EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Os dinamarqueses têm Mette Frederiksen como nova Primeira-Ministra

Nas últimas semanas emergiu na Dinamarca nova Chefe de Governo para liderar o país e substituir Lars Rasmussen, do Venstre – V (Partido Liberal), que ocupou o cargo de 2015 a 2019. A função de Premiê dinamarquês caberá agora a Mette Frederiksen, da Socialdemokraten – A (Partido Social-Democrata), a qual já serviu como Ministra da Justiça e Ministra do Emprego entre os anos de 2011 e 2015.

Frederiksen é a segunda mulher a ser Premiê no Estado escandinavo, e a Primeira-Ministra (PM) mais jovem do país. Ela foi escolhida pela rainha Margarida II para liderar as negociações de formação do novo governo, e apresentou seus planos enfatizando o clima, o bem-estar e a imigração.

Em relação aos desafios climáticos à política danesa*, mencionou a elaboração de uma lei específica sobre a temática, com prazo anterior ao Natal. Frederiksen deseja envolver mais a sociedade nessa luta, sobretudo o setor comercial (em especial o transporte marítimo) e o setor público. Dentro dessa perspectiva, ela abordou sua intenção de auxílio no combate a abusos e negligências infantis na Groenlândia, e suas motivações de trabalhar visando resolver questões sobre o Ártico.

Mette Frederiksen discursando como PrimeiraMinistra

Na pauta do bem-estar, a PM trouxe seu comprometimento na reintrodução da pensão antecipada e injeção de recursos financeiros, à fim de buscar melhorar as condições de vida das crianças, policiais e idosos, mesmo que alguns deles talvez não sejam beneficiados rapidamente. No tocante à imigração, Frederiksen prometeu combate rigoroso contra a atuação de gangues e crimes praticados por imigrantes. Ela defendeu a responsabilidade e confiança para as pessoas que solicitaram permanência no país.

O jornal Copenhagen Post trouxe algumas afirmações da primeira-ministra Frederiksen, a qual frisou: “Precisamos fortalecer tudo o que define a Dinamarca. Estou ansiosa para trabalhar com todos vocês aqui no Parlamento. Temos de cumprir as esperanças que geramos: uma Dinamarca mais segura, mais justa e mais verde”.

Os analistas observam com atenção os planos políticos da Premiê danesa, que são bastante incisivos e aguardam os acontecimentos futuros. A ampliação da pressão sobre a política ambiental, os maiores arranjos no bem-estar populacional e o cerco maior contra os criminosos de origem estrangeira serão desafios importantes a serem vencidos em tempos de sensibilidade verde e social.

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Nota:

* Danês: adjetivo pátrio de cidadão nacional do Reino da Dinamarca.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 PrimeiraMinistra da Dinamarca, Mette Frederiksen” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cb/Mette_Frederiksen_%287008164667%29.jpg/1280px-Mette_Frederiksen_%287008164667%29.jpg

Imagem 2 Mette Frederiksen discursando como PrimeiraMinistra” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ab/20190614_Folkemodet_Bornholm_Mette_Frederiksen_0040_%2848068776296%29.jpg

MEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICAS

Os Fundos de Pensão dinamarqueses investem na transição verde

As empresas de pensão funcionam como administradoras de seguros sociais para funcionários de grandes firmas. É comum muitas serem contratadas para gerirem os planos de aposentadoria complementar de empregadores. A lógica dos Fundos de Pensão é semelhante àquela do mercado financeiro, à medida que parcela dos valores são investidos em ações rentáveis e, assim, proporcionam-se meios de acréscimo de lucros.

No tocante ao contexto das companhias de pensão dinamarquesas e da transição verde foi dito pela Primeira-Ministra do Estado escandinavo, Mette Frederiksen, a previsão de alocação da quantia de 350 bilhões de coroas dinamarquesas em ativos favoráveis ao clima, o equivalente a US$ 51,414,400.00, ou R$ 210.576.000,00, conforme a cotação do dia 10 de outubro de 2019.

No comunicado feito antes da Cúpula de Ação Climática de 2019 da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, demonstrou-se apreço pela iniciativa, visto que a Dinamarca busca atingir a meta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável* até 2030. Diante do fato, os especialistas apontam que valor superior a 10% dos Fundos serão destinados a investimentos que valorizam a transição verde.

