NOTAS ANALÍTICAS

A “12a Assembléia Popular Nacional da China”

A porta-voz da “12a Assembléia Popular Nacional da China” (órgão legislativo da China), Fu Ying, iniciou o evento afirmando que já está definida a posição do seu país China perante a disputas territoriais no continente asiático e sobre a política de “um país, dois sistemas”.

Com a mudança de governante, especialistas em todo o mundo especulam sobre como a política chinesa será conduzida nas questões relativas à economia, à política e à segurança. Ying, que foi recém nomeada porta-voz da Assembleia, expressou que as disputas territoriais entre China-Japão deverão ser resolvidas de forma diplomática, ou seja, por meio do diálogo [1].

ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

Empresas automobilísticas chinesas levam IED para nações estrangeiras

Nos últimos anos, as empresas automobilísticas chinesas vem investindo, algumas vezes de forma agressiva, nos mercados emergentes, dentre eles o Brasil. Mas, além desses mercados, essas empresas também voltam suas atenções para a África, partindo de Moçambique. A nação africana passará a ser um produtor e exportador de automóveis após a conclusão de investimentos que estão sendo feitos neste setor.

A empresa “China Tong Jian Investiment” já anunciou que pretende construir uma fábrica em Moçambique, com um aporte de recursos que vai superar os 200 milhões de dólares norte-americanos e já estava sendo negociado desde o ano de 2010. O empreendimento espera ter 30% de sua produção para o mercado consumidor moçambicano e 70% dela voltada para as exportações. Esta iniciativa já mobiliza outros setores da economia local e desperta interesse de outras corporações asiáticas e do “Oriente Médio”.

Muitas empresas estão estudando a entrada no mercado de componentes, como peças mecânicas, pneus e outros produtos para atender às necessidades da fábrica chinesa, num movimento semelhante ao que ocorreu no Brasil, quando a empresa Chery anunciou a construção de uma fábrica no país. No país africano existem pequenas empresas do setor que estão falindo, o que pode proporcionar uma nova gama de investimentos asiáticos, os quais terão algumas facilidades para entrar no mercado local.

A “China Tong Jian” tem como maior acionista a empresa neozelandesa “Morgan Fundation”, que concentra suas atividades em promover as relações China-África e vem obtendo resultados positivos em suas ações. Moçambique é um dos focos deste grupo, o qual se tornou especialista em captar financiamento para investir na região, trabalhando com constantes rodadas de negócios e “Feiras Comerciais” que estão tornando esta nação africana uma plataforma de produção e exportação de seus produtos para toda o continente.

Os acionistas do grupo agora deverão acompanhar com mais atenção tanto o mercado local moçambicano, quanto os demais mercados do continente africano, pois as projeções de consumo na região podem gerar mais negócios em todo o continente. Em Moçambique, o “Programa Econômico e Social 2013” anunciado pelo Governo prevê crescimento acima de 17% no setor financeiro e na casa dos 14% nos transportes e em outros setores, o que poderá facilitar a venda de automóveis particulares, de utilitários, ou seja, de veículos destinados ao cotidiano dos trabalhadores e empresários africanos.

O investimento chinês na África pode ganhar boa parte do mercado local, assim como vem ocorrendo no Brasil. Um exemplo do que ocorre em solo brasileiro, respaldando esta afirmação, se dá na inauguração da fábrica da montadora Chery na cidade de Salto, interior do estado de “São Paulo”. Após a abertura da unidade e com a publicidade e a propaganda realizadas, a empresa vem ganhando espaço no mercado nacional.

Esta é uma empresa que investe no mercado brasileiro neste período em que as vendas de automóveis não param de crescer, conforme os dados apresentados nesta semana pelo anuário da “Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores” (Anfavea), onde consta que a venda de veículos subiu 16,1% quando comparada ao mesmo período do ano passado (2012).

Com o aquecimento no setor, embalado pela redução do “Imposto de Produtos Industrializados” (IPI), pelo aumento dos créditos para alavancar o consumo e com um certo aumento da renda dos brasileiros, a produção de automóveis, de caminhões e de outros veículos manteve o crescimento, justificando os investimentos realizados pelas empresas do seguimento no Brasil. Neste cenário, as corporações asiáticas, como a sul-coreana Hyundai e as chinesas “Jac Motors” e a já citada Chery, passaram de meras coadjuvantes a competidoras fortes com as já tradicionais empresas instaladas no Brasil.

No entanto, o movimento dos chineses em investir no estrangeiro reflete um ponto interessante do mercado e da economia da China, que, enquanto abre espaço em seu território para receber empresas estrangeiras, vê as corporações nacionais investirem fora do território chinês. Isso ocorre pelo fato de as empresas chinesas fabricarem veículos baratos e populares, algo que tem agradado os mercados dos países emergentes, como é o caso brasileiro, e de Moçambique, enquanto na China os consumidores com melhores condições financeiras demandam por marcas importadas de origem européia e japonesa.

Assim, a tendência é de que as firmas chinesas que já tem a sua parte do mercado doméstico consolidado busquem outros países onde há potencial de venda. Por isso, mantém-se no cenário econômico global uma expressiva gama de investimentos disponíveis que poderão ser bem aproveitados por países que já detém operações físicas dessas gigantes chinesas, como é o caso do Brasil, que também é visto como uma plataforma de entrada para a “América do Sul”, significando, portanto, mais possibilidades de captação de recursos internacionais para os brasileiros.

