ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China: assunto Criméia ainda é superficial

O reconhecimento pelo presidente russo Vladimir Putin do Referendo realizado na Criméia e sua receptividade em aceitar a região no território da Rússia abalou a política mundial e poderá abalar a economia internacional. O caso, que envolve temas econômicos, militares e diplomáticos, conta agora com o posicionamento das nações perante a legitimidade do ocorrido, um posicionamento que, para a China, a melhor opção foi a neutralidade.

Na semana passada, o “CEIRI NEWSPAPER” apresentou informações sobre a possível posição chinesa perante à situação. O artigo “A China e a Crise Russo-Ucraniana”, levantou informações sobre as relações entre chineses e ucranianos, os interesses, o intercâmbio econômico e militar entre as duas nações, bem como a repercussão e os efeitos que podem causar no mundo a perda da Criméia pela Ucrânia.

As decisões por parte da China de se abster em votações nos fóruns da ONU sobre sansões à Rússia e sobre a legitimidade do Referendo organizado pelas autoridades da Criméia já mostraram que esta região ainda não é o principal foco de Beijing. Provavelmente, o Governo chinês ainda não deseja se comprometer em outro tema internacional de grande repercussão, pois já está envolvido em diálogos com o Irã e com a “Coreia do Norte” onde sua presença é das mais importantes.

Enquanto expressivas autoridades, como o “Presidente dos Estados Unidos”, Barak Obama, tentam trazer Xi Jinping para seu lado, este apenas pede para que se evite conflitos em caso de crise na região. Confirmando esse posicionamento, a China foi um dos Estados que manteve posição neutra quanto ao questionamento da legalidade do caso envolvendo russos e ucranianos.

Além de evitar, em primeiro momento, um desgaste político e diplomático, a China também observa questões no campo econômico. Atualmente, ela reduziu sua obsessão por sempre obter altos índices do “Produto Interno Bruto” (PIB) e se volta para a economia verde, tendo consciência do tempo necessário para a sua consolidação.

Beijing nota que a decisão da Criméia em anexar-se ao território russo, mesmo sem sanções e penalidades econômicas para a economia russa, já afeta a economia internacional, como vem ocorrendo, por exemplo, na “Coreia do Sul”, onde a indústria automotiva sulcoreana está sofrendo com constantes quedas de produção e vendas em solo russo.

As principais empresas desse país presentes no vizinho russo, como a Hyundai, a Kia e a Sangyong apresentaram baixas de até 30% só nestes 3 primeiros meses de 2014. Até a “General Motors”, presente na Coreia, está sentindo o reflexo negativo.

Por mais importante que possa aparentar posicionar-se a favor ou contra os países ocidentais, isto não é prioridade para a China que tem sempre a economia no primeiro plano e vai optar por traçar caminhos que afetem menos a sua estabilidade e não desestimule seu crescimento. Ao acompanhar os noticiários da Ásia e do Pacífico é possível entender que os chineses pensam prioritariamente na sua influência econômica, enquanto russos e estadunidenses ganham, ou procuram, ganhar mais destaques em temas diplomáticos e militares em toda a região.

A percepção de que a China está apenas aguardando o momento certo para se posicionar perante o caso da Criméia é correta, pois o país está projetando os impactos negativos do caso na economia internacional e, provavelmente, deve estar simulando os pontos negativos e positivos sobre esse desfecho, bem como a forma pela qual isso irá refletir em suas regiões de administração especial e regiões que buscam ter ou manter independência, como o Tibet e Taiwan, respectivamente . Como diz um provérbio chinês, “tudo a seu tempo”.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www.wantchinatimes.com/news-subclass-cnt.aspx?cid=1101&MainCatID=11&id=20140317000071

Ver:



Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2014/03/17/1s181142.htm

Ver:

http://spanish.peopledaily.com.cn/31621/8568446.html

Ver:

http://www.jornal.ceiri.com.br/china-e-crise-russo-ucraniana/

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Acordo de Livre Comércio Japão-Austrália

Autoridades japoneses e australianas informaram para a imprensa que oAcordo de Livre Comércioentre Japão e Austrália deverá ser oficializado no mês de abril. O encontro entre o parlamentar Koya Nishikawa e o ministro australiano Andrew Robb ocorreu na cidade de Camberra e ambos deram boas notícias sobre a conclusão do Tratado.

