ÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China ainda não se posiciona perante a crise na Ucrânia

A série de manifestações na Ucrânia aparenta estar longe de seu fim. Os manifestantes pró-rússia mantém Donestsk e Luhanska em alerta e se recusam a fazer parte da nação ucraniana. Enquanto muitos Estados ocidentais se posicionam a favor do atual Governo ucraniano e contra algumas medidas da Rússia, a China permanece neutra.

Desde o acontecimento da anexação da Crimeia ao território russo, a China se posiciona como neutra e preserva o discurso pró-diálogo pacífico. Nesta semana, a porta-voz da chancelaria chinesa, Hua Chunying, disse que tanto os manifestantes quanto o “Governo Interino da Ucrânia” devem encontrar novos caminhos para o diálogo.

Para Chunying, os envolvidos no caso devem por à mesa os pontos em que podem ceder para que cheguem a uma zona de interesses passíveis de negociação, evitando o uso da força e reduzindo os incidentes que estão resultando em confrontos e mortes. A China sempre se posiciona contra a intervenção externa para um tema que eles consideram “ucraniano”, mas, nestes últimos acontecimentos, ela vem tentando não se envolver nos contencioso.

Temos notado que a Rússia, os Estados Unidos, a União Europeia e a Ucrânia estão se preparando para as negociações em um futuro próximo, o que está em sintonia com a direção que propõe a China. Desejamos sucesso[1], afirmou o ministro das relações exteriores Wang Yi, em um conferência de imprensa conjunta com o homólogo alemão Frank-Walter Steinmeier.

Para Wang, “Uma solução política é a única saída[1], mantendo o posicionamento objetivo apresentado por seu país: imparcial, responsável, baseado nas conversações e sem desconsiderar as origens históricas e fatores práticos que ocorrem na região nos últimos anos. Para as grandes potências europeias e para os “Estados Unidos”, o apoio de Beijing para impor sansões à Rússia seria significativo para a consecução do objetivo de intimidar Moscou.

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Imagem (Fonte):

Wikipedia

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://english.cntv.cn/2014/04/14/ARTI1397480051048653.shtml

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Ver também:

http://www.globaltimes.cn/content/854393.shtml#.U0wkoVVdVIE

Ver também:

http://portuguese.cri.cn/1721/2014/04/14/1s182449.htm

Ver também:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news01.html

América do NorteÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

“Negociações Nipo-Americanas” travam dentro do TPP

O “Acordo Comercial” entre o Japão e os “Estados Unidos”, que estava sendo negociado dentro dos critérios da “Parceria Transpacífica” (TPP, sigla em inglês de “Trans-Pacific Partnership”), não foi realizado. Muitos temas englobados são divergentes e carecem de mais estudo entre as duas nações.

Segundo a emissora NHK japonesa, Tokyo e Washington manterão as negociações até o dia 24 de abril, porém, nem mesmo as autoridades japonesas sabem se haverá pelo menos um Acordo mínimo que possa agradar ambos os países. As 18 horas de negociações com a participação de funcionários de alto escalão nipônico e estadunidense terminaram sem êxito, muito devido as barreiras comerciais sobre produtos agrícolas.

Cinco categorias estão sendo discutidas dentro da área dos produtos agropecuários, destacando-se a questão das carnes bovina e suína, cuja as tarifas permanecem intocáveis. Os negociadores esperam avançar nas negociações com a expectativa de que o presidente norte-americano Barack Obama confirme o Acordo junto com sua contra-parte japonesa no final deste mês (abril), quando ele estará no Japão para importantes reuniões com funcionários de alto escalão do Governo nipônico.

