ÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Como tática de Política Externa, Japão faz declaração de que houve aumento da repressão na China

Em Hong Kong, os 25 anos dos Protestos na Praça da Paz Celestial, não passaram em branco, diferente do que ocorreu na China Continental, que ofuscou a data, algo que  chamou a atenção dos japoneses. Curiosamente, no Japão, as autoridades desse país vizinho aproveitaram o momento para afirmar que a China está aumentando a repressão e Tokyo irá vigiar os passos do Governo chinês.

A data ganhou os noticiários japoneses, principalmente da rede oficial de notícias do país, a NHK, que durante toda sua programação, tanto em suas versões on line como streams, colocou como tema as suas considerações sobre a chamada repressão chinesa. Nas pautas dos programas exibidos foram debatidas as questões dos dissidentes chineses detidos a 25 anos, os quais ainda estão sob os cuidados das autoridades de segurança da China, bem como temas sobre a reforma no sistema político chinês. Em uma data tão conhecida na história mundial, o secretário chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, fez declarações que podem desagradar Beijing. Ele afirmou à imprensa que o seu país irá acompanhar e seguir os passos da China no que se refere a liberdade de expressão e aos direitos humanos.

A relação sino-japonesa não está num dos seus melhores períodos nestes 4 meses, ocorrendo contraposições duras sobre vários contenciosos, que vem se desenrolando já faz tempo desde o momento em questões territoriais intensificaram a sua fragilização, mas no último período, se potencializaram.

Ressalte-se que, neste momento, a China ganha força contra o Japão em diferentes temas e Fóruns regionais e vem se aproximando de Seul para questionar a soberania japonesa em algumas ilhas no continente asiático. Em decorrência disso, para as autoridades japonesas, a exploração do tema da liberdade e dos direitos humanos pode ser uma saída para conquistar apoio e ganhar força em discussões contra a Beijing.

Até o momento, autoridades chinesas não se pronunciaram em resposta a Tokyo, mas resultados positivos para os japoneses dificilmente serão conquistado em um assunto que os chineses consideram interno e sem abertura para opinião estrangeira.

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Imagem (Fonte):

 Wikipedia

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Fontes consultadas:

Ver:

http://time.com/author/hannah-beech/

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news03.html

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news02.html

ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Seul em Moçambique

Conforme saiu no Macauhub, o Banco de Exportações e Importações da Coreia do Sul concedeu dois empréstimos 124 milhões de dólares para investimentos em infraestrutura em Moçambique. O crédito concedido será destinado à manutenção e construção de rodovias no país africano.

Assim como outras potências internacionais, a Coreia do Sul trabalha em estratégias para fortalecer laços com os países africanos e, seguindo a cartilha chinesa, passa a olhar os setores de infraestrutura de transportes para se inserir profundamente no continente. Os países que investem nessa área nos países africanos sempre buscam preferências nas exportações, além de impedir que os produtos já exportados sofram maiores perdas durante o processo de escoamento até os portos.

Em Moçambique, o primeiro acordo de crédito similar foi em 2008, durante a construção do Hospital Central de Quelimanee, segundo Yim Seoung-Hyeog, vice-presidente do Banco de Exportações e Importações da Coreia do Sul, desde a data já foram destinados mais de 300 milhões de dólares para o país africano distribuídos em 8 projetos anteriores ao atual crédito para o setor de transportes.

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Fonte consultada:

Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2014/05/27/coreia-do-sul-empresta-124-milhoes-de-dolares-a-mocambique/

ÁFRICAANÁLISES DE CONJUNTURAÁSIA

China vê a África com mais cautela

A visita ao continente africano do presidente chinês Li Keqiang durante os dias 4 e 11 de maio se deu diante da celebração da comemoração do quinquagésimo aniversário da visita de Zhou Enlai, Ex-Primeiro-Ministro da China, que esteve no continente em 1963 e 1964.

 A atual passagem do Presidente da China teve como foco a participação na Cúpula da África do Fórum Mundial e os balanços positivos do comércio China-África deixam a percepção de que esta visita irá impulsionar ainda mais as relações, porém, observadores começam a apontar que, talvez, esta não seja a atual realidade.

Nos últimos anos, o saldo comercial positivo entre chineses e africanos foi destaque em diversos Fóruns econômicos, bem como entre os especialistas da área, apresentando as relações ótimas que rederam mais de 200 bilhões de dólares na balança China-África em 2013. Estes e outros pontos positivos dessa relação já foram apresentados por Jorge Nijal – colaborador do CEIRI NEWSPAPER[1] – em seu artigo sobre a primeira visita de Li Keqiang ao continente africano.

Mesmo com dados estatísticos tão significativos, também existem negócios que não produziram bons resultados e, devido a eles, as linhas de crédito para a África, sobre as quais se previa que ultrapassariam os 30 bilhões de dólares, foram reduzidas, tal qual foi apresentado pelo jornal estadunidense The Wallstreet Journal. No artigo “China Takes Wary Steps Into New Africa Deals” foram divulgados números acerca de alguns setores onde o investimento sofreu expressivas quedas em diversos países africanos.

