AMÉRICA LATINAÁSIACNP In LocoNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Brasileiros cada vez mais próximos da cultura chinesa

O final do mês de fevereiro e o início do mês de março de 2018 foi repleto de eventos de música e cultura chinesa em toda a região metropolitana de São Paulo, com destaque para a Festa do Ano Novo Chinês, no bairro paulistano da Liberdade, e para o Festival das Lanternas, ocorrido no parque do Ibirapuera. Há alguns anos, eventos festivos chineses acontecem em todo o país, mas, desde 2007, eles ganharam força com as festividades do Ano Novo na capital paulista, popularizando a cultura chinesa e indo além das artes marciais.

Entre os anos de 2007 e 2016, a entidade sino-brasileira JCI Brasil-China realizava a celebração do Ano Novo Chinês em São Paulo e, com a força do evento, apresentou aos locais outras festividades típicas da China, como o Dragon Boat – Corrida de barcos-dragões, muito comum no país asiático –, e popularizou as Olimpíadas Chinesas, que ocorrem no Centro Olímpico Marechal Mário Ary Pires, também na capital do Estado de São Paulo. Desde então, já ocorreu o Ano da China no Brasil, o Ano do Brasil na China, o intercâmbio cultural entre os dois países foi se popularizando e entidades de grande relevância na China passaram a atuar de forma mais presente em eventos culturais chineses no país, o que nos leva a entender como o intercâmbio de diversas áreas cresceram até os dias atuais.

Secretário Estadual de Cultura, Jose Luiz de França Penna junto com a Consulesa Geral da China em São Paulo, Sra. Chen Peijie. (Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

Antes do ano de 2007, pouco se conhecia sobre a China, além de seus filmes de artes marciais e da economia chinesa, dois assuntos bem comuns na mídia e no entretenimento brasileiro. Também havia divulgação sobre o número crescente de alunos chineses de intercâmbio em cursos e universidades em território nacional, cujo exemplo é a quantidade deles circulando pela Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), que são muitos temas de discussão e o CEIRI NEWSPAPER sempre esteve noticiando aos leitores do portal desde então, assim como fez sobre o Mês do Brasil na China e sobre as relações desapercebidas pelos brasileiros, entre outras informações curiosas e importantes aqui tratadas.

Banda Su Yang ( Foto: Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

No último evento do Festival das Lanternas, realizado pelo Instituto Confúcio, na Unesp, em São Paulo, foi interessante ver como a visão brasileira sobre os chineses vem evoluindo e enriquecendo. Em um dia nublado, centenas de pessoas compareceram ao local para apreciar mais daquele distante país milenar, e encerraram a noite com um dos maiores músicos de Folk Rock chinês, com o show do grupo Su Yang.

Demonstrando respeito pelos brasileiros, dedicação e esforço para interagir com o Brasil, a Consulesa chinesa em São Paulo, Sra. Chen Peijie, declarou que “a relação cultural entre Brasil e China nunca esteve melhor e vamos nos esforçar para aperfeiçoa-la”, falou em português, mesmo que ainda esteja com um forte sotaque e pouca fluidez do idioma, algo que foi elogiado pelos presentes ao perceberem sua dedicação. Ela também participou da cerimônia de acendimento das lanternas, falando no bom chinês, com uma tradução para o entendimento do público local.

Ver um evento promovido pelo Instituto Confúcio, um órgão criado para difundir a cultura chinesa pelo mundo, é um claro sinal de que os chineses não medem esforços para realizar ações entre ele e países amigos, sempre criando atividades em diversos campos diplomáticos, econômicos e culturais para manter a saúde positiva de suas relações. Ilustrativamente, a unidade do Instituto em São Paulo foi eleita por diversas vezes como o melhor Instituto Confúcio no mundo, sendo ela completa quando se trata de promover o intercâmbio entre jovens e adultos que tem interesse em conhecer e aprender mais da cultura de seu país de origem.

