ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALSociedade Internacional

[:pt]A questão de um possível papel mediador para a China no cenário internacional[:]

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Na semana passada, o chanceler palestino Riyad Al Malki se encontrou com o seu homólogo chinês, Wang Yi, na cidade de Beijing, encontro no qual foram discutidos temas de interesse comum e um aparente apoio chinês sobre a tese do Estado Palestino.

Para os chineses, a questão discutida entre israelenses e palestinos não engrena por falta de força interna em ambas as partes e isso também pode ter a influência de atores externos com interesses na região. Para Beijing, falta mais ação entre os líderes palestinos e israelenses em prol de uma solução pacífica para a criação de dois Estados, posição que significa um apoio à proposta dos países árabes para solução dos impasses locais.

Wang Yi reiterou que a criação do Estado da Palestina deve ser baseada na demarcação de 1967, tendo Jerusalém do Leste como capital e usando dos eventos históricos da região para poder chegar a um consentimento entre Israel e Palestina, sendo esta a forma de solucionar suas divergências territoriais. Para ele, a China nunca teve interesse na região, por isso os chineses se sentem mais tranquilos em opinar sobre o que poderia ser uma melhor solução para chegar a um consenso, excluindo-se totalmente o uso da força.

Historicamente, a China nunca apresentou movimentos que mereçam atenção internacional na região e, nos últimos anos, ela concentrou mais esforços no Continente Africano e em países latino-americanos, com os quais tem interesses comerciais. Nesse sentido, a China vir a apoiar um ou outro lado na questão da palestina ainda preserva uma certa dúvida, pois deixa em aberto sobre qual seria esse apoio e a força que dedicaria a ele, levando-se em conta o exemplo da atuação na Península coreana, em que se cobra muito do Estado chinês, que tem sido visto com atuação tímida, sem pressionar efetivamente Pyongyang.

O presidente chinês Xi Jinping mantém sua agenda focada nas regiões de administração especial do país, como Hong Kong, cuidando de assuntos internos e da manutenção das boas relações entre as diversas etnias que compões a Republica Popular da China, mas não deixou a política internacional de fora de seus compromissos. Por exemplo, por telefone, ele discutiu sobre a Península Coreana e sobre o caso da Síria com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A conversa não foi muito detalhada para a imprensa, mas, em resumo, o Mandatário chinês afirmou que apoia a intenção estadunidense de desnuclearizar a Coreia do Norte, desde que seja por meios pacíficos. Também foi disseminado que ele que não aceita o uso de armas químicas na Síria, porém, deixou claro que os chineses não se sentem confortáveis com a atitude do Presidente estadunidense nos últimos acontecimentos no Oriente Médio.

Ao que tudo indica, para a China, no momento, não é interessante entrar firmemente na mediação de grandes contenciosos pelo mundo. O país mantém a Diplomacia pacífica, focada em manter boas relações com todos os atores da comunidade internacional, a fim de não sofrer reveses em suas relações comerciais e dando total ênfase em seu planejamento econômico.

Especialistas de diversas áreas podem ficar indecisos em suas reflexões quando tentam construir cenários sobre qual será o próximo passo da política externa chinesa, pois, em importantes temas que têm a necessidade de sua influência, ela permanece em observação e realiza entradas leves em assuntos em regiões fora do continente asiático que apresentam grandes complicações, onde estão envolvidas importantes potências globais.

Surge o questionamento sobre se o sistema internacional está necessitando que a China seja um negociador, um mediador, em casos no Oriente Médio, bem como se ela não poderia ser o fator chave para solucionar desentendimentos entre as nações asiáticas. No entanto, é alta a probabilidade de que tais questões permaneçam em aberto pelos próximos anos.

