AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Rússia volta a importar carne brasileira

No último dia 31 de outubro (2018), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Blairo Maggi, anunciou que a Rússia voltará a importar carne brasileira de acordo com a avaliação positiva do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Federação Russa (Rosselkhoznadzor) sobre as medidas tomadas para eliminar as violações identificadas que afetaram a qualidade dos produtos brasileiros.

Para se entender esse embargo é preciso retornar a 20 de novembro de 2017, quando o serviço federal russo notificou o Governo brasileiro acerca da imposição de restrições temporárias sobre a compra de carne bovina e suína e que se efetivariam a partir de 1º de dezembro do mesmo ano.

Carcaças de suínos

O principal motivo para a suspensão do comércio de carne entre os dois países se baseou em análises laboratoriais que constataram traços de um determinado estimulante de crescimento animal conhecido como ractopamina* que, de acordo com a legislação russa, seu uso e comercialização é expressamente proibido, pois impacta diretamente na segurança do consumidor final e no mercado interno de alimentos.

Países como China, Malásia e União Europeia também proíbem o emprego de tal substância e limitam a aquisição comercial das carnes provenientes de nações que se utilizam da mesma, tendo como ressalvas a possibilidade de causarem efeitos colaterais graves como o aumento da pressão arterial, tontura, taquicardia, hiper ou hipoglicemia e até mesmo provocar efeitos carcinogênicos e danos cromossômicos.

A notícia do restabelecimento comercial, que poderá ocorrer ainda no mês de novembro deste ano (2018), foi muito aplaudida por instituições representativas, produtores pecuaristas e pelo próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que se uniram numa força-tarefa para reverter o impacto negativo e resgatar a relação comercial entre os dois países.

O Brasil é o segundo maior produtor de carnes do mundo, com 9,3 milhões de toneladas anuais (15,4% do total mundial – dados de 2017), segundo o USDA (United States Department of Agriculture) e a FAO (Food and Agriculture Organization) – órgão ligado à ONU (Organização das Nações Unidas), e tem a Rússia como consumidor de 10% dessa produção, sendo que, somente no consumo de carne suína, os russos respondem por 40% do volume exportado e 50% da receita arrecadada, o que, com o restabelecimento das exportações, irá possibilitar a retomada das vendas perdidas dos principais frigoríficos** fornecedores desse produto.

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Notas:

* Aditivo alimentar beta-agonista utilizado na fase final da criação de suínos e bovinos (28 dias antes do abate) que provoca uma modificação metabólica que reduz índices de gordura e aumenta a massa muscular e, consequentemente, os índices de carne em torno de 10 a 15% de rendimento com o mesmo consumo de ração, ou seja, melhora no ganho de peso, melhora na conversão alimentar do animal e melhora na rentabilidade do produtor.

** Barra Mansa Comércio de Carnes e Derivados Ltda; Agra Agroindustrial de Alimentos S/A; Alibem Alimentos S/A; Adelle Indústria de Alimentos Ltda; Minerva S/A; Cooperativa Central Aurora Alimentos; Frigorífico Astra do Paraná Ltda; Frigorífico Vale do Sapucaí Ltda.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Carnes em açougue” (Fonte):

http://www.agricultura.gov.br/noticias/russia-retoma-compras-de-carne-suina-e-bovina-do-brasil/carne-brasileira.jpg/@@images/a3c4ca54-27f4-4d06-940f-1ca1da94a91f.jpeg

Imagem 2 Carcaças de suínos” (Fonte):

https://www.embrapa.br/bme_images/m/175280040m.jpg

EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Rússia e a nova “Crise dos Mísseis”

Logo após o anúncio da retirada dos Estados Unidos do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) com a Federação Russa, proferida pelo presidente Donald Trump, em 20 de outubro de 2018, a comunidade internacional ingressou em uma nova “Crise dos Mísseis”*, de acordo com a visão de analistas, e que, desta vez, não envolveria somente a bipolaridade entre EUA e a Rússia, mas, também, a inserção de novos agentes geopolíticos dentro desse conflito.

Míssil russo RS 24 Yars

O desequilíbrio político-militar se deu sob a alegação por parte dos EUA de que a Rússia apresentou desrespeito ao acordo de redução de mísseis de médio alcance, ao mesmo tempo que apresenta uma disposição baseada na Revisão da Postura Nuclear da administração Trump em investir pesadamente no desenvolvimento de arsenal que faça frente à suposta ameaça russa, e também coloca a China como potencial inimigo na questão de fabricação e disposição de mísseis de médio e longo alcance, já que esta nação não está incluída no Tratado e vem se destacando no cenário mundial com avanços significativos em desenvolvimento de mísseis convencionais e nucleares, alterando sua estratégia de dissuasão** e passando para uma estratégia chamada de “retaliação garantida”, pela qual uma resposta nuclear seria efetiva e danosa ao seu oponente em caso de confronto.