Os autores da pesquisa, Wayne Arnold e Drew Hinshaw, comentam sobre as promessas de Li para maiores linhas de crédito com os países que detém grandes recursos energéticos e matérias-primas, mas também apresentam que, devido aos empréstimos e outros benefícios passados que não renderam conforme o planejado por Beijing, tais promessas para serem cumpridas terão de levar em conta critérios mais fundamentados, com previsão de maior margem positiva para que possam se concretizar.

Na Etiópia, a previsão era de uma linha de crédito aproximada de 20 bilhões de dólares, porém, devido as especulações que geraram uma visão negativa por parte da China, reduziram-se as expectativas dos investimentos de empresas chinesas na região, ressaltando-se que os investimentos  obtiveram quedas entre 2008 e 2012.

Dados oficiais chineses apresentam que em 2008 ocorreu o “boom” de investimentos da China no continente, com US$ 5,5 bilhões. No entanto, em 2011, a marca chegou a US$ 3,2 bilhões, tendo ainda uma diminuição significativa em 2012, quando não foi ultrapassada a cifra dos US$ 2,5 bilhões.  Segundo apontam observadores, tal fato ocorreu devido a investimentos mal planejados e também às dificuldades das legislações das nações africanas, dentre elas as leis ambientais, que, por sua vez, muitos acusam que foram violadas pela China.

Deve-se levar em conta ainda que o aumento dos investimentos chineses na África aconteceu proporcionalmente ao que se deu em outras regiões. Isso decorreu de o crescimento econômico chinês nas últimas 2 décadas ter acelerado os seus investimentos estratégicos em regiões essenciais, de acordo com as necessidades de sua indústria exportadora.

Especialistas apontam ainda que em toda a África o investimento chinês gerou benefícios, mas também causou problemas. Os investigadores do Wallstreet Journalapresentaram  que a queda em seus investimentos acabaram ocorrendo como consequência lógica dos problemas gerados pelo confronto com certas normas de segurança e ambientais que foram violadas por empresas chinesas e por seus parceiros na região, o que levou muitas autoridades africanas a considerarem a China como uma potência colonial. Superar os pontos negativos, manter um bom nível de investimentos e preservá-los dentro das normas ambientais e da segurança social serão, dessa forma, os grandes desafios para o Governo chinês nos próximos anos.

Desde a divulgação do PIB chinês abaixo da média superior a 8% (tanto o anual de 2013-2014, quanto o bimestral comparando os mesmos períodos desses dois anos) muito se especula sobre o futuro econômico do país, mas as autoridades chinesas já declaram que essa queda tem justificativa, pois o país está mudando suas fontes de energia para uma economia “verde”. Ou seja, neste momento está ocorrendo o investimento em tecnologia industrial, na segurança social e em novas leis ambientais para preservar o solo nacional com o objetivo de diminuir o risco ambiental e assegurar um desenvolvimento sadio de sua economia.

Não se pode esquecer que, buscando meios de se manter presente nas importantes regiões estratégicas, principalmente na África, bem como se manter politicamente correto em relação ao meio ambiente e às legislações estrangeiras, o Governo chinês vem investindo também na sua imagem perante à opinião pública internacional e, para tanto, as agências de comunicação chinesas (como, por exemplo, a Radio China Internacional) tem disponibilizado pesquisas sobre as relações entre a China e a África em diversos idiomas para mostrar a sua perspectiva e os ganhos mútuos obtidos.

Nesse sentido, tem-se um cenário interessante e desafiador com o relacionamento sino-africano estando marcado por glórias e fracassos comerciais. Tal realidade levou, no entanto, a que, depois de muitas tentativas, talvez, frustradas, o Governo chinês passasse a buscar maiores informações, além do ambiente comercial, para avaliar e melhorar sua conduta.

Sabendo ainda de sua responsabilidade para com a economia internacional, o país tenta se manter em nível elevado para que seus investimentos preservem a economia ativa e, com isso, seus parceiros possam manter o grau de confiança na China. O que se deve destacar é que, agora, a preocupação dos chineses não está mais em garantir a credibilidade apenas na esfera  econômica, mas também na cultural e na diplomática o que exige outros tipos e grandezas de investimentos.

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Imagens (Fontes– Reprodução Reuters – Ilustração WSJ):

http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424052702303647204579545813194873656?mg=reno64-wsj

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

https://ceiri.news/primeiro-ministro-chines-visita-africa/

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Ver também:

http://portuguese.cri.cn/1721/2014/05/07/1s183566.htm

Ver tambémUm dos questionários – Em português”:

http://portuguese.cri.cn/801/2014/04/28/1s183086.htm

AMÉRICA DO NORTEÁSIANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

China e EUA discutem a Cooperação Militar

O “Secretário de Defesa dos Estados Unidos”, Chuck Hagel, e seu homólogo chinês, Chang Wanquan, se reuniram na cidade de Beijing para discutir novos meios de fortalecer a “Cooperação Militar” na região da Ásia-Pacífico. O encontro ocorre no momento em que a região do leste e sudoeste asiático sofre com várias divergências e disputas territoriais.

Durante a visita da autoridade estadunidense e sua equipe, os chineses apresentaram um pouco mais de suas forças militares presentes em sua região costeira, com o objetivo de levar os EUA a entendê-las melhor, bem como para que percebam que os últimos avanços foram destinados à defesa de seu território e não com objetivo de fazer alguma ofensiva a qualquer país vizinho. Hagel focou os seus interesses na questão da “Coreia do Norte” e no “Mar Meridional da China”, onde o país disputa território com o Japão, principal aliado de Washington na região.

Para os norte-americanos, as “Ilhas Diayou” estão sobre administração japonesa e a China, como maior potência da região, deve ser mais responsável quando se refere a sua disputa com Tokyo. Ele acredita que sem uma maior abertura destas nações, além dos demais países que estão em disputas na região, a segurança em todo o continente estará fragilizada.

Atualmente, a China está se unindo com a “Coreia do Sul” para reivindicar territórios que lhes pertenciam antes da “Segunda Guerra Mundial”, antes da expansão do “Império do Japão”. Argumentos baseados em documentos e fatos históricos são as ferramentas sino-coreanas, mas essa ação conjunta ainda entrava quando Beijing realiza ações unilaterais mais ao sul do continente, as quais despertam o receio de outras nações sobre uma expansão militar chinesa para impor sua vontade. Espera-se que as ações conjuntas que discutem o caso de Pyongyang possam servir positivamente para outros temas na região e levem à diminuição das tensões.

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Fonte consultada:

Ver:

http://espanol.cntv.cn/2014/04/09/VIDE1397013846071440.shtml

América do NorteÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

“Negociações Nipo-Americanas” travam dentro do TPP

O “Acordo Comercial” entre o Japão e os “Estados Unidos”, que estava sendo negociado dentro dos critérios da “Parceria Transpacífica” (TPP, sigla em inglês de “Trans-Pacific Partnership”), não foi realizado. Muitos temas englobados são divergentes e carecem de mais estudo entre as duas nações.

Segundo a emissora NHK japonesa, Tokyo e Washington manterão as negociações até o dia 24 de abril, porém, nem mesmo as autoridades japonesas sabem se haverá pelo menos um Acordo mínimo que possa agradar ambos os países. As 18 horas de negociações com a participação de funcionários de alto escalão nipônico e estadunidense terminaram sem êxito, muito devido as barreiras comerciais sobre produtos agrícolas.

Cinco categorias estão sendo discutidas dentro da área dos produtos agropecuários, destacando-se a questão das carnes bovina e suína, cuja as tarifas permanecem intocáveis. Os negociadores esperam avançar nas negociações com a expectativa de que o presidente norte-americano Barack Obama confirme o Acordo junto com sua contra-parte japonesa no final deste mês (abril), quando ele estará no Japão para importantes reuniões com funcionários de alto escalão do Governo nipônico.

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Imagem (Fonte):

 wikipedia

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Fontes consultadas:

Ver NHK:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news01.html

Ver NHK:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news02.html

América do NorteAMÉRICA LATINAÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

“Acordo Transpacífico” em discussão

O “Acordo Estratégico Transpacífico de Associações Econômicas” (TPP, na sigla em inglês) mobiliza “Coria do Sul”, Peru, Chile, EUA e Japão em discussões sobre as suas específicas participações. Nesse sentido, foi aberta a segunda rodada de negociações para definirem os rumos do Tratado que envolve diversas nações da Ásia-Pacífico.

Nesta semana, o “Ministério do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul” anunciou que está conversando com as autoridades do Peru e do Chile paralelamente ao Acordo principal do TPP. Destaca-se que a “Coreia do Sul” está abrindo negociações bilaterais com diversos países envolvidos no Acordo original e o mesmo tipo de contato já havia sido feito com os “Estados Unidos” durante as preliminares desta atual rodada de negociações.

Enquanto Seul trabalha com os sul-americanos, o Japão reinicia seu diálogo com Washington. A relação nipo-americana está baseada em tarifas que envolvem o setor de agronegócios, onde ambos os países divergem quando ao tema e voltam a atenção para a carne bovina e suína, sobre as quais existem cargas tributárias muito elevadas. No final deste mês de abril, o premiê Shinzo Abe e o presidente Barack Obama vão se reunir em Tokyo e provavelmente definirão os rumos destas negociações.

Muito se espera no TPP, mas ainda existem várias divergências em diferentes setores comerciais e, por se tratar de um Acordo que envolve diversas nações, sua concretização pode durar mais tempo.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/economy/2014/04/07/0600000000ASP20140407002400883.HTML

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news01.html

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