ANÁLISES DE CONJUNTURANOTAS ANALÍTICAS

COMUNICADO - NATAL

Caros Leitores do Jornal do CEIRI (CEIRI NEWSPAPER)

Informamos que, pelo fato de o Natal (25 de Dezembro) cair nesta próxima quinta-feira, na sexta-feira, dia 26, haverá recesso, não sendo publicada Análise de Conjuntura. Voltamos às atividades no dia 29, com a respectiva Análise agendada para esta data.

Ao longo deste período (entre 25 e 28 de dezembro) manteremos as consultas e, caso ocorram fatos que exijam acompanhamento mais intenso, assim o faremos, postando Notas Analíticas sobre os  acontecimentos, ou Análise Extra.

Agradecemos à gentileza de todos os que têm contribuído direta e indiretamente com a reflexão e o estudo dos Colaboradores do Site, bem como com a avaliação dos acontecimentos e a disseminação da informação, de forma a contribuir com o esclarecimento da sociedade e o seu desenvolvimento.

Cordialmente,

Conselho Editorial do “CEIRI NEWSPAPER

ANÁLISES DE CONJUNTURANOTAS ANALÍTICAS

COMUNICADO - PERÍODO NATALINO

Em função das festividades natalinas e de ano novo, informamos que a partir do dia 22 de dezembro próximo não serão publicadas Notas Analíticas, no padrão mínimo de 3 ou 4 Notas por dia. Manteremos a prática adotada desde de 2009, pela qual, no momento das férias brasileiras, são postadas apenas Análises de Conjuntura, uma por dia, apresentando caráter explicativo, maior número de parágrafos ou laudas e maior densidade teórica.   

A resposta de nossos leitores tem sido excelente, com milhares de acessos e vários e-mails debatendo os assuntos e realizando comentários, razão pela qual repetimos o procedimento ao longo dos últimos cinco anos.

Informamos ainda que o retorno das atividades de postagem de Notas Analíticas e Análises de Conjuntura  será em 2 de março de 2015, uma semana após o Carnaval.

Ao longo deste período de redução das atividades, de 22 de dezembro de 2014 até 2 de março de 2015, manteremos as consultas e, caso ocorram fatos que exijam acompanhamento mais intenso, assim o faremos, postando Notas sobre os  acontecimentos, além da Análise de Conjuntura diária.   

Agradecemos à gentileza de todos os que têm contribuído direta e indiretamente com a reflexão e o estudo dos Colaboradores do Site.

Desejamos um Natal maravilhoso e um Ano Novo repleto de sucesso, alegria, paz e amor.

Cordialmente,

Conselho Editorial do CEIRI NEWSPAPER

ANÁLISES DE CONJUNTURAORIENTE MÉDIO

A crise humanitária na Síria e os refugiados palestinos

A expressão “crise humanitária” costuma ser frequentemente usada pela mídia e por acadêmicos sem, no entanto, haver muita preocupação em defini-la. Essa banalização do termo produz um resultado paradoxal à sua causa: por um lado, é referido indiscriminadamente justamente por ser entendido como senso comum; em contrapartida, sua atribuição a contextos tão diferentes, da Haiti à Síria, acaba por esvaziar seu significado.

De acordo com a “Humanitarian Coalition”, uma coalizão das agências canadenses líderes em provisão de ajuda humanitária, “crise humanitária” deve ser entendida como “um evento ou uma série de eventos que representam uma séria ameaça para a saúde, a segurança ou o bem-estar de uma comunidade ou de outro grande grupo de pessoas, geralmente em uma área ampla[1].

Além disso, a coalizão reconhece três tipos de crises humanitárias: (i) aquelas provocadas por desastres naturais; (ii) as provocadas por desastres provocados pelo homem (o que inclui conflitos, mas também compreende acidentes industriais, incêndios e acidentes de trem e avião); e (iii) emergências complexas. Emergências complexas se caracterizam por um estado de coisas em que determinada comunidade se vê impedida de satisfazer suas necessidades básicas, “como água, comida, abrigo, segurança ou assistência médica[1].

A crise síria se enquadra no terceiro padrão, i.e., trata-se de uma “emergência complexa”. Ainda assim, a fim de evitar a mera substituição de um termo de significado esvaziado, como “crise humanitária”, por outro, “emergência complexa”, é preciso caracterizar a situação do país de forma mais específica.

