NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASTecnologia

O Bitcoin na Dinamarca

O fenômeno do Bitcoin (BTC) tem causado alarme no Banco Nacional da Dinamarca, pois a valorização da criptomoeda tem crescido de forma intensa fazendo com que milhares de pessoas busquem essa opção como fonte de investimento. No início das operações, um BTC podia ser adquirido por poucos dólares americanos, mas, com a recente alta, seu valor de mercado ultrapassou os US$ 15,000.00.

Criada, em 2009, a moeda digital utiliza a tecnologia peer to peer, ou seja, ponto a ponto em referência a descentralização do sistema de rede, cujo funcionamento permite o uso de um determinado ponto, seja como cliente, seja como servidor. Em outras palavras a compra e venda de Bitcoins é livre de interferências estatais, visto que não existe um órgão central que regule as ações, sendo estas plenas para o indivíduo.

Sede do Banco da Dinamarca

O grande atrativo do BTC não é apenas a possibilidade de ganhos reais com a conversão da moeda digital para a moeda não digital, e, sim, a falta de burocracia do processo que anima os adeptos liberais. Entretanto a preocupação de que o Bitcoin possa ser uma bolha financeira é grande pelos especialistas e governos, os quais recomendam cautela na injeção de recursos.

O Jornal Finans trouxe a declaração do diretor do Banco Nacional da Dinamarca, Lars Rohde, sobre o tema a respeito do qual não é um entusiasta: “É um mercado completamente desregulado. Se o valor for 50% maior ou menor em uma semana, ninguém pode dizer nada. Não é um mercado regulamentado. Não é responsabilidade das autoridades. É responsabilidade do individuo”.

O Jornal DR aponta que a Dinamarca poderá legalizar o BTC caso esse ganhe popularidade, conforme a afirmação do Diretor da Autoridade Dinamarquesa de Supervisão Financeira, Jesper Berg, que declarou: “Se de repente as pessoas realmente começam a se mudar para esse universo, então também devemos começar a pensar sobre como o regulamos”. 

Os analistas entendem que o futuro do BTC é desconhecido, seja pela sofisticação dos hackers no desenvolvimento de estratégias para favorecer ilícitos, ou mesmo na possibilidade de tributação estatal, cuja legalização da criptomoeda poderia acarretar em algum desincentivo. Entretanto a lógica do sistema Bitcoin ajuda-nos a compreender melhor os sistemas políticos e econômicos atuais, e a relembrar que o liberalismo clássico está atuante.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 O Bitcoin na Dinamarca” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/50/Bitcoin.png

Imagem 2 Sede do Banco da Dinamarca” (Fonte):

https://no.wikipedia.org/wiki/Danske_Bank#/media/File:Holmens_Kanal_14_K%C3%B8benhavn.jpg

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

O Ministro estoniano é eleito para a Assembleia Ambiental das Nações Unidas

O Ministro do Meio Ambiente da Estônia, Siim Kiisler, ganhou as eleições para o cargo de Presidente da Assembleia Ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU). O órgão da ONU opera em apoio às decisões da Assembleia Geral (AG) da Instituição com o objetivo de produzir melhores articulações na esfera ambiental global.

Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas

Com sede em Nairóbi, Quênia, a Assembleia Ambiental é a maior autoridade do gênero a lidar com essas questões, e o Presidente Kiisler é o primeiro estoniano a liderar a unidade. Como funções, o cargo exige a efetivação de decisões políticas e estratégicas importantes para o organismo, tais como os rumos que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) tomará nos anos seguintes.

Um dos exemplos atuais da gerência do PNUMA é a preparação do relatório sobre a poluição do solo, que deverá estar finalizado até 2019. Com forte interesse da União Europeia (UE), o documento refletirá a preocupação sobre a saúde global e seus impactos ambientais quanto ao uso de pesticidas e fertilizantes.

