ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

[:pt]Economia chinesa em alta[:]

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A economia chinesa volta a apresentar sinais positivos em alguns setores, sendo que tais notícias podem animar a economia mundial. Com a recessão econômica, muitos já criavam cenários da economia global sem depender da China, mas, com a atual dinâmica globalizada da economia, e com mercados cada vez mais dependentes uns dos outros, não há como descartar um ou outro ator que compõe o quadro econômico global.

Economia chinesa aparenta ter estabilizado. Recentemente, a sua indústria apresentou um aumento que superou o esperado por economistas tanto do país, como ao redor do globo. No mês de outubro passado, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, sigla em inglês) foi de 51,2 pontos, frente aos 50,1 apresentado no mês de setembro. No geral, a economia chinesa apresentou uma alta de 6,7% no terceiro trimestre deste ano (2016), graças ao investimento e comprometimento do Governo com a sua economia interna, sem, no entanto, perder o foco no comércio internacional.

Podemos notar tal comprometimento com a expansão do setor de serviços no país e a demanda de novas encomendas, estimulando o comércio interno e refletindo no setor exportador. “A maioria dos índices mostra melhoria moderada ante as leituras em setembro, com exceção do índice para preço cobrado, que caiu levemente em comparação com o mês anterior”, disse Zhong Zhengsheng, diretor de análise macroeconômica do Grupo de CEBM (China).

Assim como a de outros países, a economia chinesa vai se estabilizando e voltando a crescer gradativamente, deixando os investidores mais esperançosos de que esta e as demais economias globais voltem a ganhar força para melhorar o desenvolvimento comercial em nível mundial.

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Imagem (FonteIlustração: Fabricio Bomjardim / CEIRI):

Roytes Free para o CEIRI.

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AMÉRICA LATINAÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Aomei Fine Arts no Rio de Janeiro[:]

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China, Japão e Coreia do Sul são temas de exposição de arte no Rio de Janeiro. Obras destes países asiáticos foram somadas a de artistas irlandeses e brasileiros no Museu Histórico Nacional na capital fluminense, agregando a amostra Aomei Fine Arts 2016.

O tema da exposição “A Arte Faz a Olimpíada Ainda Mais Bela”, traz obras que contam a história de esportes nos cinco países, além de outros retratos culturais e ficará aberta ao público até o dia 31 de outubro. Esta é mais uma atividade fruto da celebração do “Ano de Intercâmbio China-América Latina e Caribe”, existente desde julho de 2014, com o apoio do presidente chinês Xi Jinping.

Embora o evento conte com mais de 100 obras de artistas chineses, japoneses, brasileiros, sul-coreanos e irlandeses, a atenção ficou mais voltada para o lado chinês, contando com a presença do embaixador da China no Brasil, Shi Zequn, e do diretor do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Conselho de Estado Chinês, Yu Bin, na abertura da exposição. Desde 1974, o Brasil assumiu relações diplomáticas com a República Popular da China e essa relação ganhou mais força nos anos 2000, com significativos avanços comerciais e de cooperação em múltiplas áreas de interesse comum.

Em grandes ou pequenos eventos que envolvem brasileiros e povos asiáticos, principalmente chineses, sempre há a representatividade de uma autoridade com um grau de importância governamental da China, demostrando a importância que o Brasil tem para a chancelaria do gigante asiático, bem como que o país está bem à frente em ações diplomáticas de outras potências asiáticas, como o Japão, que tem relações centenárias com o Brasil, o qual é o país com maior contingente de japoneses fora do Japão e da Coreia do Sul, mas cujas relações tem crescido lentamente.

A estratégia chinesa é bem clara: manter vivos e fortes quaisquer relacionamentos com nações, sem considerar sua importância estratégica para obter apoio em futuros e presentes temas globais, em que Beijing necessitará de aliados. Com isso, manterá vivo o que os chineses sempre objetivaram: uma forte influência na comunidade internacional.

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Imagem (Fonte Museus.gov.br):

http://boletim.museus.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/MHN_Aomei-Fine-Arts-2016.jpg

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ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALECONOMIA INTERNACIONALFÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICAS

[:pt]Fórum entre chineses e lusófonos em busca de parcerias privadas[:]

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Os chineses sediarão mais uma conferência para Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os países de Língua Portuguesa, e o foco neste ano (2016) será o aprofundamento das relações privadas para fomentar suas economias.  O Fórum de Macau acontecerá nos dias 11 e 12 de outubro e o principal objetivo será reaquecer o comércio dos países envolvidos no evento, que apresentou queda com a crise econômica global.

A secretária-geral do Fórum, Xu Yingzhen, aposta que a iniciativa privada pode mudar o atual quadro comercial entre chineses e lusófonos, ao aproveitar os incentivos oferecidos pelo Governo chinês para empresas privadas investirem em sem eu território, bem como na África e no Brasil. Atualmente, existem 400 empresas chinesas que investem nesses locais com aportes milionários que ainda não foram totalmente usados.

O Fórum quer que a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa se desenvolva de uma forma mais sustentável e, para isso, é preciso haver maior participação do sector privado”, declarou Xu Yingzhen para a imprensa.

Macau se transformou na principal plataforma comercial entre o gigante asiático e os países de língua portuguesa no ano de 2003. Anualmente são realizados eventos e conferências entre autoridades dos países envolvidos para definir novas metas e objetivos que reflitam no orçamento da China, o qual é utilizado como incentivo aos interessados no desenvolvimento comercial e econômico. Os maiores beneficiados dessa cooperação foram: Timor-Leste, Moçambique, Angola e Guiné-Bissau. Espera-se que mais nações se beneficiem e que haja mais rotatividade com o envolvimento do setor privado.

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ImagemXu Yingzhen, Secretária do Fórum de Macau” (FonteReprodução Macau Hub):

http://www.macauhub.com.mo/pt/2016/10/06/forum-de-macau-defende-parcerias-privadas-para-reforcar-relacoes-da-china-com-paises-de-lingua-portuguesa/

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AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]EUA suspeitam que China esteja violando as sanções à Coreia do Norte[:]

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Desde que iniciou seu Programa Nuclear, na década de 1990, a Coreia do Norte sofre sanções comerciais impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (CS-ONU), porém ela recebe ajuda de aliados, como a China, que comercializam recursos necessários à sobrevivência do povo coreano. Atualmente, os Estados Unidos abriram uma investigação para saber se a China está indo além do básico e se está violando as sansões impostas aos norte-coreanos.

Ajuda humanitária e comércio de alimentos não foram totalmente cortados nas sanções impostas a Pyongyang. A Coreia do Sul, tida como principal inimiga do Governo da família Kim, sempre enviou recursos para alimentar famílias norte-coreanas, muito pelo fato de haver laços entre elas e as da Coreia do Sul, já que parentes foram separados no século XX, quando a Península foi dividia em duas Coreias.

No caso chinês, empresas locais de exportação e pessoas físicas estão sendo acusadas de violar as punições impostas à Coreia do Norte. O coordenador de sanções políticas do Departamento de Estado dos EUA declarou à imprensa que os norte-americanos estão dispostos a punir quaisquer empresas chinesas que ajam contra as sanções imputadas pela ONU, além disso, que visam ampliá-las para atordoar os avanços militares norte-coreanos.

China e Estados Unidos sempre discutiram sobre sanções unilaterais e em conjunto com o Conselho de Segurança, e nem sempre concordam com a amplitude de novas punições e ou com o aumento do isolamento de Pyongyang, pois, para a China, ser mais rígida nas sanções poderá ser prejudicial a sua economia, já que a principal fonte de exportação do país vizinho é o Carvão, e o principal destino deste é a indústria chinesa.

Observadores apontam que, tendo em vista que existem empresas sul-coreanas e chinesas que mantém negócios em solo norte-coreano, as investigações dos estadunidenses precisam ser bem precisas para realizarem acusações contra as tradings chinesas, sem que isso também abra suspeita sobre as demais empresas que atuam na Coreia do Norte.

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Imagem (FonteNHK):

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201609291815_pt_03/

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AMÉRICA DO NORTEÁSIADEFESAEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Grandes potências realizam manobras militares na Ásia[:]

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Terça-feira, 13 de setembro, pode se tornar uma data histórica no continente asiático, por ser o momento em que se iniciou a ação mais agressiva da tentativa de impedir os avanços militares da Coreia do Norte. Chineses e russos instauraram manobras conjuntas na região e bombardeiros dos Estados Unidos atuaram no espaço aéreo da Coreia do Sul.

A inédita manobra sino-russa visa aprofundar e ampliar as cooperações entre Moscou e Beijing, tal qual afirmou o Diretor-Geral chinês e Vice-Comandante da Marinha chinesa, Wang Hai. Os exercícios serão um completo simulado de guerra e patrulhamento para aumentar a segurança regional e, conforme o Vice-Comandante da Marinha russa, Alexander Fedotenkov, todas as manobras serão em estilo competitivo, para acelerar o desenvolvimento de cada unidade, seja russa, seja chinesa.

Conforme dito, simultaneamente, aviões supersônicos e bombardeiros norte-americanos sobrevoaram todo o espaço aéreo da Coreia do Sul. Cada um foi escoltado por caças estadunidenses que decolaram da Base Aérea Andersen, em Guam, no Pacífico, rumo à Península Coreana. Segundo informou o general Vicente Brooks, Comandante das Forças Americanas na Coreia do Sul, “A demonstração de hoje é apenas um exemplo de toda a série de capacidades militares desta sólida aliança, que busca proporcionar e reforçar a dissuasão”.

Exercícios militares conjuntos entre Washington e Seul não são novidades na região, assim como as declarações de reforço ao sistema de defesa do Japão. A cada movimento de Pyongyang essas três potências se mobilizam e permanecem em estado de alerta. Chineses e Russos, no entanto, fazem manobras inéditas e, embora elas tenham sido anunciadas faz algumas semanas, tem ocorrido muitos comentários sobre essa ação conjunta, tanto negativos como positivos.

Na data do anúncio das manobras militares pelo Governo chinês, a apreciação sobre o risco que as manobras causariam se baseava na avaliação do sistema de defesa antimísseis THAAD* usado na Coreia do Sul, uma vez que se considerava que esses exercícios eram uma afronta direta ao sistema, mas a situação foi amenizada após o encontro dos líderes chineses e sul-coreanos na Reunião de Cúpula do G20. O que torna interessante o dia 13 de setembro é que russos, chineses, sul-coreanos e norte-americanos escolheram a mesma data para sua agenda militar, logo após um teste nuclear da Coreia do Norte.

Muito será discutido entre os especialistas em segurança no continente asiático, pois, com o teste norte-coreano, fica patente que essas manobras são uma demonstração de força contra os líderes da Coréia do Norte. Entretanto, ainda ficam as interrogações sobre as reações de cada um dos grupos envolvidos acerca das mobilizações militares na região, bem como a que realmente poderá levar. Além disso, se será um passo para por fim na corrida nuclear norte-coreana. Fica ainda a dúvida se o caso coreano do norte foi apenas a justificativa para mais uma demonstração de força entre as principais potências do mundo naquela área da Ásia.

Tais dúvidas poderão ser esclarecidas brevemente, após as mobilizações de Pyongyang e dos aliados que são contra as atitudes confrontadoras da Coreia do Norte ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), que, mesmo sofrendo sansões econômicas por mais de 10 anos, ainda se mantêm confiante no desenvolvimento do armamento nuclear.

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* O terminal THAAD é um sistema de defesa antimísseis transportável com facilidade. Ele tem a função de proteger contra ameaças de entrada hostis, atuando para combater mísseis balísticos táticos, em teatros com intervalos de 200 km e com altitudes de até 150 km. Conforme apontam especialistas, ele fornece um ‘escudo de defesa em camadas’ para proteger locais estratégicos ou táticos de alto valor, como aeroportos ou centros populacionais. Vide:

http://www.army-technology.com/projects/thaad/

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ImagemUm interceptor THAAD sendo disparado durante um exercício em 2013 tradução livre” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Terminal_High_Altitude_Area_Defense

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ECONOMIA INTERNACIONALFÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICASSociedade Internacional

[:pt]China sedia a Cúpula do G20[:]

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Durante os dias de ontem e hoje, 4 e 5 de setembro de 2016, a China recebe a Reunião de Cúpula do G20, grupo dos vinte países mais ricos do mundo, um encontro que tem diversos temas importantes em discussão, como o meio ambiente e a economia mundial, e tem a peculiaridade da primeira visita do atual Presidente do Brasil, Michel Temer. O impeachment da Presidente afastada, Dilma Rousseff, ganhou as manchetes no mundo e esse assunto está sendo tratado nas reuniões do grupo e nos diálogos bilaterais.

Sediar o encontro do G20 é importante para os chineses. Segundo a diretora do Instituto de Economia Internacional da Academia de Estudos Internacionais de Shanghai, Zhang Haibing, esse é um momento para mostrar ao mundo a importância que o país ganhou no cenário internacional.

Beijing se preocupa bastante em como os demais países olham para si, por isso, manter uma boa imagem é muito importante para o Governo chinês e quando o país é elogiado por ações positivas o noticiário local dissemina intensamente a informação. Atualmente, os Estados Unidos elogiaram a cooperação existente entre chineses e norte-americanos, o que vem ganhando destaque nos principais canais midiáticos do país asiático, destacando-se que este é um dos Acordos de Cooperação China-EUA que não são abalados, mesmo quando há divergência de interesses entre os dois Estados.

O evento receberá a última visita de Barack Obama como Presidente dos EUA, ele que sempre saudou a ascensão pacífica do gigante asiático. Além disso, entrará para a história com a primeira viagem oficial do atual Presidente do Brasil, Michel Temer, que assumiu a Presidência após o afastamento definitivo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Ao longo destes dois dias, Shanghai é o centro das atenções de empresários, governantes e outros interessados na economia e no desenvolvimento mundial. Muito se espera do encontro e, para os chineses, será mais uma oportunidade de apresentar seu grande potencial para o mundo.

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ImagemLíderes políticos do G20, durante a Cúpula anual do Grupo no ano de 2016” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Cumbre_del_G-20_de_Hangzhou

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