ÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALECONOMIA INTERNACIONALFÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICAS

[:pt]Fórum entre chineses e lusófonos em busca de parcerias privadas[:]

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Os chineses sediarão mais uma conferência para Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os países de Língua Portuguesa, e o foco neste ano (2016) será o aprofundamento das relações privadas para fomentar suas economias.  O Fórum de Macau acontecerá nos dias 11 e 12 de outubro e o principal objetivo será reaquecer o comércio dos países envolvidos no evento, que apresentou queda com a crise econômica global.

A secretária-geral do Fórum, Xu Yingzhen, aposta que a iniciativa privada pode mudar o atual quadro comercial entre chineses e lusófonos, ao aproveitar os incentivos oferecidos pelo Governo chinês para empresas privadas investirem em sem eu território, bem como na África e no Brasil. Atualmente, existem 400 empresas chinesas que investem nesses locais com aportes milionários que ainda não foram totalmente usados.

O Fórum quer que a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa se desenvolva de uma forma mais sustentável e, para isso, é preciso haver maior participação do sector privado”, declarou Xu Yingzhen para a imprensa.

Macau se transformou na principal plataforma comercial entre o gigante asiático e os países de língua portuguesa no ano de 2003. Anualmente são realizados eventos e conferências entre autoridades dos países envolvidos para definir novas metas e objetivos que reflitam no orçamento da China, o qual é utilizado como incentivo aos interessados no desenvolvimento comercial e econômico. Os maiores beneficiados dessa cooperação foram: Timor-Leste, Moçambique, Angola e Guiné-Bissau. Espera-se que mais nações se beneficiem e que haja mais rotatividade com o envolvimento do setor privado.

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ImagemXu Yingzhen, Secretária do Fórum de Macau” (FonteReprodução Macau Hub):

http://www.macauhub.com.mo/pt/2016/10/06/forum-de-macau-defende-parcerias-privadas-para-reforcar-relacoes-da-china-com-paises-de-lingua-portuguesa/

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AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]EUA suspeitam que China esteja violando as sanções à Coreia do Norte[:]

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Desde que iniciou seu Programa Nuclear, na década de 1990, a Coreia do Norte sofre sanções comerciais impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (CS-ONU), porém ela recebe ajuda de aliados, como a China, que comercializam recursos necessários à sobrevivência do povo coreano. Atualmente, os Estados Unidos abriram uma investigação para saber se a China está indo além do básico e se está violando as sansões impostas aos norte-coreanos.

Ajuda humanitária e comércio de alimentos não foram totalmente cortados nas sanções impostas a Pyongyang. A Coreia do Sul, tida como principal inimiga do Governo da família Kim, sempre enviou recursos para alimentar famílias norte-coreanas, muito pelo fato de haver laços entre elas e as da Coreia do Sul, já que parentes foram separados no século XX, quando a Península foi dividia em duas Coreias.

No caso chinês, empresas locais de exportação e pessoas físicas estão sendo acusadas de violar as punições impostas à Coreia do Norte. O coordenador de sanções políticas do Departamento de Estado dos EUA declarou à imprensa que os norte-americanos estão dispostos a punir quaisquer empresas chinesas que ajam contra as sanções imputadas pela ONU, além disso, que visam ampliá-las para atordoar os avanços militares norte-coreanos.

China e Estados Unidos sempre discutiram sobre sanções unilaterais e em conjunto com o Conselho de Segurança, e nem sempre concordam com a amplitude de novas punições e ou com o aumento do isolamento de Pyongyang, pois, para a China, ser mais rígida nas sanções poderá ser prejudicial a sua economia, já que a principal fonte de exportação do país vizinho é o Carvão, e o principal destino deste é a indústria chinesa.

Observadores apontam que, tendo em vista que existem empresas sul-coreanas e chinesas que mantém negócios em solo norte-coreano, as investigações dos estadunidenses precisam ser bem precisas para realizarem acusações contra as tradings chinesas, sem que isso também abra suspeita sobre as demais empresas que atuam na Coreia do Norte.

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Imagem (FonteNHK):

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201609291815_pt_03/

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AMÉRICA DO NORTEÁSIADEFESAEURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Grandes potências realizam manobras militares na Ásia[:]

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Terça-feira, 13 de setembro, pode se tornar uma data histórica no continente asiático, por ser o momento em que se iniciou a ação mais agressiva da tentativa de impedir os avanços militares da Coreia do Norte. Chineses e russos instauraram manobras conjuntas na região e bombardeiros dos Estados Unidos atuaram no espaço aéreo da Coreia do Sul.

A inédita manobra sino-russa visa aprofundar e ampliar as cooperações entre Moscou e Beijing, tal qual afirmou o Diretor-Geral chinês e Vice-Comandante da Marinha chinesa, Wang Hai. Os exercícios serão um completo simulado de guerra e patrulhamento para aumentar a segurança regional e, conforme o Vice-Comandante da Marinha russa, Alexander Fedotenkov, todas as manobras serão em estilo competitivo, para acelerar o desenvolvimento de cada unidade, seja russa, seja chinesa.

Conforme dito, simultaneamente, aviões supersônicos e bombardeiros norte-americanos sobrevoaram todo o espaço aéreo da Coreia do Sul. Cada um foi escoltado por caças estadunidenses que decolaram da Base Aérea Andersen, em Guam, no Pacífico, rumo à Península Coreana. Segundo informou o general Vicente Brooks, Comandante das Forças Americanas na Coreia do Sul, “A demonstração de hoje é apenas um exemplo de toda a série de capacidades militares desta sólida aliança, que busca proporcionar e reforçar a dissuasão”.

Exercícios militares conjuntos entre Washington e Seul não são novidades na região, assim como as declarações de reforço ao sistema de defesa do Japão. A cada movimento de Pyongyang essas três potências se mobilizam e permanecem em estado de alerta. Chineses e Russos, no entanto, fazem manobras inéditas e, embora elas tenham sido anunciadas faz algumas semanas, tem ocorrido muitos comentários sobre essa ação conjunta, tanto negativos como positivos.

Na data do anúncio das manobras militares pelo Governo chinês, a apreciação sobre o risco que as manobras causariam se baseava na avaliação do sistema de defesa antimísseis THAAD* usado na Coreia do Sul, uma vez que se considerava que esses exercícios eram uma afronta direta ao sistema, mas a situação foi amenizada após o encontro dos líderes chineses e sul-coreanos na Reunião de Cúpula do G20. O que torna interessante o dia 13 de setembro é que russos, chineses, sul-coreanos e norte-americanos escolheram a mesma data para sua agenda militar, logo após um teste nuclear da Coreia do Norte.

Muito será discutido entre os especialistas em segurança no continente asiático, pois, com o teste norte-coreano, fica patente que essas manobras são uma demonstração de força contra os líderes da Coréia do Norte. Entretanto, ainda ficam as interrogações sobre as reações de cada um dos grupos envolvidos acerca das mobilizações militares na região, bem como a que realmente poderá levar. Além disso, se será um passo para por fim na corrida nuclear norte-coreana. Fica ainda a dúvida se o caso coreano do norte foi apenas a justificativa para mais uma demonstração de força entre as principais potências do mundo naquela área da Ásia.

Tais dúvidas poderão ser esclarecidas brevemente, após as mobilizações de Pyongyang e dos aliados que são contra as atitudes confrontadoras da Coreia do Norte ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), que, mesmo sofrendo sansões econômicas por mais de 10 anos, ainda se mantêm confiante no desenvolvimento do armamento nuclear.

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* O terminal THAAD é um sistema de defesa antimísseis transportável com facilidade. Ele tem a função de proteger contra ameaças de entrada hostis, atuando para combater mísseis balísticos táticos, em teatros com intervalos de 200 km e com altitudes de até 150 km. Conforme apontam especialistas, ele fornece um ‘escudo de defesa em camadas’ para proteger locais estratégicos ou táticos de alto valor, como aeroportos ou centros populacionais. Vide:

http://www.army-technology.com/projects/thaad/

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ImagemUm interceptor THAAD sendo disparado durante um exercício em 2013 tradução livre” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Terminal_High_Altitude_Area_Defense

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ECONOMIA INTERNACIONALFÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICASSociedade Internacional

[:pt]China sedia a Cúpula do G20[:]

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Durante os dias de ontem e hoje, 4 e 5 de setembro de 2016, a China recebe a Reunião de Cúpula do G20, grupo dos vinte países mais ricos do mundo, um encontro que tem diversos temas importantes em discussão, como o meio ambiente e a economia mundial, e tem a peculiaridade da primeira visita do atual Presidente do Brasil, Michel Temer. O impeachment da Presidente afastada, Dilma Rousseff, ganhou as manchetes no mundo e esse assunto está sendo tratado nas reuniões do grupo e nos diálogos bilaterais.

Sediar o encontro do G20 é importante para os chineses. Segundo a diretora do Instituto de Economia Internacional da Academia de Estudos Internacionais de Shanghai, Zhang Haibing, esse é um momento para mostrar ao mundo a importância que o país ganhou no cenário internacional.

Beijing se preocupa bastante em como os demais países olham para si, por isso, manter uma boa imagem é muito importante para o Governo chinês e quando o país é elogiado por ações positivas o noticiário local dissemina intensamente a informação. Atualmente, os Estados Unidos elogiaram a cooperação existente entre chineses e norte-americanos, o que vem ganhando destaque nos principais canais midiáticos do país asiático, destacando-se que este é um dos Acordos de Cooperação China-EUA que não são abalados, mesmo quando há divergência de interesses entre os dois Estados.

O evento receberá a última visita de Barack Obama como Presidente dos EUA, ele que sempre saudou a ascensão pacífica do gigante asiático. Além disso, entrará para a história com a primeira viagem oficial do atual Presidente do Brasil, Michel Temer, que assumiu a Presidência após o afastamento definitivo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Ao longo destes dois dias, Shanghai é o centro das atenções de empresários, governantes e outros interessados na economia e no desenvolvimento mundial. Muito se espera do encontro e, para os chineses, será mais uma oportunidade de apresentar seu grande potencial para o mundo.

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ImagemLíderes políticos do G20, durante a Cúpula anual do Grupo no ano de 2016” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Cumbre_del_G-20_de_Hangzhou

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ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

[:pt]Rumo a Tokyo 2020: a Cultura Pop japonesa e os preparativos olímpicos[:]

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O Japão é um país que desperta mistérios, principalmente quando se pensa no seu povo, que tem um comportamento formal, mas uma cultura contemporânea que contraria toda a formalidade tradicional nipônica. Em meio a esses contrastes culturais, desafios econômicos e identificação japonesa com a tecnologia, Tokyo começa a se preparar para os Jogos Olímpicos em 2020. No Rio de Janeiro, o mundo já teve uma ideia do que irá ocorrer, após o primeiro-ministro Shinzo Abe se passar por uma das figuras pops mais famosas do país asiático, o Super Mário, personagem de vídeo game da empresa japonesa Nintendo.

Entrando no mundo da cultura pop nipônica, conhecida no mundo através de suas animações, as Olimpíadas de 2020 já haviam sido previstas pelo cartunista Katsuhiro Otomo, na década de 1980, em sua série de ficção, Akira, publicada entre 1982 até 1990, quando na sua série ele fez algumas referências às Olimpíadas de 2020 na capital japonesa e até ilustrou marcadores com a contagem para os jogos. Não existe apenas o caso do acerto sobre o Jogos Olímpicos, parece que esta e outras animações de ficção japonesa também já haviam previsto a atual situação política e econômica do país, não muito confortável e cheia de problemas para serem resolvidos.

Em diversas histórias japonesas, o Japão sempre aparece em um estado pós-apocalíptico, passando por reconstrução, luta contra corrupção e união do povo para salvar o futuro da nação, casos não tão distantes da realidade contemporânea do país. A atual governadora de Tokyo, Yuriko Koike, assumiu recentemente o cargo após o seu antecessor, Yoichi Masuzoe, renunciar ao cargo, depois de ser acusado de envolvimento em casos de corrupção.

A TV japonesa NHK, frequentemente passa notícias sobre as próximas Olimpíadas, comentando sobre o orçamento que será definido até o final deste ano (2016), e sobre a situação econômica do país, bem como sobre quais poderiam ser os impactos negativos e positivos dos jogos em Tokyo. Os custos com o Evento serão bem discutidos, pois o país não vive um bom momento econômico, devido a quedas nas exportações, a pior desde a crise de 2009, como uma queda anual de 14% em relação ao ano de 2015.

Com as fortes variações cambiais valorizando o iene japonês e a crescente desconfiança na indústria nacional, exige-se uma atenção especial dos governos regionais e central do Japão, para não haver gastos desnecessários em certos pontos de sua economia, tanto em nível nacional e como em suas províncias. Segundo o plano de políticas econômicas do Japão, Abenomics (アベノミクス), a confiança da indústria está em queda e está em seu pior patamar, desde 2013, tendo a indústria manufatureira como o principal elemento para a queda e incertezas.

O momento atual pode não ser o mais otimista no Japão, mas a história recente demonstra que o país é determinado em vencer grandes desafios. Desde 2010, os japoneses não passam por grandes períodos de prosperidade. O país teve vários momentos em que precisou se reerguer estruturalmente, após os prejuízos causados por tsunamis e pela crise do vazamento da Usina Nuclear de Fukushima, além de ter diversas trocas de figuras de seus cargos do Governo, graças a casos de corrupção e baixos níveis de aceitação da opinião pública.

A política japonesa, dentre várias ações, se baseará na criação de fundos e orçamentos suplementares para estimular a economia e garantir recursos para manutenção dos serviços básicos que atendem aos cidadãos. Um ponto animador é que a cidade já conta com estruturas prontas, usadas em sua primeira Olimpíada, em 1964, que passarão por modernizações e não haverá tantas preocupações com mobilidade e segurança durante os jogos, afinal, o país tem os mais baixos índices de violência no mundo, além de ser referência em transporte público.

O público jovem japonês será fundamental para o sucesso da recuperação econômica e para os Jogos Olímpicos, e é pensando neles que muitas políticas para Tokyo 2020 serão pensadas. Tokyo não é apenas a capital do Japão, é a capital da tecnologia e o principal retrato do moderno Japão: uma mistura de cultura tradicional, alta tecnologia e toda uma cultura e moda pop genuína japonesa. O Super Mário e outras celebridades nacionais serão eternizadas após os jogos.

Já está prevista a exploração da principal exportação cultural japonesa: seus personagens de games e animações. No Rio 2016, o público já teve uma pequena amostra do que está por vir. O Japão pós-apocalíptico, superado pela organização, união e objetivos bem traçados nas histórias japonesas, parece tão real que já deixa os jovens do país animados, afinal, elas sempre terminam com um Japão forte e vitorioso.

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ImagemJogos da XXXII Olimpíada Tóquio 2020” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Ol%C3%ADmpicos_de_Verão_de_2020

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Fontes Consultadas, para maiores esclarecimentos:

[1] VerTV NHK Stream” (23.08.2016):
http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201608231815_pt_04/
[2] VerTV NHK Stream” (23.08.2016):

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201608231815_pt_03/

[3] Ver Minuto Produtivo.com”:
http://minutoprodutivo.com/economia/confianca-industria-japonesa-e-pior-em-tres-anos

[4] Ver G1”:
http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/08/exportacoes-do-japao-tem-maior-queda-desde-crise-financeira.html
[5] Ver G1”:

http://g1.globo.com/hora1/noticia/2016/08/toquio-sedia-proxima-olimpiada-e-preparativos-estao-bem-adiantados.html

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ÁSIADEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Potências usam Coreia do Norte para justificar políticas e ações conjuntas, voltadas para a própria Defesa[:]

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Nos últimos anos, a Coréia do Norte é um dos principais, senão o principal tema de segurança no leste asiático. Desde que o país passou a realizar constantes teste de armamentos, em especial os nucleares e de mísseis balísticos, pondo em risco a segurança da Coreia do Sul e de seus aliados, políticas de defesa conjuntas por parte de estadunidenses e sul-coreanos foram reforçadas e desenvolvidas, bem como as da China e da Rússia. Por exemplo, graças às ações de Pyongyang realizadas neste ano (2016), um escudo antimíssil, fruto da aliança Seul-Washington, e as inéditas manobras militares Bejing-Moscou ganharam espaço na história asiática. Isso, no entanto, também tem levado a desentendimentos diplomáticos na região.

A opinião pública regional se divide em dois grupos temáticos, que interagem em maior ou menor medida, fazendo composições em suas análises e posicionamentos. De um lado, há os que tratam da questão do sistema antimísseis, havendo os que defendem e discordam dele. De outro, há os que centram foco na aliança sino-russa, vendo nela um possível avanço para impor influência no continente. Em cima disso, em toda a Ásia muitas opiniões e teorias são abordadas por especialistas em segurança, mas há a convergência sobre um ponto: o fato de que o tema Coréia do Norte aparenta servir de justificativa para as condutas individuais e coletivas dos países envolvidos no caso, ou seja, para as relações entre China, Rússia, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos.

Pyongyang é o motivo para que os líderes destes Estados mantenham diálogos com um objetivo certo: prevenção contra possíveis ataques de origem norte-coreana, além de conseguir aproximar três das mais importantes nações do continente, que, historicamente, nunca foram fortes aliadas. Estas potências, China, Japão e Coreia do Sul são históricos rivais em diversos temas ligados à geopolítica asiática e, graças às ações do presidente norte-coreano Kim Jong-um, elas realizam abordagens comuns sem gerar atritos.

Nos dias 23 e 24 de agosto, o Governo japonês espera receber Chanceleres da Coreia do Sul e da China na sua capital, Tokyo, sendo um encontro promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, para tratar da questão segurança, centrada no tema Coreia do Norte, e para tratar de outras questões ligadas a disputas territoriais ligadas aos três países.

Alguns japoneses acreditam não ser um momento oportuno para tal evento, pois os seus vizinhos vem anunciando uma programação de suas respectivas autoridades com aliados específicos, tendo por objetivo apenas a preservação dos interesses individuais. No caso da China, frequentemente as autoridades chinesas e japonesas discutem sobre embarcações de origem chinesa na região das ilhas de Senkaku (Diaoyu, para a China), região que é o “Calcanhar de Aquiles” das relações China-Japão-Taiwan. No norte do Japão, as ilhas Takeshima (Dokdo, para a Coreia do Sul) é o ponto de divergência e disputa entre Seul e Tokyo e já estão programadas manobras conjuntas entre militares estadunidenses e sul-coreanos nas proximidades, o que não agrada as autoridades japonesas.

Os organizadores do encontro esperam que esses temas pontuais não afetem negativamente o encontro de Chanceleres, que é um movimento do Governo japonês para buscar soluções à questão conflituosa na região e, com isso, por o país em uma posição mais ativa, como mediador de temas de grandes proporções políticas regionais, dando também um passo para tentar por fim às relações inseguras entre Beijing, Tokyo e Seul.

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ImagemMapa do alcance máximo do mísseis nortecoreanos ao redor do mundo” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Coreia_do_Norte

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201608181815_pt_01/

[2] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/08/18/1s220222.htm

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