O Jornal Baltic Times trouxe a declaração do ex-Presidente da Assembleia do Meio Ambiente da ONU e Ministro do Meio Ambiente da Costa Rica, Edgar Gutierrez, o qual afirmou: “Estou feliz que o novo presidente venha especificamente da Estônia, uma vez que a Estônia possui um forte ministro do meio ambiente, apoiado por uma equipe forte”.

Em nota divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente da Estônia, Siim Kiisler salientou: “A Estônia foi eleita para a nova presidência, já que nossos funcionários fizeram um excelente trabalho durante a presidência (do Conselho da UE), e também geriram com dignidade e eficiência a gestão na União Europeia durante a Assembleia Geral da ONU deste ano”.

Os analistas observam que esta é uma boa oportunidade para dar maior visibilidade às ideias que o Estado estoniano possui quanto aos fatores ambientais. Porém, compreende-se que os desafios de influenciar e negociar pautas torna-se maior dentro de uma organização internacional do que no âmbito do Bloco europeu.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Presidente eleito da Assembleia Ambiental da ONU e Ministro do Meio Ambiente da Estônia Siim Kiisler” (Fonte):

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Imagem 2 Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU)” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/49/UN_General_Assembly.jpg

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O exercício cibernético da OTAN na Estônia

Nesta semana, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) realizou a Cyber Coalition 2017 na cidade de Tartu, na Estônia. Com duração de 3 dias, o exercício faz parte do treinamento de defesa do Bloco, e reuniu 700 especialistas em tecnologia da informação e direito, de 25 Estados membros.

Tecnologia da informação – Estônia

O objetivo da Aliança é testar a capacidade dos países e parceiros da Instituição de resistirem a ataques cibernéticos nas redes sociais, dispositivos moveis e promover a cooperação em nível nacional e internacional. O exercício é coletivo e apenas 100 especialistas estiveram presentes em Tartu, enquanto os 600 restantes participaram nos seus respectivos territórios.

Em 2017, a Cyber Coalition completa sua 10ª edição, tendo sido feita na Estônia pela 5ª vez não apenas pela localização do Centro de Excelência Cibernética da OTAN no país, mas também pela infraestrutura que os estonianos possuem no setor, o qual é robusto no âmbito militar, com o Ministério da Defesa, e no civil, com os voluntários da Liga de Defesa.

O Jornal Baltic Times trouxe a afirmação do Comandante da operação, tenente-coronel Andrés Kuusk, o qual declarou que: “O exercício de treinamento será definitivamente muito realista pelo fato de que todos os membros e Estados parceiros estarão resolvendo as tarefas em casa”.

Os analistas observam com interesse o avanço tecnológico promovido pela coalizão da OTAN, o qual poderá contribuir contra a propagação de guerras híbridas e maus entendimentos entre os Estados. No que tange a Estônia, o exercício é fundamental para reforçar a identidade estoniana de e-Estado, e para a expansão de sua afirmação como um Global Player Digital.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Segurança cibernética” (Fonte):

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Imagem 2 Tecnologia da informação Estônia” (Fonte):

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NOTAS ANALÍTICASTecnologia

A Dinamarca e o projeto ASIM

A Dinamarca prepara-se para colocar em órbita o Monitor de Interações Atmosféricas e Espaciais, ou, em inglês, Atmosphere-Space Interactions Monitor (ASIM), o qual tem como propósito ajudar os pesquisadores a entenderem a relação das descargas elétricas com o clima.

O Projeto ASIM é um observatório avançado de 314 quilos, construído pela Universidade Técnica da Dinamarca (DTU Space) e pela empresa Terma A/S, em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA). Com o custo de DKK 350 milhões* (aproximadamente, 59,19 milhões de dólares, na cotação de 22 de novembro de 2017) e previsão de lançamento para março de 2018, o ASIM será montado fora da Estação Espacial Internacional (ISS).

