ECONOMIA INTERNACIONALFÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICASSociedade Internacional

[:pt]China sedia a Cúpula do G20[:]

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Durante os dias de ontem e hoje, 4 e 5 de setembro de 2016, a China recebe a Reunião de Cúpula do G20, grupo dos vinte países mais ricos do mundo, um encontro que tem diversos temas importantes em discussão, como o meio ambiente e a economia mundial, e tem a peculiaridade da primeira visita do atual Presidente do Brasil, Michel Temer. O impeachment da Presidente afastada, Dilma Rousseff, ganhou as manchetes no mundo e esse assunto está sendo tratado nas reuniões do grupo e nos diálogos bilaterais.

Sediar o encontro do G20 é importante para os chineses. Segundo a diretora do Instituto de Economia Internacional da Academia de Estudos Internacionais de Shanghai, Zhang Haibing, esse é um momento para mostrar ao mundo a importância que o país ganhou no cenário internacional.

Beijing se preocupa bastante em como os demais países olham para si, por isso, manter uma boa imagem é muito importante para o Governo chinês e quando o país é elogiado por ações positivas o noticiário local dissemina intensamente a informação. Atualmente, os Estados Unidos elogiaram a cooperação existente entre chineses e norte-americanos, o que vem ganhando destaque nos principais canais midiáticos do país asiático, destacando-se que este é um dos Acordos de Cooperação China-EUA que não são abalados, mesmo quando há divergência de interesses entre os dois Estados.

O evento receberá a última visita de Barack Obama como Presidente dos EUA, ele que sempre saudou a ascensão pacífica do gigante asiático. Além disso, entrará para a história com a primeira viagem oficial do atual Presidente do Brasil, Michel Temer, que assumiu a Presidência após o afastamento definitivo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Ao longo destes dois dias, Shanghai é o centro das atenções de empresários, governantes e outros interessados na economia e no desenvolvimento mundial. Muito se espera do encontro e, para os chineses, será mais uma oportunidade de apresentar seu grande potencial para o mundo.

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ImagemLíderes políticos do G20, durante a Cúpula anual do Grupo no ano de 2016” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Cumbre_del_G-20_de_Hangzhou

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AMÉRICA LATINAÁSIAFÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Michel Temer viaja para a China para fortalecer relações bilaterais[:]

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O presidente Michel Temer chega em Shanghai nesta semana para participar da cúpula do G20, um importante evento que reúne os vinte países mais ricos do mundo e os mais influentes Chefes de Estado. A viagem não será apenas para participar da cúpula do G20, mas também para fortalecer laços com os chineses.

No dia 2 de setembro, Temer irá se encontrar com o presidente chinês Xi Jinping e com outras autoridades do país. Nesses encontros, espera-se que mais 11 novos contratos comerciais sejam assinados, bem como fortalecidos os atuais Acordos de Cooperação. Ele levou em sua viagem importantes nomes da economia brasileira e ministros, a fim de voltar com notícias positivas para a economia do Brasil.

Os negócios da equipe de Temer serão bilionários, envolvendo produtos da Embraer e da Petrobrás e pode ser que uma participação da Camargo Correa na CPFL Energia também seja vendida. Além de uma série de Acordos, a ideia de responder às acusações de que houve um Golpe de Estado também foi pensada e a equipe está apta a apresentar detalhes aos chineses, deixando claro que a política brasileira está estabilizada.

A China é um dos mais importantes, senão o principal parceiro do Brasil. Desde 2010, os dois países aqueceram muito suas relações comerciais, diplomáticas, cooperação social, intercâmbio educacional, tecnologia e vários outros setores, mas o que causa dúvida em diversos estudiosos das relações Brasil-China é a manutenção desses laços com a troca de Governo que ocorreu.

As dúvidas não são por menos, pois, a partir do primeiro mandado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Beijing se tornou muito importante para tornar o Brasil uma potência emergente naquela época. Com o crescimento da economia chinesa, o país também viveu frutos positivos em sua economia, da mesma forma que, com o esfriamento da economia do país asiático, os brasileiros viveram uma queda econômica. “O Brasil tornou-se a potência emergente na época do Governo Lula, parcialmente por causa da China e também por causa da desaceleração do país asiático é que o Brasil deixou de ser essa potência. Temer está certo ao levar as pessoas chaves e ministros a essa viagem”, afirmou o professor de Relações Internacionais da FGV, Oliver Stuenkel, para o jornal El País, em respeito a grande equipe preparada por Michel Temer e seus assessores.

A China está constantemente atualizando e pensando em melhorias em seu modelo de desenvolvimento econômico e isso pode se tornar em uma nova oportunidade para atualizar as relações entre Brasília e Beijing. Explorar mais os pontos fortes das indústrias de ambos é essencial para reverter o estado econômico em que brasileiros e chineses vivem. O que se espera de Temer é que abra novas portas e alcance novas oportunidades ainda não pensadas ou mal trabalhadas no que se diz respeito às relações Brasil-China.

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ImagemMichel Temer recebe cumprimentos durante a posse no Congresso Nacional” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_Michel_Temer

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ÁSIADEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Potências usam Coreia do Norte para justificar políticas e ações conjuntas, voltadas para a própria Defesa[:]

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Nos últimos anos, a Coréia do Norte é um dos principais, senão o principal tema de segurança no leste asiático. Desde que o país passou a realizar constantes teste de armamentos, em especial os nucleares e de mísseis balísticos, pondo em risco a segurança da Coreia do Sul e de seus aliados, políticas de defesa conjuntas por parte de estadunidenses e sul-coreanos foram reforçadas e desenvolvidas, bem como as da China e da Rússia. Por exemplo, graças às ações de Pyongyang realizadas neste ano (2016), um escudo antimíssil, fruto da aliança Seul-Washington, e as inéditas manobras militares Bejing-Moscou ganharam espaço na história asiática. Isso, no entanto, também tem levado a desentendimentos diplomáticos na região.

A opinião pública regional se divide em dois grupos temáticos, que interagem em maior ou menor medida, fazendo composições em suas análises e posicionamentos. De um lado, há os que tratam da questão do sistema antimísseis, havendo os que defendem e discordam dele. De outro, há os que centram foco na aliança sino-russa, vendo nela um possível avanço para impor influência no continente. Em cima disso, em toda a Ásia muitas opiniões e teorias são abordadas por especialistas em segurança, mas há a convergência sobre um ponto: o fato de que o tema Coréia do Norte aparenta servir de justificativa para as condutas individuais e coletivas dos países envolvidos no caso, ou seja, para as relações entre China, Rússia, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos.

Pyongyang é o motivo para que os líderes destes Estados mantenham diálogos com um objetivo certo: prevenção contra possíveis ataques de origem norte-coreana, além de conseguir aproximar três das mais importantes nações do continente, que, historicamente, nunca foram fortes aliadas. Estas potências, China, Japão e Coreia do Sul são históricos rivais em diversos temas ligados à geopolítica asiática e, graças às ações do presidente norte-coreano Kim Jong-um, elas realizam abordagens comuns sem gerar atritos.

Nos dias 23 e 24 de agosto, o Governo japonês espera receber Chanceleres da Coreia do Sul e da China na sua capital, Tokyo, sendo um encontro promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, para tratar da questão segurança, centrada no tema Coreia do Norte, e para tratar de outras questões ligadas a disputas territoriais ligadas aos três países.

Alguns japoneses acreditam não ser um momento oportuno para tal evento, pois os seus vizinhos vem anunciando uma programação de suas respectivas autoridades com aliados específicos, tendo por objetivo apenas a preservação dos interesses individuais. No caso da China, frequentemente as autoridades chinesas e japonesas discutem sobre embarcações de origem chinesa na região das ilhas de Senkaku (Diaoyu, para a China), região que é o “Calcanhar de Aquiles” das relações China-Japão-Taiwan. No norte do Japão, as ilhas Takeshima (Dokdo, para a Coreia do Sul) é o ponto de divergência e disputa entre Seul e Tokyo e já estão programadas manobras conjuntas entre militares estadunidenses e sul-coreanos nas proximidades, o que não agrada as autoridades japonesas.

Os organizadores do encontro esperam que esses temas pontuais não afetem negativamente o encontro de Chanceleres, que é um movimento do Governo japonês para buscar soluções à questão conflituosa na região e, com isso, por o país em uma posição mais ativa, como mediador de temas de grandes proporções políticas regionais, dando também um passo para tentar por fim às relações inseguras entre Beijing, Tokyo e Seul.

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ImagemMapa do alcance máximo do mísseis nortecoreanos ao redor do mundo” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Coreia_do_Norte

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201608181815_pt_01/

[2] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/08/18/1s220222.htm

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Paquistão convida Índia para discutir sobre a Caxemira[:]

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Enquanto os holofotes do mundo destacam a reta final das Olimpíadas do Rio 2016, o noticiário asiático se divide entre esportes, disputas territoriais e outros assuntos ligados aos países que mantém relações tensas na região asiática. Este tema das relações entre os Estados cobre os quatro cantos do continente, com contenciosos de natureza semelhante aos que os chineses tem com os seus vizinhos, e raramente se vê uma nação longe desses assuntos. Neste universo se insere o caso de Índia e Paquistão, que continuam longe de uma solução sobre o futuro da Caxemira.

Diferentemente de outros casos de países que tem disputas territoriais na área, a Caxemira tem uma parte sob controle paquistanês e outra sob gerência indiana, com os problemas girando em torno da território sob controle de Nova Délhi. Esta área indiana tem a maioria da população de origem mulçumana e presencia manifestações constantes com o objetivo de se tornarem independentes do território da Índia, manifestações que nem sempre são pacíficas, muitas delas com ações consideradas atos terroristas por parte do Governo indiano.

Tais manifestações vem ganhando intensidade e estão aumentando nos últimos meses, após a morte de Burhan Muzaffar Wani, ativista de 22 anos, do grupo Hizbul Mujahideen, um dos grupos separatistas que lutam pela independência da região. O Governo indiano acusa o Paquistão de apoiar esses grupos, considerados organizações terroristas por Nova Délhi, complicando as relações diplomáticas entre Índia e Paquistão.

Com os últimos atos, cada vez mais espontâneos e mais fortes em todo o Estado de Jamu e Caxemira, o vice-ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Aizaz Ahmad Chaudhry, convidou seu homólogo indiano, S. Jaishankar, a visitar Islamabad para iniciarem negociações com o objetivo de por fim ao caso. Os Paquistaneses aguardam uma resposta de Nova Délhi. Diversas conversas sobre a região já foram realizadas no passado, mas nunca houve uma ação efetiva para reduzir as tensões envolvendo os dois países e amenizar os grupos separatistas que agem na região.

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ImagemLocalização do Estado de Jammu e Caxemira, na Índia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jammu_e_Caxemira

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://br.sputniknews.com/mundo/20160815/6043393/paquistao-india-negociacoes-caxemira.html

[2] Ver:

http://www.euronews.com/2016/08/18/india-kashmiri-separatists-demand-un-intervention

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ENERGIAMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDETecnologia

[:pt]Mobilidade e redução de poluentes é tema na China[:]

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A engenharia chinesa começa a realizar testes com o super ônibus que passará acima dos carros nas metrópoles do país, e aposta no aumento de veículos elétricos para reduzir a emissão de poluentes. Acreditam os governantes que estão no caminho certo para diminuir os altos índices de poluição na China.

Nesta semana, o Transit Elevated Bus (TEB) começou a ser testado na cidade de Qinhuangdao.  O veículo é elevado para poder transitar sobre automóveis, evitando congestionamentos e substituindo outros ônibus convencionais em operação. 

Podendo transportar até 300 pessoas, ele é movido por células de eletricidade e pode ocupar múltiplas faixas nas vias em que poderá trafegar quando for posto em pleno funcionamento. O seu tamanho e tipo de força motriz agrada aos dirigentes, que investem em energias renováveis para reduzir a poluição no país e melhorar as condições de saúde dos chineses, bem como dos turistas que visitam suas metrópoles.

O TEB apresentou sucesso em seus primeiros testes, agradando aos engenheiros e aos moradores da cidade de Qinhuangdao. A boa notícia do ônibus elevado chega junto ao anúncio do livro azul sobre veículos movidos a novas energias, segundo o qual a China poderá obter mais de 1 milhão de carros elétricos e movidos a biocombustíveis, até o ano de 2020.

A poluição é um grande problema vivido pelos chineses e turistas nas grandes cidades do país. Ao longo dos anos, o Governo não economizou seus recursos para criar novos pontos de geração de energias renováveis e incentivar a população a utilizar meios de transporte menos poluentes. O sucesso nos testes do ônibus e na redução de poluentes poderá abrir um novo mercado em solução de transportes de massas, outro objeto que poderá ser exportado para grandes metrópoles no mundo, como Nova York e a cidade de São Paulo, duas cidades que sofrem com grandes congestionamentos.

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Imagem (Fonte):

Reprodução engenhariae.com.br

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://engenhariae.com.br/tecnologia/china-comeca-testar-onibus-que-transita-por-cima-de-carros/

[2] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/08/02/1s219465.htm

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COOPERAÇÃO INTERNACIONALEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Manobras conjuntas sino-russas e as tensões no sul da Ásia[:]

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O Ministério da Defesa da China anunciou que irá realizar exercícios militares conjuntos com os russos na região do Mar do Sul da China, a ocorrerem proximamente, no mês de setembro (2016). A inédita iniciativa será numa região onde há disputas territoriais entre Beijing e países vizinhos e é vista principalmente como uma resposta ao projeto de escudo antimísseis dos Estados Unidos.

O porta-voz do ministério chinês, Yang Yujun, comunicou que a manobra será para consolidar a cooperação estratégica Beijing-Moscou, que vem apresentando saldo positivo nos últimos anos em diversos setores socioeconômicos. Na China, especificamente, a manobra é vista como um novo caminho para fortalecer a defesa contra possíveis ameaças na costa do país e um grande passo para firmar a aliança sino-russa.

Atualmente, os chineses enfrentam diversas disputas territoriais em regiões próximas de sua costa, sejam no sul, sejam no leste, em cujas águas também acontecem manobras militares dos estadunidenses com seus aliados. Alguns analistas também veem essa ação dos chineses com os russos como uma resposta aos árbitros internacionais, que não aceitam a postura China em se considerar detentora de certas áreas que, hoje, pertencem a diferentes países do sul da Ásia.

Outros observadores compreendem a iniciativa apenas como uma resposta aos exercícios dos Estados Unidos com Japão e Coréia do Sul e, como dito, ao seu escudo antimíssil preventivo contra ameaças da Coreia do Norte. Para analistas de defesa asiáticos, Moscou e Beijing percebem as manobras e projetos de defesa estadunidenses como capazes de afetar os interesses de ambos os Estados. Agora, resta aos analistas aguardarem os exercícios sino-russos, daqui a pouco mais de um mês, para verem quais desdobramentos essa iniciativa poderá ter.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_da_China_Meridional#/media/File:Karta_CN_SouthChinaSea.PNG

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/07/28/1s219302.htm

[2] Ver:

http://www.paraibaurgente.com.br/s/noticias/china-e-russia-anunciam-manobras-militares-conjuntas-ineditas

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