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Imagem 1 Riyad Al Malki (esquerda) e Wang Yi (direita)” (Fonte – Radio China Internacional):

http://portuguese.cri.cn/1721/2017/04/13/1s230237.htm

Imagem 2 Lam Cheng Yuetngor junto do presidente Xi Jinping” (Fonte Xinhua News):

http://news.xinhuanet.com/english/2017-04/11/c_136200446.htm

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ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

[:pt]Wang Yingfan: É preciso mais esforços para a paz na Ásia[:]

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Quando nos deparamos com o noticiário no continente asiático, vemos que mais de 60% deles falam sobre o tema da segurança regional, mas, em boa parte, uma segurança hipotética, baseada em especulações sobre conflitos pontuais que envolvem atores comuns, principalmente a China e os Estados Unidos, tendo-se, assim, uma gigante panela de pressão no cenário internacional, aparentando que irá explodir a qualquer momento. As recentes mobilizações feitas por estadunidenses e aliados para exercícios militares simulados no continente aqueceu as discussões sobre a questão de segurança na região.

Todos os anos, militares norte-americanos e sul-coreanos realizam manobras na área da península coreana, fazem outras atividades com as forças de autodefesa japonesa e também, mais ao sul, no oceano Índico, com diversas forças aliadas. Tais ações sempre foram vistas de forma cautelosa pelas potências regionais, mas nunca ocorreu um movimento que ficasse fora do campo de especulações e de reclamações formais e verbais.

Hoje, as mesas de discussão ganham mais forças desde que chineses e russos passaram a realizar exercícios militares conjuntos e com o aumento da capacidade naval e aérea de Beijing, algo que muitos o viram como resposta ao THAAD (Sistema de Escudo Antimíssil norte-americano na Coreia do Sul), embora outros pensem no tema como uma possível ameaça, tendo em vista que os chineses tem disputas territoriais com países no sudeste asiático e poderiam usar o seu poderio para responder às Leis Internacionais que lhes negam a soberania sobre os mesmos.

Nesse início de ano (2017), os noticiários foram recheados de manchetes sobre testes de mísseis na Coreia do Norte, país que é usado como a grande justificativa para os avanços militares de japoneses, sul-coreanos e estadunidenses na região e, sem surpresas, bombardeiros B-1B da Força Aérea Norte-americana realizaram exercícios estratégicos na península coreana, além de aeronaves e submarinos que também executaram manobras na área, algo que desagrada muito a Coreia do Norte e não deixa Beijing tranquila.

Nesta semana, um antigo diplomata chinês, Wang Yingfan, em entrevista para imprensa da Coreia do Sul, afirmou que está faltando diálogo entre Seul, Beijing e Washington para evitar que em algum momento as divergências de opiniões possam mudar de rumo e se tornem um atrito real, refletido por ações militares. “A chuva já começou, mas são necessários esforços para evitar que a chuva fique mais pesada”, disse o ex-embaixador da China nas Nações Unidas, para a mídia da Coreia do Sul.

Para ele haverá algumas consequências com o THAAD e, aparentemente, já podemos ver algumas mudanças na área, basta observar o setor econômico. Neste momento as relações comerciais entre ambos países estão esfriando, incluindo no campo do turismo, ocorrendo proibição de pacotes turísticos para viajantes que desejam conhecer a Coreia do Sul e vice-versa.

A China é, hoje, uma das principais potências militares da região, junto com a Índia, quando se observam apenas seus recursos militares próprios, desconsiderando alianças, mas não seriam fortes o bastante para tentar qualquer ofensiva contra o Japão e Coreia do Sul, que somam aos seus repertórios uma efetiva parte do poderio estadunidense. Construindo um cenário sobre alguma possível ofensiva militar chinesa, isso se daria mais ao sul, sobre a ilha de Formosa (Taiwan), Filipinas e outros pequenos países que possuem atritos e divergências territoriais; para com a Coreia do Sul, a possibilidade é bem pequena, pois, historicamente, Seul e Beijing nunca foram nações inimigas e ainda compartilham de interesses comuns contra o Japão, o que deixa em aberto quem poderia ser o potencial perigo para a segurança regional e o que realmente daria um empurrão para uma nova guerra com múltiplos atores na Ásia. Seria a Coreia do Norte?

