EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A cooperação báltica em Defesa

Nas últimas semanas, os Chefes do Estado-Maior da área de Defesa da Estônia, Letônia, e Lituânia reuniram-se em Tallinn, Estônia, para tratarem sobre cooperação e desenvolvimento conjunto na pauta de Defesa. Diante da proximidade e histórico comum dos países bálticos, é natural que ambos os Estados compartilhem informações e busquem aumentar suas capacidades operacionais.

Em relação às questões discutidas durante a reunião destacam-se os exercícios conjuntos, atividades do Colégio de Defesa do Báltico, contribuições em operações externas, vigilância aérea na área dos três Estados, sistema de gestão Balnet e cooperações diversas em ramos de Defesa. As autoridades militares dos Estados bálticos compreendem que essas são medidas viáveis para aperfeiçoar a contribuição coletiva e demais atividades regionais.

Os países do Báltico são membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a qual é de grande valia para o planejamento da defesa dos atores locais, todavia, isso não significa dependência do aparato da OTAN para a defesa de suas soberanias. O organismo internacional é um aliado importante, mas, os países bálticos buscam intensificar seu diálogo entre si na hipótese de terem que responder com seus próprios esforços.

Brig. General da Estônia Veiko-Vello Palm

No tangente à reunião, o jornal The Baltic Times trouxe a fala do chefe de gabinete das Forças de Defesa da Estônia, o Brig. General Veiko-Vello Palm, o qual afirmou: “O objetivo de tais reuniões é principalmente aumentar a consciência comum da situação, mas também lidamos com questões muito práticas – seja o desenvolvimento da Baltnet, mas também questões relacionadas ao desenvolvimento operacional ou de capacidade. Isso não é simplesmente troca de informações, mas estamos tentando entender como poderíamos proteger melhor nossos países e regiões no presente e no futuro”.

Os analistas entendem a situação como parte rotineira de países interessados em cooperação regional na área de Defesa, os quais devem ter o provimento próprio para a garantia de suas necessidades militares. Todavia, também é compreendida a possibilidade de uma hipotética ameaça da Federação Russa às repúblicas bálticas, seja pela hipótese do avanço de uma política externa mais agressiva por parte dos russos, seja por conta do passado soviético comum a todos os atores.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mapa dos Países bálticos” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7d/Baltic_states_regions_map%28pt%29.png

Imagem 2 Brig. General da Estônia VeikoVello Palm” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/77/Veiko-Vello_Palm.jpg

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O aditivo para a redução de metano e o setor agropecuário danês

A questão climática é uma causa política de destaque para os Estados da atualidade, seja pela construção de uma sociedade sustentável, seja pela preservação dos biomas, e, para a Dinamarca, essa é uma pauta de grande significado, visto que o país escandinavo possui ambiciosas metas ambientais para as próximas décadas.

As mudanças climáticas afetam o cotidiano de todas as pessoas e influem diretamente nas atividades produtivas de muitos setores econômicos. O setor agropecuário é o mais tradicional para qualquer Estado, pois ele é responsável por grande parte do abastecimento interno e pela exportação de produtos do gênero para milhões em todo o mundo.

Uma das razões de preocupação dos ativistas é a emissão de metano produzida pelo gado, a qual contribuiria para aumento do aquecimento global. Todavia, pesquisadores dinamarqueses da indústria de laticínios Arla desenvolveram uma substância capaz de neutralizar as emissões de metano das vacas.

Bandeiras da Indústria Arla de Laticínios

O Jornal The Copenhagen Post trouxe a opinião da professora Mette Olafsen Nielsen da Universidade de Aarhus, a qual afirmou sobre o assunto: “Em um laboratório da Universidade de Copenhague, conseguimos documentar que, quando essa substância é adicionada à alimentação, simplesmente não há em emissões de metano, como em zero”.

A medida animou o mercado do setor, que já tem a aprovação da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA). Essa substância pode ser adicionada na alimentação dos animais e promete efeitos positivos. A professora Nielsen acredita que o produto esteja no mercado em 2020 e 2021 e que inicialmente reduza as emissões em cerca de um terço.

