ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Ano novo lunar e um novo passo para a tentativa de reunificação coreana

A “Presidente da Coreia do Sul”, Park Geun-hye, pretende aproximar os laços com a “Coreia do Norte” e evitar novas tensões neste ano de 2014. Seu primeiro passo será a criação de uma data para reunião das famílias separadas  após a “Guerra da Coreia” (1950-53).

OMinistério da Unificação da Coreia do Sulrecebeu o aval da Presidente para promover umEncontro de Alto Nívelcom aCoreia do Nortee iniciar um planejamento para discutir a retomada dos encontros entre as famílias que foram separadas após a divisão da península em duas Coreias. A data pré definida é 10 de janeiro, mês em que ocorrerá o ano novo lunar, celebrado no dia 31, sendo esta uma data estratégica em que ambos os lados comemoram, pois ele  é livre de ideologias políticas.

Esse encontro já está sendo discutido desde o ano 2000, mas sofre com as constantes tensões políticas entre Seul e Pyongyang. Por exemplo, as negociações caminhavam e foram paralisadas no ano de 2008 após civis sul-coreanos e norte-coreanos se envolverem em uma discussão seguida de morte.

Com a presença de familiares sul-coreanos em território norte-coreano, Seul mantém diversas ações de ajuda humanitária, como a doação de alimentos e recursos farmacêuticos. Para este ano (2014), espera-se uma melhora no andamento das negociações, pois o governo de Kim Jong-un recebeu a oferta de bom grado, pedindo maiores esforços de Park Geun-hye para melhorar as relações coreanas em áreas fora do contexto político.

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Imagem (Fonte):

 Wikipedia

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Fontes consultadas:

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/northkorea/2014/01/06/0500000000ASP20140106004400883.HTML

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2014/01/06/0300000000ASP20140106002200883.HTML

ÁFRICAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Angola recebe centro comercial chinês

Angola acabou de receber um centro comercial na cidade de Viana, com um investimento de origem chinesa superior a 30 milhões de dólares. Com isso, o grupo chinês “Yewhing Angola Comércio e Indústria” inaugura o centro comercial e fortalece a presença chinesa neste país africano.

Segundo dados divulgados pela imprensa e retransmitido pela Macauhub, o espaço comercial ganhou o nome de “O Mundo da Casa”, sendo que este empreendimento gerou mais de 600 postos de trabalho na região. Dentro do complexo há um Shopping Center, centros para encontros empresariais e espaços especializados no comércio de eletrodomésticos, mobiliários, construção civil e outras áreas que estão dentro das relações comerciais entre Angola e China.

Os angolanos estão entre os principais objetivos de comércio da China em todo o continente africano, sendo que o mesmo já recebeu diversos investimentos em infraestrutura originários de Beijing com o objetivo de facilitar as exportações de Angola para o gigante asiático, principalmente de Petróleo.

Nos próximos cinco anos, a Yewhing já se prepara para construir outros complexos similares nas cidades de Benguela, Huambo e Hulia.

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Imagem (Fonte): wikipedia

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Fonte consultada:

Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2014/01/06/grupo-chines-yewhing-inaugura-centro-comercial-em-angola-num-investimento-de-30-milhoes-de-dolares/

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Depois da China, o Japão faz outra disputa territorial na Ásia

Após o “Governo da China” incluir as ilhas Senkaku/Diaoyu em sua zona de segurança, o Japão tomou uma iniciativa similar ao norte de seu território, incluindo a ilha de Takeshima  (たけしま 竹島), que atualmente é objeto de disputa com a “Coreia do Sul”, sendo por ela denominada como Dokdo (독도 獨島).

A ilha em questão fica localizada em uma região entre a “Coreia do Sul” e o Japão e pertencia aos coreanos antes da expansão do “Império Japonês” durante a “Segunda Guerra Mundial”. Com o fim desta “Grande Guerra”, alguns territórios não haviam sido devolvidos pelos japoneses, que se envolveram em disputas territoriais com a China, a “Coreia do Sul”, a Rússia e Taiwan

A iniciativa japonesa foi entendido por parte da imprensa e do Governo coreano como uma medida para apresentar equilíbrio de força perante a China e sua zona de segurança noMar da China”. De acordo com o que foi divulgado pela Agência oficial de noticias de Seul, a Yonhap, o Japão espera construir uma base na região, o que foi considerado pelo governo sulcoreano como um plano sem justificativas.

O governo (coreano) não pode tolerar reclamações injustificadas do Japão em Dokdo e também de outras medidas que não tem sentido histórico[1], afirmou Cho Tai-young, porta-voz do “Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul”.

Os movimentos que vem ocorrendo no sudeste e leste asiático podem prejudicar Tokyo num futuro não tão distante, pois, enquanto reclama e ganha aliados contra algumas atitudes de Beijing, o país toma iniciativas que desagrada seus principais vizinhos, o que pode resultar em um isolamento regional diante de suas reivindicações territoriais.

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Fonte consultada:

[1] Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2013/12/17/0300000000ASP20131217002700883.HTML

 

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Jang Song-Thaek é demitido na Coreia do Norte

Jang Song-Thaek foi demitido de todas as suas funções no governo daCoreia do Norte”. Ele, que já foi um dos mais importantes e poderosos funcionários do Governo, não tem apresentado boas relação com o seu sobrinho, o atual líder supremo, Kim Jong-un.

