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Brasil Game Show 2018

Entre os dias 10 a 14 de outubro de 2018, São Paulo foi a cede de mais uma edição da Brasil Game Show (BGS), o maior evento de games da América Latina. A sua 11ª edição ficou marcada por consolidar o evento entre os maiores do gênero no mundo, ganhando mais atenção das grandes empresas internacionais que atuam no mercado.

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Dia Nacional de Taiwan

A segunda semana de outubro é o período de celebrações do Dia Nacional de Taiwan. Também conhecido como Duplo Dez (國慶日/雙十節), no dia 10 de outubro é comemorado o início da Revolta de Wuchan. No Brasil, a data é comemorada com uma série de atividades, eventos culturais e cerimonial fechado para autoridades e convidados ligados a empresas e organizações taiwanesas instaladas no país.

AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURACNP In Loco

Candidato presidencial Alckmin propõe reestruturação interna para fortalecer as Relações Internacionais do Brasil

O ex-governador do Estado de São Paulo e atual candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), participou do evento “Presidenciáveis 20018, Seu País, Sua Decisão”, promovido pela Câmara…

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ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

A península coreana quatro meses após acordo de diálogo entre Sul e Norte

Janeiro de 2018 poderá ser considerado um marco histórico da era moderna no que diz respeito à península Coreana. O mês de maio se iniciou sem relatos de novos testes nucleares e sem novos casos que promovem a tensão entre Seul e Pyongyang, ao longo destes quatro meses, desde o acordo firmado entre os dois lados em manter o diálogo e o envio da delegação coreana para participar de jogos de inverno na Coreia do Sul.

O fato de ambos os países não estarem passando por casos de atrito é um grande feito, quando se compara com os anos de 2016 e 2017, em que o noticiário asiático era repleto de notícias pessimistas sobre a paz na península. Muitos se questionam, contudo, sobre qual o real motivo disso tudo; por que o líder supremo norte-coreano abandonou agora os testes nucleares e parou com os atritos com seu vizinho, ao sul da península.

Em abril deste ano (2018), a BBC apresentou uma reportagem de Ankit Panda sobre a decisão de Kim Jong-un em parar os testes nucleares, nela concluiu-se que o motivo foi porque o governo Kim já dominou a tecnologia nuclear. Quanto ao domínio da tecnologia nuclear pelos norte-coreanos não existem provas, porém o repórter utiliza comparativamente, para chegar a essa conclusão, até o caso da Índia e do Paquistão no final da década de 1990, quando ambos países haviam feito seis testes nucleares e hoje não realizam mais experimentos similares, pertencendo, agora, ao grupo de países detentores de armas e tecnologia nuclear.

Deve-se ressaltar que, se for avaliado o histórico das relações entre as duas Coreias, provavelmente essa paz será temporária, porém ainda pode existir esperança, não para uma Coreia unificada, mas para a paz na península. Além disso, o futuro da península coreana, das ações do jovem Kim podem por em cheque alguns dos conceitos de ditadura existentes pelo mundo, quando ela é apenas centralizada em uma única figura, em uma única personagem e não em um conjunto de elementos que compõem a administração de um país e, para tentar prever se haverá ou não futuro da paz na região, deve-se pensar sobre quem é a figura líder na Coreia do Norte.

Em dezembro de 2011, quando o antigo líder do país, Kim Jong-Il veio a falecer e Jong-un foi apontado para assumir o poder, foi traçado um perfil do então novo líder, aqui no portal do CEIRI, na época esperançoso, pois ele era uma pessoa muito ligada aos acontecimentos, costumes e esportes globais e fã de esportes estadunidenses. Entre o ano em que assumiu até 2017, no entanto, nada mudou nas relações Seul-Pyongyang. O jovem Kim manteve a mesma linha adotada por seu pai e por seus antecessores, priorizando o poder militar e não as reformas sociais, econômicas e os avanços nas relações entre as Coreias e com o Sistema e Sociedade Internacional.

Após anunciar a delegação esportiva e o grupo de autoridades para os jogos de inverno na Coreia do Sul, bem como parar com as ações e testes militares que geravam atritos com os sul-coreanos e cumprir até o momento com o que foi dito, o sistema internacional vem tomando o líder de Pyongyang como uma possível caixa de surpresas. No passado ele era visto como a pessoa que poderia abrir seu país para o mundo, iniciar novamente o diálogo e reduzir os atritos com os demais países da região, porém a troca foi apenas do Kim Jong-Il para Kim Jong-un e não a renovação da cúpula do poder.

