ÁFRICAAMÉRICA LATINAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Relações comerciais entre o Brasil e a África cresceram 416% em 10 anos

O “Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Brasileiro” (MDIC) publicou dados informando que, na última década (2002-2012), houve significativo incremento nas relações comerciais entre Brasil e África (excluído o “Oriente Médio”), em um valor…

Read more
AMÉRICA LATINANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

“Grupo BRICS” é tema de debate em evento sediado no Brasil

Estudiosos, palestrantes, pesquisadores e especialistas renomados no assunto “BRICS (acrônimo, em inglês, para o grupo político formado por Brasil, Rússia, Índia, China e “África do Sul”, respectivamente) reúnem-se nesta semana, entre os dias 23 e 27 de setembro, em “São Paulo”, a fim de debater o tema e tópicos a ele correlatos. O Encontro se dará por ocasião da tradicional “Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais” (Anpocs).

Dentre os pensadores mundiais confirmados no Evento, incluem-se os estrangeiros Andrew Hurrell, da “Universidade de Oxford”, que tratará da “Teoria das Relações Internacionais em uma era global”; Jean Camaroff, do “Departamento de Antropologia de Harvard”, a qual exporá suas pesquisas acerca de “Roubo de identidade, individualismo e pós-colonialismo em países da África, na palestra intitulada “O retorno de Khulekani Khumalo, preso pelos zumbis: identidade, lei e paradoxos da individualidade no pós-colonialismo e Mamadou Diouf, da “Columbia University”. No que respeita aos estudiosos brasileiros, farão parte do evento: Sérgio Adorno, Lilian Schwartz e Maria Hermínia Tavares de Almeida, dentre outros, sendo, os três, integrantes da “Universidade de São Paulo” (USP).

O objetivo principal do debate é discutir os temas contemporâneos mais relevantes para a agenda brasileira e internacional, bem como os novos desafios com os quais o Grupo se depara, tanto em aspectos políticos, como econômicos e sociais. Ademais, foram incluídos os seguintes pontos na programação do evento: o sentido das manifestações de rua recentemente ocorridas no Brasil, violência, segurança pública, ciberativismo, crise mundial financeira, direitos indígenas, sindicalismo, “Copa do Mundo de 2014” e “Olimpíadas Mundiais em 2016” (que ocorrerão no Brasil), dentre vários outros. Nas palavras de Lins: “A diversidade de temas e a sua conexão com as questões que afetam o cotidiano fazem do Encontro um fórum permanente de discussão e articulação com as quais possamos enfrentar os desafios de nossa sociedade[1].

Assim, gradativamente, o Brasil vai se firmando como um sediador de eventos acadêmicos de porte, que envolvem intelectuais importantes e reconhecidos, de todo o mundo. Além disso, as relações do país com os demais integrantes do Bloco vão sendo cada vez mais aperfeiçoadas, nos moldes da “autonomia pela diversificação implementada pela “Política Externa de Lula”, a qual elegeu, por exemplo, a África como uma das suas prioridades. Daí a inclusão da “África do Sul” ao grupo.

——————–

Imagem (Fonte):

http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2013/04/129_939-brics.png

——————–

Fontes consultadas:

Ver [1]:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=223985

ÁFRICAAMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Países africanos podem ter sido alvo de espionagem estadunidense

O jornal belga “De Standaard publicou, nesta semana, a informação de que países da África e do Oriente Médio teriam sofrido interceptação ilícita de suas comunicações, todavia, sem indicar a fonte que lhe teria fornecido tal dado. A invasão teria ocorrido no sistema de informática de telefonia da empresa “Belgacom”, que atua naquelas regiões. O que chama atenção é o fato de, pela acusação, o “crime” não ter sido cometido por hackers tradicionais, mas pelo governo dos “Estados Unidos”, nos moldes do que foi recentemente noticiado pelo fugitivo Edward Snowden, ex-agente contratado da “Agência Nacional de Segurança (NSA, em inglês), a qual, além das acusações que lhe pesam neste momento, teria também invadido o sistema da empresa belga.

O caso passou a ser investigado pela “Procuradoria Federal da Bélgica” em 19 de julho de 2013. O que se obteve de conclusões, até o momento, é que a interceptação só poderia ter sido efetuada por um hacker que tivesse consideráveis meios financeiros e logísticos, o que, de pronto, exclui a possibilidade de o agente ter sido uma simples pessoa física, trabalhado de sua residência e com modesto equipamento de computação. Ademais, “soma-se a isso a complexidade técnica do hacking (entre outros, o uso de um malware – programa mal intencionado – específico e de técnicas de encriptação avançadas) e a sua amplitude, e as investigações estão sendo levadas na direção de uma operação internacional de espionagem estatal[1].