Segundo os negociadores, resta apenas definirem alguns quesitos referente a cortes tarifários para a importação de carne australiana, dentre alguns pequenos ajustes. Tokyo considera reduzir cerca de 30% de carga tarifária sobre este e outros produtos que serão importados dos australianos. Desde o ano de 2007, negociadores da Austrália tentam negociar a redução de tarifas para entrada de seus produtos alimentícios, como a carne bovina, algo que pode ser realmente concretizado ainda neste primeiro semestre de 2014.

Para os japoneses, o Acordo será importante para acelerar o crescimento de sua indústria de tecnologia, pois o país ainda não está totalmente recuperado desde a catástrofe do tsunami, seguida do acidente nuclear, em 2011. Além de sua recuperação econômica, o Japão visa maior participação e atividade em assuntos na região da Ásia-Pacífico, que hoje vê a China obtendo cada vez mais espaço em diferentes temas.

No mês de abril as autoridades máximas destes dois países do Ásia-Pacífico (Japão e Austrália) deverão marcar um encontro formal e ratificar o Tratado, porém a data ainda não foi divulgada.

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Imagem (Fonte):

 

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news07.html

Ver:

http://www.mundo-nipo.com/politica/17/03/2014/japao-e-australia-concordam-em-acelerar-negociacoes-de-livre-comercio/

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

“Febre Aftosa” faz Pyongyang recorrer a FAO

A “Coreia do Norte” está sofrendo com a “Febre Aftosa”, que atinge toda sua extensão territorial. Por este motivo, o Governo norte-coreano recorreu à “Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura” (FAO, na sigla em inglês).

Nos últimos anos o país presenciou diversos casos da moléstia e recorre a ajuda internacional para enfrentar o problema. Em 2012, a FAO havia sugerido o envio de vacinas para o combate da doença, proposta que também tinha sido apresentada por Seul.

Muito dos benefícios recebidos pelos norte-coreanos, no entanto, foram afetados devido ao seu “Programa Nuclear” e aos constantes atritos diplomáticos e militares com Seul. Para o atual momento, a ONU irá enviar uma equipe para avaliar a situação local e definir os critérios para a ajuda. Além da ONU, Seul também estuda meios de auxiliar o vizinho.

Para a “Coreia do Sul”, alguns progressos no diálogo entre as duas partes da “Península Coreana” aparentam seguir um caminho aceitável e a presidente Park Geun-hye,  com sua política de criação de novos Ministérios para a reunificação coreana, espera ganhar pontos positivos concedendo ajuda ao povo norte-coreano.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/northkorea/2014/02/26/0500000000ASP20140226000300883.HTML

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2014/02/25/0300000000ASP20140225001600883.HTML

ÁSIADIPLOMACIA CORPORATIVAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Japonesa Tokyu entra no sistema de transportes do Vietnam

O grupo japonês Tokyu conseguiu autorização para fazer investimentos no setor de transportes no Vietnam e a empresa iniciará suas operações no transporte coletivo dentro da cidade de “Binh Duong”. A presença do grupo não é recente e concorre diretamente com empresas de Singapura e “Coreia do Sul” em projetos de infra-estrutura.

O governo vietnamita abriu espaço para entrada de empresas estrangeiras investirem em diversos setores de sua economia, principalmente na infra-estrutura. Com isso, japoneses, coreanos e outras nações asiáticas investem em obras na região a fim de estreitar laços e ganhar novos mercados.

O grupo Tokyu é uma das empresas presentes no país e conseguiu licença para implantar o sistema japonês no transporte coletivo local. Para operar na região, ela irá estabelecer uma subsidiária, gerando desenvolvimento e emprego na cidade em que está situada, o que agrada as autoridades regionais.

A empresa já se organiza para atender às futuras demandas na região, pois a cidade de “Binh Duong” está se preparando para receber um novo parque industrial em médio e longo prazos, objetivando ser uma área rica em tecnologia e para poder competir com a indústria de serviços de algumas nações vizinhas.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news11.html

Ver:

http://www.becamex.com.vn/en/business-scope/urban-areas/khu-do-thi-tokyu-binh-duong

 

ÁFRICAAMÉRICA LATINAANÁLISE - FÓRUNS INTERNACIONAISANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

Economia nos BRICS em alerta

O ano de 2014 inicia com a preocupação mundial sobre a alta do dólar e a fuga de capital estrangeiro em nações emergentes, estando muitos países avaliando sua economia e estudando os efeitos negativos que o dólar lhes proporciona. Uma das medidas encontrada é a elevação da taxa de juros, um meio de evitar a fuga de capitais.