De acordo com o site do “Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários” (OCHA, na sigla em inglês)[2], o conflito levou a mais de 100 mil mortos (segundo a agência de notícia Reuters[3], esse número chegava a 126 mil em dezembro de 2013). Ainda conforme a OCHA[2], a Síria conta com 9,3 milhões de pessoas que necessitam de assistência, 4 milhões em necessidade de comida e com 6,5 milhões de deslocados internos – isto é, aqueles que foram forçados a deixar seu lugar de origem, mas que, por não terem cruzado as fronteiras do país, não podem ser considerados refugiados. 

A grave situação enfrentada no país obriga muitos a buscarem refúgio nos países vizinhos Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia, e no Egito, totalizando atualmente 2.406.680 refugiados, de acordo com o “Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados” (UNHCR, na sigla em inglês)[4].

Os fluxos de refugiados são talvez o reflexo mais claro do transbordamento da “crise humanitária” na Síria para esses outros países da região, que passam a receber atenção especial de agências das “Nações Unidas” e ONGs internacionais. Conforme tratado em notas analíticas anteriores do “CEIRI NEWSPAPER[5][6], o número exorbitante de refugiados sobrecarrega os recursos públicos e a infraestrutura dos países acolhedores.

No entanto, nem todos os refugiados que compõem esses fluxos são sírios, embora sejam provenientes da Síria. Segundo a “Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente” (conhecida em inglês como UNRWA), há, na Síria, 540 mil refugiados palestinos em necessidade de assistência. Chamados “Refugiados Palestinos Provenientes da Síria” (PRS, na sigla em inglês), 51.300 deles fugiram para o Líbano e 10.687, para a Jordânia[7].

De acordo com o acadêmico Omar S. Dahi, professor na “Universidade de Hampshire” e pesquisador visitante do think tank “Carnegie Middle East Center” (CMEC), em Beirute, esse fluxo se deveu em grande parte a destruição do campo de Yarmouk, em Damasco. Embora não fosse um campo de refugiados oficial, Yarmouk abrigava cerca de 150 mil palestinos; em setembro de 2013, esse número havia caído para menos de 20 mil[8].

Como explica Dahi[8], a maioria dos refugiados palestinos se situa no sul da Síria, o que inviabiliza a Turquia como um novo destino para refúgio. Dentre as opções ao sul, o Iraque não era uma opção de retorno, posto que foram forçados a deixar o país após a queda de Saddam Hussein, cuja ajuda no passado se tornou, então, motivo de hostilidade. A Jordânia se tornou uma destinação complicada após o governo jordaniano ter anunciado, no início de 2013, uma política de não-entrada a palestinos tentando escapar do conflito sírio[9].

Enquanto esse contexto nos permite entender o número não tão elevado de PRS na Jordânia, também justifica a intensidade do fluxo de palestinos em direção ao Líbano, que acabou se tornando a opção restante e, no entanto, como defende Dahi[9], a pior possível.

Como já mencionado em nota analítica passada[10], a experiência histórica do Líbano com refugiados palestinos contribuiu para a formação de certo trauma em relação ao acolhimento de refugiados, o que afeta, atualmente, a recepção de refugiados sírios como um todo, mas que, evidentemente, se dá mais intensamente em relação aos PRS.

A primeira entrada de refugiados palestinos no Líbano ocorreu em 1947-48, em decorrência do primeiro conflito árabe-israelense. A segunda onda de refugiados veio após a guerra de 1967[11]. Com isso, o envolvimento libanês no conflito árabe-israelense ganhou um “encarnação física”, enquanto milícias palestinas (as fida’iyin) se estabeleciam no sul do Líbano e começavam a lançar seus ataques contra Israel, desencadeando uma resposta militar israelense de retaliações que escalou para “ataques preventivos[12].

Apesar cumplicidade inicial do governo libanês com o estabelecimento das fida’iyin no sul do país, a resposta agressiva do Exército israelense mudou essa política[13], pois sua presença passara a ser vista como uma ameaça à segurança.

