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A Tragédia de Brumadinho: desconsideração sobre as experiências internacionais e impunidade

Após três anos da tragédia ocorrida com a barragem da Samarco em Mariana, considerada a maior do país, o Brasil voltou a viver outra calamidade de grandes proporções, novamente no estado de Minas Gerais, agora na cidade de Brumadinho. Assim como em 2015, no caso ocorrido em Mariana, o bloqueio de valores, indenizações, multas ambientais, entre outras punições cabíveis, serão atribuídas a quem é considerado o principal responsável, a empresa Vale, e aos demais envolvidos que deverão ser acionados judicialmente.

A busca por todos os responsáveis pela tragédia é o grande tema na imprensa nacional e internacional, e isso não se deve apenas ao desastre ocorrido, mas também aos demais aspectos que podem estar enredados e acredita-se que foram tratados nos bastidores.

Os acidentes com barragens e outras obras do gênero não é novidade no Brasil e no Mundo, porém, em solo brasileiro, as regras, leis e padrões demoraram para ser implantados e existem barragens com sistema de construção antiga e manutenção precária. Os fatos históricos e experiências vividas por outros países poucas vezes são analisados adequadamente e implantados no país, por isso acidentes do gênero chamam a atenção da imprensa mundial, principalmente quando são catástrofes ocorridas graças a estruturas ultrapassadas.

Na década de 1970, após sofrer com casos parecidos, os Estados Unidos e países europeus começaram a atuar mais com a prevenção de acidentes. A experiência internacional mostra que o monitoramento, correção e a manutenção preventiva de estruturas danificadas são mais eficazes e eficientes, tendo poucos casos similares aos brasileiros registrados, ressaltando-se que os acidentes no Brasil estão entre os maiores já ocorridos mundialmente e o caso de Mariana está no topo.

Região de Brumadinho – Foto 3” (Fonte – Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Segundo dados da Wise Uranium Project utilizados para ilustração de reportagem do Jornal O Globo, os grandes casos mais recentes registrados foram na Mina de Mount Polley, no Canadá, em 2014, e na Mina de Omai, na Guiana, em 1995.

Além de grandes acidentes e desastres, no Brasil sempre há registro da ocorrência de casos pequenos. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), a média é de três acidentes por ano em todo o território brasileiro. A Agência iniciou a elaboração de relatórios sobre tais eventualidades em 2011, quando tinha registrado 24 casos e assumiu que poderia haver outros, porém não ocorreram mais registros deste tipo de incidente para o Governo Federal. Do ano de 2011 até o ano de 2017, a média de acidentes com barragem sempre foi de 4 por ano, e de incidentes – ocorrências menores que podem levar a um acidente – subiram de 4 para 11 por ano.

Antes da ANA, era mais complicado elaborar planejamento sobre fiscalização destas estruturas com base em dados oficiais. Em 2008 ainda se estudava a criação de uma política nacional para segurança de barragens, quando, o até então aluno da Escola de Engenharia da UFMG, Anderson Pires Duarte defendeu Dissertação para concluir a sua pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos, nomeada: CLASSIFICAÇÃO DAS BARRAGENS DE CONTENÇÃO DE REJEITOS DE MINERAÇÃO E DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS EM RELAÇÃO AO POTENCIAL DE RISCO.

A Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), através da Deliberação Normativa (DN) 62 (COPAM, 2002), alterada pela DN 87 (COPAM, 2005) e pela DN 113  (COPAM,  2007), realizava o cadastro e classificava as barragens conforme seu potencial de dano ambiental em 2008. Desde então, trabalhos similares continuaram sendo realizados, mas, devido aos dois grandes acidentes de grandes proporções em Mariana e Brumadinho, os especialistas apontam que, de fato, pouco foi feito e pouco se aprendeu com as experiências internacionais.

Os fatores que levaram as empresas mineradoras a aproveitarem ou aprenderem de forma mínima com empresas estrangeiras podem conduzir a uma profunda discussão se houve a exploração das falhas do poder público em nível municipal, estadual e federal, por parte dessas corporações. No entanto, em meio a tantas possibilidades, especulações e possíveis irregularidades, identifica-se que o choque entre os interesses de defensores setoriais, especialmente quando eles se sobrepõem, prejudicou e prejudica diretamente outras áreas da economia.