Sede da PensionDanmark, em Copenhague

O jornal Copenhagen Post trouxe a declaração sobre o assunto do Chefe da PensionDanmark, Torben Mӧger Pedersen, o qual afirmou: “Os fundos serão destinados a tudo, desde investimentos em parques eólicos e edifícios com maior eficiência energética até empresas que contribuem ativamente para a agenda verde. Obviamente, teremos relatórios em andamento sobre como estamos indo para atingir a meta. Mas, o número pode muito bem ser ainda maior se houver oportunidades atraentes de investimento”.

Os analistas salientam que o investimento de ativos em projetos e fundos verdes é um exemplo de sustentabilidade, o qual poderia ser objeto de imitação por terceiras empresas e mesmo Estados. O mundo move-se por meio de recursos financeiros e se estes não estão disponíveis para apoiar modelos e matrizes não verdes o lucro tende a ser de todos, ou seja, dos grupos de pensão, dos funcionários e de toda a sociedade.

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Nota:

* Objetivos do Desenvolvimento Sustentável são um conjunto de 17 metas globais que visam ações interconectadas em diferentes áreas temáticas, tais como: mudança global do clima, desigualdade econômica, paz e justiça, às quais compreende-se serem fundamentais contra a pobreza e a favor da proteção planetária, bem como garantia de paz e prosperidade para as pessoas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 PrimeiraMinistra da Dinamarca, Mette Frederiksen” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1c/20190614_Folkemodet_Bornholm_Mette_Frederiksen_Socialdemokratiet_0285_%2848063468172%29.jpg/1280px-20190614_Folkemodet_Bornholm_Mette_Frederiksen_Socialdemokratiet_0285_%2848063468172%29.jpg

Imagem 2 Sede da PensionDanmark, em Copenhague” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/99/Pension_Danmark_01.jpg

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

A Letônia investe na mediação de conflitos

Diversos conflitos ocorrem ao redor do mundo e a maioria das pessoas sequer conhece a realidade das problemáticas, ounem imagina que temas simples em suas nações podem ser objeto de tensões políticas. A área de mediação de conflitos éfundamental para a costura dos arranjos de paz, pois, é nela que as partes se juntam para discutir suas queixas. A Letônia é um Estado que historicamente não possui tradição em mediação, todavia, o país ingressou no Grupo de Amigosda Mediação da Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente sob liderança da Finlândia e da Turquia. Durante a 10ªReunião Ministerial do Grupo, realizada em Nova York, o Estado báltico defendeu o tema anual da Reunião: Novastecnologias para a paz e a mediação como ferramentas de inclusão. Na ONU, os letões advogaram que as novas tecnologias contribuem para a prevenção de desinformações e no combate aosdiscursos de ódio que circulam pela internet. As falsas notícias possuem tendência nos dias de hoje para influenciar aopinião de diferentes grupos sociais. Diante disso, a Letônia concorda que a eliminação destas falsas ideias evoluiupositivamente com o uso da tecnologia da informação e das comunicações. O Jornal The Baltic Times trouxe a declaração do Ministro das Relações Exteriores da Letônia, Edgars Rinkevics, o qualdiscursou sobre o papel prático do país em relação a mediação de conflitos: “No nível prático, a Letônia estará envolvida napromoção do diálogo e na prevenção da escalada de conflitos. Por exemplo, a Letônia participará com especialistas civisna Missão de Monitoramento Especial da OSCE (Organização para Segurança e Cooperação na Europa) na Ucrânia e naMissão de Monitoramento da UE (União Europeia) na Geórgia. Também contribuímos para a missão da ONU no Mali”. Os analistas observam com admiração a atitude letã de buscar a prevenção de conflitos e seu envolvimento em missõesespecíficas sobre a pauta, todavia, salientam o entendimento de que a luta contra a desinformação pode ter umainterpretação política de caráter regional, visto que, vez por outra, os Estados bálticos e a Federação Russa trocamafirmações sobre o tema, pois, os bálticos receiam que os russos venham a invadir seus territórios, e os russos queixam-seda aproximação da estrutura militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na circunvizinhança de suafronteira. ———————————————————————————————– Fontes das Imagens: Imagem 1 “Discurso de Edgars Rinkevics” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2c/Edgars_Rink%C4%93vi%C4%8Ds.jpg/1280px-Edgars_Rink%C4%93vi%C4%8Ds.jpg Imagem 2 “Ministro das Relações Exteriores da Letônia, Edgars Rinkevics” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/63/V%C3%A4lisminister_Urmas_Paet_kohtus_t%C3%A4na_Tallinnas_L%C3%A4ti_uue_v%C3%A4lisministri_Edgars_Rink%C4%93vi%C4%8Dsega.31._oktoober_2011%286298112439%29.jpg/1280px-V%C3%A4lisminister_Urmas_Paet_kohtus_t%C3%A4na_Tallinnas_L%C3%A4ti_uue_v%C3%A4lisministri_Edgars_Rink%C4%93vi%C4%8Dsega.31._oktoober_2011%286298112439%29.jpg

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MEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICAS

A queima de madeira na Dinamarca e o clima

Nos dias atuais, o debate acadêmico e político sobre sustentabilidade e as consequências para o clima global tem sido intenso, e diversos Estados fazem esforços para modificarem os hábitos de suas populações de modo a contribuírem para a preservação ambiental. Um dos temas de maior destaque é o energético, visto que é preciso sensibilidade para trocar as matrizes de energia poluidoras por meios menos agressivos à natureza.

