ANÁLISE - Sociedade InternacionalANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

[:pt]Rumo a Tokyo 2020: a Cultura Pop japonesa e os preparativos olímpicos[:]

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O Japão é um país que desperta mistérios, principalmente quando se pensa no seu povo, que tem um comportamento formal, mas uma cultura contemporânea que contraria toda a formalidade tradicional nipônica. Em meio a esses contrastes culturais, desafios econômicos e identificação japonesa com a tecnologia, Tokyo começa a se preparar para os Jogos Olímpicos em 2020. No Rio de Janeiro, o mundo já teve uma ideia do que irá ocorrer, após o primeiro-ministro Shinzo Abe se passar por uma das figuras pops mais famosas do país asiático, o Super Mário, personagem de vídeo game da empresa japonesa Nintendo.

Entrando no mundo da cultura pop nipônica, conhecida no mundo através de suas animações, as Olimpíadas de 2020 já haviam sido previstas pelo cartunista Katsuhiro Otomo, na década de 1980, em sua série de ficção, Akira, publicada entre 1982 até 1990, quando na sua série ele fez algumas referências às Olimpíadas de 2020 na capital japonesa e até ilustrou marcadores com a contagem para os jogos. Não existe apenas o caso do acerto sobre o Jogos Olímpicos, parece que esta e outras animações de ficção japonesa também já haviam previsto a atual situação política e econômica do país, não muito confortável e cheia de problemas para serem resolvidos.

Em diversas histórias japonesas, o Japão sempre aparece em um estado pós-apocalíptico, passando por reconstrução, luta contra corrupção e união do povo para salvar o futuro da nação, casos não tão distantes da realidade contemporânea do país. A atual governadora de Tokyo, Yuriko Koike, assumiu recentemente o cargo após o seu antecessor, Yoichi Masuzoe, renunciar ao cargo, depois de ser acusado de envolvimento em casos de corrupção.

A TV japonesa NHK, frequentemente passa notícias sobre as próximas Olimpíadas, comentando sobre o orçamento que será definido até o final deste ano (2016), e sobre a situação econômica do país, bem como sobre quais poderiam ser os impactos negativos e positivos dos jogos em Tokyo. Os custos com o Evento serão bem discutidos, pois o país não vive um bom momento econômico, devido a quedas nas exportações, a pior desde a crise de 2009, como uma queda anual de 14% em relação ao ano de 2015.

Com as fortes variações cambiais valorizando o iene japonês e a crescente desconfiança na indústria nacional, exige-se uma atenção especial dos governos regionais e central do Japão, para não haver gastos desnecessários em certos pontos de sua economia, tanto em nível nacional e como em suas províncias. Segundo o plano de políticas econômicas do Japão, Abenomics (アベノミクス), a confiança da indústria está em queda e está em seu pior patamar, desde 2013, tendo a indústria manufatureira como o principal elemento para a queda e incertezas.

O momento atual pode não ser o mais otimista no Japão, mas a história recente demonstra que o país é determinado em vencer grandes desafios. Desde 2010, os japoneses não passam por grandes períodos de prosperidade. O país teve vários momentos em que precisou se reerguer estruturalmente, após os prejuízos causados por tsunamis e pela crise do vazamento da Usina Nuclear de Fukushima, além de ter diversas trocas de figuras de seus cargos do Governo, graças a casos de corrupção e baixos níveis de aceitação da opinião pública.

A política japonesa, dentre várias ações, se baseará na criação de fundos e orçamentos suplementares para estimular a economia e garantir recursos para manutenção dos serviços básicos que atendem aos cidadãos. Um ponto animador é que a cidade já conta com estruturas prontas, usadas em sua primeira Olimpíada, em 1964, que passarão por modernizações e não haverá tantas preocupações com mobilidade e segurança durante os jogos, afinal, o país tem os mais baixos índices de violência no mundo, além de ser referência em transporte público.

O público jovem japonês será fundamental para o sucesso da recuperação econômica e para os Jogos Olímpicos, e é pensando neles que muitas políticas para Tokyo 2020 serão pensadas. Tokyo não é apenas a capital do Japão, é a capital da tecnologia e o principal retrato do moderno Japão: uma mistura de cultura tradicional, alta tecnologia e toda uma cultura e moda pop genuína japonesa. O Super Mário e outras celebridades nacionais serão eternizadas após os jogos.

