NOTAS ANALÍTICAS

Soberania chinesa deve ser protegida, mas China propõe investimento em Diplomacia e diálogo

Desde que Xi Jinping assumiu a presidência da China, todas as notícias sobre a política externa chinesa são destaques no Japão. Com o fim da “12ª Assembleia Popular Nacional” (APN), em Beijing, e com a priorização em manter a soberania chinesa protegida, as relações sino-japonesas podem ganhar um novo capítulo.

No Evento político, Jinping repetiu diversas vezes o “sonho chinês”, que busca melhores condições de vida para a sua população e, para isso, alguns temas como a corrupção noPartido Comunista”, as questões trabalhistas, a segurança regional, juntamente com a resolução de disputas territoriais, deverão ser devidamente trabalhadas, mas dentro de uma estratégia geral e acoplada a uma postura pacífica que deseja imprimir como marca da China.

NOTAS ANALÍTICAS

Aproximação China-Angola

A participação chinesa em Angola torna-se cada dia mais forte, principalmente com os empréstimos do “Banco de Desenvolvimento da China” realizados para algumas empresas do país africano. A instituição financeira concedeu empréstimos superiores a 1 bilhão de dólares para a “Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola” (Sonangol), reforçando a presença asiática no país.

A “Econmist Inteligence Unit” refere no seu mais recente relatório sobre Angola que “o empréstimo sublinha a nossa expectativa de que as relações entre Angola e a China vão continuar fortes e, na sua maior parte, centradas no petróleo[1].

Essa atual concessão de recursos somadas as anteriores, que totalizam cerca de 15 bilhões de dólares, demonstra que muitas empresas angolanas se tem beneficiado de crédito de instituições financeiras chinesas. Com isso, a participação chinesa no desenvolvimento angolano está se consolidando, semelhante ao de Moçambique, dando aos chineses grande vantagem no relacionamento com os demais países do continente.

Angola vem aprimorando seus planos de desenvolvimento em diversos setores de sua economia, tanto com investimento local quanto de financeiras estrangeiras. Analisando esses planos, conclui-se que as empresas chinesas estão entrando com força no planejamento e processo de desenvolvimento desta nação africana.

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2013/03/11/emprestimo-do-banco-de-desenvolvimento-da-china-a-sonangol-revela-%E2%80%9Crelacao-proxima%E2%80%9D-entre-angola-e-china/

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Ver tambémSanangol – Comunicados de imprensa”:

https://www.sonangol.co.ao/wps/portal/.cmd/cs/.ce/155/.s/586/_s.155/586

NOTAS ANALÍTICAS

Segunda Guerra da Coreia - Armistício CANCELADO

Na última semana, com o início dos exercícios militares entre sul-coreanos e estadunidenses, a “Coreia do Norte” ameaçou por fim ao acordo de cessar fogo entre as duas Coreias e reunificar a península. O governo norte-coreano também condenou a última resolução aprovada no “Conselho de Segurança da ONU”, prevendo sanções sobre o “Programa Nuclear” do país.

Com o fim do armistício, o país poderá atacar os vizinhos do sul sem aviso prévio e, caso tome essa decisão, acrescido do seu anunciado poderio nuclear, a “Coreia do Nortese torna uma ameaça à segurança regional e internacional.

NOTAS ANALÍTICAS

Grande desafio para o diálogo entre o Vaticano e a China

Fonte: http://portalcot.com/br/noticias/wp-content/uploads/2012/04/Igreja_China.jpgFonte: http://portalcot.com/br/noticias/wp-content/uploads/2012/04/Igreja_China.jpgO próximo Papa tem um grande empreendimento pela frente no que refere ao reatamento das relações com a China. Segundo dados obtidos pela “Agência Estado” e retransmitidas no jornal o “Estado de São Paulo”, esse relacionamento será um dos principais desafios do futuro papa.

Na China, o controle do Governo sobre diversas instituições, órgãos e entidades dificulta a missão da “Igreja Católica” de manter sua atividade diante dos mais de 10 milhões de chineses que seguem a religião, pois o Vaticano não tem espaço em solo chinês para tratar autonomamente de assuntos ligados a Igreja. O Governo chinês interpreta o Vaticano como uma ameaça e, por este motivo, proíbe as autoridades religiosas de elegerem seus Bispos no país.

ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

Empresas automobilísticas chinesas levam IED para nações estrangeiras

Nos últimos anos, as empresas automobilísticas chinesas vem investindo, algumas vezes de forma agressiva, nos mercados emergentes, dentre eles o Brasil. Mas, além desses mercados, essas empresas também voltam suas atenções para a África, partindo de Moçambique. A nação africana passará a ser um produtor e exportador de automóveis após a conclusão de investimentos que estão sendo feitos neste setor.

A empresa “China Tong Jian Investiment” já anunciou que pretende construir uma fábrica em Moçambique, com um aporte de recursos que vai superar os 200 milhões de dólares norte-americanos e já estava sendo negociado desde o ano de 2010. O empreendimento espera ter 30% de sua produção para o mercado consumidor moçambicano e 70% dela voltada para as exportações. Esta iniciativa já mobiliza outros setores da economia local e desperta interesse de outras corporações asiáticas e do “Oriente Médio”.

Muitas empresas estão estudando a entrada no mercado de componentes, como peças mecânicas, pneus e outros produtos para atender às necessidades da fábrica chinesa, num movimento semelhante ao que ocorreu no Brasil, quando a empresa Chery anunciou a construção de uma fábrica no país. No país africano existem pequenas empresas do setor que estão falindo, o que pode proporcionar uma nova gama de investimentos asiáticos, os quais terão algumas facilidades para entrar no mercado local.