Os noticiários brasileiros discorrem sobre a fiscalização e legalização deste tipo de operação no país. No caso de Minas Gerais, o foco foi para os representantes da sociedade que estão presentes nas câmaras municipais, estadual e federal (vereadores e deputados estaduais e federais), os quais têm grande participação na denominada “Bancada Mineradora”, sendo atores que, conforme é divulgado na mídia, tentam auxiliar e em alguns casos facilitar as atividades das grandes empresas do ramo no país.

Brumadinho MG 28 01 2019-Tragedia na cidade de Brumadinho em Minas Gerais bombeiros trabalham na localização de vitimas.Foto Ricardo Stuckert

Não é recente a grande disputa entre bancadas que defendem certos setores da economia contra os que defendem o meio ambiente e um sistema de produção mais sustentável e menos agressivo, bem como a fauna e biodiversidade da natureza no país. Analisando os casos em Mariana e Brumadinho, especialistas apontam que a bancada mineradora obteve vitórias junto ao governo mineiro, conquistando facilidades de operação e ampliação de suas instalações e, com isso, conseguiu destruir quase que por completo outras atividades econômicas ligadas ao turismo, agricultura, piscicultura, hortifrútis e agropecuários.

No evento mais recente da Barragem do Café, o governo mineiro está calculando os prejuízos causados pelo acidente da mineradora Vale, e informa que a região metropolitana de Belo Horizonte já sofre com o abastecimento de alimentos. E já se considera que a poluição de lençóis freáticos e rios na região vai aumentar ainda mais o prejuízo dos produtores mineiros no entorno da zona afetada pelo rompimento da barragem.

O conflito de interesses não apenas afetou a economia, mas também o cotidiano e na vida do povo do estado de Minas Gerais. Com a poluição do rio Paraopeba, os indígenas da aldeia Naô Xohã terão que mudar a sua economia de subsistência, pois não tem outro recurso hídrico para suas plantações e, assim como demais moradores da região e não indígenas, estarão impedidos de prover da pescaria.

A falta de fiscalização de barragens e de outras inúmeras estruturas extratora de matérias-primas e produtivas pelo país concede lucro aos empreendedores e grandes corporações, mas, no caso de falhas, o prejuízo também é maximizado. A Vale, por exemplo, além das indenizações que terá de pagar, está sofrendo com as oscilações de suas ações na bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), tanto que elas estão sendo vendidas a valores bem inferiores aos de dias antes da catástrofe em Brumadinho.

Tendo o histórico do acidente em Mariana, observadores concluem que a falha do Estado em punir e fiscalizar as empresas Samarco e Vale, além de terem sido identificado que inúmeras multas não foram pagas até o momento, gerou a sensação de impunidade para so diretores dessas corporações, logo, posturas displicentes, tanto que, três anos depois da maior tragédia ambiental no país algo de igual teor ocorreu. No entanto, acredita-se que a sociedade cobrará do novo governo, liderado pelo presidente Jair Bolsonaro, a que, de fato, não deixe impunes os responsáveis pelo acidente recente que, no momento, já gerou mais de uma centena de vítimas. Por isso, o cenário que se avizinha é de que as indenizações, multas entre outras punições que ainda serão avaliadas e aplicadas contra a empresa, certamente desestimularão os investidores residentes e estrangeiros, principalmente devido à queda na confiança em relação à empresa.

Por essa razão, aponta-se também que o ano de 2019 poderá ser aquele em que os atores que representam os setores econômicos do Brasil devam repensar suas estratégias, posturas e formas de agir, alterando a linha de pensamento dos produtores e da indústria, algo que lhes levará a focar as grandes corporações internacionais estruturando seus planejamentos estratégicos de médio e longo prazo, com o intuito de preservar os recursos que lhes gerarão riquezas nos próximos anos, ou seja, tento em mente o conceito de sustentabilidade, o que poderá ser uma mudança forçada, mas concreta de comportamento.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Região de Brumadinho – Foto 1” (Fonte Ricardo Stuckert/Fotos Públicas): https://fotospublicas.com/tragedia-na-cidade-de-brumadinho-em-minas-gerais-bombeiros-trabalham-na-localizacao-de-vitimas-2/

Imagem 2 Infográfico Publicado no Jornal O Globo” (Fonte Ricardo Stuckert/Fotos Publicas): https://oglobo.globo.com/brasil/infografico-os-maiores-acidentes-com-barragens-no-mundo-23404340

