ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Voo 379, um raro desastre na Ásia

O “Voo 379 da “Malaysia Airlines”, que desapareceu no percurso com destino a Beijing, na China, tornou-se um dos maiores e mais raros incidentes da aviação desde o ano de 2009, quando um fato similar ocorreu com um voo da “Air France”.

O “Boeing 777” foi visto pela última vez em espaço aéreo do Vietnã e há duvidas se ele caiu na costa deste país do sudeste asiático ou se ocorreu em águas internacionais. A China comunicou que utilizará 4 de seus mais modernos satélites para procurar a aeronave, ou seus vestígios, no traçado de sua rota até a capital chinesa.

O caso tornou-se um mistério, pois não se sabe ao certo o que pode ter acontecido, até pelo fato de que a rota era simples. “Aviões não caem quando estão numa rota como essa[1], afirmou Paul Hayes, “Diretor de Segurança da Flight Global Ascend”.

Muitos especialistas entendem o caso como incomum, algo raro de se acontecer, mas já existem outros episódios sendo investigados que podem estar associados. O jornal inglês “The Financial Times” apresentou um artigo sobre o “Voo MH370” na Malásia, no qual uma agência de turismo confirmou que foram vendidas passagens aéreas para pessoas com passaportes falsos.

Tendo sido confirmado que no “Voo 379” havia pessoas com documentos falsos, a possibilidade de sequestro, pode ser levantada o que poderá alterar todo o sistema de viagens aéreas no sudeste do continente asiático e até no mundo.

O caso levanta dúvidas entre os especialistas no assunto e a falta de pistas sobre seu paradeiro eleva o mistério, tornando complexas as alternativas para entender o que de fato ocorreu.

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/03/sumico-de-aviao-da-malasia-esta-entre-mais-raros-desastres-da-aviacao.html

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Ver também:

http://portuguese.cri.cn/1721/2014/03/11/1s180869.htm

Ver também:

http://espanol.cntv.cn/20140311/102469.shtml

Ver também:

http://espanol.cntv.cn/special/avion_desaparecido/index.shtml

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

“Febre Aftosa” faz Pyongyang recorrer a FAO

A “Coreia do Norte” está sofrendo com a “Febre Aftosa”, que atinge toda sua extensão territorial. Por este motivo, o Governo norte-coreano recorreu à “Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura” (FAO, na sigla em inglês).

Nos últimos anos o país presenciou diversos casos da moléstia e recorre a ajuda internacional para enfrentar o problema. Em 2012, a FAO havia sugerido o envio de vacinas para o combate da doença, proposta que também tinha sido apresentada por Seul.

Muito dos benefícios recebidos pelos norte-coreanos, no entanto, foram afetados devido ao seu “Programa Nuclear” e aos constantes atritos diplomáticos e militares com Seul. Para o atual momento, a ONU irá enviar uma equipe para avaliar a situação local e definir os critérios para a ajuda. Além da ONU, Seul também estuda meios de auxiliar o vizinho.

Para a “Coreia do Sul”, alguns progressos no diálogo entre as duas partes da “Península Coreana” aparentam seguir um caminho aceitável e a presidente Park Geun-hye,  com sua política de criação de novos Ministérios para a reunificação coreana, espera ganhar pontos positivos concedendo ajuda ao povo norte-coreano.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/northkorea/2014/02/26/0500000000ASP20140226000300883.HTML

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2014/02/25/0300000000ASP20140225001600883.HTML

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Após 65 anos, China e Taiwan realizam “Reunião de Alto Nível”

Beijing e Taipei iniciaram hoje (11 de fevereiro) uma série de encontros de alto nível. O evento terá duração até o dia 14 (próxima sexta-feira) e é o primeiro encontro em anos que tem a presença de autoridades de alto nível. Representantes de ambos os lados estão reunidos na cidade de Najing, na China, e iniciou com a presença de Zhang Zhijun, “Diretor para os Assuntos de Taiwan”, do “Gabinete do Conselho de Estado da China”,  e do  “Diretor Taiwanês para Assuntos Relacionados a China Continental”, Wang Yuqi.

As relações entre China e Taiwan evoluíram muito nos últimos 20 anos. Uma mudança positiva, porém elas não evoluíram na questão da “Independência de Formosa”, um objetivo de Taipei que enfrenta total recusa da parte continental chinesa. Yuqi e Zhijun deram declarações para imprensa de que essa série de reuniões poderá tratar de assuntos antes “inimagináveis” diante dos olhos dos chineses e de observadores internacionais.

Os temas que serão abordados durante os encontros não foram claramente divulgados para a imprensa, mas deverão seguir pelos campos da economia, cultura e diplomacia. A pequena “Ilha de Formosa” ainda mantém seu status de um dos países mais ricos em tecnologia da Ásia e do Mundo, a qual beneficia a indústria da “China Continental” e um número significativo de famílias em ambos os lados do “Estreito de Taiwan”. Além disso, tem grande potencial para o turismo de negócios e turismo casual.