Como um país é governado por não apenas por uma figura, mas por um sistema composto por um grupo de entidades ou pessoas que administram a sociedade, corporificando-se em parlamentos, executivos e órgãos judiciários, o governo norte-coreano não é exceção. Tudo que se relaciona ao país é focado no líder supremo, mas pouco se tem notícias sobre troca de pessoas nos principais cargos que formam o alicerce da administração norte-coreana.

Em 2016 um ou outro caso foi noticiado, como a saída do marechal Ri Yong-ho; em 2017, o foco foi nos testes nucleares e atritos com Washington e Seul. O motivo das novas medidas do governo Kim pode ser um sinal de que ele realmente está conseguindo comandar o país de fato, não sendo apenas uma figura de ilustração enquanto o país é comandado por generais e outros atores que tem influência no governo de Pyongyang.

Jong-un sempre foi ligado em esportes, principalmente basquete e já até convidou e recebeu a visita de jogadores estadunidenses em seu país e poucos se lembram de tentativas inéditas, no início de seu governo, abrindo espaço até para personagens da Disney na TV estatal KRT.  Ele era o jovem assumindo um governo composto por antigas figuras remanescentes da separação da península coreana, e o seu pensamento não era exclusivamente voltado para a guerra, vingança e domínio da península como um todo.

Com 35 anos de idade, sendo considerado muito novo para assumir tal cargo no país, ele já entrou para a história da península por protagonizar um encontro histórico com o presidente sul-coreano Moon Jae-in, na manhã do dia 26 de abril de 2018 e por caminhar e cruzar a linha de demarcação militar de mãos dadas com um presidente da Coreia do Sul, algo jamais cogitado por seus antecessores e, muito provavelmente, foi reprovado por várias das personalidades influentes no governo norte-coreano.

Kim Jong-un e Xi Jinping

Não apenas o encontro histórico com o vizinho do sul foi inovador, ele também mudou a agenda comum dos líderes antigos, que raramente saiam do país e, pela segunda vez, em menos de 2 meses, se encontrou com o presidente chinês Xi Jinping na cidade de Dalian, que fica na região de fronteira da China com a Coreia do Norte. Isso vem sendo visto como uma demonstração de que ele pode estar mudando os rumos da política externa de seu país, inicialmente dando prioridade ao reforço das relações com seus aliados e parceiros comerciais.

Alguns especialistas seguem uma linha de que ele pode estar buscando uma falsa abertura para conquistar e adquirir novos recursos e tecnologias para aprimorar tudo o que existe no campo militar e atualizar a sua tecnologia atual. Outros tendem a discutir que há uma mudança interna no poder em Pyongyang e que sua figura não é mais apenas representativa, mas sim efetiva e que está buscando meios de inserir um pouco da cultura internacional, explorando também o potencial histórico, cultural e de recursos existentes em seu território, coisas que no passado era proibido e sequer era discutido por conta dos elementos que formaram a cúpula do poder da Coreia do Norte.

Muito é e ainda será especulado sobre a nova postura do jovem Kim. Se suas ações serão positivas ou negativas ainda é muito cedo de se afirmar, mas as atuais atitudes de Pyongyang estão mudando ou podem mudar e vir a resgatar o que há de melhor na história da Coreia e a península pode voltar a ganhar força no continente asiático como em épocas passadas. Como será o futuro das famílias coreanas afastadas pela demarcação militar estará nas suas mãos, mas, além disso, em breve um ato poderá torná-lo uma das pessoas mais importantes da história moderna asiática: Kim Jong-um pode assinar o documento que ainda pendente, que nunca foi assinado, exatamente, aquele o que põe fim à Guerra da Coreia, o que selará a paz na península coreana. No próximo mês também fará a reunião histórica com Donald Trump, Presidente dos EUA, outra ação para lhe garantir destaque na história.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Kim Jongum e Moon Jaein” (Fonte):

https://veja.abril.com.br/mundo/kim-jong-un-tem-encontro-historico-com-presidente-sul-coreano/

 Imagem 2 Kim Jongum e Xi Jinping” (Fonte):

http://www.xinhuanet.com/photo/2018-05/08/1122802595_15257776232171n.jpg

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São Paulo Fashion Week - Moda e Relações Internacionais

Sábado passado, dia 21, São Paulo iniciou sua semana de Moda, a São Paulo Fashion Week (SPFW), entre os dias 21 e, hoje, 26 de abril, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera, localizado na capital paulista. O evento chega em sua edição de número 45, repleto de amantes do mundo fashion, porém, muitos desconhecem o quanto há de relações internacionais em todas as Fashion Weeks que ocorrem pelo mundo.

