AMÉRICA LATINAÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China e Chile: aspectos da relação sino-chilena a partir de 2018

Sebastian Piñera venceu as eleições presidenciais chilenas e iniciará o ano de 2018 comandando uma das mais desenvolvidas nações da América Latina. O novo governante, posicionado à direita, comunicou seu desejo de aumentar a cooperação com a China durante seu mandato, ficando a ser observado se ele criará nova política para dialogar com os chineses e firmar acordos com Beijing, ou se dará continuidade aos atuais acordos firmados entre eles e os antigos líderes chilenos de esquerda, responsáveis por grande promoção das relações entre os dois países.

Presidente da República Popular da China, Xi Jinping

O Chile foi o primeiro país latino-americano a firmar um Acordo de Livre Comércio com a China e, entre 2005 e 2015, ambos foram atualizando os tratados e acordos entre si até chegarem a implementar uma isenção completa de impostos aduaneiros, estabelecendo uma relação bilateral que continua positiva e crescente. Os chineses se tornaram o principal parceiro comercial dos chilenos a nível mundial e, juntamente com o Brasil, é uma das principais portas de entrada de investimento chinês na América do Sul.

Em novembro deste ano (2017), durante a 25a Cúpula Informal da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC), realizado no Vietnã, os dois Estados atualizaram seu Acordo de Livre Comércio, visando obter mecanismos de preferência mútua mais avançada do que a praticada até então.

Esse e outros acordos não param de ser atualizados. Entre 2008 e 2012, o livre comércio teve duas atualizações de nível elevado, modernizando o sistema de comércio eletrônico, o ambiente comercial, o processo aduaneiro, entre outros acordos que já estão sendo aperfeiçoados e tem uma ótima projeção para ser melhorado a partir do próximo ano (2018), caso não haja mudança nas relações diplomáticas entre os dois países, o que seria inviável para o comércio chileno.

Provavelmente, o novo governante do Chile irá forçar em melhorar suas relações com Beijing e explorar ainda mais tudo que hoje existe, pois o mesmo deixou claro que quer aprimorar a presença empresarial chilena no Oriente. Além de priorizar os chineses, certamente também será dada uma atenção especial para Malásia e Filipinas.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sebastian Piñera, recémeleito Presidente do Chile” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sebastián_Piñera

Imagem 2 Presidente da República Popular da China, Xi Jinping” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Presidente_da_China

AMÉRICA LATINAANÁLISES DE CONJUNTURA

Relações Internacionais da prefeitura São Paulo

O Prefeito de São Paulo, João Dória Jr., vem sendo alvo de críticas positivas e negativas por conta de suas viagens internacionais, muitas delas voltadas para seu programa de privatização de áreas públicas dentro da capital paulista.

Independentemente deste programa, as ações do Prefeito e da Secretaria de Relações Internacionais da cidade de São Paulo vem apresentando resultados positivos. Desde os protocolos de cidades irmãs e a atração de empresas asiáticas até as ações feitas em relação às tradicionais nações europeias e aos vizinhos na América do Sul.

Prefeito de São Paulo, João Dória Jr. (à esquerda), e o Prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta (à direita)

Neste ano (2017), a cidade recebeu as visitas dos embaixadores espanhol e cubano, de cônsules latino-americanos, além da visita do Prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, dentre outras importantes autoridades estrangeiras que lá estiveram.  Essa série de eventos e visitas tem como objetivo promover e reforçar o projeto paulistano* de “Cidade Inteligente”, ideia que, associada aos programas de cooperação de cidades-irmãs, facilita a assinatura de variados acordos entre São Paulo e diversas cidades com as quais esteja coligada pelo mundo.

No mês de agosto, a Câmara Brasil-Alemanha (AHK São Paulo) promoveu um evento envolvendo grandes corporações alemãs localizadas tanto no município como no Estado de São Paulo para recepcionar o prefeito João Dória.

Atualmente, o Estado abriga a maior parte das empresas alemãs no Brasil. Das 1400 existentes em todo o território nacional, 900 delas estão dentro do Estado, e 500 na cidade de São Paulo, ou seja, aproximadamente 36%, o que demonstra a importância das relações externas entre a capital paulista e os alemães.