DTU

O Observatório contribuirá para auxiliar os cientistas a entenderem o tempo que o vapor de água, que é um gás com efeito estufa, trazido pelos relâmpagos da troposfera**, pode permanecer na estratosfera** antes de desaparecer, visto que o conhecimento poderia melhorar a compreensão dos atuais modelos e explicar o volume que uma tempestade pode ter para criar gases de efeito estufa.

O Jornal Copenhaguen Post trouxe a declaração de Andreas Mogensen, o primeiro astronauta dinamarquês, sobre o assunto: “O vapor de água é um gás de estufa muito forte que pode ter um grande efeito sobre o clima e nossa atmosfera, o que talvez não tenha sido calculado nos nossos modelos climáticos existentes”.

O Projeto ASIM é um marco importante para os daneses**, pois demonstra uma vanguarda tecnológica, conforme afirmou o Diretor do DTU Space, Kristian Pedersen, ao Jornal Fyens: “Não acontece todos os dias, estamos desenvolvendo novas tecnologias para o espaço. Além disso, podemos aguardar pesquisas inovadoras quando o ASIM for montado na Estação Espacial Internacional”.

Os analistas destacam o papel de liderança que Copenhague projeta na área aeroespacial, frente aos demais Estados, mas, principalmente, o aprofundamento na pesquisa climática, a qual é de interesse da comunidade internacional, diante dos efeitos do aquecimento global.

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Nota:

* Coroas Dinamarquesas.

** Camadas da Atmosfera. Há algumas divisões sugeridas e duas das mais citadas dividem a atmosfera em 5 camadas, com tamanhos variando em cada umas dessas duas sugestões. A primeira apresenta o seguinte:  Troposfera (até aproximadamente 16 km); Estratosfera (com, mais ou menos, 40 km de espessura, ou seja, indo até entre 50 e 60 km de altitude); Mesosfera (com, mais ou menos, 25 km de espessura, ou seja, indo até aproximadamente 85 km de altitude); Ionosfera (situa-se acima dos 80 km de altitude, variando na região do globo, e vai a até aproximadamente 500 km de altitude) e Exosfera (situa-se acima de 500 km de altitude, mais ou menos, e confunde-se com o espaço exterior). A segunda, mais citada, apresenta o seguinte: Troposfera (até aproximadamente 20 km no Equador e 10 km nos polos); Estratosfera (com, mais ou menos, 40 km de espessura, ou seja, indo até entre 50 e 60 km de altitude); Mesosfera (com, mais ou menos, 25 km de espessura, ou seja, indo até aproximadamente a 80 km ou 85 km de altitude); Termosfera (situa-se acima de 80 km de altitude e vai a até, aproximadamente 450 km de altitude, sendo que em algumas classificações colocam até 600 km) e Exosfera (situa-se acima de 450 km de altitude – ou 600 km de altitude –, mais ou menos, e confunde-se com o espaço exterior).

*** Danês é um adjetivo pátrio, referente ao cidadão da Dinamarca.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 DTU Space Andreas Mogensen de pé” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5b/DTU_Space.jpg7

Imagem 2 DTU” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b8/DTU_03-05-06_03.jpg/1280px-DTU_03-05-06_03.jpg

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A Dinamarca exportará energia verde

Na última semana, a Dinamarca aprovou o projeto de construção do cabo Viking Link, o qual fará a conexão energética entre o país e o Reino Unido. A ligação terá mais de 750 Km de extensão e abrangerá o sul da Jutlândia, próximo da cidade de Vejen, até a região de Lincolnshire, em Bicker Fen, nas redondezas de Boston, que fica a 170 Km de Londres.

Região de Lincolnshire, Reino Unido

Com capacidade de 1.400 MW, o Viking Link começará a ser feito em 2019, e tem previsão de término em 2022, sob a responsabilidade da empresa Energinet, e com a divisão de custos entre ambos os Estados. O maior cabo de energia do mundo possui o custo de 11 bilhões de coroas dinamarquesas (aproximadamente, 1,71 bilhão de dólares, na cotação de 09.11.2017), juntamente com o valor das obras de expansão da rede de alta tensão entre a cidade de Holstebro e a fronteira com a Alemanha.