Vista do Público durante o Festival das Lanternas (Foto Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER)

Hoje, com os avanços tecnológicos dos mecanismos de comunicação e entretenimento, brasileiros e chineses estão mais próximos um da cultura do outro. Para o brasileiro, a China já está além dos clássicos filmes de Jackie Chan e Jet Li, e além das páginas de economia do noticiário brasileiro. Agora, por exemplo, está mais fácil entender que muito do que o brasileiro já conhecia, mas usava um nome japonês para identificá-lo, foi criado na China e muito da gastronomia que está presente em diversos supermercados tem origem nesse gigante asiático, sendo agora divulgado da forma correta.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Consulesa Geral da China em São Paulo, Sra. Chen Peijie” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

Imagem 2 Secretário Estadual de Cultura, Jose Luiz de França Penna junto com a Consulesa Geral da China em São Paulo Sra. Chen Peijie” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

Imagem 3 Banda Su Yang” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

Imagem 4 Vista do Público durante o Festival das Lanternas” (Fonte – Fabrício Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER):

Imagem – Foto do autor

CNP In LocoNOTAS ANALÍTICASPARADIPLOMACIA

São Paulo, capital internacional de cultura no Brasil

Ano Novo Chinês, mostra de cinema, gastronomia e uma grande mistura de costumes típicos da cultura brasileira e estrangeira nos festivais e eventos de rua na capital paulista vem acontecendo na cidade nos últimos anos. Para a administração municipal, o objetivo é que a cidade se torne o maior centro cultural multidiversificado na América do Sul. Com esse objetivo, a cidade está promovendo neste momento o Primeiro Festival Internacional de Circo (FIC), com atrações nacionais e europeias.

Ano Novo Chinês comemorado na cidade de São Paulo. Foto: Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER

São Paulo se tornou o principal centro do Hemisfério Sul para atividades de entretenimento, por isso se justifica um Festival Internacional do Circo”*, declarou o prefeito João Dória, quando questionado sobre o motivo de promover esse programa.

Quando eu era criança, eu vivia a experiência que o circo e as escolas de circo proporcionavam na cidade. Hoje, os jovens não possuem tal experiência e esse festival irá trazer um novo tipo de entretenimento para os jovens, com espetáculos e oficinas culturais para aproximar o artista do público”*, respondeu ao CEIRI NEWSPAPER (CNP), durante entrevista coletiva na sede da Prefeitura de São Paulo.

O ator e palhaço Hugo Passolo, presidente da Associação dos Amigos do Centro de Memória do Circo, está contribuindo e ajudando a Secretaria de Cultura do município a orquestrar tamanho evento que contará com artistas da Itália, França, entre outros países europeus, inspirado em grandes espetáculos promovidos pelas academias russas no mundo. O grande festival cultural gratuito, que será realizado entre os dias 11 e 15 de abril, no Centro Esportivo do Tietê, na zona norte da cidade, tem como principal finalidade garantir o intercâmbio cultural de forma democrática.

Um evento internacional como este está se tornando cada vez mais comum na capital paulista, que hoje é o maior destino de turismo de negócios na América do Sul e é um dos principais pontos de apresentação de importantes músicos e artistas internacionais fora do hemisfério norte. Além disso, apresenta constantes eventos de rua ligados à cultura de imigrantes, como o Ano Novo Chinês, o Festival do Japão, a Festa de Nossa Senhora Achiropita e o festival hindu, Holi Festival das Cores, sendo São Paulo a primeira cidade sulamericana a recebê-lo, bem como outras festividades, demonstrando a grandeza da cidade, o que também a torna a capital nacional da diversidade cultural no Brasil.

Holi Festival das Cores. Foto: Fabricio Bomjardim/CEIRI NEWSPAPER

São Paulo abriga um grande número de imigrantes e descendentes de estrangeiros e, nos últimos anos, vem abrindo mais espaço para explorar essas diferenças culturais em forma de eventos regionais e outros grandes acontecimentos, como os que ocorrem durante a Virada Cultural da cidade. O prefeito João Dória demonstra saber do potencial de São Paulo e está investindo em Parcerias Público-Privadas (PPPs) para fomentar e transformar a cidade em um grande ponto turístico cultural e de entretenimento em todos os campos possíveis.