Já está prevista a exploração da principal exportação cultural japonesa: seus personagens de games e animações. No Rio 2016, o público já teve uma pequena amostra do que está por vir. O Japão pós-apocalíptico, superado pela organização, união e objetivos bem traçados nas histórias japonesas, parece tão real que já deixa os jovens do país animados, afinal, elas sempre terminam com um Japão forte e vitorioso.

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ImagemJogos da XXXII Olimpíada Tóquio 2020” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Ol%C3%ADmpicos_de_Verão_de_2020

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Fontes Consultadas, para maiores esclarecimentos:

[1] VerTV NHK Stream” (23.08.2016):
http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201608231815_pt_04/
[2] VerTV NHK Stream” (23.08.2016):

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201608231815_pt_03/

[3] Ver Minuto Produtivo.com”:
http://minutoprodutivo.com/economia/confianca-industria-japonesa-e-pior-em-tres-anos

[4] Ver G1”:
http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/08/exportacoes-do-japao-tem-maior-queda-desde-crise-financeira.html
[5] Ver G1”:

http://g1.globo.com/hora1/noticia/2016/08/toquio-sedia-proxima-olimpiada-e-preparativos-estao-bem-adiantados.html

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ÁSIADEFESANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONALPOLÍTICAS PÚBLICAS

[:pt]Potências usam Coreia do Norte para justificar políticas e ações conjuntas, voltadas para a própria Defesa[:]

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Nos últimos anos, a Coréia do Norte é um dos principais, senão o principal tema de segurança no leste asiático. Desde que o país passou a realizar constantes teste de armamentos, em especial os nucleares e de mísseis balísticos, pondo em risco a segurança da Coreia do Sul e de seus aliados, políticas de defesa conjuntas por parte de estadunidenses e sul-coreanos foram reforçadas e desenvolvidas, bem como as da China e da Rússia. Por exemplo, graças às ações de Pyongyang realizadas neste ano (2016), um escudo antimíssil, fruto da aliança Seul-Washington, e as inéditas manobras militares Bejing-Moscou ganharam espaço na história asiática. Isso, no entanto, também tem levado a desentendimentos diplomáticos na região.

A opinião pública regional se divide em dois grupos temáticos, que interagem em maior ou menor medida, fazendo composições em suas análises e posicionamentos. De um lado, há os que tratam da questão do sistema antimísseis, havendo os que defendem e discordam dele. De outro, há os que centram foco na aliança sino-russa, vendo nela um possível avanço para impor influência no continente. Em cima disso, em toda a Ásia muitas opiniões e teorias são abordadas por especialistas em segurança, mas há a convergência sobre um ponto: o fato de que o tema Coréia do Norte aparenta servir de justificativa para as condutas individuais e coletivas dos países envolvidos no caso, ou seja, para as relações entre China, Rússia, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos.

Pyongyang é o motivo para que os líderes destes Estados mantenham diálogos com um objetivo certo: prevenção contra possíveis ataques de origem norte-coreana, além de conseguir aproximar três das mais importantes nações do continente, que, historicamente, nunca foram fortes aliadas. Estas potências, China, Japão e Coreia do Sul são históricos rivais em diversos temas ligados à geopolítica asiática e, graças às ações do presidente norte-coreano Kim Jong-um, elas realizam abordagens comuns sem gerar atritos.

Nos dias 23 e 24 de agosto, o Governo japonês espera receber Chanceleres da Coreia do Sul e da China na sua capital, Tokyo, sendo um encontro promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, para tratar da questão segurança, centrada no tema Coreia do Norte, e para tratar de outras questões ligadas a disputas territoriais ligadas aos três países.

Alguns japoneses acreditam não ser um momento oportuno para tal evento, pois os seus vizinhos vem anunciando uma programação de suas respectivas autoridades com aliados específicos, tendo por objetivo apenas a preservação dos interesses individuais. No caso da China, frequentemente as autoridades chinesas e japonesas discutem sobre embarcações de origem chinesa na região das ilhas de Senkaku (Diaoyu, para a China), região que é o “Calcanhar de Aquiles” das relações China-Japão-Taiwan. No norte do Japão, as ilhas Takeshima (Dokdo, para a Coreia do Sul) é o ponto de divergência e disputa entre Seul e Tokyo e já estão programadas manobras conjuntas entre militares estadunidenses e sul-coreanos nas proximidades, o que não agrada as autoridades japonesas.

