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[:pt]Organização de defesa dos Direitos Humanos critica ausência dos EUA durante audiências[:]

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Na segunda-feira retrasada, 20 de março, foi realizado pela Comissão Internacional dos Direitos Humanos (CIDH) três audiências públicas contra as políticas do atual Governo dos Estados Unidos (EUA). Dentre os temas mais comentados nas reuniões debateu-se os impactos causados pelas políticas de deportação dos imigrantes que estejam irregulares no território norte-americano e o muro na fronteira com o México. Contudo, algo surpreendeu os Chefes de Estados que estavam presentes: a ausência de um representante dos EUA que defendesse a posição do país.

Muitas foram as críticas que rondaram a falta de um representante norte-americano, visto que o país sempre participou, “mesmo quando a Comissão discutiu a prisão de Guantánamo”, conforme declarou o ex-integrante da CIDH, Daniel Cerqueira. Na avaliação dele, a ausência foi um símbolo de desrespeito para com aquela instituição, além de privar “[a]os que apresentaram seus casos [a possibilidade] de ter um contraditório direto com o Estado”. Vale ressaltar que a sede da CIDH se encontra em Washington (EUA).

Outras organizações de defesa dos Direitos Humanos também se pronunciaram a respeito da ausência dos EUA e alegaram que esta atitude pode ser um retrocesso pelo novo Governo norte-americano. Para além disso, José Miguel Vivanco, Diretor para as Américas da Human Rights Watch, pontuou que este ato pode ser repetido por governos semelhantes ao de Trump, o que torna esta atitude um agravante social.

A justificativa para a ausência do Estado norte-americano foi comentada pelo Porta-Voz do Departamento de Estado, Mark Toner, o qual relatou que não seria apropriado que os EUA participassem de audiências que tratam de assuntos que estão em andamentos nas Cortes estadunidenses.

No entanto, é essencial o comparecimento dos países da América nestas audiências para a busca por soluções contra a violação dos Direitos Humanos no continente e a CIDH possui o papel de dar visibilidade a esses problemas, trabalhando por promover recomendações para regularizar possíveis danos. Por mais que não haja possibilidade de obrigar os representantes dos países a cumprirem com seus compromissos firmados durante as audiências, a CIDH tem um forte poder de coerção moral.

Ao final das três audiências, as entidades que participaram delas realizaram um apelo a Comissão Internacional dos Direitos Humanos para que peça aos EUA “para rescindir os decretos” e, assim, poder cumprir suas obrigações, as quais são exigidas de outros países, que são: respeitar, proteger e defender os direitos humanos dos imigrantes, seja qual for a sua situação migratória.

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Imagem 1 CDIH apresenta Informe Anual sobre assuntos jurídicos” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c8/CIDH_Presenta_Informe_Anual_ante_la_Comisi%C3%B3n_de_Asuntos_Jur%C3%ADdicos_y_Pol%C3%ADticos_%288656677764%29.jpg

Imagem 2Página da CDIH” (Fonte):

https://cidh.oas.org/que.port.htm

Imagem 3 Logo da CDIH” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:CIDH_LOGO_ENG_(8024795682).jpg

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[:pt]Governo de Donald Trump não descarta ataque militar preventivo contra a Coreia do Norte[:]

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A política de paciência estratégica acabou”, afirmou o Secretário de Estado Norte-  Americano, Rex Tillerson, em relação as provocações da Coreia do Norte. O pronunciamento ocorreu na penúltima sexta-feira, 17 de março, e foi uma resposta aos lançamentos de quatro foguetes que ocorreram no início do ano até o princípio deste mês. Um dos lançamentos coincidiu com o início do treinamento militar que vem ocorrendo entre Estados Unidos (EUA) e Coreia do Sul, algo que Kim Jong-un vê como um verdadeiro pretexto para uma preparação de invasão ao seu país.

A princípio, o Secretário de Estado relatou que não espera que os conflitos entre ambos os países cheguem a ser resolvidos militarmente, no entanto, caso o país norte-coreano eleve seu potencial nuclear para um nível acima do proposto, novas atitudes deverão ser tomadas. Segundo ele, “Estamos estudando novas medidas diplomáticas, de segurança e econômicas” e findou seu discurso dizendo que todas as opções para alcançar este objetivo, serão consideradas.