Não se precisa discutir sobre a Moda para ver de forma simples a relação entre ela e as relações internacionais. Nesse sentido, acontecimentos como a SPFW e o Minas Trend são recheados de marcas e figuras internacionais e tornam tais ambientes uma vitrine de negócios a nível mundial.

Desenho de mulheres na Segunda Guerra Mundial com peça militar

Mesmo em todas as guerras registradas na história do homem, em seus campos de combate, a moda esteve presente com os exércitos usando cortes e cores diferentes em seus uniformes e armaduras para facilitar na identificação durante as batalhas.

Observando-se apenas a era moderna, pode-se ter a Segunda Guerra Mundial como ponto de referência, quando ela teve um importante impacto para o cenário do estilismo, numa época de simplicidade no vestuário de homens e mulheres, com escassez de recursos, influenciando na preocupação de militares com os uniformes de seus soldados, sabendo-se que uma cor e um corte diferenciado faziam muita diferença no front de batalha.

No ano de 2015, o Imperial War Museum de Londres promoveu uma exposição com o tema da Moda nos anos 40, focado exatamente no conflito daquele momento e sua duradoura influência nesse setor, tal qual falou a historiadora Laura Clouting, uma das organizadoras da exposição, quando declarou que “Durante a guerra, assistimos a uma nova tendência determinada pela própria guerra. As roupas simples, com um lado arrumadinho são privilegiadas. Esse visual dos anos 40 perdurou até os nossos dias”.

Nas guerras mais modernas do século XX percebemos as relações internacionais e a Moda ligadas não apenas pelos conflitos, mas também pelos negócios, pois nem todos os países fabricavam seus próprios uniformes e alguns contavam com fabricação oriunda da indústria de países aliados.

Na atualidade, a moda militar deixou de ser objeto dos militares e suas tendências e tecnologia ganharam força para outros seguimentos, sendo muito vistas para a criação de vestimentas e acessórios para caçadores, pescadores, praticantes de esportes radicais, sobrevivência e virou mais um elemento que compõe a cultura pop fashion comum, vista em muitos civis que gostam de acessórios camuflados.

Ainda nesta questão da moda militar, sua evolução não foi importante apenas para o desenvolvimento de novas tecnologias de tecidos e itens de utilidade comum, mas também para o fortalecimento da indústria. Fabricantes de itens militares na era globalizada não tem apenas as Forças Armadas como clientes, mas sim bilhões de consumidores a nível mundial, tal qual se pode exemplificar no caso da empresa Oakley, muito famosa entre surfistas e praticantes de esportes de aventura, apesar de ser uma das principais fabricantes de itens para o Exército estadunidense.

A Moda e a sua ligação com as relações internacionais são muito amplas, principalmente por poder ser abordada por diversas linhas de pesquisa, pensamentos e por momentos históricos diferentes. A moda trabalha com o termo Tendências, que está ligado diretamente a um tempo histórico da humanidade, seja num período de transformação cultural, crises políticas ou financeiras, ou temas ligados ao meio ambiente.

Uma linha de estudo foi apresentada por alunos do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), em trabalho de conclusão de curso, no final do ano letivo de 2017. A Monografia “MODA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS: UM ESTUDO DE CASO DO PROJETO ‘INICIATIVA PARA UMA MODA ÉTICA’” trabalhou com o uso da moda para se compreender a inserção da mulher no mercado de trabalho mundial.

Ao longo da história, a mulher ganhou mais notoriedade fora do trabalho doméstico através de profissões ligados à moda, e foi ganhando seu espaço em outros setores econômicos, indo além do ambiente no mercado de trabalho convencional e também passou a compor forças de segurança. Sua importância além dos afazeres domésticos, da indústria têxtil e enfermaria foi bem perceptível na atuação da mulher como soldado, quando houve uma mudança nos uniformes militares, que começaram a ganhar um formato mais feminino para se adequar aos soldados femininos.

