EURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Reconstrução da Líbia poderá ter Rússia como protagonista

Devastada pela guerra civil em 2011, após os eventos da Primavera Árabe*, a Líbia, país localizado no norte do continente africano, enfrenta uma das piores situações internacionais da atualidade, onde a nação se encontra mergulhada no caos e na violência. O Governo sofre sérios problemas institucionais e, segundo especialistas, há mais de uma centena de grupos armados a disputar o poder colocando o país dentro de um turbulento processo no qual reinam o tráfico de drogas, armas e pessoas e, nos últimos anos, o país tornou-se uma das principais rotas dos refugiados que rumam à Europa. 

Localização da Líbia no continente africano

Desde 2014, o Estado está dividido ao meio, com uma autoridade no Leste, sob o controle do Parlamento em Tobruk e a tutela do marechal Khalifa Hafter, e outra em Trípoli, sustentada pela ONU (Organização das Nações Unidas) e representada pelo primeiro-ministro Fayez al-Sarraj. Em novembro de 2017, os comitês negociadores dos dois lados começaram a direcionar conversações no intuito de estabelecer um processo democrático, com a formação de um novo Conselho Presidencial para preparar o país para eleições presidenciais, legislativas e municipais.

Aref Ali Nayed, candidato à Presidência, já sinalizou um grande interesse de que a Rússia seja um protagonista na reconstrução do país, no encontro realizado com o líder do Partido Democrático Liberal russo, Vladimir Zhirinovsky, em 24 de setembro de 2018, declarando: “Eu quero que a Rússia […] tenha um papel importante na reconstrução da Líbia. Porque nosso Estado precisa de forças militares — exército, polícia e serviços de inteligência — e uma parceria estratégica com a Rússia, especialmente na cooperação no campo da produção de petróleo e exportações, assim como na construção de infraestrutura”.

Enfatizou ainda, ao acrescentar em seu pronunciamento, que a Líbia necessita do suporte dos russos tanto em questões domésticas quanto nas questões internacionais, juntamente com a ajuda da China e da ONU, no intuito de evitar possíveis intervenções do Ocidente. A eleição presidencial da Líbia está marcada para acontecer no dia 10 de dezembro de 2018.

 

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Nota:

* Foi uma série de revoltas populares que eclodiram em mais de 10 países no Oriente Médio e na região norte da África. A Tunísia foi o berço de revoluções que se espalharam pelas nações vizinhas, em oposição às altas taxas de desemprego, precárias condições de vida, corrupção e governos autoritários.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Ruínas da cidade de Sirte na Líbia” (Fonte):

https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2015/08/6879903205_4be881db20_b.jpg

Imagem 2 Localização da Líbia no continente africano” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/07/Libya_%28orthographic_projection%29.svg/270px-Libya_%28orthographic_projection%29.svg.png

                                                                                              

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Trigo russo enfrenta os agricultores norte-americanos e avança no mercado

Detentora de aproximadamente 10% das terras aráveis do mundo, e com um plano estabelecido, desde 2001, de se tornar o maior país produtor de trigo do planeta, a Federação Russa vem estabelecendo recordes de exportação, “expulsando” os concorrentes europeus e norte-americanos do mercado, tendo como principais importadores o Egito, a Turquia, a China e a Coreia do Sul, além de novos mercados como Marrocos e Senegal (que pertenciam a França), Nigéria, Bangladesh, Indonésia e também o México (que tradicionalmente importa grãos dos EUA).

Tabela USDA – Produção de trigo

Em seu último boletim informativo, expedido em agosto de 2018, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA – United States Department of Agriculture) apresentou a projeção comparativa para a safra 2018/19, na qual as exportações de trigo da Rússia atingiram 35 milhões de toneladas contra as 27,9 milhões dos EUA (aprox. 25,4% acima).