O pronunciamento de Tillerson foi feito durante sua visita à zona desmilitarizada que separa as duas Coreias. Logo após seu duro posicionamento, um dos assuntos abordados pelo Secretário, que estava na presença do Ministro de Relações Exteriores sul-coreano, Yun Byung-se, foi voltado para a decepção acerca da perda de vinte anos dos esforços diplomáticos, destinados a intervir no programa de desarmamento nuclear de Pyongyang.

A partir disso, Washington não considerou um próximo diálogo até que Kim Jong-un cumpra o propósito de dar fim ao programa nuclear do país. Este posicionamento rígido estadunidense representa uma reviravolta da nova política norte-americana adotada por Donald Trump, o qual, por meio de sua conta no Twitter, acusou a Coreia do Norte de “enganar os EUA há anos”.

Em busca de aliados, Tillerson realizou uma visita à China no penúltimo sábado, dia 18 de março, para concretizar o que já havia sido comentado, que Pequim e Washington trabalharão juntos em prol de combater o programa nucelar da Coreia do Norte. Contudo, o Ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, apresentou um discurso pacifista em relação a Pyongyang, dizendo que “a única maneira de resolver a crise na Coreia é através do diálogo”.

Contudo, ainda segundo Wang Yi, Pequim e Washington não descartaram a ideia de “encontrar uma forma para reativar as negociações e não abandonar a esperança de alcançar a paz”. Enquanto isso, a Coreia do Norte ainda mantém um posicionamento inflexível, que foi apresentado no mesmo sábado, dia 18, por um jornal de Pyongyang, Rondong Sinmun, o qual disse que “se os Estados Unidos fizerem o menor gesto para lançar um ataque preventivo contra nós, nossa força de ataque nuclear aniquilará o quartel-general dos provocadores e invasores”.

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Imagem 1Tillerson em sua audiência de confirmação em 11 de janeiro de 2017” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Rex_Tillerson#/media/File:Rex_Tillerson_confirmation_hearing.jpg

Imagem 2Secretário de Estado Rex Tillerson aperta a mão com o presidente Xi Jinping na chegada em Pequim, 19 de março de 2017” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/China%E2%80%93United_States_relations#/media/File:President_Xi_Jinping_Greets_Secretary_Tillerson_(33139050550).jpg

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AMÉRICA DO NORTEEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASTecnologia

[:pt]Governo dos EUA responsabiliza russos e hackers criminosos de roubo as contas de usuários do Yahoo, em 2014[:]

[:pt] Na última quarta-feira, 15 de março, dois membros da Agência de Inteligência Russa (FSB, ou ФСБ, na sigla em cirílico) e dois hackers supostamente contratados por eles foram acusados pelo Governo norte-americano de serem…

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[:pt]Hackers da CIA usam Consulado dos EUA em Frankfurt para realizar espionagem[:]

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Depois de Edward Snowden, ex-funcionário da Agência Central de Inteligência Norte-Americana (CIA), foi a vez da organização Wikileaks contribuir com o vazamento de informações sobre a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), a qual trabalha com o programa de vigilância dos Estados Unidos (EUA). Segundo disseminado na mídia, o Wikileaks, que se apresenta como uma organização sem fins lucrativos, com sede na Suíça, divulgou documentos oficiais da CIA com informações relacionadas a práticas secretas de espionagem cibernética, algumas destas, desenvolvidas em umas das principais cidades da Alemanha: Frankfurt.

O Wikileaks trabalha com publicações na internet por meio de fontes anônimas, portanto, não se sabe ainda de que forma a organização teve acesso aos arquivos. As informações de seus conteúdos foram vazadas na última terça-feira, dia 7 de março, dentre elas há revelações sobre os detalhes de ferramentas utilizadas por hackers, tais como vírus e malwares. Em sua maioria, as ferramentas eram manuseadas a distância, sendo capazes de contornar a criptografia de aplicativos como mensagens de WhatsApp e Telegram.

Segundo as informações, a CIA teria instalado uma base no Consulado Norte-Americano de Frankfurt, servindo como ponto de partida para espionagens nos continentes africano e europeu, além de Oriente Médio e China. Para além disso, os documentos relatam que os especialistas entravam na Alemanha de forma ilegal, com passaportes e identidades falsas, e recebiam informações de como viver no país sem levantar suspeitas. Algumas dessas informações os instruíam a não deixar seus aparelhos eletrônicos vulneráveis nos quartos de hotéis.

Na época em que Snowden tornou público os programas de vigilância global da NSA, em 2013, o consulado de Frankfurt foi alvo de investigações das autoridades alemães, visto que, após a divulgação, foi descoberto que o telefone da Chanceler Federal, Angela Merkel, teria sido um dos alvos da NSA.