Atualmente, a moda sofre com os altos e baixos das últimas crises econômicas e em alguns países sofre muito com a instabilidade política neles. Nesse sentido, as Fashion Weeks buscam tratar as tendências ligadas a temas contemporâneos e elementos que compõem o cotidiano e a cultura de sua região.

Momento de desfile na São Paulo Fashion Week. Foto: Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER

A São Paulo Fashion Week (SPFW) vem nesta edição com a temática da energia criativa, buscando explorar a criatividade das empresas e dos estilistas que participam do evento, mas não apenas isso, pois também visa mostrar que quaisquer pessoas podem ter seu momento de explosão criativa e, dessa forma, ganhar espaço no mercado mundial, explorando bem o nicho que cada um quer atingir. A explosão criativa é um tema que reflete no próprio evento que se enfraqueceu muito nos últimos três anos, com a perda de apoiadores e na redução constante de grandes grifes nacionais e internacionais.

Equipe tailandesa na São Paulo Fashion Week (SPFW). Foto: Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER

Esse tipo de evento sempre foi considerado como uma das principais vitrines para o mercado da moda, senão a principal, porém não apenas para as marcas, mas também para outras empresas. Neste ano (2018), o Governo da Tailândia marcou presença na SPFW com o foco na promoção cultural e turística, utilizando a moda oriental como base.

Em edições anteriores, grandes empresas globais de seguimentos não diretamente ligados a este setor estiveram presentes na semana de moda paulistana, como foi o caso da Mercedes Benz. A gigante empresa do ramo automobilístico sempre apresentou suas mais poderosas e luxuosas máquinas no evento, focando na riqueza de seu acabamento interno, com tecidos nobres que realçam o glamour da marca.

Especialistas de moda dizem que esses eventos estão perdendo força, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. A crise financeira que atingiu os mercados os enfraqueceu e muitas marcas não têm como comparecer ou patrociná-los, por isso, adotaram medidas mais simples e baratas, como criar suas próprias mostras.

Além disso, o que está em discussão é a atual postura dos estilistas, que agora apresentam suas grifes de forma mais simplificada, seguindo uma linha baseada na expressão “veja e compre agora”. A ideia de criar tendências voltadas para público mais popular e para que as grandes empresas já possam tê-las na semana seguinte para produção em massa tem fragilizado as semanas de moda, pondo em xeque sua real necessidade, afinal, os próprios eventos ainda são fechados, destinados a um pequeno e seleto grupo de convidados e não se tornou algo popular, o que, no entanto, bate de frente com o que está sendo produzido e apresentado nas fashion weeks pelo mundo.

Na atualidade, o trabalho de marketing, visando negócios nacionais e internacionais, o pensamento cultural e o período histórico de cada região, está muito enfraquecido nas vitrines e nas passarelas da moda, cabendo uma atualização de conceitos, com o estudo e a reavaliação do que está sendo feito, pois, hoje, a moda precisa cada vez mais das Relações Internacionais, já que necessita que os profissionais desta área montem o quebra cabeça com as peças dos gestores e criadores de conteúdo. Nesse sentido, a tendência não é apenas criar, mas revisar e adaptar todo um universo ao atual momento global, que tem economia fraca, escassez de recursos e, ainda, a desigualdade desenfreada.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Desfile da São Paulo Fashion Week (SPFW)” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagens – Foto do autor

Imagem 2 Desenho de mulheres na Segunda Guerra Mundial com peça militar” (Fonte):

https://conscienciajeans.com.br/moda-militar-descubra-como-surgiu-essa-tendencia

Imagem 3 Momento de desfile na São Paulo Fashion Week” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagens – Foto do autor

Imagem 4 Equipe tailandesa na São Paulo Fashion Week (SPFW)” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

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Imagem 5 da equipe tailandesa na São Paulo Fashion Week (SPFW)” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

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AMÉRICA LATINAÁSIACNP In LocoNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Brasileiros cada vez mais próximos da cultura chinesa

O final do mês de fevereiro e o início do mês de março de 2018 foi repleto de eventos de música e cultura chinesa em toda a região metropolitana de São Paulo, com destaque para a Festa do Ano Novo Chinês, no bairro paulistano da Liberdade, e para o Festival das Lanternas, ocorrido no parque do Ibirapuera. Há alguns anos, eventos festivos chineses acontecem em todo o país, mas, desde 2007, eles ganharam força com as festividades do Ano Novo na capital paulista, popularizando a cultura chinesa e indo além das artes marciais.