Os analistas observam a notícia com alegria, pois beneficia agropecuaristas e o clima à medida que tende a contribuir para uma vida sustentável. Todavia, o principal termômetro dessa inovação é o consumidor, o qual determinará a importância econômica da ação, pois estimulará a compra de produtos de origem verde ou não.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Raça dinamarquesa de gado RDM” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8c/R%C3%B8d_dansk_malkerace_RDM.jpg

Imagem 2 Bandeiras da Indústria Arla de Laticínios” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1a/Arlaflag_ved_Arla_Friskvareterminal_Ish%C3%B8j.JPG/1280px-Arlaflag_ved_Arla_Friskvareterminal_Ish%C3%B8j.JPG

EUROPAMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A política dinamarquesa e a nova lei climática

A Dinamarca possui altas metas climáticas e prepara a sociedade e os meios produtivos para uma drástica mudança. O país escandinavo acompanha diversos Estados europeus na luta contra a emissão de poluentes, e espera a redução de 70% dos gases de efeito estufa até 2030.

Diante da sensibilidade eleitoral com as questões climáticas e sobre qual seria o futuro da Dinamarca, a proposta da atual primeira-ministra Mette Frederiksen ganhou maior lastro político. Hoje, o governo dinamarquês busca construir uma nova legislação climática com o objetivo de dar mais solidez ao Estado e garantir o alcance da meta de 2030.

O atual reflexo político da Dinamarca perpassa a importância do fator climático e ambiental, assim como do fator social e imigrante, os quais são pautas do governo Frederiksen e, respectivamente, existe a expectativa de aumento do emprego de recursos para os serviços públicos e a intensificação do combate a crimes cometidos por imigrantes.

Diante disso, o Chefe do Venstre (Partido Liberal da Dinamarca), a principal oposição ao governo, Jakob Ellemann-Jensen, sinalizou sua disposição para realizar negociações e um acordo político com o governo. O parlamentar salientou que as propostas de diminuição de emissões não poderiam trazer malefícios ao bem-estar, ao crescimento e à geração de empregos.

Jakob Ellemann-Jensen, líder do Venstre

O jornal Copenhagen Post trouxe a afirmação de Ellemann-Jensen sobre o assunto: “Isso é algo que pode ser tão intrusivo e abrangente para toda a sociedade que é preciso haver uma ampla maioria por trás disso. Não será apenas uma coisa sozinha em um bloco vermelho ou azul. A grande preocupação do político é comentar que mudanças grandes precisam ser feitas ao nível de nação, ou seja, envolvendo todos os partidos, e não apenas oriunda de blocos partidários de inclinações socialistas (vermelho) ou liberais (azul).

Os analistas observam com interesse os efeitos políticos, sociais e ambientais que uma nova lei climática viesse a produzir na Dinamarca, e também compreendem o desejo de participação do Venstre nos debates e sua intenção de não perder credibilidade política com a ascensão do Bloco Vermelho. Todavia, somente o tempo poderá nos dizer se o governo Frederiksen aglutinará apoio para seus projetos apenas do fortalecido Bloco Vermelho ou se também incluirá o Bloco Azul.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Selo do Parlamento Dinamarquês (Folketing)” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/09/Seal_of_the_Folketing_of_Denmark.svg/1024px-Seal_of_the_Folketing_of_Denmark.svg.png

Imagem 2 Jakob EllemannJensen, líder do Venstre”(Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f9/Jakob_Ellemann-Jensen_1.jpg/1181px-Jakob_Ellemann-Jensen_1.jpg

EURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

O treinamento dos Boinas Negras russos

A função básica das instituições militares de qualquer Estado é proteger a integridade territorial e proporcionar a garantia da soberania dos países. O treinamento das Forças Armadas envolve atividades de defesa e de ataque com o objetivo de proteção e resguardo dos interesses do Estado. Na atualidade, a maioria dos países não participa de guerra declarada contra terceiros, todavia, apesar de esta ser uma opção, o mundo de hoje apresenta ameaças diferentes e insere na realidade desafios em relação ao uso militar em situações específicas.

O combate a incidências criminosas e contrárias ao Direito Internacional, tais como aquelas relacionadas ao terrorismo, por exemplo, constitui-se na preparação de equipes capazes de corresponderem à altura. Diante de ações diversas e de caráter transnacional, a Federação Russa resolveu fazer modificações no treinamento de seu Corpo de Fuzileiros Navais. A Ideia é adaptar os militares para enfrentarem ambientes para além do uso do rifle de assalto Kalashnikov.

