AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASSociedade Internacional

[:pt]Segurança brasileira tem crescido com cooperação internacional por causa das Olimpíadas[:]

[:pt] Nos últimos 15 anos (2001-2016), o Sistema Internacional tem permanecido em alerta quanto a possíveis atos terroristas em diversas partes do mundo. A Europa e os Estados Unidos (EUA) tem sido os mais afetados….

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AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALTecnologia

[:pt]Brasil estuda possibilidade de alugar sua base de lançamento de foguetes aos Norte-Americanos[:]

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Desde a última quarta-feira (27 de julho de 2016), vem sendo disseminada na mídia a questão da locação da base de lançamento de foguetes do Brasil para os Norte-Americanos. Esta base é conhecida por Centro Espacial de Lançamento de Alcântara (CLA) e fica localizada no Estado do Maranhão. O assunto se deu após à recente visita de José Serra, o atual Ministro das Relações Exteriores do Governo interino brasileiro, ao Embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, a qual teve como intuito retomar esta questão, iniciada em 2000, no Governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC). Ela havia sido esquecida com o início do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003.

O Brasil faz parte de um grupo seleto de países que possuem bases de lançamentos de foguetes, nas quais são levados satélites para o espaço para servirem a várias atividades, como, por exemplo, fonte de comunicação e para prevenção contra possíveis ataques. Outros países que também detém bases do gênero são: EUA (Estados Unidos), Rússia, China e França.

Contudo, a CLA possui uma posição privilegiada devido a sua proximidade em relação à linha do Equador, onde a velocidade de rotação da terra é maior, o que gera um impulso nos foguetes que carregam os satélites e, assim, reduz os custos com combustíveis, estimando-se uma vantagem de 13% a 31% em relação a base de lançamento do Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. Esta seria uma das razões para o interesse dos Norte-Americanos na Base de Alcântara.

A questão da locação da CLA aos EUA (Estados Unidos), como dito anteriormente, foi iniciada no governo de FHC (ano 2000), época em que Amaral atuava como Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil. O ex-Presidente pretendia realizar uma espécie de aluguel para que os norte-americanos pudessem realizar lançamentos espaciais.

Contudo, o Acordo recebeu uma reação negativa por parte de setores nacionalistas e dos militares na época, que argumentavam, por intermédio da mídia, que a proposta cedia “amplos poderes aos locadores da base, renunciando a uma série de controles e prerrogativas que o Brasil teria enquanto dono da instalação, criando um enclave dos EUA no Maranhão”.

Logo após a posse de Lula como Presidente do Brasil o assunto foi deixado para segundo plano, apesar de ter sido novamente discutido em 2013, mas sem avanços consideráveis. Porém, os EUA nunca deixaram de demonstrar interesse. Após a volta do assunto na agenda bilateral, formulada pelo atual Governo interino de Michel Temer, a questão voltou a preocupar os setores militares que, segundo vem sendo disseminado na mídia, temem novas cláusulas atentatórias à soberania brasileira sobre esta porção do território brasileiro.

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Imagem (Fonte):
https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Lançamento_de_Alcântara

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AMÉRICA DO NORTEAMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Após um ano da reaproximação, EUA e Cuba enfrentam desconfianças e alguns avanços [:]

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Desde a reaproximação no ano de 2014, muito já se discutiu a respeito de Cuba e EUA (Estados Unidos). As análises constituídas por profissionais e estudantes da área de Ralações Internacionais foram de grande importância para a compreensão, de um ponto de vista teórico e simbólico, da história que envolve os dois países desde 1947 a 1991, período em que ocorreu a Guerra Fria. Contudo, apesar desse momento histórico em que voltam a se relacionar os dois países que um dia foram inimigos, é normal que a tensão ainda prevaleça entre eles.

No último dia 20 de julho (2016), quarta-feira passada, foi completado um ano da reabertura da embaixada cubana em Washington. Desde esse acontecimento, em 2015, muitos passos já foram dados para que as estranhezas entre ambos fossem diminuídas, entre eles a visita do presidente norte-americano Barack Obama ao território de Havana, assunto que, inclusive, foi dissertado pelo CEIRI NEWSPAPER na época (21 de março). Outro passo foi um pronunciamento do Secretário de Estado, John Kerry, um mês depois da reabertura (20 de julho de 2015). Com tom otimista, este afirmou que muitos seriam os benefícios na reaproximação dos dois Estados e que não havia o que temer diante disso.