Com a publicação do Wikileaks, a CIA e a Policia Federal norte-americana (FBI) preparam-se para “a caça às toupeiras”, referência dada para aquele que divulgou, ou aqueles que divulgaram, os documentos oficiais e confidenciais. Ainda segundo a imprensa, a CIA não havia autenticados os documentos, no entanto, neles constavam os milhares de programas “que permitem assumir o controlo de aparelhos eletrônicos, como smartphones ou televisores ligados em rede, e até viaturas, para espiar os seus utilizadores”. Ressalte-se que tais práticas não são exclusividade dos EUA, mas são usadas por outros países do mundo.

Segundo uma publicação no twitter, Edward Snowden confirmou a veracidade das informações publicadas pela rede Wikileaks, dizendo que estas não equivalem nem a 1% do que se tem em mãos, e ainda acrescentou mais, ao dizer que os documentos “mostram o governo desenvolvendo vulnerabilidades, e depois intencionalmente deixando os buracos abertos”. Sua explicação para tal atitude governamental seria que até esses “buracos de segurança” deixados pela CIA serem fechados, qualquer hacker pode usá-lo “para invadir qualquer iPhone no mundo”.

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Imagem 1A escultura Kryptos no terreno da sede da Agência Central de Inteligência” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Central_Intelligence_Agency

Imagem 2O Logo usado pelo Wikileaks ” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/WikiLeaks#/media/File:Wikileaks_logo.svg

Imagem 3Edward Joseph Snowden” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Snowden#/media/File:Edward_Snowden.jpg

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AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade Internacional

[:pt]Aumenta o número de imigrantes que fogem dos EUA para o Canadá[:]

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Durante os debates que antecederam as eleições presidenciais dos Estados Unidos (EUA), entre 2014 e 2016, o então candidato Donald Trump tornou-se o centro de muitos  comentários na imprensa internacional, graças aos seus discursos, considerados por analistas internacionais e pela opinião pública como “radicais, conservadores e protecionistas”. Alguns daqueles pronunciamentos diziam respeito ao sistema de imigração que, segundo Trump, precisa de uma reforma intensiva, algo que incluiria a deportação de até três milhões de imigrantes ilegais.

Na última semana, Trump realizou um discurso prolongado no Congresso dos EUA e, durante sua declaração, ele se mostrou determinado a implantar o projeto de imigração que tem por finalidade realizar uma triagem “por mérito, significando que será permitida a entrada e/ou permanência de imigrantes no território estadunidense, desde que estes não possuam registros criminais. Para ele, esta seria uma forma de manter “o controle na entrada de pessoas em nosso país”. Caso o projeto siga adiante, milhões de indocumentados poderão ser legalizados.

Segundo Trump, alguns dos problemas ocasionados pela imigração ilegal que ocorre no país incide na falta de empregos e nos baixos salários para os que são de origem estadunidense. Por isso, o Presidente declara que o Projeto implicará na solução do problema do desemprego. Em suas palavras: “Ao cumprir nossas leis de imigração, aumentaremos os salários e criaremos empregos”.

Enquanto as medidas são tomadas, os imigrantes que temem não ser aprovados pela triagem começam uma nova jornada, dessa vez para o Canadá. As autoridades canadenses registraram nos últimos dez meses que cerca de 400 pessoas chegaram ao país pela cidade de Emerson, localizada na região central do território canadense. Já na última segunda feira, 27 de fevereiro, foi registrado que mais de 143 pessoas ultrapassaram a fronteira do país, em apenas cinco dias. A Polícia Montada conseguiu prender 39 delas, porém prevê-se que aumente o número de tentativas de saída dos EUA.

Com a chegada do alto número de solicitantes de asilo, a Agência de Serviços Fronteiriços do Canadá obrigatoriamente teve que estabelecer um escritório móvel na cidade de Emerson, para processar os pedidos. A certeza dos imigrantes de que o Canadá irá lhe conceder abrigo tem a ver com o Acordo dos canadenses com os EUA, chamado de “terceiro país seguro”, o qual foi realizado em 2004.