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Fonte consultadas:

VerSeminário de oportunidades em Moçambique”:

http://www.chinatongjian.com/En/yantaohuiDiv/index.html

Ver China Tong Jian Investment Co.”:

http://www.chinatongjian.com/En/news_show.asp?id=876

VerANFAVEA”:

http://www.anfavea.com.br/anuario.html

AMÉRICA DO NORTEANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

Coreia do Norte pode recomeçar a guerra contra Seul e Washington

O mais recente teste nuclear da “Coreia do Norte” pode ter sido o elemento que faltava para começar uma escalada ao reinício da “Guerra  da Coreia”. Além de seus “inimigos”, “Estados Unidos” e “Coreia do Sul”, os tradicionais aliados, China e Rússia  condenaram o teste nuclear, trazendo desequilíbrio na situação tensa que vive a península coreana, pois os apoios antes recebidos pela “Coréia do Norte” por esses dois países impediam maiores ações dos adversários de Pyongyang. A atual condenação vinda de Moscou e Pequim tornam factível o confronto, já que estão sendo aceleradas as mobilizações por Seul e Washington contra um possível ataque norte-coreano.

Mesmo com o “Tratado de Paz” assinado em 1953, três anos após o início da guerra entre os dois países, tanto Seul quanto Pyongyang ainda se consideram em guerra e ambos reivindicam o controle total da península. Dependendo da parte comunista da península, os combates que estão paralisados há várias décadas podem ser retomados, apesar de ter havido algumas mudanças no discurso dos líderes da “Coreia do Norte” após a ascensão do novo Presidente, que trouxeram esperança de que os problemas poderiam ser negociados.

ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

Especificidades da economia chinesa

A maior economia da Ásia está gerando boas perspectivas para este ano de 2013. O cenário de que o PIB chinês se mantenha acima de 7% tem animado os especialistas, tanto quanto os investidores pelo mundo, mas, conforme vêm apontando alguns observadores internacionais, nem tudo corre bem na economia da grande potência oriental.

A economia do país tem chamado a atenção também de especialistas em finanças, em especial neste momento em que tem ocorrido fortes divergências territoriais e diplomáticas da China com algumas nações vizinhas, as quais podem afetar a estabilidade econômica da região e refletir nas agendas de investidores e no mercado financeiro.

No momento, o mercado imobiliário chinês chama a atenção devido aos seus extremos e é um tema que está preocupando intensamente os analistas. As altas e baixas do mercado imobiliário tem se tornado um assunto que ganha holofotes, pois ele pode ser um ponto a desestabilizar a economia local e regional.

Segundo dados de pesquisas chinesas, apresentados por Gao Zitan para o “Epoch Times”, em mais da metade das grandes e médias cidades do país o mercado imobiliário tem apresentado queda superior a 40%, sendo que, dentro desta marca, as baixas mais drásticas levaram a falência de empresas ligadas ao ramo. Na China, a mídia divide as cidades em níveis. No primeiro nível estão cidades grandes e importantes como Beijing, Shanghai, Guangzhou e Shenzhen. Outras cidades, que embora grandes não apresentam tanta importância, são colocadas no nível dois.

ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

“Coreia do Norte” continua a desafiar a ONU

 Kim Jong-Un, líder norte-coreano (Kcna Via Kns/AFP) Para os observadores internacionais, não surpreendem mais as declarações ameaçadoras feitas pelas lideranças norte-coreanas e a realização de testes com armas nucleares, experiências com foguetes, o lançamento de satélites, além de outras ações condenadas internacionalmente que são realizadas sem aviso prévio.

Nos últimos anos, a ocorrência de atividades não aprovadas pelo “Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas” (CS da ONU) tornaram-se constantes e intensificaram-se ainda mais desde o ano de 2011, dando a entender que se trata de um desafio às potências internacionais.

No final do ano passado (2012), o lançamento do foguete norte-coreano resultou em nova condenação por parte do “CS da ONU” que nesta semana adotou uma Resolução ampla de sanções para punir as atitudes de Pyongyang. A medida, liderada pelos “Estados Unidos”, teve unanimidade em sua aprovação e a falta de objeções é um indício de que os países membros estão dispostos a enrijecer nos procedimentos contra Pyongyang e os aliados do Governo norte-coreano começam a  abandoná-lo, podendo inclusive adentrar no grupo daqueles que querem medidas definitivas para encerrar as constantes ameaças nucleares da “Coreia do Norte”.

Neste ano de 2013, nas principais potências do leste asiático e do mundo ocidental ocorreram as trocas de governantes, sendo necessário destacar a reeleição do presidente Barack Obama, nos EUA e as ascensões de Xi Jinping, na China, de Park Grun-hye, na “Coreia do Sul”, e de Shinzo Abe, no Japão, ressaltando-se ainda que estes líderes convergem para a ideia de promover as respectivas recuperações econômicas internas paralelamente e agregada à recuperação da economia global. Ou seja, estão dispostos e evitar a tomada de decisões unilaterais.

ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

2013: o “Ano da Serpente” iniciará com possibilidades de melhor relação sino-brasileira

2013 - Ano da SerpenteO ano de 2013 no calendário ocidental iniciou com um cenário ainda instável na economia internacional, porém, as relações entre o Brasil e a China não passam por instabilidades. A partir do dia 10 de fevereiro terá início o “Ano da Serpente” na China, data em que ocorre a virada oficial de ano novo no calendário chinês.

Este signo representa o princípio da sabedoria e da boa sorte e, para a perspectiva das relações entre brasileiros e chineses, a data também encerrará a comemoração do segundo centenário da migração chinesa para o Brasil, uma relação de longa data, porém não suficientemente conhecida.