No final da década de 60, enquanto as fida’iyin se tornavam mais poderosas e a “Organização para a Libertação da Palestina” (OLP) adquiria maior influência financeira e política, a sociedade libanesa estava muito polarizada. Em termos gerais, de um lado, sunitas e xiitas defendiam o apoio político e militar aos palestinos; do outro, cristãos nacionalistas percebiam sua presença, assim como a influência da OLP, como uma “ameaça a própria existência do Líbano[14].

Essas tensões serviram de base às que iniciaram e perduraram durante a guerra civil no país, que durou de 1975 a 1990. Mais relevante ainda, esses acontecimentos levaram a construção de uma memória coletiva libanesa que atribui, em grande parte, aos refugiados palestinos a culpa pela guerra. Embora essa visão da história fosse inicialmente adotada pelos cristãos maronitas, aos poucos acabou sendo “igualmente partilhada por parte dos grupos xiita e sunita[15].

Nas palavras de membro do “Movimento Patriótico Livre”, partido político do Líbano, a respeito dos palestinos que entraram no país nos anos 1960: “No início, os palestinos eram poucos, a sua presença era para ser temporária. 65 anos depois, eles ainda estão aqui. De grupo pacífico fugindo da violência eleitoral em fuga, eles se tornaram um grupo beligerante, e, como resultado, nós passamos por 15 anos de uma guerra civil destrutiva. Como podemos garantir que a história não vai se repetir?[16].

Essa visão também está presente no vídeo “Antes que seja tarde[17], veiculado no canal YouTube no início desse ano, reforçando a ideia da culpa palestina pela guerra civil e associando aquela situação com o atual fluxo de refugiados em direção ao país[18].

A hostilidade libanesa para com os refugiados sírios, observada em relatório da ONGInternational Crisis Group[16], caracteriza também a relação com os PRS. Os “Refugiados Palestinos Provenientes da Síria” são vistos como um fardo pelas comunidades anfitriãs. Como nos conta Omar Dahi[8], em depoimento ao pesquisador, uma mulher palestina afirmou que preferia voltar para a Síria assim que a guerra acabasse do que ficar no que considera ser uma situação humilhante, mesmo que isso significasse “armar uma tenda e dormir entre as rochas e escombros de nossa antiga casa[8].

O UNHCR estima que o Líbano terá em seu território cerca de 100 mil refugiados palestinos provenientes da Síria[19]. Como observa Dahi[8], a ênfase do novo “Plano Regional de Resposta” à (crise) Síria no desenvolvimento humano e econômico se destina a atenuar as tensões entre comunidades acolhedoras e de refugiados. A única forma de garantir melhores relações entre essas comunidades é reconhecer que ambas estão vulneráveis; nesse sentido, o caráter desenvolvimentista contribui para que os anfitriões libaneses sintam algum valor na presença de refugiados que beneficie a comunidade em uma perspectiva de longo prazo.

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ImagemEm azul, refugiados palestinos em fins de 2013; em vermelho, estimativas para o fim de 2014” (Fonte):

http://www.unrwa.org/sites/default/files/syria_appeal_0.pdf

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://humanitariancoalition.ca/info-portal/factsheets/what-is-a-humanitarian-crisis

[2] Ver:

http://syria.unocha.org/

[3] Ver:

http://www.reuters.com/article/2013/12/02/us-syria-crisis-toll-idUSBRE9B10ES20131202

[4] Ver:

http://data.unhcr.org/syrianrefugees/syria.php

[5] Ver:

http://www.jornal.ceiri.com.br/a-crise-de-refugiados-da-siria/

[6] Ver:

http://www.jornal.ceiri.com.br/refugiados-da-guerra-na-siria-numero-crescente-e-condicoes-alarmantes/

[7] Ver:

http://www.unrwa.org/what-we-do/emergencies

[8] Ver:

http://carnegieendowment.org/2014/01/03/syria-in-fragments-politics-of-refugee-crisis/gyen

[9] Ver:

http://www.unrwa.org/prs-jordan

Ver Também:

https://www.amnesty.org/en/news/jordan-s-restrictions-refugees-syria-reveal-strain-host-countries-2013-10-31

[10] Ver:

http://www.jornal.ceiri.com.br/refugiados-sirios-no-libano-pais-dos-cedros/

[11] Abi-Ezzi, Karen (2008). “Lebanon: Confessionalism, Institution Building, and the Challenges of Securing Peace”. In: Baldwin, Nicholas D. J.; Shields, Vanessa E.. Beyond Settlement: Making Peace Last after Civil Conflict. Cranbury: Associated University Presses, p. 161.

