ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURACooperação Internacional

[:pt]A Corrupção como instituição internacional[:]

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A empresa brasileira Odebrecht, no biênio de 2015 e 2016, foi pela justiça brasileira citada em inúmeros casos da investigação denominada, Lava-Jato, que levou à condenação de seu presidente, Marcelo Odebrecht. As acusações da empresa seriam de participação em acordos com membros dos governos estaduais no Brasil e com o Governo Federal brasileiro para influenciar processos de licitação e receber privilégios administrativos. Seria uma crise política doméstica, se não houvesse sido disseminado na mídia, que foram feitas denúncias de indícios de participação da Odebrecht em esquemas de corrupção em outros países, como Estados Unidos, Suíça e Brasil, trazendo para a sociedade internacional a necessidade de trabalhar pelo combate a corrupção de instituições multinacionais.

As empresas e entidades do terceiro setor, são organismos membros da sociedade internacional, não somente o Estado, como a doutrina de análise realista das relações internacionais delineia. Logo, essas instituições e entidades da sociedade civil global atuam internacionalmente em suas respectivas finalidades sociais e têm tomado protagonismo na promoção de seus interesses sociais nas esferas governamentais dos países que lhes são interessantes.

Nesse sentido, emerge a necessidade de questionar se “Seria possível uma relação de interesse da sociedade civil com o poder público que não envolvesse corrupção?”. A resposta para alguns analistas é de que sim, mas dependerá dos mecanismos que cada país constrói, para que haja uma relação do poder público com a sociedade civil e não de indivíduos ligados ao Governo com parte de uma sociedade civil.

A prática do exercício da governança internacionalmente tem conduzido governos a adotarem tal medida, evitando que os organismos dos Estados venham a se tornar personalíssimos de um único Governo, perdendo a governança ou não caminhando para ela, ou seja, para uma cultura governamental daquele país.

Ultimamente, na área de relações internacionais, tem-se usado academicamente o termo “Mafia States” (Estados Mafiosos) para designar países com corrupção enraizada no organismo do poder, que seria o monopólio de uma empresa na concorrência ou exclusividade em licitações públicas. Esse processo tem como resultado a criação de empresas com cultura de corrupção. Conforme vem sendo disseminado na imprensa, este deve ser o caso da Odebrecht, que, segundo as investigações da justiça brasileira, revelou-se que tinha um departamento exclusivo para cuidar de propinas.

Mesmo que se analise as relações internacionais por uma perspectiva não realista, é importante lembrar que as empresas e organizações sem fins lucrativos de escala multinacional ainda são submetidas unicamente a regras determinadas pelos Tratados assinados entre os países que possuem acordo de cooperação entre si. Dessa forma, é necessário, ainda, o incentivo para que países avancem para a cooperação em investigações de corrupção e assinem Tratados que comprometam suas empresas a se manterem transparentes sobre seus atos e interesses na consolidação de suas finalidades sociais.

Com a participação dos Estados em Tratados mútuos de colaboração em investigações de corrupção corporativa, se compartilhará a filosofia de Compliance*, evitando que as gerações vindouras vivam o flagelo da corrupção generalizada em seus respectivos países.

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* Compliance: “Comply, em inglês, significa ‘agir em sintonia com as regras’, o que já explica um pouquinho do termo. Compliance, em termos didáticos, significa estar absolutamente em linha com normas, controles internos e externos, além de todas as políticas e diretrizes estabelecidas para o seu negócio. É a atividade de assegurar que a empresa está cumprindo à risca todas as imposições dos órgãos de regulamentação, dentro de todos os padrões exigidos de seu segmento. E isso vale para as esferas trabalhista, fiscal, contábil, financeira, ambiental, jurídica, previdenciária, ética etc.