Esse Acordo exige ao imigrante que anseia por refúgio que realize o pedido no primeiro país seguro a que chegar, no caso em questão, os EUA. Contudo, caso o solicitante entre de forma ilegal no Canadá e aí faça pedido de asilo, sua deportação imediata aos EUA será impedida. Dessa forma, este Acordo se constitui em esperança para os imigrantes, os quais se submeteram a caminhar durante horas, também ao longo da noite, cruzando campos nevados com temperaturas negativas, para poderem cruzar a fronteira entre os dois países.

Em muitos casos, assistências médicas foram necessárias para cuidar da condição de alguns indivíduos que sofreram com o congelamento das extremidades, tendo ocorrido situações em que foram amputados os seus dedos. Dentre os destinos na lista dos imigrantes vindos dos EUA, também estão as zonas rurais na província de Quebec.

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Imagem 1Retrato Oficial de Donald Trump” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump#/media/File:Donald_Trump_official_portrait.jpg

Imagem 2O Arco da Paz, na fronteira entre Surrey, Colúmbia Britânica, e Blaine, Washington” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fronteira_Canad%C3%A1-Estados_Unidos#/media/File:Peacearchuscanadaborder.JPG

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AMÉRICA DO NORTEANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURAORIENTE MÉDIO

[:pt]Abstenção dos EUA diante de resolução da ONU causa indignação no Estado israelense[:]

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Na penúltima sexta-feira, dia 23 de dezembro, foi aprovado no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) um projeto de Resolução que visa acabar com a construção de moradias de Israel em territórios tidos como palestinos. Os pontos “chaves” da construção são na Cisjordânia, onde encontram-se cerca de 430 mil israelenses, atualmente, e Jerusalém Oriental, que abriga outros 200 mil, de acordo com a agência de notícias francesa France Presse.

Conforme vem sendo disseminado nas principais mídias internacionais, a ONU alertou a Israel, por diversas vezes, sobre a colonização no território palestino, avisando que isso seria um empecilho para os esforços de paz entre aquele povo e os Israelenses. No entanto, constatou-se que há alguns meses a construção de casas no território palestino aumentou, o que fez as Nações Unidas tomarem novas e mais rígidas medidas, como a Resolução aprovada do dia 23.

Esta proposta de Resolução foi apresentada pelos países: Senegal, Malásia, Venezuela e Nova Zelândia. A princípio incluía também o Egito, mas, por pressão de Israel e do presidente-eleito dos Estados Unidos (EUA), Donaldo Trump, o mesmo recuou, ficando apenas os quatro em questão.

O interesse desta Resolução é encontrar um caminho para a paz entre palestinos e israelenses, pois entendem os requerentes que a colonização por meio de assentamentos – nome dado a construção de moradias – colocava em risco a viabilidade da solução entre os dois Estados, além de impedir a criação do Estado da Palestina. Outro ponto acerca da Resolução diz respeito à reação dos israelenses, em respeito a mesma. O Documento aconselha que Israel tome medidas imediatas para reverter a situação no terreno e assim prevenir atos de violência contra civis.

Para a aprovação da Resolução seria preciso que o maior número de Estados representados no Conselho de Segurança a aprovassem, e que nenhum dos que possuem assentos permanentes vetassem. O número de países que compõem o Conselho são 15 e, dentre estes, 5 são os que possuem assentos permanentes e também o poder de veto, sendo eles: EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha. A Resolução foi aprovada por 14 votos a favor, mas o que chamou atenção e trouxe indignação ao Estado Israelense foi a abstenção dos EUA, que teve a chance de intervir com o poder de veto, mas não o fez.

Israel estimava que EUA interferissem na proposta, como ocorreu em 2011, quando uma Resolução semelhante foi apresentada ao Conselho de Segurança, contudo, o Governo norte-americano alegou ter dúvidas quanto à eficácia da mesma em relação as negociações de paz entre israelenses e palestinos e, por conta disso, usou seu poder de veto e impediu que a proposta fosse adiante.

Após a aprovação, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, por meio de seu Gabinete, emitiu um comunicado repudiando tal Resolução e a chamou de “vergonhosa e anti-israel”. Por conta disso, afirmou que “não irá respeitar seus termos”. Referindo-se ao Governo Obama, Netanyahu alegou que, além do mesmo não “proteger Israel contra essa conspiração na ONU”, o Governo do atual Presidente ainda “colaborou nos bastidores”. 

Para além disso, Donald Trump, Presidente-eleito dos EUA, que governará a partir deste ano (2017), também mostrou seu descontentamento com a atitude do Governo de Obama. Segundo publicado no jornal estadunidense The Washington Post, Trump divulgou mensagens em seu twitter na quarta-feira, dia 28 de dezembro, acusando o presidente Obama de prejudicar a relação dos EUA com aquele país, além de demonstrar seu apoio ao Governo de Israel, incentivando-o a “permanecer forte” até dia 20 de janeiro, quando Trump tomará posse.