O treinamento dos fuzileiros navais russos ou “boinas negras” consiste na proteção da costa do Estado eslavo e na condução de operações locais de desembarque, todavia, a partir de agora eles também estão sob à preparação para atuarem como forças expedicionárias em qualquer lugar do mundo. A ênfase recai não mais em hostilidades contra um Exército regular, mas no exercício de papéis de abrangência político-militar. Ou seja, o uso dos “boinas negras” também está atrelado nas missões de paz, na evacuação de cidadãos russos, e em ações de interesse da Federação Russa em conflitos locais.

Militar Russo – trabalho retirado do site do Ministério da Defesa da Federação Russa, conforme especificação obrigatória de licenciamento para uso

O jornal Izvestia trouxe a afirmação do professor associado Alexander Perendzhiev, da Universidade Econômica Russa de Plekhanov, o qual declarou sobre o assunto que “a tarefa do fuzileiro naval é desembarcar do navio. E essa costa pode ser estranha”.O objetivo é ilustrar que o “boina negra” deve aprender a se comportar e interagir com a população local. Em outras palavras, o fuzileiro naval russo precisa ser um pequeno diplomata e falar a linguagem local para alcançar seu objetivo e não apenas a linguagem do rifle.

Os analistas entendem a mudança no treinamento militar dos “boinas negras” como um fator positivo para o uso em missões internacionais. É preciso sensibilidade e compreensão da cultura político-cultural-religiosa local para obter a melhor solução possível sem o uso da força. Todavia, salientam que o uso do poder suave (soft power)* representa uma forma de conquista de uma determinada comunidade por meio da simpatia e identificação de valores. Essa abordagem possui múltiplos meios de uso e pode ser vista como benéfica, diante do combate a uma ameaça em comum, ou mesmo maléfica perante um olhar mais nacionalista

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Nota:

* Poder suave: o poder suave, poder brando, ou no original em inglês, soft power, é uma expressão da disciplina de Relações Internacionais criada pelo teórico Joseph Nye na década de 1980. O termo descreve a habilidade de um Estado para influenciar indiretamente o comportamento de outros atores políticos mediante meios culturais ou ideológicos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Corpo de Fuzileiros Navais Russos da Frota do Pacífico trabalho retirado do site do Ministério da Defesa da Federação Russa” (Fonte): http://mil.ru/et/news/[email protected]

Imagem 2 Militar Russo trabalho retirado do site do Ministério da Defesa da Federação Russa, conforme especificação obrigatória de licenciamento para uso” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/29/%D0%9F%D0%BE%D1%81%D1%82%D0%BE%D1%8F%D0%BD%D0%BD%D0%B0%D1%8F_%D0%B3%D1%80%D1%83%D0%BF%D0%BF%D0%B8%D1%80%D0%BE%D0%B2%D0%BA%D0%B0_%D0%92%D0%9C%D0%A4_%D0%A0%D0%BE%D1%81%D1%81%D0%B8%D0%B8_%D0%B2_%D0%A1%D1%80%D0%B5%D0%B4%D0%B8%D0%B7%D0%B5%D0%BC%D0%BD%D0%BE%D0%BC_%D0%BC%D0%BE%D1%80%D0%B5_%D0%BE%D0%B1%D0%B5%D1%81%D0%BF%D0%B5%D1%87%D0%B8%D0%B2%D0%B0%D0%B5%D1%82_%D0%BF%D1%80%D0%BE%D1%82%D0%B8%D0%B2%D0%BE%D0%B2%D0%BE%D0%B7%D0%B4%D1%83%D1%88%D0%BD%D1%83%D1%8E_%D0%BE%D0%B1%D0%BE%D1%80%D0%BE%D0%BD%D1%83_%D0%BD%D0%B0%D0%B4_%D1%82%D0%B5%D1%80%D1%80%D0%B8%D1%82%D0%BE%D1%80%D0%B8%D0%B8_%D0%A1%D0%B8%D1%80%D0%B8%D0%B8_%2812%29.jpg

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Os dinamarqueses têm Mette Frederiksen como nova Primeira-Ministra

Nas últimas semanas emergiu na Dinamarca nova Chefe de Governo para liderar o país e substituir Lars Rasmussen, do Venstre – V (Partido Liberal), que ocupou o cargo de 2015 a 2019. A função de Premiê dinamarquês caberá agora a Mette Frederiksen, da Socialdemokraten – A (Partido Social-Democrata), a qual já serviu como Ministra da Justiça e Ministra do Emprego entre os anos de 2011 e 2015.