Leia mais em Endeavor @ https://endeavor.org.br/compliance/

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Imagem 1Legislação Corrupta’ (1896), de Elihu Vedde” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/52/Corrupt-Legislation-Vedder-Highsmith-detail-1.jpeg/800px-Corrupt-Legislation-Vedder-Highsmith-detail-1.jpeg

Imagem 2Passeata contra a Corrupção em Washington D.C., em 13 de abril de 2013” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1e/Caution_bribe_coming_through_washington_dc_1.jpg/1024px-Caution_bribe_coming_through_washington_dc_1.jpg

Imagem 3Protesto contra a corrupção na Avenida Paulista, em 2011” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Corrupção_no_Brasil#/media/File:Protesto_contra_corrupção_-_masp.jpg

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ANÁLISES DE CONJUNTURAEURÁSIAEUROPAORIENTE MÉDIO

[:pt]A Federação Russa e sua Influência no Oriente Médio[:]

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O ano de 2016 foi para boa parte do mundo uma grande prova de resiliência, países enfrentaram crises humanitárias de refugiados, crises em suas políticas domésticas, atentados terroristas, guerra e crises políticas internacionais. A Federação Russa não fica de fora de nenhum destes cenários, sendo que, de todos estes, a guerra em que tomou partido na Síria foi a que manteve sua presença quase semanal nos tabloides de notícias internacionais ao longo de todo ano de 2016 e, certamente, mudará o seu protagonismo no Oriente Médio pela próxima década.

A participação na guerra Civil Síria pela Rússia tem maior relevância pelo fato de que este conflito interno, desde 2011, gerou uma das maiores crises humanitárias de refugiados de nossa história recente; criou uma crise política no Bloco da União Europeia (UE), dentre os vários fatores, devido a questão dos refugiados, que também influenciou a opinião pública do Reino Unido a pedir a retirada do país do Bloco, através de um Referendo; produziu um espaço para o estabelecimento de grupos terroristas como o Estado Islâmico (EI), ou Daesh, que promoveram atentados por toda a Europa através de suas células, e desestabilizaram países vizinhos, como o Iraque, que passaram, assim como a Síria, por uma guerra interna.

A Guerra na Síria foi capaz de desencadear uma reação em cadeia global em um espaço curto de tempo e lançou a questão do envolvimento da Federação Russa nessa situação, gerando ainda a pergunta sobre se o conflito é uma questão pontual de Bashar Al Assad com sua população, ou se é uma questão que envolve a religião, algo que a mais de mil anos faz com que o poder nessa região do Oriente Médio seja disputado entre as vertentes do Islã (Sunita e Xiita) e o Cristianismo. A resposta a ser apontada tende para esta última alternativa.

O conflito na Síria é ancestral, a comunidade islâmica no país era politicamente ativa e movimentava-se por respeito aos valores de sua fé, enquanto Bashar Al Assad caminhava por tornar o país mais voltado a um Estado modernizado e tendendo a ser secular. Analistas chegaram a afirmar que essa perspectiva gerou o protesto de 2011, o qual, motivado  pela Primavera Árabe vivenciada na Líbia, situação que teve apoio do EUA, levou a Oposição síria a acreditar que, talvez, viesse a ocorrer o mesmo apoio norte-americano em seus país, caso se insurgissem contra Assad. No entanto, o conflito se estendeu sem uma resolução. Ao longo do processo, a Federação Russa permaneceu ao lado de Assad, mesmo com a construção pela mídia de uma imagem demoníaca do Presidente sírio perante a comunidade internacional, principalmente no caso das armas químicas que foram utilizadas pelos rebeldes, mas disseminadas de forma a tentar incriminar Assad, conforme foi posteriormente divulgado na imprensa internacional.

Agora, com a vitória do Exército Sírio em Aleppo, certamente a Federação Russa ganha mais protagonismo internacional e se torna um dos global players de maior influência no Oriente Médio, mostrando que sua estrutura social (e capacidade de colocar a opinião pública a favor de suas ações), força política interna (apoio doméstico para suas ações globais), aptidão econômica (recursos para atuar em projetos internacionais) e potencial militar (capacidade de emprego bélico global), são adequadas para suportar e superar os percalços da guerra, sobrepujando, inclusive, o trauma da antiga União Soviética no Afeganistão.