As empresas alemãs querem aumentar sua atuação na região e no país e as propostas da gestão paulista podem agradá-las muito. Além disso, elas devem começar a intensificar os contatos graças às últimas ações de cooperação entre a Prefeitura e o Governo do Estado com corporações chinesas, algo que vem deixando os empresários germânicos com certo incômodo, devido ao receio de perderem espaço para os concorrentes asiáticos.

Vale lembrar que a proposta da Prefeitura de São Paulo é deixar seus processos mais digitalizados até o ano de 2018, e com essa ideia fechou diversas parcerias com empresas da China no intercâmbio de tecnologia voltada para vigilância, segurança e para aplicativos visando melhorar a comunicação interna da Prefeitura, evitar processos burocráticos e agilizar a gestão.

A parceria entre asiáticos e paulistanos vem dando certo e já está sendo expandida do campo municipal para o estadual, onde, hoje, conta com a parceria entre a Universidade de São Paulo (Universidade pública estadual) e empresas asiáticas para evoluir em projetos de segurança e para trabalhar nos conceitos de Smart Cities.  

As corporações alemãs, por sua vez, estão apostando em ir além do intercâmbio e da troca de benefícios tecnológicos para chegar ao campo social. Empresas como a BASF, Bosch, Commerzbank, Drees & Sommer, Faber-Castell, Mercedes-Benz, Rödl & Partner, Roland Berger, SAP, Siemens e Volkswagen, além de entidades como o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a Câmara Brasil-Alemanha e a Agência Alemã para Cooperação Internacional (GIZ), estão apostando no desenvolvimento da cidade para obter vantagens comerciais na região.

A proposta é trabalhar na melhoria do bem-estar social, no campo ecológico e no fomento cultural e do turismo empresarial e tradicional na cidade, já anunciando até a mudança da tradicional festa alemã no Brasil, a October Fest, para a cidade de São Paulo, saindo, portanto, do Estado de Santa Catarina.

Pensando de forma similar aos alemães, o Prefeito de Buenos Aires, Horácio Larreta, também voltou seus esforços para ampliar suas relações com o Brasil, principalmente com o seu homólogo, João Dória.

Durante o encontro entre os dois, na sede da Prefeitura de São Paulo, foi enfatizada a proposta de desestatização no município brasileiro, e centraram foco na intensificação do intercâmbio e do turismo cultural entre as duas cidades.

Atualmente, as trocas comerciais entre paulistas e argentinos são de 583 milhões de dólares por ano e, com propostas e desafios similares, Larreta destacou a necessidade de enfatizar a indústria criativa e do talento, além de trabalhar na ampliação da exportação de serviços para ganhar mais espaço no setor alimentício de São Paulo, principalmente no setor de frutas.

Os acordos assinados pelo Prefeito paulistano com chineses, argentinos, alemães, dentre outros, demonstra como a cidade está trabalhando mais com suas relações internacionais. Dória tem buscado aproveitar melhor o trabalho de paradiplomacia, que usa dos espaços em que não há necessidade de aval do Governo Estadual e do Governo Federal, uma burocracia excessiva que dificulta a formalização até mesmo de projetos simples, os quais podem trazer benefícios para as grandes, médias e pequenas cidades brasileiras, mas são impedidos por esse excesso de centralização.

As ações com foco no Protocolo de Cidades-Irmãs, por exemplo, ganharam nova ênfase para o Governo paulistano, e deixou de ser uma sigla para se tornar um mecanismo mais aproveitável em prol do desenvolvimento do município.

Caberá, no entanto, verificar o que está certo dentro dessas relações e parcerias que estão formalizadas; além de analisar se elas serão efetivas e eficazes; e, no caso de um provável sucesso, identificar até onde elas poderão servir de modelo para outras administrações municipais e estaduais pelo território brasileiro.

———————————————————————————————–                    

* Usa-se o termo “paulista” para designar os cidadãos que são naturais do Estado de São Paulo, ou seja, que nasceram em qualquer cidade dentro da área abrangida por esta subunidade brasileira. Para aqueles cidadãos nascidos na Capital do Estado de São Paulo, ou seja, na homônima cidade de São Paulo, o termo que se usa é “paulistano.

