EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A Noruega assume a presidência do ECOSOC

A Noruega é um dos Estados de referência quando o assunto é o desenvolvimento e a qualidade de vida, pois, os noruegueses possuem um dos melhores sistemas sociais do mundo. A promoção dos direitos humanos, do igualitarismo e da sustentabilidade faz com que o país seja um dos candidatos ideais para propor e regular pautas de cooperação.

Diante dos desafios atuais no âmbito da cooperação para o desenvolvimento, a Noruega foi eleita para a presidência do Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ECOSOC-ONU). Os noruegueses assumem a liderança do ECOSOC com o propósito de incentivar soluções comuns, e alavancar os financiamentos para a agenda do desenvolvimento sustentável.

O ECOSOC é um espaço de debates composto por 54 Estados membros e criado, em 1945, para propor recomendações e produzir atividades relacionadas ao desenvolvimento internacional. Sua ênfase engloba políticas de bem-estar social, industrialização, mulheres, comércio, ciência e tecnologia, mediante discussões, e no agrupamento de comissões específicas, tais como: a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Conselho Econômico e Social das Nações Unidas – ECOSOC

O site do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega apresentou a Embaixadora do país na ONU, Mona Juul, a qual foi encarregada de exercer a função de presidente no ECOSOC. A diplomata demonstra ânimo e também maior aproximação entre as atividades teóricas e a práticas: “As salas de reuniões da ONU, em Nova York, podem se parecer muito distantes da vida cotidiana das meninas em Uganda. Para mim, é importante que a cooperação na ONU e no ECOSOC seja significativa para todos nós. Por exemplo, o ECOSOC está acompanhando como a reforma da ONU está funcionando na prática”.

Os analistas observam a ascensão norueguesa à presidência do ESOCOC de forma positiva, pois a expertise do Estado pode contribuir para a resolução de possíveis divergências e equilibrar meios de alcance para o desenvolvimento de projetos. Todavia é imprescindível ressaltar as desigualdades existentes entre os Estados, assim como a capacidade dos atores para a execução das pautas acordadas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Embaixadora Mona Juul” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b7/Mona_Juul_%283993338178%29.jpg

Imagem 2 Conselho Econômico e Social das Nações Unidas  ECOSOC” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e1/United_Nations_Economic_and_Social_Council.jpg/1280px-United_Nations_Economic_and_Social_Council.jpg

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A Estônia e a EXPO Dubai

A EXPO é uma exposição internacional com o propósito de estimular a organização das atividades e apresentação de temáticas específicas. A EXPO ocorre anualmente e é gerenciada pelo Escritório Internacional de Exposições (BIE – sigla em inglês para Bureau International de Exposições).

A BIE, por sua vez, é uma organização internacional com sede em Paris, França, e se encontra responsável pela vigilância e aplicação da Convenção Relativa às Exposições Internacionais, que nasceu em 22 de novembro de 1928 e estabeleceu a antiga Oficina Internacional de Exposições. Ela ficou sob administração da Sociedade das Nações (SN) até a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), quando se tornou autônoma. A gestão da BIE recai sobre as exposições que possuam duração superior a 3 semanas e com limites de até 6 meses.

Diante do exposto, a cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, foi a escolhida por votação para a realização da EXPO 2020, a qual acontecerá de 20 de outubro de 2020 a 10 de abril de 2021. O evento possui como tema central “Conectando Mentes, Criando o Futuro”, e reúne empresas privadas e organizações governamentais e não-governamentais (ONGs) com o objetivo de discutir negócios, tecnologia, sustentabilidade, ciências, cultura, gastronomia, urbanismo e economia.

EXPO Dubai 2020

A importância da participação estoniana na EXPO Dubai 2020 envolve a possibilidade de apresentar ao mundo o que o país pode oferecer. Diante disso, as empresas de tecnologia de Tallinn* observam uma oportunidade de inserção e de demonstrarem seus potenciais. Dentro dessa perspectiva, as empresas da Estônia ganharam um fundo do Programa Expo Live na cifra de US$ 100 milhões (em torno de 368,62 milhões de reais, conforme a cotação de 31 de julho de 2019) dados a instituições que tenham desenvolvido produtos com implicações sociais, humanitárias e ambientais.

