NOTAS ANALÍTICAS

Feriado da “Proclamação da República”

Caros Leitores do “CEIRI NEWSPAPER

Informamos que amanhã, sexta-feira, dia 15 de novembro, não serão publicadas “Notas Analíticas”, ou “Análises de Conjuntura”, em respeito ao feriado da “Proclamação da República”, ocorrida em “15 de Novembro de 1889”, cuja data é “Feriado Nacional no Brasil. Retornamos às atividades normais na segunda-feira, dia 18 de novembro.

Agradecemos à gentileza de todos os que têm contribuído direta e indiretamente com as reflexões, entrevistas e estudos publicados no “Ceiri Newspaper”, bem como com a avaliação dos acontecimentos e a disseminação da informação de forma a contribuir com o esclarecimento da sociedade e o seu desenvolvimento.

Conselho Editorial do “CEIRI NEWSPAPER” 

 
ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

BOTSUANA: Governo acusado de perseguir boxímanes

Organizações não-governamentais têm acusado o Governo de Botsuana de utilizar de todos os meios disponíveis para expulsar os boxímanes da principal reserva do país – onde se encontra a nona maior mina de diamantes do mundo[1]. Em realidade, a questão já dura quase duas décadas, quando o Governo começou um programa de realocação da população indígena[2]. Todavia, este comportamento tem trazido preocupação em diversos momentos.

O povo em questão, os boxímanes, habita o sul da África há mais de 20 mil anos e é tido como o começo da árvore genealógica da humanidade[3]. Por isso, eles também são conhecidos comoO Primeiro Povo”. Dispersos entre alguns dos países do sul da África, a maior parte da sua população se concentra em Botsuana, especialmente na supracitada reservaKalahari Game Reserve”.

A organização internacional “Survival International”, que apoia povos indígenas ao redor do globo, já acusava o Governo de no ano de 2002 expulsar boxímanes da região em questão e de não fazer nada, mesmo após o sistema judiciário botsuano ter reconhecido em 2006 que a expulsão era ilegal[4].

Desde 1996 o Governo botsuano começou a expulsar os boxímanes da região, tendo em vista a exploração de diamantes na mina de Orapa (e também na mina de Jwaneng). Em 2001, a caça por parte desse povo foi proibida. Em 2002, serviços médicos e o abastecimento de água foram cortados. Após isso, o material de caça, como arcos, foram confiscados e muitos dos boxímanes foram transportados a força para fora da Reserva e para dentro de assentamentos.

A vitória de 2006 nos tribunais, que considerava ilegal o deslocamento dos boxímanes e permitiria não só que eles vivessem na reserva, como que caçassem livremente, não representa, todavia, uma vitória para eles, já que o Governo continua dificultando a vida na região ao proibir, por exemplo, que construam simples cisternas[5] na quente e seca região do Kalahari.

A “Survival International” afirma que a perseguição aos boxímanes pelo Governo botsuano é pior do que nunca[6] – impedindo, inclusive, a entrada no país do advogado deste povo, o inglês Gordon Benett[7]. Os governantes, por sua vez, dizem não haver perseguição, afirmando ainda que os boxímanes não mais vivem da caça e, por essa razão, não haveria sentido mantê-los na “Kalahari Nature Reserve” – posição sem dúvida equivocada. O simples fato dos boxímanes aprenderem e utilizarem tecnologias da sociedade ocidental não os impede de manterem traços culturais milenares, como pressupõe o governo botsuano.