Em resposta a um repórter sul-coreano, sobre a alusão do Secretário de Estado norte-americano, Rex Tilerson, em relação aos avanços bélicos e nucleares de Pyongyang, Wang Yingfan entrou em desacordo. Alertou: “Uma opção militar, ou uma guerra, nunca deveria ser permitida … ela nos trará um enorme desastre”.

Declarou que com a Coreia do Norte a resolução tem que ser pacífica, mas não deu detalhes ou opções para a resolução do caso. O caso norte-coreano se torna uma incógnita quando se observa que nenhuma solução além de sansões econômicas são aplicadas. Chineses, russos, sul-coreanos, japoneses e estadunidenses não apresentam algum tipo de planejamento efetivo que se aproxime de um entendimento comum, seja no campo militar, seja no diplomático, resultando nas repetidas manobras militares agendadas, as quais continuam gerando especulações no passar dos últimos 15 anos.   

Tensões entre as principais potências mundiais e do continente asiático não trazem benefícios, apenas afetam negativamente a economia, uma vez que, ao se relacionarem apenas com europeus e com os Estados Unidos, as economias japonesa e coreana não se fortalecerão. A importância da China vem à tona e com ela a surge a necessidade de se criar novas políticas e renovar as atuais relações comerciais e diplomáticas. Wang e uma equipe chinesa estão em Seul para tentar apaziguar as relações comerciais e diplomáticas, pois uma estabilidade entre estas duas grandes potências será importante para a manutenção do ciclo econômico do mundo globalizado, onde não há como sobreviver de forma isolada ou com poucos parceiros.

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Imagem 1Bombardeiro B1B” (Fonte Banco livre de imagens Yonhap News):

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2017/03/22/0300000000ASP20170322002700883.HTML

Imagem 2Wang Yinfan” (Fonte Banco livre de imagens Yonhap News):

http://english.yonhapnews.co.kr/national/2017/03/22/56/0301000000AEN20170322011200315F.html

Imagem 3Área portuária de Seul, Coreia do Sul” (Fonte Banco livre de imagens Yonhap News):

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2017/03/22/0300000000ASP20170322003500883.HTML

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Impeachment da presidente Park Geun-hye[:]

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Neste momento, em Seul, são 09:30, de sexta-feira, dia 10 de março de 2017

Nesta sexta-feira, dia 10 de março, a população sul-coreana saberá o resultado do Processo do Impeachment da presidente Park Geun-hye. Afastada desde dezembro de 2016, por envolvimento em um escândalo de tráfico de influências, ligado a sua amiga de infância, Choi Soon-sil e grandes corporações do seu país, seu futuro como líder no Governo coreano é incerto e tem apelo popular por seu afastamento definitivo.

A juíza Lee Jung-mi será encarregada de dar o veredito final e anunciar a decisão da Corte sobre o Impeachment de Park Geun-hye. Caso seis ou mais de um total de oito juízes da Corte entenderem que ela violou a Constituição do país, seu impedimento será definitivo e o país terá novas eleições Presidenciais em 60 dias.

Caso mais de três juízes rejeitem o impeachment, Park poderá voltar ao cargo e dar continuidade ao seu mandato até o final, em fevereiro de 2018. Manifestações populares ganharam as ruas do país nesses últimos dias em favor do seu Impedimento e ela anunciou que, mesmo que fosse absolvida do Processo, renunciaria em abril deste ano (2017).

A Corte Constitucional tem 180 dias de prazo para analisar e decidir sobre pedidos de Impeachment. O anúncio do veredito nesta semana demonstra que os órgãos que comandam a nação estão preocupados em manter a tramitação política, sem que haja interferência ou paralisia em algumas áreas, por conta do Processo em curso. O país está passando por importantes passos no campo da segurança nacional, com a parceria com Washington na instalação de sistema antimíssil, em resposta a ameaça iminente da Coreia do Norte e seus testes de mísseis balísticos e nucleares. Além disso, há a preocupação com a manutenção da economia do país, buscando evitar que os casos de corrupção possam afetar os negócios sul-coreanos, bem como a sua indústria.