Outro ponto crítico nesse desequilíbrio sistêmico seria a demonstração de poder bélico por parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aumentando a intensidade de treinamentos operacionais e de combate nas regiões fronteiriças da Federação Russa e da República de Belarus (Bielorrúsia), incluindo também exercícios relacionados ao uso de armas nucleares. Por sua vez, a Federação Russa, apesar de demonstrar o desejo de não ser “arrastada” para um conflito militar com o Ocidente, já informou que essas ações prejudicam sua estabilidade estratégica, o que obrigaria o país a tomar medidas de retaliação.

Segundo o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, já que os norte-americanos decidiram sair do Tratado INF, eles devem revelar seus futuros planos no controle de armamentos, acrescentando que a falta de transparência é inadmissível e estendeu essa preocupação ao conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, quando este estava em visita à Moscou, em 22 de outubro (2018).

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Notas:

* Crise dos mísseis de Cuba, também conhecida como a Crise de Outubro, foi um confronto de 13 dias (16-28 outubro de 1962) entre os Estados Unidos e a União Soviética relacionado com a implantação de mísseis balísticos soviéticos em Cuba e que levaria o mundo à beira de uma guerra nuclear.

** A estratégia de dissuasão nuclear, muito utilizada no período da Guerra Fria entre EUA e União Soviética, é baseada num equilíbrio induzido pelo perigo do holocausto nuclear (Destruição Mútua Assegurada). Esta relação de forças traduzia-se num verdadeiro paradigma em que o equilíbrio do terror funcionava como a garantia da estabilidade e paz mundial.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Silo com míssil nuclear R36 russo” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0d/Dnepr_inside_silo.jpg/330px-Dnepr_inside_silo.jpg

Imagem 2Míssil russo RS 24 Yars” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8f/PC-24_%C2%AB%D0%AF%D1%80%D1%81%C2%BB.JPG/1200px-PC-24_%C2%AB%D0%AF%D1%80%D1%81%C2%BB.JPG

América do NorteECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Kalashnikov: EUA estuda possibilidade de fabricar fuzil russo em solo americano

Um dos símbolos da extinta União Soviética, o fuzil automático AK-47*, está sendo estudado para que tenha sua fabricação realizada dentro do território norte-americano, segundo declarações do Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos (USSOCOM – United States Special Operations Command), órgão encarregado de supervisionar as várias operações dos comandos de forças especiais que fazem parte do Exército, da Força Aérea, da Marinha e dos Fuzileiros Navais, das Forças Armadas dos EUA.

Desde maio de 2016, o Comando Militar já havia se posicionado sobre o assunto, quando publicou uma solicitação de “fontes procuradas” para armas não-padrão em um site de contratação federal. Em abril do mesmo ano, o Comando postou um aviso semelhante para munição de arma não padrão. O termo “não padrão” é usado para armamentos que não são frequentemente utilizados pelos Estados Unidos ou seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Logotipo da empresa Kalashnikov

Especificamente, o USSOCOM quer que as empresas americanas explorem se é viável fazer engenharia reversa ou reengenharia e produzir internamente tal armamento com o objetivo de desenvolver uma capacidade doméstica inovadora para produzir “réplicas” em pleno funcionamento de armas fabricadas no exterior que sejam iguais ou melhores do que está sendo produzido internacionalmente, segundo a proposta do Centro de Pesquisas em Pequenas Empresas (SBIR – Small Business Innovation Research), departamento ligado à USSOCOM.

Considerada por analistas militares como a “senhora da guerra”, o fuzil de assalto AK-47 é a mais letal e a mais produzida arma de combate individual na história, pois, segundo registros internacionais, foram fabricados mais de 100 milhões de unidades, tendo equipado mais de 50 Exércitos Nacionais em todo o mundo. Ainda sob o regime soviético, a manufatura do fuzil foi compartilhada entre mais de 10 países comunistas que ganharam licença de produção e, atualmente, a China se apresenta como maior produtora, tendo como principais clientes diversos países do continente africano.

O Governo russo, juntamente com representantes da empresa JSC Kalashnikov Concern**, fabricante do fuzil, deixou claro a preocupação sobre a alta proliferação de fabricantes não licenciados espalhados mundialmente, o que representa um alto risco contra a qualidade e os direitos autorais do armamento original, a reputação da empresa russa, além da facilitação do contrabando e desvio para grupos rebeldes em todo o mundo.

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Notas:

* Denominação do fuzil de assalto russo calibre 7.62x39mm: A de automático, K de Kalashnikov (criador do projeto – Mikhail Kalashnikov) e 47 (ano do início de fabricação – 1947).