A preocupação sobre a economia de membros do BRICS, como a China, inicia em relação ao PIB do ano de 2013. Beijing apresentou os dados do crescimento de sua economia no ano passado, com resultado de 7,7%, sendo este um valor não tão distante do crescimento anterior, que havia sido de 7,6% (2012/2013), mas, deve-se destacar que, antes do ano de 2012, o país não apresentava taxas inferiores a 7,7%, significando que seu ritmo está caindo.

Não apenas o  PIB chinês está em baixa no país. Os dados sobre o crescimento da indústria local também apresentou uma queda.  Segundo o “Índice de Gerentes de Compra” (PMI, sigla em inglês), neste mês de janeiro a cifra chinesa caiu para 50,5, graças a menor demanda pelas exportações de produtos chineses, sendo esta uma desaceleração que não agrada as autoridades da China.

Na Índia, o PIB não está abaixo de suas taxas anteriores. Por enquanto, com taxa prevista com variações entre 4,8% e 6 %, mas isso não tira a atenção de seus economistas para medidas de curto e médio prazo.  No Brasil, esta previsão de crescimento está em torno de 2,28%, uma taxa muito baixa em comparação aos indianos e chineses.

China, Índia e Brasil são países exportadores e as variações nas taxas de crescimento da indústria e de outros componentes dos seus PIBs constituem o foco da preocupação de seus especialistas econômicos. Todos sofrem com as taxas de câmbio no mundo, já que, atualmente, o Dólar tem sido um dos principais vilões para as exportações destes países.

O dólar alto e algumas estatísticas econômicas internas apresentando baixas resultam em fuga de investimentos e o caminho apontado para mudar essa situação tem sido a alta da taxa de juros. Segundo a publicação da “Folha de São Paulo”, no dia 29 de janeiro, o Brasil aumentou a sua taxa para 10,5%, a Índia para 8% e a “África do Sul” para 5,4%,  enquanto a China mantém um percentual de 6%. Especialistas afirmam que essas taxas elevadas dão um pequeno alívio para o mercado financeiro, porém não resolverão todo o problema, já que a política cambial é volátil e sofre com as constantes variações de mercado.

Além disso, atualmente, o que está afetando os países emergentes é a recuperação econômica dos “Estados Unidos” (que vem atraindo os recursos antes dispersos nos mercados) e a alta nas matrizes energéticas (uma vez que, nos EUA, a energia é mais barata do que em outras nações, reduzindo o custo de produção e fortalecendo a indústria). Esses pontos, somados aos outros fatos na economia global, como a redução do crescimento chinês, ou das exportações chinesas, faz com que a China consuma menos commodities, o que afeta diretamente o Brasil e “África do Sul”.

Todas as adversidades da economia mundial estão interligadas e apresentam indícios de que os países devem diversificar suas produções para manter taxas confortáveis de crescimento. A China já estuda meios de fazer seus setores do turismo, esportes, entre outros, participarem de forma mais ativa em seu PIB anual.

O Brasil, segundo Mantega, está em posição ainda tranquila, acreditando que os BRICS ainda serão a força da economia global. Ele afirmou no painel da “Globo News”, em Davos: “Não acredito que haja crise de meia-idade dos BRICS. Diante da crise mundial, houve redução do volume de comércio, de demanda internacional. A economia mundial, os países avançados estão em vias de recuperação, ainda gradual, inicial. E, portanto, com essa recuperação, nós teremos uma reativação do comércio. O comércio [global] crescia a um volume de 6% a 7% ao ano. Daqui para frente, voltará a crescer 4% a 5%. Os BRICS continuarão liderando o crescimento da economia mundial. Mas, para, isso, precisam fazer mudanças nos seus modelos de crescimento[1].

Diante deste cenário, observadores afirmam que 2014 começa com projeções econômicas ainda incertas e com nações ainda indecisas sobre as medidas devem adotar para mudar seus modelos de crescimento. Tem sido considerado como garantido que as atitudes tradicionais de curto prazo, como a elevação das taxas de juros, devem prevalecer, algo que, porém, pode se tornar um fator negativo no futuro.