A Dinamarca é uma referência internacional no uso e propagação da energia eólica, a qual é um incentivo para a matriz verde. Recentemente, o país escandinavo tem investido nas usinas de bioenergia e produz eletricidade a partir de resíduos orgânicos. Todavia, especialistas apontam que os dinamarqueses utilizam da queima de madeira nas usinas de biomassa e esta não é neutra em matéria de impacto ambiental.

No passado existia a crença de que a queima de madeira não representava avanço poluidor por causa do reabastecimento e absorção de gás carbônico (CO2) pelas árvores, porém, essa argumentação tornou-se nula, pois foi verificado que o fator poluidor permanece, e acrescenta-se a isso a velocidade desigual da queima em relação ao crescimento de novas árvores.

A Dansk Energi (Agência de Energia Dinamarquesa) admite o uso de pellets de madeira* na geração de energia de suas usinas, porém, enquanto algumas pessoas defendem a sua queima, e consideram seu uso compatível com o clima, por tratarem-se de resíduos que seriam decompostos, alguns especialistas entendem como um erro dinamarquês a insistência na neutralidade da queima dessa madeira. A percepção que isso transmite é negativa, visto que os dados extras de liberação de CO2 não são contabilizados oficialmente.

Energia verde

O jornal Copenhaguen Post trouxe a declaração de alguns especialistas para falarem sobre o assunto, como o professor William Moomaw, da Universidade Tufts, e autor de cinco relatórios para o Painel Climático da Organização das Nações Unidas (ONU), o qual expressou: “Sempre pensei na Dinamarca como um país que trabalha com fatos. Por isso, foi muito preocupante para mim aprender quanta madeira a Dinamarca queima. É o equivalente a fraude contábil”.O professor Niclas Scott Bentsen, da Universidade de Copenhague, afirmou: “O objetivo climático mais importante é parar de usar combustíveis fósseis. Enquanto usamos a biomassa para conter os combustíveis fósseis e evitamos o uso excessivo de florestas, faz sentido para mim, em termos climáticos”.

Os analistas salientam a importância da troca de matrizes poluidoras para fontes verdes de produção de energia, visto que é urgente a preservação climática, a qual é de possível realização, juntamente com a manutenção do desenvolvimento. Todavia, a utilização de pellets de madeira como incremento para a biomassa não aparenta ser uma opção sustentável, e poderia ser objeto de retirada pelos dinamarqueses de suas usinas de bioenergia.

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Nota:

* Pellets de madeira, são biocombustíveis feitos de resíduos de biomassa vegetal, tais como a serragem, as lascas de madeira, restos da cana de açúcar (bagaço) etc.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Floresta de Carvalhoalvarinho em Langå, Dinamarca” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a9/Langaa_egeskov_rimfrost.jpg/1280px-Langaa_egeskov_rimfrost.jpg

Imagem 2 Energia verde” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Light-Bulb_icon_by_Till_Teenck_green.svg/1024px-Light-Bulb_icon_by_Till_Teenck_green.svg.png

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

A Letônia, a Rail Báltica e o futuro comercial com os russos

O comércio de mercadorias é um dos principais pontos de contato dos Estados, pois favorece o diálogo político, o fluxo econômico e a própria sociedade, que lucra com os benefícios. Diante das oportunidades futuras, os letões esperam poder fazer uso da linha de trem de alta velocidade, a Rail Báltica, para intensificar sua logística e atrair o comércio exterior russo.

A Rail Báltica possui previsão inicial de construção em 2021 e conta com um planejamento de 870 Km de extensão. O transporte de passageiros e de carga fará a conexão entre a Estônia, Letônia, e Lituânia com uma possível ligação diária, respectivamente para as capitais Varsóvia, na Polônia, e Berlim, na Alemanha.

