AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]2017 poderá ser o ano do reinício e reformulação das relações exteriores estadunidenses[:]

[:pt] Depois de uma campanha eleitoral marcada por polêmicas, o Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, se tornou uma grande incógnita no futuro das relações internacionais. Temas polêmicos internos no seu país e assuntos…

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Impeachment da presidente Park Geun-hye na Coreia do Sul[:]

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A Coreia do Sul passa por um período turbulento. O país vive um escândalo de corrupção envolvendo a atual Presidente, Park Geun-hye. O caso não vem nos melhores momentos da história do país, que, além de se preocupar com problemas internos, tem de se concentrar nas questões de segurança, nos problemas das relações internacionais incertas, gerados com a transição de poder nos Estados Unidos, bem como se preocupar com seus vizinhos norte-coreanos, além da China.

Nesta semana, será realizada uma votação para iniciar o Processo de Impeachment (Impedimento) da Presidente do país, sendo que, dos 300 parlamentares, serão necessários 200 votos para ser dado início a ele. A presidente Park é acusada de ser aliada a figuras importantes do país, ligadas a casos extremos de corrupção, desvios de verba, entre outros, além de estar incluído um incidente envolvendo a embarcação Ferry Sewol.

O caso do Ferry Sewol foi um naufrágio que ocorreu em 2014, resultando em mais de 300 vítimas, em sua maioria estudantes locais. Na época, a culpa do incidente foi basicamente atrelada à tripulação e às falhas de fiscalização, antes de a embarcação zarpar. Opositores da Mandatária incluíram o caso no Processo, dando a entender que as prioridades políticas de Park não atendiam à segurança do povo, algo pelo qual se pode entender que o seu Governo, no geral, não estava fiscalizando corretamente os órgãos competentes que fazem a manutenção da segurança e preservam os direitos civis, focando sua política nos assuntos como a Defesa Nacional, especialmente o perigo de Pyongyang, e questões similares.

Parlamentares e outros funcionários do Governo já cogitaram demissões em massa. Caso ela não receba o Impeachment e permaneça como Presidente, a Coreia do Sul ficará com dificuldades na condução do Governo, pois o número de opositores vem aumentando.

O momento não poderia ser pior, pois as incertezas do futuro governo de Donald Trump nos Estados Unidos, o principal aliado sul-coreano, deixa a Coreia do Sul em alerta e vulnerável. A manutenção dos militares estadunidenses no continente asiático é muito custosa para Washington, algo que deverá ser reavaliado, além de ocorrer a provável saída dos estadunidenses do Tratado Transpacífico (TPP), forçando Seul a gastar mais energias no planejamento de novas estratégias para assegurarem a estabilidade econômica e preservá-la de ataques do lado norte-coreano.  

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ImagemPark Geunhye” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Park_Geun-hye#/media/File:Park_Geun-hye_(8724400493)_(cropped).jpg

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AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Tour de Xi Jinping pela América do Sul em reforço às relações entre a China e a América Latina[:]

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Entre os dias 17 e 23 de novembro, o presidente chinês Xi Jinping visitou países da América do Sul, iniciando pela Colômbia, passando pelo Chile e encerrando sua agenda no Peru. A relação entre chineses e países das Américas vem crescendo bastante desde o início dos anos 2000, como foi o caso do Brasil, em 2001, e, desde então tornou a região importante para a economia chinesa, bem como aumentou a importância da China para economia dos países latino-americanos, cujas relações têm potencial de crescimento em médio e longo prazos.

Não à toa que os Estados da região ganham importância para a economia chinesa, pois, desde 2014, o país se tornou o segundo maior parceiro comercial da America Latina, atrás apenas dos Estados Unidos e, por conta disso, a área recebeu notoriedade para os investimentos chineses. Atualmente, uma das ideias está no investimento em infraestrutura na região para aumentar as exportações latino-americanas para o mercado interno da China, o qual tem mais de 1 bilhão de consumidores, algo que pode atrair quaisquer investidores estrangeiros, de acordo com seus seguimentos de comércio.

No Peru, o Presidente chinês declarou: “A China e a América Latina já estão no novo ponto de partida da história. Vamos construir bem o grande navio de destino comum para orientar as relações amistosas bilaterais a um novo trajeto. Para isso, dou as seguintes sugestões: primeira, erguer em alta a bandeira de desenvolvimento pacífico, fazendo com que o navio viaje com estabilidade e à longa distância; segunda, impulsionar o acoplamento das estratégias de desenvolvimento, fazendo com que o navio navegue de vento em popa; terceira, acelerar as cooperações para que o navio carregue plenamente a prosperidade; quarta, compartilhar os frutos das cooperações, para que o navio beneficie os povos chinês e latino-americano”.

Confiante nos dados estatísticos e nas autoridades chinesas responsáveis pelo planejamento econômico do país, ele ainda afirmou: “Nos próximos cinco anos, o valor das importações da China atingirá os US$ oito trilhões, o país utilizará US$ 600 bilhões de capitais estrangeiros e investirá US$750 bilhões no exterior, e terá 700 milhões de turistas chineses ao estrangeiro. Tudo isso oferecerá mercados mais amplos, capitais mais suficientes, produtos mais ricos e oportunidades mais preciosas para os países latino-americanos e outros países em desenvolvimento do mundo. Sejam bem-vindos a pegar a carona do desenvolvimento da China e vamos realizar o desenvolvimento comum”.

O momento econômico de muitos países do continente americano é negativo e as incertezas no mercado global com a mudança de líderes de importantes nações podem favorecer o fortalecimento da presença chinesa na região. O Chile é um potencial porto de entrada de produtos chineses na região e, hoje, a relação China-Chile ultrapassa os 30 bilhões de dólares anuais, com grande potencial para aumentar estas cifras.

A visita do líder chinês aos países sul-americanos rendeu dezenas de acordos bilaterais, chegando alguns analistas a cogitar que o Brasil estaria deixando o posto de grande parceiro de Beijing, decorrente das incertezas geradas por problemas políticos e econômicos, bem como decorrentes das possíveis mudanças na linha de preferência dos atuais líderes em Brasília.

Conforme apontam especialistas, a China não pode ser ignorada no atual cenário econômico internacional. Seus pequenos resultados positivos resultam em confiança em investidores no mundo todo e cada passo dado pelas autoridades chinesas fora de seu país é muito bem planejada em médio prazo. No momento, apenas se pode esperar a virada de ano e os governos fecharem seus balanços, apresentando os resultados econômicos anuais que, geralmente, fecham no mês de março, assim será possível ter bases estatísticas para poder calcular, com maior grau de confiança, uma possível carona no desenvolvimento da China e poder abraçar as palavras do presidente Xi Jinping.

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ImagemChinese President Xi Jinping (C) attends the 24th APEC Economic Leaders Meeting in Lima, Peru, Nov. 20, 2016” (Fonte Reprodução Xinhua/Ju Peng):

http://news.xinhuanet.com/english/2016-11/24/c_135853704_2.htm

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ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

[:pt]Economia chinesa em alta[:]

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A economia chinesa volta a apresentar sinais positivos em alguns setores, sendo que tais notícias podem animar a economia mundial. Com a recessão econômica, muitos já criavam cenários da economia global sem depender da China, mas, com a atual dinâmica globalizada da economia, e com mercados cada vez mais dependentes uns dos outros, não há como descartar um ou outro ator que compõe o quadro econômico global.

Economia chinesa aparenta ter estabilizado. Recentemente, a sua indústria apresentou um aumento que superou o esperado por economistas tanto do país, como ao redor do globo. No mês de outubro passado, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, sigla em inglês) foi de 51,2 pontos, frente aos 50,1 apresentado no mês de setembro. No geral, a economia chinesa apresentou uma alta de 6,7% no terceiro trimestre deste ano (2016), graças ao investimento e comprometimento do Governo com a sua economia interna, sem, no entanto, perder o foco no comércio internacional.

Podemos notar tal comprometimento com a expansão do setor de serviços no país e a demanda de novas encomendas, estimulando o comércio interno e refletindo no setor exportador. “A maioria dos índices mostra melhoria moderada ante as leituras em setembro, com exceção do índice para preço cobrado, que caiu levemente em comparação com o mês anterior”, disse Zhong Zhengsheng, diretor de análise macroeconômica do Grupo de CEBM (China).

Assim como a de outros países, a economia chinesa vai se estabilizando e voltando a crescer gradativamente, deixando os investidores mais esperançosos de que esta e as demais economias globais voltem a ganhar força para melhorar o desenvolvimento comercial em nível mundial.

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Imagem (FonteIlustração: Fabricio Bomjardim / CEIRI):

Roytes Free para o CEIRI.

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AMÉRICA LATINAÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Aomei Fine Arts no Rio de Janeiro[:]

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China, Japão e Coreia do Sul são temas de exposição de arte no Rio de Janeiro. Obras destes países asiáticos foram somadas a de artistas irlandeses e brasileiros no Museu Histórico Nacional na capital fluminense, agregando a amostra Aomei Fine Arts 2016.

O tema da exposição “A Arte Faz a Olimpíada Ainda Mais Bela”, traz obras que contam a história de esportes nos cinco países, além de outros retratos culturais e ficará aberta ao público até o dia 31 de outubro. Esta é mais uma atividade fruto da celebração do “Ano de Intercâmbio China-América Latina e Caribe”, existente desde julho de 2014, com o apoio do presidente chinês Xi Jinping.

Embora o evento conte com mais de 100 obras de artistas chineses, japoneses, brasileiros, sul-coreanos e irlandeses, a atenção ficou mais voltada para o lado chinês, contando com a presença do embaixador da China no Brasil, Shi Zequn, e do diretor do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Conselho de Estado Chinês, Yu Bin, na abertura da exposição. Desde 1974, o Brasil assumiu relações diplomáticas com a República Popular da China e essa relação ganhou mais força nos anos 2000, com significativos avanços comerciais e de cooperação em múltiplas áreas de interesse comum.

Em grandes ou pequenos eventos que envolvem brasileiros e povos asiáticos, principalmente chineses, sempre há a representatividade de uma autoridade com um grau de importância governamental da China, demostrando a importância que o Brasil tem para a chancelaria do gigante asiático, bem como que o país está bem à frente em ações diplomáticas de outras potências asiáticas, como o Japão, que tem relações centenárias com o Brasil, o qual é o país com maior contingente de japoneses fora do Japão e da Coreia do Sul, mas cujas relações tem crescido lentamente.

A estratégia chinesa é bem clara: manter vivos e fortes quaisquer relacionamentos com nações, sem considerar sua importância estratégica para obter apoio em futuros e presentes temas globais, em que Beijing necessitará de aliados. Com isso, manterá vivo o que os chineses sempre objetivaram: uma forte influência na comunidade internacional.

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Imagem (Fonte Museus.gov.br):

http://boletim.museus.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/MHN_Aomei-Fine-Arts-2016.jpg

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ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALECONOMIA INTERNACIONALFÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICAS

[:pt]Fórum entre chineses e lusófonos em busca de parcerias privadas[:]

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Os chineses sediarão mais uma conferência para Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os países de Língua Portuguesa, e o foco neste ano (2016) será o aprofundamento das relações privadas para fomentar suas economias.  O Fórum de Macau acontecerá nos dias 11 e 12 de outubro e o principal objetivo será reaquecer o comércio dos países envolvidos no evento, que apresentou queda com a crise econômica global.

A secretária-geral do Fórum, Xu Yingzhen, aposta que a iniciativa privada pode mudar o atual quadro comercial entre chineses e lusófonos, ao aproveitar os incentivos oferecidos pelo Governo chinês para empresas privadas investirem em sem eu território, bem como na África e no Brasil. Atualmente, existem 400 empresas chinesas que investem nesses locais com aportes milionários que ainda não foram totalmente usados.

O Fórum quer que a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa se desenvolva de uma forma mais sustentável e, para isso, é preciso haver maior participação do sector privado”, declarou Xu Yingzhen para a imprensa.

Macau se transformou na principal plataforma comercial entre o gigante asiático e os países de língua portuguesa no ano de 2003. Anualmente são realizados eventos e conferências entre autoridades dos países envolvidos para definir novas metas e objetivos que reflitam no orçamento da China, o qual é utilizado como incentivo aos interessados no desenvolvimento comercial e econômico. Os maiores beneficiados dessa cooperação foram: Timor-Leste, Moçambique, Angola e Guiné-Bissau. Espera-se que mais nações se beneficiem e que haja mais rotatividade com o envolvimento do setor privado.

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ImagemXu Yingzhen, Secretária do Fórum de Macau” (FonteReprodução Macau Hub):

http://www.macauhub.com.mo/pt/2016/10/06/forum-de-macau-defende-parcerias-privadas-para-reforcar-relacoes-da-china-com-paises-de-lingua-portuguesa/

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AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]EUA suspeitam que China esteja violando as sanções à Coreia do Norte[:]

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Desde que iniciou seu Programa Nuclear, na década de 1990, a Coreia do Norte sofre sanções comerciais impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (CS-ONU), porém ela recebe ajuda de aliados, como a China, que comercializam recursos necessários à sobrevivência do povo coreano. Atualmente, os Estados Unidos abriram uma investigação para saber se a China está indo além do básico e se está violando as sansões impostas aos norte-coreanos.

Ajuda humanitária e comércio de alimentos não foram totalmente cortados nas sanções impostas a Pyongyang. A Coreia do Sul, tida como principal inimiga do Governo da família Kim, sempre enviou recursos para alimentar famílias norte-coreanas, muito pelo fato de haver laços entre elas e as da Coreia do Sul, já que parentes foram separados no século XX, quando a Península foi dividia em duas Coreias.

No caso chinês, empresas locais de exportação e pessoas físicas estão sendo acusadas de violar as punições impostas à Coreia do Norte. O coordenador de sanções políticas do Departamento de Estado dos EUA declarou à imprensa que os norte-americanos estão dispostos a punir quaisquer empresas chinesas que ajam contra as sanções imputadas pela ONU, além disso, que visam ampliá-las para atordoar os avanços militares norte-coreanos.

China e Estados Unidos sempre discutiram sobre sanções unilaterais e em conjunto com o Conselho de Segurança, e nem sempre concordam com a amplitude de novas punições e ou com o aumento do isolamento de Pyongyang, pois, para a China, ser mais rígida nas sanções poderá ser prejudicial a sua economia, já que a principal fonte de exportação do país vizinho é o Carvão, e o principal destino deste é a indústria chinesa.

Observadores apontam que, tendo em vista que existem empresas sul-coreanas e chinesas que mantém negócios em solo norte-coreano, as investigações dos estadunidenses precisam ser bem precisas para realizarem acusações contra as tradings chinesas, sem que isso também abra suspeita sobre as demais empresas que atuam na Coreia do Norte.

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Imagem (FonteNHK):

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201609291815_pt_03/

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