O jornal The Baltic Times trouxe a afirmação do Chefe da representação da Estônia na EXPO, Andres Kask, sobre a pauta a qual vê com entusiasmo: “Até à data, o fundo EXPO Live de 100 milhões de dólares financiou 121 projetos de 65 países. Empresas letãs e finlandesas já receberam apoio, pelo que vale a pena agarrar a oportunidade e apresentar uma candidatura. O apoio financeiro é uma coisa, mas outro é ser um membro do clube de inovação da EXPO – a Comunidade de Inovadores Globais da Expo Live –, que oferece uma excelente oportunidade para estabelecer contatos em todo o mundo”.

Os analistas compreendem que a EXPO Dubai será um meio bom para a expansão do networking das empresas estonianas, as quais, em sua maioria, são da área de tecnologia, e o acesso aos recursos da EXPO Live muito podem contribuir para ampliar as possibilidades de exposição de novas ideias e produtos de pequenas empresas estonianas.

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Nota:

* Tallinn: capital da Estônia; utilizada como referência ao Estado e seu governo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Riigikogu Parlamento da Estônia” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2f/Riigikogu_Parliament_of_Estonia.JPG

Imagem 2 “EXPO Dubai 2020” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3c/Logo_expo_2020.gif

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

A Dinamarca e o gasoduto Nord Stream 2

A energia é um dos principais desafios da Europa contemporânea, pois, é preciso garantir o acesso em quantidade para suprir as necessidades da população e manutenção eficaz da produção industrial. Todavia, essas questões envolvem não apenas o caráter estratégico para alguns Estados, mas, também, uma árdua negociação política frente aos interesses dos atores da União Europeia (UE).

A Dinamarca está no centro de uma pequena polêmica em relação à construção do gasoduto Nord Stream 2, subsidiária da empresa russa Gazprom, pois, o mesmo representa a possibilidade de um descompasso geoestratégico no Velho Continente. O Nord Stream 2 visa dobrar a capacidade logística do atual gasoduto Nord Stream, que conecta a cidade russa de Vyborg à cidade alemã de Greifswald.

Os dinamarqueses atrasaram sua decisão sobre a pauta do gasoduto por causa de perspectivas políticas do governo anterior, mas, o Energistyrelsen (Agência de Energia Dinamarquesa) finalmente retornou a considerar as ações a serem feitas. Até o momento, a Agência de Energia analisa os planos de trajeto do gasoduto submarino, o qual deverá passar pela plataforma continental danesa* em direção à Alemanha.

Os planos atuais de construção do projeto não incluem o ingresso em águas dinamarquesas, e, sim, seu contorno, o que para os políticos significa a redução de problemáticas futuras, pois, o gasoduto só poderia sofrer veto caso houvessem razões marítimas ou ambientais em vista. O Nord Stream 2 tem potencial de transportar 55 bilhões de metros cúbicos de gás para a UE, e equivale ao abastecimento de 26 milhões de residências.

Linha do gasoduto Nord Stream

O CEO da Nord Stream 2, Mathias Warnig, aparenta boa expectativa quanto ao desenvolvimento do projeto e afirmou o seguinte no jornal Copenhaguen Post sobre toda a situação: “Sentimo-nos obrigados a dar este passo porque, em mais de dois anos desde que arquivamos este requerimento, o antigo governo dinamarquês não deu qualquer indicação de chegar a uma decisão”.

Os analistas compreendem a importância do empreendimento para a região, sobretudo, para os alemães, entretanto, devido às recentes políticas consideradas na Europa como agressivas por parte da Rússia, os europeus ressentem-se diante da possibilidade de tensões ou conflitos com seu vizinho e ponderam suas ações comerciais. No tangente aos daneses, não se observa risco político e energético, pois eles possuem boa relação com os russos, principais interessados na reciprocidade, e a Dinamarca tem abastecimento regular de energia oriunda de fontes renováveis.