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Imagem 1Batalha de Heraclius e persas sob o Khosrau II D.C.” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/93/Piero_della_Francesca_021.jpg

Imagem 2Soldados Russos em Base Aérea na Síria” (Fonte Governo Russo):

http://mil.ru/images/upload/2015/kel_3529_kel_sbori_na_Vostok-900.jpg

Imagem 3Tropas soviéticas em combate no Afeganistão” (Fonte Governo Russo):

http://mil.ru/files/files/85vdv/images/2b68340a-3cc9-4106-a3a5-96cddb6463e0__3-18_s.jpg[:]

AMÉRICA DO NORTEEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICASTecnologia

[:pt]Sobre a acusação de a Rússia ter interferido nas eleições americanas[:]

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O Departamento de Segurança Interna do Estados Unidos da América (DHS) acusou a Federação Russa de interferir nas eleições presidenciais americanas (em 7 de outubro de 2016), indicando ter havido invasões de rede nos computadores do Partido Democrata. O relatório de acusação formal, comunica sobre participação de funcionários da Federação Russa: “acreditamos, com base no escopo e sensibilidade desses esforços (de invasão), que somente os funcionários mais antigos da Rússia poderiam ter autorizado essas atividades”.

Entretanto, o Governo americano afirmou logo após essa acusação que não há evidências ou possibilidade de uma nação realizar uma interferência dessa magnitude em seu sistema eleitoral, conforme se observa no comunicado oficial: “No entanto, não estamos em condições de atribuir esta atividade ao governo Russo. A Comunidade de Inteligência do EUA (USIC) e o Departamento de Segurança Interna (DHS) avaliam que seria extremamente difícil para alguém, incluindo um ator como um estado-nação, alterar as contagens de votos reais ou os resultados eleitorais por ataque cibernético ou invasão”.

O Governo russo havia respondido dizendo que é uma prática do EUA realizarem acusações de qualquer coisa contra a Rússia, indiscriminadamente. O Porta-Voz do Kremlin, comentou acerca da questão da ciber-invasão: “todo dia o site da Presidência da Federação Russa é atacado por dezenas de milhares de hackers. Muitos desses ataques são rastreados para o território dos EUA, mas não culpamos a Casa Branca ou Langley (CIA) toda vez”. O Presidente Russo, Vladimir Putin, comentou em seu discurso anual para a nação (em 1o de dezembro de 2016), que o país foi caluniado com acusações de interferir nas eleições de outros países.

Na semana passada (no domingo, 10 de dezembro de 2016), a Agência Americana de Inteligência liberou uma informação de que o fim das investigações sobre a intromissão russa no processo eleitoral concluiu que houve interferência da Rússia nos últimos meses das eleições, tendo o Governo russo abastecido o site WikiLeaks com milhares de e-mails confidenciais roubados do Comitê do Partido Democrata (DNC). O Governo russo rejeitou as acusações e o fundador do Wikileaks, Julian Assange, manifestou que o vazamento do DNC não tinha ligação com a Rússia.

Craig Murray, ex-embaixador do Reino Unido no Uzbequistão, disse ao The Guardian, que sabe quem vazou. Declarou: “Eu conheci a pessoa que vazou, e eles certamente não são russos, são de dentro. É um vazamento, não um ‘hackeamento’, são duas coisas diferentes”. A equipe de Donald Trump, com relação à formalização da CIA, manifestou que “Essas são as mesmas pessoas que disseram que o Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa”.

Conforme os analistas vêm apontando, esta é uma questão delicada a ser trabalhada de todas as perspectivas aqui mostradas. A própria Agência de Inteligência Americana, em outubro, alegou que não havia possibilidade de um Estado intervir diretamente no seu processo eleitoral, mas agora está alegando que sim, através da exposição de fatos de apenas um dos candidatos.