———————————————————————————————–                    

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Prefeito de São Paulo, João Dória Jr. em evento da Câmara Brasil-Alemanha” (Fonte):

Foto cedida por Fabrício Bomjardim o Autor

Imagem 2 Prefeito de São Paulo, João Dória Jr. (à esquerda), e o Prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta (à direita)” (Fonte):

Foto cedida por Fabrício Bomjardim o Autor

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

Moon Jae-in e o futuro da Península Coreana

[:pt]

Após o impeachment da ex-Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, Moon Jae-in assume a Presidência do país com sua vitória eleitoral e pode ser um novo passo para amenizar as tensões entre Seul e Pyongyang. O atual Presidente assume com a promessa de trabalhar para melhorar as relações na Península Coreana, estando disposto a visitar a Coreia do Norte e rever a instalação do Sistema Antimíssil (THAAD) estadunidense em seu país.

A opinião pública sul-coreana em relação ao povo norte-coreano nunca foi negativa, muitos sul-coreanos sempre viram seu vizinho como um parente distante. Não é difícil ver pesquisas e opiniões positivas entre os jovens sul-coreanos nas mídias sociais e em alguns materiais abertos na Seul National University, que sempre realiza esse tipo de investigação, apontando o Norte com bons olhos.

Os habitantes do sul da Península têm como principal receio uma unificação mal planejada com uma forte migração do Norte para o Sul, mesmo não aprovando as ações dos governantes da família Kim, ao norte, desde que ocorreu a divisão da península. Moon é um desses coreanos que acreditam que ainda pode existir chances de derrubar fronteiras de forma pacífica e reunir as famílias separadas durante os conflitos que separaram a região em dois países.

Aos 64 anos de idade, o presidente Moon sempre manteve uma linha de raciocínio favorável a uma aproximação à base do diálogo com Pyongyang, posição contrária a de sua antecessora, Park Geun-hye, que sempre foi mais rígida sobre o tema. Sua declaração de que pode visitar a Coreia do Norte e mudar a postura em relação ao THAAD é vista de forma positiva pelo governo de Kim Jong-un, que pediu para Seul diminuir seus exercícios militares conjuntos com Washington e reduzir as políticas que geram conflito entre ambos os lados.

Moon tentará conduzir uma política à base do diálogo; internamente, entre os partidos de oposição e aliados; externamente, com seus aliados japoneses e estadunidenses em questões de segurança regional, mas já realizou contato telefônico com o presidente Xi Jinping e pretende ir a Beijing buscar apoio do maior aliado de Pyongyang. Cenários sobre as ações do novo governante virão conforme seu mandato caminhar, no entanto, ficou bem claro que deseja promover a paz entre Coreia do Norte e Coreia do Sul sem o uso de Forças Armadas, o que levará especialistas a acompanharem seus movimentos com mais atenção.

———————————————————————————————–                     

Fontes da Imagens:

Imagem 1 Ilustração da Yonhap referente a mídia nortecoreana e as eleições sul-coreanas” (Fonte):

http://spanish.yonhapnews.co.kr/northkorea/2017/05/11/0500000000ASP20170511002400883.HTML

Imagem 2 Moon Jaein Presidente da Coreia do Sul” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/21/Moon_Jae-in_May_2017.jpg

Imagem 3 Selo Presidencial da Coreia do Sul” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Presidente_da_Coreia_do_Sul

[:]

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade Internacional

[:pt]A questão de um possível papel mediador para a China no cenário internacional[:]

[:pt]

Na semana passada, o chanceler palestino Riyad Al Malki se encontrou com o seu homólogo chinês, Wang Yi, na cidade de Beijing, encontro no qual foram discutidos temas de interesse comum e um aparente apoio chinês sobre a tese do Estado Palestino.

Para os chineses, a questão discutida entre israelenses e palestinos não engrena por falta de força interna em ambas as partes e isso também pode ter a influência de atores externos com interesses na região. Para Beijing, falta mais ação entre os líderes palestinos e israelenses em prol de uma solução pacífica para a criação de dois Estados, posição que significa um apoio à proposta dos países árabes para solução dos impasses locais.

Wang Yi reiterou que a criação do Estado da Palestina deve ser baseada na demarcação de 1967, tendo Jerusalém do Leste como capital e usando dos eventos históricos da região para poder chegar a um consentimento entre Israel e Palestina, sendo esta a forma de solucionar suas divergências territoriais. Para ele, a China nunca teve interesse na região, por isso os chineses se sentem mais tranquilos em opinar sobre o que poderia ser uma melhor solução para chegar a um consenso, excluindo-se totalmente o uso da força.