[12] Traboulsi, Fawwaz (2007). A History of Modern Lebanon. London: Pluto Press, p. 152.

[13] Ibid., p. 153.

[14] Halabi, Zeina (2004). “Exclusion and identity in Lebanon’s Palestinian refugee camps: a story of sustained conflict”. Environment and Urbanization, v.16, no. 2, pp. 39-48, p. 40.

[15] Hudson, Michael C. (1997). “Palestinians and Lebanon: The Common Story”. Journal of Refugee Studies, v.10, no.3, pp. 243-260, p. 252.

[16] International Crisis Group (2013). “Too Close For Comfort: Syrians in Lebanon”. Middle East Report no. 141, em:

http://www.crisisgroup.org/~/media/Files/Middle%20East%20North%20Africa/Iraq%20Syria%20Lebanon/Lebanon/141-too-close-for-comfort-syrians-in-lebanon.pdf, p. 15.

[17] Ver:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=0aUTu96sFec#!

[18] Ver KHAWAJA, Bassam (2011). “War and Memory: The Role of Palestinian Refugees in Lebanon”. Honors Projects. Paper 13, p. 4, em:

http://digitalcommons.macalester.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1012&context=history_honors

[19] Ver UNHCR. (2014) Syria Regional Response Plan: Lebanon, em:

http://www.unhcr.org/syriarrp6/docs/syria-rrp6-lebanon-response-plan.pdf, p. 2.


ANÁLISES DE CONJUNTURANOTAS ANALÍTICAS

COMUNICADO

Caros Leitores do “CEIRI NEWSPAPER

Em função das festividades natalinas e de ano novo, informamos que do dia 25 de dezembro próximo (NATAL) até o dia 1o de janeiro de 2014, não serão postadas “Notas Analíticas” e “Análises de Conjuntura” no “CEIRI NEWSPAPER”, retornando as atividades no dia 2 de janeiro.

Da mesma forma, devido ao período de férias no Brasil, também comunicamos que não serão publicadas “Notas Analíticas”, no padrão mínimo de 4 Notas por dia, a partir dessa data de 2 de janeiro do 2014.

Manteremos a prática adotada desde de 2009, pela qual, no momento das férias brasileiras são postadas apenas “Análises de Conjuntura”, uma por dia, apresentando caráter explicativo, maior número de laudas e maior densidade teórica.

A resposta de nossos leitores tem sido excelente, com milhares de acessos e vários e-mails debatendo os assuntos e realizando comentários, razão pela qual repetimos o procedimento ao longo dos últimos quatro anos

Informamos ainda que o retorno das atividades de postagem de “Notas Analíticas” será em 17 de fevereiro de 2014, duas semanas antes do Carnaval, quando pararemos entre os dias 3 e 7 de março, na semana carnavalesca.

Ao longo deste período de redução das atividades, de 25 de dezembro de 2013 até 16 de fevereiro de 2014, manteremos as consultas e, caso ocorram fatos que exijam acompanhamento mais intenso, assim o faremos, postando Notas sobre os  acontecimentos, além da “Análise de Conjuntura” diária.

Agradecemos à gentileza de todos os que têm contribuído direta e indiretamente com a reflexão e o estudo dos “Colaboradores do Site”.

Desejamos todos um Natal maravilhoso e um Ano Novo repleto de sucesso, alegria, paz e amor.

Cordialmente,

Conselho Editorial do “CEIRI NEWSPAPER

NOTAS ANALÍTICAS

Feriado da “Proclamação da República”

Caros Leitores do “CEIRI NEWSPAPER” Informamos que amanhã, sexta-feira, dia 15 de novembro, não serão publicadas “Notas Analíticas”, ou “Análises de Conjuntura”, em respeito ao feriado da “Proclamação da República”, ocorrida em “15 de Novembro…

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ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

BOTSUANA: Governo acusado de perseguir boxímanes

Organizações não-governamentais têm acusado o Governo de Botsuana de utilizar de todos os meios disponíveis para expulsar os boxímanes da principal reserva do país – onde se encontra a nona maior mina de diamantes do mundo[1]. Em realidade, a questão já dura quase duas décadas, quando o Governo começou um programa de realocação da população indígena[2]. Todavia, este comportamento tem trazido preocupação em diversos momentos.