Os organizadores do encontro esperam que esses temas pontuais não afetem negativamente o encontro de Chanceleres, que é um movimento do Governo japonês para buscar soluções à questão conflituosa na região e, com isso, por o país em uma posição mais ativa, como mediador de temas de grandes proporções políticas regionais, dando também um passo para tentar por fim às relações inseguras entre Beijing, Tokyo e Seul.

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ImagemMapa do alcance máximo do mísseis nortecoreanos ao redor do mundo” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Coreia_do_Norte

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201608181815_pt_01/

[2] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/08/18/1s220222.htm

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EURÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]A Rússia Oriental e as tensões no continente asiático[:]

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A Rússia sempre foi o foco de importantes temas globais no decorrer da história, seja no campo econômico, no político e no militar. Indiferentes ao período histórico vivido, os russos mostram-se essenciais para a estabilidade socioeconômica no continente asiático, uma importância que é reforçada pelos recentes movimentos estratégicos com a China e pela preocupação de Seul em não perder o apoio de Moscou em significativos temas de interesse sul-coreano.

Recentemente, russos e chineses apresentaram seus planos para exercícios militares conjuntos na costa chinesa, com um comunicado que foi visto por muitos como uma resposta ao escudo antimíssil dos EUA em parceria com Seul, algo que gerou diversas opiniões positivas e negativas, por diversos especialistas em segurança na região.

Também recentemente, o Ministro da Defesa Nacional da China, Chang Wanquan, pediu para os moradores de regiões costeiras do país se prepararem para uma “Guerra no Mar” e o Ministério da Defesa da China repudiou o Livro Branco japonês, que, segundo ele, dedicou 30 páginas negativas sobre o Programa de Defesa Nacional chinês e os tornam uma ameaça para as demais nações asiáticas.

Chang não foi direto sobre quem seria o alvo da guerra na costa chinesa, mas mostrou que as disputas territoriais da China com países como Japão e Filipinas são constantes manchetes nos noticiários locais dos últimos anos e sua cooperação militar com a Rússia na costa chinesa pode ser vista como uma ameaça regional.

Além de ser tema em assuntos relacionados à China e à segurança regional, a Rússia ganhou total atenção da Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, após o anúncio da implantação do Terminal High Altitude Area Defense (THAAD), o escudo antimíssil instalado na península coreana, resultado da cooperação Seul-Washington.

Seul e Moscou sempre mantiveram relações bem pontuais. O tema de segurança entre eles é voltado para questões que se referem à Coreia do Norte e os últimos avanços foram no campo econômico, partindo do interesse russo em desenvolver a parte oriental de seu país, sendo esta uma grande oportunidade para o comércio bilateral entre os dois Estados. Park espera se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin durante o Fórum Econômico Oriental (EEF – sigla em inglês), na cidade de Vladivosktok, para esfriar a tensão vivida pelo THAAD.

Russos e Chineses são contra o escudo antimíssil e sempre comentam sobre os exercícios militares entre coreanos e estadunidenses, duas nações que são aliadas neste lado sul da península coreana, mas vistas como peças importantes para frear o regime de Pyongyang. No entanto, uma recente entrevista da Agência de Notícias da China, Xinhua, com o ex-ministro da Unificação da Coreia do Sul, Jeong Se-hyun, põe mais elementos para dificultar as relações de Seul com as duas potências asiáticas.

Jeong apontou que o THAAD foi consolidado devido a forte pressão dos Estados Unidos aos aliados sul-coreanos e que pôs em cheque toda a política de reunificação das Coreias em que ele havia se dedicado ao longo dos anos. Com a China, Seul já tem boas relações, fortalecidas por temas comuns, como as disputas territoriais com o Japão, e Moscou se tornou prioridade sul-coreana para manter a estabilidade regional, bem como para não afetar os acordos econômicos em andamento.