A razão para a exportação de energia não é somente pelo interesse econômico, o qual representa um grande potencial de lucro, mas, sim, pelo excesso de produção, visto que a principal matriz energética danesa* é eólica, e é possível que as turbinas produzam além do necessário em momentos de variação climática.

O Jornal Copenhagen Post trouxe a declaração do ministro dinamarquês da Energia e do Clima, Lars Christian Lilleholt, sobre o assunto: “As fortes conexões de energia no exterior são essenciais para pequenas nações como a Dinamarca. Teremos a oportunidade de vender nosso excedente de energia verde em um mercado maior. Enquanto isso, obteremos uma maior oferta de energia para a Dinamarca quando o vento não estiver soprando e o sol não estiver brilhando”.

Os analistas acreditam nos benefícios mútuos que os dinamarqueses e britânicos poderão oferecer na pauta energética, sobretudo no âmbito da expansão verde, tão essencial em tempos de aquecimento global, e observam com expectativa as possibilidades de queda no preço da eletricidade na própria Dinamarca, que é conhecida por ter elevada carga tributária.

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Nota:

* Outra forma de referência ao cidadão nacional da Dinamarca.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Região da Dinamarca do Sul” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7c/Map_DK_Regions2.png

Imagem 2 Região de Lincolnshire, Reino Unido” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/83/Lincolnshire_UK_locator_map_2010.svg/843px-Lincolnshire_UK_locator_map_2010.svg.png

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

A Dinamarca e o novo tratamento contra o vírus HIV

A exposição à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA, ou AIDS, Acquired Immunodeficiency Syndrome) na Dinamarca permaneceu estável por décadas. Atualmente, somente um pequeno grupo de 150 a 200 pessoas são infectadas ao ano no país escandinavo, entretanto, o Estado ruma para a erradicação do vírus, mediante o tratamento com profilaxia pré-exposição (PrEP).

A pílula é vista com expectativa pelo Conselho Nacional de Saúde dinamarquês, pois a possibilidade de redução de infecção em alguns casos chega a 99%, conforme noticiou o Jornal Politiken, o qual expõe a aprovação do novo medicamento nos Estados Unidos, Noruega, Suécia e França.

Medicamento antirretroviral – Truvada

O PrEP é tido como um complemento na preservação contra o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH, ou HIV, human immunodeficiency virus), e é indicado aos homens que possuem relações com outros homens, devido a vulnerabilidade desse grupo.

O Jornal Copenhagen Post apresenta o êxito de Londres na questão, onde o medicamento já está disponível, com a diminuição de recém infectados chegando à margem de 80%. O Diretor do Fundo para a AIDS, Andreas Gylling Æbelø, é otimista quanto a pauta, e afirmou: “Podemos usar a PrEP de forma tão direcionada na Dinamarca, que temos uma excelente chance de quebrar a cadeia da infecção. Isso é bastante original. Em termos reais, significa que poderíamos ser o primeiro país do mundo que consegue deter a disseminação da infecção pelo HIV”.

Observa-se um avanço científico na situação, visto que novos tratamentos e métodos de preservação contra o flagelo do HIV são custosos aos Estados e indústrias farmacêuticas, os quais podem vir a se beneficiar do sucesso do PrEP. Entretanto, a medida, apesar de proveitosa, é paliativa, e não deve ser entendida como uma cura, e menos ainda como uma possível eliminação da doença.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Síndrome da Imunodeficiência Adquirida SIDA ou AIDS” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_da_imunodefici%C3%AAncia_adquirida#/media/File:Red_Ribbon.svg

Imagem 2 Medicamento antirretroviral Truvada” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/11/Truvada.JPG/640px-Truvada.JPG