Hoje, não é difícil encontrar apresentações culturais, escolas de idiomas populares e exposições temáticas sobre países estrangeiros dentro da região metropolitana de São Paulo. O município está cada vez mais internacional, abrindo mais espaço para as relações internacionais.

Observadores apontam em análises e outros tipos de artigos que são publicados que ainda há deficiências e muitas das portas que vem sendo abertas estão distantes do que é discutido nos ambientes de debates sobre as Relações Internacionais. Mas tratam também sobre como a cidade poderia se tornar um exemplo se ela conseguir aplicar de forma mais ampla as suas políticas municipais, explorando o seu potencial turístico, promovendo o intercâmbio cultural e atraindo novos investimentos estrangeiros, servindo assim de modelo para que tais práticas possam ser adotadas em outras cidades do país.

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Fontes Consultadas:

Fotos, reportagem e entrevista de Fabricio Bomjardim

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, anuncia o Festival Internacional de Circo” (Fonte – Autor):

Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER

Imagem 2 Ano Novo Chinês comemorado na cidade de São Paulo” (Fonte – Autor):

Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER

Imagem 3 Holi Festival das Cores” (Fonte – Autor):

Fabricio Bomjardim / CEIRI NEWSPAPER

CNP In LocoNOTAS ANALÍTICASTecnologia

Campus Party Brasil 2018

No final da década de 1990, dezenas de espanhóis se reuniram na cidade de Valência, realizando uma Lan Party, episódio onde reuniram dezenas de amantes da tecnologia com seus computadores e outros equipamentos do gênero. Esse encontro veio a se tornar a Campus Party, que se transformou em um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, e apresenta o Brasil como o primeiro país a realizá-lo, além da Espanha.

SAO PAULO, SP – 30.01.2018 – CAMPUS-PARTY – Vista da Campus Party em seu primeiro dia de evento na manhã desta terça-feira (30) no centro de exposições do Anhembi, zona norte de São Paulo.
(Foto: Fabricio Bomjardim)

A Campus chegou no Brasil em 2008, tendo o município de São Paulo* como a sua sede. São Paulo é a maior cidade país** e concentra o maior volume de turismo de negócios e tecnologia da América Latina. Nesta semana da Campus Party (agora, entre 30 de janeiro e 4 de fevereiro), alguns milhares de brasileiros e cidadãos de outros países visitarão a Capital paulistana para participar do evento, o qual está dentro do calendário turístico municipal e sua permanência vem sendo defendida com todos os recursos possíveis, a fim de manter a cidade como uma referência cultural do Brasil, ressaltando-se ainda que, atualmente, a Capital paulistana é a que mais concentra eventos geeks*** e de tecnologia da América do Sul.

Embora aparente ser um evento voltado apenas para a comunidade geek***, a Campus vai além, pois promove outro tipo de Relações Internacionais, fora dos tradicionais campos de diplomacia ou segurança, realizando a troca de tecnologias e desenvolvimento criativo, e propiciando cooperação.

Como vem sendo observado in loco, em eventos como este é ressaltado o potencial criativo de brasileiros e de outros sul-americanos, além de ficar perceptível a falta de recursos para permitir que a criatividade existente possa ser colocada em prática, bem como perceptíveis as falhas institucionais, como a demora para a liberação de patentes no Brasil.

A cada duas mesas com jovens geeks e seus computadores poderosos em acessórios e hardwares, um gênio pode estar criando programas de computador e jogos eletrônicos, os quais, muitas vezes, não saem do Centro de Exposições do Anhembi, lugar em que está ocorrendo.

O objetivo deste evento é promover a tecnologia ao público comum; a interação entre jovens, engenheiros e programadores; a inovação e o empreendedorismo em geral. Por isso, o acontecimento vem atraindo cada vez mais empresas e visitantes, tendo uma área aberta gratuita ao público geral e outra destinada apenas para os que ali estão acampados e tem acesso a palestras exclusivas, com grandes nomes internacionais da tecnologia.

SAO PAULO, SP – 30.01.2018 – CAMPUS-PARTY – Vista da Campus Party em seu primeiro dia de evento na manhã desta terça-feira (30) no centro de exposições do Anhembi, zona norte de São Paulo.
(Foto: Fabricio Bomjardim)

A cada ano o intento está sendo mais concretizado, ocorrendo a presença da imprensa internacional e a divulgação de toda a tecnologia empregada no evento. Por isso, ele se torna uma grande vitrine e um laboratório para importantes testes, como o da Telebrás e o Use Telecom, com internet de 40GBps, ultrarrápida, e o da Ford Motors, que além de expor seus veículos com tecnologia de ponta, abre portas para os jovens geeks locais exporem suas ideias e opiniões acerca da atual tecnologia automotiva existente. É um espaço que está se tornando num importante brainstorming, com grande potencial no futuro global.

O CEIRI e o CEIRI NEWSPAPER (CNP) estão presentes nesse relevante evento, acompanhando o que de mais importante acontece. O portal CNP é um dos maiores portais independentes exclusivamente de Relações Internacionais do país e existe a consciência de que as relações internacionais vão além da política internacional, sendo esta uma de suas dimensões, não se reduzindo a ela. Além disso, o próprio portal faz parte deste universo tecnológico, utilizando da tecnologia voltada para a difusão da informação através da web.

Com o mundo cada vez mais globalizado, dentro da Campus Party existe a possibilidade de ver de forma privilegiada aspectos da mecânica da globalização, em um dos seus principais pontos, a difusão de informações, além de poder ser observado de perto a atuação desses engenheiros que fazem evoluir os principais meios tecnológicos para a comunicação global.

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Nota:

* A cidade de São Paulo é a capital do Estado de São Paulo, uma das unidades federativas do Brasil.

** Segundo o último censo (2010), apresenta a população de 11.253.503 e tem a estimativa populacional para 2017 de 12.106.920 habitantes.

** Gíria inglesa que se refere a fãs de tecnologia.

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Fontes das Imagens:                                                                                                                

Imagem 1 Foto em perspectiva próxima das barracas” (Fonte – Fabrício Bomjardim):

Fotografias realizadas pelo autor no local

Imagem 2 Foto em perspectiva de média distância das barracas” (Fonte – Fabrício Bomjardim):

Fotografias realizadas pelo autor no local

Imagem 3 Foto em perspectiva de longa distância das barracas” (Fonte – Fabrício Bomjardim):

Fotografias realizadas pelo autor no local

ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

O temor de uma guerra sino-indiana ronda o sudeste asiático

A tecnologia é algo que não para de evoluir no mundo e o seu crescimento é ainda maior nos campos da Segurança e Defesa, com a tecnologia armamentista, o que leva diversos Estados a desenvolverem novos armamentos para garantirem a sua proteção. No continente asiático, o surgimento de novos equipamentos bélicos e o simples anúncio do desenvolvimento de aparelhos militares ou do aumento de verbas para estes campos é capaz de causar a desconfiança mútua entre os Estados que ali se situam, como é o caso da Índia na atualidade.

Nesta semana, este país testou um míssil balístico intercontinental, o que causa temores na região, principalmente para chineses e paquistaneses. Após 19 minutos de voo, com quase cinco mil quilômetros percorridos, o lançamento do míssil Agni-5 foi considerado bem-sucedido pelas Forças Armadas Indianas.

Exercito Chinês presente na região do Himalaia

Assim, a Índia entra de forma mais avançada na lista de nações que possuem mísseis balísticos, como a Rússia, os Estados Unidos e a China. Os sucessos obtidos com o Agni-1, Agni-2 e Agni-3 foram relevantes, mas nunca chegaram a atingir a marca de 4 mil quilômetros, e o Agni-5 tem capacidade de atingir qualquer nação dentro do território asiático e em parte da Europa e do Oriente-Médio. Porém, tanto os testes atuais quanto os anteriores realizados pelos indianos nunca geraram alarde internacional, pois historicamente a Índia tem tensões principalmente com paquistaneses e chineses em disputas territoriais.

Desde os tempos antigos, durante as Eras das dinastias chinesas, a existência de conflitos na região de fronteira entre os dois países foi algo comum, porém, na Era moderna, mais precisamente no final da década de 1950, os conflitos sino-indianos aconteceram no espaço hoje conhecido como Tibet do Sul (ou Arunachai Pradesh, tal qual é chamado pelos indianos), e se intensificaram na primeira metade da década de 1960. Desde então nunca ocorreram conflitos armados entre Nova Deli e Beijing, porém desentendimentos diplomáticos por conta de pequenas regiões no sul da Ásia acontecem gradualmente, o último foi em 2017, na área remota do Himalaia, em Doklam.

O Exército Popular de Libertação da China passou a aumentar a sua presença militar pela área e já foi anunciado que será construído um complexo militar no lugar, que fica a cerca de 5 quilômetros da fronteira entre a China e o Butão. O movimento de tropas chinesas e das nações vizinhas preocupam analistas de segurança da região, que especulam sobre o crescimento das tensões e o que poderia levar a um conflito.

Print do Twitter com a declaração sobre as atividades na região e questionando a presença dos chineses

Nos noticiários chineses, indianos e de outros países regionais é comum ver notícias sobre as tensões na área, assim como sobre constantes drones de diversas origens desrespeitando o espaço do vizinho. Recentemente, foi divulgado imagens de satélite com o aumento da presença de forças chinesas e de obras sendo realizadas pela China naquele espaço, o que não foi mal visto pelo Chefe de do Estado-Maior do Exército Indiano, Bipin Rawat. No entanto, ele afirmou para a imprensa indiana: “Todos se perguntam se os chineses voltaram [para Doklam] ou se é por causa do inverno que eles não podem retirar seu equipamento. Mas nós também estamos por lá, então, caso eles cheguem, vamos enfrentá-los”.

Em sua rede social, ele também faz observações sobre as atividades que estão ocorrendo e questiona sobre os motivos de os chineses estarem na área, descartando que isso provocaria uma guerra, mas, como declarado à imprensa, afirma que estão preparados para quaisquer ações de defesa da soberania da Índia.

Alguns analistas regionais acreditam que o Paquistão seja o mais preocupado com o armamento indiano, pois é um inimigo declarado, diferente da China, país com o qual Nova Deli mantém relações econômicas saudáveis.

A região do Himalaia sempre foi e continuará sendo região de desentendimento entre os países ali presentes, pelo cenário que está sendo construído. Hoje, o risco de uma guerra é descartado, pois, diante da situação econômica local e internacional, um conflito entre chineses e indianos, acrescido dos paquistaneses, seria uma catástrofe para o mundo, uma vez que são três potências nucleares com relevo internacional e desempenham importante papel para o equilíbrio regional.

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Fontes das Imagens:                                                                                                                 

Imagem 1 Míssil Agni5 sendo lançado pelas forças armadas da índia” (Fonte – Forças Armadas Indianas):

http://www.newsweek.com/india-launches-star-wars-missile-defense-china-pakistan-join-forces-762347

Imagem 2 Exercito Chinês presente na região do Himalaia” (Fonte – Ministério de defesa da China/Foto do oficial do Exército):

http://eng.mod.gov.cn/attachement/jpg/site22/20180117/161045b8fdb48026731328.jpg

Imagem 3 Print do Twitter com a declaração sobre as atividades na região e questionando a presença dos chineses ” (Fonte – Reprodução Twitter):

https://twitter.com/syedasimwaqar/status/953872278181130240?ref_src=twsrc%5Etfw&ref_url=https%3A%2F%2Fbr.sputniknews.com%2Fasia_oceania%2F2018011810303472-china-concentra-tropas-area-disputada-india-doklam%2F

AMÉRICA LATINAÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China e Chile: aspectos da relação sino-chilena a partir de 2018

Sebastian Piñera venceu as eleições presidenciais chilenas e iniciará o ano de 2018 comandando uma das mais desenvolvidas nações da América Latina. O novo governante, posicionado à direita, comunicou seu desejo de aumentar a cooperação com a China durante seu mandato, ficando a ser observado se ele criará nova política para dialogar com os chineses e firmar acordos com Beijing, ou se dará continuidade aos atuais acordos firmados entre eles e os antigos líderes chilenos de esquerda, responsáveis por grande promoção das relações entre os dois países.

Presidente da República Popular da China, Xi Jinping

O Chile foi o primeiro país latino-americano a firmar um Acordo de Livre Comércio com a China e, entre 2005 e 2015, ambos foram atualizando os tratados e acordos entre si até chegarem a implementar uma isenção completa de impostos aduaneiros, estabelecendo uma relação bilateral que continua positiva e crescente. Os chineses se tornaram o principal parceiro comercial dos chilenos a nível mundial e, juntamente com o Brasil, é uma das principais portas de entrada de investimento chinês na América do Sul.

Em novembro deste ano (2017), durante a 25a Cúpula Informal da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC), realizado no Vietnã, os dois Estados atualizaram seu Acordo de Livre Comércio, visando obter mecanismos de preferência mútua mais avançada do que a praticada até então.

Esse e outros acordos não param de ser atualizados. Entre 2008 e 2012, o livre comércio teve duas atualizações de nível elevado, modernizando o sistema de comércio eletrônico, o ambiente comercial, o processo aduaneiro, entre outros acordos que já estão sendo aperfeiçoados e tem uma ótima projeção para ser melhorado a partir do próximo ano (2018), caso não haja mudança nas relações diplomáticas entre os dois países, o que seria inviável para o comércio chileno.

Provavelmente, o novo governante do Chile irá forçar em melhorar suas relações com Beijing e explorar ainda mais tudo que hoje existe, pois o mesmo deixou claro que quer aprimorar a presença empresarial chilena no Oriente. Além de priorizar os chineses, certamente também será dada uma atenção especial para Malásia e Filipinas.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sebastian Piñera, recémeleito Presidente do Chile” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sebastián_Piñera

Imagem 2 Presidente da República Popular da China, Xi Jinping” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Presidente_da_China

AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURA

Relações Internacionais da prefeitura São Paulo

O Prefeito de São Paulo, João Dória Jr., vem sendo alvo de críticas positivas e negativas por conta de suas viagens internacionais, muitas delas voltadas para seu programa de privatização de áreas públicas dentro da capital paulista.

Independentemente deste programa, as ações do Prefeito e da Secretaria de Relações Internacionais da cidade de São Paulo vem apresentando resultados positivos. Desde os protocolos de cidades irmãs e a atração de empresas asiáticas até as ações feitas em relação às tradicionais nações europeias e aos vizinhos na América do Sul.

Prefeito de São Paulo, João Dória Jr. (à esquerda), e o Prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta (à direita)

Neste ano (2017), a cidade recebeu as visitas dos embaixadores espanhol e cubano, de cônsules latino-americanos, além da visita do Prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, dentre outras importantes autoridades estrangeiras que lá estiveram.  Essa série de eventos e visitas tem como objetivo promover e reforçar o projeto paulistano* de “Cidade Inteligente”, ideia que, associada aos programas de cooperação de cidades-irmãs, facilita a assinatura de variados acordos entre São Paulo e diversas cidades com as quais esteja coligada pelo mundo.

No mês de agosto, a Câmara Brasil-Alemanha (AHK São Paulo) promoveu um evento envolvendo grandes corporações alemãs localizadas tanto no município como no Estado de São Paulo para recepcionar o prefeito João Dória.

Atualmente, o Estado abriga a maior parte das empresas alemãs no Brasil. Das 1400 existentes em todo o território nacional, 900 delas estão dentro do Estado, e 500 na cidade de São Paulo, ou seja, aproximadamente 36%, o que demonstra a importância das relações externas entre a capital paulista e os alemães.

As empresas alemãs querem aumentar sua atuação na região e no país e as propostas da gestão paulista podem agradá-las muito. Além disso, elas devem começar a intensificar os contatos graças às últimas ações de cooperação entre a Prefeitura e o Governo do Estado com corporações chinesas, algo que vem deixando os empresários germânicos com certo incômodo, devido ao receio de perderem espaço para os concorrentes asiáticos.