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Imagem 1 Juíza Lee Jungmi (esquerda) e Park Geunhye (direita)” (Fonte Reprodução Yonhap News):

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2017/03/08/0300000000ASP20170308003400883.HTML

Imagem 2Park GeunHye quer dobrar o prazo presidencial” (Fonte – Reprodução Katehon):

http://katehon.com/news/park-geun-hye-wants-double-presidential-term

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ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIAEURÁSIA

A questão atual da Coreia do Norte - além do receio da arma nuclear

O ano de 2017 iniciou trazendo dúvidas sobre o futuro das relações internacionais, após as eleições presidenciais realizadas pelo globo. Nesse sentido, há convergência entre os analistas e observadores internacionais de que a maior notícia em todo o planeta foi a Eleição nos Estados Unidos, com a vitória de Donald Trump. Enquanto o mundo desvia suas atenções para Trump, refletindo sobre os casos que o envolvem com os russos, sobre os temas polêmicos a respeito da imigração, entre outros, Kim Jong-un – Presidente da Coreia do Norte – também se tornou notícia permanente, mas sem destaque nas manchetes, exceto quando se tratou da questão da Segurança Internacional.

A Coreia do Norte sempre foi um tema com maior repercussão na Ásia e nos Estados Unidos devido à posição geográfica estratégica do país e pelo envolvimento direto estadunidense em apoio aos inimigos declarados de Pyongyang*. Mas, até no continente asiático, o líder supremo norte-coreano veio sendo ofuscado pela incerteza do futuro das relações nipônicas, das relações sul-coreanas e das relações de outras nações da região com Washington, sendo mais ofuscado ainda pela repercussão que vem tendo o Impeachment da presidente sul-coreana Park Geun-hye.

Durante o tempo em que estadunidenses, russos e sul-coreanos eram as pautas mais importantes, Kim Jong-un foi notícia especialmente em relatórios de Direitos Humanos na Organização das Nações Unidas e, na própria Coreia do Norte, sobre os temas relevantes ao seu Governo, ressaltando-se que a agência de notícias oficial do país, a KCNA, tem a agenda presidencial como principal base de suas pautas. Como ilustração, a Agência relata o líder supremo visitando internatos, obras de infraestrutura, fábricas de processamento de soja e temas ligados a relações externas, como, por exemplo, quando Kim Jong-un felicitou formalmente Mohamed Abdullahi como Presidente da República Federal da Somália.

O país tem suas riquezas e, curiosamente, a falta de modernidade em seu território o leva a preservar uma grande parcela da tradicional cultura coreana, desde a arquitetura até outros traços culturais típicos de seus costumes que, hoje, perdem espaço na região sul da península, devido a modernização dos centros urbanos. Existem centros literários na Coreia do Norte e fora dela mantendo artigos escritos antes de os residentes da península criarem o atual alfabeto de língua coreana, e preservando materiais que ainda usavam caracteres chineses como escrita principal. Além disso, estão sendo criados centros de estudos fora do país, como na Rússia, e outros espaços para a preservação e divulgação de sua cultura pelo mundo.

Como os especialistas ressaltam, certamente, se as fronteiras do país fossem abertas e um estudo detalhado fosse realizado de forma livre, a ONU iria tombar muitas áreas como patrimônio cultural e histórico da humanidade na região norte da península e, assim, a violação dos Direitos Humanos não seria a única preocupação na Coreia do Norte. O país tem um grande potencial humano em arte e esportes e tem feito um significativo investimento em modalidades desportivas, realizando eventos constantes de diferentes esportes e sempre mantendo participações positivas em eventos internacionais pela Ásia e até em grandes acontecimentos globais, como na Olimpíada, a exemplo da Rio 2016, quando os norte-coreanos ficaram na 34ª posição, à frente de muitos países mais desenvolvidos.