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Imagem (Fonte):

Wikipedia

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/01/brics-seguirao-liderando-crescimento-da-economia-mundial-diz-mantega.html

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Ver também:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1400045-economia-chinesa-cresce-77-em-2013.shtml

Ver também:

http://economia.ig.com.br/2014-02-01/crescimento-da-industria-chinesa-cai-para-a-minima-em-6-meses.html

Ver tambémTrading Economics” (Painel de crescimento econômico tempo real), em:

http://pt.tradingeconomics.com/india/gdp-growth-annual

Ver também:

Emergentes reagem para conter Dólar, In: Folha de São Paulo Mercado, pagina B6 – publicação 29 de janeiro 2014.

ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

Uma nova Marca China para o mundo

Ao longo dos anos, a China vem trabalhando forte em sua imagem para obter respeito e admiração de outras nações. Sendo assim, trabalha pesado com investimentos dentro e fora do país, englobando as áreas das finanças, comércio, esportes, cultura e segurança, objetivando apresentar a sua grandeza. Atualmente, o país espera chamar a atenção de grandes eventos culturais e esportivos e deixar de lado apenas a sua imagem de uma nação com grande poder militar e econômico.

Não é difícil entender por quais motivos a propaganda chinesa está objetivando explorar outras áreas culturais e econômicas para se tornar uma grande referência no globo. Desde o ano de 2008, quando ocorreu a primeira grande crise financeira internacional do século XXI, o país se tornou o refúgio de investimentos dos cinco continentes, graças a sua estabilidade econômica em constante crescimento. Porém, passado o pior momento da crise financeira, ele não preservou a confiança que muitos investidores, comparativamente, mantém, por exemplo, em relação à Washington.

No ano passado (2013), a “Universidade de Harvard” havia apresentado um estudo resumido sobre os “Estados Unidos” e a China, chamado “America and China: Global images of the world’s two largest economies”, e demonstrou que a imagem de Washington ainda é mais positiva que a de Beijing. A pesquisa foi realizada com 38 países, questionando cidadãos comuns, empresários e formadores de opinião, contendo questões variadas sobre temas econômicos e culturais e, no resultado, a segunda maior potência global esteve atrás dos EUA na opinião pública em vários aspectos.

Dos 38 países, em 28 deles a opinião foi favorável aos EUA e em apenas 19 os chineses receberam votos positivos. Nas regiões onde os estadunidenses obtiveram a preferência, o Japão também esteve a frente de Beijing, porém, na região do “Oriente Médio” e África os chineses ficaram à frente dos norte-americanos.

Entre 2010 e 2013, houve constantes variações na opinião pública em relação aos dois graças ao posicionamento destas duas potências em assuntos globais, como Segurança e Economia. Nos países em desenvolvimento, por exemplo, as ações chinesas, impulsionadas pelos grandes investimentos, fazem com que a China seja mais positiva por gerar mais benefícios econômicos e por não se aprofundar tanto em questões políticas regionais.

A China ganhou bastante força na opinião pública internacional graças ao seu poder econômico e a sua forma de adentrar em novos mercados, principalmente de regiões onde a cultura local é extremamente fechada, como na África e no “Oriente Médio”, mas a grande máquina de cultura dos EUA, impulsionada por megaproduções de Hollywood ainda deixa Washington na frente. A cultura norte-americana vem sendo disseminada no mundo desde a década de 1950 com filmes, música entre outros elementos culturais, enquanto a China passou a investir pesado neste setor apenas nos últimos 20 anos.

Partindo do ponto em que a economia chinesa já se tornou uma das principais engrenagens da economia global, hoje, sua manutenção continua importante, mas, para a propaganda chinesa, existe a necessidade de investir na divulgação da sua cultura no mundo. Com isso, os mercados da cultura, do turismo e dos esportes podem se tornar novos componentes de peso para o PIB chinês.

Para atingir seus objetivos, a China já está alternando algumas políticas internas que envolvem temas humanitários, como a política do “Filho Único”, o investimento em esportes olímpicos e populares, como o Futebol, e no intercâmbio cultural entre jovens pelo mundo. Além disso, o país também investe na promoção de sua cultura pelo globo, através da sua indústria cinematográfica e de eventos culturais realizados em nações amigas.