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Imagem (Fonte):

 wikipedia

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Fontes consultadas:

Ver NHK:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news01.html

Ver NHK:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news02.html

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

“Malaysia Airlines” boicotada na China

Desde o desaparecimento do “Voo 370” da “Malaysia Airlines”, muitas autoridades asiáticas cobram esclarecimentos ainda não adequadamente apresentados pelo “Governo da Malásia”. O desafio de encontrar os restos da aeronave e tentar explicar o que possa ter acontecido está deixando todo o mundo confuso, mesmo que estejam sendo usados equipamentos com os mais altos desenvolvimentos em tecnologia para buscas.

Para a China, o caso do voo ainda é pior, pois muitos familiares de chineses estavam na aeronave e, até o momento, nenhuma declaração do “Governo da Malásia” agradou Beijing. A China tomou a iniciativa de desviar seus satélites, disponibilizando seus recursos para a busca do avião e, assim, tentar informar seu povo com dados mais precisos, amenizando seus sofrimentos.

Nestes últimos dias, o navio chinês “Haixun 01” recebeu um sinal com origem no “Oceano Índico” com uma frequência que pode ser a do avião desaparecido, porém ainda não foi confirmada. Esta embarcação e outras unidades chinesas estão se deslocando à região da origem do sinal para investigação.

Enquanto não se confirmam os sinais e nem as causas do desaparecimento da aeronave, o turismo China-Malásia está sendo afetado, havendo total boicote à companhia da Malásia. Apoiando a revolta das pessoas na “China Continental”, todas as empresas chinesas de turismo estão boicotando as empresas do país do sudeste asiático e o principal motivo alegado para tal é o tratamento do “Governo da Malásia” dado para os parentes das vítimas do “Voo 370”.

Expressando bem a linha que esta sendo adotada por todos, o site eLong manifestou: “Nós continuaremos a banir indefinidamente [a companhia] até que o governo malásio e a Malaysia Airlines divulguem toda a informação que eles possuem para que nós possamos descobrir a verdade sobre o voo desaparecido o mais rápido possível[1].

Oficialmente, ambos Governos não se pronunciaram oficialmente sobre o boicote, mas o Governo chinês já expressou várias repulsas ao tratamento dado pelas autoridades da Malásia.

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/agencias-de-turismo-na-china-boicotam-malaysia-airlines

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Ver também:

http://portuguese.cri.cn/1721/2014/04/05/1s182080.htm

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Taiwaneses contra a China

Desde a instalação do regime comunista na parte continental da China, a “República da China” (Taiwan/Formosa) e a “República Popular da China” (China Continental) vêm disputando espaço dentro da sociedade internacional e buscando pelo próprio reconhecimento como a única China.

No início, muitos dos principais Fóruns e “Organizações Internacionais” reconheciam Formosa como a principal China, sobretudo graças ao seu regime democrático, mas, hoje, o cenário é diferente. Atualmente, apenas 23 nações reconhecem a “República da China” (Taiwan) como um Estado soberano, mantendo relações diplomáticas, comerciais e com embaixadas instaladas. Em contrapartida, os principais países do globo conservam relações diplomáticas oficiais com a “China Continental” e apenas relações comerciais com o outro lado do “Estreito de Taiwan”.

Os dois Estados, apesar dos esforços da “China Continental”, permanecem separados e a população taiwanesa tem optado pela distância do continente, graças a várias questões históricas que os separam, dentre elas à busca por espaço dentro dos vastos territórios que formavam os grandes impérios chineses antes das duas grandes guerras do século XX, gerando pontos que fazem Taipei e Beijing discordarem em muitos diálogos no campo diplomático.

Com a necessidade de manter sua economia ativa frente ao crescimento do poder econômico da “China Continental” e com o início do governo de Ma Ying-jeou, em 2008, Formosa passou a trabalhar em diversos “Acordos Comerciais” com o “Leste da Ásia” e também com os líderes chineses continentais. Essa aproximação do presidente da pequena ilha de Taiwan com Beijing tem dividido a população taiwanesa, com alguns segmentos pró China e com outros contra as relações sino-taiwanesas, temendo que o país seja anexado pela parte continental.

