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Copa do Mundo causará inflação na economia russa

Faltando menos de três meses para a Copa do Mundo de Futebol, a Rússia, que será o país sede do mundial, apresentou os gastos direcionados à realização desse evento que receberá cerca de 2 milhões de turistas e, com certeza, será o acontecimento esportivo mais caro da história.

Logo da Copa 2018

A expectativa é que o investimento ultrapasse a casa dos €10 bilhões (cerca de R$38 bilhões), apresentando-se 49% acima do gasto da última Copa, realizada no Brasil, em 2014, que teve um custo de R$25,5 bilhões (de acordo com relatório do Tribunal de Contas da União).

Segundo Decreto Federal, apresentado pelo Primeiro-Ministro russo, Dmitri Medvedev, os valores para atender a este evento serão provenientes de fundos federais (58%), fundos dos governos regionais (13%) e investimentos de empresas estatais e privadas (29%), sendo empregados na construção de 9 estádios e na reforma de outros 3, além da infraestrutura de transporte público, segurança, atendimento médico e também na construção de 11 aeroportos e 62 hotéis.

O Banco Central da Rússia sinalizou que este investimento trará ao país grande apoio à economia, que voltou a crescer em 2017 depois de uma recessão de dois anos, fazendo com que, no curto prazo, haja um crescimento de empregos e aumento da demanda por produtos de consumo e serviços. O Banco também advertiu que este processo acarretará um pico de inflação devido ao aumento dos preços ao consumidor, o que seria preocupante devido ao enorme trabalho que teve para trazer a inflação anual que estava na casa de dois dígitos no período pós-soviético ao patamar de 4% atuais. Para especialistas econômicos, essa inflação se justificaria pelo lucro angariado pelas empresas investidoras e pelo fato de que a economia russa não irá apresentar desaceleração em 2018.

Arena CSKA

Um outro ponto importante para garantir o retorno financeiro de todo esse investimento é que o Governo russo apresentou projetos para prolongar o uso dos estádios construídos, não deixando que sejam subutilizados futuramente, como a exemplo de outros países que sediaram Copas do Mundo.

Com esse investimento bilionário, o presidente Vladimir Putin tem o intuito de não só mostrar a capacidade russa de receber grandes eventos, como foi o caso da Olimpíada de Sochi, mas também mostrar, aos olhos da comunidade internacional, uma Rússia mais desenvolvida, política e economicamente, para que haja interesse em investimentos e parcerias com outros países.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Luzhniki Stadium ” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3ALuzhniki_Stadium1%2CMoscow.jpg

Imagem 2 Logo da Copa  2018 ” (Fonte):

https://clube.design/2014/russia-apresenta-logo-da-copa-de-2018/

Imagem 3 “Arena CSKA ” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Arena_CSKA.jpg

                                                                             

ECONOMIA INTERNACIONALEUROPANOTAS ANALÍTICAS

Aumento do orçamento russo para novas tecnologias militares

No dia 1º de março de 2018, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, em seu discurso anual para a Assembleia Federal anunciou uma série de inovações tecnológicas na área militar, onde ficou aparente para muitos analistas internacionais uma forte tendência para o equilíbrio de poder no sistema internacional.

Despesas militares da Rússia

Caso sejam efetivamente comprovados, esses avanços estratégicos poderão ser um dos frutos de um longo e perseverante processo de administração político-econômica que Putin realizou na Rússia nos últimos anos, envolvendo uma rígida política monetária com decisões macroeconômicas importantes e que resultaram num aumento do Produto Interno Bruto (PIB) e no crescimento das reservas internacionais, fazendo com que o governo tivesse fôlego financeiro para investimentos em setores específicos.

O orçamento das Forças Armadas foi um desses setores que se beneficiou durante esse processo, recebendo no último ano computado (2016), de acordo com relatório do SIPRI (Stockholm International Peace Research Institute), em torno de 70 bilhões de dólares (cerca de 5,5% do PIB russo e com crescimento estimado em 87% na última década), colocando a Rússia no 3º posto mundial em gastos militares, atrás somente da China e Estados Unidos, com orçamentos correspondentes a US$ 215 bilhões e US$ 611 bilhões, respectivamente.

Míssil balístico intercontinental

Certamente, grande parte desse recurso é destinado à manutenção e aperfeiçoamento do arsenal militar ainda proveniente da antiga União Soviética, como são os casos de peças de artilharia, tanques e principalmente a modernização do arsenal nuclear, que é considerado um dos maiores do mundo, mas a tendência é que a Rússia invista cada vez mais na área tecnológico-militar, introduzindo novos itens, como foram os casos do caça de 5ª geração SU-57, do sistema de mísseis antiaéreo S-400 Triumph e do sistema de guerra eletrônica Krasukha-4, entre outros.

Outro ponto importante no aumento do orçamento anual é que esse processo, de acordo com a política de substituição de importações elaborada por Putin para evitar oscilações político-mercadológicas internacionais, como foi o caso das sanções impostas ao país pela comunidade internacional, está beneficiando toda uma gama de empresas civis locais especializadas nesse setor, que estão sendo responsáveis pelo rearmamento do Estado.

É um aspecto bastante rentável em termos econômico-financeiros devido ao fato de as empresas não só atenderem o Estado com alta tecnologia militar como também poderem, sob permissão do Governo, vender seus produtos no mercado internacional. Somente no ano de 2016, a Rússia auferiu em venda de armas um montante aproximado de U$S 15 bilhões.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sukhoi T50 ” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sukhoi_T-50.jpg

Imagem 2 Despesas militares da Rússia ” (Fonte):

https://tradingeconomics.com/russia/military-expenditure

Imagem 3 “Míssil balístico intercontinental ” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:MZKT-79221_(4714423742).jpg