A Letônia busca reduzir os custos operacionais de cargas que tenham como origem a Federação Russa e, mediante essa questão, realiza projetos de eletrificação de sua rede ferroviária, justamente com o propósito de facilitar o comércio entre ambos os países. Esse estímulo poderia contribuir para melhorar as relações dos Estados bálticos com a Federação Russa, visto que as mesmas possuem tendência a tensões, acarretadas esporadicamente por fatores políticos.

Embaixador letão na Federação Russa, Maris Riekstins

Nessa perspectiva, o jornal The Baltic Times trouxe a declaração do embaixador da Letônia na Federação Russa, Maris Riekstins, sobre o caso, o qual afirmou: “O projeto da linha ferroviária europeia de alta velocidade do Báltico para ligar Tallinn, Lituânia, Polônia e Alemanha é um grande projeto que acho interessante para os empresários russos. Haverá um ponto perto de Riga, onde acreditamos que poderíamos pegar uma parte do fluxo de carga vindo da Rússia e colocá-lo na linha férrea; caso contrário, uma parte das mercadorias transportadas da Rússia poderia ser redirecionada para o aeroporto de Riga e transportada por via aérea. Haverá oportunidades interessantes no futuro”.

Os analistas compreendem que a cooperação comercial internacional é fundamental para o exercício de relações amigáveis entre as nações, pois, além das vantagens econômicas, existe o fator humano, o qual amplia a valorização das identidades. A manutenção do diálogo facilita a confiança e evita possíveis mal-entendidos e proporciona à Letônia e à Federação Russa, assim como a todos os países bálticos, um meio de transposição de quaisquer diferenças negativas do presente ou do futuro.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Trem de alta velocidade” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a8/ICE_3_Oberhaider-Wald-Tunnel.jpg

Imagem 2 Embaixador letão na Federação Russa, Maris Riekstins” (Fonte Imagem alterada digitalmente / Fonte original: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ad/FEMA_-_12531_-_Photograph_by_Bill_Koplitz_taken_on_02-16-2005_in_District_of_Columbia.jpg):

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

O Acordo EFTA-MERCOSUL e a posição da Noruega

Nas últimas semanas a União Europeia (UE) e o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) chegaram a um consenso e decidiram pela realização de um Acordo de Livre Comércio. A notícia trouxe ânimo nos mercados de ambos os Blocos, e proporcionou a expectativa de crescimento nos Estados sul-americanos. Esse acordo é resultante de décadas de negociação e, apesar de ainda não ter sido ratificado pelos respectivos países, mostrou-se uma conquista. Cabe, agora, aguardar o desdobramento da questão ambiental brasileira a qual tem recebido críticas de vários Estados-membros da UE.

Em meio a discursos de declinação do acordo UE-MERCOSUL por parte de alguns países europeus, preocupados com as causas das queimadas que ocorrem na Amazônia brasileira, o MERCOSUL alcançou mais uma possibilidade de negócios, pois, foram concluídas as conversações entre a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, sigla em inglês para European Free Trade Association) e o MERCOSUL, os quais farão um acordo de livre comércio.

Bandeira do MERCOSUL

O Tratado de Livre Comércio (TLC) entre o EFTA-MERCOSUL teve concretização em Buenos Aires, Argentina, no encontro de ambas as delegações, entre os dias 20-23 de agosto deste ano (2019). O TLC possui o potencial de aumentar o fluxo comercial, permitindo a abertura e expansão de novos negócios entre os países-parte. Juntamente com o acordo da UE, o EFTA traz pela primeira vez na história a possibilidade de um continente realizar um TLC com um Bloco econômico da América do Sul.

O EFTA é formado pela Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein, os quais não fazem parte da UE. A Noruega é um dos mercados de maior destaque do grupo, haja vista as suas exportações de frutos do mar, fertilizantes e maquinarias, as quais representaram a cifra de NOK 5,5 bilhões em 2018 (US$ 602,625,000.00, ou o equivalente a R$ 2.517.040.000,00, conforme a cotação do dia 4 de setembro de 2019), e a expectativa para os próximos 10 anos é que o fluxo entre Noruega-MERCOSUL possa ser da cifra de NOK 8,8 bilhões (US$ 964,200,000.00, ou o equivalente a R$ 4.027.260.000,00 também conforme a cotação do dia 4 de setembro de 2019).

O site do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega trouxe a declaração do Ministro norueguês do Comércio e Indústria, Torbjørn Røe Isaksen, sobre o tema, o qual afirmou: “Os acordos de livre comércio significam um aumento das exportações para empresas norueguesas e ajudam a garantir empregos em toda a Noruega. O acordo com o Mercosul também dispõe sobre comércio e desenvolvimento sustentável, como mudanças climáticas, proteção ambiental e direitos trabalhistas. Uma das principais preocupações da Noruega era o compromisso de combater a extração ilegal de madeira. Estou satisfeito com os resultados dessas negociações.

