ÁSIADEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Potências usam Coreia do Norte para justificar políticas e ações conjuntas, voltadas para a própria Defesa[:]

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Nos últimos anos, a Coréia do Norte é um dos principais, senão o principal tema de segurança no leste asiático. Desde que o país passou a realizar constantes teste de armamentos, em especial os nucleares e de mísseis balísticos, pondo em risco a segurança da Coreia do Sul e de seus aliados, políticas de defesa conjuntas por parte de estadunidenses e sul-coreanos foram reforçadas e desenvolvidas, bem como as da China e da Rússia. Por exemplo, graças às ações de Pyongyang realizadas neste ano (2016), um escudo antimíssil, fruto da aliança Seul-Washington, e as inéditas manobras militares Bejing-Moscou ganharam espaço na história asiática. Isso, no entanto, também tem levado a desentendimentos diplomáticos na região.

A opinião pública regional se divide em dois grupos temáticos, que interagem em maior ou menor medida, fazendo composições em suas análises e posicionamentos. De um lado, há os que tratam da questão do sistema antimísseis, havendo os que defendem e discordam dele. De outro, há os que centram foco na aliança sino-russa, vendo nela um possível avanço para impor influência no continente. Em cima disso, em toda a Ásia muitas opiniões e teorias são abordadas por especialistas em segurança, mas há a convergência sobre um ponto: o fato de que o tema Coréia do Norte aparenta servir de justificativa para as condutas individuais e coletivas dos países envolvidos no caso, ou seja, para as relações entre China, Rússia, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos.

Pyongyang é o motivo para que os líderes destes Estados mantenham diálogos com um objetivo certo: prevenção contra possíveis ataques de origem norte-coreana, além de conseguir aproximar três das mais importantes nações do continente, que, historicamente, nunca foram fortes aliadas. Estas potências, China, Japão e Coreia do Sul são históricos rivais em diversos temas ligados à geopolítica asiática e, graças às ações do presidente norte-coreano Kim Jong-um, elas realizam abordagens comuns sem gerar atritos.

Nos dias 23 e 24 de agosto, o Governo japonês espera receber Chanceleres da Coreia do Sul e da China na sua capital, Tokyo, sendo um encontro promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, para tratar da questão segurança, centrada no tema Coreia do Norte, e para tratar de outras questões ligadas a disputas territoriais ligadas aos três países.

Alguns japoneses acreditam não ser um momento oportuno para tal evento, pois os seus vizinhos vem anunciando uma programação de suas respectivas autoridades com aliados específicos, tendo por objetivo apenas a preservação dos interesses individuais. No caso da China, frequentemente as autoridades chinesas e japonesas discutem sobre embarcações de origem chinesa na região das ilhas de Senkaku (Diaoyu, para a China), região que é o “Calcanhar de Aquiles” das relações China-Japão-Taiwan. No norte do Japão, as ilhas Takeshima (Dokdo, para a Coreia do Sul) é o ponto de divergência e disputa entre Seul e Tokyo e já estão programadas manobras conjuntas entre militares estadunidenses e sul-coreanos nas proximidades, o que não agrada as autoridades japonesas.

Os organizadores do encontro esperam que esses temas pontuais não afetem negativamente o encontro de Chanceleres, que é um movimento do Governo japonês para buscar soluções à questão conflituosa na região e, com isso, por o país em uma posição mais ativa, como mediador de temas de grandes proporções políticas regionais, dando também um passo para tentar por fim às relações inseguras entre Beijing, Tokyo e Seul.

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ImagemMapa do alcance máximo do mísseis nortecoreanos ao redor do mundo” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Coreia_do_Norte

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201608181815_pt_01/

[2] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/08/18/1s220222.htm

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Paquistão convida Índia para discutir sobre a Caxemira[:]

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Enquanto os holofotes do mundo destacam a reta final das Olimpíadas do Rio 2016, o noticiário asiático se divide entre esportes, disputas territoriais e outros assuntos ligados aos países que mantém relações tensas na região asiática. Este tema das relações entre os Estados cobre os quatro cantos do continente, com contenciosos de natureza semelhante aos que os chineses tem com os seus vizinhos, e raramente se vê uma nação longe desses assuntos. Neste universo se insere o caso de Índia e Paquistão, que continuam longe de uma solução sobre o futuro da Caxemira.

Diferentemente de outros casos de países que tem disputas territoriais na área, a Caxemira tem uma parte sob controle paquistanês e outra sob gerência indiana, com os problemas girando em torno da território sob controle de Nova Délhi. Esta área indiana tem a maioria da população de origem mulçumana e presencia manifestações constantes com o objetivo de se tornarem independentes do território da Índia, manifestações que nem sempre são pacíficas, muitas delas com ações consideradas atos terroristas por parte do Governo indiano.

Tais manifestações vem ganhando intensidade e estão aumentando nos últimos meses, após a morte de Burhan Muzaffar Wani, ativista de 22 anos, do grupo Hizbul Mujahideen, um dos grupos separatistas que lutam pela independência da região. O Governo indiano acusa o Paquistão de apoiar esses grupos, considerados organizações terroristas por Nova Délhi, complicando as relações diplomáticas entre Índia e Paquistão.

Com os últimos atos, cada vez mais espontâneos e mais fortes em todo o Estado de Jamu e Caxemira, o vice-ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Aizaz Ahmad Chaudhry, convidou seu homólogo indiano, S. Jaishankar, a visitar Islamabad para iniciarem negociações com o objetivo de por fim ao caso. Os Paquistaneses aguardam uma resposta de Nova Délhi. Diversas conversas sobre a região já foram realizadas no passado, mas nunca houve uma ação efetiva para reduzir as tensões envolvendo os dois países e amenizar os grupos separatistas que agem na região.

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ImagemLocalização do Estado de Jammu e Caxemira, na Índia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jammu_e_Caxemira

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://br.sputniknews.com/mundo/20160815/6043393/paquistao-india-negociacoes-caxemira.html

[2] Ver:

http://www.euronews.com/2016/08/18/india-kashmiri-separatists-demand-un-intervention

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ENERGIAMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDETecnologia

[:pt]Mobilidade e redução de poluentes é tema na China[:]

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A engenharia chinesa começa a realizar testes com o super ônibus que passará acima dos carros nas metrópoles do país, e aposta no aumento de veículos elétricos para reduzir a emissão de poluentes. Acreditam os governantes que estão no caminho certo para diminuir os altos índices de poluição na China.

Nesta semana, o Transit Elevated Bus (TEB) começou a ser testado na cidade de Qinhuangdao.  O veículo é elevado para poder transitar sobre automóveis, evitando congestionamentos e substituindo outros ônibus convencionais em operação. 

Podendo transportar até 300 pessoas, ele é movido por células de eletricidade e pode ocupar múltiplas faixas nas vias em que poderá trafegar quando for posto em pleno funcionamento. O seu tamanho e tipo de força motriz agrada aos dirigentes, que investem em energias renováveis para reduzir a poluição no país e melhorar as condições de saúde dos chineses, bem como dos turistas que visitam suas metrópoles.

O TEB apresentou sucesso em seus primeiros testes, agradando aos engenheiros e aos moradores da cidade de Qinhuangdao. A boa notícia do ônibus elevado chega junto ao anúncio do livro azul sobre veículos movidos a novas energias, segundo o qual a China poderá obter mais de 1 milhão de carros elétricos e movidos a biocombustíveis, até o ano de 2020.

A poluição é um grande problema vivido pelos chineses e turistas nas grandes cidades do país. Ao longo dos anos, o Governo não economizou seus recursos para criar novos pontos de geração de energias renováveis e incentivar a população a utilizar meios de transporte menos poluentes. O sucesso nos testes do ônibus e na redução de poluentes poderá abrir um novo mercado em solução de transportes de massas, outro objeto que poderá ser exportado para grandes metrópoles no mundo, como Nova York e a cidade de São Paulo, duas cidades que sofrem com grandes congestionamentos.

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Imagem (Fonte):

Reprodução engenhariae.com.br

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://engenhariae.com.br/tecnologia/china-comeca-testar-onibus-que-transita-por-cima-de-carros/

[2] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/08/02/1s219465.htm

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COOPERAÇÃO INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Manobras conjuntas sino-russas e as tensões no sul da Ásia[:]

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O Ministério da Defesa da China anunciou que irá realizar exercícios militares conjuntos com os russos na região do Mar do Sul da China, a ocorrerem proximamente, no mês de setembro (2016). A inédita iniciativa será numa região onde há disputas territoriais entre Beijing e países vizinhos e é vista principalmente como uma resposta ao projeto de escudo antimísseis dos Estados Unidos.

O porta-voz do ministério chinês, Yang Yujun, comunicou que a manobra será para consolidar a cooperação estratégica Beijing-Moscou, que vem apresentando saldo positivo nos últimos anos em diversos setores socioeconômicos. Na China, especificamente, a manobra é vista como um novo caminho para fortalecer a defesa contra possíveis ameaças na costa do país e um grande passo para firmar a aliança sino-russa.

Atualmente, os chineses enfrentam diversas disputas territoriais em regiões próximas de sua costa, sejam no sul, sejam no leste, em cujas águas também acontecem manobras militares dos estadunidenses com seus aliados. Alguns analistas também veem essa ação dos chineses com os russos como uma resposta aos árbitros internacionais, que não aceitam a postura China em se considerar detentora de certas áreas que, hoje, pertencem a diferentes países do sul da Ásia.

Outros observadores compreendem a iniciativa apenas como uma resposta aos exercícios dos Estados Unidos com Japão e Coréia do Sul e, como dito, ao seu escudo antimíssil preventivo contra ameaças da Coreia do Norte. Para analistas de defesa asiáticos, Moscou e Beijing percebem as manobras e projetos de defesa estadunidenses como capazes de afetar os interesses de ambos os Estados. Agora, resta aos analistas aguardarem os exercícios sino-russos, daqui a pouco mais de um mês, para verem quais desdobramentos essa iniciativa poderá ter.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_da_China_Meridional#/media/File:Karta_CN_SouthChinaSea.PNG

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/07/28/1s219302.htm

[2] Ver:

http://www.paraibaurgente.com.br/s/noticias/china-e-russia-anunciam-manobras-militares-conjuntas-ineditas

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Chineses discutem possível reforma no atual sistema de estatais[:]

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Nesta semana, foi realizado o Simpósio sobre Reformas Estatais da China, um evento criado para discutir sobre o atual sistema e possíveis mudanças na condução das empresas estatais do país. As reformas visam atualizar seus mecanismos e buscam aumentar suas influências, tanto dentro quanto fora do território chinês.

A reforma das empresas estatais, bem como em estruturas políticas e econômicas na China, vem sendo discutida a algum tempo, assim como as reformas no próprio Partido Comunista da China (PCCh), que completa 95 anos. O presidente Xi Jinping pede para que as possíveis mudanças sejam feitas na direção do aumento da solidez, do vigor e da capacidade competitiva de suas estatais, para garantir os interesses do povo chinês.

O primeiro-ministro Li Keqiang também deu instruções aos políticos do país para tomarem decisões no caminho indicado por Jinping, agregando também novos conceitos de desenvolvimento, que estruturarão a forma como as decisões devem ser tomadas, tanto em nível interno como externo.

A modernização dos atuais mecanismos de decisão é entendida a partir do princípio de que se deve desburocratizar abertura de novas empresas, bem como a forma de dar autonomia as atuais que atuam intensamente em alguns setores estratégicos da economia.

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ImagemThe Great Hall of the People, where the NPC convenes”   (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/National_People%27s_Congress#/media/File:Great_Hall_Of_The_People_At_Night.JPG

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Fontes Consultadas, para maiores esclarecimentos:

[1] Rádio China”:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/07/04/1s218141.htm

[2]Stream Radio China”:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/07/01/1s218051.htm

[3]Xinhua”:

http://spanish.xinhuanet.com/2016-07/04/c_135485918.htm

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ÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Putin confiante na cooperação com a China

Por muito tempo, chineses e russos mantêm um bom relacionamento político, cujo retrospecto positivo deixa o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, confiante na cooperação integral entre os dois países, razão pela qual estão trabalhando para expandir essas relações também nos campos socioeconômico e militar, além de outros segmentos do político. Em entrevista concedida à imprensa chinesa, o presidente Putin comentou sobre vários temas envolvendo desde aspectos da economia, como disputas territoriais que Beijing mantém com seus vizinhos.

Acerca do Mar do Sul da China, onde há contencioso territorial com outras nações asiáticas, o Presidente russo fez declarações favoráveis aos aliados chineses, deixando claro que a tensão na região teve início com interferências estrangeiras que alteraram as fronteiras no continente, antes e no pós-II Grande Gerra (1939-45).

Tais declarações agradaram os líderes da China. A Porta-Voz da Chancelaria chinesa, Hua Chunying, em estímulo a situação favorável e mostrando como os trabalhos diplomáticos estão sendo feitos no sentido de produzir ações conjuntas pelos dois países, afirmou, antecedendo resposta a quaisquer lembranças sobre desavenças ocorridas, que chineses e russos nem sempre irão acertar em alguns pontos, mas discordâncias em temas específicos, principalmente econômicos, não afetam suas relações.

Ressalte-se que os elogios do líder russo para seus vizinhos chineses se dá em um bom momento. Rússia e China estão negociando uma cooperação bilateral nuclear, de alta tecnologia e acerca de seus espaços aéreos.

Também está em jogo a construção de mais de 770 quilômetros de uma linha ferroviária para trens-bala ligando os dois países, um projeto sino-russo que trará vantagens no turismo e comércio para ambos. “É provável que o projeto apenas seja o início de uma cooperação massiva entre os dois países na construção de infraestrutura”*, informou Putin ao presidente da Xinhua, Cai Mingzhao, em entrevista concedida em São Petersburg.

Declarou ainda na entrevista: “Consideramos um ao outro como parceiros próximos, por isso, naturalmente, escutamos sempre a voz do outro e cuidamos dos interesses do outro. (…). Nossa cooperação nas áreas culturais é igualmente importante”*.

Com esta última declaração, Putin demonstra que o processo de aproximação tem de ser recoberto com o entendimento das peculiaridades de cada povo, algo feito pelo envolvimento cultural,  para produzir um espaço sólido de contato para os dois povos, além dos atos entre os governos. Putin viajará para a China neste final de semana e espera consolidar projetos em andamento e propor novas cooperações entre Moscou e Beijing.

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Imagem (FonteXinhua):

http://news.xinhuanet.com/english/photo/2016-06/23/c_135460835.htm

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Notas e Links de Fontes Consultadas, para maiores esclarecimentos:

* Radio CRI Online:

[1] Entrevista completa na Xinhua News Agency (Em Espanhol):

http://spanish.xinhuanet.com/2016-06/23/c_135460494.htm

[2] Em Português:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/06/23/1s217694.htm

[3] Em Inglês:

http://news.xinhuanet.com/english/photo/2016-06/23/c_135460835.htm