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Imagem (Fonte):

http://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/02720/botswana_2720737b.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.mining-technology.com/features/feature-the-worlds-top-10-biggest-diamond-mines/

[2] Ver:

http://web.archive.org/web/20081226225956/http://www.gov.bw/index.php?option=com_content&task=view&id=59&Itemid=52

[3] Ver:

http://phys.org/news/2011-03-genetic-analysis-modern-humans-evolved.html

[4] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-11685932

[5] Ver:

http://www.diamonds.net/Magazine/Article.aspx?ArticleID=25947&RDRIssueID=36

[6] Ver:

http://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/africaandindianocean/botswana/10420507/Should-we-boycott-Botswana.html

[7] Ver:

http://www.independent.co.uk/news/world/africa/hunted-by-their-own-government–the-fight-to-save-kalahari-bushmen-8904934.html

Eventos

IV Curso Online (Ao Vivo) sobre Análise de Conjuntura em Política Internacional

A atual conjuntura global apresenta configuração que exige do homem contemporâneo conhecimentos sobre os elementos que compõem a natureza das relações internacionais e da política internacional, seja para posicionarem-se diante da realidade, seja para tratarem da formulação de estratégias em empresas, instituições públicas e instituições privadas que necessitam se relacionar com atores deste mundo do século XXI.

De posse desses instrumentos, poderão responder de maneira articulada, rápida e eficiente às questões advindas de um mundo globalizado, utilizando-se da metodologia de análise de conjuntura, bem como de outras, específicas da disciplina “Relações Internacionais”.

Objetivos do Curso:

Objetiva-se realizar a análise de conjuntura em Política Internacional, utilizando-se de alguns instrumentais teóricos das Relações Internacionais e da Teoria Política;

Apresentar metodologias e técnicas de análise de conjuntura que podem ser usadas por profissionais que necessitam desses conhecimentos para aprimoramento profissional;

Apresentar informações sobre as estratégias e políticas externas dos atores estatais;

Apresentar aulas expositivas sobre questões teóricas, exercitar a construção de cenários, discutir textos e material coletado semanalmente, compor análises com grupos de estudos constituídos pelos participantes do curso.

Público-Alvo:

Profissionais (juristas, professores, políticos, sociólogos, engenheiros, médicos, enfermeiros, cientistas políticos etc.) que atuam em ONGs, Organismos Internacionais, Fóruns Internacionais, Instituições Públicas, Instituições de Relações Exteriores e Comércio Exterior.

Profissionais que necessitam compreender a ciência Relações Internacionais, dominar os seus conceitos chaves e entender as explicações da ordem mundial para trabalharem na área, ou em aéreas correlatas.

Profissionais que necessitam conhecer metodologias das Relações Internacionais para auxiliar e/ou definir suas estratégias de negociação e negociação internacional.

PROFESSORES: Dr. Marcelo Suano e Prof. Thiago Babo

DATAS: 12, 14, 16 e 19 de Setembro

HORÁRIO: 19h40 às 22h15

INVESTIMENTO

CURSO: R$550,00 (Pagamento em até 12X por cartão de Crédito via PagSeguro. Até 2X por Boleto)

Desconto: 20% de desconto para pagamento até o dia 10 de agosto. 10% de desconto para pagamento à vista (depósito bancário).

Desconto para inscrições de grupos:
– 2 inscrições – 5% = R$522,50 cada inscrito.
– 3 inscrições – 10% = R$495,00 cada inscrito.
– 4 inscrições – 15% = R$467,50 cada inscrito.
– 5 inscrições – 20% = R$440,00 cada inscrito.
– 7 inscrições – 30% = R$385,00 cada inscrito.

CURSO COM CERTIFICADO CEIRI

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Eventos

Cidades-Modelo ou Privatização de Cidades? Com Michael Strong, CEO da MGK, que participará da construção da Primeira cidade-modelo em Honduras

O Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) oferece a Palestra Cidades-Modelo ou Privatização de Cidades?

Palestrante: Michael Strong, CEO do Grupo MKG que participará da construção da primeira cidade-modelo de Honduras. Strong também é autor do livro How Entrepreneurs and Conscious Capitalists Can Solve All the World’s Problems, by Michael Strong with John Mackey, CEO Whole Foods Market, Muhammad Yunus, founder of Grameen Bank and 2006 Nobel Peace Prize Laureate, Hernando de Soto, Co-Chair of the U.N. Commission on the Legal Empowerment of the Poor, and others.