Frederiksen é a segunda mulher a ser Premiê no Estado escandinavo, e a Primeira-Ministra (PM) mais jovem do país. Ela foi escolhida pela rainha Margarida II para liderar as negociações de formação do novo governo, e apresentou seus planos enfatizando o clima, o bem-estar e a imigração.

Em relação aos desafios climáticos à política danesa*, mencionou a elaboração de uma lei específica sobre a temática, com prazo anterior ao Natal. Frederiksen deseja envolver mais a sociedade nessa luta, sobretudo o setor comercial (em especial o transporte marítimo) e o setor público. Dentro dessa perspectiva, ela abordou sua intenção de auxílio no combate a abusos e negligências infantis na Groenlândia, e suas motivações de trabalhar visando resolver questões sobre o Ártico.

Mette Frederiksen discursando como PrimeiraMinistra

Na pauta do bem-estar, a PM trouxe seu comprometimento na reintrodução da pensão antecipada e injeção de recursos financeiros, à fim de buscar melhorar as condições de vida das crianças, policiais e idosos, mesmo que alguns deles talvez não sejam beneficiados rapidamente. No tocante à imigração, Frederiksen prometeu combate rigoroso contra a atuação de gangues e crimes praticados por imigrantes. Ela defendeu a responsabilidade e confiança para as pessoas que solicitaram permanência no país.

O jornal Copenhagen Post trouxe algumas afirmações da primeira-ministra Frederiksen, a qual frisou: “Precisamos fortalecer tudo o que define a Dinamarca. Estou ansiosa para trabalhar com todos vocês aqui no Parlamento. Temos de cumprir as esperanças que geramos: uma Dinamarca mais segura, mais justa e mais verde”.

Os analistas observam com atenção os planos políticos da Premiê danesa, que são bastante incisivos e aguardam os acontecimentos futuros. A ampliação da pressão sobre a política ambiental, os maiores arranjos no bem-estar populacional e o cerco maior contra os criminosos de origem estrangeira serão desafios importantes a serem vencidos em tempos de sensibilidade verde e social.

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Nota:

* Danês: adjetivo pátrio de cidadão nacional do Reino da Dinamarca.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 PrimeiraMinistra da Dinamarca, Mette Frederiksen” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cb/Mette_Frederiksen_%287008164667%29.jpg/1280px-Mette_Frederiksen_%287008164667%29.jpg

Imagem 2 Mette Frederiksen discursando como PrimeiraMinistra” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ab/20190614_Folkemodet_Bornholm_Mette_Frederiksen_0040_%2848068776296%29.jpg

MEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICAS

Os Fundos de Pensão dinamarqueses investem na transição verde

As empresas de pensão funcionam como administradoras de seguros sociais para funcionários de grandes firmas. É comum muitas serem contratadas para gerirem os planos de aposentadoria complementar de empregadores. A lógica dos Fundos de Pensão é semelhante àquela do mercado financeiro, à medida que parcela dos valores são investidos em ações rentáveis e, assim, proporcionam-se meios de acréscimo de lucros.

No tocante ao contexto das companhias de pensão dinamarquesas e da transição verde foi dito pela Primeira-Ministra do Estado escandinavo, Mette Frederiksen, a previsão de alocação da quantia de 350 bilhões de coroas dinamarquesas em ativos favoráveis ao clima, o equivalente a US$ 51,414,400.00, ou R$ 210.576.000,00, conforme a cotação do dia 10 de outubro de 2019.

No comunicado feito antes da Cúpula de Ação Climática de 2019 da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, demonstrou-se apreço pela iniciativa, visto que a Dinamarca busca atingir a meta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável* até 2030. Diante do fato, os especialistas apontam que valor superior a 10% dos Fundos serão destinados a investimentos que valorizam a transição verde.

Sede da PensionDanmark, em Copenhague

O jornal Copenhagen Post trouxe a declaração sobre o assunto do Chefe da PensionDanmark, Torben Mӧger Pedersen, o qual afirmou: “Os fundos serão destinados a tudo, desde investimentos em parques eólicos e edifícios com maior eficiência energética até empresas que contribuem ativamente para a agenda verde. Obviamente, teremos relatórios em andamento sobre como estamos indo para atingir a meta. Mas, o número pode muito bem ser ainda maior se houver oportunidades atraentes de investimento”.