Entre os anos de 2007 e 2016, a entidade sino-brasileira JCI Brasil-China realizava a celebração do Ano Novo Chinês em São Paulo e, com a força do evento, apresentou aos locais outras festividades típicas da China, como o Dragon Boat – Corrida de barcos-dragões, muito comum no país asiático –, e popularizou as Olimpíadas Chinesas, que ocorrem no Centro Olímpico Marechal Mário Ary Pires, também na capital do Estado de São Paulo. Desde então, já ocorreu o Ano da China no Brasil, o Ano do Brasil na China, o intercâmbio cultural entre os dois países foi se popularizando e entidades de grande relevância na China passaram a atuar de forma mais presente em eventos culturais chineses no país, o que nos leva a entender como o intercâmbio de diversas áreas cresceram até os dias atuais.

Secretário Estadual de Cultura, Jose Luiz de França Penna junto com a Consulesa Geral da China em São Paulo, Sra. Chen Peijie. (Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

Antes do ano de 2007, pouco se conhecia sobre a China, além de seus filmes de artes marciais e da economia chinesa, dois assuntos bem comuns na mídia e no entretenimento brasileiro. Também havia divulgação sobre o número crescente de alunos chineses de intercâmbio em cursos e universidades em território nacional, cujo exemplo é a quantidade deles circulando pela Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), que são muitos temas de discussão e o CEIRI NEWSPAPER sempre esteve noticiando aos leitores do portal desde então, assim como fez sobre o Mês do Brasil na China e sobre as relações desapercebidas pelos brasileiros, entre outras informações curiosas e importantes aqui tratadas.

Banda Su Yang ( Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

No último evento do Festival das Lanternas, realizado pelo Instituto Confúcio, na Unesp, em São Paulo, foi interessante ver como a visão brasileira sobre os chineses vem evoluindo e enriquecendo. Em um dia nublado, centenas de pessoas compareceram ao local para apreciar mais daquele distante país milenar, e encerraram a noite com um dos maiores músicos de Folk Rock chinês, com o show do grupo Su Yang.

Demonstrando respeito pelos brasileiros, dedicação e esforço para interagir com o Brasil, a Consulesa chinesa em São Paulo, Sra. Chen Peijie, declarou que “a relação cultural entre Brasil e China nunca esteve melhor e vamos nos esforçar para aperfeiçoa-la”, falou em português, mesmo que ainda esteja com um forte sotaque e pouca fluidez do idioma, algo que foi elogiado pelos presentes ao perceberem sua dedicação. Ela também participou da cerimônia de acendimento das lanternas, falando no bom chinês, com uma tradução para o entendimento do público local.

Ver um evento promovido pelo Instituto Confúcio, um órgão criado para difundir a cultura chinesa pelo mundo, é um claro sinal de que os chineses não medem esforços para realizar ações entre ele e países amigos, sempre criando atividades em diversos campos diplomáticos, econômicos e culturais para manter a saúde positiva de suas relações. Ilustrativamente, a unidade do Instituto em São Paulo foi eleita por diversas vezes como o melhor Instituto Confúcio no mundo, sendo ela completa quando se trata de promover o intercâmbio entre jovens e adultos que tem interesse em conhecer e aprender mais da cultura de seu país de origem.

Vista do Público durante o Festival das Lanternas (Foto Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

Hoje, com os avanços tecnológicos dos mecanismos de comunicação e entretenimento, brasileiros e chineses estão mais próximos um da cultura do outro. Para o brasileiro, a China já está além dos clássicos filmes de Jackie Chan e Jet Li, e além das páginas de economia do noticiário brasileiro. Agora, por exemplo, está mais fácil entender que muito do que o brasileiro já conhecia, mas usava um nome japonês para identificá-lo, foi criado na China e muito da gastronomia que está presente em diversos supermercados tem origem nesse gigante asiático, sendo agora divulgado da forma correta.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Consulesa Geral da China em São Paulo, Sra. Chen Peijie” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

Imagem 2 Secretário Estadual de Cultura, Jose Luiz de França Penna junto com a Consulesa Geral da China em São Paulo Sra. Chen Peijie” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

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Imagem 3 Banda Su Yang” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