Essa diferença entre os dois países, não só na exportação, mas também na produção agrícola, se dá, segundo especialistas, pela diminuição da participação dos agricultores americanos no comércio mundial de grãos, que caiu de 65%, em meados da década de 70, para 30%, hoje. A existência de mais produtores e mais compradores em todo o mundo também significa mais interrupções potenciais por causa do clima, fome ou crises políticas.

Outro ponto importante que contribuiu para este distanciamento produtivo foi a consequência, mal calculada pelo governo norte-americano, de suas sanções econômicas impostas sobre a Federação Russa. Por conta delas, a desvalorização do rublo tornou o preço do trigo russo mais atraente aos compradores estrangeiros, ao mesmo tempo em que a qualidade desse produto aumentou significativamente, devido a melhorias em técnicas de plantio e desenvolvimento de novos tipos de sementes para fugir dos preços especulativos das corporações globais, tais como Monsanto e Syngenta.

A política migratória adotada pelo atual governo dos EUA também forçou a diminuição da produção agrícola interna, visto que há mais de 30 anos são empregados imigrantes ilegais para realizar o “trabalho pesado” nos campos de trigo e estes foram massivamente deportados para seus países de origem, causando falta de mão-de-obra neste setor.

Com essa diminuição da oferta de grãos, fazendas agrícolas norte-americanas começaram a apresentar pedidos de falência por não estarem conseguindo se adequar aos cenários político-econômicos atuais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Colheita de trigo” (Fonte):

https://images.freeimages.com/images/large-previews/90a/harvesting-1325831.jpg

Imagem 2 Tabela USDAProdução de trigo” (Fonte):

https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/usda/219120-trigo-usda-reduz-safra-e-estoques-finais-globais-da-temporada-201819.html#.W7FHCntKjIW

                                                                                             

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Rússia e o 4º Fórum Econômico do Oriente (Pontos Estratégicos)

Como já apresentado no CNP, em sua 4ª versão, sediada na cidade de Vladivostok, extremo oriente da Rússia, o Fórum Econômico Oriental (EEF – Eastern Economic Forum) reuniu entre os dias 11 e 13 de setembro Chefes de Estado e líderes dos países do Nordeste da Ásia, assim como delegações de mais de 60 países, além de receber como estreante no encontro o presidente chinês Xi Jinping, demonstrando claramente a importância que a China dá à cooperação no Extremo Oriente, conforme apontam analistas internacionais.

Vladimir Putin e Xi Jinping

Sob iniciativa do presidente russo Vladimir Putin, a realização de tais eventos tem como dinâmica o direcionamento de políticas econômicas aos países do Oriente, em detrimento da deterioração das relações da Rússia com os Estados Unidos e a Europa. A política de “Olhar para o Oriente” da Rússia é considerada o ajuste estratégico temporário para aliviar a pressão de sanções, além de aumentar o nível da conectividade de infraestrutura com países que estão na zona fronteiriça, como é o caso da China, seu principal parceiro comercial, com a maior fatia de investimento externo na Rússia, cujo valor total de recurso anual soma cerca de US$ 4 bilhões, ou, aproximadamente, 16,7 bilhões de reais, conforme cotação de 14 de setembro de 2018.

Atualmente, de acordo dados econômicos disseminados na mídia, 26 empresas de capital chinês entraram na zona de desenvolvimento avançado, estabelecida para o desenvolvimento do Extremo Oriente e do porto livre de Vladivostok. Ao mesmo tempo, as duas partes estão impulsionando o projeto da ponte rodoferroviária que atravessa o rio Heilongjiang, na fronteira da China com a Rússia.

Ambos os Estados, como principais nações desse encontro, não só debateram as premissas para o desenvolvimento de suas relações comerciais, mas, também, de acordo com fontes internacionais, foram incisivos em temas internacionais de relevância devido ao papel que desempenham no mundo.