Desde quando a bandeira dos EUA foi hasteada em Cuba, e vice-versa, os dois países trataram suas diferenças de modo cordial, porém, sem ainda terem sido removidos os embargos históricos de suas relações. Nem a visita do Presidente norte-americano foi o suficiente para que liberassem alguns deles, como, por exemplo, a abertura para o turismo, que, para ser feito, ainda necessita obedecer a uma série de condições e obrigações para que os americanos possam chegar na ilha. Além desse, que ainda enfrenta dificuldades, pode-se citar a liberação das transações internacionais de Cuba por meio do dólar, algo que facilitaria e reduziria os custos em importações de alimentos.

Observando o quadro das relações entre Cuba e EUA, percebe-se que os dois países ainda vivem um certo reflexo da Guerra Fria, que teve sua base na desconfiança entre a União Soviética e os Estados Unidos. Todavia, apesar dos percalços, não se pode ignorar o fato de que ambos já avançaram bastante. A exemplo, tem-se a permissão de investimentos americanos na ilha, que mostra ser um território onde a mão-de-obra é qualificada e barata, já ocorrendo iniciativa das primeiras empresas a investir no território cubano, em décadas. São elas: a rede de hotéis Starwood e o Cruzeiro da Carnival.

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Imagem (Fonte):

http://antigo.brasildefato.com.br/node/32362

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Coréia do Norte ameaça os EUA, caso este prossiga com inserção de mísseis THAAD na Coréia do Sul[:]

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Recentemente, o CEIRI NEWSPAPER divulgou uma nota a respeito de a China e a Rússia se oporem a proposta dos EUA (Estados Unidos) em implantar mísseis do tipo THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) na Coreia do Sul, com o intuito de preparar este país contra possíveis atentados de sua vizinha do Norte. Em resposta, o Presidente da China, Xi Jinping, visitou a Península Sul-Coreana, no dia 29 de junho (2016), para alertar o primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn contra as intenções estadunidenses, frisando que tal atitude poderia agravar as tensões entre as duas Coreias.

Segundo disseminado na mídia, o interesse da China, assim como da Rússia, em evitar a implantação do míssil THAAD, que se destina a interceptar mísseis balísticos de curto e médio alcance, em território sul-coreano, deve-se à possibilidade de ele interceptar os mísseis de seus territórios também.

De qualquer forma, no dia 11 de julho, segunda-feira passada, o alerta do Presidente tornou-se realidade, no que diz respeito ao agravamento de tensões entre as Coreias. Foi informado pela agência oficial de notícias de Pyongyang, a KCNA, que “A República Popular Democrática da Coreia realizará uma ação física para controlar o THAAD inteiramente”, a partir do momento que sua vizinha do sul confirmar sua posição. O anúncio veio do Comando de Artilharias das Forças Armadas de Pyongyang.

Ainda segundo o comunicado, o Exército de Kim Jong-Um (líder da Coreia do Norte) mostrou-se convicto ao afirmar que a Península Norte-Coreana também possui armamentos melhores e mais recentes para enfrentar, de modo “impiedoso”, as ameaças dos Estados Unidos, que se mostram dedicados a acender uma guerra com a implementação do THAAD. Além disso, a ameaça estendeu-se à Coréia do Sul que, caso venha a aceitar os mísseis em seu território, estará declarando “uma autodestruição miserável”.

Antes do comunicado, no dia 8 de julho (sexta-feira), norte-americanos e sul-coreanos haviam declarado que a implantação iria acontecer, porém, ainda faltavam decidir data e local. Após isso, durante o pronunciamento de segunda-feira, dia 11 de julho (2016), a Coreia do Norte, por meio do Ministério de Relações Exteriores, informou que todos os canais de comunicação com Washington, através da missão norte-coreana na sede da ONU, em Nova York, estariam suspensos. Tal decisão gerou motivos ao Sistema Internacional para todos ficarem em alerta.      

