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Resposta à COVID-19 nas Américas pode sofrer transformação a partir de novos testes rápidos

Em 23 de outubro (2020), dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)indicam que foram confirmados no mundo 41.570.883 casos de COVID-19. Na Região das Américas, 12.776.071 pessoas que foram infectadas pelo novo Coronavírusse recuperaram. Dados do governo brasileiro…

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AGÊNCIAS DE COOPERAÇÃOCOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Impacto da COVID-19 na educação é tema de Relatório das Nações Unidas

Em 9 de outubro (2020), poucos dias antes da data alusiva às crianças no Brasil, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgaram para debate público o relatório “COVID—19 e a educação primária e secundária: repercussões da crise e implicações de políticas públicas para a América Latina e o Caribe”. O documento destaca especialmente as lacunas educacionais na região devido ao fechamento de escolas em meio ao desafio imposto pela doença.

Em meados de agosto (2020), estimava-se que pelo menos um terço das crianças em idade escolar – 463 milhões em todo o mundo – foi incapaz de acessar o ensino remoto. Globalmente, 72% dessas crianças vivem nas famílias mais pobres de seus países.

No auge dos bloqueios nacionais e locais, quase 1,5 bilhão foram afetadas pela interrupção das aulas presenciais. Adicionando-se a isso, o UNICEF sugere como reflexão que não há garantia da efetividade de aprendizado por meio dessas plataformas devido a outros fatores: como a pressão para fazer tarefas domésticas, obrigação de trabalhar, um ambiente ruim para aprendizagem e falta de apoio para seguir o currículo online ou sua transmissão.

No entanto, faz-se importante mencionar que os dados apresentados pelo referido organismo internacional se baseiam no número de crianças potencialmente atingidas por meios de radiodifusão ou soluções de internet, ou seja, na disponibilidade de ativos relacionados (TV, rádio e internet) em casa, e não em seu uso real pelas crianças. Portanto, o número de crianças “potencialmente alcançadas” são estimativas superiores da realidade das crianças “efetivamente alcançadas.

Reabertura segura das escolas. Fundo das Nações Unidas para a Infância – Foto: UNICEF

Em médio prazo, a lacuna entre o acesso desigual aos recursos necessários à aprendizagem e às modalidades de educação a distância de qualidade serão representadas pela expressiva perda de capital humano.  No caso da América Latina e do Caribe, a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) prevê um aumento da taxa de pobreza de pelo menos 14,5%, o que representa mais 28,7 milhões de pessoas.

Assim, a recomendação latente pelo PNUD e UNICEF vai ao encontro dos governos concentrarem seus esforços no planejamento da reabertura das escolas com senso de urgência. A estratégia visa o nivelamento do acesso à educação, bem como na manutenção do papel protetor das escolas, garantindo os serviços que foram interrompidos e o bem-estar emocional da comunidade educacional.

Para auxiliar no planejamento pretendido, orientações aos governos estão disponíveis nos sites das agências das Nações Unidas. A título de ilustração, seguem algumas preocupações e medidas prévias:

– Todas as escolas devem dispor de abastecimento de água e esgoto sanitário, bem como promover práticas de higiene que propiciem condições de saúde. Para isso, uma lista de avaliação foi desenvolvida para permitir uma primeira análise (clique neste link para acessar ao material);

– Promover a Busca Ativa Escolar. Trata-se da metodologia social que por meio de uma plataforma tecnológica gratuita visa apoiar municípios e estados no enfrentamento do abandono e da exclusão escolares. O guia atualizado está disponível (em português) neste link;

– Incentivar o amparo à saúde mental e apoio psicossocial de crianças e adolescentes. Orientações para profissionais da educação podem ser encontradas aqui.

Para mais informações, acesse ao relatório (em espanhol) neste link.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Impacto da pandemia na educaçãoFoto: PNUDLAC” (Fonte):

https://brasil.un.org/pt-br/95330-relatorio-do-unicef-e-do-pnud-mostra-o-impacto-da-pandemia-na-educacao

Imagem 2Reabertura segura das escolas. Fundo das Nações Unidas para a InfânciaFoto: UNICEF”(Fonte):

https://www.unicef.org/brazil/reabertura-segura-das-escolas

ANÁLISES DE CONJUNTURACooperação Internacional

Poluição do ar provoca a morte prematura de 7 milhões de pessoas por ano

No início de setembro (2020), a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um alerta global enfatizando que nove em cada dez pessoas respiram ar poluído. Assim, a expectativa dessa ação era trazer à tona que especialmente os países de baixo e médio desenvolvimento são acometidos por mortes prematuras devido a doenças relacionadas ao sistema respiratório.