Segundo afirmação do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, detalhes das negociações entre os líderes não foram revelados devido a acordos estratégicos entre as duas nações, e ressaltou que as discussões não devem ter seus meandros revelados à opinião pública.  Declarou, contudo: “A lista de projetos conjuntos de países como a Rússia e a China é tão grande que apenas isso seria tema passível de horas de discussão e, claro, Rússia e China não podem abster-se de discutir problemas internacionais. E isso certamente inclui as guerras comerciais”, expressando ainda que esses conflitos comerciais têm sido destrutivos para as relações econômicas e negativos para solução de conflitos regionais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Logotipo do Fórum Econômico do Oriente” (Fonte):

https://roscongress.org/upload/resize_cache/iblock/ec0/360_239_1/eb5144519518708fd65af25e9e4843b3.jpg

Imagem 2 Vladimir Putin e Xi Jinping (Fonte):

http://www.oananews.org/sites/default/files/styles/large/public/field/image/tass_28098952.jpg?itok=4Dm7gE1i

ECONOMIA INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Automobilismo: Renault Arkana terá berço russo

Com o intuito de alavancar um projeto automobilístico global, a fabricante francesa de veículos automotivos Renault apresentou, em 29 de agosto de 2018, no Salão Internacional do Automóvel, realizado em Moscou, Rússia, o seu mais novo conceito de veículo coupé-crossover, denominado Arkana*, que terá sua comercialização efetivada a partir de 2019.

Logotipo Renault Arkana

Como parte de seu plano estratégico denominado Drive the Future (do inglês Conduzir o Futuro), a marca francesa escolheu a Federação Russa como país que irá inaugurar a primeira linha de montagem desse veículo e será o “espelho” para as demais nações que forem escolhidas para tal processo produtivo.

O motivo da escolha da Rússia para ser o berço do Renault Arkana, segundo fontes internacionais, foi devido a participação da montadora dentro do mercado automobilístico do país, que desde 1998 se instalou como uma joint-venture denominada Avtoframos e que se baseou em uma antiga instalação da OAO Moskvitch**. A partir dessa época vem desenvolvendo naquela região novas tecnologias e processos estratégicos para alcançar o mercado automobilístico europeu com novos conceitos veiculares. Atualmente, a subsidiaria da Renault russa alcança quase um terço de todas as vendas de veículos dentro do território, que é o segundo maior mercado de vendas da marca, vindo logo depois da França.

O carro conceito russo, com suas linhas angulosas, fará competição com outras marcas, como os X6 e X4, da BMW, e os GLE e GLC Coupé, da Mercedes, mas com um diferencial de preço que poderá atrair muitos consumidores dispostos a pagar os 25 mil euros previstos para a versão básica (cerca de R$ 100 mil), e deverá ser comercializado também em mercados chineses e sul-coreanos. Sua produção em território brasileiro somente se dará em 2020.

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 Notas:

* Palavra derivada do Latin arcanum, que significa “segredo”.

** Marca de automóveis soviética produzida pela AZLK (do russo Avtomobilny Zavod imeni Leninskogo Komsomola) de 1946 a 1991 e, logo após a dissolução da União Soviética, foi rebatizada como OAO Moskvitch, para evitar questões legais, atuando de 1991 a 2001 como propriedade privada. Entrou em falência no ano de 2002 e teve sua estrutura dissolvida em 2006, sendo que as antigas fábricas foram recuperadas em 2008 pela Avtoframos, subsidiaria russa da Renault.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Renault Arkana Salão Internacional do Automóvel” (Fonte):

https://renaulautosalon.pena-app.ru/parser/images/in/1864371435621080433.jpg

Imagem 2 Logotipo Renault Arkana” (Fonte):

https://fr.media.renault.ch/__/128144.dc05d614.jpg

AMÉRICA DO NORTEEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Sergey Lavrov e a diplomacia russa

Num Estado soberano, com sua estrutura política organizada e possuidor de instituições que controlam e administram seus desígnios, além da figura propriamente dita do governante máximo desta nação, é de suma importância que exista a posição de um membro do governo responsável pela condução da política externa, segundo as diretrizes estabelecidas, bem como pela coordenação dos serviços diplomáticos e consulares, no intuito de estabelecer e desenvolver contatos pacíficos, visando uma efetiva continuidade das relações harmoniosas, bem como a tentativa de comunicação clara e precisa em seus objetivos para com os outros países do mundo.