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Kim_Jong-un

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DEFESAEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]John Kerry visita a Geórgia e realiza Acordo Bilateral de Defesa com os EUA[:]

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A Geórgia é um país que fica na Europa Oriental e possui fronteira com a Rússia, Turquia e Armênia. Também teve um período, no século XIX, no qual foi colonizada pela Rússia, na época Império. Em seguida, depois de um breve período de independência, no ano de 1917, à reboque da Revolução Bolchevique, a Geórgia foi ocupada pela União Soviética. Atualmente, o país possui uma democracia representativa e é membro de organizações como a Organização Mundial da Comércio (OMC) e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Desde o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), o Governo russo vem buscando reconquistar sua esfera de influência na Geórgia, utilizando como argumento os problemas enfrentados pela minoria russa naquele país. Em 2008, devido as ações adotadas, ocorreu um conflito entre os dois Estados que implicou no envolvimento dos EUA, que já vinha apoiando o nacionalismo georgiano. Baseando-se nesse pequeno histórico, pode-se observar a recente visita do Secretário de Estado dos norte-americano, John Kerry, e o Acordo formalizado entre ambos os países, EUA e Geórgia.

Preocupados com o que alegam ser um expansionismo da Rússia, na última quarta-feira, dia 6 de junho de 2016, em ocasião de uma visita a Tbilisi, capital da Geórgia, John Kerry, juntamente com o Primeiro-Ministro georgiano, Giorgi Kvirikashvili, aproveitaram para reforçar um acordo de defesa e segurança bilateral, naquele pequeno país do Cáucaso. A visita durou dois dias e, em seguida, Kerry fez uma parada em outro vizinho da Rússia, a Ucrânia, logo após, partiu para seu destino final, a Reunião de Cúpula da Otan, na Polônia, realizada na sexta-feira e sábado passado, dias 8 e 9 de julho.

Conforme apontam analistas, dentre os interesses focados pelas potências que se digladiam na região, incluindo os EUA, está o fato de a Geórgia ser entrecortada por oleodutos e gasodutos de importância estratégica, ressaltando-se que, por sinal, os observadores alegam que este foi um dos principais motivos para o conflito com a Rússia em 2008. Por essa razão, manter uma relação amigável com a Geórgia acaba sendo de grande interesse para as potências ocidentais.

Nesse sentido, em busca de estreitar as relações com o país do Cáucaso, que há tempos demonstra interesse em integrar a Aliança Atlântica (a OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte), os EUA (Kerry), durante a reunião desta entidade, destacou a importância de a Geórgia fazer parte da Cúpula. Segundo a autoridade estadunidense, as missões internacionais precisam da ajuda georgiana, que poderá, assim, alcançar os objetivos para seu ingresso na Organização.

Em setembro de 2014, durante a Reunião de Cúpula realizada no País de Gales, foi adotado um pacote de medidas, o qual, se seguido corretamente, facilitará a entrada Geórgia como membro efetivo da Aliança.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_Ge%C3%B3rgia

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Projeto dos EUA de enviar mísseis à Coreia do Sul é questionado pela China

Em uma nota publicada pelo CEIRI NEWSPAPER, foi apresentada a questão dos testes realizados pela Coréia do Norte com armamentos nucleares, cujo Governo, mesmo com as Sanções determinadas pela ONU, deu prosseguimento a eles. Ainda nesta nota, foi dito que Antony Blinken, Vice-Secretário de Estado Norte-Americano, afirmou que “a resposta internacional pelo descumprimento das ordens”, sancionadas pela ONU, seriam “mais duras”, visto que o governo de Kim Jong-Um possuía capacidade para obter mísseis balísticos de alcance intercontinental.

Dado isto, na última terça-feira (28 de junho), os Estados Unidos (EUA), o Japão e a Coréia do Sul reuniram-se no Havaí para a realização de exercícios de defesa antimísseis, com o intuito, segundo disseminado na mídia, de combater a crescente ameaça apresentada pela Coréia do Norte, que há tempos vem anunciando uma “provocação militar”.