Corroborando com as conclusões da acusação, a Procuradoria belga constatou que o objetivo da intervenção foi a busca de informações estratégicas, e não sabotagem ou criação de danos econômicos, como nos casos de hacker comuns. Cogita-se que a espionagem teria iniciado em 2011 e um fato que depõe contra a NSA é que esta demonstrava interesse por uma das filiais da empresa belga, a “Belgacom International Carrier Services” (BICS), pois esta “seria um ator importante na transferência de dados de voz, de mensagens de texto e tráfego de internet entre operadores de telefonia fixa ou móvel do mundo inteiro, em particular na África e no Oriente Médio[1].

Tais notícias deixam o governo norte-americano e o presidente Barack Obama em situação cada vez mais complicada, haja vista que, uma vez comprovadas as acusações, terão desrespeitado diversas regras de “Direito Internacional”, quebrado a confiança que vários países, governos e pessoas depositavam neles, bem como ficará clara a quebra de soberanias estatais, algo essencial nas relações internacionais.

——————–

Imagem (Fonte):

http://2.bp.blogspot.com/-CMtrQfrO10Y/Udv_Oeoc3OI/AAAAAAAAQMs/ab16XWSEWEk/s1600/130708-EUA-Charge-Michael-Ramirez_Investors-Business-Daily-EUA-02.jpg

——————–

Fontes consultadas:

Ver [1]:

http://www.africa21digital.com/politica/ver/20034190-estados-unidos-sao-suspeitos-de-interceptar-comunicacoes-da-africa-diz-operadora-belga

ÁfricaCOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

“Universidade Sul-Africana” sediará simulação de disputa no âmbito da OMC

A “Universidade de Witwatersrand”, situada na “África do Sul”, foi selecionada para receber a edição “2013-2014 da ELSA Moot Court Competition on WTO Law, a qual se caracteriza por ser uma audiência simulada da “Organização do Sistema Mundial do Comércio” (OMC), com o objetivo de solucionar controvérsias fictícias e lidar com questões de “Direito do Comércio Internacional”. Este evento existe há 11 anos e foi criado pela “Associação de Direito dos Estudantes Europeus” (ELSA, na sigla em inglês).

O evento é aberto a estudantes de Direito de todo o globo, os quais são divididos em equipes relacionadas aRondas Regionais”: América, Ásia-Pacífico, Europa e África. Os alunos mais destacados de cada setor serão qualificados para a Rodada Oralfinal, a ser realizada entre maio-junho de cada ano, na sede da OMC, em Genebra (Suíça).

Esta será a primeira vez que a África receberá o evento, que é visto por diversos estudiosos como algo extremamente positivo, pois estimulará futuros empreendimentos e estudos em universidades africanas, paralelamente aos frutos a serem colhidos por todo o continente na medida em que seus países, crescentemente, tornarem-se Estados-Partes da Organização.

A escolha da África foi proposital, haja vista que a OMC, dentre vários de seus objetivos, tem de promover estudos em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, de modo a auxiliá-los, além do fato de, pela primeira vez, ter-se a região africana envolvida no trabalho. Ademais, a Organização providenciará ajuda de custo para a Universidade promover a simulação.

Estudiosos vêem tal medida como um meio de aproximar países e operadores do Direito não só da Organização Mundial do Comércio”, como do continente africano, os quais têm adquirido relevância crescente nos últimos anos.

——————–

Imagem (Fonte):

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/c/c6/EMC2_Logo.png

——————–

Fontes consultadas:

Ver:

http://www.wto.org/english/news_e/news13_e/ddg_30aug13_e.htm

Ver:

http://www.elsamootcourt.org/

Enhanced by ZemantaEnhanced by Zemanta
ÁfricaAMÉRICA LATINAÁSIACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

“Fórum de Diálogo IBAS” pede intervenção da ONU no conflito palestino-israelense

No dia 23 de agosto de 2013, os governos representativos doGrupo IBAS” (Índia, Brasil e África do Sul”) emitiram uma declaração conjunta dirigida aoConselho de Segurança das Nações Unidas” (CSNU), solicitando que este intervenha mais firmemente na longa contenda envolvendo Israel e Palestina, de modo à por termo ao conflito que tem se prolongado por décadas.