Além de diferentes fatores que podem agradá-los, os líderes dos dois Estados do Estreito tem problemas territoriais comuns com outros países, principalmente com o Japão, sendo este um importante ponto que pode aproximar ainda mais chineses continentais e taiwaneses. Muito do avanço das suas relações podem se originar doConsenso de 1992”, um Acordo em que aRepública Popular da China” (China Continental) e a “República da China” (Taiwan/Formosa) entendem que ambos os países pertencem a uma única China, que, porém, é interpretada de acordo com seus sistemas políticos diferentes. Ou seja, cada lado tem sua própria definição da política Uma só China”.

Especialistas chineses e taiwaneses esperam que haja uma atualização deste Consenso e maior flexibilidade por parte de Beijing perante a soberania taiwanesa para que, com isso, sejam abertas as fronteiras para seus cidadãos. Uma maior abertura entre eles facilitará em diversos projetos e processos de Cooperação econômica na Ásia, o que posicionaria suas economias à frente das demais economias asiáticas, visto o poder econômico chinês e a alta tecnologia taiwanesa.

Um estreitamento baseado no diálogo também trará um grande benefício para Beijing, que busca ganhar apoio regional para legitimar reivindicações territoriais que fizeram parte de sua história durante os anos em que as dinastias chinesas governavam. Até o fim dos encontros, especialistas regionais estarão em atenção para os rumos das relações do “Estreito de Taiwan”, que podem marcar uma nova era na história do continente asiático.

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ImagemRadio Taiwan Internacional” (Fonte):

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Fontes consultadas:

Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2014/02/11/1s179558.htm

Ver:

http://spanish.rti.org.tw/Content/GetSingleNews.aspx?ContentID=178182&BlockID=31

ÁFRICAAMÉRICA LATINAANÁLISE - FÓRUNS INTERNACIONAISANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

Economia nos BRICS em alerta

O ano de 2014 inicia com a preocupação mundial sobre a alta do dólar e a fuga de capital estrangeiro em nações emergentes, estando muitos países avaliando sua economia e estudando os efeitos negativos que o dólar lhes proporciona. Uma das medidas encontrada é a elevação da taxa de juros, um meio de evitar a fuga de capitais.

A preocupação sobre a economia de membros do BRICS, como a China, inicia em relação ao PIB do ano de 2013. Beijing apresentou os dados do crescimento de sua economia no ano passado, com resultado de 7,7%, sendo este um valor não tão distante do crescimento anterior, que havia sido de 7,6% (2012/2013), mas, deve-se destacar que, antes do ano de 2012, o país não apresentava taxas inferiores a 7,7%, significando que seu ritmo está caindo.

Não apenas o  PIB chinês está em baixa no país. Os dados sobre o crescimento da indústria local também apresentou uma queda.  Segundo o “Índice de Gerentes de Compra” (PMI, sigla em inglês), neste mês de janeiro a cifra chinesa caiu para 50,5, graças a menor demanda pelas exportações de produtos chineses, sendo esta uma desaceleração que não agrada as autoridades da China.

Na Índia, o PIB não está abaixo de suas taxas anteriores. Por enquanto, com taxa prevista com variações entre 4,8% e 6 %, mas isso não tira a atenção de seus economistas para medidas de curto e médio prazo.  No Brasil, esta previsão de crescimento está em torno de 2,28%, uma taxa muito baixa em comparação aos indianos e chineses.

China, Índia e Brasil são países exportadores e as variações nas taxas de crescimento da indústria e de outros componentes dos seus PIBs constituem o foco da preocupação de seus especialistas econômicos. Todos sofrem com as taxas de câmbio no mundo, já que, atualmente, o Dólar tem sido um dos principais vilões para as exportações destes países.

O dólar alto e algumas estatísticas econômicas internas apresentando baixas resultam em fuga de investimentos e o caminho apontado para mudar essa situação tem sido a alta da taxa de juros. Segundo a publicação da “Folha de São Paulo”, no dia 29 de janeiro, o Brasil aumentou a sua taxa para 10,5%, a Índia para 8% e a “África do Sul” para 5,4%,  enquanto a China mantém um percentual de 6%. Especialistas afirmam que essas taxas elevadas dão um pequeno alívio para o mercado financeiro, porém não resolverão todo o problema, já que a política cambial é volátil e sofre com as constantes variações de mercado.

Além disso, atualmente, o que está afetando os países emergentes é a recuperação econômica dos “Estados Unidos” (que vem atraindo os recursos antes dispersos nos mercados) e a alta nas matrizes energéticas (uma vez que, nos EUA, a energia é mais barata do que em outras nações, reduzindo o custo de produção e fortalecendo a indústria). Esses pontos, somados aos outros fatos na economia global, como a redução do crescimento chinês, ou das exportações chinesas, faz com que a China consuma menos commodities, o que afeta diretamente o Brasil e “África do Sul”.

Todas as adversidades da economia mundial estão interligadas e apresentam indícios de que os países devem diversificar suas produções para manter taxas confortáveis de crescimento. A China já estuda meios de fazer seus setores do turismo, esportes, entre outros, participarem de forma mais ativa em seu PIB anual.