Imagem 3 Região de Brumadinho – Foto 3” (Fonte Ricardo Stuckert/Fotos Públicas): https://fotospublicas.com/tragedia-na-cidade-de-brumadinho-em-minas-gerais-bombeiros-trabalham-na-localizacao-de-vitimas-2/

CNP In Loco

Brasil Game Show 2018

Entre os dias 10 a 14 de outubro de 2018, São Paulo foi a cede de mais uma edição da Brasil Game Show (BGS), o maior evento de games da América Latina. A sua 11ª edição ficou marcada por consolidar o evento entre os maiores do gênero no mundo, ganhando mais atenção das grandes empresas internacionais que atuam no mercado.

AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURACNP In Loco

Candidato presidencial Alckmin propõe reestruturação interna para fortalecer as Relações Internacionais do Brasil

O ex-governador do Estado de São Paulo e atual candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), participou do evento “Presidenciáveis 20018, Seu País, Sua Decisão”, promovido pela Câmara Americana de Comércio (AMCHAM) em parceria com o Brazil-US Business Council, na última terça-feira (24), na cidade de São Paulo. O evento contou com a presença de jornalistas, empresários brasileiros e estadunidenses, além de outros convidados pela entidade, para conhecer as propostas do presidenciável.

ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

A península coreana quatro meses após acordo de diálogo entre Sul e Norte

Janeiro de 2018 poderá ser considerado um marco histórico da era moderna no que diz respeito à península Coreana. O mês de maio se iniciou sem relatos de novos testes nucleares e sem novos casos que promovem a tensão entre Seul e Pyongyang, ao longo destes quatro meses, desde o acordo firmado entre os dois lados em manter o diálogo e o envio da delegação coreana para participar de jogos de inverno na Coreia do Sul.

O fato de ambos os países não estarem passando por casos de atrito é um grande feito, quando se compara com os anos de 2016 e 2017, em que o noticiário asiático era repleto de notícias pessimistas sobre a paz na península. Muitos se questionam, contudo, sobre qual o real motivo disso tudo; por que o líder supremo norte-coreano abandonou agora os testes nucleares e parou com os atritos com seu vizinho, ao sul da península.

Em abril deste ano (2018), a BBC apresentou uma reportagem de Ankit Panda sobre a decisão de Kim Jong-un em parar os testes nucleares, nela concluiu-se que o motivo foi porque o governo Kim já dominou a tecnologia nuclear. Quanto ao domínio da tecnologia nuclear pelos norte-coreanos não existem provas, porém o repórter utiliza comparativamente, para chegar a essa conclusão, até o caso da Índia e do Paquistão no final da década de 1990, quando ambos países haviam feito seis testes nucleares e hoje não realizam mais experimentos similares, pertencendo, agora, ao grupo de países detentores de armas e tecnologia nuclear.

Deve-se ressaltar que, se for avaliado o histórico das relações entre as duas Coreias, provavelmente essa paz será temporária, porém ainda pode existir esperança, não para uma Coreia unificada, mas para a paz na península. Além disso, o futuro da península coreana, das ações do jovem Kim podem por em cheque alguns dos conceitos de ditadura existentes pelo mundo, quando ela é apenas centralizada em uma única figura, em uma única personagem e não em um conjunto de elementos que compõem a administração de um país e, para tentar prever se haverá ou não futuro da paz na região, deve-se pensar sobre quem é a figura líder na Coreia do Norte.

Em dezembro de 2011, quando o antigo líder do país, Kim Jong-Il veio a falecer e Jong-un foi apontado para assumir o poder, foi traçado um perfil do então novo líder, aqui no portal do CEIRI, na época esperançoso, pois ele era uma pessoa muito ligada aos acontecimentos, costumes e esportes globais e fã de esportes estadunidenses. Entre o ano em que assumiu até 2017, no entanto, nada mudou nas relações Seul-Pyongyang. O jovem Kim manteve a mesma linha adotada por seu pai e por seus antecessores, priorizando o poder militar e não as reformas sociais, econômicas e os avanços nas relações entre as Coreias e com o Sistema e Sociedade Internacional.