Os analistas entendem que o acordo EFTA-MERCOSUL poderá beneficiar ambos os países dos Blocos, sobretudo, nesse aspecto, para Argentina, Brasil e Noruega, os quais possuem as economias mais robustas de suas regiões. Diversos setores poderão desfrutar do TLC e da dinâmica econômica, todavia, ressalta-se como projeção a ampliação de conversas futuras entre os Blocos sobre as commodities*, às quais obtiveram dos noruegueses somente aumento de cota e pequenas reduções tarifárias.

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Nota:

* Commodities: geralmente são matérias-primas produzidas em escala e estocadas sem perda da qualidade. Exemplos: petróleo, café, soja, ouro, peixe.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Logo do EFTA” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/89/EFTA-logo_No_outline_With_Lines-01.png/1280px-EFTA-logo_No_outline_With_Lines-01.png

Imagem 2 Bandeira do MERCOSUL”(Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d2/Flag_of_Mercosur_%28Portuguese%29.svg/1280px-Flag_of_Mercosur_%28Portuguese%29.svg.png

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Finlândia sugere que União Europeia imponha sanções contra o Brasil

O bioma amazônico é um território intercontinental e abrange territórios no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Ele possui posição estratégica nos discursos de preservação e sobre o desenvolvimento sustentável, pois, o mundo mobiliza-se nas tentativas de redução do aquecimento global, proposta durante o Acordo de Paris, em 2015.

Os Estados buscam modificar suas matrizes energéticas e adaptarem seus modelos produtivos para estimular um estilo de vida não agressivo à natureza. Diante desta perspectiva, é comum diferentes países realizarem doações para projetos sustentáveis feitos por Organizações Não Governamentais (ONGs), ou mesmo efetivarem altos valores para o Fundo Amazônia, o qual possui a missão de zelar pela flora da maior floresta tropical do mundo.

Nos últimos anos, o Estado brasileiro fez progressos na preservação da Amazônia e conseguiu reduzir o quantitativo de queimadas. O êxito brasileiro deve-se a boa gestão de recursos empregados, fiscalização e no monitoramento por satélite, atualizado diariamente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Todavia, a realidade modificou-se exponencialmente e, conforme dados do próprio INPE, a quantidade de queimadas na relação anual de 2018-2019 teve um crescimento de 82%.

Diante da péssima imagem internacional que se criou para o Brasil com o suposto descontrole das queimadas, diversos países iniciaram questionamentos acerca da situação, os quais acarretaram em tensão diplomática. Nesta linha de frente crítica, a Finlândia, que ocupa a Presidência rotativa da União Europeia (UE), propôs que o Bloco europeu imponha sanções contra as importações de carne brasileira. O argumento finlandês é que o Brasil permite o desmatamento para ampliar a área para a intensificação da pecuária e da agricultura.

Mikko Kärnä – parlamentar finlandês

O jornal Helsinkitimes trouxe a declaração do membro do Parlamento finlandês na Lapônia, pelo Suomen Keskusta (Partido do Centro), Mikko Kärnä, sobre a pauta das queimadas na Amazônia brasileira, o qual afirmou: “Enquanto a União Europeia e outros países estão combatendo a mudança climática, as florestas tropicais estão sendo queimadas de forma implacável para abrir caminho para a produção de soja e pecuária no Brasil. Todo mundo que usa produtos direta ou indiretamente dependentes da soja brasileira está destruindo o clima. Precisamos ter a coragem de impor um boicote a todas as carnes brasileiras e produtos de soja, até que esse comportamento imprudente nas florestas tropicais tenha chegado ao fim”.

Os analistas compreendem a importância do combate das queimadas na Amazônia brasileira, assim como a necessidade de preservação, além da ascensão de modelos produtivos mais sustentáveis por parte dos Estados, todavia, apontam observadores que é necessário ter cautela para que medidas exageradas não sejam empregadas, visto que, infelizmente, as queimadas são rotineiras na Amazônia brasileira, bem como em várias outras áreas florestais pelo mundo, e, conforme afirmam alguns formadores de opinião, a perda de controle ocorreu apenas este ano (2019).

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Vista da Floresta Amazônica próximo à cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas”(Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/18/Amazon_CIAT_%285%29.jpg/1280px-Amazon_CIAT_%285%29.jpg

Imagem 2 Mikko Kärnä parlamentar finlandês” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3f/Mikko_K%C3%A4rn%C3%A4.jpg