O Brasil, segundo Mantega, está em posição ainda tranquila, acreditando que os BRICS ainda serão a força da economia global. Ele afirmou no painel da “Globo News”, em Davos: “Não acredito que haja crise de meia-idade dos BRICS. Diante da crise mundial, houve redução do volume de comércio, de demanda internacional. A economia mundial, os países avançados estão em vias de recuperação, ainda gradual, inicial. E, portanto, com essa recuperação, nós teremos uma reativação do comércio. O comércio [global] crescia a um volume de 6% a 7% ao ano. Daqui para frente, voltará a crescer 4% a 5%. Os BRICS continuarão liderando o crescimento da economia mundial. Mas, para, isso, precisam fazer mudanças nos seus modelos de crescimento[1].

Diante deste cenário, observadores afirmam que 2014 começa com projeções econômicas ainda incertas e com nações ainda indecisas sobre as medidas devem adotar para mudar seus modelos de crescimento. Tem sido considerado como garantido que as atitudes tradicionais de curto prazo, como a elevação das taxas de juros, devem prevalecer, algo que, porém, pode se tornar um fator negativo no futuro.

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Imagem (Fonte):

Wikipedia

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/01/brics-seguirao-liderando-crescimento-da-economia-mundial-diz-mantega.html

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Ver também:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1400045-economia-chinesa-cresce-77-em-2013.shtml

Ver também:

http://economia.ig.com.br/2014-02-01/crescimento-da-industria-chinesa-cai-para-a-minima-em-6-meses.html

Ver tambémTrading Economics” (Painel de crescimento econômico tempo real), em:

http://pt.tradingeconomics.com/india/gdp-growth-annual

Ver também:

Emergentes reagem para conter Dólar, In: Folha de São Paulo Mercado, pagina B6 – publicação 29 de janeiro 2014.

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Ano novo lunar e um novo passo para a tentativa de reunificação coreana

A “Presidente da Coreia do Sul”, Park Geun-hye, pretende aproximar os laços com a “Coreia do Norte” e evitar novas tensões neste ano de 2014. Seu primeiro passo será a criação de uma data para reunião das famílias separadas  após a “Guerra da Coreia” (1950-53).

OMinistério da Unificação da Coreia do Sulrecebeu o aval da Presidente para promover umEncontro de Alto Nívelcom aCoreia do Nortee iniciar um planejamento para discutir a retomada dos encontros entre as famílias que foram separadas após a divisão da península em duas Coreias. A data pré definida é 10 de janeiro, mês em que ocorrerá o ano novo lunar, celebrado no dia 31, sendo esta uma data estratégica em que ambos os lados comemoram, pois ele  é livre de ideologias políticas.

Esse encontro já está sendo discutido desde o ano 2000, mas sofre com as constantes tensões políticas entre Seul e Pyongyang. Por exemplo, as negociações caminhavam e foram paralisadas no ano de 2008 após civis sul-coreanos e norte-coreanos se envolverem em uma discussão seguida de morte.

Com a presença de familiares sul-coreanos em território norte-coreano, Seul mantém diversas ações de ajuda humanitária, como a doação de alimentos e recursos farmacêuticos. Para este ano (2014), espera-se uma melhora no andamento das negociações, pois o governo de Kim Jong-un recebeu a oferta de bom grado, pedindo maiores esforços de Park Geun-hye para melhorar as relações coreanas em áreas fora do contexto político.

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Imagem (Fonte):

 Wikipedia

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Fontes consultadas:

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/northkorea/2014/01/06/0500000000ASP20140106004400883.HTML

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2014/01/06/0300000000ASP20140106002200883.HTML

ÁFRICAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Angola recebe centro comercial chinês

Angola acabou de receber um centro comercial na cidade de Viana, com um investimento de origem chinesa superior a 30 milhões de dólares. Com isso, o grupo chinês “Yewhing Angola Comércio e Indústria” inaugura o centro comercial e fortalece a presença chinesa neste país africano.

Segundo dados divulgados pela imprensa e retransmitido pela Macauhub, o espaço comercial ganhou o nome de “O Mundo da Casa”, sendo que este empreendimento gerou mais de 600 postos de trabalho na região. Dentro do complexo há um Shopping Center, centros para encontros empresariais e espaços especializados no comércio de eletrodomésticos, mobiliários, construção civil e outras áreas que estão dentro das relações comerciais entre Angola e China.

Os angolanos estão entre os principais objetivos de comércio da China em todo o continente africano, sendo que o mesmo já recebeu diversos investimentos em infraestrutura originários de Beijing com o objetivo de facilitar as exportações de Angola para o gigante asiático, principalmente de Petróleo.

Nos próximos cinco anos, a Yewhing já se prepara para construir outros complexos similares nas cidades de Benguela, Huambo e Hulia.

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Imagem (Fonte): wikipedia

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Fonte consultada:

Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2014/01/06/grupo-chines-yewhing-inaugura-centro-comercial-em-angola-num-investimento-de-30-milhoes-de-dolares/