Transcontinental como é o território russo, seu nome em múltiplos temas vem se espalhando na Ásia, Oriente Médio e no Ocidente. No continente asiático, a palavra Rússia é uma incógnita no que se refere a se manter ou não relações mais estreitas, mas é um país que abre novas portas para as gigantes empresas de países desenvolvidos da região. No entanto, para a Coreia do Sul, é necessário buscar um meio termo para a manutenção de suas relações com Washington e procurar espaços para se aproximar de Moscou sem gerar grandes atritos.

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Imagem (Fonte):

http://english.yonhapnews.co.kr/national/2016/08/03/4/0301000000AEN20160803010800315F.html

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Fontes Consultadas:

[1] VerYonhap”:

http://english.yonhapnews.co.kr/national/2016/08/03/4/0301000000AEN20160803010800315F.html

[2] VerXinhua”:

http://news.xinhuanet.com/english/2016-08/02/c_135558766.htm

[3] VerXinhua”:

http://news.xinhuanet.com/english/photo/2016-08/03/c_135561028_2.htm

[4] VerRadio China Internacional”:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/08/03/1s219530.htm

[5] VerRadio China Internacional”:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/08/03/1s219578.htm

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ENERGIAMEIO AMBIENTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDETecnologia

[:pt]Mobilidade e redução de poluentes é tema na China[:]

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A engenharia chinesa começa a realizar testes com o super ônibus que passará acima dos carros nas metrópoles do país, e aposta no aumento de veículos elétricos para reduzir a emissão de poluentes. Acreditam os governantes que estão no caminho certo para diminuir os altos índices de poluição na China.

Nesta semana, o Transit Elevated Bus (TEB) começou a ser testado na cidade de Qinhuangdao.  O veículo é elevado para poder transitar sobre automóveis, evitando congestionamentos e substituindo outros ônibus convencionais em operação. 

Podendo transportar até 300 pessoas, ele é movido por células de eletricidade e pode ocupar múltiplas faixas nas vias em que poderá trafegar quando for posto em pleno funcionamento. O seu tamanho e tipo de força motriz agrada aos dirigentes, que investem em energias renováveis para reduzir a poluição no país e melhorar as condições de saúde dos chineses, bem como dos turistas que visitam suas metrópoles.

O TEB apresentou sucesso em seus primeiros testes, agradando aos engenheiros e aos moradores da cidade de Qinhuangdao. A boa notícia do ônibus elevado chega junto ao anúncio do livro azul sobre veículos movidos a novas energias, segundo o qual a China poderá obter mais de 1 milhão de carros elétricos e movidos a biocombustíveis, até o ano de 2020.

A poluição é um grande problema vivido pelos chineses e turistas nas grandes cidades do país. Ao longo dos anos, o Governo não economizou seus recursos para criar novos pontos de geração de energias renováveis e incentivar a população a utilizar meios de transporte menos poluentes. O sucesso nos testes do ônibus e na redução de poluentes poderá abrir um novo mercado em solução de transportes de massas, outro objeto que poderá ser exportado para grandes metrópoles no mundo, como Nova York e a cidade de São Paulo, duas cidades que sofrem com grandes congestionamentos.

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Imagem (Fonte):

Reprodução engenhariae.com.br

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://engenhariae.com.br/tecnologia/china-comeca-testar-onibus-que-transita-por-cima-de-carros/

[2] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/08/02/1s219465.htm

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]China recusa aceitar reinvindicações das Filipinas no Mar do Sul da China[:]

[:pt]

O Governo chinês continua numa constante batalha em dois flancos no continente asiático. Disputas territoriais no leste e no sul do país prevalecem e sem uma possível resolução a médio prazo: enquanto na região do Pacífico o país mantém disputas com Japão, Taiwan pela soberania em pequenos arquipélagos na região, ao sul, no Mar do Sul da China, a disputa é com países como a Filipinas.

Nesta semana, o Tribunal de Arbitragem de Haia concluiu que Beijing não tem direitos para reivindicar a soberania em pequenas ilhas e pontos econômicos no oceano, como é o caso das ilhas de Nansha (também conhecido como Spratly), alegando que o país está contradizendo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, em 1982. Além da decisão, ficou entendido que os chineses violaram a soberania filipina na região, causando danos aos recifes de corais e afetando na economia pesqueira desse país.

A China não aceitou a decisão de Haia e publicou o Livro Branco sobre o assunto. Conforme consta no Documento: “As reivindicações das Filipinas são infundadas tanto em termos da história, como de acordo com o direito internacional (…). A China tem a intenção de resolver as disputas com as Filipinas no mar do Sul da China por meio de negociações (…). …se opõe e nunca reconhecerá quaisquer reivindicações ou ações na base desta decisão da arbitragem”.

A região sempre foi palco de disputa entre chineses, japoneses, vietnamitas, filipinos e outros povos da região, que, antes do período do Império do Japão e da Segunda Guerra Mundial (1939-45), possuíam outras demarcações, as quais foram alteradas ao passar dos anos, e com poucos documentos ainda existentes que poderiam comprovar quem realmente possui a soberania sobre cada região e arquipélagos. 

Para Beijing, muito do que hoje é disputado ocorre por influência estrangeira, estadunidense e europeia, um argumento que lhe serve como base para ignorar decisões de Tribunais Internacionais sobre esta e outras disputas no continente.

Especialistas acreditam que as negociações seriam facilitadas se não houvesse a presença de militares dos Estados Unidos na região, o qual faz frequentemente exercícios militares na área, e, por isso, a presença chinesa seria uma resposta a tais movimentos norte-americanos. Outros acreditam que as disputas políticas e de influência que ocorrem na região afetam no relacionamento das nações vizinhas, pois, em alguns casos, a disputa chinesa com pequenas nações asiáticas aparentam ser desnecessárias do ponto de vista econômico, são disputas que não afetariam a economia do país no atual momento. 

Ao mesmo tempo em que os chineses não aceitam a decisão de Haia, Beijing negocia diretamente com as Filipinas para definirem uma conduta pacífica e a divisão de recursos naturais em disputa. Para o Governo chinês o futuro da região deve ser definido apenas pelas partes envolvidas e sem a interferência estrangeira ou de Tribunais Internacionais, pois são territórios históricos que já fizeram parte do país.

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ImagemO mapa dos territórios em disputa no mar do Sul da China” (Fonte):

© Foto: Wikipedia/Voice of America

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Fontes Consultadas, para maiores esclarecimentos:

[1] “Livro Branco” (Versão em Portuguêsbr):

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/07/13/1s218533.htm

[2] Xinhua TV”:

http://news.xinhuanet.com/english/video/2016-07/13/c_135509275.htm

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Chineses discutem possível reforma no atual sistema de estatais[:]

[:pt]

Nesta semana, foi realizado o Simpósio sobre Reformas Estatais da China, um evento criado para discutir sobre o atual sistema e possíveis mudanças na condução das empresas estatais do país. As reformas visam atualizar seus mecanismos e buscam aumentar suas influências, tanto dentro quanto fora do território chinês.

A reforma das empresas estatais, bem como em estruturas políticas e econômicas na China, vem sendo discutida a algum tempo, assim como as reformas no próprio Partido Comunista da China (PCCh), que completa 95 anos. O presidente Xi Jinping pede para que as possíveis mudanças sejam feitas na direção do aumento da solidez, do vigor e da capacidade competitiva de suas estatais, para garantir os interesses do povo chinês.

O primeiro-ministro Li Keqiang também deu instruções aos políticos do país para tomarem decisões no caminho indicado por Jinping, agregando também novos conceitos de desenvolvimento, que estruturarão a forma como as decisões devem ser tomadas, tanto em nível interno como externo.

A modernização dos atuais mecanismos de decisão é entendida a partir do princípio de que se deve desburocratizar abertura de novas empresas, bem como a forma de dar autonomia as atuais que atuam intensamente em alguns setores estratégicos da economia.

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ImagemThe Great Hall of the People, where the NPC convenes”   (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/National_People%27s_Congress#/media/File:Great_Hall_Of_The_People_At_Night.JPG

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Fontes Consultadas, para maiores esclarecimentos:

[1] Rádio China”:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/07/04/1s218141.htm

[2]Stream Radio China”:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/07/01/1s218051.htm

[3]Xinhua”:

http://spanish.xinhuanet.com/2016-07/04/c_135485918.htm

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