Aparentemente, o poder e a relevância de Jang estava dividindo as zonas de influência e o poder dentro do país. Oficialmente, ele foi demitido por ter desafiado o seu sobrinho Kim, conforme foi anunciado na “Agência Central de Notícias da Coreia do Norte” (KCNA). Para o “Serviço Nacional de Inteligência Sul-Coreano” (NIS), ele realmente estava dividindo o Governo comunista, causando problemas para o atual governante.

Segundo suspeitas do NIS, Jang, junto com outros funcionários leais, estavam interrompendo trabalhos e outras atividades políticas e militares para criar uma nova liderança dentro do partido, o que foi condenado como atividade anti-Estado. Juntamente com outros envolvidos também estava atuando numa espécie de jogo duplo dentro do “Partido Comunista” e utilizando dos meios de comunicação do país para arquitetar nova área de influência.

A demissão deste funcionário teve uma grande repercussão na China, o principal aliado de Pyongyang. A notícia chegou a Beijing e o Governo chinês passou a desconfiar da capacidade de Kim Jong-un governar o país e isso alterou a agenda política do jovem líder norte-coreano, que já se prepara para visitar o país vizinho e convencer oPartido Comunista Chinêsde que não existe uma crise política naCoreia do Norte”.

O noticiário estatal de Pyongyang anunciou, pela primeira vez nos últimos 40 anos, a prisão de um alto funcionário do Governo, entendendo que, esse ocorrido deve servir de lição a outros funcionários de alto escalão leais ao antigo governante, Kim Jong-il, para que não cometam irregularidades perante seu novo líder.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/northkorea/2013/12/09/0500000000ASP20131209002000883.HTML

Ver:

http://www.nknews.org/2013/12/jang-song-thaek-purge-prompts-calls-for-china-visit/

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AMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Coreia do Sul e Austrália caminham para fechar o Tratado de Livre Comercio (TLC)

Os governos sul-coreano e australiano chegaram a um consenso sobre o “Tratado de Livre Comércio” (TLC) que estava sendo trabalhado ao longo deste ano de 2013. O TLC é uma iniciativa bilateral entre as duas nações, sem considerar outros Acordos similares realizados através de grupos como o ASEAN e outros da Ásia-Pacífico.

O ministro de comércio coreano Yoon Sang-jick e sua contraparte australiana Andre Robb se encontraram em Bali, durante o intervalo da reunião das nações da OMC, e acertaram os detalhes do Acordo para avançar as negociações do TLC. Desde o ano de 2009, ele vem sendo discutido e neste ano (2013) ganhou fôlego para avançar e se chegar a um ponto de concordância entre os envolvidos.

Neste momento, ambos os países deverão apenas revisar seus respectivos Acordos similares já em vigor, como o “Acordo de Inclusão de Sistemas ISD de 2010”, que está estagnado devido a divergências. O TLC deverá ser assinado pelas suas autoridades máximas no primeiro semestre do próximo ano (2014), contendo 23 capítulos definindo todos os produtos cabíveis à proposta aduaneira, disputas comerciais, comunicação entre outros.

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Fonte consultada:

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/economy/2013/12/05/0600000000ASP20131205002100883.HTML

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China: ZIDA causa divergências diplomáticas

O governo chinês implantou a “Zona de Identificação de Defesa Aérea” (ZIDA) faz poucos dias e colocou em alerta os países vizinhos. O sistema demarcou o espaço aéreo em torno das ilhas Diayou (Senkaku), obrigando as aeronaves civis e militares a se identificarem enquanto estiverem nesta área.

A medida ganhou a atenção do Japão e dos “Estados Unidos”, causando grande atrito entre as duas nações asiáticas que estão disputando juridicamente a soberania sobre o pequeno arquipélago. A ação ainda mobilizou as tropas de autodefesa japonesa e unidades militares estadunidenses da região que estão em observação.

Em Beijing, o ZIDA tem o intuito de defender a soberania nacional da China e sua segurança de território

e espaço. Esta é a forma como a medida foi comunicada para a comunidade regional. o porta-voz Hong Lei declarou para a imprensa:  “A China comunicou com os países envolvidos sobre a ZIDA… e pediu-lhes que entendam as preocupações legítimas da parte chinesa sobre segurança e direito de autodefesa[1].

O Governo chinês reconheceu odireitode Tokyo fazer comentários sobre esta iniciativa, mas repudia o movimento militar que está sendo realizado. Os japoneses, por sua vez, repudiam quaisquer ações chinesas na região e preserva o discurso de que é seu dever manter unidades regulares de vigilância no entorno do complexo de ilhas de Diayou, bem como que está preparado para revidar quaisquer ameaças de Beijing.

Empresas estrangeiras, principalmente dos EUA, notificaram as autoridades chinesas para não haver confusão, nem intensificar a tensão. Washington não comunicou ainda sobre a forma como atuará neste contexto, mas, até o momento, vem apoiando o Governo japonês, desde que não haja conflitos. 

A disputa nesta região já se prolonga por décadas, desde que, na metade do século XX, foi descoberta a grande riqueza pesqueira e energética ainda não exploradas. Desde então, China, Japão e Taiwan disputam diplomaticamente a soberania das ilhas. Tokyo ainda disputa outras áreas com russos e com a “Coreia do Sul”, dois países que, certamente, em função dos seus respectivos contenciosos, não se pronunciaram a favor dos japoneses nesta disputa com seu vizinho.

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Imagem (FonteWikipédia):

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2013/12/02/1s176457.htm

Ver também:

http://news.xinhuanet.com/english/china/2013-12/02/c_132935586.htm