A “China Tong Jian” tem como maior acionista a empresa neozelandesa “Morgan Fundation”, que concentra suas atividades em promover as relações China-África e vem obtendo resultados positivos em suas ações. Moçambique é um dos focos deste grupo, o qual se tornou especialista em captar financiamento para investir na região, trabalhando com constantes rodadas de negócios e “Feiras Comerciais” que estão tornando esta nação africana uma plataforma de produção e exportação de seus produtos para toda o continente.

Os acionistas do grupo agora deverão acompanhar com mais atenção tanto o mercado local moçambicano, quanto os demais mercados do continente africano, pois as projeções de consumo na região podem gerar mais negócios em todo o continente. Em Moçambique, o “Programa Econômico e Social 2013” anunciado pelo Governo prevê crescimento acima de 17% no setor financeiro e na casa dos 14% nos transportes e em outros setores, o que poderá facilitar a venda de automóveis particulares, de utilitários, ou seja, de veículos destinados ao cotidiano dos trabalhadores e empresários africanos.

O investimento chinês na África pode ganhar boa parte do mercado local, assim como vem ocorrendo no Brasil. Um exemplo do que ocorre em solo brasileiro, respaldando esta afirmação, se dá na inauguração da fábrica da montadora Chery na cidade de Salto, interior do estado de “São Paulo”. Após a abertura da unidade e com a publicidade e a propaganda realizadas, a empresa vem ganhando espaço no mercado nacional.

Esta é uma empresa que investe no mercado brasileiro neste período em que as vendas de automóveis não param de crescer, conforme os dados apresentados nesta semana pelo anuário da “Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores” (Anfavea), onde consta que a venda de veículos subiu 16,1% quando comparada ao mesmo período do ano passado (2012).

Com o aquecimento no setor, embalado pela redução do “Imposto de Produtos Industrializados” (IPI), pelo aumento dos créditos para alavancar o consumo e com um certo aumento da renda dos brasileiros, a produção de automóveis, de caminhões e de outros veículos manteve o crescimento, justificando os investimentos realizados pelas empresas do seguimento no Brasil. Neste cenário, as corporações asiáticas, como a sul-coreana Hyundai e as chinesas “Jac Motors” e a já citada Chery, passaram de meras coadjuvantes a competidoras fortes com as já tradicionais empresas instaladas no Brasil.

No entanto, o movimento dos chineses em investir no estrangeiro reflete um ponto interessante do mercado e da economia da China, que, enquanto abre espaço em seu território para receber empresas estrangeiras, vê as corporações nacionais investirem fora do território chinês. Isso ocorre pelo fato de as empresas chinesas fabricarem veículos baratos e populares, algo que tem agradado os mercados dos países emergentes, como é o caso brasileiro, e de Moçambique, enquanto na China os consumidores com melhores condições financeiras demandam por marcas importadas de origem européia e japonesa.

Assim, a tendência é de que as firmas chinesas que já tem a sua parte do mercado doméstico consolidado busquem outros países onde há potencial de venda. Por isso, mantém-se no cenário econômico global uma expressiva gama de investimentos disponíveis que poderão ser bem aproveitados por países que já detém operações físicas dessas gigantes chinesas, como é o caso do Brasil, que também é visto como uma plataforma de entrada para a “América do Sul”, significando, portanto, mais possibilidades de captação de recursos internacionais para os brasileiros.

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Fonte consultadas:

VerSeminário de oportunidades em Moçambique”:

http://www.chinatongjian.com/En/yantaohuiDiv/index.html

Ver China Tong Jian Investment Co.”:

http://www.chinatongjian.com/En/news_show.asp?id=876

VerANFAVEA”:

http://www.anfavea.com.br/anuario.html

ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

A questão das mudanças nas relações diplomáticas entre “Coreia do Norte” e China

Com os recentes testes nucleares e de outros equipamentos bélicos por parte da “Coreia do Norte”, vários analistas especulam sobre quanto tempo levará para a frente liderada pelos “Estados Unidos” e “Coreia do Sul” invadir o território da “Coreia do Norte”. Questionam também sobre as relações sino-norte-coreanas, principalmente se elas permanecerão estáveis. Em meio a um cenário de crises em todo o mundo, com crise financeira internacional, conflitos no “Oriente Médio” e em algumas regiões do continente africano, a “Coreia do Norte” pode ser apenas um coadjuvante para os interesses do governo chinês.

No dia 5 de março deste ano (2013) o presidente eleito XI Jinping será confirmado na eleição do “Congresso Nacional do Povo” e o novo líder chinês assumirá o cargo tendo de enfrentar diversos desafios, como a manutenção do papel da China perante à economia internacional, os casos dos conflitos territoriais com o Japão e outros países na Ásia, além de não poder se posicionar de forma neutra em assuntos que se relacionam à “Segurança Regional” e envolvem Pyongyang.

Para quem acompanha os noticiários na China e na “Coreia do Norte” é perceptível que o tema das relações diplomáticas entre os dois países é praticamente inexistente e não são divulgados dados sobre a relação entre seus líderes. Por isso, especialistas tentam traçar uma linha sobre como estes dois Estados manterão suas relações a partir deste momento em que a “ameaça nuclear” de Pyongyang se tornou uma ameaça à “Segurança Internacional”.