsto que o primeiro tecido humano que a Prellis Biologics imprimirá para o desenvolvimento clínico são os Islotes de Langerhans, a unidade funcional do pâncreas que produz insulina. Com isso, os pacientes com diabetes poderão desfrutar de uma vida livre de doses diárias de insulina e monitoramento de glicose.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Fundadoras da Prellis Biologics, Dra. Melanie Matheu e Dra. Noelle Mulli” (Fonte):

https://trueventures.com/wp-content/uploads/2017/09/prellisbio-67.jpg

Imagem 2 “Imagem da impressora 3D criando um rim” (Fonte):

https://twitter.com/Prellisbio/status/908711533705924608

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICASPARADIPLOMACIA

Governo de Goiás apresenta projeto de trem de alta velocidade a investidores espanhóis

No dia 23 de outubro, segunda-feira passada, durante reunião na Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE), em Madrid, o Governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, apresentou a investidores da Espanha o projeto do trem de alta velocidade Goiânia-Brasília, destacando que o veículo vai atravessar uma região formada por 10 milhões de consumidores, entre Goiás e o Distrito Federal, com taxas de crescimento acima da média do Brasil.

Mapa divulgado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para projeto de ferrovia Brasília-Anápolis-Goiânia; círculos vermelhos marcam estações planejadas

Informou na ocasião que a meta é licitar o projeto executivo do trem já em novembro deste ano (2017), e a obra de implantação em 2018, destacando ainda que “O trem Goiânia-Brasília será o primeiro de alta velocidade ligando duas capitais brasileiras, (…) e tem potencial para se desenvolver ainda mais nos próximos anos”.

Por sua vez a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já concluiu o Estudo de Viabilidade Econômica e Ambiental (EVTEA) e estima em R$ 9,5 bilhões o investimento total de implantação do trem, que deverá ter seis estações (Brasília, Samambaia, Alexânia, Abadiânia, Anápolis e Goiânia) com 207 km de extensão.

A velocidade prevista chegará a 160 km/h, com estimativa de 95 minutos na viagem total, contra 45 de avião, apenas no tempo de voo, e 4 horas de ônibus, considerando o trânsito normal. O cálculo apresentado pelo estudo é de 40 milhões de passageiros no 1º ano de operação e tarifa de R$ 60,00, que será similar as de ônibus em viagens expressas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Governador de Goiás, em missão comercial na Espanha” (Fonte):

http://www.goiasagora.go.gov.br/goias-apresenta-projeto-do-trem-bala-goiania-brasilia-a-investidores-espanhois/

Imagem 2 Mapa divulgado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para projeto de ferrovia BrasíliaAnápolisGoiânia; círculos vermelhos marcam estações planejadas” (Fonte):

http://www.antp.org.br/noticias/ponto-de-vista/estudo-de-viabilidade-evtea-nem-sempre-diz-tudo-.html

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

NBA lança núcleo de basquete no Complexo do Maré

No início de setembro, a National Basketball Association (NBA), a liga norte-americana de basquete profissional, inaugurou o Núcleo jr.NBA no Complexo da Maré (zona Norte do Rio de Janeiro). De acordo com as informações divulgadas, o Núcleo já conta com 200 jovens e crianças inscritos (de 10 a 19 anos), obtendo aulas gratuitas, e tem por objetivo agregar menores que estão fora da escola, como forma de reintegrá-los ao sistema educacional por meio do esporte.

O Núcleo jr.NBA é resultado da parceria entre a NBA, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Fundação Barcelona Esporte Clube para promover a inclusão social com as atividades esportivas nas vilas olímpicas do Rio de Janeiro.

Crianças e jovens serão iniciados no basquete, com aulas no contraturno da escola (Foto: Divulgação)

Esta iniciativa faz parte do projeto “Maré Que Transforma”, liderado pelo BID, em parceria com a Subsecretaria de Esportes e Lazer do Município do Rio de Janeiro e com a Vila Olímpica da comunidade. Além disso tem os apoios da Fundação Futebol Clube Barcelona, da Colgate, da Visa e do Fundo Japonês para o desenvolvimento no BID.