Estimativas da ONU, portanto, indicam que 7 milhões de vidas são interrompidas pela falta de medidas e aplicação de políticas de cooperação internacional em prol de atividades e sistemas de produção mais limpos. Além disso, faz-se mister destacar que a poluição do ar tem impactos negativos sobre os ecossistemas, sendo responsável pelo arruinamento de, aproximadamente, 52 milhões de toneladas de safras a cada ano.

A partir dessa conjuntura, lançou-se o dia 7 de setembro como o “Dia Internacional do Ar Limpo para um céu azul”. A ação visa incentivar que governos e setor privado, organizações da sociedade civil e indivíduos adotem mudanças em seus estilos de vida no intuito de reduzir a poluição do ar.

Para isso, algumas medidas são apresentadas como alternativas para a melhoria da qualidade do ar local:

– Escolher meios de transporte limpos quando disponíveis (por exemplo, transporte público, de bicicleta ou a pé, em vez de automóveis particulares ou motocicletas);

– Utilizar combustíveis e tecnologias limpas para cozinhar, iluminação e aquecimento;

– Utilizar fontes de energia renováveis sempre que possível;

– Parar de queimar o lixo doméstico e agrícola;

– Eliminar o uso de lareiras e fogões a lenha;

– Monitorar a sua necessidade energética e o desperdício em casa;

 – Instalar eletrodomésticos e lâmpadas eficientes em termos energéticos e isolamento e janelas à prova de correntes de ar.

Iniciativas em todo o mundo estão pressionando pelo fim da poluição da água e do solo, mas a poluição do ar é frequentemente esquecida. Foto: Karen, Flickr

Também, estimula-se o acesso a informações ambientais. Especificamente, as Diretrizes de Bali sobre Acesso à Informação, Participação Pública e Acesso à Justiça em Matéria Ambiental do PNUMA para combater a falta de consentimento à exposição de substâncias e resíduos perigosos que aumentam a probabilidade de os indivíduos desenvolverem doenças e deficiências ao longo da vida.

Por fim, o Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (PNUMA) recorda que muitas atividades ambientais estão relacionadas à proteção da água e do solo. Portanto, orienta-se que haja o reforço da conscientização global sobre a necessidade de empregarmos atitudes que estejam alinhadas à defesa do ar puro.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1O dia internacional, adotado pela Assembleia Geral da ONU em 2019 e cuja observância é facilitada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), destaca a necessidade urgente de promover ações para melhorar a qualidade do ar e garantir o ar puro para todos e todas. Foto: PNUMA” (Fonte):

https://nacoesunidas.org/poluicao-do-ar-provoca-7-milhoes-de-mortes-prematuras-todos-os-anos-alerta-onu/#:~:text=As%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20alertaram%20nessa,dez%20pessoas%20respiram%20ar%20polu%C3%ADdo.&text=Segundo%20a%20organiza%C3%A7%C3%A3o%2C%207%20milh%C3%B5es,baixo%20e%20de%20m%C3%A9dio%20rendimentos.

Imagem 2 Iniciativas em todo o mundo estão pressionando pelo fim da poluição da água e do solo, mas a poluição do ar é frequentemente esquecida. Foto: Karen, Flickr” (Fonte):

https://www.cleanairblueskies.org/pt-br/reportagem/em-dia-mundial-pnuma-reafirma-o-direito-humano-ao-ar-limpo

COOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

“Ágil, Eficiente e Responsável”: a nova fórmula para a FAO

No início de julho (2020), o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Qu Donogyu, apresentou ao Conselho da Organização o segundo conjunto de medidas para a reforma da instituição. Seguindo os ideais do pacote aprovado em dezembro (2019), o intuito é promover a fórmula para torná-la mais ágil, eficiente e responsável em suas ações de combate à fome e à pobreza.