Historicamente, a China nunca apresentou movimentos que mereçam atenção internacional na região e, nos últimos anos, ela concentrou mais esforços no Continente Africano e em países latino-americanos, com os quais tem interesses comerciais. Nesse sentido, a China vir a apoiar um ou outro lado na questão da palestina ainda preserva uma certa dúvida, pois deixa em aberto sobre qual seria esse apoio e a força que dedicaria a ele, levando-se em conta o exemplo da atuação na Península coreana, em que se cobra muito do Estado chinês, que tem sido visto com atuação tímida, sem pressionar efetivamente Pyongyang.

O presidente chinês Xi Jinping mantém sua agenda focada nas regiões de administração especial do país, como Hong Kong, cuidando de assuntos internos e da manutenção das boas relações entre as diversas etnias que compões a Republica Popular da China, mas não deixou a política internacional de fora de seus compromissos. Por exemplo, por telefone, ele discutiu sobre a Península Coreana e sobre o caso da Síria com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A conversa não foi muito detalhada para a imprensa, mas, em resumo, o Mandatário chinês afirmou que apoia a intenção estadunidense de desnuclearizar a Coreia do Norte, desde que seja por meios pacíficos. Também foi disseminado que ele que não aceita o uso de armas químicas na Síria, porém, deixou claro que os chineses não se sentem confortáveis com a atitude do Presidente estadunidense nos últimos acontecimentos no Oriente Médio.

Ao que tudo indica, para a China, no momento, não é interessante entrar firmemente na mediação de grandes contenciosos pelo mundo. O país mantém a Diplomacia pacífica, focada em manter boas relações com todos os atores da comunidade internacional, a fim de não sofrer reveses em suas relações comerciais e dando total ênfase em seu planejamento econômico.

Especialistas de diversas áreas podem ficar indecisos em suas reflexões quando tentam construir cenários sobre qual será o próximo passo da política externa chinesa, pois, em importantes temas que têm a necessidade de sua influência, ela permanece em observação e realiza entradas leves em assuntos em regiões fora do continente asiático que apresentam grandes complicações, onde estão envolvidas importantes potências globais.

Surge o questionamento sobre se o sistema internacional está necessitando que a China seja um negociador, um mediador, em casos no Oriente Médio, bem como se ela não poderia ser o fator chave para solucionar desentendimentos entre as nações asiáticas. No entanto, é alta a probabilidade de que tais questões permaneçam em aberto pelos próximos anos.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 Riyad Al Malki (esquerda) e Wang Yi (direita)” (Fonte – Radio China Internacional):

http://portuguese.cri.cn/1721/2017/04/13/1s230237.htm

Imagem 2 Lam Cheng Yuetngor junto do presidente Xi Jinping” (Fonte Xinhua News):

http://news.xinhuanet.com/english/2017-04/11/c_136200446.htm

[:]

ÁSIADEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Manobras militares do Japão podem causar atritos com a China[:]

[:pt]

Na semana passada, as redes de notícias asiáticas reproduziram informações da imprensa japonesa sobre o envio do navio de guerra Izumo para o Mar do Sul da China e para o oceano Índico, com o objetivo de realizar manobras de teste e participar de exercícios conjunto com as Marinhas dos Estados Unidos e da Índia. Este comunicado desagradou aos chineses que ameaçam retaliar o Japão, caso o navio se dirija à região.

O Izumo é um enorme Destroyer, único no mundo, que em outras regiões poderia ser classificado como Porta-Aviões leve, devido a sua capacidade de transportar um significativo número de helicópteros e aviões do tipo F-35B, de decolagem vertical. Esta é uma das peças que compõem a Marinha e as Forças de Autodefesa do Japão, as quais são limitadas desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A partir dessa época a Marinha Japonesa não amplia sua zona de atuação, hoje restrita apenas às áreas próximas ao território japonês, deixando alguns especialistas em segurança com dúvidas sobre os planos do país em demonstrar a capacidade de sua força naval em uma região onde ele não tem envolvimento em conflitos e disputas territoriais. Esta área é regida por uma série de disputas territoriais envolvendo China, Filipinas e Vietnã, cujas discussões vem melhorando e se tornando menos tensas nos últimos 2 anos, mas que podem ganhar novo elemento de tensão com a presença japonesa.