Sergey Lavrov

A Federação Russa tem como principal representante diplomático para assuntos internacionais a figura de Sergey Viktorovich Lavrov, que desde março de 2004 vem atuando como Ministro das Relações Exteriores da Rússia, enfrentando uma longa lista de desafios que, nos últimos anos, colocaram sua pessoa à frente dos mais variados assuntos diplomáticos que apresentaram grande repercussão não só dentro das fronteiras do país, como também em diversas partes do mundo.

Descendente de armênios, foi direcionado à carreira diplomática logo depois de sua graduação, em 1972, no Departamento de Assuntos Internacionais do Instituto de Estudos Asiáticos em Moscou, na Academia de Ciências da Rússia, quando foi recrutado como funcionário interino na embaixada soviética no Sri Lanka. Em sua proeminente carreira diplomática chegou a assumir a posição de representante permanente da Rússia na ONU (Organização das Nações Unidas), onde, durante os dez anos de permanência no cargo, até sua saída em 2004, teve que tratar de assuntos chaves da diplomacia russa sobre os conflitos na extinta Iugoslávia, Iraque, Oriente Médio e Afeganistão, bem como a tratativa do papel da Federação Russa na luta contra o terrorismo mundial.

Desde sua nomeação em 2004 pelo presidente russo Vladimir Putin, tem como principal objetivo defender as boas práticas nas relações internacionais baseadas no “pragmatismo, respeito mútuo e responsabilidade global compartilhada”. Sua atuação diplomática enfrenta hoje uma miríade de acusações ao governo russo, no entanto, deixa claro que seu país não é um “buscador de conflitos”, mas protegerá seus interesses caso necessário. Ultimamente, uma das principais atribuições é lidar com os conflitos com a administração norte-americana, que vem piorando nos últimos dois governos, com relatos de ataques às propriedades diplomáticas russas, algo que, de acordo com sua análise, contradiz a Convenção de Viena e também à própria Constituição dos EUA, além dos princípios da sociedade norte-americana, onde a propriedade privada é sagrada.

Em discurso perante à Conferência de Segurança de Munique, em 2017, Lavrov defendeu uma “ordem mundial pós-Ocidental, na qual, cada país, baseando-se em sua soberania no marco da lei internacional, busque um equilíbrio entre seus próprios interesses nacionais e os interesses nacionais dos parceiros”, com respeito à identidade histórica e cultural de cada um.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sergey Lavrov com jornalistas” (Fonte):

http://www.uznayvse.ru/images/stories2015/uzn_1450944171.jpg

Imagem 2 Sergey Lavrov” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/00/Sergey_Lavrov%2C_official_photo_06.jpg/200px-Sergey_Lavrov%2C_official_photo_06.jpg

AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICAS

Vkhutemas: Arte e cultura russa em São Paulo

Fundada em 1920, em Moscou, capital da União Soviética à época, a Vkhutemas (acrônimo russo para Vysshiye Khudojestvenno-Tekhnicheskiye Masterskiye – Escola Superior de Arte e Técnica) foi uma escola artística e tecnológica estatal russa que sucedeu à uma série de escolas de arte, por Decreto do então Presidente do Conselho do Comissariado do Povo da União Soviética, Vladimir Ilyich Ulyanov, mais conhecido pelo pseudônimo Lenin.

Fachada do prédio da Vkhutemas

O objetivo da instituição era preparar artistas com a mais alta qualificação para a indústria da construção, além de formar construtores e gestores para atuar no ensino técnico-profissional, tendo grande importância influenciadora em outras instituições de ensino artístico como a famosa escola alemã Bauhaus, onde, em paralelo, formaram os primeiros artistas-designers especialistas em formas modernas.