Os testes, tidos como “manobras trilaterais”, incluíam uma operação de rastreamento de um objetivo balístico para experimentar os sistemas antimísseis Aegis, usados pelos EUA e os países asiáticos. Nestes testes não foi detectado nenhum disparo, todavia, segundo um comunicado do Comando do Pacífico, a reunião entre os três países serviu para fortalecer a operabilidade, estreitar os canais de comunicações, além de obterem coletas de informações e avaliações de capacidades.

Para além disso, a ação entre os Estados em conter a Coreia do Norte levou os EUA a querer implantar na Coreia do Sul o sistema antimíssil THAAD, o que levou a uma forte rejeição da Rússia e, principalmente, da China. Como consequência, a Coréia do Sul, representada por seu Primeiro-Ministro, Hwang Kyo-ahn, recebeu a visita do Presidente chinês, Xi Jinping, na última quarta-feira (29 de junho), na qual pediu para que seu Governo atue “com cautela” sobre a intenção dos EUA.

Segundo o Presidente da China, os dois países precisavam continuar trabalhando juntos pela desnuclearização da península de Kim Jong-Um (líder da Coreia do Norte), com a razão de manter a paz e a estabilidade, além de resolver os problemas, principalmente através do diálogo.

Tanto para China quanto para Rússia o escudo antimísseis criado pelos EUA poderá ter um efeito inverso, causando o agravamento das tensões entre as duas Coreias. Por essa razão, já foi pedido repetidas vezes para que Washington retificasse sua postura quanto ao envio dos mísseis à península sul-coreana.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%ADssil_antibal%C3%ADstico

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Presença militar em Okinawa gera protestos de cidadãos japoneses

Okinawa é uma província japonesa ao sul do país, que, devido sua posição estratégica entre China, Coreias, Indonésia e Polinésia acabou se tornando uma rota de comércio e recebeu muito interesse Internacional, tanto que, após a Segunda Guerra Mundial, como consequência da Batalha de Okinawa, os Estados Unidos (EUA) passaram a administrá-la por 27 anos, devolvendo-a ao Japão somente em 15 de maio de 1972, mas, ainda assim, deixaram uma forte presença militar no território.

Diante esse histórico, em 28 de maio de 2010, Japão e os EUA formularam um novo acordo, com intuito de manter a base de fuzileiros navais estadunidenses em Okinawa e transferi-la para uma área menos populosa da ilha. O Primeiro-Ministro do Japão na época, Yukio Hatoyama, enfatizou que aquele era um ótimo momento para se formar alianças com os EUA, devido as crescentes tensões na vizinha península coreana. Tal decisão, no entanto, não agradou aos cidadãos japoneses.

Sempre houve protestos por parte dos cidadãos de Okinawa com relação aos militares norte-americanos. Para eles, os oficiais abusam de sua autoridade na ilha, devido a imunidade que detêm por estarem a serviço dos EUA. Há também muitas denúncias a respeito de violência sexual, algo que traumatizou os japoneses em 1995, quando uma menina japonesa foi estuprada por três soldados norte-americanos, causando uma grande indignação.

Mais recentemente, no dia 19 deste mês (junho de 2016), 65 mil cidadãos japoneses foram às ruas de Naha, capital da província, vestidos de preto e mostrando cartazes que diziam “Fora Marinha dos EUA” e “A nossa raiva chegou ao limite!”. A situação ocorreu após o homicídio de uma jovem, cujo corpo foi encontrado no mês passado (maio), tendo como suspeito um funcionário da base norte-americana. Os protestos foram marcados por apelos de mudança de status dos militares, para que estes sejam julgados perante a justiça japonesa, além do pedido de revisão do Acordo de 2010.

No fim de maio passado, em sua visita ao Japão, para uma reunião da Cúpula do G7, o presidente norte-americano Barack Obama prometeu medidas preventivas contra esses delitos causados por militares estadunidenses, assim como um fortalecimento da disciplina das Forças Armadas. Contudo, Takeshi Onaga, Governador de Okinawa, afirmou que essas declarações já não possuem credibilidade, visto que sempre são feitas, mas nada muda.

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Imagem (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Army_Air_Forces_in_Okinawa