ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]China recusa aceitar reinvindicações das Filipinas no Mar do Sul da China[:]

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O Governo chinês continua numa constante batalha em dois flancos no continente asiático. Disputas territoriais no leste e no sul do país prevalecem e sem uma possível resolução a médio prazo: enquanto na região do Pacífico o país mantém disputas com Japão, Taiwan pela soberania em pequenos arquipélagos na região, ao sul, no Mar do Sul da China, a disputa é com países como a Filipinas.

Nesta semana, o Tribunal de Arbitragem de Haia concluiu que Beijing não tem direitos para reivindicar a soberania em pequenas ilhas e pontos econômicos no oceano, como é o caso das ilhas de Nansha (também conhecido como Spratly), alegando que o país está contradizendo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, em 1982. Além da decisão, ficou entendido que os chineses violaram a soberania filipina na região, causando danos aos recifes de corais e afetando na economia pesqueira desse país.

A China não aceitou a decisão de Haia e publicou o Livro Branco sobre o assunto. Conforme consta no Documento: “As reivindicações das Filipinas são infundadas tanto em termos da história, como de acordo com o direito internacional (…). A China tem a intenção de resolver as disputas com as Filipinas no mar do Sul da China por meio de negociações (…). …se opõe e nunca reconhecerá quaisquer reivindicações ou ações na base desta decisão da arbitragem”.

A região sempre foi palco de disputa entre chineses, japoneses, vietnamitas, filipinos e outros povos da região, que, antes do período do Império do Japão e da Segunda Guerra Mundial (1939-45), possuíam outras demarcações, as quais foram alteradas ao passar dos anos, e com poucos documentos ainda existentes que poderiam comprovar quem realmente possui a soberania sobre cada região e arquipélagos. 

Para Beijing, muito do que hoje é disputado ocorre por influência estrangeira, estadunidense e europeia, um argumento que lhe serve como base para ignorar decisões de Tribunais Internacionais sobre esta e outras disputas no continente.

Especialistas acreditam que as negociações seriam facilitadas se não houvesse a presença de militares dos Estados Unidos na região, o qual faz frequentemente exercícios militares na área, e, por isso, a presença chinesa seria uma resposta a tais movimentos norte-americanos. Outros acreditam que as disputas políticas e de influência que ocorrem na região afetam no relacionamento das nações vizinhas, pois, em alguns casos, a disputa chinesa com pequenas nações asiáticas aparentam ser desnecessárias do ponto de vista econômico, são disputas que não afetariam a economia do país no atual momento. 

Ao mesmo tempo em que os chineses não aceitam a decisão de Haia, Beijing negocia diretamente com as Filipinas para definirem uma conduta pacífica e a divisão de recursos naturais em disputa. Para o Governo chinês o futuro da região deve ser definido apenas pelas partes envolvidas e sem a interferência estrangeira ou de Tribunais Internacionais, pois são territórios históricos que já fizeram parte do país.

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ImagemO mapa dos territórios em disputa no mar do Sul da China” (Fonte):

© Foto: Wikipedia/Voice of America

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Fontes Consultadas, para maiores esclarecimentos:

[1] “Livro Branco” (Versão em Portuguêsbr):

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/07/13/1s218533.htm

[2] Xinhua TV”:

http://news.xinhuanet.com/english/video/2016-07/13/c_135509275.htm

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

[:pt]Chineses discutem possível reforma no atual sistema de estatais[:]

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Nesta semana, foi realizado o Simpósio sobre Reformas Estatais da China, um evento criado para discutir sobre o atual sistema e possíveis mudanças na condução das empresas estatais do país. As reformas visam atualizar seus mecanismos e buscam aumentar suas influências, tanto dentro quanto fora do território chinês.

A reforma das empresas estatais, bem como em estruturas políticas e econômicas na China, vem sendo discutida a algum tempo, assim como as reformas no próprio Partido Comunista da China (PCCh), que completa 95 anos. O presidente Xi Jinping pede para que as possíveis mudanças sejam feitas na direção do aumento da solidez, do vigor e da capacidade competitiva de suas estatais, para garantir os interesses do povo chinês.

O primeiro-ministro Li Keqiang também deu instruções aos políticos do país para tomarem decisões no caminho indicado por Jinping, agregando também novos conceitos de desenvolvimento, que estruturarão a forma como as decisões devem ser tomadas, tanto em nível interno como externo.

A modernização dos atuais mecanismos de decisão é entendida a partir do princípio de que se deve desburocratizar abertura de novas empresas, bem como a forma de dar autonomia as atuais que atuam intensamente em alguns setores estratégicos da economia.

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ImagemThe Great Hall of the People, where the NPC convenes”   (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/National_People%27s_Congress#/media/File:Great_Hall_Of_The_People_At_Night.JPG

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Fontes Consultadas, para maiores esclarecimentos:

[1] Rádio China”:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/07/04/1s218141.htm

[2]Stream Radio China”:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/07/01/1s218051.htm

[3]Xinhua”:

http://spanish.xinhuanet.com/2016-07/04/c_135485918.htm

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

O continente das disputas verbais

Os países sudeste asiático, em especial a China, o Japão e a Coreia do Sul, sempre estão na mídia com um ponto em comum: a disputa verbal por territórios no continente, fixados antes e após a II Guerra Mundial. Pequenas ilhas constituem-se de objeto de disputa entre os países ao longo dos últimos 60 anos e, embora não haja conflitos armados, mas sim verbais, estes resultam em desconfiança política e atrapalham a economia regional.

Recentemente, militares sul-coreanos realizaram exercícios na área das ilhas Takeshima, que se localizam no Mar do Japão, as quais são reivindicadas por Tóquio. Devido a essas manobras militares, uma série de protestos foram realizados pelos nipônicos em seus canais de comunicação e em fóruns regionais, mesmo sabendo que o controle das ilhas está sob controle de Seul.

Logo mais ao sul do continente, as Filipinas estão levando para a Corte de Haia uma disputa territorial que possui com a China. Refere-se a parte do Mar da China Meridional que está sob embate entre os dois Estados, pois o Governo filipino afirma que o seu direito de exploração marítima na região é muito superior ao que considera o Governo chinês, o qual não aceita a presença de embarcações militares filipinas dentro de suas demarcações.

Ignorando as tentativas bilaterais de resolver a questão, os filipinos abriram uma ação na Corte Internacional, pela qual discutem os direitos territoriais no Mar da China Meridional. Pequim declara que não acolherá decisão tomada por terceiros, referindo-se a Corte, e não irá alterar suas demarcações territoriais na área.

Com a expansão do antigo Império do Japão, até o final da Segunda Grande Guerra, em 1945, muitos territórios ocupados por japoneses foram retomados por nações asiáticas e a saída dos nipônicos levou a uma disputa por estes lugares, já que os mapas antigos e outros documentos que comprovariam o controle de tais extensões por algum país foram perdidos durante a guerra, ou destruídos por militares japoneses.

Este cenário faz com que, atualmente, a disputa territorial na Ásia compreenda várias nações no sudeste do continente, com destaque especial paras as envolvem o Japão, a China, Taiwan, Coreia do Sul, Rússia e Filipinas, e tais disputas são motivos constantes para atritos diplomáticos e desentendimentos que refletem nos acordos econômicos bilaterais e em bloco, contribuindo para a desestabilização socioeconômica em toda região.

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Imagem (FonteTV NHK):

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201606090545_pt_01/

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Fontes consultadas, para maiores informações:

[1] Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201606090545_pt_01/

[2] Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201606090545_pt_02/

[3] Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201606090545_pt_03/

AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Trump e a opinião pública japonesa

O pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, a cada dia que passa torna-se um ponto negativo nas relações nipo-americanas. Conforme vem sendo divulgado, nos últimos 90 dias, as suas declarações deixaram alguns japoneses até envergonhados com as sugestões que ele apresentou. 

Especialistas do Japão de diferentes setores econômicos e políticos se dizem constrangidos com as suas declarações, acrescentando que, também, com as de outros estadunidenses, mas destacam Donald Trump, por ser ele um pré-candidato à Presidência norte-americana com chances de vitória no pleito final. Como manifestou Nobumasa Akiyama, membro da Agência de Energia Atômica japonesa, em um encontro do setor em Washington: “É claro, nós estamos muito constrangidos por ouvir que o potencial presidente dos Estados Unidos sutilmente nos encorajou a pensar sobre a opção nuclear”.

O pré-candidato vem se queixando dos altos gastos de Washington para manter as bases norte-americanas fora do país, principalmente na Ásia, destacando-se, em especial, as bases localizadas no Japão e na Coreia do Sul, tendo a Coreia do Norte como principal objeto justificativo para mantê-las em atividade. Suas recentes declarações podem até afetar na condução das reformas previstas nas instalações militares em Okinawa, ao sul do território nipônico. Ressalte-se que, no início do mês de março, o Governo japonês ordenou a suspensão das obras da nova base dos EUA nessa região.

As relações nipo-americanas em torno de assuntos ligados às instalações militares ao sul do país tornaram-se caso judicial há algum tempo, tendo a briga girado em torno da mudança da atual instalação de Futenma, sem a necessidade de construir uma nova base, logo, retirando duas bases da região. 

Diante do quadro, dos problemas e das declarações dos estadunidenses, os constantes boletins no noticiário local japonês, veiculados pela TV NHK, mostram a preocupação dos cidadãos do país com o cenário de vitória de Donald Trump, refletindo sobre o futuro Governo dos EUA e sobre os pensamentos contra a presença dos imigrantes em seu território, algo que pode afetar as relações de Washington com o mundo, e também com o Japão, que tem a presença de emigrantes no território norte-americano e exibe uma forte relação com os Estados Unidos ao longo das últimas décadas.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump#/media/File:Donald_Trump_by_Gage_Skidmore_3.jpg

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Fontes consultadas, para maiores esclarecimentos:

[1] VerSputnik”:

http://br.sputniknews.com/mundo/20160328/3946437/Japoneses-envergonhados-sugestao-Trump-construir-armas-nucleares.html

[2] VerJornal O Dia”:

http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2016-03-04/japao-ordena-suspensao-de-obras-de-nova-base-dos-eua-em-okinawa.html

[3] Ver El País”:

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/06/internacional/1459964826_693130.html

AMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Chineses querem aumentar a importação de Jegue brasileiro

Os chineses estão dispostos a aumentar suas importações do Brasil e um dos interesses, que chamou a atenção, foi sobre o Jegue, também conhecido como “jumento”. Tal negociação foi confirmada durante a visita à China, da Ministra da Agricultura,Pecuária e Abastecimento do Brasil, Katia Abreu, onde ela participou de encontros com empresários chineses e com oMinistro da Agricultura Chinesa, Han Changfu.

No ano de 2012, empresários chineses ligados à indústria de cosméticos haviam anunciado que pretendiam importar cerca de 300 mil jegues do nordeste brasileiro, por ano, incluindo o Brasil na lista de países que mantêm o intercâmbio de Asnos, ao lado da Índia e da Zâmbia. O país asiático abate mais de 1 milhão de animais desta espécie anualmente e com o crescimento da indústria de cosméticos no país e região, a produção chinesa e suas atuais importações não atendem mais a suas necessidades.

A Ministra brasileira afirmou em sua rede social oficial do Twitter: “No seminário dos empresários chamou a atenção um investidor c/um interesse que nos pareceu piada mas não era. Quer importar jumentos p/China (…). Inacreditável mas sua demanda é de 1 milhão de jumentos ano. Morro e não vejo tudo[1].

O aumento da exportação brasileira deste animal será de agrado ao povo do nordeste, pois existem áreas onde ele é sacrificado e não tem serventia para a população.  Além do Asno, a carne bovina terá redução nas barreiras para chegar em solo chinês e a perspectiva chinesa é de que, a partir de 2016, 50% da carne bovina importada ao seu país venha do Brasil, além de existir o desejo de também importar cascas de tangerina e laranja para atender à necessidade da indústria de óleo e cosmética chinesa.

Os asiáticos já haviam aumentado a sua importação de açúcar em 80% no mês de setembro deste ano (2015), mantendo um relacionamento positivo para as exportações de produtos do Brasil. Cabe agora que empresários e órgãos responsáveis de ambos países acertem as condições legais e iniciem efetivamente esse aumento nas relações comerciais sino-brasileiras.

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Imagem (Fonte):

https://pbs.twimg.com/profile_images/501047134519844865/sV9QkCC6.jpeg

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Fontes Consultadas:

VerTwitter Oficial Ministra Kátia Abreu”:
twitter.com/KatiaAbreu (Acesso em: 18.11.2015)

VerG1”:

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2015/11/chineses-querem-importar-do-brasil-ate-1-milhao-de-jumentos-por-ano.html (Acesso em: 18.11.2015)

Ver Gente & Negócio Arquivo 11/2011”:
http://www.genteemercado.com.br/chineses-querem-importar-jumentos-do-nordeste

VerAnda Arquivo 05/2012

http://www.anda.jor.br/07/03/2012/china-vai-importar-300-mil-jegues-nordestinos-por-ano

ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

As eleições em Mianmar

Depois de 25 anos, Mianmar dá o primeiro passo na transição da Ditadura para a Democracia, realizando a primeira eleição livre no último final de semana. Entre os candidatos e os partidos envolvidos nessa eleição indireta, está presente Aung San Suu Kyi, principal opositora do atual Governo.

Nas ruas deste país asiático e na opinião de especialistas locais e estrangeiros, é esperada uma vitória de Aung e seu partido, a Liga Nacional pela Democracia (LND), mas ela não poderá assumir a Presidência, mesmo com a vitória nas urnas. A Constituição de Mianmar proíbe governantes que sejam cônjuges de estrangeiros, ou que possuam filhos de fora do país, que é o caso de Aung.

Esse e outros artigos na Constituição são legados do Governo Militar, que ainda não se sabe se poderão ser atualizados ou alterados no futuro. No entanto, mesmo sem assumir o Governo, Aung San Suu Kyi disse para a imprensa local que será o poder e a fonte de apoio do representante da LND que possa assumir o cargo de Presidente.

Os resultados das eleições em Mianmar ainda estão sendo apurados e em breve será divulgado o primeiro Presidente eleito por eleições livres, um nome que fará parte da nova história deste país do sudeste asiático. 

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Imagem (Fonte):

http://static.globalnoticias.pt/storage/JN/2010/big/ng1368171.jpg

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Fontes Consultadas:

Ver Realtime Myanmar Elections BBC UK”:

http://www.aljazeera.com/news/2015/11/voting-ends-myanmar-parliamentary-election-151108090030043.html (Consultado em: 8 de novembro, 12:30h)

Ver Reuters Br”:

http://www.aljazeera.com/news/2015/11/voting-ends-myanmar-parliamentary-election-151108090030043.html (Consultado em: 8 de novembro, 13:00h)