** Indústria russa do ramo de defesa localizada na cidade de Ijevsk, cerca de 900km de Moscou, capital da Rússia. A empresa é controlada majoritariamente pelo grupo Rostec, que detêm 51% de participação acionária, seguida por investidores privados que possuem os outros 49%. Seus principais produtos são armas automáticas leves, veículos blindados e tecnologia robótica militar.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Exposição de armas Kalashnikov” (Fonte):

https://en.kalashnikov.media/photo/weapons/gosti-mezhdunarodnogo-voenno-tekhnicheskogo-foruma-armiya-2018

Imagem 2 Logotipo da empresa Kalashnikov” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ea/KalashnikovConcern.svg/1200px-KalashnikovConcern.svg.png

NOTAS ANALÍTICASTecnologia

Robótica e mineração: as inovações russas para exploração do Ártico

Com o intuito de explorar as maiores reservas de hidrocarbonetos e metais raros do mundo, localizadas no fundo do Oceano Glacial Ártico, e que apresentam difícil acesso por conta da profundidade e da temperatura extremamente baixa, a Federação Russa está lançando um ambicioso projeto de mineração com o emprego de tecnologias nunca antes utilizadas para esse propósito.

Horizonte do Oceano Ártico

Nesse âmbito, a Fundação de Pesquisas Avançadas da Rússia*, criou dentro de sua estrutura o Centro Nacional de Desenvolvimento de Tecnologias e Elementos Básicos de Robótica que, desde 2015, vem desenvolvendo técnicas de exploração mineral com a utilização de submarinos não tripulados em águas profundas, ou mais conhecidos como Veículos Subaquáticos Autônomos (AUV – do inglês Autonomous Underwater Vehicle). Os AUVs são atualmente usados em pequeno número por muitos países e geralmente controlados de perto por operadores, em vez de circularem livremente.

A total autonomia veicular, que será de grande importância para explorar as profundezas do Ártico, é o objetivo da pesquisa que já construiu protótipos para se testar os algoritmos** robóticos e confirmar seu atendimento aos requisitos operacionais e definir a navegabilidade do veículo. Alguns desses protótipos foram testados com elevada margem de sucesso, como são os casos do Klavesin-2R-PM UUV, utilizado em operações de exploração até 6 mil metros de profundidade, juntamente com o Vityaz UUV, veículo totalmente autônomo que terá capacidade exploratória em ambientes com mais de 10 mil metros de profundidade.

Além dos veículos autônomos, o governo russo quer complementar o desenvolvimento das novas tecnologias com a implementação de instalações robóticas no fundo do leito oceânico para prospecção mineral, que, segundo o chefe de projeto da fundação, Viktor Litvinenko, será um trabalho desafiador, pois utilizará tecnologias que essencialmente não existem nos dias atuais e que necessitará de parceiros altamente qualificados para respaldar o projeto, como é o caso da Rosatom, companhia estatal de energia nuclear da Rússia, juntamente com sua subsidiária no campo de exploração de urânio, a JSC Atomredmetzoloto (ARMZ Uranium Holding Co.), que já se prontificaram para serem clientes cooperativos.

Apesar de não ter sido divulgado o tamanho do gasto para o desenvolvimento e a implementação dessas novas tecnologias, o retorno desse enorme investimento é praticamente certo, pois servirá para explorar jazidas de zinco, urânio, ferro e diamantes, além de depósitos de hidrocarbonetos em áreas submersas, com capacidades estimadas em 28 bilhões de barris de petróleo, 31 bilhões de barris de gás natural liquefeito, além dos incríveis 356 bilhões de metros cúbicos de gás, segundo estudos do United States Geological Survey (USGS).

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Notas:

* A FPI (do russo – Fond Perspektivnyh Issledovaniy), foi criada em 2012 para apoiar pesquisas e desenvolvimentos científicos de acordo com os interesses da defesa e segurança da Federação Russa. A organização realiza suas atividades em três direções principais – químico-biológica e médica, físico-técnica e de informação.

** Termo utilizado em MATEMÁTICA: sequência finita de regras, raciocínios ou operações que, aplicada a um número finito de dados, permite solucionar classes semelhantes de problemas. Em INFORMÁTICA: conjunto das regras e procedimentos lógicos perfeitamente definidos que levam à solução de um problema em um número finito de etapas.

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Imagem 1 Navios quebra-gelo” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b6/Three_icebreakers_–_Yamal%2C_St_Laurent%2C_Polar_Sea.jpg

 

Imagem 2 “Horizonte do Oceano Ártico” (Fonte):                                                                                           

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b5/Arctic_Sky_%284371010590%29.jpg

 

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Trigo russo enfrenta os agricultores norte-americanos e avança no mercado

Detentora de aproximadamente 10% das terras aráveis do mundo, e com um plano estabelecido, desde 2001, de se tornar o maior país produtor de trigo do planeta, a Federação Russa vem estabelecendo recordes de exportação, “expulsando” os concorrentes europeus e norte-americanos do mercado, tendo como principais importadores o Egito, a Turquia, a China e a Coreia do Sul, além de novos mercados como Marrocos e Senegal (que pertenciam a França), Nigéria, Bangladesh, Indonésia e também o México (que tradicionalmente importa grãos dos EUA).