Após anunciar a delegação esportiva e o grupo de autoridades para os jogos de inverno na Coreia do Sul, bem como parar com as ações e testes militares que geravam atritos com os sul-coreanos e cumprir até o momento com o que foi dito, o sistema internacional vem tomando o líder de Pyongyang como uma possível caixa de surpresas. No passado ele era visto como a pessoa que poderia abrir seu país para o mundo, iniciar novamente o diálogo e reduzir os atritos com os demais países da região, porém a troca foi apenas do Kim Jong-Il para Kim Jong-un e não a renovação da cúpula do poder.

Como um país é governado por não apenas por uma figura, mas por um sistema composto por um grupo de entidades ou pessoas que administram a sociedade, corporificando-se em parlamentos, executivos e órgãos judiciários, o governo norte-coreano não é exceção. Tudo que se relaciona ao país é focado no líder supremo, mas pouco se tem notícias sobre troca de pessoas nos principais cargos que formam o alicerce da administração norte-coreana.

Em 2016 um ou outro caso foi noticiado, como a saída do marechal Ri Yong-ho; em 2017, o foco foi nos testes nucleares e atritos com Washington e Seul. O motivo das novas medidas do governo Kim pode ser um sinal de que ele realmente está conseguindo comandar o país de fato, não sendo apenas uma figura de ilustração enquanto o país é comandado por generais e outros atores que tem influência no governo de Pyongyang.

Jong-un sempre foi ligado em esportes, principalmente basquete e já até convidou e recebeu a visita de jogadores estadunidenses em seu país e poucos se lembram de tentativas inéditas, no início de seu governo, abrindo espaço até para personagens da Disney na TV estatal KRT.  Ele era o jovem assumindo um governo composto por antigas figuras remanescentes da separação da península coreana, e o seu pensamento não era exclusivamente voltado para a guerra, vingança e domínio da península como um todo.

Com 35 anos de idade, sendo considerado muito novo para assumir tal cargo no país, ele já entrou para a história da península por protagonizar um encontro histórico com o presidente sul-coreano Moon Jae-in, na manhã do dia 26 de abril de 2018 e por caminhar e cruzar a linha de demarcação militar de mãos dadas com um presidente da Coreia do Sul, algo jamais cogitado por seus antecessores e, muito provavelmente, foi reprovado por várias das personalidades influentes no governo norte-coreano.

Kim Jong-un e Xi Jinping

Não apenas o encontro histórico com o vizinho do sul foi inovador, ele também mudou a agenda comum dos líderes antigos, que raramente saiam do país e, pela segunda vez, em menos de 2 meses, se encontrou com o presidente chinês Xi Jinping na cidade de Dalian, que fica na região de fronteira da China com a Coreia do Norte. Isso vem sendo visto como uma demonstração de que ele pode estar mudando os rumos da política externa de seu país, inicialmente dando prioridade ao reforço das relações com seus aliados e parceiros comerciais.

Alguns especialistas seguem uma linha de que ele pode estar buscando uma falsa abertura para conquistar e adquirir novos recursos e tecnologias para aprimorar tudo o que existe no campo militar e atualizar a sua tecnologia atual. Outros tendem a discutir que há uma mudança interna no poder em Pyongyang e que sua figura não é mais apenas representativa, mas sim efetiva e que está buscando meios de inserir um pouco da cultura internacional, explorando também o potencial histórico, cultural e de recursos existentes em seu território, coisas que no passado era proibido e sequer era discutido por conta dos elementos que formaram a cúpula do poder da Coreia do Norte.

Muito é e ainda será especulado sobre a nova postura do jovem Kim. Se suas ações serão positivas ou negativas ainda é muito cedo de se afirmar, mas as atuais atitudes de Pyongyang estão mudando ou podem mudar e vir a resgatar o que há de melhor na história da Coreia e a península pode voltar a ganhar força no continente asiático como em épocas passadas. Como será o futuro das famílias coreanas afastadas pela demarcação militar estará nas suas mãos, mas, além disso, em breve um ato poderá torná-lo uma das pessoas mais importantes da história moderna asiática: Kim Jong-um pode assinar o documento que ainda pendente, que nunca foi assinado, exatamente, aquele o que põe fim à Guerra da Coreia, o que selará a paz na península coreana. No próximo mês também fará a reunião histórica com Donald Trump, Presidente dos EUA, outra ação para lhe garantir destaque na história.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Kim Jongum e Moon Jaein” (Fonte):

https://veja.abril.com.br/mundo/kim-jong-un-tem-encontro-historico-com-presidente-sul-coreano/