Em linhas gerais, a FAO articula um ambiente neutro para que os países tenham a oportunidade para se reunirem, discutirem ou promoverem políticas relacionadas com agricultura e a alimentação. Além disso, responsabiliza-se pelas normas internacionais, por facilitar o estabelecimento de convênios, acordos e organizar conferências, reuniões técnicas e consultorias de especialistas.

Atento à busca por respostas sinérgicas, Donogyu pretende reunir no centro da Organização a equipe de direção sênior, que será composta por três vice-diretores gerais, o economista chefe, o chefe científico e o diretor do gabinete, que o apoiarão nas tomadas de decisão. Também, visa estabelecer a criação de um novo Escritório para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); bem como uma nova Divisão de Sistemas e Segurança Alimentares.

Adicionando-se a isso, almeja-se o fortalecimento dos três centros de cooperação: o Centro de Investimentos, que colabora com instituições financeiras internacionais; o Centro Conjunto FAO/IAEA, refletindo a parceria estratégica de longa data sobre desenvolvimento agrícola sustentável e segurança alimentar por meio da ciência e tecnologia nuclear; e o Centro Conjunto FAO/OMS, que abrigará a Comissão do Codex Alimentarius e abordará questões relacionadas a doenças zoonóticas.

FAO pede ação global conjunta e coordenada em apoio à alimentação e agricultura / Foto: FAO

No anseio de suas proposições está o uso consciente das capacidades tecnológicas para fortalecer soluções mais sustentáveis na produção agrícola, como também a diminuição do desperdício de insumos e a valorização de toda a cadeia produtiva. Embora a África seja a região onde os níveis mais altos de insegurança alimentar total são observados, é na América Latina e no Caribe que ocorre o aumento mais rapidamente: cresceu de 22,9% em 2014 para 31,7% em 2019, devido a elevação na América do Sul.

Estima-se que 9% da população latino-americana sofre de grave insegurança alimentar, o que significa que as pessoas ficam sem comida e, na pior das hipóteses, passam um dia ou vários dias sem comer. Da mesma forma, quase um terço dos seus habitantes – 205 milhões de pessoas – vive em condições de insegurança alimentar moderada, isto é, são forçadas a reduzir a quantidade ou a qualidade dos alimentos que consomem. Porém, ressalta-se que estes dados são anteriores ao impacto proporcionado pela COVID-19.

Em relação à pandemia de Coronavírus, a FAO pretende apoiar mecanismos que permitam o desenvolvimento de sistemas alimentares globais determinados a aumentar a resiliência, a sustentabilidade e a equidade entre as nações no que tange à nutrição, a partir das seguintes áreas de atuação:

·                Fortalecer o plano global de resposta humanitária à COVID-19

·                Melhorar dados usados para tomada de decisão

·                Garantir a inclusão econômica e a proteção social para reduzir a pobreza

·                Fortalecer os padrões comerciais e de segurança alimentar

·                Promover a resiliência dos pequenos agricultores para a recuperação

·                Prevenir a próxima pandemia de origem zoonótica, aplicando uma abordagem com foco no conceito de “uma saúde

·                Iniciar a transformação dos sistemas alimentares

Para mais detalhes, acesse o Relatório Global sobre Crises Alimentares 2020 neste link (em inglês).

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Fontes das Imagens:

Imagem 1O diretorgeral da FAO, Qu Dongyu, apresentou ao Conselho da organização a sua visão sobre o enfrentamento dos desafios relacionados à alimentação e agricultura /Foto: FAO

(Fonte):

http://www.fao.org/news/story/en/item/1255324/icode/

Imagem 2FAO pede ação global conjunta e coordenada em apoio à alimentação e agricultura /Foto: FAO” (Fonte):

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Impactos socioeconômicos da Pandemia de Coronavírus na América Latina

No início de julho (2020), a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) lançou o relatório “As empresas diante da COVID-19: emergência e retomada”.  Neste documento, identifica-se que a crise econômica gerada pelo vírus atinge uma estrutura produtiva e empresarial caracterizada pela baixa produtividade e excessiva heterogeneidade entre setores e empresas.

De acordo com a coleta de dados realizada até a primeira semana de junho de 2020, o impacto será muito maior no caso das microempresas e Pequenas e Médias Empresas (PME). A CEPAL estima que seriam fechados mais de 2,7 milhões de negócios formais, sendo 2,6 milhões microempresas, com uma perda de 8,5 milhões de empregos diretos.