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Imagem 4 Vista do Público durante o Festival das Lanternas” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

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CNP In LocoNOTAS ANALÍTICASPARADIPLOMACIA

São Paulo, capital internacional de cultura no Brasil

Ano Novo Chinês, mostra de cinema, gastronomia e uma grande mistura de costumes típicos da cultura brasileira e estrangeira nos festivais e eventos de rua na capital paulista vem acontecendo na cidade nos últimos anos. Para a administração municipal, o objetivo é que a cidade se torne o maior centro cultural multidiversificado na América do Sul. Com esse objetivo, a cidade está promovendo neste momento o Primeiro Festival Internacional de Circo (FIC), com atrações nacionais e europeias.

Ano Novo Chinês comemorado na cidade de São Paulo. Foto: Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER

São Paulo se tornou o principal centro do Hemisfério Sul para atividades de entretenimento, por isso se justifica um Festival Internacional do Circo”*, declarou o prefeito João Dória, quando questionado sobre o motivo de promover esse programa.

Quando eu era criança, eu vivia a experiência que o circo e as escolas de circo proporcionavam na cidade. Hoje, os jovens não possuem tal experiência e esse festival irá trazer um novo tipo de entretenimento para os jovens, com espetáculos e oficinas culturais para aproximar o artista do público”*, respondeu ao CEIRI NEWSPAPER (CNP), durante entrevista coletiva na sede da Prefeitura de São Paulo.

O ator e palhaço Hugo Passolo, presidente da Associação dos Amigos do Centro de Memória do Circo, está contribuindo e ajudando a Secretaria de Cultura do município a orquestrar tamanho evento que contará com artistas da Itália, França, entre outros países europeus, inspirado em grandes espetáculos promovidos pelas academias russas no mundo. O grande festival cultural gratuito, que será realizado entre os dias 11 e 15 de abril, no Centro Esportivo do Tietê, na zona norte da cidade, tem como principal finalidade garantir o intercâmbio cultural de forma democrática.

Um evento internacional como este está se tornando cada vez mais comum na capital paulista, que hoje é o maior destino de turismo de negócios na América do Sul e é um dos principais pontos de apresentação de importantes músicos e artistas internacionais fora do hemisfério norte. Além disso, apresenta constantes eventos de rua ligados à cultura de imigrantes, como o Ano Novo Chinês, o Festival do Japão, a Festa de Nossa Senhora Achiropita e o festival hindu, Holi Festival das Cores, sendo São Paulo a primeira cidade sulamericana a recebê-lo, bem como outras festividades, demonstrando a grandeza da cidade, o que também a torna a capital nacional da diversidade cultural no Brasil.

Holi Festival das Cores. Foto: Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER

São Paulo abriga um grande número de imigrantes e descendentes de estrangeiros e, nos últimos anos, vem abrindo mais espaço para explorar essas diferenças culturais em forma de eventos regionais e outros grandes acontecimentos, como os que ocorrem durante a Virada Cultural da cidade. O prefeito João Dória demonstra saber do potencial de São Paulo e está investindo em Parcerias Público-Privadas (PPPs) para fomentar e transformar a cidade em um grande ponto turístico cultural e de entretenimento em todos os campos possíveis.

Hoje, não é difícil encontrar apresentações culturais, escolas de idiomas populares e exposições temáticas sobre países estrangeiros dentro da região metropolitana de São Paulo. O município está cada vez mais internacional, abrindo mais espaço para as relações internacionais.

Observadores apontam em análises e outros tipos de artigos que são publicados que ainda há deficiências e muitas das portas que vem sendo abertas estão distantes do que é discutido nos ambientes de debates sobre as Relações Internacionais. Mas tratam também sobre como a cidade poderia se tornar um exemplo se ela conseguir aplicar de forma mais ampla as suas políticas municipais, explorando o seu potencial turístico, promovendo o intercâmbio cultural e atraindo novos investimentos estrangeiros, servindo assim de modelo para que tais práticas possam ser adotadas em outras cidades do país.

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Fontes Consultadas:

Fotos, reportagem e entrevista de Fabricio Bomjardim

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, anuncia o Festival Internacional de Circo” (Fonte – Autor):

Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER

Imagem 2 Ano Novo Chinês comemorado na cidade de São Paulo” (Fonte – Autor):

Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER

Imagem 3 Holi Festival das Cores” (Fonte – Autor):

Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER