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[:pt]O Catar e os conflitos no Oriente Médio: aspectos do discurso na Assembleia Geral da ONU[:]

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Entre os dias 20 e 26 de setembro de 2016, a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (Estados Unidos), recebeu a “71a Sessão da Assembleia Geral”. O tema principal deste ano foi: “Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: um impulso universal para transformar nosso mundo”. A Assembleia Geral é o principal encontro político da ONU e reúne todos os Chefes de Estado dos 193 países-membros.

Em seu discurso, o xeque Tamim Bin Hamad al-Thani, Emir do Catar, não fez menção à sustentabilidade do planeta, mas preferiu tratar de questões ligadas aos conflitos regionais do Oriente Médio. Inicialmente, ele condenou a ocupação de territórios árabes por Israel e demonstrou apoio à criação de dois Estados como base para resolução da animosidade entre israelenses e palestinos, defendendo ainda o reestabelecimento das fronteiras de 1967, quando Israel anexou os territórios conquistados na Guerra dos Seis Dias.

A principal autoridade do Catar também condenou os conflitos na Líbia, no Iêmen e na Síria. Neste último caso, imputou ao regime de Bashar al-Assad a responsabilidade pela destruição do país, pelo imenso número de mortes e pela crise dos refugiados, após reprimir uma revolução que “tinha começado como uma revolta popular pacífica contra um regime ditatorial repressivo”. Ainda nesse contexto, al-Thani afirmou que a crise dos refugiados é um dos maiores desafios da atualidade e enumerou as principais medidas de cooperação do Catar diante do problema, afirmando que, nos últimos cinco anos, “o valor da assistência prestada pelo Estado do Catar aumentou três vezes, chegando a 13 bilhões de Riyals catari”, o equivalente 3 milhões e meio de dólares*. De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em 2016, até o dia 19 de setembro, o Estado do Catar contribuiu com cerca de 696 mil dólares para a causa da Agência, enquanto que as doações de particulares provenientes do país somaram mais de 20 milhões de dólares.  

Sobre a questão do terrorismo, o Xeque reiterou o apoio do seu país em não medir esforços para erradicá-lo do cenário internacional, a fim de proteger os jovens que seriam os principais alvos para ingressar nesse tipo de atividade. Para ele “a luta contra o terrorismo não deve limitar-se à dimensão da segurança, o que, por si, só é essencial, mas também deve ir muito além, para promover os valores da tolerância, a cultura da pluralidade e o diálogo”.

Um ponto importante foi o alerta para uma suposta paralisia da comunidade internacional, em face da guerra civil na Síria. Por fim, o Emir buscou demonstrar que seu país deseja ser um ator engajado e relevante nas questões que envolvem os países de sua região.

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* Conversão dos valores realizada através do XRates Calculator (Acessado no dia 27 de setembro de 2016). Disponível em:

http://www.x-rates.com/calculator/?from=QAR&to=USD&amount=13000000000

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Assembleia_Geral_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas

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[:pt]Arábia Saudita e Rússia: cooperação para estabilizar o mercado petrolífero[:]

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Durante o último encontro do G-20, realizado no dia 4 de setembro deste ano (2016), em Hangzhou, na China, os ministros da energia Alexander Novak, da Rússia, e Khalid al-Falih, da Arábia Saudita, anunciaram um Acordo através do qual ambos os países pretendem cooperar para a estabilização dos preços do petróleo no mercado internacional, criando um grupo de trabalho para monitorar o mercado de petróleo e apresentar recomendações para promover sua estabilidade.

De acordo com dados publicados pela British Petroleum (BP), em junho passado, Arábia Saudita e Rússia despontaram como o segundo e terceiro maiores produtores de petróleo do mundo em 2015, sendo superados apenas pelos Estados Unidos da América (EUA). Segundo as estatísticas da BP, o somatório combinado da produção dos dois países corresponde a aproximadamente 25% do total produzido em todo o globo no período. Além disso, diferentemente da situação dos EUA, onde a capacidade produtiva nacional não é capaz de atender a demanda interna, tornando o mercado norte-americano dependente de importação de petróleo advindo do exterior, o enorme excedente produtivo da Rússia e dos sauditas é voltado para o mercado externo, tornando-os dependentes economicamente das receitas da comercialização da commodity, que figura como um dos mais importantes produtos da pauta de exportações de ambos os Estados.

As enormes reservas e o volume de produção de Arábia Saudita e Rússia inserem esses dois Estados no grupo de países conhecidos como swing producers, terminologia usada para definir os atores que detém a capacidade de exercer influência sobre os preços do mercado, aumentando ou reduzindo sua produção de petróleo, fato este que lhes concede um grande poder para manipulação do mercado internacional.

Os representantes dos dois países ainda vão se encontrar em outubro na Argélia e em novembro na Áustria, em Viena, sede da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), para discutir os detalhes da cooperação em foros multilaterais envolvendo outros grandes produtores. O anúncio do acordo entre russos e sauditas foi bem recebido pelos ministros da energia do Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos (EAU), que demonstraram apoio a quaisquer esforços conjuntos que possam beneficiar a estabilidade do mercado internacional de petróleo.

Ainda é cedo para conjecturar os prováveis resultados da cooperação entre sauditas e russos, no entanto, é possível considerar que, para os grandes produtores de petróleo, o acordo inicial estabelecido em Hangzhou poderá contribuir para a formulação de respostas coordenadas a quedas bruscas do preço do barril de petróleo, como a de 2014, bem como para a estabilidade do mercado internacional.

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Imagem (Fonte):

https://wiki.factorio.com/index.php?title=Barrel

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NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOTecnologia

[:pt]Energia nuclear na Arábia Saudita[:]

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Conhecida internacionalmente por seus grandes poços de petróleo e como uma liderança regional no Oriente Médio e no mundo árabe, a Arábia Saudita não possui oficialmente um programa nuclear com fins militares e se tornou signatária do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares desde 1968, ano em que o mesmo foi aberto para assinatura, muito embora não tenha aderido ao Protocolo Adicional de 1997. Apesar disso, em dezembro de 2006, os seis Estados membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), entre eles os sauditas, anunciaram planejamento para o uso da energia nuclear para fins pacíficos.

Em abril de 2010, o Governo da Arábia Saudita emitiu através de Decreto Real um comunicado informando os principais motivos pelos quais o país tem necessidade de recorrer à energia nuclear: “O desenvolvimento da energia atômica é essencial para atender às crescentes necessidades do Reino para geração de energia elétrica, produção de água dessalinizada e redução da dependência dos finitos recursos de hidrocarbonetos”. Há alguns anos, Riad tem concentrado esforços na utilização da energia nuclear como fonte energética substitutiva do gás natural e de combustíveis derivados do petróleo em plantas de dessalinização da água do mar para baratear o custo de operação. Atualmente, o país conta com a maior usina de dessalinização do mundo, que foi construída na cidade de Ras Al Khair, localizada na costa oeste do país, com a capacidade de produzir cerca de 728 milhões de litros de água dessalinizada por dia.

No que diz respeito à geração de energia elétrica, de acordo com a World Nuclear Association, a crescente demanda desse tipo de energia por uma população estimada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em aproximadamente 31 milhões de pessoas, em um país com escassez de recursos hídricos, tem direcionado o Governo nacional a investir na energia nuclear como uma alternativa viável e mais barata que os combustíveis fósseis para geração de eletricidade.

Recentemente, a Arábia Saudita anunciou que planeja construir 16 reatores nucleares ao longo dos próximos 20 anos, a um custo superior a 80 bilhões de dólares, o que tem levado Riad a se abrir à compromissos de cooperação internacional. Atualmente, o Reino possui acordos com países como a França, Coreia do Sul, Argentina e China para pesquisa, compra e construção de reatores nucleares. A Rússia, por sua vez, já demonstrou interesse no plano saudita e também pretende investir no país.

O desenvolvimento da tecnologia nuclear para fins pacíficos na Arábia Saudita tem se mostrado como uma solução importante para os problemas energéticos do Reino, que tem procurado investir no setor para garantir sua segurança hídrica e energética com maior eficiência, diversificando a matriz nacional para geração de energia.

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Imagem (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_program_of_Saudi_Arabia

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COOPERAÇÃO INTERNACIONALDEFESANOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONALORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]O que é a “OTAN Árabe”?[:]

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Entre os dias 28 e 29 de março de 2015, na vigésima sexta cúpula da Liga Árabe, sediada pelo Egito, em um resort de Sharm el-Sheikh, cidade localizada no sul da Península do Sinai, os líderes árabes ali reunidos concordaram em criar uma força militar unificada para a resolução de crises regionais, como as crescentes ameaças de grupos terroristas extremistas como o Estado Islâmico (EI), e as guerras na Síria, na Líbia e no Iêmen.

Historicamente, a formação de coalizões militares entre os países árabes não é novidade. Por quatro vezes (em 1948, 1956, 1967 e 1973) alguns Estados árabes foram à guerra juntos contra Israel; no ano de 1982, os membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – Arábia Saudita, Bahrain, Catar, Emirados Árabes Unidos (EAU), Kuwait e Omã – criaram o Escudo da Península, em resposta à Guerra Irã-Iraque (1980-88). Em 2011, o Governo do Bahrein solicitou auxílio das forças do Escudo da Península para conter os protestos da então “Primavera Árabe” e proteger instalações estratégicas no país. Um outro exemplo de coalizão se deu na recente Guerra do Iêmen com a operação ‘Tempestade Decisiva, encabeçada pela Arábia Saudita e que reuniu os membros da CCG (exceto Omã), mais a Jordânia, Egito, Sudão, Marrocos e o Paquistão. Curiosamente, países cujos governos seguem uma orientação sunita do islã e são contrapostos aos houthis, milícia xiita apoiada pelo Irã.

A possível criação de uma organização militar multinacional anunciada em Sharm el-Sheikh recebeu a alcunha de “OTAN Árabe”, mais por conta da possível estrutura do que pelo poderio bélico evidentemente. Sob o ponto de vista estratégico, uma união militar entre os países da Liga, em teoria, poderia representar um maior fluxo de informações de inteligência e a ampliação de interesses coletivos entre seus membros, sobretudo porque a maioria dos Estados da Liga são de orientação sunita, embora um grande número de xiitas componha a maioria da população no Líbano, em Bahrein e no Iraque. No que diz respeito à geopolítica e à geoestratégia, tal coalizão se estenderia desde o Oceano Atlântico ao norte do Índico e à margem leste do Golfo Pérsico.

Sharm el-Sheikh é uma prova que, apesar das dificuldades de conciliar interesses políticos, comerciais e geopolíticos, os países árabes podem buscar soluções conjuntas para os problemas regionais. Ademais, a possibilidade de no futuro ser criada a “OTAN Árabe” como uma entidade militar internacional pode ser considerado um fator alarmante para países como o Irã e Israel, que são inimigos históricos de grande parte dos países da Liga.  

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Imagem (Fonte):

http://www.americansecurityproject.org/time-for-an-arab-nato/

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[:pt]O gasoduto no Estreito de Ormuz: a Aliança Irã-Omã[:]

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Em março de 2014, o Sultanato de Omã e a República Islâmica do Irã firmaram um acordo inicial para a construção de um gasoduto submarino de, aproximadamente, 400 km de comprimento, que cruzará a fronteira marítima entre os dois países, através do Estreito de Ormuz, e conduzirá o gás natural produzido no Irã para Omã. O duto contará com duas seções distintas: uma terrestre de 200 km entre na província de Hormozgan, no sul do Estado iraniano, e uma offshore de 200 km até o Porto de Sohar, em Omã. O acordo do projeto segue um Memorando de Entendimento assinado em 2009 por ambas as partes e servirá como elo para expandir o comércio bilateral entre os dois países, principalmente no que diz respeito ao setor energético.

O plano original consiste em que cerca de um terço do gás transferido para Omã venha a ser convertido em Gás Natural Liquefeito (GNL), fazendo do país árabe um hub para a exportação do gás iraniano para fora da região, e os outros dois terços terão como destino o abastecimento da demanda interna omani. A principal empresa cotada para operacionalizar a construção do gasoduto, estimado em 1,5 bilhão de dólares, é a companhia sul-coreana Korea Gas Corporation (KOGAS), que, aliás, já oferece serviços a países do Oriente Médio, como o Catar e o Iraque. Inicialmente, a previsão para a conclusão do empreendimento era para 2017, porém existe a possibilidade deste prazo ser postergado.

Os laços políticos e comerciais entre Teerã e Muscat têm incomodado alguns países árabes da margem oeste do Golfo Pérsico, em especial a Arábia Saudita, que tem demonstrado insatisfação com a presença iraniana em um Estado-membro do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), considerada sua zona de influência regional. Vale ressaltar que sauditas e iranianos não mantém relações diplomáticas desde a execução do clérigo saudita xiita Nimr Baqr al-Nimr, em janeiro de 2016. Todavia, independentemente da desconfiança de Riad, a atual parceria estratégica entre Irã e Omã remonta ao início da década de 1970, quando o Xá Mohammad Reza Pahlavi providenciou suporte armado para estabilizar a situação interna omani após o país se tornar independente da Grã-Bretanha, assegurando o governo do sultão Qaboos bin Said al-Said.  

Pode-se concluir que o Acordo gera ganhos compartilhados para as duas partes, principalmente para o Irã, pois o projeto do gasoduto submarino possui um importante significado estratégico e pode representar o primeiro movimento do país em direção ao mercado global de GNL – almejando conquistar grandes consumidores do Leste Asiático e da Europa – desde o levantamento das sanções internacionais em 2015.

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Imagem (Fonte – Google Maps):

https://www.google.com.br/maps/place/Strait+of+Hormuz/@26.6074909,55.8564657,9z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x3ef7184c25840e51:0x3d7b86ccdd367e5a!8m2!3d26.5944754!4d56.4719928

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ENERGIANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Paradoxos do Gás Natural no Irã[:]

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Com uma população estimada em pouco mais de 79 milhões de habitantes, a maior entre os países da região do Oriente Médio, o Irã é reconhecido mundialmente por seu regime e governo teocrático – islâmico xiita – e por possuir enormes reservas de hidrocarbonetos, a exemplo do petróleo e do gás natural, que são a quarta e segunda maiores reservas comprovadas do mundo, respectivamente. No que diz respeito especificamente ao gás natural, o país detém o equivalente a 17% do total mundial, atrás somente da Rússia, com pouco mais de 24%, e seguido por outros grandes detentores como o Catar (com 12%), os Estados Unidos da América – EUA (com 5,5%) e o Turcomenistão (com 5%).

Apesar de privilegiado quanto a posse de hidrocarbonetos, ao contrário do petróleo, quando se trata do gás natural a participação iraniana no mercado internacional é praticamente irrelevante. Atualmente, suas exportações representam menos de 1% do todo deste mercado. O principal motivo para que isto ocorra, mesmo com o Irã ocupando o posto de terceiro maior produtor do planeta, sendo superado apenas pelos EUA e pela Rússia, é que grande parte de sua produção é direcionada para atender a demanda interna, que corresponde a aproximadamente 40% de toda a região do Oriente Médio, além de ser a quinta maior a nível global atrás somente de EUA, Rússia e China. Ressalte-se que o gás natural é a principal fonte de energia utilizada pelo Irã, sobrepujando o petróleo e seus derivados, respondendo por pouco mais de 3/5 do seu consumo interno, tendo como principais setores demandantes do recurso as residências, as centrais elétricas e a indústria.

Outro motivo que dificulta a comercialização do gás natural iraniano para o mercado externo é a falta de infraestrutura adequada para exportar gás natural liquefeito (GNL). O GNL é o gás natural em forma líquida, que é congelado a uma temperatura de aproximadamente -160o Celsius e que, neste estado, possibilita um armazenamento mais prático e econômico, facilitando, assim, o transporte por via marítima através de longas distâncias sem a necessidade de gasodutos. Aliás, o mercado de GNL é dominado quase que completamente pelo Catar que, sozinho, responde por cerca de um terço das exportações ao redor do globo. O Irã, por sua vez, é um exportador estritamente regional e o destino do seu excedente de produção é vendido através de gasodutos para países vizinhos como a Turquia, Armênia e Azerbaijão.

Antes mesmo do levantamento das sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em janeiro de 2016, que tinham sido aplicadas por conta de seu Programa Nuclear, a National Iranian Gas Company (NIGC) – companhia nacional iraniana de gás, subordinada ao Ministério do Petróleo – já havia demonstrado interesse em ampliar o investimento no setor e entrar no mercado internacional de GNL para exportar para o Leste Asiático e para a Europa. Todavia, é possível conjecturar que, para o Irã se tornar um grande exportador dessa fonte de energia, serão necessários não somente investimentos em tecnologia e infraestrutura, mas, sobretudo, aplicação de capital em eficiência de consumo e redução da demanda interna.  

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Imagem (Fonte):

https://s3.eu-central-1.amazonaws.com/euobs-media/482394c806080389f9dcb17b2486511d.jpg

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Dados Consultados:

[1]OPEC Annual Statistical Bulletin 2016”. Disponível em:

http://www.opec.org/opec_web/en/publications/202.htm

[2]BP Statistical Review of World Energy June 2016”. Disponível em:

http://www.bp.com/en/global/corporate/energy-economics/statistical-review-of-world-energy.html

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