No momento, a CIA está buscando maneiras de entender quais foram os responsáveis pela invasão nos computadores da DNC, já que tem diante de si as declarações de um ex-embaixador do Reino Unido, alegando que não foi uma invasão e sim um vazamento interno do Comitê Democrata (o que não é de se estranhar, pois são ações plausíveis dentro da batalha política interna de um país, ou de um partido).

Observadores assinalam que é importante observar como a CIA levantou rumores de quebra da soberania americana, bem perto do fim do mandato presidencial de Barack Obama, deixando no ar que poderia ser um pedido do próprio Presidente para afetar a imagem do próximo Governo (de D. Trump), ou até tentar causar barulho suficiente para que as eleições sejam desacreditadas. Os especialistas desacreditam em tal hipótese, pois tal tipo de ação não corresponde ao comportamento do atual Presidente, nem entendem que seja seu desejo legar uma imagem dessa natureza, o que obriga a todos a aguardarem os próximos acontecimentos da investigação para poderem formular cenários sobre o rumo da política e da democracia americana.

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ImagemHillary Clinton – Suposta vítima de hackeamento” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/45/Glider.svg

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EURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]A Revisão da política externa da Federação Russa[:]

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Recentemente (em 1o de dezembro de 2016), o Presidente da Federação Russa, Vladmir Putin, aprovou uma revisão do Conceito de Política Externa para a Federação Russa, lançado em 2013. Essa revisão (que anula o documento de 2013) reflete o que o Governo russo gostaria de fazer, mas que não necessariamente será capaz de realizar. Tem também como finalidade política (tanto interna como externa) mostrar como o Governo observa o mundo na contemporaneidade. O Documento de 2013 está em concordância com os pontos realçados pelo Governo russo naquele ano, entretanto, a Rússia não estava envolvida nos mesmos cenários globais que se encontra hoje – 3 anos depois – sendo necessário para muitos analistas reforçar seus compromissos e expor quais suas intenções no mundo.

O Documento descaracteriza uma possível análise de que a Rússia busca o embate com o Estados Unidos e o “Ocidente” em nível internacional, ao contrário, demonstra mais de uma vez no texto o desejo de boas relações com todos os “parceiros” da Rússia e a necessidade de promover organizações multilaterais e comércio internacional. Além disso, fala-se a respeito de “valores democráticos universais”, promoção da ideia de “integração regional baseada nas normas e regras da Organização Mundial do Comércio” e diz que a Federação Russa “pretende apoiar ativamente a formação de um sistema econômico e financeiro justo e democrático no mundo”. Entretanto, não deixa passar por completo as tradicionais críticas, pois “o mundo contemporâneo está passando por um período de mudanças profundas, cuja essência é a formação de um sistema internacional policêntrico. Os esforços do Ocidente para impedir isso estão aumentando a instabilidade nas relações internacionais”. E acrescenta: “a Rússia deve resistir às tentativas de Estados ou grupos de Estados de reverem os princípios amplamente conhecidos da ordem internacional, por exemplo, usando a desculpa da ‘Responsabilidade de Proteger’ para intervir nos assuntos internos de outros países”.
É perceptível nesse Documento que o Governo russo está mais preocupado em demonstrar posicionamento para a sua política interna do que externa, uma vez que os grupos nacionalistas têm reforçado e vem ganhando a retórica diante das sanções internacionais e defendido a tese de que a Rússia se vendeu demais às multinacionais e, hoje, não possui pátio industrial para suprir suas próprias necessidades.

Com esse discurso em ascensão, o Governo Putin precisou demonstrar posicionamento de que o caminho optado é o de uma agenda de relações com parceiros internacionais e não de isolacionismo, como tem buscado a agenda “nacionalista russa”, caminhando no cenário contrário ao dos nacionalistas, bem como ao de uma América (EUA) voltada ao protecionismo (de acordo com a possível agenda do presidente eleito Donald Trump), já que um mundo policêntrico tem grandes probabilidades de entregar uma grande vantagem comparativa de mercado para a Rússia.