 Imagem 2 Kim Jongum e Xi Jinping” (Fonte):

http://www.xinhuanet.com/photo/2018-05/08/1122802595_15257776232171n.jpg

CNP In LocoNOTAS ANALÍTICAS

Joe Kaeser: São Paulo é o maior polo industrial alemão no mundo

Quando qualquer turista visita a cidade de São Paulo fica impressionado com a influência da arquitetura italiana; com o grande número de orientais transitando pela cidade e com a cultura oriental pop, bem destacada em algumas regiões do centro da capital. Porém, poucos sabem que, para os empresários alemães, o que existe é uma Alemanha Paulista.

O Estado de São Paulo é onde se concentra o maior número de investimentos industriais alemães fora de seu país de origem, algumas empresas estão presentes no Brasil e no estado a mais de cem anos, como é o caso da Siemens, que, em 1867, investiu em telegrafia na rede que ligava São Paulo e o Rio de Janeiro. A Siemens é uma das maiores empresas do mundo, o maior conglomerado da Europa e, fora do continente europeu, mantém forte presença em solo brasileiro, pretendendo aumentar ainda mais sua participação na economia paulista e brasileira.

Joe Kaeser, Presidente Global da Siemens firmou um acordo bilionário com a Apex Brasil, sendo anunciados investimentos que poderão ultrapassar os 50 bilhões de euros e gerar mais de 1 milhão de empregos no país.

Durante evento de celebração com a Apex Brasil, dentro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Kaeser declarou: “São Paulo é o maior polo industrial alemão no mundo”.

A esquerda, Roberto Jaguaribe, presidente da APEX BRASIL e à direita, André Clark, CEO da Siemens no Brasil. (Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

O presidente da gigante alemã contou com a presença de Michel Temer, Presidente da República Federativa do Brasil, que teve duplo evento em sua agenda, marcando a abertura da plenária conjunta da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), presenciando esse importante acordo entre brasileiros e alemães. 

Temer elogiou o feito entre a Siemens e a Apex Brasil e declarou para a imprensa local: “O Brasil vive do seu governo, dos empreendimentos e empreendedores. Então quando o governo toma medidas e seus empreendedores compreendem e avançam nelas, é sinal de que o nosso País retomou realmente o crescimento”.

A Alemanha é um dos maiores investidores no Brasil, atrás de países como a China e os Estados Unidos, mas não é de hoje que a presença industrial germânica chama a atenção. Uma rápida pesquisa sobre a presença e influência das empresas alemãs no Estado facilita a compreensão da sua importância, mesmo que para alguns seja desapercebida.

Michel Temer, Roberto Jaguaribe e André Clark. (Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

No ano de 2009, Ingo Plöger, então presidente da IP Desenvolvimento Empresarial e Institucional, já enfatizava a importância do país para o empresariado alemão em uma entrevista concedida para a Deutsche Welle, na qual declarou: “A cidade de São Paulo tem uma concentração de indústrias alemãs maior até do que na própria Alemanha. (…). Mesmo cidades como Colônia, Munique, Hamburgo não reúnem tamanha quantidade de indústrias do país”.

Do ano de 2009 para cá, as relações entre os dois Estados mantêm um desenvolvimento saudável, sem perdas, com avanços e acordos como o atual da Siemens, deixando claro que o país está em pauta para o empresário alemão e que mais acertos de negócios promissores estarão por vir.

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Fontes das Imagens:                                                                                                                 

Imagem 1 Joe Kaeser Presidente Global da Siemens” (Fonte Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

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Imagem 2 A esquerda, Roberto Jaguaribe, presidente da APEX BRASIL e a direita, André Clark, CEO da Siemens no Brasil” (Fonte Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

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Imagem 3 Michel Temer, Roberto Jaguaribe e André Clark” (Fonte Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

AMÉRICA LATINAÁSIACNP In LocoNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Brasileiros cada vez mais próximos da cultura chinesa

O final do mês de fevereiro e o início do mês de março de 2018 foi repleto de eventos de música e cultura chinesa em toda a região metropolitana de São Paulo, com destaque para a Festa do Ano Novo Chinês, no bairro paulistano da Liberdade, e para o Festival das Lanternas, ocorrido no parque do Ibirapuera. Há alguns anos, eventos festivos chineses acontecem em todo o país, mas, desde 2007, eles ganharam força com as festividades do Ano Novo na capital paulista, popularizando a cultura chinesa e indo além das artes marciais.

