ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Ministro sul-coreano enfatiza a recuperação da economia do país

Nesta quinta-feira, dia 2 de outubro, o ministro das Finanças da Coreia do Sul, Choi Kyung-hwan, apresentou parecer sobre o atual estado da economia coreana durante coletiva de imprensa realizada em Seul.

Segundo Choi, a economia do país tem apresentado uma recuperação gradativa, mas não com a velocidade e a força necessárias ao crescimento diante de um contexto desafiador que envolve a diminuição da demanda interna e a lenta recuperação da economia global[1]. Durante a coletiva, o Ministro ressaltou pontos de preocupação, tais como a desaceleração da economia na zona do euro, a possibilidade de aumento na taxa de juros nos EUA e a desvalorização da moeda japonesa, o que coloca uma forte pressão sobre pequenas e médias empresas do país[2]. Para minimizar os possíveis efeitos da desvalorização do yen, Choi informou que o Governo irá conceder isenções tarifárias e baixas taxas de juros em empréstimos com finalidade de aquisição de equipamentos[3].

A recuperação da economia do país tem sido um ponto chave no Plano de Governo da presidente Park. Ao longo deste ano, foram propostas diversas medidas visando este objetivo, uma delas envolvendo uma possível taxação sobre as reservas financeiras de grandes empresas do país, caso elas não invistam de forma a produzir resultados tangíveis em renda e geração de empregos, o que tem gerado um intenso debate entre o setor público e privado nos últimos meses[4].

Nesta mesma semana, o ministro Choi encontrou-se com executivos locais para solicitar  apoio das empresas na recuperação da economia sul-coreana por meio da adoção de uma postura mais ativa no que diz respeito a investimentos e demonstrar abertura por parte do Governo para compreender as principais dificuldades dos empresários em seus ramos de atividade[5].

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ImagemMinistro Choi Kyung-hwan concede entrevista coletiva à imprensa para tratar o estado atual da economia coreana, em Seul, Coreia do Sul, dia 2 de outubro de 2014” (Fonte – Yonhap News):

http://english.yonhapnews.co.kr/business/2014/10/02/55/0502000000AEN20141002003551320F.html

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/business/2014/10/02/55/0502000000AEN20141002003551320F.htm

[2] Ver:

http://www.koreaherald.com/view.php?ud=20140930000692

[3] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/business/2014/10/02/55/0502000000AEN20141002003551320F.html

[4] Ver:

http://www.koreatimes.co.kr/www/news/biz/2014/07/488_161501.html

[5] Ver:

http://www.koreaherald.com/view.php?ud=20140930000692

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Ver também:

http://www.koreaherald.com/view.php?ud=20140930000731

AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Coreia do Sul e Canadá assinam Acordo de Livre Comércio

Nesta segunda-feira, dia 22 de setembro, a Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, em visita à América do Norte, encontrou-se  com o primeiro-ministro canadense Stephan Harper, em Ottawa, Canadá, para reunião de cúpula entre os dois países com o objetivo de lançarem uma parceria estratégica e estabelecerem oficialmente o Acordo de Livre Comércio (ALC) entre Coreia do Sul e Canadá.

As negociações para um ALC, com início em 2005, foram finalizadas em março deste ano (2014) e um contrato inicial foi assinado em junho[1].  Com a assinatura do Acordo na última segunda-feira, a Coreia do Sul comprometeu-se a diminuir as tarifas sobre 100% dos produtos não agrícolas atualmente comercializados e 97% das tarifas sobre as exportações agrícolas canadenses durante os próximos 10 anos. Por sua vez, o Canadá eliminará tarifas de 99,9% das exportações coreanas ao país[2]. Os setores têxtil, de máquina e automóveis coreanos, sendo que este último representa 42,8% das exportações do país ao Canadá, são os setores mais beneficiados[3][4].

Na perspectiva canadense, o setor agrícola será o mais beneficiado com a redução de tarifas em 19% dos produtos, entre eles, queijo e arroz.  O Canadá é o maior exportador de carne suína à Coreia do Sul e este produto estará isento de tarifas, hoje em 22,5%, em até 13 anos[5].

Atualmente, o valor total das transações comerciais entre os dois países é de 10 bilhões de dólares[6]. O Canadá é o 14o país a estabelecer um ALC com a Coreia do Sul e este é o primeiro país da região da Ásia-Pacífico com o qual o Canadá assina um ACL. A expectativa é de que o Acordo entre em vigor ainda este ano, após a ratificação do mesmo nas instâncias competentes dos dois Estados.