No início do ano de 2013, os dados da indústria cinematográfica chinesa apontavam constante crescimento. Até então, havia arrecadado US$ 2,693 bilhões no ano fiscal de 2012, significando um crescimento de 28,2% em comparação ao ano de 2011. O país possui uma cota de até 34 filmes estrangeiros que podem ser produzidos em território nacional, além de apoiar as produções locais, o que incentivou gigantes do cinema como a “DreamWorks” (News Corp.) a comprar parte da “Bona Film Group”, aumentando o número de filmes estrangeiros sobre o país asiático.

As produções locais ainda se baseiam nas artes marciais, tendo Jackie Chan e Jet Li como seus garotos propaganda. Ambos atores fizeram fama e riqueza tanto no mercado doméstico quanto no estadunidense e, hoje, possuem suas próprias produtoras no sul da China. Suas assinaturas são dadas como certa para ganhar o público fora do país.

Todas as obras chinesas são apresentadas anualmente em festivais de cinema pelo mundo, principalmente na França, e também no Brasil, onde existe um grande público formado por descendentes de chineses. O último Festival foi realizado em “São Paulo” no mês de outubro de 2013, sendo a 37a edição do mesmo.

Neste ano de 2014, ano de “Copa do Mundo”, a China está investindo pesado na sua Liga profissional de futebol, contando com grandes contratações e buscando se inserir no calendário internacional das grandes competições realizadas pela FIFA. Por exemplo, está entrando na disputa para ser a sede da “Copa do Mundo de Clubes da FIFA” entre os anos de 2015 e 2018.

O esporte gera bilhões de dólares em todo o planeta, cifras que são compostas com grandes ações de comunicação e marketing, turismo cultural e econômico dentre outros temas. Apenas no Brasil, mais de R$ 2,43 bilhões foram faturados durante a temporada de 2012, um faturamento composto por receitas de rádio, TV, público nos estádios e marketing dos 20 maiores clubes brasileiros, tornando o país a sexta maior liga mundial entre 2012 e 2013.

Todo o calendário esportivo chinês foi revisado e, desde 2011, milhões são investidos nos clubes, nos estádios e em outros setores que envolvem a modalidade, demonstrando que está seguindo os passos do Japão e da “Coreia do Sul”, com investimentos na estrutura e em contratações internacionais para desenvolver seu próprio estilo, visando tentar sediar uma “Copa do Mundo” quando estiver com uma equipe competitiva.

A atual “Liga Chinesa” ganhou espaço na imprensa internacional graças a grandes contratações, como a dos costamarfineses Didier Drogba e Nicolas Anelka que estiveram no país na temporada de 2012. Hoje, clubes da China estão contratando jogadores também famosos da Liga brasileira, como Aloísio do “São Paulo”, e por sondar nomes de atletas como Fred, do Fluminense, e Cícero, do Santos. O Continente asiático é o grande mercado que está contratando jogadores estrangeiros, mas os milionários times da China, como o “Shandong Luneng” e o “Guangzhou Evergrande”, são os que ganham a atenção, graças aos seus altos poderes aquisitivos.

Os investimentos foram positivos, tanto que o Evergrande superou os clubes da Ásia, tornou-se campeão continental e disputou a “Copa do Mundo de Clubes da FIFA”, consagrando o futebol chinês no cenário esportivo internacional.

A China não está poupando investimentos na indústria cultural e esportiva e espera que neste ano de 2014 a “Marca China” seja comprada pela opinião pública internacional como uma marca da cultura e dos esportes, centrando a visão estrangeira para outros temas que não envolvam apenas a política econômica e militar do país, tornando-a, assim, também uma fonte de referência global esportiva e multicultural.

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Imagem (Fonte):

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Fontes consultadas:

VerHavard”:

http://journalistsresource.org/studies/international/china/america-china-global-images-worlds-two-largest-economies (Resumido).

Ver:

http://cinema.uol.com.br/noticias/efe/2013/01/09/cinema-chines-entre-seguir-o-caminho-de-hollywood-e-manter-as-raizes.htm

Ver:

http://www.socinema.com.br/37o-mostra-internacional-cinema-sao-paulo-ciclo-filmes-chineses

Ver:

http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2013/08/02/brasil-e-o-sexto-maior-mercado-do-futebol-mundial/

Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2013/12/25/1s177540.htm