Tabela USDA – Produção de trigo

Em seu último boletim informativo, expedido em agosto de 2018, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA – United States Department of Agriculture) apresentou a projeção comparativa para a safra 2018/19, na qual as exportações de trigo da Rússia atingiram 35 milhões de toneladas contra as 27,9 milhões dos EUA (aprox. 25,4% acima).

Essa diferença entre os dois países, não só na exportação, mas também na produção agrícola, se dá, segundo especialistas, pela diminuição da participação dos agricultores americanos no comércio mundial de grãos, que caiu de 65%, em meados da década de 70, para 30%, hoje. A existência de mais produtores e mais compradores em todo o mundo também significa mais interrupções potenciais por causa do clima, fome ou crises políticas.

Outro ponto importante que contribuiu para este distanciamento produtivo foi a consequência, mal calculada pelo governo norte-americano, de suas sanções econômicas impostas sobre a Federação Russa. Por conta delas, a desvalorização do rublo tornou o preço do trigo russo mais atraente aos compradores estrangeiros, ao mesmo tempo em que a qualidade desse produto aumentou significativamente, devido a melhorias em técnicas de plantio e desenvolvimento de novos tipos de sementes para fugir dos preços especulativos das corporações globais, tais como Monsanto e Syngenta.

A política migratória adotada pelo atual governo dos EUA também forçou a diminuição da produção agrícola interna, visto que há mais de 30 anos são empregados imigrantes ilegais para realizar o “trabalho pesado” nos campos de trigo e estes foram massivamente deportados para seus países de origem, causando falta de mão-de-obra neste setor.

Com essa diminuição da oferta de grãos, fazendas agrícolas norte-americanas começaram a apresentar pedidos de falência por não estarem conseguindo se adequar aos cenários político-econômicos atuais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Colheita de trigo” (Fonte):

https://images.freeimages.com/images/large-previews/90a/harvesting-1325831.jpg

Imagem 2 Tabela USDAProdução de trigo” (Fonte):

https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/usda/219120-trigo-usda-reduz-safra-e-estoques-finais-globais-da-temporada-201819.html#.W7FHCntKjIW

                                                                                             

EURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Sukhoi poderá sofrer sanções norte-americanas

A TASS, Agência de Informação e Telegrafia da Rússia, informou que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América está considerando a possibilidade de instaurar sanções contra a empresa russa Sukhoi, baseado na alegação de que suas aeronaves supostamente tenham sido utilizadas em ataques químicos dentro do território sírio. A notificação da agência fundamentou-se numa declaração, realizada em 13 de setembro de 2018, pelo secretário adjunto do Financiamento Terrorista, Marshall Billingslea, que afirmou a preocupação dos EUA no tocante ao envolvimento de tais aviões nesses ataques e o que poderia estar sendo feito, se realmente a realidade dos fatos se comprovarem.

Logotipo da Sukhoi

Fundada em 1939, a PJSC Sukhoi Company atualmente é a maior holding de aviação russa e uma das mais versáteis fabricantes de aviões militares do mundo, envolvendo mais de 24 mil funcionários e tendo sua participação como membro da United Aircraft Corporation (UAC), empresa russa de capital aberto. Com 80% das ações pertencentes ao Estado e o resto à iniciativa privada, a empresa consolida companhias aeroportuárias de construção, manufatura, projeto e venda de aeronaves para fins civis, militares e de transporte.

A holding “Sukhoi” inclui as principais agências de design da Rússia e fábricas de aviões em série, fornecendo um ciclo completo de obras na construção de aeronaves, desde a concepção até o serviço pós-venda. Como principais produtos ofertados, tem as aeronaves de combate Su, que são a base da aviação de linha de frente russa e da aviação tática em muitos países do mundo. A Sukhoi Company é a maior exportadora russa de equipamentos para aviação e, atualmente, a empresa está implementando programas promissores no campo da construção de aeronaves militares e civis, tendo com carro-chefe de seus projetos o Su-57, caça de 5ª geração.

Segundo analistas, a questão da efetividade dessas sanções deve levar em conta que a diversidade de operações das aeronaves Sukhoi não está baseada somente na aplicação militar, mas, também, nas várias operações de transporte de passageiros pelo mundo, incluindo os processados dentro do território americano.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sukhoi Su57 (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0a/Sukhoi_T-50_Beltyukov.jpg

Imagem 2 Logotipo da Sukhoi” (Fonte):  

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/3/34/Sukhoi_Company_logo.svg/275px-Sukhoi_Company_logo.svg.png