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Imagem Em visita oficial ao Canadá, presidente coreana Park Geun-hye e Primeiro Ministro Canadense Stephan Harpen encontram-se na Colina do Parlamento em Ottawa, Canadá, dia 22 de Setembro de 2014” (Fonte – Prime Minister of Canada Stephan Harper Website):

http://pm.gc.ca/sites/pm/files/styles/news_item_subpage/public/media/articles/20140922_sub_1040x585.jpg?itok=lewKKSW2

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://koreajoongangdaily.joins.com/news/article/Article.aspx?aid=2995220

[2] Ver:

http://pm.gc.ca/eng/news/2014/09/22/canada-korea-free-trade-agreement

[3] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/business/2014/09/22/0501000000AEN20140922008000320.html

[4] Ver:

http://koreajoongangdaily.joins.com/news/article/Article.aspx?aid=2995220

[5] Ver:

http://koreajoongangdaily.joins.com/news/article/Article.aspx?aid=2995220

[6] Ver:

http://au.ibtimes.com/articles/567264/20140923/canada-south-korea-fta-stephen-harper-park.htm#.VCJqzV6Fb1o

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Coreia do Norte manifesta interesse em melhorar as relações com a Coreia do Sul

Na última terça-feira, dia 9 de setembro, o Primeiro-Ministro da Coreia do Norte, Pak Pong-ju, expressou durante pronunciamento decorrente do 66o Aniversário de estabelecimento do Estado norte-coreano que a Coreia do Norte fará o possível para melhorar as relações com a Coreia do Sul[1].

O pronunciamento de Pak Pong-ju, que foi transmitido pelo canal de televisão estatal, não apresentou maiores detalhes sobre uma reaproximação com a vizinha ao Sul, mas ocorreu após o Governo sul-coreano ter manifestado na última sexta-feira, dia 5 de setembro, mais um convite para a retomada do diálogo entre os dois países[2]. O Porta-Voz do Comitê para Unificação, Lim Byeong-cheol, informou que a Coreia do Sul continua aberta ao diálogo para que as pendências entre as dois países sejam resolvidas e que a Coreia do Norte deve aceitar o convite para o mesmo antes que seja tarde[3].

No domingo, dia 7 de setembro, o Governo norte-coreano informou que a retirada das tropas americanas da Coreia do Sul, composta hoje por aproximadamente 28.500 soldados, é essencial para que o diálogo entre os dois países progrida[4].

Nesta semana, o diplomata encarregado de assuntos nucleares do Governo coreano, Hwang Joon-kook, encontra-se nos EUA para definir com o Governo local maneiras de retomar o diálogo envolvendo as seis partes (Coreia do Sul, Coreia do Norte, China, EUA, Japão e Rússia) e tem por objetivo a negociação da desnuclearização da Coreia do Norte[5].

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ImagemMais de 20.000 crianças e jovens participam das comemorações do 66o aniversário de criação do Estado da Coreia do Norte, dia 2 de setembro de 2014, em Pyongyang” (FonteThe China Times)

http://cdn.thechinatimes.com/wp-content/uploads/2012/06/youth1.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/national/2014/09/09/3/0301000000AEN20140909003100315F.html

[2] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/national/2014/09/05/12/0301000000AEN20140905002451315F.html

[3] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/national/2014/09/05/12/0301000000AEN20140905002451315F.html

[4] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/national/2014/09/09/3/0301000000AEN20140909003100315F.html

[5] Ver:

http://www.koreatimes.co.kr/www/news/nation/2014/09/116_164305.html

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Coreia do Sul, China e Japão negociam Acordo de Livre Comércio

Entre os dias 1o e 5 de setembro, representantes da Coreia, China e Japão encontraram-se em Pequim, China, para a 5a Rodada de Negociações com o objetivo de estabelecerem um Acordo de Livre Comércio trilateral.

As negociações para um Acordo de Livre Comércio entre os três países tiveram início em novembro de 2012. O Ministro do Comércio da China, Gao Hucheng, informou em nota que os três países estão dispostos a chegar a um consenso sobre a redução de barreiras em quinze áreas, incluindo bens e serviços, propriedade intelectual e comércio eletrônico[1].

Apesar das intenções dos três países em acelerar o andamento das discussões, o representante do Ministério do Comércio da China, Wang Shouwen, declarou que o comprometimento com a qualidade do Acordo é o mais importante[2]. O objetivo da aceleração é para que a sua finalização se dê antes do encerramento de outras negociações, envolvendo a Parceria Econômica Regional (“Regional Comprehensive Economic Partnership”), que conta com a presença de 16 países da Ásia-Pacífico e está previsto para terminar em 2015.

Coreia, China e Japão possuem, juntos, uma população de 1,5 bilhões de pessoas e são responsáveis por mais 20% do Produto Interno Bruto (PIB) gerado no mundo, o equivalente a 15 trilhões de dólares[3][4]. A expectativa é de que as negociações sejam concluídas até o final de 2015.

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ImagemPequim sedia a 5a Rodada de Negociações Trilateral envolvendo a China, Coreia do Sul e Japão em setembro de 2014” (FonteCCTV News):

http://www.cctvnews.cn/wp-content/uploads/2014/09/CFP456665317.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/national/2014/09/01/9/0301000000AEN20140901009300315F.html

[2] Ver:

http://www.cctvnews.cn/2014/09/02/hopes-for-fta-in-2015/

[3] Ver:

http://english.yonhapnews.co.kr/national/2014/09/01/9/0301000000AEN20140901009300315F.html

[4] Ver:

http://www.cctvnews.cn/2014/09/02/hopes-for-fta-in-2015/

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Após quase 15 anos sem visitar o continente, líder máximo da Igreja Católica volta à Ásia

Entre os dias 14 e 18 de agosto de 2014, o representante máximo da Igreja Católica, o Papa Francisco, esteve na Coreia do Sul, em decorrência da VI Jornada Asiática da Juventude[1].