Dentre os pontos incluídos no apelo, defendeu-se uma solução pacífica que respeite os limites territoriais definidos em 1967, bem como acordos anteriores, e seja removida a presença militar hoje presente nos territórios ocupados. O documento foi emitido em nome dos Chanceleres dos três países: Antonio Patriota (que ainda não havia deixado o posto), representando o Brasil; Salman Khurshid, pela Índia; e Maite Nkoana-Mashabane, da África do Sul, os quais destacaram, positivamente, a recente iniciativa israelense de libertar 104 prisioneiros políticos palestinos: “gesto que contribui para o espírito de cooperação em torno das negociações[1].

Todavia, o grupo ressalta que somente a intervenção da ONU não é suficiente para a boa resolução da querela. Há que haver esforços conjuntos das partes conflitantes no sentido de buscar um acordo e chegar e um bom termo, que seja satisfatório para ambas as partes – a denominada estratégia win-wino que implica, necessariamente, algumas concessões dos dois lados. Nas palavras do (hoje “ex”) Ministro das Relações Exteriores do Brasil: “Reafirmamos que o conflito israel-palestino continua a ser uma questão urgente e essencial para a comunidade internacional, cuja resolução é pré-requisito para construção da paz sustentável e duradoura na região do Oriente Médio[1].

A razão do direcionamento do comunicado ao CSNU encontra pilar no fato de que este, pela competência que lhe fora atribuída quando da sua criação, é o responsável pela garantia da paz, harmonia e segurança no mundo. Ademais, não se deixaram de incluir elogios reconhecendo os reiterados esforços estadunidenses em tentar solucionar o conflito.

Medidas como essa denotam o esforço dos três países em atuarem conjuntamente no cenário internacional, colocando-se na posição de atores∕protagonistas e, assim, via multilateralismo, influindo na ordem internacional positivamente, o que se constitui em um dos próprios objetivos do “Fórum de Diálogo”.

——————–

Imagem (Fonte):

WIKIPEDIA

——————–

Fontes consultadas:

Ver [1]:

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2013/08/23/grupo-ibas-pede-colaboracao-da-onu-no-processo-de-paz-entre-israel-e-palestina/

ÁFRICAAMÉRICA LATINAÁSIAFÓRUNS INTERNACIONAISNOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Brasil promove o primeiro ciclo de debates relativo ao setor público do membros do BRICS

No dia 8 de agosto de 2013, o Brasil foi palco oficial, na cidade de Brasília, do primeiro evento criado para discutir questões reputadas “fundamentais” concernentes ao setor público do bloco BRICS (grupo formado por “Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul”). O objetivo precípuo do encontro foi analisar e selecionar o que há de melhor, mais positivo e producente nas relações de trabalho internas de cada um dos países para que, em um segundo momento, haja compartilhamento desses dados entre os cinco Estados. Nesse sentido, o Presidente da “Confederação dos Servidores Públicos do Brasil” (CSPB), João Domingo dos Santos, afirmou que esta reunião serviria como uma proveitosa oportunidade de fazer com que os países do BRICS vislumbrassem pontos fortes e fracos no processo de integração e, destarte, fazer os ajustes necessários. Declarou: “Apesar de informal, o Brics é um bloco econômico que tem grandes trocas comerciais. De forma paralela, Brasil e Rússia, por exemplo, têm trocas comerciais muito importantes no setor da alimentação, da carne, no setor de matérias-primas e minério de ferro. Mas não sabemos como estão os trabalhadores desses países nesse contexto. Então, queremos nesse primeiro estágio, construir uma agenda positiva de interação de interlocução e criar um calendário de eventos e projetos novos a cada ano[1].

Domingos acrescentou, ainda, o grande potencial contributivo brasileiro, notadamente no que tange à questão sindical, haja vista o país possuir o movimento mais antigo do mundo, consolidado há mais de 70 anos, o que forneceria um ótimo exemplo no qual se espelhar. Afirmou: “Temos um modelo em que os trabalhadores, por meio de seus sindicatos, têm real poder de intervenção no país[1]. E, de modo a reforçar tal assertiva, mencionou o caso de sucesso do presidente Lula, que iniciou seus trabalhos no referido movimento.

O “Ministro Conselheiro da Embaixada Russa”, Vladimir Tokmakov, por seu turno, destacou o fato de que o encontro permitiria aos membros do Bloco trocarem informações e experiências e, assim, fortalecer e melhorar o processo integracionista: “Sem conhecimento não se pode construir nada. Essa iniciativa me parece muito oportuna. Acredito que vai produzir resultados positivos[1].

O “Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil”, Sérgio Mendonça, na condição de representante da ministra Miriam Belchior, destacou que 40% da população mundial vive nos países componentes dos BRICS, que estes têm grande importância geopolítica e peso econômico, o que não pode ser desconsiderado. Para ele, o aspecto mais relevante do evento seria “Uma contribuição do serviço público para o desenvolvimento mundial com inclusão social, inovação tecnológica e sustentabilidade[1].

Estudiosos do assunto afirmam que esta é mais uma forma de os cinco países demonstrarem seu real desejo de se empenharem no processo integracionista, no qual denotam acreditar fortemente, diferentemente de muitos que já se arriscam a prenunciar o futuro fracasso do Bloco.

——————–

Imagem (Fonte):

http://4.bp.blogspot.com/-lRvfoxumltw/T9NGr9uTOOI/AAAAAAAABFk/EuUflC2ECK0/s320/BRICS.jpg

——————–

Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://gazetarussa.com.br/internacional/2013/08/12/brasilia_sedia_primeiro_ciclo_de_debates_sobre_setor_publico_do_21011.html

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Robert Mugabe é eleito pela sétima vez no Zimbábue

O polêmico Robert Mugabe, por muitos considerado um “Ditador”, foi reeleito Presidente do Zimbábueno dia 3 de agosto de 2013, assumindo, assim, este cargo pela sétima vez. A contagem de votos apontou o montante de 61% dos votos válidos a seu favor, contra 34% do seu opositor, o premiê Morgan Tsvangirai. Antes mesmo da publicação oficial dos resultados, este já alegava fraude no processo eleitoral, bem como afirmou que ingressaria com ação judicial a fim de questionar a legalidade e higidez do procedimento. Ademais, ressaltou que o partido do qual faz parte – “Movimento para Mudança Democrática” (MDC)irá se desvincular do partido de Mugabe.

Tsvangirai, seus apoiadores e a “Rede de Apoio à Eleição no Zimbábue” (Zesn, em inglês) contestaram veementemente o pleito: “A credibilidade desse processo eleitoral foi minada por violações administrativas e legais, que prejudicam a credibilidade e legitimidade desse resultado. Essa eleição é uma farsa que não reflete o desejo das pessoas[1]. Afirmavam, ainda, que cerca de 1 milhão de pessoas teria sido impedida de votar, especialmente nas regiões mais favoráveis ao Premiê.

O “Chefe de Estado” reeleito possui 89 anos de idade e é o mais velho líder no continente africano, comandando o Zimbábue desde 1980, quando exercia a função de Primeiro-Ministro. No Congresso, seu partido, o “Zanu-PF”, garantiu o número de 137 assentos de um total de 210, o que lhe permite uma boa base de apoio legislativo.

Em contraposição aos argumentos de problemas durante o processo eleitoral, por parte do candidato vencido, bem como seus seguidores, o Partido do vencedor, apoiado por observadores da “União Africana” (UA) e da “Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral” (SADC, na sigla em inglês), afirmam não ter havido qualquer ilicitude durante o processo, o que vem corroborado pela posição do Diplomata Brasileiro na Embaixada de Pretória (África do Sul), Antonio Carlos de Souza Leão: “A votação foi extremamente tranquila e muito organizada. Bem diferente do que vimos na eleição anterior (em 2008). Houve, sim, problemas com as listas eleitorais, que foram distribuídas muito em cima da hora. Mas isso não impediu que os partidos topassem participar [1].

Grande parte do endosso recebido por Mugabe remete aos anos 70, quando ele era visto como um “herói revolucionário”, por ter lutado pela liberdade de seu povo contra o domínio de uma minoria branca que controlava o país. Porém, a realidade atual é muito diferente, especialmente no que respeita à situação econômico-social do país: este se viu diante de uma crise sem precedentes, uma taxa inflacionária anual de 100.000% (destaque-se: a mais elevada do mundo) e uma economia em forte retração.

Uma das grandes dificuldade culturais locais é implantar o conceito de Democracia, porquanto a preponderância da ideia de Monarquia – e, com ela, de vitaliciedade no poder – continua muito arraigada nas consciências de diversos africanos, como deixa claro um apoiador de Robert Mugabe, Didymus Mutasa, que assim se manifestou: “Reis só são substituídos quando morrem. E Mugabe é o nosso rei[1].

——————–

Imagem (Fonte):

http://newsimg.bbc.co.uk/olmedia/740000/images/_744174_mugabe-fist300.jpg

——————–

Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/2013/08/1321291-em-meio-a-criticas-mugabe-e-reeleito-no-zimbabue-pela-setima-vez.shtml

Enhanced by ZemantaEnhanced by Zemanta