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Fontes das Imagens:

* Daneses: adjetivo pátrio referente ao cidadão nacional do Reino da Dinamarca.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Tubo de gasoduto” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Nord_Stream_pipe_in_Kotka.jpg

Imagem 2 Linha do gasoduto Nord Stream” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/58/Nordstream.png

COOPERAÇÃO INTERNACIONALEuropaNOTAS ANALÍTICAS

A cooperação cibernética de Estônia-EUA

A cibernética é uma das vanguardas tecnológicas na área de Análise de Sistemas e de Tecnologia da Informação (T.I.), pois proporciona não apenas a vantagem da redução burocrática, como também a proteção de dados de milhões de usuários. Todavia, a principal desvantagem são as dificuldades encontradas no combate aos crimes virtuais. Desde o roubo de senhas até as grandes fraudes são alguns dos desafios que o setor tem na atualidade.

Quando as pessoas pensam em cibernética é possível que a maioria recorde da potência dos Estados Unidos (EUA) no âmbito da segurança virtual, visto que Washington* e diversas empresas estadunidenses investem quantias significativas no desenvolvimento de novas tecnologias virtuais. Todavia, poucas pessoas sabem que a Estônia é outra potência cibernética e um dos raros Estados a ter uma sociedade altamente informatizada.

Chanceler estoniano – Urmas Reinsalu

A Estônia tornou a maioria dos serviços públicos aberta à cibernética e o cidadão estoniano de hoje pode não somente votar, como também acessar seus registros médicos, por exemplo, utilizando sua identidade digital (ID). O interesse do país na valorização do espaço virtual contribuiu para uma aproximação entre Tallinn** e os EUA. No âmbito da cooperação bilateral, ambos propõem a proteção e a defesa da estabilidade e segurança do ciberespaço no âmbito das organizações internacionais.

O jornal The Baltic Times trouxe a afirmação do Ministro das Relações Exteriores da Estônia, Urmas Reinsalu, sobre o tema, após conversações com o Departamento de Estado dos EUA: “Quando se trata de segurança cibernética, a pequena Estônia é vista como uma superpotência com uma visão ampla e estratégica do futuro do ciberespaço. Com o nosso próximo mandato como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, a Estônia planeja conscientizar os membros da ONU sobre a necessidade de aplicar a lei internacional e as normas cibernéticas”.

Os analistas apontam que a cooperação entre os atores poderá ser assaz produtiva para o combate do cibercrime e do terrorismo, assim como para o aperfeiçoamento tecnológico visando garantir maior resiliência virtual. Todavia, é importante salientar que a posição de Tallinn** no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) representa um destaque, a fim de levar a pauta para um patamar político mais elevado.

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Notas:

Washington: capital dos Estados Unidos; utilizado aqui em referência ao Estado norte-americano.

** Tallinn: capital da Estônia; utilizado como referência ao Estado estoniano.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Cidade Velha de Tallinn” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6e/Old_town_of_Tallinn_06-03-2012.jpg

Imagem 2 Chanceler estoniano – Urmas Reinsalu” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c9/IRL_Urmas_Reinsalu.jpg

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A Dinamarca é um dos países mais pacíficos do mundo

A Dinamarca é um Estado territorialmente pequeno e com uma população de pouco mais de 5.500.000 de habitantes. O país possui uma forte economia industrial com ênfase na exportação de manufaturados e destaque para os setores de maquinaria e ferramentas, químico e agroalimentício, que contribuem para classificar o país entre os mais ricos da Europa.

A principal riqueza danesa* não é vista pelas questões monetárias, mas, sim, pela a qualidade de vida proporcionada pelas instituições públicas. O Estado devolve os altos impostos cobrados do contribuinte na forma de serviços, os quais costuram na sociedade uma sensação de seguridade.

Diante do exposto, é possível compreender as razões para o Índice da Paz Global 2019 (Global Peace Index – GPI) apresentar a Dinamarca como o 5ª Estado mais pacífico do mundo, visto que as variáveis da pesquisa distribuídas entre os domínios da segurança e proteção, conflito em curso e militarização apontam correspondência favorável à paz.