Em síntese, os setores mais afetados até este momento são o comércio atacadista e varejista; as atividades comunitárias sociais e pessoais; hotéis e restaurantes; atividades imobiliárias, empresariais e de aluguel, e as manufatureiras. Em conjunto representam mais de um terço do emprego formal e um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) da região. 

Complementando este estudo, o escritório da Organização Internacional do Trabalho para América Latina e Caribe destacou recentemente que as previsões do Banco Mundial indicam uma queda no crescimento econômico de -7,2%. Logo, a taxa de desemprego poderá atingir o índice de até 12,3%, ao passo que, se forem considerados os últimos dados de contração do FMI de -9,4%, os níveis alcançariam 13%.

Em números absolutos, essas taxas implicam um aumento no número de pessoas que procuram emprego e não o conseguem – 26 milhões, antes da pandemia – para 41 milhões em 2020. Além disso, há uma deterioração na qualidade dos postos de trabalho e uma redução na renda.

O novo documento mede e analisa os efeitos da crise no universo empresarial e nos setores produtivos da América Latina e do Caribe – Foto: Pixabay

Por fim, deve-se salientar a corrente expansão do teletrabalho e a possibilidade de exclusão de inúmeras camadas da população latino-americana. Por um lado, os trabalhadores de serviços considerados essenciais enfrentam um risco maior de redução de horas ou salários, licenças temporárias ou demissões permanentes. 

Por outro, a título de ilustração, Noruega e Cingapura possuem maior infraestrutura para promover teletrabalho do que Brasil, Chile, México, Equador e Peru. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), isso acontece porque mais da metade das famílias na maioria dos países emergentes e em desenvolvimento não tem um computador em casa.

Portanto, os desafios para as populações latino-americanas e caribenhas durante e após a pandemia do Coronavírus demonstram a vulnerabilidade de suas economias, a necessidade de maior investimento em tecnologia e o esforço coletivo para mover as engrenagens sociais dos novos tempos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Relatório Setores e empresas frente à COVID19Fonte: CEPAL/2020” (Fonte):

https://repositorio.cepal.org/bitstream/handle/11362/45734/4/S2000438_es.pdf

Imagem 2O novo documento mede e analisa os efeitos da crise no universo empresarial e nos setores produtivos da América Latina e do Caribe –  Foto: Pixabay” (Fonte):

ANÁLISES DE CONJUNTURAORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

União entre empresas solicita retomada econômica “Verde” a líderes mundiais

Lançado em 2000, o Pacto Global trata-se de uma iniciativa do então Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, para as empresas alinharem estratégias no intuito de defenderem suas operações a partir de estratégias voltadas à preservação do meio ambiente e dos direitos humanos. Por outro lado, este instrumento não tem peso de código de conduta ou regulação mandatória, trata-se de um consenso voluntário de lideranças corporativas comprometidas com uma mudança profunda da gestão mundial de negócios.

Recentemente, um grupo de 155 empresas (que somam mais de 5 milhões de funcionários) assinaram um comunicado pleiteando junto aos governos um alinhamento de seus esforços na recuperação econômica frente à crise disseminada pela COVID 19, como também para enfrentar as alterações climáticas. A título de ilustração, dentre os signatários brasileiros podemos citar: Movida, Malwee, AES Tietê, Lojas Renner, Natura e Baluarte. Ao todo, construíram o documento representantes de 34 setores e de 33 países.

Estas empresas também compõem a iniciativa Science Based Targets, que é uma colaboração entre o CDP, o Pacto Global da ONU, o World Resources Institute e o WWF, cuja missão é avaliar e validar independentemente as metas climáticas corporativas em relação às mais recentes ciências climáticas. Assim, busca-se desenvolver junto aos governos e líderes mundiais políticas que aumentem a resistência a choques futuros.

Sobretudo, os esforços conjuntos traçam como meta manter o aumento da temperatura global até 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, em linha com o alcance de emissões líquidas zero antes de 2050.

#ÉHoraDaNatureza! – Fonte: UNEP

Segundo Lila Karbassi, chefe de programas do Pacto Global da ONU e membro do Conselho da Science Based Targets, “os governos têm um papel fundamental a desempenhar, alinhando políticas e planos de recuperação com a mais recente ciência climática, mas não podem conduzir apenas uma transformação socioeconômica sistêmica. Para lidar com as crises interconectadas que enfrentamos, precisamos trabalhar juntos como uma comunidade internacional para entregar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris”.