Palestra em inglês.

Sobre a Palestra: Recentemente Honduras aprovou o regulamento das “Zonas de Emprego e Desenvolvimento Econômico” (ZEDE), a nova versão das “Cidades Modelos”, para possibilitar a gestão e investimentos privados em Zonas específicas (municípios). As instabilidades políticas ocorridas no ano de 2009 em Honduras tiveram um impacto significativo em termos de percepção da comunidade internacional e em sua capacidade de atrair investimento estrangeiro. A iniciativa foi considerada uma alternativa para capacitar o país e transformá-lo em um modelo de sucesso como ocorreu com Singapura, Hong Kong e Shenzhen (China). Michael Strong falará sobre as Cidades-Modelo, o projeto de Honduras e outros modelos já realizados no mundo.

Os participantes poderão realizar perguntas diretamente ao palestrante no evento.

VAGAS LIMITADAS!

Local: Internet – Ao Vivo – Com possibilidade de interação entre o palestrante e os ouvindes.

Data: 21 de AGOSTO

Investimento: R$ 150,00

Para se Inscrever, preencha a ficha abaixo.

Algumas questões que serão abordadas:

  1. Quais serão as etapas para a construção e o desenvolvimento dessas cidades?

  1. A mídia está disseminando que a administração das cidades modelo serão de gestão privada, mas existe uma estrutura política pré-definida no Estatuto Constitucional das Regiões Especiais de Desenvolvimento. Sabendo disso, como será a participação privada na construção e desenvolvimento das Cidades Modelo?

  1. Também está sendo disseminado que Honduras perderá sua soberania com a constituição das Regiões Especiais de Desenvolvimento. Na sua percepção, a que se deve essa interpretação e qual sua opinião sobre o assunto?

  1. Quem será o proprietário do terreno da nova cidade?

  1. Existe um interesse real por parte dos investidores nesse projeto, considerando a realidade hondurenha e a recente crise política que ocorreu no país? Já existe uma articulação com governos e investidores internacionais? Se afirmativo, quais governos se mostraram interessados no projeto?

  1. Que tipo de benefícios as empresas privadas teriam para investir nas cidades modelo e quais setores seriam prioritários para essas regiões?

  1. Como ocorrerão os investimentos em infra-estrutura? O governo hondurenho será responsável pelo pagamento destes serviços?

  1. Qual será a primeira região de realização do projeto? Já existe população na região ou a população será convocada? Se não existe população, como ela será atraída para a região?

  1. Em quanto tempo a primeira cidade estaria pronta para iniciar sua estrutura política e em quanto tempo a cidade poderá estar completa?

  1. As cidades modelo terão autonomia para firmar convênios e tratados internacionais. Elas também poderão contar com um corpo diplomático?

  1. Este projeto de Honduras será um modelo internacional e poderá substituir os projetos de desenvolvimento e assistência das organizações internacionais? Será uma mudança do paradigma da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento?

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Eventos

Curso Política e Mobilização - (Online e Ao Vivo)

O Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) em parceria com Arrais&Tagliani Empreendimentos oferece o curso Política e Mobilização. Este curso apresenta noções e informações sobre Política, Segurança, Inteligência, Defesa e Mobilização com o…

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ANÁLISES DE CONJUNTURA

COOPERAÇÃO NO HAITI: PERDAS HUMANAS, TREMORES DE TERRA E TERREMOTOS POLÍTICOS

A atenção recente que a mídia e, consequentemente, a opinião pública e a comunidade internacional têm dedicado ao Haiti está relacionado ao abalo sísmico ocorrido neste início de 2010.

O triste paradoxo é que a situação no país já antes mesmo era calamitosa, com milhares de pessoas morrendo por causas absolutamente evitáveis, cuja dramática situação só se degradou substancialmente com o recente episódio, em condições que já exigiam atenção contínua e sustentada.