Símbolo da paz

O relatório GPI indicou uma leve queda de posição danesa em relação a períodos anteriores. O motivo se deve a ascensão de Portugal, o qual subiu no ranking de 5º colocado para ocupar a 3ª posição, todavia, a Dinamarca perdeu apenas uma colocação entre os Estados e se mantêm entre os primeiros mais pacíficos.

O jornal Copenhaguen Post trouxe um trecho do relatório GPI: “A Islândia continua sendo o país mais pacífico do mundo – uma posição que ocupa desde 2008. Ela está no topo do índice, com a Nova Zelândia, Áustria, Portugal e Dinamarca”.

Os analistas compreendem a notícia como um reconhecimento dos esforços dinamarqueses na promoção de seu estilo de vida, e entendem a extensão da tendência para todos os demais países nórdicos, os quais ficaram respectivamente com a 1ª colocação (Islândia), 5ª colocação (Dinamarca), 13ª colocação (Finlândia), 14ª colocação (Suécia), e 20ª colocação (Noruega).

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Nota:

* Daneses: adjetivo pátrio de nacional da Dinamarca; utilizado para indicar o cidadão dinamarquês.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Praça Amager ou Amagertorv, Copenhague” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/66/Amagertorv%2C_Copenhagen.jpg

Imagem 2 Símbolo da paz” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/43/Peace_dove.svg/1051px-Peace_dove.svg.png

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A eleição da Estônia para o Conselho de Segurança da ONU

A Estônia é um Estado territorialmente pequeno localizado na Europa Oriental, todavia, nos últimos dias conquistou uma grande oportunidade. No início deste mês (junho), o país foi eleito para o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), o que se constitui em uma vitória para a diplomacia estoniana.

Os estonianos participarão do CS-ONU na qualidade de membro não permanente, para o mandato de 2020-2021. O Estado báltico teve votação expressiva da Assembleia Geral da ONU, e recebeu respectivamente 111 votos e 132 votos em dois turnos de pleito, de um total de 190 Estados-membros da organização internacional.

O Conselho de Segurança é composto por dois grupos: os membros permanentes e os membros não permanentes. O primeiro grupo é formado pelos Estados Unidos, Reino Unido, França, Federação Russa e China, os quais possuem o poder de veto nas decisões do órgão. O segundo grupo é eleito periodicamente pela Assembleia Geral (AG-ONU) para ocupar as vagas distribuídas regionalmente, e não possuem o poder de veto nas questões.

Kaja Kallas – parlamentar estoniana

A decisão dos países-membros da ONU foi recebida com alegria por Tallinn*, sobretudo, pela oposição no Parlamento. O Jornal The Baltic Times trouxe a afirmação entusiasta da líder do Partido da Reforma, Kaja Kallas, sobre o assunto: “Quando você faz algo, você faz para ter sucesso. Fico feliz que a Estônia tenha sido eleita como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU. Essa posição nos permite aumentar a influência da política externa da Estônia nos próximos dois anos e ser maior do que nossas fronteiras”.

Os analistas observam a eleição estoniana com admiração, visto que o processo de angariação de votos exige tempo e capacidade diplomática na esperança de convencer os eleitores. Todavia, as decisões da Assembleia Geral podem ser compreendidas como um voto de confiança na Estônia, com a expectativa de que o Estado venha a fazer jus a função, e possa contribuir para a garantia da paz e segurança internacionais.

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Nota:

* Tallinn: é a capital da Estônia; o termo utilizado faz referência ao Estado estoniano

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Conselho de Segurança da ONU” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/95/UN-Sicherheitsrat_-UN_Security_Council-New_York_City-_2014_01_06.jpg

Imagem 2 Kaja Kallas parlamentar estoniana” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9f/Ministerial_e-Government_Conference_%28COMPET%29_Kaja_Kallas_%2837528171751%29.jpg/1280px-Ministerial_e-Government_Conference_%28COMPET%29_Kaja_Kallas_%2837528171751%29.jpg