Vale ressaltar que a Coreia do Norte, considerada o Estado mais isolado do mundo, tem suas potencialidades em atividades artísticas, esportivas e para o turismo, mas o grande questionamento da sociedade internacional é sobre o motivo de ela investir recursos que o mundo não tem certeza de suas origens para suas Forças Armadas e ter realizado pouco aporte para a base de sua sobrevivência alimentar, cultural e infraestrutura, carecendo, por isso, da participação das instalações industriais de origem sul-coreana para manter uma margem maior de pessoas empregadas no país. Em muitos momentos, a impressão gerada é de que os seus governantes priorizam ser manchete dos noticiários internacionais através de fatos considerados negativos pelos meios de comunicação, mas estes podem refletir de diretamente na reputação do povo coreano.
Conforme foi divulgado, a União Europeia listou a Coreia do Norte como um dos destinos mundiais para lavagem de dinheiro e, nesta semana, o país realizou mais um teste de míssil balístico, algo que lhe colocou como principal assunto em alguns lugares. O teste do Pukguksong-2 teve sucesso, sendo aclamado como grande vitória e avanço em Pyongyang*, mas desagradou a comunidade internacional.

Todas as parte devem exercitar a contenção e manter conjuntamente a paz e a segurança na região”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang. Chineses e russos mostraram-se preocupados, porém eles foram alvos de cobranças e crítica por parte do Japão, que pede aos principais aliados de Kim Jong-un atitudes consideradas pelos japoneses como mais produtivas.

Enquanto Kim visitava algumas regiões do seu país, seus engenheiros mantinham seus programas de mísseis a todo vapor, tanto que, poucos dias antes do atual ensaio, alguns mísseis de alcance intermediário (IRBM) haviam sido testados, mas sem a grande repercussão que teve o Pukguksong-2. O foco nas eleições americanas e os noticiários sobre escândalos em Seul** deixou a face norte da península mais tranquila para os preparativos de seus testes, uma vez que ficou longe da pressão costumeira, que é sempre aumentada com mais sanções, as quais o país vem constantemente sofrendo ao longo dos anos, mas nada, até hoje, impediu suas ações.
Segundo um grupo expressivo de analistas, falar da Coreia do Norte é falar de risco nuclear, mas também é falar de um país asiático com potenciais não explorados. Por isso, evitar focar apenas em temas de segurança traz a possibilidade de que o país não seja um caso perdido para a comunidade internacional, pois, por mais que os norte-coreanos tenham de receber ajuda humanitária para manterem sua sociedade e em poucos momentos sejam abertas portas para confraternização entre os coreanos do Sul e do Norte, há espaço para a aproximação e convergência, logo inserção na comunidade internacional. No entanto, ressaltam os observadores internacionais, tais esforços positivos regridem a cada teste bélico executado.

O ano de 2017 está começando com novos líderes mundiais no comando de importantes nações com poderio econômico e militar. Conforme vem sendo destacado, muitos deles estão adotando diálogos firmes e duros quando o assunto é o Estado norte-coreano, bem como sobre qual será o futuro na península coreana, além de refletirem sobre um possível reinício da Guerra da Coreia, ou sobre o fim da cúpula política que exerce o poder na região norte-coreana. Tais questões e reflexões poderão nortear o comportamento desses líderes, bem como as relações desses Estados com a Coreia do Norte.

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* Capital da Coreia do Norte, sede do Governo

** Capital da Coreia do Sul, sede do Governo

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Imagem 1 Kim Jongun em escola primária em Pyongyang” (Fonte Divulgação KCNA***):

http://www.kcna.kp/kcna.user.special.getArticlePage.kcmsf

Imagem 2 Sala usada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas no Palácio das Nações, em Genebra, Suíça” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_de_Direitos_Humanos_das_Nações_Unidas#/media/File:UN_Geneva_Human_Rights_and_Alliance_of_Civilizations_Room.jpg

Imagem 3 Kim Jongun visitando obras de estrutura urbana na capital norte coreana” (Fonte Divulgação KCNA***):

http://www.kcna.kp/kcna.user.special.getArticlePage.kcmsf

Imagem 4 Kim Jongum com soldados” (Fonte Divulgação KCNA***):

http://www.kcna.kp/kcna.user.special.getArticlePage.kcmsf

 Imagem 5 Míssil de médio alcance nortecoreano” (Fonte Divulgação Yonhap News):

http://spanish.yonhapnews.co.kr/northkorea/2017/02/13/0500000000ASP20170213000200883.HTML

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*** Todas as imagens da Agência de Notícias Norte-Coreana (KCNA, sigla em inglês) são de livre divulgação

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Uma só China cada vez mais próxima[:]

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Taiwan se vê cada vez menos distante de Beijing e cada vez mais isolada no campo diplomático internacional. Recentemente, São Tomé e Príncipe rompeu suas relações diplomáticas com os taiwaneses e aderiu a política “Uma só China”, após uma rodada de negociações de cooperações comerciais entre as duas nações. Nos últimos anos, o poder econômico chinês vem atraindo cada vez mais nações para não reconhecerem a República da China (Taiwan/Formosa) como uma nação independente da República Popular da China.

O país lusófono, como muitos outros, aposta no fortalecimento de suas relações comerciais com os chineses continentais e, em grande parte dos negócios comerciais, Beijing põe como cláusula dos contratos comerciais e diplomáticos o reconhecimento apenas da China Continental, bem como a necessidade de se cortar laços comerciais com Taipei. A pequena ilha de Formosa é um importante polo da indústria tecnológica mundial e sua potencialidade econômica em certos setores é um dos fatores que não deixam os chineses aceitarem que a ilha se torne uma nação soberana.

O que pode preocupar bastante os líderes taiwaneses são as perdas no campo diplomático, já que, agora, menos de 20 países membros da Organização das Nações Unidas mantém relações diplomáticas oficiais com Taiwan. Não apenas isso, mas até seu relacionamento com antigos aliados vem esfriando, como é o caso dos Estados Unidos.

Após falar com a Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, por telefone, o Presidente eleito dos EUA, Donald Trump foi criticado pelo Governo chinês.   “Transmitimos um protesto solene à parte americana correspondente. É preciso insistir no fato de que só existe uma China e que Taiwan é parte inalienável do território chinês”, conforme um comunicado o ministério chinês das Relações Exteriores.

Washington mantém bons laços comerciais com Taipei, comércio tecnológico e de equipamentos militares são a base do comércio, mesmo sem o reconhecimento formal dos estadunidenses da soberania taiwanesa perante à China. Reclamações de Beijing sempre foram e continuam constantes quando o assunto são as relações EUA-Taiwan, mas a maior potência do globo não depende da economia chinesa, dessa forma a influência do Governo comunista implica menos nas suas relações com a ilha.

Embora mantenha fortes relações comerciais com as principais potências mundiais, no campo diplomático a história é bem diferente e o grande receio taiwanês é se tornar como Hong Kong, Macau e o Tibet, ou seja, na sua perspectiva, ser anexado ao território da República Popular da China.

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ImagemLocalização da República da China Taiwan/Formosa”    (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Taiwan#/media/File:Locator_map_of_the_ROC_Taiwan.svg

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AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]2017 poderá ser o ano do reinício e reformulação das relações exteriores estadunidenses[:]

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Depois de uma campanha eleitoral marcada por polêmicas, o Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, se tornou uma grande incógnita no futuro das relações internacionais. Temas polêmicos internos no seu país e assuntos internacionais envolvendo o grau de relacionamento de Washington com importantes autoridades e personalidades no cenário mundial foram grandes destaques para mostrar as incertezas no futuro das relações externas norte-americanas com o mundo. Todavia, isso parece estar mudando nas últimas semanas.

Desde que venceu as eleições, Trump adotou um tom mais amigável para manter as relações com aliados de seu país e, aparentemente, melhorar o relacionamento com outras nações com as quais possui contatos mais tensos e/ou instáveis. São os casos da China e da Rússia, onde as páginas dos noticiários locais aparentam estar mudando, saindo de assuntos envolvendo atritos para temas otimistas, e construindo a imagem de que haverá boas relações com a Casa Branca.

Na primeira quinzena deste mês de dezembro, o presidente Xi Jinping havia se encontrado com o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, e eles fizeram uma análise positiva no futuro de suas relações. “Aqui na China estamos observando a situação muito de perto e agora estamos em uma transição”, havia dito o Presidente chinês à Kissinger, durante seu encontro na cidade de Beijing.

O fato de a análise não ser negativa vai ao ponto onde a concorrente de Trump na corrida eleitoral era mais questionada: os assuntos de Segurança. Durante toda a campanha eleitoral do republicano, a China era um dos seus principais temas e alvo de ataques verbais, porém, na maioria de seus discursos, o tema envolvia a economia e não as questões de Segurança na Ásia.

Empresas asiáticas estão cada vez mais presentes no mercado dos Estados Unidos, mas não quer dizer que seus produtos sejam fabricados em solo americano, mas, sim, na China, indiferente da empresa ser ou não chinesa. Dessa forma, Trump sempre acusou os chineses por “retirarem” os postos de trabalho dos estadunidenses e por levarem as empresas americanas a migrarem suas unidades de produção para os países asiáticos.

Hillary Clinton sempre foi criticada pela imprensa chinesa e, durante a campanha eleitoral nos EUA, Trump chegou a ser esquecido em certos momentos, pois, para os locais, a candidata democrata ainda é vista como uma das responsáveis pelo aumento das tensões diplomáticas chinesas com seus vizinhos e também com Washington. Kissinger entende que a China deverá ser a prioridade da Casa Branca para promover a manutenção da paz na Ásia e resolver, por definitivo, temas comuns, como é o caso da Coreia do Norte.

Trump passou de uma grande incerteza para se configurar como um novo caminho na China, mas também é questionado em seu país por temas envolvendo a Rússia e o presidente Vladimir Putin.  Acusações de ataques cibernéticos russos, havendo acusações de ajuda direta russa para ele vencer as eleições, dentre outras que foram feitas, ganham as notícias pelo mundo, tanto quanto os problemas envolvendo a escolha da sua equipe, que tem recebido atenção pelos nomes informados, como é o caso de Rex W. Tillerson, escolhido como novo Secretário de Estado.

Tillerson é o diretor da Exxon Mobil, e foi ele quem liderou a entrada da gigante petrolífera na Rússia, deixando muitas pessoas inquietas, pois esse seria um sinal de que, a partir do próximo ano (2017), as relações Washington-Moscou terão um reinício, provavelmente com menos tensão. O raciocínio empresarial do futuro mandatário pode ser que resolva as questões dos problemas de desemprego no país e abra novos mercados em nações menos tradicionais da diplomacia estadunidense.

Trump já demonstra que seu objetivo será conquistar novos mercados para aquecer a dos EUA, usando uma visão de negócios e ofuscando discursos de segurança nacional e segurança global, algo que vem deixando alguns líderes mundiais preocupados, mas, no entanto, vem fazendo com que outros fiquem mais otimistas pela possibilidade de que Washington possa via a se envolver menos em assuntos regionais que não envolvam diretamente os EUA. Esse pode ser o passo de uma transição do planejamento que compreende poder militar e econômico para o que visa a recuperação e o desenvolvimento de novos mercados e de mais consumidores no mundo.

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ImagemDonald Trump” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump#/media/File:Donald_Trump_at_Aston,_PA_September_14th_(Cropped)_2.jpg

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