Por fim, a retomada aclamada pelas empresas vai ao encontro do preparo sanitário e do apoio governamental dos Estados, no intuito de proteger os trabalhadores e o meio ambiente interconectado a todas as atividades econômicas. Para maiores informações, as ações do Pacto Global estão disponíveis neste link.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Recuperação econômica verde Foto: Pixabay” (Fonte):

Imagem 2 “#ÉHoraDaNatureza! Fonte: UNEP” (Fone):

https://www.unenvironment.org/pt-br/regions/america-latina-e-caribe-brasil

ANÁLISES DE CONJUNTURACooperação Internacional

Disparidades entre países no combate à COVID-19 são reveladas por painel de dados do PNUD

Declarada, em janeiro de 2020, como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) – o mais alto nível de alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Covid-19 é a doença infecciosa causada pelo novo Coronavírus. Para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), mais do que uma emergência global de saúde, a pandemia trata-se de uma crise sistêmica que impacta as dimensões social e econômica de maneira inédita.

Seguindo esta perspectiva, em 29 de abril de 2020, o PNUD lançou dois painéis de dados que destacam as disparidades entre os países na capacidade de enfrentar e se recuperar das consequências da doença. Especialmente, os painéis fazem um reporte da rápida mudança de meios de vida a que as populações dos diferentes continentes têm enfrentado.

Para os países em desenvolvimento há maior número de pessoas sem acesso à comida e morrendo por conta de desnutrição; houve aumento de doenças infecciosas devido à falta de serviços de imunização; muitos estudantes não têm recebido atividades de educação regular; o desemprego aliado à falta de acesso a internet e a outras formas de comunicação colocam milhões de adultos responsáveis por núcleos familiares sem previsão de dias melhores, se as políticas de assistência de seus governos locais não apresentarem algum respaldo a este momento de grave e generalizada situação de vulnerabilidade.

Em relação ao primeiro painel (Dashboard”1) sobre Preparo apresenta indicadores de 189 países – incluindo nível de desenvolvimento, desigualdades, capacidade do sistema de atenção à saúde e conectividade de internet – para avaliar o quanto uma nação está apta a responder aos múltiplos impactos da COVID-19.

Por exemplo, os países mais desenvolvidos têm em média 55 leitos hospitalares, mais de 30 médicos e 81 enfermeiros para cada 10 mil habitantes, comparados com uma média de 7 leitos, 2,5 médicos e 6 enfermeiros em um país em desenvolvimento. Já quanto à conectividade, 6,5 bilhões de pessoas em todo o planeta (85,5% DA POPULAÇÃO GLOBAL) ainda não têm acesso a internet banda larga segura.

Trabalhadores comunitários promovem a conscientização sobre a prevenção da COVID-19 e distribuem kits de higiene para famílias urbanas pobres em Bangladesh – Foto: PNUD Bangladesh/Fahad Kaize

Em se tratando do segundo painel (Dashboard” 2) sobre Vulnerabilidades os indicadores refletem a susceptibilidade dos países aos efeitos da crise. Assim, o resultado recente demonstra que mais de 40% da população não têm nenhuma proteção social. Também, países que dependem fortemente do turismo como Maldivas (quase 60% do seu PIB), Cabo Verde e Montenegro estão sendo atingidos fortemente pelas proibições de viagens.

Por fim, identifica-se que a experiência reproduzida pelos painéis deve vir ao encontro da formulação de políticas de redução de vulnerabilidades e de recuperação do desenvolvimento conjunto entre os países. No entanto, como a velocidade do vírus e o enfrentamento por cada nação tem sido distinto, neste momento, faz-se impreciso dizer quando será possível vislumbrar a cooperação internacional para mitigação das consequências econômicas e sociais resultantes da pandemia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Pandemia de CoronavírusFoto: Karina Zambrana / Fonte: OPAS/OMS

(Fonte): https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:covid19&Itemid=875

Imagem 2 Trabalhadores comunitários promovem a conscientização sobre a prevenção da COVID19 e distribuem kits de higiene para famílias urbanas pobres em BangladeshFoto: PNUD Bangladesh/Fahad Kaize” (Fonte):