Por meio do Projeto busca-se desenvolver o esporte como ferramenta de construção de valores de cidadania para o dia-a-dia da comunidade, minimizando conflitos, aumentando o envolvimento de pais e cuidadores com seus filhos e/ou enteados e potencializando a prática desportiva para a promoção da saúde, da amizade e da transformação social.

No âmbito da Copa do Mundo do Brasil (em 2014), da Copa do Mundo Sub-20 na Colômbia (em 2011) e dos Jogos Olímpicos no Brasil (em 2016), o BID passou a desenvolver uma estratégia integrada para vincular iniciativas esportivas ao trabalho realizado em diferentes setores.  

O Escritório de Parcerias Estratégicas do BID assumiu a liderança na área de esportes de desenvolvimento para incorporá-lo no programa de operações da instituição (dentro da Estratégia de Segurança Juvenil e Segurança Cidadã), sendo uma prioridade para a região da América Latina, razão pela qual deve ampliar cada vez mais os seus esforços.
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Fontes das Imagens:

Imagem 1Projeto Núcleo jr.NBA promove a prática esportiva no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)” (Fonte):

https://sportv.globo.com/site/nba/noticia/jr-nba-liga-americana-lanca-nucleo-de-basquete-no-complexo-da-mare.ghtml

Imagem 2Crianças e jovens serão iniciados no basquete, com aulas no contraturno da escola (Foto: Divulgação)” (Fonte):

https://s2.glbimg.com/SBFYWi_93XRA-ehx0eq1HavP8Y4=/0x0:2000×1332/1600×0/smart/filters:strip_icc()/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2017/09/06/321017_729845_20170906104842_img_5219_vfnwfzJ.jpg

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]BID lança plataforma de ferramentas digitais com código aberto[:]

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Governos de todo o mundo investem milhões de dólares por ano em softwares e ferramentas digitais para procedimentos administrativos objetivando serem mais eficazes no atendimento às necessidades da população. Agora, diversos desses instrumentos digitais estarão à disposição do setor público para serem utilizados livremente.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou uma iniciativa que permite explorar e reutilizar ferramentas digitais com código aberto que podem ser utilizadas na implementação de programas e projetos de desenvolvimento econômico e social da América Latina e do Caribe.

O termo código aberto significa basicamente que qualquer pessoa pode ter acesso ao código do programa, mas que seu desenvolvedor (criador do software) determina as condições de uso. No caso do BID, a organização lançou a plataforma Código de Desenvolvimento, permitindo que os usuários acessem e reutilizem diferentes tipos de utensílios digitais que foram utilizados com sucesso em projetos de desenvolvimento apoiados pelo Banco.

Também é permitido que os governos e os cidadãos compartilhem suas ferramentas digitais ou códigos abertos para que outros usem e reutilizem. Para os usuários avançados e desenvolvedores de software é autorizado baixar a fonte de código armazenada na conta GitHub do BID para criar novas versões, as quais podem ser adaptadas as suas necessidades.

A plataforma é recente e deve crescer ao longo do tempo pela metodologia colaborativa adotada com os governos e as sociedades, buscando maior eficiência do setor público, por meio de inovação e da redução dos gastos.

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Fontes da Imagens:

Imagem 1 Palavras relacionadas ao código aberto” (Fonte):

http://www.voit.com.br/emc-anuncia-primeiro-software-de-codigo-aberto/

Imagem 2 PrintScreen das opções da Plataforma Código Aberto” (Fonte):

http://code.iadb.org/

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ECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade InternacionalTecnologia

[:pt]As Fintechs e os imigrantes nos EUA[:]

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Durante duas décadas, diversos imigrantes em todo mundo enviavam dinheiro por meio de lojas de remessas tradicionais, como a Western Union. Agora, com a revolução das fintechs (o segmento das startups que cria inovações na área de serviços financeiros com processos baseados em tecnologia), há novas opções que tornam mais rápido, fácil e barato fazer remessas pelo mundo.

Uma tendência das fintechs está em atender o mercado de imigrantes, tradicionalmente desconsiderado, por ser de alto risco e gerar baixa margem de lucro. Essas empresas estão ajudando os imigrantes a aprofundar suas raízes nos EUA, em uma época na qual a retórica anti-imigração domina a política nacional, e, por isso, possibilitam acesso a transferências internacionais, empréstimos e até mesmo contas bancárias.

Muitas firmas emergentes no setor de fintech consideram os serviços financeiros para imigrantes como uma fonte inexplorada de receita, a exemplo do Remitly, TransferWise e Xoom, juntamente com outros, como o Lendup e a Oportun, que emprestam a mutuários de alto risco. Assim, as comunidades de imigrantes têm cada vez mais acesso a serviços financeiros com seus smartphones, destacando-se que, de acordo com um estudo da Pew 2015, 13% dos latinos nos EUA dependem de smartphones como sua única fonte de acesso à Internet, em comparação com apenas 4% dos brancos.

Na campanha de Donald Trump, foi divulgado o seu plano de imigração, que indicava a possibilidade de “imobilizar todos os pagamentos de remessas provenientes de salários ilegais”, caso o México se negasse a pagar pelo muro a ser ampliado entre o México e os EUA. Neste documento, Trump propõe ainda regulamentar as empresas de remessas por meio das Leis Antiterrorismo dos EUA, que agora se aplicam aos Bancos e outras instituições financeiras.

Analistas indicam que ainda não está claro se o plano de imigração da campanha de Trump representa uma ameaça real para a segmento de remessas. O plano foi criticado, em parte, devido à dificuldade em diferenciar as transferências de imigrantes legais e irregulares, algo que terá de ser esclarecido.

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Imagem 1Cartão de uma fintech e smartphone com aplicativo aberto” (Fonte):

https://imagens.canaltech.com.br/145619.256877-FinTechs.jpg

Imagem 2Utilização de pagamentos online” (Fonte):

http://cards-expo.com.br/blog/tudo-que-voce-precisa-saber-para-entender-as-fintechs/

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AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

[:pt]Brasil e Cuba renovam Acordo de Cooperação do Programa Mais Médicos[:]

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De acordo com informações da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Brasil e Cuba renovaram o Acordo de Cooperação que prevê a vinda de profissionais cubanos para atuar no Programa Mais Médicos, por mais três anos. Conforme o anúncio do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante este período o Ministério pretende ampliar a participação de brasileiros no Programa, com a oferta de 4.000 vagas atualmente preenchidas pelo acordo internacional.

O Ministro destacou que a prioridade desta gestão são os profissionais brasileiros, por isso estarão trabalhando na formação de novos médicos para que eles possam, aos poucos, ocupar as vagas. Uma nova regra que será adotada nos editais também busca ampliar a participação de médicos brasileiros formados no exterior, independentemente do país. Antes, só podiam participar médicos de localidades com proporção superior à do Brasil – 1,8 médicos/mil habitantes.

Apesar de a medida abrir mais oportunidades aos brasileiros, também pode gerar grandes questionamentos das entidades médicas, temendo que profissionais formados em faculdades de menor qualidade no exterior passem a atuar no Brasil. Em resposta às críticas, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o ministro Ricardo Barros declarou que “os médicos formados no exterior que vem ao Brasil para o Mais Médicos fazem um curso de adaptação ao modelo do sistema de atendimento na saúde da família e são avaliados nesse período por nossa equipe. Estamos confiando na formação dos médicos”.

Além do anúncio das vagas para brasileiros formados no exterior, também foi definido o reajuste da bolsa-formação paga a todos os profissionais do Programa. O repasse, que era de R$ 10.570 por médico, será alterado para R$ 11.520 a partir de janeiro de 2017, um aumento de 9%.

Como resultado das reuniões com a OPAS e representantes do Governo de Cuba, em julho e setembro, a partir de agora será realizado, anualmente, um reajuste nos valores pagos com base na inflação. Ainda como parte das negociações, foi acertado o aumento no auxílio moradia e alimentação pagos a todos os profissionais do Mais Médicos alocados em áreas indígenas. O reajuste de 10% – de R$ 2.500 para R$ 2.750 – já está em vigor desde agosto passado.

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ImagemCapa da Apresentação do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre o Programa Mais Médicos” (Fonte):

http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/setembro/20/renovacao_mais_medicos.pdf

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