Para conter as tensões entre Israel e EUA, o Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, se pronunciou, também no dia 28 de dezembro, e afirmou que a decisão estadunidense de se abster foi de acordo com os valores estadunidenses, e que, apesar da boa relação entre ambos os países, isso não significa que os EUA devam aceitar qualquer política. Segundo ele, “Amigos também precisam dizer as coisas difíceis uns para os outros.

Kerry ainda explicou os motivos pelos quais seria necessário interromper os assentamentos, dado as condições do local, onde a violência e o terrorismo cresciam das duas partes e findavam destruindo “as esperanças de paz para ambos os lados”.

Já com relação ao posicionamento da Palestina em relação a proposta de Resolução, seu negociador-chefe, Saeb Erekat, comunicou à imprensa que aquele era um “dia de vitória” também para o direito internacional, que passava a ter, daquele dia em diante, uma linguagem mais civilizada e de negociação, além também de finalmente combater a rejeição total das forças extremistas em Israel.

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Imagem 1Cartaz de um movimento pacifista: bandeiras de Israel e da Palestina e a palavra paz em Hebraica e Árabe” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Conflito_israelo-palestino#/media/File:Israel_and_Palestine_Peace.svg

Imagem 2Câmara do Conselho de Segurança da ONU em Nova Iorque” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_de_Segurança_das_Nações_Unidas

Imagem 3Benjamin Netanyahu” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Netanyahu

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AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSociedade Internacional

[:pt]Luta pela conservação da Amazônia aproxima EUA e Brasil[:]

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Na última terça-feira, dia 13 de dezembro, foi divulgado que Brasil e Estados Unidos (EUA), por meio de seus especialistas e representantes internacionais, participaram da II Reunião Anual do Programa Parceria para a Conservação da Biodiversidade na Amazônia, que ocorreu em Brasília (Capital do Brasil). O projeto visa estreitar as relações entre brasileiros e norte-americanos em tempos de crise, além de contribuir para a manutenção e conservação de áreas protegidas da floresta Amazônica.

A notícia foi divulgada pelo portal brasileiro do Ministério do Meio Ambiente, que apresentou o programa como uma Cooperação técnica entre o Brasil e os EUA, envolvendo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), o Serviço Florestal Americano (SFA) e a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional. Esta cooperação terá a duração de 5 anos (2015-2019) e deverá seguir alguns passos para sua elaboração.

Segundo a coordenadora de Programas Internacionais do SFA, Michelle Zweed, os passos são de extrema importância para as áreas protegidas da Amazônia, e são conhecidos pelos seus quatro eixos: “o uso público e visitação, planos de manejo, cadeias de valor dos produtos do extrativismo e manejo do fogo”.

Independentemente dos cinco anos contratuais deste projeto, Zweed declarou que faz mais de 20 anos que os dois países cooperam em prol do benefício florestal, e que essa parceria ainda rendeu interesse em aprimorar ainda mais o trabalho em áreas protegidas nos EUA. A reunião teve também a apresentação do feedback do ano de 2016, em que os analistas internacionais expuseram os resultados e casos de sucesso no âmbito da aplicação dos eixos do projeto.

Durante a encontro, vários pontos foram destacados, entre eles o papel da sociedade internacional em relação a conservação do meio ambiente. Este assunto resultou em um quinto eixo temático para o projeto, chamado de “cadeias de valor”, o qual diz respeito ao uso sustentável e adequado dos recursos naturais.

Segundo o coordenador de Produção e Uso Sustentável do ICMBio, João da Mata, se tais recursos forem usados corretamente os benefícios podem ser saudáveis e rentáveis para as comunidades de cada país, mas para que isso ocorra é preciso conscientização e colaboração por parte da sociedade. Para que esta ocorra, João da Mata ressalta que a parceria entre ambos os países, junto com suas respectivas sociedades, são ingredientes de sucesso para o projeto.

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ImagemMapa da ecorregião amazônica definida pelo WWF. A linha amarela abrange cerca de bacia de drenagem da Amazônia. As fronteiras nacionais estão mostradas em preto. Imagem de satélite da NASA” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Amaz%C3%B4nia#/media/File:Amazon_rainforest.jpg

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