Muito das tensões locais se intensificaram após a crise internacional de 2009, mas ela resultou no primeiro acordo sino-taiwanês de cooperação econômica no ano seguinte (2010). Com a fragilidade da presença econômica dos “Estados Unidos” na região, a “China Continental” se tornou a principal parceira econômica de diversos países no Oriente, assim como de todos os membros da ASEAN, bem como de Taipei.

A cooperação econômica sino-taiwanesa que foi iniciada resultou num novo “Acordo Comercial” que marcou a história dos dois lados do “Estreito de Taiwan”. Este abriu as portas para 80 empresas de Formosa em diferentes setores dentro do mercado chinês continental e para 64 empresas chinesas no mercado taiwanês, chegando vários especialistas econômicos a afirmar que ele irá beneficiar mais os taiwaneses do que os chineses, como, por exemplo Du Qiao Xia, do “Instituto Chung-hua de Pesquisa Econômica”, que fez questão de também deixar claro que o Acordo é meramente comercial, sem interesses políticos, como forma de reforçá-lo e acalmar os críticos.

Atualmente, estão ocorrendo diversas suspeitas e denúncias sobre negociações econômicas entre Taipei e Beijing, alegando que existem cláusulas em Acordos que favorecem a parte continental e deixam a ilha sobre seu controle econômico. O recente convênio entre os dois lados do Estreito que envolve o setor de serviços, com redução de tarifas e outras preferências comerciais, por exemplo, mobilizou milhares de pessoas a protestarem contra ele e a questionar a sua legitimidade frente aos interesses democráticos de Formosa.

Entre os manifestantes, na maioria estudantes, exigia-se a releitura do que foi estabelecido e a explicação de todas as cláusulas contratuais de forma pública e feita diretamente pelo presidente Ma.  Este, por sua vez, acatou as exigências e informou que irá criar uma comitiva para fiscalizar todos os Acordos entre os dois países. Isso, no entanto, não foi suficiente para os opositores nem para os manifestantes.

Diante da reação, Li He, vice-diretor da “Sociedade Nacional de Estudos de Taiwan”, com sede em Pequim, afirmou: “Organizadores do protesto estão tentando incitar apoio à independência de Taiwan. Esse é o seu apelo político real[1].

Fica no ar a interrogação sobre o que de fato preocupa tanto a população taiwanesa, uma vez que, segundo as autoridades chinesas e taiwanesas, os Acordos são meramente comerciais. Na cidade de “São Paulo” (Brasil), por exemplo, junto com apoiadores do movimento taiwanês e com membros da “Associação dos Eleitores Chineses no Brasil”, percebe-se que o receio se dá por considerarem a possibilidade da consolidação de Acordos que favoreçam o controle econômico da ilha por Beijing, podendo este impulsionar uma ofensiva para a unificação chinesa vinda pelo lado comunista.

O caso da Crimeia também vem sendo bem analisado por parte dos manifestantes que fazem paralelos com relação a Formosa. A interpretação da “China Continental” observando os dois casos é de que Taiwan é apenas uma “Província Rebelde”. Contra as considerações chinesas, no entanto, antagonistas entendem que, diferente do caso na Crimeia, onde a população realizou o Referendo pró-rússia, em Taiwan a maioria é contra China, o que impede qualquer semelhança da “China Continental” com a Rússia e do caso da Crimeia com Formosa.

Porém, analogamente, assim como existem especulações e denúncias de que o Governo russo influenciou as ações que resultaram na anexação daquele território à Rússia, existe o medo de que o mesmo esteja acontecendo em Formosa. A base para tal pensamento se deve a alguns comentários feitos pelo vice-ministro sênior Yasutoshi Nishimura, em um “Fórum Financeiro” em “Hong Kong”, onde ele discursou afirmando que o comportamento da China sobre as “Ilhas de Diayou” é similar ao russo na questão envolvendo a Ucrânia e a Crimeia.