Entre os anos de 2007 e 2016, a entidade sino-brasileira JCI Brasil-China realizava a celebração do Ano Novo Chinês em São Paulo e, com a força do evento, apresentou aos locais outras festividades típicas da China, como o Dragon Boat – Corrida de barcos-dragões, muito comum no país asiático –, e popularizou as Olimpíadas Chinesas, que ocorrem no Centro Olímpico Marechal Mário Ary Pires, também na capital do Estado de São Paulo. Desde então, já ocorreu o Ano da China no Brasil, o Ano do Brasil na China, o intercâmbio cultural entre os dois países foi se popularizando e entidades de grande relevância na China passaram a atuar de forma mais presente em eventos culturais chineses no país, o que nos leva a entender como o intercâmbio de diversas áreas cresceram até os dias atuais.

Secretário Estadual de Cultura, Jose Luiz de França Penna junto com a Consulesa Geral da China em São Paulo, Sra. Chen Peijie. (Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

Antes do ano de 2007, pouco se conhecia sobre a China, além de seus filmes de artes marciais e da economia chinesa, dois assuntos bem comuns na mídia e no entretenimento brasileiro. Também havia divulgação sobre o número crescente de alunos chineses de intercâmbio em cursos e universidades em território nacional, cujo exemplo é a quantidade deles circulando pela Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), que são muitos temas de discussão e o CEIRI NEWSPAPER sempre esteve noticiando aos leitores do portal desde então, assim como fez sobre o Mês do Brasil na China e sobre as relações desapercebidas pelos brasileiros, entre outras informações curiosas e importantes aqui tratadas.

Banda Su Yang ( Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

No último evento do Festival das Lanternas, realizado pelo Instituto Confúcio, na Unesp, em São Paulo, foi interessante ver como a visão brasileira sobre os chineses vem evoluindo e enriquecendo. Em um dia nublado, centenas de pessoas compareceram ao local para apreciar mais daquele distante país milenar, e encerraram a noite com um dos maiores músicos de Folk Rock chinês, com o show do grupo Su Yang.

Demonstrando respeito pelos brasileiros, dedicação e esforço para interagir com o Brasil, a Consulesa chinesa em São Paulo, Sra. Chen Peijie, declarou que “a relação cultural entre Brasil e China nunca esteve melhor e vamos nos esforçar para aperfeiçoa-la”, falou em português, mesmo que ainda esteja com um forte sotaque e pouca fluidez do idioma, algo que foi elogiado pelos presentes ao perceberem sua dedicação. Ela também participou da cerimônia de acendimento das lanternas, falando no bom chinês, com uma tradução para o entendimento do público local.

Ver um evento promovido pelo Instituto Confúcio, um órgão criado para difundir a cultura chinesa pelo mundo, é um claro sinal de que os chineses não medem esforços para realizar ações entre ele e países amigos, sempre criando atividades em diversos campos diplomáticos, econômicos e culturais para manter a saúde positiva de suas relações. Ilustrativamente, a unidade do Instituto em São Paulo foi eleita por diversas vezes como o melhor Instituto Confúcio no mundo, sendo ela completa quando se trata de promover o intercâmbio entre jovens e adultos que tem interesse em conhecer e aprender mais da cultura de seu país de origem.

Vista do Público durante o Festival das Lanternas (Foto Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

Hoje, com os avanços tecnológicos dos mecanismos de comunicação e entretenimento, brasileiros e chineses estão mais próximos um da cultura do outro. Para o brasileiro, a China já está além dos clássicos filmes de Jackie Chan e Jet Li, e além das páginas de economia do noticiário brasileiro. Agora, por exemplo, está mais fácil entender que muito do que o brasileiro já conhecia, mas usava um nome japonês para identificá-lo, foi criado na China e muito da gastronomia que está presente em diversos supermercados tem origem nesse gigante asiático, sendo agora divulgado da forma correta.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Consulesa Geral da China em São Paulo, Sra. Chen Peijie” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

Imagem 2 Secretário Estadual de Cultura, Jose Luiz de França Penna junto com a Consulesa Geral da China em São Paulo Sra. Chen Peijie” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

Imagem 3 Banda Su Yang” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

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Imagem 4 Vista do Público durante o Festival das Lanternas” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor