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Moon Jae-in e o futuro da Península Coreana

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Após o impeachment da ex-Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, Moon Jae-in assume a Presidência do país com sua vitória eleitoral e pode ser um novo passo para amenizar as tensões entre Seul e Pyongyang. O atual Presidente assume com a promessa de trabalhar para melhorar as relações na Península Coreana, estando disposto a visitar a Coreia do Norte e rever a instalação do Sistema Antimíssil (THAAD) estadunidense em seu país.

A opinião pública sul-coreana em relação ao povo norte-coreano nunca foi negativa, muitos sul-coreanos sempre viram seu vizinho como um parente distante. Não é difícil ver pesquisas e opiniões positivas entre os jovens sul-coreanos nas mídias sociais e em alguns materiais abertos na Seul National University, que sempre realiza esse tipo de investigação, apontando o Norte com bons olhos.

Os habitantes do sul da Península têm como principal receio uma unificação mal planejada com uma forte migração do Norte para o Sul, mesmo não aprovando as ações dos governantes da família Kim, ao norte, desde que ocorreu a divisão da península. Moon é um desses coreanos que acreditam que ainda pode existir chances de derrubar fronteiras de forma pacífica e reunir as famílias separadas durante os conflitos que separaram a região em dois países.

Aos 64 anos de idade, o presidente Moon sempre manteve uma linha de raciocínio favorável a uma aproximação à base do diálogo com Pyongyang, posição contrária a de sua antecessora, Park Geun-hye, que sempre foi mais rígida sobre o tema. Sua declaração de que pode visitar a Coreia do Norte e mudar a postura em relação ao THAAD é vista de forma positiva pelo governo de Kim Jong-un, que pediu para Seul diminuir seus exercícios militares conjuntos com Washington e reduzir as políticas que geram conflito entre ambos os lados.

Moon tentará conduzir uma política à base do diálogo; internamente, entre os partidos de oposição e aliados; externamente, com seus aliados japoneses e estadunidenses em questões de segurança regional, mas já realizou contato telefônico com o presidente Xi Jinping e pretende ir a Beijing buscar apoio do maior aliado de Pyongyang. Cenários sobre as ações do novo governante virão conforme seu mandato caminhar, no entanto, ficou bem claro que deseja promover a paz entre Coreia do Norte e Coreia do Sul sem o uso de Forças Armadas, o que levará especialistas a acompanharem seus movimentos com mais atenção.

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Fontes da Imagens:

Imagem 1 Ilustração da Yonhap referente a mídia nortecoreana e as eleições sul-coreanas” (Fonte):

http://spanish.yonhapnews.co.kr/northkorea/2017/05/11/0500000000ASP20170511002400883.HTML

Imagem 2 Moon Jaein Presidente da Coreia do Sul” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/21/Moon_Jae-in_May_2017.jpg

Imagem 3 Selo Presidencial da Coreia do Sul” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Presidente_da_Coreia_do_Sul

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade Internacional

[:pt]A questão de um possível papel mediador para a China no cenário internacional[:]

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Na semana passada, o chanceler palestino Riyad Al Malki se encontrou com o seu homólogo chinês, Wang Yi, na cidade de Beijing, encontro no qual foram discutidos temas de interesse comum e um aparente apoio chinês sobre a tese do Estado Palestino.

Para os chineses, a questão discutida entre israelenses e palestinos não engrena por falta de força interna em ambas as partes e isso também pode ter a influência de atores externos com interesses na região. Para Beijing, falta mais ação entre os líderes palestinos e israelenses em prol de uma solução pacífica para a criação de dois Estados, posição que significa um apoio à proposta dos países árabes para solução dos impasses locais.

Wang Yi reiterou que a criação do Estado da Palestina deve ser baseada na demarcação de 1967, tendo Jerusalém do Leste como capital e usando dos eventos históricos da região para poder chegar a um consentimento entre Israel e Palestina, sendo esta a forma de solucionar suas divergências territoriais. Para ele, a China nunca teve interesse na região, por isso os chineses se sentem mais tranquilos em opinar sobre o que poderia ser uma melhor solução para chegar a um consenso, excluindo-se totalmente o uso da força.

Historicamente, a China nunca apresentou movimentos que mereçam atenção internacional na região e, nos últimos anos, ela concentrou mais esforços no Continente Africano e em países latino-americanos, com os quais tem interesses comerciais. Nesse sentido, a China vir a apoiar um ou outro lado na questão da palestina ainda preserva uma certa dúvida, pois deixa em aberto sobre qual seria esse apoio e a força que dedicaria a ele, levando-se em conta o exemplo da atuação na Península coreana, em que se cobra muito do Estado chinês, que tem sido visto com atuação tímida, sem pressionar efetivamente Pyongyang.

O presidente chinês Xi Jinping mantém sua agenda focada nas regiões de administração especial do país, como Hong Kong, cuidando de assuntos internos e da manutenção das boas relações entre as diversas etnias que compões a Republica Popular da China, mas não deixou a política internacional de fora de seus compromissos. Por exemplo, por telefone, ele discutiu sobre a Península Coreana e sobre o caso da Síria com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A conversa não foi muito detalhada para a imprensa, mas, em resumo, o Mandatário chinês afirmou que apoia a intenção estadunidense de desnuclearizar a Coreia do Norte, desde que seja por meios pacíficos. Também foi disseminado que ele que não aceita o uso de armas químicas na Síria, porém, deixou claro que os chineses não se sentem confortáveis com a atitude do Presidente estadunidense nos últimos acontecimentos no Oriente Médio.

Ao que tudo indica, para a China, no momento, não é interessante entrar firmemente na mediação de grandes contenciosos pelo mundo. O país mantém a Diplomacia pacífica, focada em manter boas relações com todos os atores da comunidade internacional, a fim de não sofrer reveses em suas relações comerciais e dando total ênfase em seu planejamento econômico.

Especialistas de diversas áreas podem ficar indecisos em suas reflexões quando tentam construir cenários sobre qual será o próximo passo da política externa chinesa, pois, em importantes temas que têm a necessidade de sua influência, ela permanece em observação e realiza entradas leves em assuntos em regiões fora do continente asiático que apresentam grandes complicações, onde estão envolvidas importantes potências globais.

Surge o questionamento sobre se o sistema internacional está necessitando que a China seja um negociador, um mediador, em casos no Oriente Médio, bem como se ela não poderia ser o fator chave para solucionar desentendimentos entre as nações asiáticas. No entanto, é alta a probabilidade de que tais questões permaneçam em aberto pelos próximos anos.

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Imagem 1 Riyad Al Malki (esquerda) e Wang Yi (direita)” (Fonte – Radio China Internacional):

http://portuguese.cri.cn/1721/2017/04/13/1s230237.htm

Imagem 2 Lam Cheng Yuetngor junto do presidente Xi Jinping” (Fonte Xinhua News):

http://news.xinhuanet.com/english/2017-04/11/c_136200446.htm

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ÁSIADEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Manobras militares do Japão podem causar atritos com a China[:]

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Na semana passada, as redes de notícias asiáticas reproduziram informações da imprensa japonesa sobre o envio do navio de guerra Izumo para o Mar do Sul da China e para o oceano Índico, com o objetivo de realizar manobras de teste e participar de exercícios conjunto com as Marinhas dos Estados Unidos e da Índia. Este comunicado desagradou aos chineses que ameaçam retaliar o Japão, caso o navio se dirija à região.

O Izumo é um enorme Destroyer, único no mundo, que em outras regiões poderia ser classificado como Porta-Aviões leve, devido a sua capacidade de transportar um significativo número de helicópteros e aviões do tipo F-35B, de decolagem vertical. Esta é uma das peças que compõem a Marinha e as Forças de Autodefesa do Japão, as quais são limitadas desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A partir dessa época a Marinha Japonesa não amplia sua zona de atuação, hoje restrita apenas às áreas próximas ao território japonês, deixando alguns especialistas em segurança com dúvidas sobre os planos do país em demonstrar a capacidade de sua força naval em uma região onde ele não tem envolvimento em conflitos e disputas territoriais. Esta área é regida por uma série de disputas territoriais envolvendo China, Filipinas e Vietnã, cujas discussões vem melhorando e se tornando menos tensas nos últimos 2 anos, mas que podem ganhar novo elemento de tensão com a presença japonesa.

Sem dúvida, isto será uma demonstração do poder e das novas capacidades da marinha japonesa e das suas capacidades para projetar a força nas áreas mais distantes do mundo”, afirmou o especialista militar russo Vasily Kashin para a Sputnik News da China.

A porta-voz da chancelaria chinesa, Hua Chunying, comunicou que a China irá retaliar o Japão de forma rígida em diferentes campos de atuação, deixando em aberto as possibilidades para embargos econômicos ou até intervenção militar na região, caso a manobra se concretize. Curiosamente, o percurso calculado para o Destroyer faria escalas em Singapura, Indonésia, Filipinas e Siri Lanka, antes de se unir aos indianos e estadunidenses, sendo uma programação chamativa, tendo em vista os problemas territoriais que ocorrem nesta área.

Atualmente, os navios japoneses são importantes peças para as campanhas estadunidenses na Ásia, assim como para o seu aliado, a Coreia do Sul. A união entre Washington, Seul e Tokyo dá ao grupo maior mobilidade aeronaval e terrestre na região, contando com a forte presença da Força Aérea Americana em bases na ilha de Okinawa, uma efetiva Marinha Japonesa e um Exército eficaz na Coreia do Sul, enquanto a China ainda esta finalizando seus novos Submarinos e Porta-Aviões de médio e grande porte, os quais estão centrados na região sul do país, voltados exatamente para onde os japoneses pretendem testar sua capacidade marítima, na tensa região da indochina.

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Imagem 1 JS Izumo (DDH183) em Dezembro de  2016” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Izumo-class_helicopter_destroyer

Imagem 2 Hua Chunying” (Fonte Xinhua News/Chinanews.com):

http://portuguese.cri.cn/1721/2017/03/16/1s229061.htm

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Impeachment da presidente Park Geun-hye[:]

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Neste momento, em Seul, são 09:30, de sexta-feira, dia 10 de março de 2017

Nesta sexta-feira, dia 10 de março, a população sul-coreana saberá o resultado do Processo do Impeachment da presidente Park Geun-hye. Afastada desde dezembro de 2016, por envolvimento em um escândalo de tráfico de influências, ligado a sua amiga de infância, Choi Soon-sil e grandes corporações do seu país, seu futuro como líder no Governo coreano é incerto e tem apelo popular por seu afastamento definitivo.

A juíza Lee Jung-mi será encarregada de dar o veredito final e anunciar a decisão da Corte sobre o Impeachment de Park Geun-hye. Caso seis ou mais de um total de oito juízes da Corte entenderem que ela violou a Constituição do país, seu impedimento será definitivo e o país terá novas eleições Presidenciais em 60 dias.

Caso mais de três juízes rejeitem o impeachment, Park poderá voltar ao cargo e dar continuidade ao seu mandato até o final, em fevereiro de 2018. Manifestações populares ganharam as ruas do país nesses últimos dias em favor do seu Impedimento e ela anunciou que, mesmo que fosse absolvida do Processo, renunciaria em abril deste ano (2017).

A Corte Constitucional tem 180 dias de prazo para analisar e decidir sobre pedidos de Impeachment. O anúncio do veredito nesta semana demonstra que os órgãos que comandam a nação estão preocupados em manter a tramitação política, sem que haja interferência ou paralisia em algumas áreas, por conta do Processo em curso. O país está passando por importantes passos no campo da segurança nacional, com a parceria com Washington na instalação de sistema antimíssil, em resposta a ameaça iminente da Coreia do Norte e seus testes de mísseis balísticos e nucleares. Além disso, há a preocupação com a manutenção da economia do país, buscando evitar que os casos de corrupção possam afetar os negócios sul-coreanos, bem como a sua indústria.

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Imagem 1 Juíza Lee Jungmi (esquerda) e Park Geunhye (direita)” (Fonte Reprodução Yonhap News):

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2017/03/08/0300000000ASP20170308003400883.HTML

Imagem 2Park GeunHye quer dobrar o prazo presidencial” (Fonte – Reprodução Katehon):

http://katehon.com/news/park-geun-hye-wants-double-presidential-term

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ANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

[:pt]Park Geun-hye e seu futuro incerto à frente da Coreia do Sul[:]

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Em 2015, ela foi uma das pessoas mais poderosas do mundo; em 2016 uma das mulheres mais poderosas; porém, em 2017, poderá ser a primeira Presidente impichada na Coreia do Sul. A presidente sul-coreana Park Geun-hye tem sua vida ligada a política de seu país, incialmente por ser filha de Park Chung-hee, Presidente da Coreia do Sul, entre 1963 e 1979; além disso, por ter vivido sua infância em meio as tensões entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. Em1974, com 22 anos perdeu sua mãe, Yuk Young-soo, em um atendado norte-coreano contra a vida de seu pai. Após a morte de sua mãe, a jovem Park teve que entrar para a política, assumindo o papel de Primeira Dama em exercício da nação, adaptando-se bem ao mundo político.

Durante os anos em que seu pai foi Presidente do país, houve um grande desenvolvimento econômico devido a exportações e aos investimentos feitos em infraestrutura e educação por toda a Coreia do Sul, aliado ao comprometimento de Seul em manter boas relações com potenciais parceiros econômicos ao redor do mundo. Na Coreia, aquele momento foi nomeado como Milagre do Rio Han, devido aos feitos que são lembrados até hoje, mas que teve um fim trágico na época, quando Park Chung-hee foi assassinado em 1979 por um dos agentes da inteligência sul-coreana.

Park Geun-hye manteve-se no mundo da política sul-coreana desde aquele período, passando por importantes cargos e tendo assumido a Presidência do Partido Saenuri, entre os anos de 2004 e 2006, ainda sob o antigo nome Grande Partido Nacional (GNP, na sigla em inglês). Antes de vencer as eleições presidenciais de 2012, ela era membro da Assembleia Nacional da Coreia do Sul, na qual foi legisladora desde 1998, preservando uma boa rede de contatos que lhes foram úteis na corrida eleitoral que viria a disputar.

Em 2012 o mundo passava por uma grande crise econômica, muitos países tiveram líderes reeleitos, mas não foi assim na Coreia do Sul. Moon Jae-in havia sido derrotado por Park, algo que surpreendeu vários especialistas na época. O professor de estudos coreanos da Universidade de Tufts, Sung-Yoon Lee, via Park em um conflito de opiniões populares nas cidades coreanas, pois numerosos cidadãos a tomavam como a filha de um ditador, embora outros a vissem como a filha do Presidente que contribuiu com o desenvolvimento econômico sul-coreano.

David Straub, diretor de estudos coreanos na Universidade de Standford, havia dito em entrevista à PBS que a sua vitória havia sido pela sua linha conservadora, algo que, na Coreia do Sul, significava dar prioridade aos negócios e não apenas enfatizar os temas ligados à Coreia do Norte. Park sempre foi bem rígida quando o tema era Pyongyang, mesmo sendo a favor da reunificação da Península.

Após assumir o cargo de Presidente de uma das principais potências da Ásia e uma das grandes economias globais, a Forbes classificou-a como uma das mulheres mais poderosas e influentes em 2015 e 2016. Mas, em seu país, a opinião pública sempre foi muito dividida, variando conforme os temas que mais abalavam a Coreia do Sul, pois a sua classificação por entidades estrangeiras e a opinião de outros líderes globais não são tão relevantes para os sul-coreanos.

Com a abertura do Processo de Impeachment contra a presidente Park, em dezembro de 2016, a opinião pública coreana já tinha 67% de pessoas pedindo a sua renúncia. Ter seu nome envolvido em casos de corrupção abalou completamente a imagem da Presidente, que hoje está afastada.

Segundo a promotoria que conduz o Processo de Impeachment, Park está ligada a um enorme esquema de extorsão de empresas sul-coreanas, conspirando com uma de suas amigas de infância, Choi Soon-sil, em um caso que envolve grandes empresas do país, dentre elas a Samsung. A amiga de Park e o herdeiro da Samsung, Lee Jae-yong, um dos líderes da gigante coreana, estão sendo ouvidos pelas autoridades competentes. Choi já está em cárcere e Lee está aguardando autorização da justiça para sua prisão ser efetivada.

Choi e outras pessoas investigadas dizem que Park Geun-hye não tem envolvimento no caso de corrupção, mas opositores da Presidente fazem de tudo para afastá-la em definitivo. Eles tentaram até aumentar as acusações contra ela, em casos que envolvem crime de responsabilidade à segurança nacional, conforme já notificamos em Notas Analíticas no CEIRI NEWSPAPER, mas isso não abala o país tanto como o caso de propina envolvendo-a com as grandes corporações sul-coreanas.

Park entrou para a história como a primeira mulher a assumir à Presidência na Coreia do Sul e poderá ser a primeira a ser impichada no país, sendo que, no ano de 2004, o então presidente Roh Moo-hyun havia passado por um Processo de Impeachment. Sua acusação era por pedir apoio eleitoral durante as eleições parlamentares, algo que é proibido na Coreia do Sul, mas a Corte Constitucional entendeu as acusações como insignificantes e Roh retornou de seu afastamento, cumprindo o mandato.

Diferente do caso de Park, a população havia realizado fortes manifestações em apoio a Roh Moo-hyun durante o tempo em que o pedido de impeachment era analisado e julgado. No caso atual, a opinião pública está contrária à permanência da Presidenta afastada e os indícios são de que aqueles favoráveis a sua permanência no comando do país estão desanimando.  Muito está a ser investigado, mas, indiferentemente do resultado, a opinião do povo coreano com sua líder não mudará, talvez até o fim de seu mandato. No entanto, a pressão de opositores tende a ser redobrada.

Park Geun-hye, antes vista como filha de um dos grandes líderes do país, ou de um dos grandes ditadores, pode se tornar uma das mentes corruptas para o povo sul-coreano e, com isso, manchar o seu legado. 2017 não será um ano fácil para a Coreia do Sul, pois terá de lidar com as ameaças da Coreia do Norte, com as divergências territoriais com os japoneses e com as incertezas sobre o futuro das relações Seul-Washington, além disso, diante desse cenário, a Coreia do Sul está queimando muitas energias com a crise política, algo que pode significar uma porta de entrada para oportunistas domésticos e para os inimigos da parte norte da península.

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Imagem 1 Presidente Park Geunhye, em 2013” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Processo_de_impeachment_de_Park_Geun-hye#/media/File:Park_Geun-hye_(8724400493)_(cropped).jpg

Imagem 2 Park Geunhye e Park Chunghee” (FonteKim Hongji / ReutersArquivo histórico):

http://justgopoppi.com.br/wp-content/uploads/2016/11/familia.jpg

Imagem 3 Park Geunhye em seu discurso de posse, 2013” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Park_Geun-hye

Imagem 4 Protesto contra Park Geunhye em Seul, 29 de outubro de 2016” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Processo_de_impeachment_de_Park_Geun-hye#/media/File:Mass_protest_in_Cheonggye_Plaza_02.jpg

Imagem 5 Protesto realizado em novembro de 2016” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Processo_de_impeachment_de_Park_Geun-hye

Imagem 6 Roh Moo-hyun, ExPresidente da Coreia do Sul” (Fonte):

http://a5.files.biography.com/image/upload/c_fit,cs_srgb,dpr_1.0,h_1200,q_80,w_1200/MTE4MDAzNDEwMTU4NjUwODk0.jpg

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Uma só China cada vez mais próxima[:]

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Taiwan se vê cada vez menos distante de Beijing e cada vez mais isolada no campo diplomático internacional. Recentemente, São Tomé e Príncipe rompeu suas relações diplomáticas com os taiwaneses e aderiu a política “Uma só China”, após uma rodada de negociações de cooperações comerciais entre as duas nações. Nos últimos anos, o poder econômico chinês vem atraindo cada vez mais nações para não reconhecerem a República da China (Taiwan/Formosa) como uma nação independente da República Popular da China.

O país lusófono, como muitos outros, aposta no fortalecimento de suas relações comerciais com os chineses continentais e, em grande parte dos negócios comerciais, Beijing põe como cláusula dos contratos comerciais e diplomáticos o reconhecimento apenas da China Continental, bem como a necessidade de se cortar laços comerciais com Taipei. A pequena ilha de Formosa é um importante polo da indústria tecnológica mundial e sua potencialidade econômica em certos setores é um dos fatores que não deixam os chineses aceitarem que a ilha se torne uma nação soberana.

O que pode preocupar bastante os líderes taiwaneses são as perdas no campo diplomático, já que, agora, menos de 20 países membros da Organização das Nações Unidas mantém relações diplomáticas oficiais com Taiwan. Não apenas isso, mas até seu relacionamento com antigos aliados vem esfriando, como é o caso dos Estados Unidos.

Após falar com a Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, por telefone, o Presidente eleito dos EUA, Donald Trump foi criticado pelo Governo chinês.   “Transmitimos um protesto solene à parte americana correspondente. É preciso insistir no fato de que só existe uma China e que Taiwan é parte inalienável do território chinês”, conforme um comunicado o ministério chinês das Relações Exteriores.

Washington mantém bons laços comerciais com Taipei, comércio tecnológico e de equipamentos militares são a base do comércio, mesmo sem o reconhecimento formal dos estadunidenses da soberania taiwanesa perante à China. Reclamações de Beijing sempre foram e continuam constantes quando o assunto são as relações EUA-Taiwan, mas a maior potência do globo não depende da economia chinesa, dessa forma a influência do Governo comunista implica menos nas suas relações com a ilha.

Embora mantenha fortes relações comerciais com as principais potências mundiais, no campo diplomático a história é bem diferente e o grande receio taiwanês é se tornar como Hong Kong, Macau e o Tibet, ou seja, na sua perspectiva, ser anexado ao território da República Popular da China.

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ImagemLocalização da República da China Taiwan/Formosa”    (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Taiwan#/media/File:Locator_map_of_the_ROC_Taiwan.svg

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AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]2017 poderá ser o ano do reinício e reformulação das relações exteriores estadunidenses[:]

[:pt] Depois de uma campanha eleitoral marcada por polêmicas, o Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, se tornou uma grande incógnita no futuro das relações internacionais. Temas polêmicos internos no seu país e assuntos…

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