A participação do Papa foi confirmada em março deste ano, após convite feito pela Presidência e por bispos sul-coreanos[1]. Incluiu visita à Casa Azul, sede oficial do Executivo da Coreia; visitas ao centro de reabilitação de deficientes físicos; a comunidades religiosas e encontros com Bispos e líderes religiosos. No domingo, dia 17 de agosto, ocorreram missas em Daejeon (Seul), onde o Papa beatificou 124 mártires em Gwanghwamun,diante de 1 milhão de pessoas, e em Haemi, local em que profetizou no último dia da VI Jornada Asiática da Juventude[2][3].

O continente asiático tem apresentado um aumento significativo de católicos. O último censo realizado na Coreia do Sul em que constou a opção religiosa da população (2005), identificou-se forte crescimento no número de católicos no país. Em 1985, a Coreia apresentava 1,86 milhão de católicos. Em 10 anos, este número alcançou a marca de 5,14 milhões de pessoas[4].

A última visita de um Papa à Ásia ocorreu em 1999, quando o então Papa João Paulo II realizou visita à cidade de Nova Délhi, na Índia.O Vaticano já anunciou que a próxima visita do Papa Francisco ao continente ocorrerá em janeiro de 2015, quando visitará o Sri Lanka e as Filipinas[5].

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Imagem Após o término de sua visita à Coreia do Sul, o Papa Francisco concede coletiva à imprensa no dia 18 de agosto de 2014, durante voo de retorno à Itália” (FonteKorea Herald):

http://res.heraldm.com/content/image/2014/08/19/20140819001060_0.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.news.va/en/news/pope-francis-to-visit-south-korea

[2] Ver:

http://www.news.va/en/sites/pope-francis-korea-august-13-18

[3] Ver:

http://www.koreatimes.co.kr/www/news/nation/2014/08/116_163248.html

[4] Ver:

http://www.nytimes.com/2014/08/13/world/asia/pontiffs-trip-to-south-korea-reflects-hopes-to-expand.html?_r=0

[5] Ver:

http://www.ncregister.com/daily-news/pope-francis-will-travel-to-sri-lanka-in-january-2015/

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Governo coreano abranda regulamentação no setor de serviços

Na terça-feira, 12 de agosto, o Governo coreano anunciou durante reunião presidencial sobre comércio e investimentos em Seul a desregulamentação de indústrias-chave do setor de serviços com o objetivo de estimular a economia do país[1].

Com a desregulamentação nas indústrias financeira, médica e hospitalar, logística, de turismo, software e conteúdo, o Governo espera gerar 180.000 novos empregos e receber 15 trilhões de won (o equivalente a 14,6 milhões de dólares) em investimentos até 2017[2].

Durante o encontro, Park manifestou que a Coreia possui serviços de ponta em tecnologia da informação e saúde e que as regulações atuais tem representado um entrave ao crescimento destas indústrias. Com a medida, o Governo espera dobrar o número de pacientes estrangeiros até 2017, passando dos atuais 210.000 para 500.000, e pretende apoiar a instalação de centros médicos estrangeiros na Ilha de Jeju e em zonas econômicas francas do país, desde que exista um esforço para a formação de parcerias com centros médicos locais[3].

Outra intenção do Governo coreano anunciada durante a reunião é a construção de 3 instituições de ensino de excelência em moda e administração hoteleira com forte exposição global. Para tanto, pretende-se simplificar os procedimentos burocráticos envolvidos na imigração para facilitar a entrada de estudantes estrangeiros[4].

No setor financeiro, o acesso ao crédito será facilitado para empresas de tecnologia que apresentem grande potencial de crescimento. O Ministério das Finanças anunciou que um banco de dados do recém-criado Escritório de Crédito Tecnológico facilitará o acesso às informações sobre as empresas pelos Bancos[5]. A desregulamentação exigirá a revisão ou criação de mais de 20 Leis no Parlamento coreano[6].

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Imagem 1 (FonteKBS World):

http://worldimg.kbs.co.kr/src/images/news/201408/140812_kw_23.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.koreaherald.com/view.php?ud=20140812000910

[2] Ver:

http://www.koreaherald.com/view.php?ud=20140812000910

[3] Ver:

http://world.kbs.co.kr/english/news/news_Po_detail.htm?No=104582&id=Po

[4] Ver:

http://world.kbs.co.kr/english/news/news_Po_detail.htm?No=104582&id=Po

[5] Ver:

http://www.koreaherald.com/view.php?ud=20140812000910

[6] Ver:

http://world.kbs.co.kr/english/news/news_Po_detail.htm?No=104582&id=Po