Como instituição provinda da iniciativa do Estado, tinha como princípio unificar a tradição artesanal com a tecnologia contemporânea, com um curso elementar que incidia princípios estéticos, aulas de teoria da cor, design industrial e arquitetura e, com isso, estruturar uma modificação na maneira de pensar o fazer artístico, seguindo os ideais e conceitos de liberdade propostos pela revolução de outubro de 1917. Era considerada como um centro de experimentações, defendendo o uso da arte como instrumento educativo e de transformação social.

Em seu modelo de escola de artes e ofícios – que se distanciava dos processos distintos das chamadas “belas-artes” – a aprendizagem estava diretamente vinculada ao que consideravam ser a invenção de um mundo novo, de uma sociedade diferente. Suas novas práticas pedagógicas se equilibravam entre atitude estética e postura política e visavam democratizar o ensino, combater o analfabetismo e promover a emancipação feminina, formando, entre 1920 e 1921, mais de 30 mulheres arquitetas, como Lidia Komárova, que assinou o projeto do Komintern*, e influenciaria, anos mais tarde, artistas norte-americanos como Frank Lloyd Wright, o qual tinha em suas obras expostas em 1959, no Museu Guggenheim, em Nova York, o inconfundível legado da artista russa.

Slogan da Vkhutemas

A escola Vkhutemas funcionou até 1930, quando o regime stalinista*** começou a deixar de lado o espírito revolucionário e ganhar um caráter mais autoritário, colocando um ponto final em iniciativas autônomas no meio artístico. Após seu fechamento abrupto, a maior parte dos registros históricos e ações desenvolvidas pela instituição foram destruídos ou se perderam.

Agora, São Paulo tem a possibilidade de sediar, até o dia 30 de setembro de 2018, uma mostra histórica** com recriações dos maiores artistas experimentais da vanguarda soviética provenientes da Vkhutemas, como Maliévich, Ródtchenko, Tátlin, El Lissítzki, Lidia Komárova, Liubov Popova e Várvara Stepánova. São 75 os mestres reunidos nesta exposição, entre designers e arquitetos ligados a correntes artísticas que firmaram a abstração e o construtivismo no mundo ocidental.

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Notas:

* A Internacional Comunista ou Komintern, ou também conhecida como Terceira Internacional (1919-1943), foi uma organização internacional fundada por Vladimir Lenin em março de 1919, para reunir os partidos comunistas de diferentes países. Tinha como propósito, conforme seus primeiros estatutos, lutar pela superação do capitalismo, o estabelecimento da ditadura do proletariado e da República Internacional dos Sovietes, a completa abolição das classes e a realização do socialismo, como uma transição para a sociedade comunista, com a completa abolição do Estado e para isso se utilizando de todos os meios disponíveis, inclusive armados, para derrubar a burguesia internacional.

** Exposição “Vkhutemas: O futuro em construção (1918 – 2018)”.

*** Stalinismo foi um regime totalitário de governo liderado por Josef Stálin, líder da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), entre 1924 e 1953.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Logotipo Exposição ‘Vkhutemas: O futuro em construção (1918 – 2018)” (Fonte):

https://www.sescsp.org.br/files/programacao/bf5da65f/1eee/4313/b08c/e3056beae5b1.jpg

Imagem 2 Fachada do prédio da Vkhutemas” (Fonte):

https://thecharnelhouse.org/wp-content/uploads/2015/09/building-of-the-1st-sgkhm-vkhutemas-vkhutein-asi-mai-in-rozhdestvenka-street-former-building-of-the-stroganov-school-new-workshops-reproduction-from-the-vkhutemas-newspaper-1920.jpg

Imagem 3 Slogan da Vkhutemas” (Fonte):

https://i.pinimg.com/originals/1e/6a/2c/1e6a2cc4fde5ededa039891d6ea3c5a1.jpg