Os analistas salientam que o investimento de ativos em projetos e fundos verdes é um exemplo de sustentabilidade, o qual poderia ser objeto de imitação por terceiras empresas e mesmo Estados. O mundo move-se por meio de recursos financeiros e se estes não estão disponíveis para apoiar modelos e matrizes não verdes o lucro tende a ser de todos, ou seja, dos grupos de pensão, dos funcionários e de toda a sociedade.

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Nota:

* Objetivos do Desenvolvimento Sustentável são um conjunto de 17 metas globais que visam ações interconectadas em diferentes áreas temáticas, tais como: mudança global do clima, desigualdade econômica, paz e justiça, às quais compreende-se serem fundamentais contra a pobreza e a favor da proteção planetária, bem como garantia de paz e prosperidade para as pessoas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 PrimeiraMinistra da Dinamarca, Mette Frederiksen” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1c/20190614_Folkemodet_Bornholm_Mette_Frederiksen_Socialdemokratiet_0285_%2848063468172%29.jpg/1280px-20190614_Folkemodet_Bornholm_Mette_Frederiksen_Socialdemokratiet_0285_%2848063468172%29.jpg

Imagem 2 Sede da PensionDanmark, em Copenhague” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/99/Pension_Danmark_01.jpg

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A Letônia investe na mediação de conflitos

Diversos conflitos ocorrem ao redor do mundo e a maioria das pessoas sequer conhece a realidade das problemáticas, ounem imagina que temas simples em suas nações podem ser objeto de tensões políticas. A área de mediação de conflitos éfundamental para a costura dos arranjos de paz, pois, é nela que as partes se juntam para discutir suas queixas. A Letônia é um Estado que historicamente não possui tradição em mediação, todavia, o país ingressou no Grupo de Amigosda Mediação da Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente sob liderança da Finlândia e da Turquia. Durante a 10ªReunião Ministerial do Grupo, realizada em Nova York, o Estado báltico defendeu o tema anual da Reunião: Novastecnologias para a paz e a mediação como ferramentas de inclusão. Na ONU, os letões advogaram que as novas tecnologias contribuem para a prevenção de desinformações e no combate aosdiscursos de ódio que circulam pela internet. As falsas notícias possuem tendência nos dias de hoje para influenciar aopinião de diferentes grupos sociais. Diante disso, a Letônia concorda que a eliminação destas falsas ideias evoluiupositivamente com o uso da tecnologia da informação e das comunicações. O Jornal The Baltic Times trouxe a declaração do Ministro das Relações Exteriores da Letônia, Edgars Rinkevics, o qualdiscursou sobre o papel prático do país em relação a mediação de conflitos: “No nível prático, a Letônia estará envolvida napromoção do diálogo e na prevenção da escalada de conflitos. Por exemplo, a Letônia participará com especialistas civisna Missão de Monitoramento Especial da OSCE (Organização para Segurança e Cooperação na Europa) na Ucrânia e naMissão de Monitoramento da UE (União Europeia) na Geórgia. Também contribuímos para a missão da ONU no Mali”. Os analistas observam com admiração a atitude letã de buscar a prevenção de conflitos e seu envolvimento em missõesespecíficas sobre a pauta, todavia, salientam o entendimento de que a luta contra a desinformação pode ter umainterpretação política de caráter regional, visto que, vez por outra, os Estados bálticos e a Federação Russa trocamafirmações sobre o tema, pois, os bálticos receiam que os russos venham a invadir seus territórios, e os russos queixam-seda aproximação da estrutura militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na circunvizinhança de suafronteira. ———————————————————————————————– Fontes das Imagens: Imagem 1 “Discurso de Edgars Rinkevics” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2c/Edgars_Rink%C4%93vi%C4%8Ds.jpg/1280px-Edgars_Rink%C4%93vi%C4%8Ds.jpg Imagem 2 “Ministro das Relações Exteriores da Letônia, Edgars Rinkevics” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/63/V%C3%A4lisminister_Urmas_Paet_kohtus_t%C3%A4na_Tallinnas_L%C3%A4ti_uue_v%C3%A4lisministri_Edgars_Rink%C4%93vi%C4%8Dsega.31._oktoober_2011%286298112439%29.jpg/1280px-V%C3%A4lisminister_Urmas_Paet_kohtus_t%C3%A4na_Tallinnas_L%C3%A4ti_uue_v%C3%A4lisministri_Edgars_Rink%C4%93vi%C4%8Dsega.31._oktoober_2011%286298112439%29.jpg

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