O povo em questão, os boxímanes, habita o sul da África há mais de 20 mil anos e é tido como o começo da árvore genealógica da humanidade[3]. Por isso, eles também são conhecidos comoO Primeiro Povo”. Dispersos entre alguns dos países do sul da África, a maior parte da sua população se concentra em Botsuana, especialmente na supracitada reservaKalahari Game Reserve”.

A organização internacional “Survival International”, que apoia povos indígenas ao redor do globo, já acusava o Governo de no ano de 2002 expulsar boxímanes da região em questão e de não fazer nada, mesmo após o sistema judiciário botsuano ter reconhecido em 2006 que a expulsão era ilegal[4].

Desde 1996 o Governo botsuano começou a expulsar os boxímanes da região, tendo em vista a exploração de diamantes na mina de Orapa (e também na mina de Jwaneng). Em 2001, a caça por parte desse povo foi proibida. Em 2002, serviços médicos e o abastecimento de água foram cortados. Após isso, o material de caça, como arcos, foram confiscados e muitos dos boxímanes foram transportados a força para fora da Reserva e para dentro de assentamentos.

A vitória de 2006 nos tribunais, que considerava ilegal o deslocamento dos boxímanes e permitiria não só que eles vivessem na reserva, como que caçassem livremente, não representa, todavia, uma vitória para eles, já que o Governo continua dificultando a vida na região ao proibir, por exemplo, que construam simples cisternas[5] na quente e seca região do Kalahari.

A “Survival International” afirma que a perseguição aos boxímanes pelo Governo botsuano é pior do que nunca[6] – impedindo, inclusive, a entrada no país do advogado deste povo, o inglês Gordon Benett[7]. Os governantes, por sua vez, dizem não haver perseguição, afirmando ainda que os boxímanes não mais vivem da caça e, por essa razão, não haveria sentido mantê-los na “Kalahari Nature Reserve” – posição sem dúvida equivocada. O simples fato dos boxímanes aprenderem e utilizarem tecnologias da sociedade ocidental não os impede de manterem traços culturais milenares, como pressupõe o governo botsuano.

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Imagem (Fonte):

http://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/02720/botswana_2720737b.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.mining-technology.com/features/feature-the-worlds-top-10-biggest-diamond-mines/

[2] Ver:

http://web.archive.org/web/20081226225956/http://www.gov.bw/index.php?option=com_content&task=view&id=59&Itemid=52

[3] Ver:

http://phys.org/news/2011-03-genetic-analysis-modern-humans-evolved.html

[4] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-11685932

[5] Ver:

http://www.diamonds.net/Magazine/Article.aspx?ArticleID=25947&RDRIssueID=36

[6] Ver:

http://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/africaandindianocean/botswana/10420507/Should-we-boycott-Botswana.html

[7] Ver:

http://www.independent.co.uk/news/world/africa/hunted-by-their-own-government–the-fight-to-save-kalahari-bushmen-8904934.html

AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

MERCOSUL apresentará proposta comum para acordo comercial com a “União Europeia”

A “Câmara de Comércio Exterior” (CAMEX), do “Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior”, aprovou[1] no dia 3 de outubro a oferta brasileira para um acordo comercial entre o MERCOSUL e a “União Europeia”. A proposta será encaminhada aos demais países do bloco latino-americano para a construção de uma oferta comum.

De acordo com as informações do Ministério[1], o compromisso assumido entre o MERCOSUL e a “União Europeia” em reuniões anteriores foi apresentar as ofertas até o último trimestre deste ano. A pasta não informou o número de produtos que sofrerá corte de tarifas segundo a proposta brasileira apresentada neste momento.

De acordo com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, que participou da reunião, foi alcançado “um nível aceitável” para a “União Europeia”. Ele ressaltou que será preciso consenso com os demais países do MERCOSUL, bem como que a concordância da Argentina é um dos pontos mais delicados. O documento será encaminhado aos demais países membros do bloco sul-americano para a consolidação de uma oferta comum, mas a Venezuela não participará dessa processo por ainda estar cumprindo etapas de adesão ao grupo.

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=12710