Sem dúvida, isto será uma demonstração do poder e das novas capacidades da marinha japonesa e das suas capacidades para projetar a força nas áreas mais distantes do mundo”, afirmou o especialista militar russo Vasily Kashin para a Sputnik News da China.

A porta-voz da chancelaria chinesa, Hua Chunying, comunicou que a China irá retaliar o Japão de forma rígida em diferentes campos de atuação, deixando em aberto as possibilidades para embargos econômicos ou até intervenção militar na região, caso a manobra se concretize. Curiosamente, o percurso calculado para o Destroyer faria escalas em Singapura, Indonésia, Filipinas e Siri Lanka, antes de se unir aos indianos e estadunidenses, sendo uma programação chamativa, tendo em vista os problemas territoriais que ocorrem nesta área.

Atualmente, os navios japoneses são importantes peças para as campanhas estadunidenses na Ásia, assim como para o seu aliado, a Coreia do Sul. A união entre Washington, Seul e Tokyo dá ao grupo maior mobilidade aeronaval e terrestre na região, contando com a forte presença da Força Aérea Americana em bases na ilha de Okinawa, uma efetiva Marinha Japonesa e um Exército eficaz na Coreia do Sul, enquanto a China ainda esta finalizando seus novos Submarinos e Porta-Aviões de médio e grande porte, os quais estão centrados na região sul do país, voltados exatamente para onde os japoneses pretendem testar sua capacidade marítima, na tensa região da indochina.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 JS Izumo (DDH183) em Dezembro de  2016” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Izumo-class_helicopter_destroyer

Imagem 2 Hua Chunying” (Fonte Xinhua News/Chinanews.com):

http://portuguese.cri.cn/1721/2017/03/16/1s229061.htm

[:]

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Impeachment da presidente Park Geun-hye[:]

[:pt]

Neste momento, em Seul, são 09:30, de sexta-feira, dia 10 de março de 2017

Nesta sexta-feira, dia 10 de março, a população sul-coreana saberá o resultado do Processo do Impeachment da presidente Park Geun-hye. Afastada desde dezembro de 2016, por envolvimento em um escândalo de tráfico de influências, ligado a sua amiga de infância, Choi Soon-sil e grandes corporações do seu país, seu futuro como líder no Governo coreano é incerto e tem apelo popular por seu afastamento definitivo.

A juíza Lee Jung-mi será encarregada de dar o veredito final e anunciar a decisão da Corte sobre o Impeachment de Park Geun-hye. Caso seis ou mais de um total de oito juízes da Corte entenderem que ela violou a Constituição do país, seu impedimento será definitivo e o país terá novas eleições Presidenciais em 60 dias.

Caso mais de três juízes rejeitem o impeachment, Park poderá voltar ao cargo e dar continuidade ao seu mandato até o final, em fevereiro de 2018. Manifestações populares ganharam as ruas do país nesses últimos dias em favor do seu Impedimento e ela anunciou que, mesmo que fosse absolvida do Processo, renunciaria em abril deste ano (2017).

A Corte Constitucional tem 180 dias de prazo para analisar e decidir sobre pedidos de Impeachment. O anúncio do veredito nesta semana demonstra que os órgãos que comandam a nação estão preocupados em manter a tramitação política, sem que haja interferência ou paralisia em algumas áreas, por conta do Processo em curso. O país está passando por importantes passos no campo da segurança nacional, com a parceria com Washington na instalação de sistema antimíssil, em resposta a ameaça iminente da Coreia do Norte e seus testes de mísseis balísticos e nucleares. Além disso, há a preocupação com a manutenção da economia do país, buscando evitar que os casos de corrupção possam afetar os negócios sul-coreanos, bem como a sua indústria.

———————————————————————————————–                    

Imagem 1 Juíza Lee Jungmi (esquerda) e Park Geunhye (direita)” (Fonte Reprodução Yonhap News):

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2017/03/08/0300000000ASP20170308003400883.HTML

Imagem 2Park GeunHye quer dobrar o prazo presidencial” (Fonte – Reprodução Katehon):

http://katehon.com/news/park-geun-hye-wants-double-presidential-term

[:]