Vale lembrar que a proposta da Prefeitura de São Paulo é deixar seus processos mais digitalizados até o ano de 2018, e com essa ideia fechou diversas parcerias com empresas da China no intercâmbio de tecnologia voltada para vigilância, segurança e para aplicativos visando melhorar a comunicação interna da Prefeitura, evitar processos burocráticos e agilizar a gestão.

A parceria entre asiáticos e paulistanos vem dando certo e já está sendo expandida do campo municipal para o estadual, onde, hoje, conta com a parceria entre a Universidade de São Paulo (Universidade pública estadual) e empresas asiáticas para evoluir em projetos de segurança e para trabalhar nos conceitos de Smart Cities.  

As corporações alemãs, por sua vez, estão apostando em ir além do intercâmbio e da troca de benefícios tecnológicos para chegar ao campo social. Empresas como a BASF, Bosch, Commerzbank, Drees & Sommer, Faber-Castell, Mercedes-Benz, Rödl & Partner, Roland Berger, SAP, Siemens e Volkswagen, além de entidades como o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a Câmara Brasil-Alemanha e a Agência Alemã para Cooperação Internacional (GIZ), estão apostando no desenvolvimento da cidade para obter vantagens comerciais na região.

A proposta é trabalhar na melhoria do bem-estar social, no campo ecológico e no fomento cultural e do turismo empresarial e tradicional na cidade, já anunciando até a mudança da tradicional festa alemã no Brasil, a October Fest, para a cidade de São Paulo, saindo, portanto, do Estado de Santa Catarina.

Pensando de forma similar aos alemães, o Prefeito de Buenos Aires, Horácio Larreta, também voltou seus esforços para ampliar suas relações com o Brasil, principalmente com o seu homólogo, João Dória.

Durante o encontro entre os dois, na sede da Prefeitura de São Paulo, foi enfatizada a proposta de desestatização no município brasileiro, e centraram foco na intensificação do intercâmbio e do turismo cultural entre as duas cidades.

Atualmente, as trocas comerciais entre paulistas e argentinos são de 583 milhões de dólares por ano e, com propostas e desafios similares, Larreta destacou a necessidade de enfatizar a indústria criativa e do talento, além de trabalhar na ampliação da exportação de serviços para ganhar mais espaço no setor alimentício de São Paulo, principalmente no setor de frutas.

Os acordos assinados pelo Prefeito paulistano com chineses, argentinos, alemães, dentre outros, demonstra como a cidade está trabalhando mais com suas relações internacionais. Dória tem buscado aproveitar melhor o trabalho de paradiplomacia, que usa dos espaços em que não há necessidade de aval do Governo Estadual e do Governo Federal, uma burocracia excessiva que dificulta a formalização até mesmo de projetos simples, os quais podem trazer benefícios para as grandes, médias e pequenas cidades brasileiras, mas são impedidos por esse excesso de centralização.

As ações com foco no Protocolo de Cidades-Irmãs, por exemplo, ganharam nova ênfase para o Governo paulistano, e deixou de ser uma sigla para se tornar um mecanismo mais aproveitável em prol do desenvolvimento do município.

Caberá, no entanto, verificar o que está certo dentro dessas relações e parcerias que estão formalizadas; além de analisar se elas serão efetivas e eficazes; e, no caso de um provável sucesso, identificar até onde elas poderão servir de modelo para outras administrações municipais e estaduais pelo território brasileiro.

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* Usa-se o termo “paulista” para designar os cidadãos que são naturais do Estado de São Paulo, ou seja, que nasceram em qualquer cidade dentro da área abrangida por esta subunidade brasileira. Para aqueles cidadãos nascidos na Capital do Estado de São Paulo, ou seja, na homônima cidade de São Paulo, o termo que se usa é “paulistano.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Prefeito de São Paulo, João Dória Jr. em evento da Câmara Brasil-Alemanha” (Fonte):

Foto cedida por Fabrício Bomjardim o Autor

Imagem 2 Prefeito de São Paulo, João Dória Jr. (à esquerda), e o Prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta (à direita)” (Fonte):

Foto cedida por Fabrício Bomjardim o Autor