Desde o início das negociações comerciais sino-taiwanesa, especialistas políticos e econômicos discutem que a ofensiva chinesa para aproximação com a ilha é de, por via econômica, trabalhar uma imagem positiva, levar benefícios financeiros para a região e estabelecer bases para futuras tentativas de transformar Taiwan em uma “Zona Econômica Especial da China”, assim como ocorre em “Hong Kong” e Macau.

Tendo este quadro em mente, a palavra de ordem dos estudantes que estão se mobilizando é de que  “Taiwan não está a venda” e a inédita mobilização em Taipei poderá pesar muito nas próximas eleições locais, bem como nos próximos acordos econômicos que poderão se consolidar. Nesse sentido, o grande desafio de Ma Ying-jeou será apresentar argumentos concretos de que não existe algum movimento de unificação com a “República Popular da China”, liderado por esta, e também que os atuais Acordos, bem como os que estão em análise, realmente são apenas econômicos, limitando-se a trazer benefícios para o povo taiwanês.

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Imagem (FonteReproduçãoTaipei Times”):

http://www.taipeitimes.com/News/front/photo/2014/03/31/2008099152

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.globaltimes.cn/content/851723.shtml#.UzllbahdVIE

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Ver também:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me3006201027.htm

Ver também:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/03/taiwaneses-protestam-contra-pacto-comercial-com-china.html

Ver também:

http://www.wordgreen.net/igual-a-crimeia.html

NOTAS ANALÍTICASSociedade Internacional

Posse presidencial e da junta diretiva da JCI Brasil-China em São Paulo

Na semana passada, na quarta-feira, dia 19 de março, ocorreu a “Cerimônia de Posse Presidencial e da Junta Diretiva da JCI Brasil-China” na “Assembléia Legislativa de São Paulo”. O evento nomeou Cheung Kawai como Presidente para o ano de 2014 e a nomeação de novos membros para contribuírem nos eventos sociais e culturais entre brasileiros e chineses para este ano.

O evento contou com a presença de importantes nomes e autoridades, como: o novo diretor do “Escritório Econômico e Cultural de Taiwan em São Paulo”, Fernando Wang;  com Jorge Yang, do “Centro Social Chinês”; com Heida Li, “Presidente da Associação Chinesa do Brasil”; além de Andrea Chung e Fanny Chu, representantes da “Associação dos Eleitores Chineses no Brasil”. Além destes, autoridades locais também estiveram no evento, como Luiz A Pereira da Silva, “Superintendente da ACSP-Centro”, Victor Kobayashi, William Woo, dentre outras.

A “JCI Brasil China” é uma subdivisão da “JCI Brasil”, entidade ligada à “Organização das Nações Unidas” que conta com a participação de jovens com até 40 anos para promover atividades que contribuam para o desenvolvimento social e cultural de sua região. A divisão chinesa completa 10 anos no “Estado de São Paulo” e foi responsável por conseguir aderir o “Ano Novo Chinês” ao calendário do turismo paulista, sendo a terceira maior festividade chinesa no mundo, fora da China.

O “Jornalista do CEIRI NEWSPAPER”, Fabrício Bomjardim, também esteve presente como convidado especial para entregar os certificados para colaboradores que participaram das atividades da entidade no decorrer do ano de 2013. Ele recebeu homenagem por contribuir e realizar eventos e festividades, promovendo a interação da cultura sino-brasileira nas cidades de “São Paulo” e “Taboão da Serra”.

A Organização irá iniciar seus novos projetos para o ano de 2014, ano em que ocorre a “Copa do Mundo de Futebol” no Brasil e já se prepara para atender principalmente o público oriental junto com as demais diretivas da “JCI Brasil-Japão” e “JCI Brasil-Coreia”.

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Imagem (Fonte):

Jornalista Fabrício Bomjardim

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Fonte consultada: trabalho jornalístico realizado por Fabrício Bomjardim

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China: assunto Criméia ainda é superficial

O reconhecimento pelo presidente russo Vladimir Putin do Referendo realizado na Criméia e sua receptividade em aceitar a região no território da Rússia abalou a política mundial e poderá abalar a economia internacional. O caso, que envolve temas econômicos, militares e diplomáticos, conta agora com o posicionamento das nações perante a legitimidade do ocorrido, um posicionamento que, para a China, a melhor opção foi a neutralidade.

Na semana passada, o “CEIRI NEWSPAPER” apresentou informações sobre a possível posição chinesa perante à situação. O artigo “A China e a Crise Russo-Ucraniana”, levantou informações sobre as relações entre chineses e ucranianos, os interesses, o intercâmbio econômico e militar entre as duas nações, bem como a repercussão e os efeitos que podem causar no mundo a perda da Criméia pela Ucrânia.

As decisões por parte da China de se abster em votações nos fóruns da ONU sobre sansões à Rússia e sobre a legitimidade do Referendo organizado pelas autoridades da Criméia já mostraram que esta região ainda não é o principal foco de Beijing. Provavelmente, o Governo chinês ainda não deseja se comprometer em outro tema internacional de grande repercussão, pois já está envolvido em diálogos com o Irã e com a “Coreia do Norte” onde sua presença é das mais importantes.

Enquanto expressivas autoridades, como o “Presidente dos Estados Unidos”, Barak Obama, tentam trazer Xi Jinping para seu lado, este apenas pede para que se evite conflitos em caso de crise na região. Confirmando esse posicionamento, a China foi um dos Estados que manteve posição neutra quanto ao questionamento da legalidade do caso envolvendo russos e ucranianos.

Além de evitar, em primeiro momento, um desgaste político e diplomático, a China também observa questões no campo econômico. Atualmente, ela reduziu sua obsessão por sempre obter altos índices do “Produto Interno Bruto” (PIB) e se volta para a economia verde, tendo consciência do tempo necessário para a sua consolidação.

Beijing nota que a decisão da Criméia em anexar-se ao território russo, mesmo sem sanções e penalidades econômicas para a economia russa, já afeta a economia internacional, como vem ocorrendo, por exemplo, na “Coreia do Sul”, onde a indústria automotiva sulcoreana está sofrendo com constantes quedas de produção e vendas em solo russo.

As principais empresas desse país presentes no vizinho russo, como a Hyundai, a Kia e a Sangyong apresentaram baixas de até 30% só nestes 3 primeiros meses de 2014. Até a “General Motors”, presente na Coreia, está sentindo o reflexo negativo.

Por mais importante que possa aparentar posicionar-se a favor ou contra os países ocidentais, isto não é prioridade para a China que tem sempre a economia no primeiro plano e vai optar por traçar caminhos que afetem menos a sua estabilidade e não desestimule seu crescimento. Ao acompanhar os noticiários da Ásia e do Pacífico é possível entender que os chineses pensam prioritariamente na sua influência econômica, enquanto russos e estadunidenses ganham, ou procuram, ganhar mais destaques em temas diplomáticos e militares em toda a região.

A percepção de que a China está apenas aguardando o momento certo para se posicionar perante o caso da Criméia é correta, pois o país está projetando os impactos negativos do caso na economia internacional e, provavelmente, deve estar simulando os pontos negativos e positivos sobre esse desfecho, bem como a forma pela qual isso irá refletir em suas regiões de administração especial e regiões que buscam ter ou manter independência, como o Tibet e Taiwan, respectivamente . Como diz um provérbio chinês, “tudo a seu tempo”.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www.wantchinatimes.com/news-subclass-cnt.aspx?cid=1101&MainCatID=11&id=20140317000071

Ver:



Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2014/03/17/1s181142.htm

Ver:

http://spanish.peopledaily.com.cn/31621/8568446.html

Ver:

http://www.jornal.ceiri.com.br/china-e-crise-russo-ucraniana/