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ImagemMinistério de Relações Exteriores da Rússia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7b/Ministry_of_Foreign_Affairs_Russia-2.jpg

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ÁfricaAMÉRICA LATINAÁSIABLOCOS REGIONAISCOOPERAÇÃO INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASTecnologia

[:pt]BRICS e a Cooperação em Tecnologia da Informação[:]

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Esse mês de novembro, no 2o Encontro dos Ministros das Comunicações dos Brics, em Bangalore (sul da Índia), foi definida uma agenda de ações para o aprofundamento e desenvolvimento das cooperações multilaterais no campo da Economia Digital, Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Das ações debatidas, foram apontadas agendas digitais nacionais como elementos cruciais para consolidar o crescimento econômico e social, ao alimentar e desenvolver o ecossistema doméstico de TICs.

O Brasil se comprometeu em liderar com a África do Sul agendas nacionais digitais e, com a China, o Comércio entre empresas (B2B – business to business). Ficou aberta para a contribuição brasileira o debate em: pesquisa, desenvolvimento e inovação; reforço das capacidades; governo eletrônico, incluindo aplicações móveis; e engajamento e articulação internacional.

Esse encontro anual fortalece as relações entre os BRICS, mostrando a força do Bloco que deseja se consolidar e a capacidade de superação e desenvolvimento das complexidades internas destes países, de forma cooperativa, debatendo pontualmente como cada um deles lida e organiza suas pastas e como podem conjuntamente se desenvolver.

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ImagemPrimeiroMinistro da Índia, Narendra Modi” (FonteLicença CC):

http://s4.firstpost.in/wp-content/uploads/2016/10/Modi_Brics_PIB.jpg

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AMÉRICA DO NORTEEURÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Moscou vê má vontade da UE na resolução das Sanções[:]

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Na semana passada, em 8 de novembro de 2016, o ministro de desenvolvimento econômico da Rússia, Aleksey Ulyukaev, numa reunião em Roma com lideranças de empresas italianas, comentou que Moscou tem buscado a resolução das sanções mutuamente aplicadas na relação com a União Europeia, mas Bruxelas (capital da união europeia), não tem se esforçado em resolver as questões, tornando a situação não produtiva para países interessados na solução do problema, como é o caso da Itália.
A Itália tinha a Rússia como um dos maiores importadores de seus produtos de origem agrícola e tem tido sua produção fortemente afetada pela crise política UE-Rússia, gerando o desconforto de o país, que é membro do Bloco, considerar a oposição da UE à Rússia como “contra-produtiva”. Ulyukaev disse que “para carros, roupas e mobília, não há restrições de importação. As restrições são para produtos agrícolas e estes, por si só, já são bem significativos, mas isso não é nossa escolha, a melhor solução é mutuamente retirarmos essas limitações. Seríamos gratos por isso, mas, infelizmente, nossos parceiros – incluídos nossos parceiros europeus – não demonstram boa vontade na resolução desta situação”.

Desde os desdobramentos da crise na Crimeia, os conflitos no sudeste ucraniano e a guerra na Síria, a relação Rússia-Europa está abalada e vem gerando contenciosos que resultaram no banimento de importações, tanto de produtos europeus pela Rússia, como de produtos russos pela União Europeia, algo que afeta de forma expressiva as empresas que tinham relações comerciais nesse eixo de relacionamento.

Com a vitória de Trump, confirmada na quarta-feira (dia 9 de novembro de 2016), analistas observam que Bruxelas tenderá a flexibilizar sua percepção com relação à Rússia, devido a incerteza sobre como será a política externa dos Estados Unidos da América durante o Governo Trump.

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ImagemAlexey Ulyukaev” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/20/Alexey_Ulyukaev.jpeg

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